quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Bolsonaro aprova idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres na reforma da Previdência


O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, anunciou nesta quinta-feira, 14, que o presidente Jair Bolsonaro"bateu o martelo" de que as idades mínimas de aposentadoria na proposta de reforma da Previdência serão de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, após um período de 12 anos de transição. Marinho destacou que esse foi um meio termo encontrado após uma discussão de quase duas horas entre a equipe econômica e o presidente, no Palácio da Alvorada. Bolsonaro queria uma idade mínima de 60 anos para mulheres e 65 anos para homens e uma transição mais longa. Já a equipe do ministro Paulo Guedes defendia idades mínimas iguais em 65 anos para ambos os gêneros e uma transição mais curta, de 10 anos. Segundo Marinho, os detalhes da proposta só serão divulgados na próxima quarta-feira, dia 20, quando o texto será finalmente enviado ao Congresso Nacional. No mesmo dia, o presidente Bolsonaro fará um pronunciamento à Nação para explicar a proposta.

Antes disso, a proposta precisa passar por diferentes instâncias dentro do governo para verificar sua adequação jurídica e constitucionalidade. É por isso que o secretário especial informou que ainda pode haver alguma outra mudança na semana que vem, caso os órgãos jurídicos do governo apontem essa necessidade. Marinho evitou cravar qual será o impacto obtido com a reforma que foi decidida por Bolsonaro. Quando questionado sobre a fala de Guedes de que a proposta precisaria garantir uma economia de R$ 1 trilhão, ele respondeu: "Se o ministro disse..." O secretário especial fez questão de ressaltar que Bolsonaro vinha sendo atualizado constantemente das discussões em torno da proposta, a não ser o tempo em que ficou internado. A reunião de hoje ocorre um dia após o presidente receber alta médica e retornar a Brasília. 

Governo Bolsonaro vai investigar sinais de ampla corrupção em programas do MEC nos governos passados


O Ministério da Educação anunciou hoje o início de uma “ampla investigação interministerial” de indícios de corrupção em ações da pasta. Os ministros Ricardo Vélez Rodríguez e Sergio Moro assinaram um “protocolo de intenções” para apurar “indícios de corrupção, desvios e outros tipos de atos lesivos à administração pública no âmbito do MEC e de suas autarquias nas gestões anteriores”. Segundo a nota do MEC, o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, também participou da reunião em que o documento foi assinado. Entre os “exemplos emblemáticos” que a pasta afirmou ter apresentado na reunião estão “favorecimentos indevidos no Programa Universidade para Todos (ProUni), desvios no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) envolvendo o sistema S, concessão ilegal de bolsas de ensino a distância e irregularidades em universidades federais”. Também precisam ser investigadas as compras de livros e os contratos para os exames do Enem. 

Brasil utiliza banco russo para pagar Venezuela por energia usada em Roraima


O governo brasileiro utilizou um banco russo para pagar o regime do ditador Nicolás Maduro pela energia utilizada em Roraima, estado dependente da eletricidade do país vizinho desde 2001. Trata-se de uma triangulação financeira adotada pela Eletronorte para retomar os pagamentos à estatal venezuelana Corpoelec e garantir que não seja interrompido o abastecimento elétrico de Roraima, único estado não conectado ao SIN (Sistema Interligado Nacional). Os pagamentos estavam bloqueados em razão de sanções aplicadas pelos Estados Unidos, que dificultam operações bancárias com a Venezuela. A dívida acumulada pela Eletronorte pelo fornecimento de eletricidade a Roraima chegou a US$ 40 milhões. Um documento que circula na equipe econômica revela que o Brasil lançou mão da rota financeira alternativa, fazendo as remessas passarem por uma instituição financeira russa. A Rússia é uma das potências que mantém apoio a Maduro.

