sábado, 15 de junho de 2019

Paulo Guedes diz entender “angústia” de Bolsonaro com Joaquim Levy

Paulo Guedes disse neste sábado entender a “angústia” de Jair Bolsonaro com Joaquim Levy: “Eu entendo a angústia do presidente. É algo natural ele se sentir agredido quando o presidente do BNDES coloca na diretoria do banco nomes ligados ao PT”. A declaração ocorre depois que Levy nomeou o advogado Marcos Barbosa Pinto para diretor de Mercado de Capitais do BNDES. Pinto tem longa trajetória de serviços prestados ao governo do PT. Ou seja, Joaquim Levy, considerando-se intocável, um papa da economia, resolveu afrontar Bolsonaro, pagou para ver, e agora está vendo que este governo não é igual ao regime corrupto, devasso, degenerado, surubento, ao qual ele serviu antes. 

Bolsonaro pede que população cobre de senadores a aprovação do projeto que facilita o porte de armas



O presidente Jair Bolsonaro usou o Twitter para sugerir à população que cobre os senadores sobre o projeto de lei que anula o decreto de armas assinado por ele. "A CCJ do Senado decidiu revogar nossos decretos sobre CACs e posse de armas de fogo. Na terça, 18, o PL será votado no plenário. Caso aprovado, perdem os CACs e os bons cidadãos, que dificilmente terão direito de comprar legalmente suas armas. Cobrem os senadores do seu Estado", escreveu o presidente na rede social. Em maio, o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto facilitando o porte de armas de fogo para uma série de 19 categorias, entre elas políticos, caminhoneiros e moradores de área rural, bem como os chamados CACs, que englobam colecionadores, atiradores desportivos e caçadores. Duas semanas depois, ele alterou o documento determinando que somente profissionais que exerçam atividades consideradas "de risco", podendo ser vítimas de delito ou sob grave ameaça, poderão portar armas. Pelo texto, também será preciso comprovar a efetiva necessidade do porte.

A Constituição Federal permite que o Congresso derrube um decreto presidencial que ultrapasse o poder regulamentar ou que trate de algo limitado exclusivamente ao Legislativo. Neste caso, o projeto de decreto legislativo precisa passar pelo Senado e pela Câmara para ser aprovado. Os projetos de decreto legislativo foram apresentados pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Fabiano Contarato (Rede-ES), Eliziane Gama (Cidadania-MA) e pela bancada do PT. Na votação, ocorrida no último dia 12, os senadores da CCJ rejeitaram, por 15 votos a nove, o relatório do senador Marcos do Val (Cidadania-ES), que era favorável ao ato presidencial por entender que o decreto foi feito dentro das balizas da lei e é eficaz à segurança pública. Para Marcos do Val, somente um "cidadão de bem armado" tem condição de impedir um "cidadão de mal armado". "A gente se assusta com isso com a nossa cultura, mas depois de 20 anos de estudo nos Estados Unidos eles entenderam que são os professores que têm capacidade e autonomia de arma para parar um atirador ativo", declarou. Somente PSL e DEM se posicionaram favoráveis ao decreto presidencial. Os senadores Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) e Rogério Carvalho (PT-SE) apresentaram relatórios alternativos contra a flexibilização do porte de armas. O argumento é que o presidente extrapolou o poder regulamentar ao editar um decreto contra o Estatuto do Desarmamento.

