quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Acordo do Rio com União prevê redução de salários e de jornada de trabalho e aumento de contribuição previdenciária


Como forma de enfrentar a grave crise financeira do Estado do Rio de Janeiro, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) propôs ao governo federal um acordo que inclui redução tanto da jornada de trabalho, quanto dos salários dos servidores públicos. A negociação deve ser concluída até esta quinta-feira, quando será levado ao presidente Michel Temer e, depois, ao Supremo Tribunal Federal (STF) para homologação. Ainda fazem parte do acordo a venda da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) — algo que Pezão sempre se disse contra — em um prazo de até dois anos, a extinção de outras empresas estatais, e a suspensão de reajustes e de concursos públicos. O pacote inclui também a suspensão do pagamento das dívidas do Rio de Janeiro com a União por um prazo de três anos — algo que o governo do Rio Grande do Sul também está pleiteando — e a possibilidade de o Tesouro Nacional dar garantias a empréstimos para o Estado destinados a objetivos específicos. Como contrapartida, além do corte de despesas e da venda ou do fechamento de estatais, a gestão de Pezão teria que ser adotar medidas que haviam sido propostas pelo governo federal no projeto de renegociação das dívidas dos Estados com a União enviado ao Congresso Nacional, mas que acabaram retiradas do texto aprovado pelos parlamentares. Entre as exigências derrubadas estava, por exemplo, o aumento da contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14%. Caso a ministra Cármen Lúcia aceite os termos, a negociação será colocada em prática. No entanto, a redução da jornada e dos salários precisa passar pelo aval do plenário do STF. As contrapartidas terão que ser aprovadas pela Assembleia Legislativa carioca num prazo de até 120 dias. No entanto, segundo integrantes do governo, quando o acordo for homologado pelo STF, a suspensão dos pagamentos das dívidas pelo Estado já poderá entrar em vigor.

Inflação atinge 6,29% em 2016 e fica abaixo do teto da meta

Depois de disparar em 2015, o Índice de Preços ao Consumidor-Amplo (IPCA), a inflação oficial do País, voltou a ficar dentro da meta estipulada pelo governo e fechou o ano de 2016 em 6,29%. Em dezembro, a alta foi de 0,28%, pressionada pelo aumento do custo das passagens aéreas e da gasolina. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Em 2015, o índice havia avançado 10,67%. O que mais pesou no bolso do brasileiro no ano passado foi o aumento de preços de alimentação e bebidas, com alta de 8,62%. Não foi o aumento mais forte entre todos os tipos de gastos analisados pelo IBGE, mas seu peso é o maior no cálculo do IPCA. Apesar de alguns alimentos, como feijão (-13,77%) e o leite longa vida (-3,97%), apresentarem queda nos preços, outros produtos importantes na mesa do brasileiro exerceram pressão contrária, como o farinha (46,58%), açúcar (23,6%) e frutas (22,67%) tiveram aumento expressivo. O preço de todos os grupos pesquisados pelo IBGE desaceleraram em 2016 em comparação com 2015. A exceção foi o item saúde e cuidados pessoais, com alta de 11,04%. Um ano antes, a variação havia sido de 9,23%. A maior pressão veio das mensalidades dos planos de saúde (13,55%), que teve sua variação acumulada mais alta desde 1997. Já a alta acumulada dos remédios (12,50%) foi a mais elevada desde 2000. Destacam-se, ainda, no grupo, os artigos de higiene pessoal (9,49%). 