O primeiro depósito foi feito em dezembro, no valor de cerca de US$ 1 milhão. A quantia foi paga a título de reparação de avarias na linha de transmissão, mas o objetivo do governo era também verificar se a rota era exitosa para transferências futuras. Tampouco informaram se houve depósitos nos meses subsequentes, após a posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Com a retomada do fluxo de pagamentos, a dívida do Brasil com a Venezuela foi reduzida, com perspectivas reais de quitá-la. Houve ainda uma outra mudança para facilitar o envio do dinheiro à Venezuela. O contrato inicial previa pagamento em dólar, mas a nova rota financeira prevê a conversão da dívida para euros. Desde que chegou ao poder, Bolsonaro rompeu o diálogo com o regime chavista. Além de afirmar que Maduro é um mandatário ilegítimo, o brasileiro reconheceu o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Apesar do discurso, pessoas que acompanham o assunto afirmam que a questão precisa ser analisada fora do conflito político, uma vez que está em jogo a segurança energética de um estado.



Caracas adotou uma estratégia semelhante para receber recursos provenientes de exportação de petróleo: a petroleira estatal PDVSA pediu aos clientes que paguem seus compromissos numa conta no banco russo Gazprombank. Com isso, a Venezuela tenta fugir do cerco financeiro estabelecido pelos Estados Unidos, permitindo a entrada no país de moedas fortes (dólar e euro). Brasília chegou a discutir solucionar o débito com a Venezuela a partir de um encontro de contas com a dívida de US$ 795 milhões que Caracas contraiu com o Brasil para financiar linhas de exportação. Mas a área técnica do governo avaliou que, com a triangulação financeira, o melhor seria prosseguir com os pagamentos à Corpoelec.

Toyota confirma produção nacional de carro híbrido flex a partir deste ano




O primeiro carro movido por gasolina, etanol e eletricidade será produzido no Brasil a partir deste ano, com lançamento previsto para o último trimestre de 2019. A informação foi confirmada pelo presidente-executivo da Toyota para América Latina e Caribe, Steve St. Angelo. O anúncio foi feito em São Paulo durante a apresentação de resultados da montadora no mercado nacional. De acordo com St. Angelo, a marca emplacou pouco mais de 200 mil veículos em 2018 e prevê crescimento de 9,5% neste ano. Embora a Toyota não confirme qual será seu modelo híbrido flex, as datas previstas coincidem com o lançamento da nova geração do sedã médio Corolla. O sistema foi apresentado pela montadora japonesa em março de 2018. Na época, a empresa apresentou uma unidade do Prius capaz de rodar com gasolina, álcool ou eletricidade. A base do novo sedã é a mesma do Prius. Batizada de TNGA (sigla em inglês para nova plataforma global Toyota), permite produzir tanto modelos convencionais quanto híbridos na mesma linha de montagem. O novo Corolla híbrido foi conhecido em novembro, no Salão do Automóvel de Los Angeles. Enquanto os americanos podem comprar versões simples com motorização híbrida, essa opção deverá se restringir às configurações mais caras no mercado brasileiro. Hoje, a versão topo de linha do Corolla, chamada Altis, custa R$ 119 mil. A fábrica de Indaiatuba (interior de São Paulo) recebeu um investimento de R$ 1 bilhão em 2018. A unidade foi modernizada para poder produzir veículos sobre a plataforma TNGA. No futuro, um novo utilitário esportivo será produzido nessa base.

Ao todo, a montadora investiu R$ 2,6 bilhões nos últimos três anos. Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil, afirma que a empresa está com as contas equilibradas no país, mas a operação não é tão rentável quanto no passado. Para se tornar mais lucrativa e acelerar o retorno dos investimentos, a montadora busca aumentar as exportações. A Colômbia é um dos principais destinos dos carros da marca produzidos no Brasil.