Bolsonaro elogia Moro e diz que ele foi responsável "por buscar inflexão na questão da corrupção" no País



Um dia após novos vazamentos de conversas atribuídas ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, o presidente Jair Bolsonaro disse que o ex-juiz foi responsável por "por buscar uma inflexão na questão da corrupção". "O Moro foi responsável, não por botar um ponto final, mas por buscar uma inflexão na questão da corrupção e mais importante: livrou o Brasil de mergulhar em uma situação semelhante à da Venezuela", disse. Questionado se confia no ministro, Bolsonaro disse que sim, mas que confiar 100%, "só em pai e mãe". "Eu não sei das particularidades da vida do Moro. Eu não frequento a casa dele. Ele não frequenta a minha casa por questão até de local onde moram nossas famílias. Mas mesmo assim, meu pai dizia para mim: confie 100% só em mim e minha mãe", disse. Bolsonaro afirmou ainda que muita gente se surpreendeu com a demissão do general Santos Cruz de seu governo nesta semana. "Isso pode acontecer. Muitas vezes, a separação de um casal você se surpreende: 'mas viviam tão bem!'. Mas a gente nunca sabe qual a razão daquilo. E é bom não saber. Que cada um seja feliz da sua maneira", afirmou.

Bolsonaro dá ordem para Joaquim Levy demitir diretor do BNDES que trabalhou em governo do PT, senão ele será o demitido



O presidente Jair Bolsonaro deu uma bronca pública no presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Joaquim Levy, e ameaçou demiti-lo na próxima segunda-feira, 17, caso ele não suspenda a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de mercado de capitais do banco de fomento. "Levy nomeou Marcos Pinto para função no BNDES. Já estou por aqui com o Levy", disse o presidente neste sábado, 15. "Falei para ele: demite esse cara (Pinto) na segunda ou eu demito você (Levy) sem passar pelo Guedes (ministro da Economia)", afirmou o presidente. Bolsonaro deu a declaração ao sair do Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência, em direção à base militar, para viajar a Santa Maria (RS), para participar da festa pela data da Arma da Artilharia, no Regime Mallet. "Governo tem que ser assim, quando coloca gente suspeita em cargos importantes e essa pessoa, como Levy, já vem há algum tempo não sendo leal àquilo que foi combinado e àquilo que ele conhece a meu respeito, ele (Levy) está com a cabeça a prêmio há algum tempo", continuou o presidente. Ao ser questionado por uma jornalista se estava demitindo publicamente o presidente do BNDES, Bolsonaro negou. "Você tem problema de audição?" - questionou à repórter. Na sexta-feira, durante café da manhã com jornalistas, Bolsonaro demitiu o presidente dos Correios, general Juarez Cunha, por ter se comportado como "sindicalista" ao ser contrário à privatização da estatal, avalizada pelo presidente. Agora, o que irritou Bolsonaro foi o presidente do BNDES ter colocado Pinto - que já tinha trabalhado como assessor do BNDES durante o governo PT, de 2005 a 2007 - na diretoria que terá como foco a venda de participações da BNDESPar, braço de participações do banco de fomento. O próprio Levy foi ministro da Fazenda de Dilma entre 1º de janeiro e 18 de dezembro de 2015, primeiro ano do segundo mandato da petista. Bolsonaro está completamente certo em dar esse cartão amarelo para Joaquim Levy. Esses executivos do setor financeiro, que não têm norte nem sul, trabalham para qualquer governo, em qualquer lugar do mundo, pensam que o governo Bolsonaro é similar à Sodoma e Gomorra do regime muito corrupto da organização criminosa do PT, em que cabia qualquer coisa. Pensam que continua agora a suruba do regime petista. Não, Jair Bolsonaro está deixando bem claro que a situação mudou, que certas atitudes são inaceitáveis. Além disso, Joaquim Levy parece ter feito a nomeação como clara confrontação com Bolsonaro, uma provocação. Mas, Bolsonaro deixou claro que ele está na marca do pênalti por não haver realizado coisas com as quais concordou quando entrou no governo. Joaquim Levy deve entender que não tem estrelas sobre os ombros. E essa porcaria que ele dirige, um banco estatal que teve contribuição decisiva para afundar o Brasil no regime corrupto do PT, cujo ex-presidente, o petista Luciano Coutinho, agora responde a processo, o BNDES, deveria urgentemente entrar na bacias das almas para a privatização ou sua extinção.