No mês de dezembro, os principais impactos individuais vieram das passagens aéreas, com alta de 26,29% e da gasolina (1,75%) e do cigarro (4,80%). O peso destes três itens juntos foi equivalente a 73% do IPCA do mês. Em 2015, os chamados preços administrados foram os principais responsáveis pela alta da inflação no patamar de dois dígitos. Os itens cujos preços são controlados pelo governo, como energia, gasolina, gás de cozinha e plano de saúde, tiveram as altas mais expressiva e o índice oficial ficou em 10,67% nos 12 meses. As contas de energia elétrica aumentaram 51% em média.Com as fortes altas de energia, gasolina (20,10%), ônibus urbano (15,09%), taxa de água e esgoto (14,75%) e gás de botijão (22,55%), o ano de 2015 fechou com uma alta de 18,08% nos preços administrados. O índice é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos de 10 regiões metropolitanas, além de Goiânia, Campo Grande e Brasília. No cálculo do índice de dezembro, por exemplo, foram comparados os preços pesquisados de 28 de novembro a 29 de dezembro de 2015 (referência) com os preços vigentes de 28 de outubro a 27 de novembro de 2015. (ClicRBS)

Conab reestima uma supersafra de grãos 2016/2017 ainda muito maior


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou ontem a 4º Estimativa da safra de grãos de 2016/17 que já foi plantada no País e está em fase de desenvolvimento ou em início de colheita. A area plantada foi de 59,1 milhões de toneladas (1,3% maior do que a da safra anterior). A produção estimada de grãos é de 215,3 milhões de toneladas (15,3% maior do que a da safra anterior). A produção total esperada no mês passado era de 213,1 milhões de toneladas e agora está estimada em 215,3 milhões de toneladas, em função das estimativas mais positivas para a produtividade. A ampliação de produção deverá levar à acomodação dos preços domésticos de itens básicos como arroz, feijão e trigo e aliviará a pressão de custos nos segmentos de carnes e de leites e derivados, podendo abrir espaço para o recuo de preços destes itens. Na mesma direção, a produção de soja atingirá 103,8 milhões de toneladas, também um recorde na série, com alta de 8,7%. Com aumento de 26,9% em relação à safra anterior, a produção de milho deverá somar 84,5 milhões de toneladas. As produções de feijão e de arroz deverão crescer 24,2% e 9,7% nessa ordem. Ante o levantamento do mês anterior, a Conab apontou revisão positiva para todas as culturas, com destaque para 2,4% de milho 1ª safra, 1,3% da soja, 1,1% do arroz, 0,5% do feijão e 0,4% do trigo.

Copom causa grande surpresa no mercado ao derrubar a taxa básica de juros de 13,75% para 13% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central surpreendeu o mercado e anunciou nesta quarta-feira o terceiro corte seguido na taxa básica de juros da economia brasileira, de 13,75% para 13% ao ano. O corte, de 0,75 ponto percentual, é o maior em quase cinco anos - a última vez que a Selic teve queda semelhante foi em abril de 2012, quando passou de 9,75% para 9% ao ano. A decisão mostra que o Banco Central decidiu acelerar o ritmo de redução da taxa de juros em meio às previsões de que a retomada do crescimento da economia brasileira pode demorar mais para acontecer e aos sinais de desaceleração da inflação. Mais cedo nesta quarta-feira, o IBGE divulgou que a inflação fechou o ano de 2016 em 6,29%, abaixo do teto da meta perseguida pelo Banco Central, que era de 6,5%. Ao mesmo, surgiram as notícias de continuidade da queda da produção industrial brasileira. 

Atraso de repasses estaduais provoca greves em cinco hospitais do Rio Grande do Sul

Trabalhadores de cinco hospitais filantrópicos entraram em greve no Rio Grande do Sul. O problema é o atraso nos pagamentos de salários. O balanço, divulgado nesta terça-feira, é da Federação dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul (Fessers). A situação mais crítica é a da Santa Casa de Santana do Livramento, onde a paralisação já dura 43 dias. Os trabalhadores exigem parte pendente dos salários de novembro e dezembro, o 13º e nove meses de vale-alimentação. Estão em greve hospitais de Cacequi, São Francisco de Assis, Canguçu, Rio Grande, Lagoa Vermelha e Cruz Alta. A falta de repasses do governo estadual agravou a situação dos hospitais, que respondem pelo atendimento de 70% dos pacientes do SUS no Rio Grande do Sul. Pesquisa realizada pela Federação das Santas Casas junto a hospitais associados mostra, ainda, que 39% informaram ter atrasado férias, que 27% ainda não cumpriram com o pagamento do 13º e que 42% estão com salários atrasados de outros meses. Enquanto isso as corporações de Estado seguem sugando vorazmente as tetas do Tesouro Estadual.