Estudo aponta que Alemanha precisará de 266 mil imigrantes anuais para suprir mão de obra


A Alemanha precisará receber 266 mil novos imigrantes por ano nos próximos 40 anos para compensar o envelhecimento da população e cobrir as necessidades de mão de obra, revela um estudo apresentado na terça-feira, 12, pela Fundação Bertelsmann. Segundo o relatório, espera-se que até 2060 cheguem anualmente à Alemanha 114 mil pessoas de outros países da União Européia. Assim, seria preciso chegar outros 152 mil imigrantes de países de fora do bloco a cada ano. Os autores do estudo, Johann Fuchs e Alexander Kubis do Instituto para Estudos sobre o Mercado de Trabalho, e Lutz Schneider, da Universidade de Coburg, assumem que a taxa de natalidade na Alemanha aumentará, assim como o número de pessoas que trabalharão depois de 60 anos. No entanto, mesmo considerando um aumento da idade de aposentadoria aos 70 anos e a presença das mulheres no mercado de trabalho, as necessidades de mão de obra não poderão ser cobertas sem imigrantes. A força de trabalho alemã deve encolher em um terço ou cerca de 16 milhões de pessoas até 2060. Sem imigrantes, a redução do número de trabalhadores poderia ter graves consequências para a quarta maior economia do mundo. "A imigração é uma das chaves do êxito futuro. A Alemanha precisa de trabalhadores qualificados também provenientes de regiões de fora da Europa", disse Jörg Dräger, membro da Fundação Bertelsmann.

A informatização, segundo o estudo, não reduzirá as necessidades de mão de obra, mas, ao contrário, aumentará a demanda de trabalhadores altamente qualificados. A longo prazo, haverá uma redução da escassez de pessoal com formação universitária, mas se agravará a de trabalhadores com formação técnica intermédia. A imigração europeia não conseguirá cobrir as necessidades alemãs, sobretudo se se levar em conta que os países vizinhos também serão afetados pela mudança demográfica. Além disso, os estímulos para que trabalhadores de outros países europeus se mudem para a Alemanha diminuirão à medida que avança a convergência econômica dentro da União Europeia, aponta o estudo.  

No fim de 2018, o governo alemão propôs uma nova lei de imigração que visa sobretudo atrair mão de obra qualificada. A proposta, que aguarda aprovação e deve passar a valer só em 2020, mira imigrantes sem formação acadêmica de fora da UE e pretende preencher o elevado número de vagas disponíveis no mercado de trabalho alemão, contribuindo, assim, para estabilizar o sistema público de previdência social. O crescimento econômico constante desde 2010 e as políticas de incentivo às famílias de governos sucessivos nos últimos anos ajudaram a elevar a taxa de natalidade, mas ela ainda se encontra abaixo da taxa de mortalidade no país. O apoio do governo alemão a refugiados aumentou em anos recentes. Nos últimos anos, o governo gastou cerca de 28,7 bilhões de euros em fundos para acomodar e integrar os mais de um milhão de postulantes a asilo que ingressaram no país, graças às políticas de acolhida da primeira-ministra, Angela Merkel. Tais políticas, porém, tiveram um preço político para a chanceler dentro até mesmo do seu partido, que a pressionou para limitar a chegada de imigrantes ao país.

Polícia Federal apreende 1.200 quilos de cocaína em contêiner cheio de mangas no porto de Natal



A Polícia Federal no Rio Grande do Norte realizou na madrugada de terça-feira, 12, a maior apreensão de drogas da história do porto de Natal. Um carregamento de 1.275 quilos de cocaína foi encontrado em meio a frutas (caixas de mangas) no interior de um contêiner que seguiria para a Holanda. Na ação, a Polícia Federral contou com apoio logístico da Receita. Ninguém foi preso. O embarque da carga para a Europa, contendo 998 tabletes da droga, seria feito na manhã de terça-feira. A descoberta se deu em decorrência de "uma análise de situações suspeitas" no porto de Natal, onde a fiscalização da Polícia Federal vem sendo intensificada nos últimos meses. A Polícia Federal informou que as investigações terão prosseguimento visando identificar os donos da carga ilícita. Nunca como no último ano e agora os serviços policiais passaram a identificar e localizar cargas enormes de cocaína, resultado de um grande trabalho de inteligência, que visa estrangular financeiramente as organizações criminosas, quadrilhas. Sem a droga elas não conseguem alcançar os pagamentos, com os quais costumam comprar armamentos e mais droga, realimentando a cadeira criminosa. O dinheiro obtido com o tráfico também se presta para o pagamento dos bandidos que trabalham para essas quadrilhas e para o pagamento de propinas a membros do Poder Judiciário, da política, advogados e uma extensa rede de proteção de suas atividade.

