quarta-feira, 20 de março de 2019

Megaleilão do pré-sal pode render até US$ 9 bilhões à Petrobrás, diz senador



As negociações entre União e Petrobrás na revisão do contrato de cessão onerosa devem resultar em um saldo de US$ 9 bilhões em favor da companhia, disse o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-CE). O governo deve utilizar um câmbio médio de R$ 3,70. "Eles estão negociando e o valor deve ficar abaixo de US$ 10 bilhões. A gente imaginava que pode chegar em uns US$ 9 bilhões, em torno disso. Acho que o entendimento poderá ser em torno de US$ 9 bilhões", disse o senador, ressaltando que esse valor é uma estimativa e não é o número oficial da negociação. Segundo ele, as negociações entre as partes estão em curso e em fase final. O senador esclareceu que não participa das negociações, mas que esteve em contato com integrantes da equipe econômica do governo Jair Bolsonaro para entender o motivo pelo qual o governo desistiu do projeto de lei que trazia critérios para a negociação entre União e Petrobrás. "Pelo projeto da cessão onerosa, a União repassa à Petrobras US$ 14 bilhões. Na negociação direta, com intermediação do Tribunal de Contas da União, as negociações indicam um valor abaixo de US$ 10 bilhões. Eu dei um palpite de US$ 9 bilhões", disse.
 
Esses números foram apresentados aos líderes do Senado para justificar o motivo para não votar o PLC 78. Segundo ele, a negociação direta entre as partes, intermediada pelo TCU, é mais favorável aos Estados, pois o ministro da Economia, Paulo Guedes, teria se comprometido a dividir as receitas do fundo social do Pré-Sal, que destina recursos para saúde e educação, com Estados e municípios. Segundo ele, até o fim deste ano, o fundo deve contar com um saldo de R$ 24 bilhões. "Eu expliquei (em reunião com líderes do Senado) que não era interessante votar, pois havia negociações em andamento. E agora estou levando as informações para mostrar que não há necessidade de votar, porque é mais interessante para a União e para os Estados, que estão querendo ter uma participação na cessão onerosa. O acordo é melhor do que o PLC. Não faz sentido votar o PLC", disse. No ano passado, durante a tramitação do PLC 78 no Senado, o então futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a divisão dos recursos do bônus de assinatura do leilão de excedentes da cessão onerosa, estimado em R$ 100 bilhões, com Estados e municípios. O então ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse que não era possível cumprir essa promessa, devido à emenda constitucional do teto de gastos, que limita o crescimento das despesas da União à variação da inflação. Na época, o presidente do Senado Eunício Oliveira (MDB-CE) decidiu não pautar mais o projeto enquanto não houvesse acordo sobre o tema e ameaçou entrar com ação no Supremo Tribunal Federal para impedir um acordo direto entre as partes.

Paralelamente a essa proposta, um outro projeto de lei já aprovado no Senado permitia a divisão das receitas do fundo social com Estados (15%), municípios (15%) e com um fundo para financiar a expansão de gasodutos com recursos subsidiados (20%). Essa proposta está em tramitação na Câmara. Para Guardia, essa era a melhor forma de contemplar Estados e municípios, pois não seria possível violar o teto de gastos. Agora, o ministro Paulo Guedes, segundo Bezerra, concorda com a divisão de recursos com Estados e municípios via fundo social. Segundo ele, essa parcela pode até aumentar agora. "O acordo que fizemos lá atrás, no ano passado, era de 30%. Pode ser diferente agora. Por isso defendo o início do debate do pacto federativo para que a gente possa fazer avançar essa matéria aqui no Senado". O líder do governo no Senado disse que os governadores dos 26 Estados e do Distrito Federal devem vir a Brasília na próxima semana para debater o assunto e apresentar suas demandas. "Tem um ruído, porque o pessoal está entendendo pacto federativo como desvinculação, e eu entendo como descentralização de receitas. E ela está sobre a mesa para se dar com os recursos do pré-sal, e o Paulo Guedes prefere fazer essa transferência via fundo social", disse.