Juiz interdita Presídio Regional de Bagé

O juiz Cristian Prestes Delabary, da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Bagé, interditou parcialmente o Presídio Regional de Bagé. O presídio está superlotado e em condições precárias de funcionamento. O Ministério Público, que foi quem pediu a interdição, alegou superlotação, falta de segurança e condições precárias. A coisa mais fácil que existe é pedir interdição de pedido, um promotor acorda de manhã com vontade de fazer isso, chega no trabalho, senta e redige no computador uma petição rapidinha, em que não tem que provar nada, e ajuiza. O juiz, que também acordou com vontade de fazer justiça, só tem que usar a sua caneta. Eu queria ver era promotor e juiz obrigando governante a criar vaga para recolhimento de bandido. E não há a menor dificuldade para isso. Pode se montar um presídio da noite para o dia, com o aluguel de contêineres. Basta querer, mas isso parece que promotores e juízes não querem. O mais fácil é impedir preso de ficar preso e bandido solto de ir para a cadeia. É por isso que o Brasil tem uma verdadeira guerra civil solta nas ruas, com mais de 60 mil pessoas sendo mortas a cada ano a bala ou facada. E ninguém toma medida alguma. É, definitivamente, um País de cínicos.

Governo Sartori terá de enfrentar negociações coletivas com sindicatos das fundações que serão extintas

O governo do Rio Grande do Sul diz que já está preparado para iniciar negociações com os sindicatos das cinco fundações que a Assembléia Legislativa extinguiu. O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região confirmou ontem a decisão anterior e manteve a proibição de demissões em massa das cinco fundações. De acordo com a ordem judicial, dada na segunda-feira pela juíz Valdete Souto Severo, só poderá ser feito o desligamento de funcionários após negociação coletiva. Nessa segunda-feira, os cinco órgãos envolvidos – Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), Fundação Zoobotânica, Fundação de Economia e Estatística (FEE), Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec) e Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) – impetraram mandados de segurança para cassar as liminares concedidas pela juíza. Os pedidos, contudo, foram indeferidos no segundo grau, em caráter liminar, pelos desembargadores Marcelo D'Ambroso e Tânia Reckziegel e pelo juiz convocado Luis Carlos Gastal, integrantes da 1ª Seção de Dissídios Individuais. Se há uma coisa que o Brasil precisará rever é a existência da Justiça do Trabalho, porque a legislação trabalhista é o que há de mais atrasado e emperrador do desenvolvimento no País. É uma legislação que torna claro o papel paternalista do Estado em relação aos assalariados, empregados, e que os infantiliza nas relações de trabalho que entretêm com seus empregadores. É coisa do passado, muito atrasada. Quando for revista a legislação será preciso também rever o papel da própria Justiça do Trabalho, uma justiça injusta, que só decide a favor do trabalhador e quase sempre contra o empregador. É uma justiça maniqueísta. 