 


Vale anuncia que agência americana revisará os processos de suas barragens no Brasil

O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, afirmou nesta quinta-feira (14) que a agência americana US Corps of Engineers será responsável por revisar todos os processos de barragens da mineradora após o desastre em Brumadinho (MG). "A Vale humildemente reconhece que seja lá o que a gente vinha fazendo, não funcionou", afirmou em depoimento à comissão externa da Câmara que trata da tragédia. A agência americana também poderá colaborar em melhorias do código de mineração. O US Corps of Engineers é responsável pelas avaliações de risco das barragens nos Estados Unidos. O rompimento da barragem em 25 de janeiro deixou, até o momento, 166 mortos e 155 desaparecidos.  Segundo Schvartsman, a mineradora "não pode ser condenada por um acidente, por maior que tenha sido a tragédia". Não só pode, como deve, e toda a sua diretoria já deveria estar na cadeia. O presidente da empresa afirmou ainda que a barragem não apresentava risco iminente de rompimento e que teria sido a primeira vez que uma estrutura desativada - como estava a de Brumadinho, desde 2015 - se rompeu. Schvartsman também afirmou que os gestores locais têm autonomia para tomar decisões em caso de perigo iminente, sem passar por outras instâncias da empresa. O plano de emergência da barragem previa que, em caso de rompimento da barragem, a lama destruiria as áreas industriais da mina de Córrego do Feijão, incluindo o restaurante e a sede da unidade.

O relatório é usado pelo Ministério Público de Minas Gerais em ação civil pública em que pede a adoção de medidas imediatas para evitar novos desastres, já que dez barragens, incluindo a de Brumadinho, estariam em situação de risco, segundo o documento da própria mineradora. A Vale questiona a Promotoria e diz que o estudo indica estruturas que receberam recomendações de manutenção, as quais já estariam em curso. A empresa defende ainda que a barragem de Brumadinho não corria risco iminente. Após o rompimento, os rejeitos de minério de ferro atingiram uma área administrativa da empresa, onde havia cerca de 300 funcionários e colaboradores, e também uma zona residencial de Brumadinho. O rompimento liberou cerca de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos, que entraram no rio Paraopeba. A estimativa é a de que esse volume represente um quarto do que foi liberado no acidente com a barragem de Fundão, em Mariana, que pertencia à Samarco, empresa controlada pela Vale e pela BHP Billiton. Na ocasião, em novembro de 2015, 19 pessoas morreram, e milhares foram atingidas pelos estragos do rastro de lama, que contaminou o rio Doce e chegou até o litoral do Espírito Santo, matando animais e prejudicando o abastecimento de água.

Presidente do Banco do Brasil diz que banco seria mais eficiente se fosse privatizado