Porto de Santos terá capital aberto à iniciativa privada em menos de quatro anos

A Codesp, companhia docas que administra o porto de Santos, pretende abrir o capital da empresa até o fim do governo Bolsonaro, em um prazo de três a quatro anos, segundo Casemiro Tércio Carvalho, novo presidente da empresa. O plano, segundo ele, é que o governo mantenha o controle da autoridade portuária, com cerca de metade da participação. "A autoridade portuária tem uma função pública de olhar para o desenvolvimento da região, do País. O aparelhamento fez com que o interesse público fosse deixado de lado", diz Carvalho. Para o executivo, o papel dos investidores privados será, além de trazer recursos, ampliar a fiscalização da gestão do porto e torná-lo mais eficiente. O executivo também não descarta uma ampliação da atuação da Codesp em outros Estados e portos. Segundo ele, a empresa poderia oferecer soluções e operar terminais não só do Brasil como em outros países, como Panamá e países africanos. Antes disso, há uma intensa agenda de corte de gastos, demissão de funcionários e concessão de diversas áreas do porto a ser cumprida pela nova diretoria da Codesp. A meta da empresa é lançar ainda neste ano, preferencialmente no primeiro semestre, o edital de diversos terminais -incluindo os da Rodrimar, empresa acusada de pagamento de propina ao ex-presidente Michel Temer, pela edição do Decreto dos Portos.  Os leilões deverão gerar cerca de R$ 500 milhões de investimento. No fim do ano passado, o ex-presidente da Codesp José Alex Oliva chegou a ser preso no âmbito da Operação Tritão, que investiga supostas fraudes em licitações do porto. Com a deflagração da investigação, diversos executivos foram afastados da Codesp, que iniciou um pente-fino em seus contratos. 

"Donald Trump foi quem me chamou para o Salão Oval", diz Eduardo Bolsonaro


O único acompanhante de Jair Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca foi o filho caçula do presidente, Eduardo Bolsonaro, que ganhou protagonismo na visita do líder brasileiro aos Estados Unidos. Para a reunião nesta terça-feira (19) com o presidente Donald Trump, a mais esperada de sua viagem a Washington, Bolsonaro não levou nenhum de seus ministros -nem mesmo o de Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Segundo o chanceler, sua presença não estava prevista no encontro. Com o presidente brasileiro, entraram apenas um intérprete e Eduardo -que fala inglês. Já do lado americano, estavam presentes um tradutor, o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, e Kim Brier, do Departamento de Estado dos EUA. O filho do presidente afirmou que o convite para participar da reunião reservada foi do próprio Trump: "Ele disse ao Jair: 'chame seu filho para entrar'". Durante a entrevista coletiva após a reunião na Casa Branca, Trump fez outra deferência a Eduardo. Pediu que o deputado, na plateia, se levantasse. Disse então que ele estava fazendo "um excelente trabalho". Foi também Eduardo quem fechou os detalhes para que seu pai acompanhasse Sergio Moro na sede da CIA na manhã de segunda-feira (18), em agenda que, por horas, não foi divulgada pela assessoria do Planalto. Na agência americana de inteligência, a comitiva de Bolsonaro se encontrou com a diretora do órgão, Gina Haspel.

Coca-Cola admite que produz 3 milhões de toneladas de plástico por ano

A empresa Coca-Cola acaba de admitir que é responsável pela produção de três milhões de toneladas de embalagens plásticas anualmente. Isso equivalente a 200 mil garrafas por minuto. O dado consta no relatório internacional da Fundação Ellen MacArthur, que tem contribuições da ONU Meio Ambiente. Entre outras informações, o documento traz a divulgação pública de empresas, que apresentaram seus volumes anuais de produção e uso de embalagens plásticas. Isto é, os dados partem das próprias companhias, que aceitaram integrar o documento e enviaram o conteúdo das informações reunidas no relatório intitulado “Nova Economia Plástica Compromisso Global”.

Disney constrói usina solar gigantesca para reduzir emissões em 50% até 2020


Com o formato da cara de seu mais famoso personagem, Mickey Mouse, a Walt Disney Company inaugurou no final de 2018 uma planta com 500 mil painéis solares e potência para produzir 50 megawatts de energia, o suficiente para atender a demanda anual de eletricidade de dois de seus quatro parques na Flórida ou o equivalente a 10 mil residências. Localizada ao lado do Animal Kingdom, a usina solar fica em uma área de 28 mil hectares e deve evitar a emissão na atmosfera de 57 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2), gás apontado como o principal responsável pelo aquecimento global. A meta da Disney é reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 50% até 2020, em comparação aos números de 2012. Segundo a companhia, seria o mesmo que tirar das ruas quase 10 mil carros. Em 2017, o grupo anunciou que já tinha conseguido diminuir suas emissões brutas em 41%. Em Tóquio, no Japão, o parque da Disney também investiu em energias renováveis. A parada noturna, que é realizada com carros alegóricos iluminados, utiliza a eletricidade gerada por painéis solares instalados no topo de construções da propriedade. Em Xangai, na China, outro parque diminuiu suas emissões de CO2 em 60% ao converter calor desperdiçado em energia.