Juiz decide que pagamento de propina na Petrobras não é dano ao Erário


A Justiça Federal em Curitiba decidiu negar andamento a uma ação de improbidade administrativa do Ministério Público Federal contra o ex-diretor da Petrobras, o corrupto Paulo Roberto Costa, um dos delatores das investigações da Operação Lava Jato, e a empreiteira propineira Galvão Engenharia, além de executivos da empresa. Na decisão, proferida na segunda-feira (9), o juiz Friedmann Anderson Wendpap, da 1ª Vara Federal de Curitiba, entendeu que, no caso concreto, o pagamento de propina para fraudar as licitações da Petrobras não pode ser considerado como dano ao Erário. Na ação, o Ministério Público Federal pedia que os acusados fossem condenados a ressarcir R$ 756 milhões aos cofres públicos, quantia equivalente a dez vezes ao valor que teria sido pago em propina pela empreiteira por meio de "operações fictícias" em contratos da estatal. O Ministério Público também pedia que a Galvão Engenharia fosse impedida de assinar contratos com a administração pública e de receber incentivos fiscais. De acordo com as investigações, a empresa participava do cartel de empreiteiras que fraudava as licitações na estatal. Na decisão, o juiz entendeu que "os atos ímprobos" podem ter causado dano ao Erário, mas os danos não decorrem do pagamento de propina, mas do superfaturamento dos contratos. "No caso concreto, porém, não se pode considerar o pagamento da vantagem indevida como dano ao Erário, por uma singela razão: ainda que tenha sido fixada com base no valor do contrato, a propina foi paga pelas próprias empreiteiras, e não pela Administração Pública. O que a Petrobras pagou, em verdade, foi o preço do contrato e em razão de um serviço que, em tese, foi realizado a contento. Logo, o pagamento da propina não implica dano ao erário, mas desvantagem, em tese, às próprias contratadas", decidiu. Resumindo: o Ministério Público Federal está obrigado a recorrer ao TRF4 dessa decisão, estranha, porque é elementar para qualquer leigo que uma fraude contra uma licitação é um tremendo prejuízo para o órgão público que a realiza. 

Governo Temer estuda privatizar aeroportos de Congonhas e Santos Dumont


O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, disse hoje (11) que o governo Temer estuda incluir os aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ) no programa de concessões à iniciativa privada. “As discussões dentro do governo são para a ampliação do programa de concessão. Congonhas e Santos Dumont estão na lista de discussão, juntamente a outros aeroportos”, adiantou o ministro após reunião do Núcleo de Infraestrutura, no Palácio do Planalto. Além de aeroportos, mais trechos de rodovias e projetos de saneamento também deverão ser leiloados, segundo Oliveira. Em março, o governo vai licitar a administração de quatro aeroportos: Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e Florianópolis. A previsão é arrecadar no mínimo R$ 3 bilhões em outorgas com a concessão dos quatro terminais.

Polícia Federal pede mais prazo ao Supremo para investigar Lula e Dilma


A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a prorrogação do inquérito que investiga se o poderoso chefão da orcrim petista, Lula, e a mulher sapiens petista Dilma, além de dois ex-ministros petistas e dois ministros do Superior Tribunal de Justiça, participaram de uma trama para obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Agora, o relator do caso, ministro Teori Zavascki, deve pedir que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre a continuidade das investigações antes de decidir sobre os desdobramentos do inquérito. Em dezembro, Dilma, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e os ministros do STJ Francisco Falcão e Marcelo Navarro Ribeiro Dantas prestaram depoimentos sobre o caso. Navarro chegou a tentar evitar o depoimento, mas Teori negou o pedido e autorizou que o ministro fosse ouvido. As investigações começaram em maio de 2016 a partir da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) que afirmou aos investigadores que o o governo da petista deflagrou uma ofensiva nos tribunais superiores para influenciar nos desdobramentos da Lava Jato e garantir, por exemplo, a liberdade de grande empreiteiros. A nomeação de Marcelo Navarro Ribeiro Dantas para o STJ faria parte dessa trama, que teria contado com auxílio do "porquinho petista" José Eduardo Cardozo e do ministro Francisco Falcão. Para os procuradores, a indicação de Lula à Casa Civil fez parte das ações do Palácio do Planalto para “tumultuar” o andamento da apuração do esquema de corrupção da Petrobras e de retirar do juiz Sergio Moro a condução das investigações que envolviam Lula, garantindo-lhe o direito ao foro privilegiado.