Cineasta italiano Franco Zefirelli morre aos 96 anos, dirretor do filme "Romeu e Julieta"

O cineasta italiano Franco Zeffirelli morreu neste sábado (15) aos 96 anos, em Roma, anunciou Dario Nardella, prefeito de Florença, cidade natal do artista, a quem classificou como "um dos grandes homens da cultura mundial". Nascido em 12 de fevereiro de 1923, Zeffirelli se tornou conhecido por suas visões românticas no cinema, opulentas produções de ópera e adaptações de peças de Shakespeare no teatro. Zefirelli começou no mundo do cinema pelas mãos de Luchino Visconti, como assistente de direção em três de seus melhores filmes, "A Terra Treme" (1948), "Belíssima" (1951) e "Sedução da Carne" (1954), onde disse ter nascido sua paixão pela Sétima Arte. Dirigiu clássicos como "La Bohème" (encenação da ópera de Puccini, em 1965); "A Megera Domada", com Richard Burton e Elizabeth Taylor (1967); "Romeu e Julieta", com Michael York e Laurence Olivier (1968); "Irmão Sol, Irmã Lua" (1977); "O Campeão", com Jon Voight, Faye Dunaway e Nicky Schrodeer (1978); "Amor Sem Fim", com Brooke Shields (1981) e "Chá Com Mussolini" (1999), no qual relata sua infância. O diretor nutriu grande amizade com a soprano Maria Callas, a quem dedicou o filme "Callas Forever" (2002), confessando ser ela a única mulher pela qual se apaixonou. Homossexual declarado, ele revelou em autobiografia publicada quando tinha 83 anos seu grande amor por Visconti. Entrou no Parlamento pelo partido de Silvio Berlusconi, Forza Itália, e se dizia conservador por "desespero anticomunista". Só conheceu seu pai depois da morte da mãe, Adelaide Garosi, que, apaixonada por Mozart, quis dar ao filho o nome da ária de Idomeneo (Zeffiretti), mas o funcionário do cartório civil se equivocou e escreveu Zeffirelli. Após a morte da mãe, quando ainda era um menino, foi criado entre mulheres. A babá, que era inglesa e se chamava Mary, lhe ensinou inglês e despertou a paixão por Shakespeare. Zeffirelli também foi muito ativo no mundo do teatro e da ópera como diretor cênico e também figurinista. Em 1959, subiu ao palco do Covent Garden de Londres, com as obras "Os palhaços" e "Lucia di Lammermoor". Para a televisão, filmou "Jesus de Nazaré" (1977), em vários episódios rodados no Marrocos e na Tunísia, e que contou com a aprovação da Igreja e a rejeição do Partido Comunista da Itália; "Dias de destruição" (1966), "Fidelio" (1970) e a "Missa Solene" (1971), de Beethoven.

Bolsonaro pede que população cobre senadores sobre decreto de armas

O presidente da República, Jair Bolsonaro, compartilhou neste sábado (15) mensagem no Twitter na qual comenta que o Plenário do Senado Federal deverá votar na próxima terça-feira (18) o Projeto de Decreto Legislativo que susta o Decreto nº 9.785/2019, que trata da aquisição, o cadastro, o registro, a posse, o porte e a comercialização de armas de fogo e de munição e dos sistemas Nacional de Armas e Nacional de Gerenciamento Militar de Armas. “A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado decidiu revogar nossos decretos sobre CACs (caçadores, atiradores e colecionadores), e posse de armas de fogo. Na terça (18), o PL será votado no plenário. Caso aprovado, perdem os CACs e os bons cidadãos, que dificilmente terão direito de comprar legalmente suas armas. Cobrem os senadores do seu Estado”, escreveu o presidente. Bolsonaro já havia criticado durante a transmissão ao vivo em sua página no Facebook a decisão da CCJ de rejeitar a iniciativa do Executivo. "Quem está perdendo não sou eu, não. Eu tenho porte de arma porque eu sou capitão do Exército. Quem está perdendo é o povo que quer arma”, assinalou.