Tucano Beto Richa volta para a cadeia



Richa é preso por obstrução da Justiça na operação ‘Quadro Negro’
Richa chega ao Gaeco: terceira prisão em seis meses (Foto: Ernani Ogata)


19/03/19 ÀS 23:00 ATUALIZADO ÀS 23:06Da Redação


O ex-governador Beto Richa (PSDB) foi preso nesta terça-feira (19) em nova fase da Operação Quadro Negro, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, que investiga desvios de R$ 22 milhões de recursos para a construção e reformas de escolas estaduais. Além dele, também foram presos o ex-secretário de Estado do Cerimonial, Ezequias Moreira, e o empresário Jorge Atherino, apontado pelo MP como suposto “operador financeiro” do esquema. O tucano teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 9ª Vara Criminal de Curitiba, que acatou denúncia segundo a qual o ex-governador teria agido para tentar “comprar” o silêncio do delator do caso, o ex-diretor-geral da Secretaria de Estado da Educação, Maurício Fanini.

É a terceira vez que Richa é preso. Em setembro de 2018, ele foi detido na operação Rádio Patrulha, também do Ministério Público Estadual, que investiga suspeitas de fraudes em licitações para obras em estradas rurais. Em janeiro, Richa foi preso na Operação Integração, desdobramento da Lava Jato na Justiça Federal, que apura um esquema de pagamento de propina por concessionárias do pedágio. Em ambos os casos ele foi solto poucos dias depois, por decisões do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. Além disso, o tucano havia obtido salvo-condutos do ministro do STF, Gilmar Mendes, sob a alegação de que não haveriam fatos novos que justificassem as prisões. As decisões de Mendes, porém, não alcançam a operação do Gaeco de ontem.

Impunidade - No despacho em que acatou o novo pedido de prisão contra Richa, o juiz Fernando Bardelli Silva Fischer critica duramente, sem citar nomes, as decisões de Mendes. Na decisão, o juiz chega a comparar a exigência de “contemporaneidade” dos fatos para embasar as prisões preventivas a um “mantra da impunidade”. “Não por acaso, as manifestações a favor da liberdade de criminosos do colarinho branco, que praticaram seus crimes durante um longo período de tempo, convenientemente citam o ano do início da prática criminosa e omitem a data do seu término”, aponta Fischer.

O juiz afirmou que dos crimes de “corrupção e fraude à licitação supostamente decorreram outras práticas criminosas que perduraram até o ano de 2017, como crimes de obstrução de investigações e lavagem de dinheiro”. Entre as provas, segundo ele, estão despachos que autorizaram a realização do aditivo no contrato de construção e reforma das escolas, depoimentos do delator afirmando que recebia as propinas e fazia o repasse ao ex-governador e que o tucano “lhe ordenou a apagar fotos, conversas e outros elementos de prova”. Além disso, lembra que os desvios nas obras de escolas prejudicaram mais de 20 mil alunos.

Pagamentos a delator seguiram até agosto de 2017
Na denúncia que embasou a nova prisão do ex-governador Beto Richa (PSDB), ontem, o Gaeco afirma que os pagamentos do grupo político do tucano para a suposta “compra” de silêncio do delator do caso, Maurício Fanini, teriam seguido até agosto de 2017. Fanini foi preso a primeira vez, em julho de 2015, mas foi solto dez dias depois. Acabou sendo detido novamente em setembro de 2017. De acordo com a denúncia, para evitar que ele firmasse acordo de delação e contasse o que sabia sobre o esquema, o ex-governador teria encarregado o empresário Jorge Atherino a fazer repasses mensais ao ex-diretor.