Iraque pede a Angola que volte a explorar petróleo em campos tomados do Estados Islâmico

O ministro iraquiano do Petróleo convidou nesta terça-feira a estatal angolana Sonangol a retomar suas atividades nos campos petrolíferos ao sul de Mossul, quando forem extintos os incêndios provocados pelos radicais do grupo Estado Islâmico (EI). As forças iraquianas tiraram do Estado Islâmico o controle dos campos petrolíferos de Qayyarah e Najmah no ano passado, mas as colunas de fumaça tóxica continuam após a fuga dos extremistas. Os radicais incendiaram os poços para frear o avanço das forças governamentais para Qayyarah, em seu caminho para reconquista de Mossul, o último grande bastião do Estado Islâmico no Iraque. O ministro do Petróleo, Jabbar al Luaibi, fez um pedido "à companhia petroleira angolana Sonangol para retomar suas atividades para desenvolver os campos de Qayyarah e Najmah". Al Luaibi fez essas declarações em uma reunião com o diretor administrativo da companhia, Edson dos Santos. A maioria dos poços que foram incendiados pelos extremistas já estão sob controle. No entanto, de acordo com o porta-voz do ministério, Asem Jihad, nove deles continuam pegando fogo. A companhia angolana, que assinou em 2009 o contrato de exploração, abandonou o Iraque em fevereiro de 2014 com a deterioração da situação política. Poucos meses mais tarde, o Estados Islâmico se apoderou de amplas zonas de território ao norte e ao oeste de Bagdá. Desde então, a organização terrorista islâmica tem perdido terreno, sobretudo desde que em 17 de outubro as tropas iraquianas lançaram uma importante ofensiva para recuperar Mossul. O governo iraquiano, cujos recursos dependem em grande parte do petróleo, sofreram graves consequências pela queda do preço do petróleo, enquanto um país paga um alto preço combatendo o Estados Islâmico. (AFP)

Especialista em febre amarela avisa que o Brasil está sentado sobre uma bomba relógio pronta a explodir em epidemia a qualquer hora


O aumento de casos de febre amarela silvestre (transmitida em regiões rurais e de mata) em Minas Gerais pode ser um surto cíclico da doença, como o já observado em 2009. Mesmo assim, o País corre risco de ver um retorno dela às áreas urbanas, avaliam pesquisadores. Desde o início de janeiro, 23 casos suspeitos foram notificados no interior de Minas Gerais - 14 deles levaram à morte dos pacientes. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, 16 deles são considerados prováveis, após exames apontarem a presença do vírus, mas ainda estão sendo investigados. No interior de São Paulo, uma morte foi confirmada como causada pela febre amarela silvestre em dezembro, a primeira desde 2009. "Já esperávamos um surto maior da febre amarela silvestre, mas devemos nos preocupar, sim. Estamos sentados em uma bomba-relógio", disse o epidemiologista Eduardo Massad, da USP. "Precisamos entender o risco de reintrodução de febre amarela urbana, o que seria uma enorme tragédia, talvez maior do que zika, dengue e chikungunya juntas - porque ela mata quase 50% das pessoas que não são tratadas". A febre amarela é considerada endêmica nas regiões rurais e de mata do Brasil, onde é transmitida por mosquitos de espécies diferentes, como o Haemagogus e o Sabethes, para macacos e, ocasionalmente, para humanos não vacinados. Mas não há registro de casos em áreas urbanas - onde o vetor é o mosquito Aedes aegypti - desde 1942. O Ministério da Saúde notificou a OMS (Organização Mundial da Saúde) dos casos, seguindo recomendação do Regulamento Sanitário Internacional de informar à organização ocorrências importantes de saúde pública. Em 2016, o Brasil teve seis casos da doença confirmados, segundo o governo. O último surto da febre amarela silvestre ocorreu entre 2008 e 2009, quando 51 ocorrências foram confirmadas.