O Banco do Brasil seria mais eficiente se fosse privatizado e todos os funcionários ganhariam com isso, afirmou o novo presidente da instituição, Rubem Novaes, nesta quinta-feira (14). "Mas essa não é a política do governo, essa é uma posição pessoal. Espero que um dia se chegue a essa conclusão, mas acho que o País ainda não está preparado para essa idéia", afirmou. "Se o banco fosse privado, teria um resultado melhor do que tem hoje", acrescentou Novaes: "Temos essa ambição de dar um retorno similar ao de instituições privadas. O banco público sempre tem alguns entraves, não temos a mesma liberdade que os bancos privados para tomar certas decisões". O Banco do Brasil reportou um lucro líquido ajustado (livre de efeitos extraordinários) de R$ 13,5 bilhões, uma alta de 22% em relação ao ano anterior. Questionado se a instituição passou por uma "petização" ao longo dos governos do PT, Novaes disse que "se houve esse movimento, foi no passado já remoto". "Do grupo que encontrei hoje no banco, percebi um foco totalmente profissional da equipe. Pude notar que o ideal para nós seria manter a equipe quase intacta", disse. Novaes afirmou que o banco estuda parcerias e abertura de capital para aquelas atividades que guardam sinergia com o negócio principal do banco, como as áreas de asset, banco de investimentos, meios de pagamento e seguridade. Demais negócios que não apresentem essa dependência da rede do Bando do Brasil são passíveis de desinvestimentos. Mas o presidente do banco destacou que "não vamos fazer venda a qualquer preço": "A pior coisa é ter pressa para vender alguma coisa, porque vai desvalorizar seu ativo". Segundo Novaes, ainda não há um cálculo de quanto poderia ser embolsado com esses desinvestimentos, nem quais seriam eles. Mas ele indicou que o argentino Banco da Patagonia, do qual o Banco do Brasil detém cerca de 80%, "não tem sinergia com o banco". Sobre o Banco Votorantim, com metade do controle por parte do Banco do Brasil, Novaes disse que está "discutindo com os sócios o melhor caminho".

Juíza condena Pezão por não repassar verba obrigatória para a saúde


O ex-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), preso desde 29 de novembro na Operação Boca de Lobo por propinas de R$ 39 milhões, foi condenado pela Justiça do Estado do Rio de Janeiro por não repassar à área de saúde valores mínimos definidos em lei durante seu mandato. A juíza Alessandra Cristina Peixoto, da 8ª Vara da Fazenda Pública, desconsiderou o argumento da defesa e classificou como improbidade administrativa o fato de Pezão não ter repassado o porcentual constitucional obrigatório para o Fundo Estadual de Saúde nos anos de 2014 e 2015. Segundo a juíza, como chefe do Executivo, Pezão ‘tinha o dever de fazer o repasse para a pasta de Saúde’.

General brasileiro integrará Comando Sul do Exército dos Estados Unidos

Um general brasileiro passará a integrar, ainda neste ano, o Comando Sul das Forças Armadas americanas. A informação foi dada pelo almirante Craig Faller, que comanda a divisão voltada para a segurança dos Estados Unidos na América Central, Caribe e a América do Sul. Faller falou à Comissão de Forças Armadas do Senado americano no dia 7 de fevereiro e disse que o Brasil é um dos países com os quais os Estados Unidos mais têm incrementado parcerias. “Até o fim do ano o Brasil enviará um general para servir como vice-comandante de interoperabilidade do Comando Sul”, disse o almirante, sem citar nomes de militares brasileiros. A assessoria do Ministério da Defesa confirmou a informação e ressaltou tratar-se de um convite inédito.

Vereadora fundamentalista ambientalista de Curitiba propõe lacracão de cadáveres para evitar contaminação do subsolo


A vereadora Maria Leticia Fagundes (PV), médica, ambientalista fundamentalista, propõe projeto que pretende instituir o uso de invólucros ou mantas funerárias em cadáveres, com o objetivo de evitar que o líquido de coliquação – também conhecido como “necrochorume” - contamine o solo e os recursos hídricos próximos aos cemitérios. Os métodos usados e os locais escolhidos para acomodar os mortos têm se tornado motivo de crescente preocupação. A vereadora, que é médica legista, argumenta que em 2003 o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) reconheceu o método de sepultamento como potencialmente nocivo ao meio ambiente e passou a exigir licenciamento ambiental para a instalação de cemitérios. Isso é uma estupidez monumental, gigantesca. A humanidade, há milhares de anos, vem sepultando seus mortos, na maioria dos casos. Essa política fundamentalista ambientalista deveria propor a proibição dos aterros sanitários, de lixos residencial e industrial, que são aterradores poluidores do solo em todo o território nacional, mas isso ela não se atreve a fazer, devido ao xiitismo ambientalista e ao poder corruptor das empresas lixeiras no País. 