Inicialmente, segundo o Gaeco, entre janeiro e abril de 2.017 “Atherino efetuou quatro repasses mensais, mas de menor valor, que totalizaram a quantia de R$ 16.000,00 (dezesseis mil reais) em espécie”, a Fanini. Depois disso, o empresário, utilizando-se de intermediários, ainda teria feito mais dois repasses ao ex-diretor da secretaria, de R$ 8 mil cada, no Graciosa Country Club, no bairro do Cabral, em Curitiba, “sendo a primeira no final do mês de junho de 2.017 e a segunda no início do mês de agosto de 2017”, afirma o MP.

Defesa de tucano diz que prisão não tem fundamento
O advogado Guilherme Brenner Lucchesi, que defende o ex-governador Beto Richa, manifestou-se sobre a prisão do tucano, ontem. “A defesa de Carlos Alberto Richa esclarece que a determinação de prisão exarada hoje não traz qualquer fundamento. Tratam-se de fatos antigos sobre os quais todos os esclarecimentos necessários já foram feitos”, escreveu.

“Cumpre lembrar que as fraudes e desvios cometidos em obras de construção e reforma de colégios da rede pública de ensino foram descobertos e denunciados pela própria gestão do ex-governador Beto Richa. Por orientação do ex-governador, no âmbito administrativo, todas as medidas cabíveis contra os autores dos crimes foram tomadas. A defesa repudia o processo de perseguição ao ex-governador e a seus familiares; todavia, segue confiando nas instituições do Poder Judiciário”, finalizou o defensor.

Advogados de outros implicados no caso também se manifestaram. O advogado Marlus Arns de Oliveira, que atua na defesa de Ezequias Moreira, informou que se manifestará nos autos. Já Luiz Carlos Soares da Silva Júnior afirmou que Jorge Atherino “está à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos”.

Comboio com carregamento de urânio é atacado na Rio-Santos

Agentes da Polícia Rodoviária Federal entraram em confronto com homens armados que atacaram um comboio com carregamento de urânio na tarde desta terça-feira (19), na BR-101, Rodovia Rio-Santos, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro. Os policiais rodoviários participavam da escolta do comboio que transportava urânio, material usado para alimentar as usinas nucleares Angra 1 e 2. Por volta das 12 horas, alguns indivíduos armados atiraram contra a equipe que fazia a segurança da carga. Os policiais reagiram e conseguiram dispersar os criminosos. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, ninguém foi preso ou ficou ferido. Na fuga, os ladrões deixaram cair um carregador de pistola com 12 munições calibre 9mm, privativo das forças de segurança. Uma equipe do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que passava pelo local, deu apoio aos policiais rodoviários na ação, que ocorreu na altura do bairro do Frade, às margens da BR-101.

Senador Jorge Kajuru diz que Gilmar Mendes vende sentenças, e ministro pede providências ao STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, fez uma representação contra o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) ao presidente do tribunal, ministro Dias Toffoli. No documento, que foi protocolado nesta terça-feira (19), Gilmar Mendes cita trechos de uma entrevista do senador à Rádio Bandeirantes no domingo (17). Kajuru afirma querer saber como o ministro "tem R$ 20 milhões de patrimônio". "De onde você tirou esse patrimônio? De Mega Sena? De herança, de quem você tirou, Gilmar Mendes? Foram das sentenças que você vendeu, seu canalha!" O senador diz ainda que Gilmar Mendes é sócio dos ex-governadores tucanos Beto Richa (PR), Aécio Neves (MG) e Marconi Perillo (GO). "Nós vamos pegar, apurar, investigar todas as empresas que eles são sócios, que eles têm negociação, por que ele protegeu Aécio Neves, por que que ele protege o Marconi Perillo. Por que que ele protege tantos outros políticos". Segundo Kajuru, Mendes será o primeiro alvo da CPI da Toga: "Depois vamos nos Lewandowskis da vida". Gilmar Mendes encaminhou as declarações ao ministro Toffoli para a "adoção das providências que entender cabíveis".