A pasta também afirmou que enviou duas equipes e cerca de 285 mil doses de vacina contra a febre amarela para Minas Gerais para controlar a doença. Pessoas nas áreas onde há registro de casos serão vacinadas e, em seguida, moradores de municípios vizinhos. Em sua fase inicial, que dura de três a cinco dias, a febre amarela causa calafrios, febre, dores de cabeça e no corpo, cansaço, perda de apetite, náuseas e vômitos. Em sua fase mais grave, a doença provoca hemorragias e insuficiência nos rins e no fígado, o que pode levar à morte. Atualmente, 15 municípios mineiros estão em situação de alerta para a febre amarela. Também estão sendo monitoradas cidades onde ainda não houve casos em humanos, mas que registraram mortes de macacos possivelmente causadas pela doença. O monitoramento ocorre normalmente no Brasil todos os anos, especialmente entre dezembro e maio, considerado o período de maior probabilidade de transmissão da febre amarela. A bióloga Marcia Chame, coordenadora da Plataforma Institucional de Biodiversidade e Saúde Silvestre na Fiocruz Rio, diz que as autoridades de saúde no Brasil já haviam percebido que os surtos extravasam o ambiente das florestas aproximadamente a cada sete anos e atingem mais seres humanos no interior do País.  "Este surto maior é cíclico e, por isso, já há atenção sobre isso. Isso tem relação com todas as atividades humanas que invadem a floresta. E no Brasil também temos um processo importante de perda de ambientes naturais", disse ela. Segundo ela, o aumento das mortes de macacos - principais hospedeiros do vírus no ciclo de transmissão silvestre - é o principal indicativo de que o surto pode estar se aproximando das populações humanas. "Desde 1940 não temos ciclos, no Brasil, de transmissão deste vírus pelo Aedes aegypti, só pelo Haemagogus. A morte de macacos perto de pessoas mostra que um ciclo que deveria estar limitado ao ambiente das matas está mais perto das áreas onde vivem humanos. E quando eles estão próximos, é mais fácil para o mosquito passar o vírus para uma pessoa", explica.


"Em 2009, no Rio Grande do Sul, as pessoas chegaram a matar os macacos, achando que eles transmitiam a doença, mas ele nos presta um serviço, porque é o sentinela. É importante notificar as autoridades dessas mortes", acrescentou a pesquisadora. Na Fiocruz, a equipe liderada por Chame tenta entender o que causa esses surtos de maior proporção na tentativa de evitar, também, que o vírus volte às cidades. "Estamos modelando a ocorrência de febre amarela contra 7,2 mil parâmetros ambientais, climatológicos e outros, para tentarmos identificar que variáveis que causam isso, mas é muito complexo", explica: "Elas acontecem em ambientes diferentes, com espécies de macacos e de mosquitos vetores diferentes. Precisamos que a população nos ajude a identificar esses animais e o que está ao redor dos locais onde são encontrados - empreendimentos imobiliários, construções". O receio, diz ela, é que com a diminuição das áreas florestais, animais que foram infectados frequentem cada vez mais os centros urbanos em busca de alimento e abrigo. Lá, eles também poderiam ser picados pelo Aedes aegypti, abundante nas cidades brasileiras. Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda que todas as pessoas que moram ou têm viagem planejada para áreas silvestres, rurais ou de mata verifiquem se estão vacinadas contra a febre amarela. Em geral, a vacina passa a fazer efeito após um período de dez dias. O risco de que moradores de áreas endêmicas e até ecoturistas contraiam o vírus e o levem para cidades maiores é a principal preocupação dos especialistas. Na verdade, eles ainda tentam descobrir por que isso não ocorreu até agora. "Ainda é um desafio entender como a febre amarela não voltou para os centros urbanos, já que temos um grande número de pessoas que vão a áreas endêmicas para turismo ou a trabalho e voltam para cidades infestadas de Aedes aegypti", diz Eduardo Massad.