A justificativa de Maria Letícia Fagundes explica que o necrochorume é um líquido decorrente da decomposição dos corpos. É formado por 60% de água, 30% de sais minerais e 10% de substâncias tóxicas degradantes, tais como a putresina e a cadaverina, além de fungos, vírus, bactérias, hormônios, antibióticos, quimioterápicos, isto é, tudo que o corpo foi armazenando ao longo de sua existência. Tal composto contamina o caixão, a sepultura, o solo e os aquíferos freáticos. Essa situação foi responsável, por exemplo, pela epidemia de febre tifoide que ocorreu em Paris, no século XVIII. Na prática, o projeto altera os textos das leis 10.595/2002 (que dispõe sobre o serviço funerário em Curitiba) e 13.205/2009 (que dispõe sobre a eliminação das contaminações dos lençóis freáticos). A mudança na lei 10.595/2002 estabelece o fornecimento de invólucro protetor ou manta funerária, em material impermeável, para acondicionamento do corpo sem vida. Da mesma forma, o projeto altera a lei 13.205/2009, também estipulando a obrigatoriedade do invólucro e delegando aos Executivo a determinação das especificações desse invólucro.

O texto do projeto diz que os custos e despesas decorrentes do fornecimento do invólucro ou manta serão adicionados em tabela própria e cobrados diretamente dos usuários do Serviço Funerário do Município de Curitiba, com exceção dos sepultamentos subsidiados pela municipalidade. Havendo mais de um fornecedor, caberá ao usuário a escolha. Se o sepultamento for subsidiado pela prefeitura, a escolha se dará por meio de licitação ou outro método estabelecido pela lei 8.666/1993. Em caso de cremações, fica desobrigado o uso do invólucro.

Conforme lembrou Maria Leticia na justificativa do projeto, a lei 13.205/2009 tentou uma solução para o problema do necrochorume tornando obrigatória a impermeabilização dos caixões, urnas, ataúdes e similares, contudo a iniciativa se mostrou ineficiente. Porém, segundo ela, o próprio caixão acaba sendo degradado pela ação do tempo e, em alguns casos, absorvido pelo solo, juntamente com as substâncias tóxicas produzidas no processo de decomposição. “Ou seja, além de cara e de difícil comprovação, a impermeabilização dos caixões é ineficiente”, assevera a vereadora. Para a parlamentar, “além de baratear o custo para o usuário e para o município, no caso dos sepultamentos subsidiados, há a garantia de que não haverá contaminação, além da facilitação do processo de exumação, se necessário”.

Departamento de Justiça dos Estados Unidos discutiu remover Trump após demissão de chefe do FBI

Autoridades do alto escalão do Departamento de Justiça americano discutiram se deveriam convencer membros do gabinete a invocar a 25ª emenda constitucional e remover o presidente Donald Trump do cargo, preocupadas com a decisão do republicano de demitir o ex-diretor do FBI, James Comey. A declaração faz parte de um trecho de entrevista dada por Andrew McCabe, ex-vice-diretor da polícia federal americana, ao programa "60 Minutes", da emissora CBS, que vai ao ar neste domingo (17). Trechos da conversa foram divulgados nesta quinta-feira (14). Na entrevista, McCabe diz que, preocupado com as ações do presidente, ordenou à equipe do FBI que investiga a interferência russa nas eleições de 2016 que expandisse seu escopo para verificar se Trump teria obstruído a Justiça ao demitir Comey. A intenção era verificar se o presidente estaria trabalhando em benefício da Rússia contra os interesses americanos.