Inquérito do petista Lindbergh Farias é o primeiro enviado à Justiça Eleitoral após decisão do STF

A Segunda Turma do STF decidiu, nesta terça-feira (19), remeter um inquérito sobre o ex-senador Lindbergh Farias (PT-RJ) para a Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro. Lindbergh começou a ser investigado em 2017 a pedido da Procuradoria-Geral da República sob suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. Delatores da Odebrecht afirmaram que ele recebeu R$ 4,5 milhões ilicitamente em 2008 e 2010, quando era prefeito de Nova Iguaçu (RJ). O dinheiro teria sido pago para campanha, o que configuraria o crime eleitoral de caixa dois, mas em troca de facilidades para a empreiteira em contratos com o município. Em agosto passado, o relator, ministro Edson Fachin, enviou o inquérito para a Justiça Federal em Nova Iguaçu. Como o suposto crime foi cometido antes do mandato no Senado, pelas novas regras do STF, o então senador não tinha prerrogativa de foro perante a corte. Nesta terça-feira, Fachin decidiu votar pelo envio do inquérito à Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro sob a justificativa de que o plenário decidiu que crimes comuns (como corrupção e lavagem) associados a crimes eleitorais (caixa dois) devem ser remetidos à Justiça especializada. O plenário fixou esse entendimento na última quinta (14), por 6 votos a 5. Na ocasião, Fachin integrou o grupo vencido -ao lado dos ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Cármen Lúcia. A Segunda Turma já vinha adotando esse entendimento, que foi consolidado no plenário.

Assembleia Legislativa de Minas Gerais instala CPI para apurar tragédia de Brumadinho



A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) instalou nesta terça-feira (19) a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as causas do rompimento, no dia 25 de janeiro, da barragem de rejeitos da mineradora Vale, em Brumadinho. Na primeira reunião, a CPI aprovou a convocação do presidente afastado da Vale, Fábio Schvartsman, de diretores e funcionários da mineradora, bem como de funcionários de empresas terceirizadas. Após a eleição do comando da CPI, foram aprovados requerimentos que vão nortear a investigação. Entre eles estão: pedido à Vale dos relatórios de avaliações de segurança da barragem referentes aos últimos cinco anos e criação de um disque denúncia para receber informações que ajudem nas apurações. A comissão tem o prazo de 120 dias para concluir os trabalhos, prorrogáveis por mais 60 dias. Segundo o deputado André Quintão (PT), relator da CPI, além de apurar as causas e os responsáveis pela tragédia, a comissão deverá definir as ações de reparação e propor aperfeiçoamentos da legislação. O presidente da CPI, deputado Gustavo Valadares (PSDB), disse que, além de ouvir os investigados, a comissão vai convidar os integrantes da força tarefa que apura as responsabilidades pela tragédia de Brumadinho. Vai solicitar ainda documentos coletados pelos órgãos envolvidos na investigação. Os últimos dados da Defesa Civil contabilizam 206 mortos e 102 desaparecidos no desastre.  A CPI se reunirá às quintas-feiras, com possibilidade de realizar sessões também às segundas-feiras.

Senador Flavio Bolsonaro diz que viagem de seu pai Jair Bolsonaro aos Estados Unidos cumpre promessa de campanha

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) disse na tarde desta terça-feira (19) que a viagem os Estados Unidos realizada por seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, permitiu a concretização de promessas de campanha. "A gente tem se aproximado de países que podem ser grandes parceiros comerciais nossos. E ele está cumprindo aquilo que prometeu na campanha de reforçar as relações bilaterais. Temos que reforçar com países que podem agregar muito ao Brasil e resultar em geração de emprego, em melhoria da nossa tecnologia. Acho que está no caminho certo", disse o senador. Sobre o apoio manifestado por Donald Trump à integração do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Flávio Bolsonaro disse que "é uma sinalização importante da confiança da credibilidade que o Brasil começa a resgatar com o governo Bolsonaro, é uma sinalização pro mundo que o Brasil está alinhado com as pautas que vão gerar desenvolvimento e emprego".

Acordo com os Estados Unidos para uso da Base Aeroespacial de Alcântara coloca o Brasil em um mercado bilionário