O médico e pesquisador Carlos Brito, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), concorda: "Dizemos que a febre amarela só não voltou ainda às cidades porque Deus é brasileiro. É uma preocupação real". Os pesquisadores tentam compreender se o Aedes aegypti teria, por exemplo, menos competência como vetor da febre amarela do que da dengue, da chikungunya e da zika, outros vírus da mesma família. "Hoje os deslocamentos de pessoas pelo País são muito mais rápidos. Por isso, estes vírus se disseminam com mais facilidade. O fato de a febre amarela ainda não ter se disseminado no País todo é um alento, que dá expectativa de que não aconteça o mesmo que ocorreu com zika e chikungunya nos últimos dois anos", afirma Brito. "Mas uma coisa é fato, se em 30 anos de dengue batemos recordes de números de casos em 2015 e em 2016, não é porque a população brasileira cresceu. Isso mostra que perdemos o controle do mosquito". O Ministério recomenda a vacina para pessoas a partir de nove meses de idade que vivem nas áreas endêmicas ou viajarão para lá e a partir dos seis meses, em situações de surto. Segundo a pasta, todos os Estados estão abastecidos com a vacina e o país tem estoque suficiente para atender a todas as pessoas nestas condições.

Para Massad, no entanto, o governo deveria elaborar uma estratégia para ampliar a vacinação contra a febre amarela em todo o país, incluindo as zonas costeiras, onde estão alguns dos maiores centros urbanos, que não são consideradas endêmicas. De acordo com o ministério, apenas os Estados de Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão fora da Área com Recomendação para Vacinação (ACRV) de febre amarela. Mas enquanto ainda não se explica como o vírus se manteve fora das cidades durante os últimos 75 anos - mesmo com o aumento da infestação pelo Aedes aegypti - o pesquisador continua preocupado: "A probabilidade de levar uma picada de Aedes aegypti no Rio de Janeiro durante o Carnaval é 99,9%. É inescapável. As pessoas ficaram preocupadas com Olimpíada, Copa do Mundo. Isso é besteira. Imagine se chega alguém com febre amarela no Rio de Janeiro no Carnaval".

Conta de Néstor Kirchner nos Estados Unidos complica a vida da peronista Cristina


O presidente da Associação Anticorrupção da Argentina, Ricardo Monner Sans, solicitou à Justiça que reabra o processo por enriquecimento ilícito contra os ex-presidentes Néstor Kirchner (falecido em 2010) e Cristina Fernández de Kirchner, em razão de uma conta bancária que Néstor teve em 2002 nos Estados Unidos, com US$ 1,7 milhão. Nestor Kirchner declarou à Afip, o órgão da Receita argentina, em 2002, que tinha esse valor. Depois, o dinheiro evaporou... E a situação ficou ainda pior quando Cristina Kirchner disse que eles jamais tiveram contas no Exterior. A peronista Cristina Kirchner comandou o governo mais corrupto de toda a história da Argentina, com a criminalidade patrocinada pelo Estado e tendo alcançado níveis mais do que preocupantes. Membros dos governos de Cristina Kirchner roubavam descaradamente. Alguns já foram pegos em flagrante quando tentavam enterrar milhões de dólares no pátio de convento de freiras, com a conivência delas, é claro. Veja mais aqui http://poncheverde.blogspot.com.br/2016/06/ex-secretario-de-obras-publicas-da.html 

Washington inclui em lista negra membro da célula 'Beatles' do Estado Islâmico, é um condenado a morrer em ataque de drone ou comando terrestre


Os Estados Unidos incluíram nesta terça-feira em sua lista negra de "terroristas internacionais" um dos quatro membros do "The Beatles", a célula britânica do grupo terrorista jihadista Estado Islâmico (EI) que em diversas ocasiões supervisionou torturas e assassinatos de reféns ocidentais. O alvo das sanções do Departamento de Estado americano se chama Alexanda Amon Kotey ou Alexander Kotey, de nacionalidades britânica, ganesa e cipriota grega. Nasceu em dezembro de 1983 e estaria na cidade síria de Raqqa, "capital" do "califado" autoproclamado do Estado Islâmico. A inclusão nesta lista ativa uma série de sanções financeiras e jurídicas contra os cidadãos estrangeiros que "perpetraram atos de terrorismo ou representam grave risco de cometê-los". Como consequência da medida, todos os eventuais bens e contas pertencentes a Kotey nos Estados Unidos são congelados, e nenhum americano tem direito de comercializar com ele. Segundo o Departamento de Estado, o homem é um dos quatro membros da "célula de execução da organização terrorista estrangeira EI" denominada "The Beatles". Este quarteto "é responsável pela retenção e decapitação de cerca de vinte reféns, particularmente vários ocidentais, como os jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff, e o trabalhador humanitário americano Peter Kassig", segundo o órgão. O Departamento de Estado acusa em particular o carcereiro Kotey de ter "provavelmente executado" reféns e ter usado "métodos de tortura particularmente cruéis". O mais famoso dos quatro "Beatles" era o britânico Mohammed Emwazi, conhecido pelo pseudônimo de "Jihad John", que aparecia em vários vídeos de decapitação de reféns, e que foi morto em novembro de 2015 durante um bombardeio em Raqqa. Os prisioneiros ocidentais criaram o nome "Beatles" devido ao sotaque britânico dos quatro extremistas.