Guedes: relatório apresentado na Câmara pode abortar Previdência


O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro, que o relatório apresentado pela Comissão Especial da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados teve um recuo na regra de transição que pode “abortar a Nova Previdência”. Segundo ele, com as mudanças propostas no documento, a economia esperada com a reforma cai de R$ 1,2 trilhão em dez anos para cerca de R$ 860 bilhões no mesmo período. "Houve um recuo que pode abortar a Nova Previdência. Pressões corporativas dos servidores do Legislativo forçaram o relator a abrir mão de R$ 30 bilhões para os servidores do Legislativo, que já são favorecidos. Recuaram na regra de transição. Como isso ia ficar feio, estenderam também para o regime geral. Isso custou R$ 100 bilhões”, disse Guedes, em entrevista depois de evento no Consulado da Itália. Segundo ele, as mudanças foram maiores do que o governo esperava. “Entregamos a reforma com uma economia prevista de R$ 1,2 trilhão. Eu esperava que cortassem o BPC e o rural. Com R$ 1 trilhão, conseguiríamos lançar a Nova previdência. Mas na verdade, cortaram R$ 350 bilhões, da economia de R$ 1,2 trilhão prevista inicialmente”, explicou. O ministro disse que ainda não criticaria as mudanças porque ele ainda está esperando pela tramitação no Congresso. “Vou respeitar a decisão do Congresso. Agora, se aprovarem a reforma do relator, abortaram a reforma da Previdência”, disse. “Continuam com a velha Previdência”, afirmou. Segundo Paulo Guedes, os R$ 860 bilhões de economia seriam suficientes para evitar problemas na reforma durante o atual governo, mas, para evitar problemas no futuro, seria necessário fazer uma nova reforma daqui a cinco ou seis anos. Sobre a retirada da proposta de capitalização da Previdência do relatório, Guedes disse que, diante da redução da economia esperada (de R$ 1,2 tri para R$ 860 bi), a questão da capitalização não faz muita diferença. “Achei redundante tirar a emenda de capitalização. Se fizer só R$ 860 bi, já é uma declaração do relator que as conversas estão indicando que não há desejo da Nova Previdência”, acrescentou.

Bolsonaro vê "circo armado" no caso do terrorista Adélio Bispo de Oliveira, militante do PSOL

Jair Bolsonaro disse haver um “circo armado” quando informou aos jornalistas que vai recorrer da absolvição de seu esfaqueador, o terrorista e militante do PSOL Adélio Bispo de Oliveira. “O circo armado é que, a partir deste momento, se não houver recurso e o processo transitar em julgado, se caso o Adélio queira falar quem pagou a ele para tentar me assassinar, não tem mais valor jurídico, ele é maluco”, declarou o presidente. “Agora, se fosse o contrário, o que estariam pensando a meu respeito? Então, a gente sabe que o circo é armado. Tentaram me assassinar, sim. Eu tenho a convicção de quem foi, mas não posso falar, não quero fazer o prejulgamento de ninguém”, acrescentou. Jair Bolsonaro disse que vai recorrer e irá até as últimas consequências em relação à decisão do juiz federal Bruno Savino. Savino absolveu Adélio Bispo de Oliveira, o esfaqueador de Bolsonaro, considerado inimputável (ou seja, alguém que não pode responder por seus atos), mas determinou sua internação compulsória.














“Estou tomando as providências jurídicas, vou recorrer”, declarou o presidente. “É um crime contra um candidato a presidente da República, que atualmente tem mandato. Devemos ir às últimas consequências nesta situação aí.”