O ex-vice-diretor do FBI, que lança na próxima semana o livro "The Threat: How the F.B.I. Protects America in the Age of Terror and Trump" ("A ameaça: como o FBI protege a América na era do terror e Trump", em tradução livre), afirmou que conversou com o presidente após a demissão de Comey. No dia seguinte, reuniu-se com o time que estava investigando a interferência russa nas eleições. "Eu fiquei preocupado em colocar o caso da Rússia em um terreno absolutamente sólido", afirmou: "Que se eu fosse removido rapidamente, deslocado ou demitido, o caso não seria encerrado ou desapareceria na noite sem nenhum rastro". Em março de 2018, na véspera de sua aposentadoria, McCabe foi demitido pelo ex-secretário de Justiça Jeff Sessions, que alegou falta de sinceridade. Fica evidente que burocratas de alto escalão do poder americano conspiraram em larga escala para derrubar o presidente, escudados em vagas suspeitas e na falsa certeza de que eles são os maiores defensores dos Estados Unidos. 

No trecho divulgado, o jornalista Scott Pelley afirma que o ex-vice-diretor do FBI confirmou que o subsecretário de Justiça Rod Rosenstein sugeriu usar uma escuta em reuniões com Trump e que autoridades do Departamento de Justiça discutiram recrutar membros do gabinete para invocar a 25ª emenda para remover Trump. "Houve encontros no Departamento de Justiça nos quais foi discutido se o vice-presidente e uma maioria do gabinete poderiam ser convencidos a remover o presidente dos Estados Unidos sob a 25ª emenda", afirmou Pelley. "Esses foram os oito dias após a demissão de Comey até o ponto em que Robert Mueller foi nomeado procurador especial. E as autoridades de mais alto nível da supervisão da lei americana estavam tentando descobrir o que fazer com o presidente". Ex-oficiais de justiça disseram que as declarações foram feitas durante encontros em 16 de maio de 2017. McCabe e seus ex-colegas guardaram memorandos sobre suas trocas com Trump e autoridades do Departamento de Justiça.

Um dos memorandos, escrito por McCabe, indica que o ex-agente do FBI escreveu que a capacidade do presidente esteve sob discussão, assim como a possibilidade de ele ser removido do escritório sob a 25ª emenda. O subsecretário de Justiça indicou que analisou a questão e determinou que seriam necessários uma maioria, ou 8 de 15 membros do gabinete. McCabe acrescentou que Rosenstein sugeriu que ele teria apoiadores na Secretaria de Justiça e no Departamento de Segurança Doméstica. Rosenstein contesta a informação sobre a escuta e sobre a 25ª emenda.

Governador Eduardo Leite põe o carioca Claudio Coutinho como novo presidente do Banrisul


O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou na manhã desta quinta-feira, no pátio do Palácio Piratini, o nome do novo presidente do Banrisul, para desencanto de toda a classe política gaúcha. Ele anunciou o nome do carioca Claudio Coutinho. Formado em Economia e em Engenharia Civil, Coutinho foi CEO do banco CR2 de Investimentos e atuou na direção do banco BBM. Também foi diretor da área de Crédito e da área Financeira e Internacional do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Claudio Coutinho tem 62 anos. Fez aniversário no dia 31 de janeiro. Tem quatro filhos, três mulheres e um homem. Ele é homem do secretário estadual da Fazenda, o também carioca Marco Aurélio Santos Cardoso, responsável por sua indicação ao governador Eduardo Leite. Quando foi diretor do BNDES, Claudio Coutinho era chefe do agora secretário da Fazenda que indicou seu nome para o governador Eduardo Leite. O conceito do novo presidente do Banrisul no mercado é respeitável. Trata-se de um especialista em finanças e crédito. Ultimamente vinha trabalhando com sua própria consultoria, a Tiba, mas antes do BNDES passou pelo banco de investimentos CR2, que fundou e do qual foi presidente, vendido em 2013 para o ABN Amro. Também foi diretor, durante 12 anos, do Banco BBM. A percepção no mercado é de que ele foi chamado para a presidência do Banrisul com o encargo de preparar o banco para sua privatização, embora o governador Eduardo Leite desminta esta intenção. 