Finep vai receber US$1,5 bilhão de empréstimo do BID para financiar pesquisas

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) vai receber US$ 1,5 bilhão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), via empréstimo, para financiar pesquisas nos próximos cinco anos. O anúncio foi feito pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Segundo o ministério, esta é a primeira vez que a Finep capta recursos no Exterior. Do total, US$ 310 milhões serão executados este ano. Entre os projetos que devem receber os recursos do BID estão o Plano de Desenvolvimento e Inovação da Indústria Química (Padiq) e o Plano de Desenvolvimento, Sustentabilidade e Inovação do Setor de Mineração e Transformação Mineral (Inova Mineral). Um programa voltado ao setor de biocombustíveis avançados, em fase de estruturação pela Finep, também terá acesso a esses recursos. O BID ainda será coinvestidor em empresas inovadoras em estágio inicial e vai auxiliar, com recursos não reembolsáveis e apoio técnico especializado, o fortalecimento institucional da Finep e o desenvolvimento e aplicação de metodologias e processos para o monitoramento de resultados. O presidente da Finep, Marcos Cintra, diz que o governo pretende “potencializar todos os instrumentos disponíveis para alavancar seu crescimento econômico, além de um claro sinal de confiança internacional”. O empréstimo, segundo ele, “sinaliza novos rumos no relacionamento financeiro do país com o Exterior”.

Brasil bate recorde em capacidade de energia instalada em 2016

O Brasil registrou em 2016 o recorde anual de nova capacidade instalada de energia elétrica. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), até dezembro foram adicionados ao sistema elétrico nacional 9.526 megawatts (MW), maior valor desde o início da série histórica, iniciada em 1998. Para 2017, está previsto um incremento de 7.120 MW de capacidade instalada. De acordo com a Aneel, em 2016 a fonte que mais cresceu em números absolutos foi a de grandes usinas hidrelétricas, com um incremento aproximado de 5 mil MW, representando 53% do total. A segunda fonte com maior capacidade instalada acrescida foi a eólica, com 2.564 MW, 27% do total da capacidade instalada até novembro de 2016. Durante o ano, a fonte eólica registrou aumento superior a 20% com relação à capacidade instalada em 2015. Até dezembro de 2016, havia 10.092 MW nas usinas eólicas em operação. O Estado do Rio Grande do Norte foi o que mais contribuiu para o incremento da potência eólica instalada no país, com cerca de 920 MW, seguido pelo Ceará, com acréscimo de aproximadamente 600 MW, e o Estado da Bahia, com 520 MW incrementados. Em 2016, as usinas termelétricas contribuíram para um acréscimo de 1.758 MW, representando 18% do total, e as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) somaram 203 MW, 2% do total. Para 2017, a fonte com maior expectativa de crescimento absoluto é a hidrelétrica, a partir de grandes usinas, com aproximadamente 4 mil MW. O crescimento relativo da fonte eólica novamente deverá ser expressivo, com uma alavancagem de cerca de 2,4 mil MW. Também se destacam a continuidade da motorização da UHE Belo Monte, a entrada em operação comercial de complexos eólicos e da UTE Mauá 3 (590 MW), em construção na cidade de Manaus, no Amazonas.