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira (19), em Washington, o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre Brasil e Estados Unidos, ao lado do presidente norte-americano Donald Trump. A medida permitirá o uso comercial da base de lançamentos aeroespaciais de Alcântara (MA). Estima-se que, em todo o mundo, exista uma média de 42 lançamentos comerciais de satélites por ano. Esse mercado movimentou, apenas em 2017, cerca de US$ 3 bilhões, um crescimento de mais de 16% em relação ao ano anterior, segundo dados da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos. “O Brasil vai entrar no mercado de lançamento de satélites. Há anos, o Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos aguarda o acordo de salvaguardas com os americanos. Nossa expectativa é de que passaremos a exportar serviços relacionados a essa indústria”, afirmou o gerente-executivo de Assuntos Internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Diego Bonomo. A Base de Alcântara é internacionalmente reconhecida como um ponto estratégico para o lançamento de foguetes, por estar localizada em latitude privilegiada na zona equatorial, o que permite uso máximo da rotação da Terra para impulsionar os lançamentos. Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), o uso do local pode significar uma redução de 30% no uso de combustível, em comparação a outros locais de lançamentos em latitudes mais elevadas. Os gestos de aproximação entre Bolsonaro e Trump são vistos como uma oportunidade de destravar acordos mais ambiciosos entre os dois países. 

Mais de 1.400 cidades americanas perderam jornais locais nos últimos 15 anos

Os jornais locais americanos correm risco de extinção. Mais de 1.400 cidades do país perderam algum periódico nos últimos 15 anos, segundo dados de um levantamento feito pela agência de notícias Associated Press compilados pela Universidade da Carolina do Norte. Queda na receita devido à concorrência com veículos digitais, cortes de custos, diminuição na qualidade e desinteresse dos leitores estão entre as principais causas da morte dos pequenos jornais. Agora, centenas de cidades estão sem repórteres para cobrir temas de interesse local. Cinco das 10 maiores empresas proprietárias de jornais locais pertencem a grupos de investidores que possuem outros negócios não relacionados a jornalismo, segundo Penelope Muse Abernathy, pesquisadora de tendências na indústria de notícias e professora na Universidade da Carolina do Norte. A GateHouse Media é a maior dessas empresas e, segundo críticos da companhia, a estratégia adotada por ela e outras gigantes do setor é a de fazer cortes de custos agressivos sem que investimentos sejam feitos nas redações. A circulação de jornais nos Estados Unidos tem caído a cada ano pelas últimas três décadas, de acordo com dados do Pew Research Center (centro de pesquisas Pew). A receita com publicidade também teve queda desde 2006. Ainda de acordo com o centro de pesquisas, o número de repórteres, editores, fotógrafos e outros funcionários de redações caiu cerca de 45% nos Estados Unidos entre os anos de 2004 e 2017.

Mercado pet movimenta mais de US$ 70 bilhões nos Estados Unidos

Em 2017, os americanos gastaram cerca de US$ 70 bilhões em cuidados com os seus pets, entre alimentos, cuidados veterinários e outros serviços, informou Anne Carrns em matéria para o Times. “As pessoas estão muito mais inclinadas a considerar os seus animais como filhos, e a tratá-los como pessoas”, disse James Serpell, professor da Universidade da Escola de Medicina Veterinária da Pensilvânia. Embora a maioria das pessoas não tenha os recursos financeiros para transferir milhões de dólares para bichos de estimação, muitas querem que os seus companheiros tenham uma vida longa e saudável, e adquirem seguros para eles. Dois milhões destes pets foram segurados nos Estados Unidos e Canadá em 2017. Algumas empresas oferecem aos funcionários benefícios para seus pets. “Estávamos convencidos de que os animais de estimação são uma parte da vida de uma família”, afirmou Gabby Slome, fundadora da Ollie, uma companhia de alimentos para cachorro que não só oferece aos funcionários descontos sobre os prêmios de seguro dos bichos, como também benefícios como “licença-paternidade” quando levam para casa um cachorro.

Martha Stewart, a decana da ciência do lar, associou-se recentemente a uma companhia canadense para desenvolver uma linha de produtos CBD, à base de maconha, voltada para pets. “Recebemos inclusive pedidos para a criação de receitas e até pomadas cicatrizantes para seres humanos e também para animais, como cães e gatos”, disse Martha ao Times. Mas não apenas para cães e gatos. 

Governo Bolsonaro quer usar reforma da Previdência para enxugar máquina


O Ministério da Economia está fazendo um estudo para identificar quais áreas ainda podem ser objeto de terceirização e de trabalho temporário no setor público. A Pasta quer ampliar decreto de dezembro que já aumentava essa possibilidade. A ideia ganhou força na colaboração da PEC da Nova Previdência, quando o secretário Leonardo Rolim projetou como ela deve afetar o funcionalismo federal. O governo não pretende fazer concurso para preencher o vácuo deixado pelas aposentadorias e, portanto, vê uma chance de enxugar a máquina.