Alexandre Moraes suspende ações sobre demissão imotivada em estatais



O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta semana suspender todas as ações em tramitação no País que tratem da demissão de funcionários concursados de empresas públicas cuja dispensa não tenha sido motivada. A decisão é provisória até que o plenário decida sobre o assunto. O tema é acompanhado de perto pelas empresas públicas que atuam em livre concorrência com as companhias privadas, como os bancos públicos, por exemplo. Essas estatais defendem estar submetidas ao regime jurídico das empresas privadas, conforme estaria orientado na Constituição. A decisão do ministro foi tomada em um recurso extraordinário feito por cinco funcionários do Banco do Brasil, demitidos em 1997 sem que o banco desse motivo para a dispensa. Para eles, a sociedade de economia mista feriu os princípios de moralidade e impessoalidade que regem a administração pública. Desde então, o caso se desenrola no Judiciário. Os autores perderam a causa no Tribunal Superior do Trabalho, antes de recorrerem ao Supremo. O primeiro relator do recurso, o falecido ministro Teori Zavascki, chegou a dar ganho de causa aos empregados, mas a decisão acabou revertida por Alexandre de Moraes, que herdou o processo. Após um novo recurso dos autores, o STF decidiu pela repercussão geral. Isso significa que os ministros do Supremo consideraram haver uma questão constitucional relevante a ser discutida, e que ao julgá-la, o que não há prazo para ocorrer, deverá ser definida uma tese como parâmetro para todos os casos semelhantes em tramitação na Justiça do País. Em outubro do ano passado, o STF já tomou decisão no sentido de que qualquer empresa pública está submetida a princípios da administração pública e por isso devem motivar a demissão de funcionários admitidos via concurso. Na ocasião, porém, o plenário decidiu restringir os efeitos da decisão somente à Empresa de Correios e Telégrafos. 

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Advogado é preso em flagrante por estelionato



Uma ação da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) resultou na prisão em flagrante do advogado José Pintos Soares de Almeida, de 62 anos, por estelionato, nesta quinta-feira. A operação foi coordenada pelo Delegado Dr. Alexandre Herdy e Dr. Marcos Motta. De acordo com a Polícia Civil, o advogado tentava retirar dinheiro da conta corrente de uma idosa com uso de um cartão bancário, obtido através de uma procuração fraudulenta. De acordo com a DRF, ele era monitorado e já havia realizado diversas outas transações bancárias na conta da vítima. As fraudes envolvendo a conta da idosa já eram investigadas pela especializada e outros criminosos foram identificados. A vítima já tem um prejuízo no valor de R$1 milhão. O advogado preso nesta quinta tem anotações criminais por estelionato e já chegou a ser preso nos Estados Unidos. As investigações prosseguirão para identificação de outros membros do grupo de estelionatários. Ele é um dos diretores da Caixa de Assistência dos Advogados do Rio de Janeiro. A Caixa de Assistência dos Advogados é um dos órgãos da Ordem dos Advogados do Brasil, uma espécie de braço financeiro da autarquia. 

Juiz absolve o terrorista Adélio Bispo de Oliveira, militante do PSOL, que deu a facada em Bolsonaro