Banco do Brasil quer contratar uma consultoria para decidir o que vai fazer com o banco Votorantim



O Banco do Brasil vai contratar uma consultoria para definir o melhor destino para o banco Votorantim, do qual é sócio com a família Ermírio de Moraes, segundo o presidente da instituição, Rubem Novaes. "Ainda não assinamos com a consultoria. Mas não há nada determinado para o Banco Votorantim", disse ele, em coletiva de imprensa, na sede do banco, em São Paulo, sem dar detalhes sobre o futuro do Votorantim. Novaes afirmou que vender o Votorantim é possibilidade, mas que o Banco do Brasil não tem pressa. Disse ainda que cogita o desinvestimento parcial ou total do banco, mas não interesse em comprar a fatia da família Ermírio de Moraes. Os sócios do Votorantim consideram o banco apto para abrir capital levando em conta os números do ano passado, quando o banco elevou seu lucro em cerca de 80%, para mais de R$ 1 bilhão ante 2017. A venda total da fatia do Banco do Brasil, de 49,99% do capital votante, ocorreria depois e a família também tem interesse em se desfazer do ativo em algum momento. Sobre a participação do Banco do Brasil no banco Patagônia, Novaes disse que também é passível de desinvestimento, mas ponderou que o momento atual da economia local não é favorável, com as ações das empresas desvalorizadas. Ele disse que é necessário esperar as eleições na Argentina para que os papéis voltem a se valorizar e o ambiente fique mais propício para um desinvestimento. "O Patagônia não tem sinergia com operação do banco", destacou o presidente do Banco do Brasil. O Banco do Brasil também anunciou nesta quinta-feira, 14, lucro líquido ajustado anual de R$ 13,513 bilhões, incremento de 22,2% na comparação com 2017, quando o resultado alcançou R$ 11,060 bilhões. O resultado trimestral do Banco do Brasil, de acordo com a instituição, reflete a queda nos gastos com calotes, as chamadas PDDs (provisões para devedores duvidosos), e crescimento de receitas com prestação de serviços e tarifas.

Bilionário gaúcho Alexandre Grendene doa R$ 40 milhões para duplicação da Emergência da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre

O bilionário gaúcho Alexandre Grendene, um dos controladores da poderosa Grendene, junto com seu irmão gêmeo, dono de um iate de R$ 240 milhões, batizado com o nome da sua cadela, Kate, tornou público nesta quinta-feira uma doação poderosa que fez para a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alege, de 40 milhões de reais, dinheiro necessário para duplicar a área de atendimento da Emêrgencia do complexo hospital. A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre tem uma intensa movimentação diária e recebe para exames e consulta emergenciais pacientes originários de um grande número de municípios gaúchos e inclusive municípios de Santa Catarina, É visível a enorme quantidade de ambulâncias de todos os lugares do Estado e de fora diante do complexo hospitalar durante todos os dias da semana. No final do governo de José Fortunati na prefeitura de Porto Alegre, Alexandre Bartelle Grendene, já havia doado à capital gaúcha um inteiro construído hospital veterinário. As redes sociais bombaram na noite desta quarta-feira com a informação de que o casal Nora Teixeira e Alexandre Grendene irá financiar a construção do espaço que terá a área ampliada quase quatro vezes, de 600 metros quadrados para 2,3 mil metros quadrados, dobrando o número de leitos e reforçando o número de salas de medicação e pronto atendimento. Alexandre Grendene é sócio também de empresas como Vulcabrás e hotéis Conrad, Não há notícia no Rio Grande do Sul de doação de tal vulto realizada antes por algum milionário ou bilionário. A doação de Alexandre Grendene honra um dos princípios básicos da cultura religiosa judáico-cristão, que é o da bondade. Milhões de pessoas serão beneficiadas por este gesto, ao serem aliviadas de suas dores e sofrimentos.