O juiz Bruno Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora (MG), absolveu nesta quarta-feira (14) o terrorista Adélio Bispo de Oliveira, militante do PSOL, autor do ataque a faca contra o então candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral do ano passado. A decisão foi proferida após o processo criminal que considerou o terrorista Adélio inimputável por transtorno mental. Na decisão, o magistrado decidiu também que Adélio Bispo deveria ficar internado em um manicômio judiciário por tempo indeterminado. No entanto, diante da periculosidade do acusado, ele permanecerá no presídio federal de Campo Grande, onde está preso desde o atentado. Bolsonaro foi esfaqueado pelo terrorista Adélio, militante do PSOL, enquanto fazia campanha na cidade mineira, no dia 6 de setembro do ano passado. No mês passado, após a realização de laudos periciais oficiais, o juiz concluiu que o terrorista Adélio é inimputável, ou seja, de acordo com as leis penais, não pode ser responsabilizado criminalmente por seus atos. De acordo com a perícia, o acusado é portador de transtorno delirante persistente. "Todos os profissionais médicos psiquiatras que atuaram no feito, tanto os peritos oficiais como os assistentes técnicos das partes, foram uníssonos em concluir ser o réu portador de transtorno delirante persistente. Quanto à avaliação sobre a capacidade de entendimento do caráter ilícito do fato e a capacidade de determinação do acusado, suas conclusões oscilaram entre a inimputabilidade e a semi-imputabilidade", diz a decisão.  Conforme denúncia feita pelo Ministério Público Federal e aceita pela Justiça, o acusado colocou em risco o regime democrático ao tentar interferir no resultado das eleições por meio do assassinato de um dos concorrentes na disputa presidencial. De acordo com o procurador autor da denúncia, Adélio Bispo planejou o ataque com antecedência de modo a excluir Bolsonaro da disputa. A defesa de Adélio afirma que ele agiu sozinho e que o ataque foi apenas “fruto de uma mente atormentada e possivelmente desequilibrada” por conta de um problema mental.

Bolsonaro demite presidente dos Correios por "agir como sindicalista"


O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira, 14, que vai demitir o presidente dos Correios, general Juarez Aparecido de Paula Cunha. Em café da manhã com jornalistas, o presidente justificou que Juarez Aparecido de Paula Cunha “foi ao Congresso e agiu como sindicalista”. Bolsonaro informou, ainda, que convidou o general Santos Cruz para ocupar a vaga, mas adiantou que não tem o nome do substituto. Santos Cruz foi demitido nesta quinta-feira, 13, da Secretaria de Governo, ministério que cuida, por exemplo, da verba de publicidade do governo. No último dia 5 de junho, o presidente dos Correios esteve no Congresso quando fez críticas ao processo de privatização da empresa. Na ocasião, o presidente dos Correios disse: “Eu não queria falar de privatização, até porque não é problema meu, se privatizarem uma parte dos Correios, eu acredito que vai ser do lado bom, o que tirar daqui vai faltar lá. E quem vai pagar essa conta? Esse alguém será o Estado brasileiro ou o cidadão brasileiro que paga imposto. É um negócio complicado.” 


O discurso se cocntrapôs ao próprio governo. O presidente Jair Bolsonaro é quem determinou a venda da empresa. O general Juarez Aparecido de Paula Cunha assumiu a estatal ainda no governo do ex-presidente Michel Temer, quando a empresa estava sob o guarda-chuva do ex-ministro das Comunicações, Gilberto Kassab. Ao contrário da posição de Bolsonaro, o general foi sobre contrário à privatização dos Correios. Depois de resultados negativos bilionários em 2015 e 2016, os Correios registraram lucro de R$ 667 milhões em 2017. O número de 2018 ainda não foi divulgado, mas há indicativo de que será positivo.

General Heleno chama Lula de canalha e diz que ele deveria ter tomado cadeia perpétua

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Inglaterra assina a ordem de extradição de Julian Assange para os Estados Unidos



O ministro de Interior do Reino Unido, Sajid Javid, confirmou nesta quinta-feira (13) que assinou a solicitação de extradição do fundador do portal Wikileaks, Julian Assange, para os Estados Unidos, país que deve julgá-lo por diversas acusações, entre elas a de espionagem. O australiano, detido no Reino Unido, deverá comparecer nesta sexta-feira (14) a um tribunal de Londres para participar de outra audiência preliminar de sua luta legal contra a extradição para os Estados Unidos. Em maio, um grande júri da Virgínia, nos Estados Unidos, apresentou 17 novas acusações contra ele, acusado de espionagem e da publicação de documentos altamente secretos. Os crimes podem lhe render condenação de até 170 anos, segundo o jornal The Washington Post. Javid falou nesta quinta-feira (13) sobre o caso Assange: "Estou muito satisfeito que a polícia finalmente tenha capturado Assange e que ele esteja preso, porque ele infringiu a legislação britânica. Na quarta, assinei a ordem de extradição, que será apresentada diante da corte". O tribunal tomará "a decisão final" sobre o futuro de Assange. Um porta-voz do Ministério do Interior disse em comunicado que Assange foi detido "por conta de um pedido de extradição provisória procedente dos Estados Unidos". Agora, o Ministério do Interior recebeu a completa solicitação, que foi assinada pelo ministro. Assange, de 47 anos, é acusado pelos Estados Unidos de dezenas de crimes, incluindo espionagem e divulgação de documentos diplomáticos e militares confidenciais. Ele está detido na prisão de alta segurança de Belmarsh, no sudeste de Londres. O fundador do portal Wikileaks rejeita a extradição, argumentando que os seus atos "protegeram muitas pessoas". Assange foi condenado em 1º de maio a 50 semanas de prisão por ter violado as condições de sua liberdade condicional quando se refugiou, em 2012, na Embaixada do Equador em Londres para evitar sua extradição à Suécia, onde era acusado de estupro. O australiano permaneceu quase sete anos na embaixada do Equador até que, em 11 de abril, o presidente equatoriano lhe retirou a proteção diplomática e permitiu sua detenção pela polícia britânica. Para alguns, Assange é um herói por ter exposto casos de abuso de poder e por defender a liberdade de expressão. Para outros, ele é um traidor, que minou a segurança americana. Assange e sua plataforma ganharam grande relevância internacional em 2010, quando o Wikileaks publicou um vídeo secreto do Exército americano mostrando um ataque de helicópteros que matou pelo menos 12 pessoas em Bagdá, inclusive dois membros da reportagem da agência de notícias Reuters, em 2007. Em 2010, o Wikileaks causou ainda irritação em Washington ao publicar centenas de milhares de comunicações diplomáticas secretas dos EUA. Os documentos, liberados ao longo de meses, expuseram avaliações muitas vezes altamente críticas de líderes mundiais por parte de diplomatas americanos.

General Villas Boas defende Sérgio Moro e que invasão de celulares foi operação para prejudicar o Brasil e a reforma da Previdência

Ex-comandante do Exército e atual assessor especial do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), o general Eduardo Villas Bôas disse nesta quinta-feira (13) temer que a crise envolvendo o ministro da Justiça, Sergio Moro, cresça de maneira que prejudique o país. "Do ponto de vista do ministro em si, eu tenho receio que isso venha a tomar um vulto que venha a prejudicar o país", disse o general no Senado, após uma visita ao senador Chico Rodrigues (DEM-RR). O general afirmou que, no passado recente, a divulgação de conversas gravadas prejudicou o Brasil, numa referência à gravação do diálogo entre o então presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, que enterrou a tentativa do ex-chefe do Executivo de aprovar a reforma da Previdência. Villas Bôas se disse mais preocupado com a invasão do hacker e afirmou que "o que aconteceu, em si, foi relativamente muito pequeno". "Eu não estou vendo gravidade, eu volto ao oportunismo para tentar enfraquecer o ministro Moro e o próprio projeto dele para a diminuição da violência", afirmou. "O mais grave é a invasão. Isso demonstra uma vulnerabilidade que pode ser perigoso para o próprio governo e até mesmo para a iniciativa privada." Villas Bôas disse também acreditar que, pela "firmeza, transparência e bom senso" de Moro, a situação "vai se resolver sem trazer prejuízo para os programas e projetos que estão sendo encaminhados". Na terça-feira (11), Villas Bôas já havia se manifestado sobre o caso Moro nas redes sociais. Afirmou que o País vive um "momento preocupante". "Dá margem a que a insensatez e o oportunismo tentem esvaziar a operação Lava Jato", escreveu o general em um trecho da mensagem em que também diz ter "respeito e confiança" em Moro.