domingo, 19 de maio de 2019

Barragem de Brasília recupera a sua plena capacidade após período de crise hídrica


O reservatório de Santa Maria, no Distrito Federal, chegou a 100% de sua capacidade neste domingo (19). A informação foi dada pela Agência Reguladora das Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa). O reservatório de Santa Maria é responsável pelo abastecimento da maior parte da área central da capital, chamada de Plano Piloto. Em 2017, no que a Adasa chama de “período de escassez”, ele chegou a ter apenas 21,8% da capacidade. Esse período levou a uma crise hídrica que atingiu Brasília fortemente. Períodos sem água em algumas regiões geraram transtorno aos moradores. O governo do Distrito Federal promoveu campanhas de redução do consumo para lidar com o abastecimento deficiente pelo baixo volume dos reservatórios. Desde 2017, os reservatórios passaram a se recuperar. Segundo a Adasa, o de Santa Maria retomou índices mais elevados da capacidade de forma mais lenta. - o que ocorreu por características próprias do reservatório, como o fato de ser abastecido por pequenos riachos. Em 2018, ele atingiu 50% do volume em abril. Apesar da recuperação, a Adasa segue orientando os moradores a manter práticas de redução de consumo.

sábado, 18 de maio de 2019

Daniela Baccas, Responsável pelo Fundo Amazônia no BNDES, é afastada do cargo

No mesmo dia em que Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, afirmou haver indícios de irregularidades em contratos do Fundo Amazônia - gerido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)-, a chefe do departamento de meio ambiente e responsável pelo fundo no banco, Daniela Baccas, foi afastada de seu cargo. A informação foi confirmada por Arthur Koblitz, vice-presidente da AFBNDES (Associação dos Funcionários do BNDES). Segundo Koblitz, ainda não foram apresentadas explicações para o afastamento, mas a associação pediu uma reunião para esclarecer o tema. Ele diz que a decisão pelo afastamento surpreendeu os funcionários do banco, considerando a reputação de Baccas, que desde 2017 chefiava o departamento de meio ambiente. Nesta sexta-feira (17), Ricardo Salles divulgou uma análise de 25% dos contratos do Fundo Amazônia feita pelo Ministério do Meio Ambiente. O ministro afirmou que foram encontrados o que classificou como problemas nos documentos. 

O ministro disse que os problemas estavam presentes tanto em contratos com ONGs como com entes federativos, mas em maior proporção nas organizações da sociedade civil. Usou como exemplo concentrações de verbas para pagamentos administrativos, com mão de obra - o que não configura irregularidade. "Isso nos parece uma absorção muito elevada", afirmou Salles. "Há destinações importantes entre os contratos, mas há falta de estratégia na escolha desses projetos, eles não conversam entre si". Salles também afirmou que quer mudanças no Fundo Amazônia e que já tinha conversado com Noruega e Alemanha (principais doadores do fundo) sobre o que foi encontrado na análise. 

Ministro Sérgio Moro já recebeu um sexto do Congresso em conversas de articulação política


O ministro Sérgio Moro não poupa esforços para aprovar o seu pacote anticrime e manter a estrutura de “superministério” da sua pasta. Em menos de cinco meses de governo, ele já se reuniu com 106 parlamentares. O ministro teve encontros com mais de um sexto do Congresso e rivaliza no governo com o ministro Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, responsável pela articulação política do Palácio do Planalto. Onyx, deputado federal licenciado, esteve com 125 deputados e senadores. Moro mostra empenho em deixar uma marca na sua passagem pelo Executivo. O ministro já colecionou constrangimentos e derrotas no governo – a última delas no dia 9 deste mês, quando a comissão especial que analisa a medida provisória da reforma administrativa decidiu devolver o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ao Ministério da Economia. Ter o comando do órgão tinha sido um dos pedidos de Moro ao presidente Jair Bolsonaro antes de assumir a pasta. Após o revés, Moro intensificou ainda mais os encontros com parlamentares, que já haviam marcado presença de forma massiva no seu gabinete em abril, com média de mais de uma audiência por dia. Nesses quatro meses e meio de governo, o ministro reservou mais espaço em sua agenda para reuniões com integrantes da chamada “bancada da bala”, como é conhecida a Frente Parlamentar da Segurança Pública. Foram 44 encontros com deputados ligados à frente, que tem algumas reivindicações abarcadas no pacote anticrime. O presidente do grupo, deputado Capitão Augusto (PR-SP), foi quem mais visitou o gabinete de Moro no período: quatro vezes, empatado com o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP).

Entre parte dos parlamentares, no entanto, persiste a resistência à figura de Moro. Deputados mais experientes costumam dizer que o ministro da Justiça ainda não abandonou o estilo de juiz, que o faz querer impor ao Parlamento, sem muita paciência para o processo de tramitação, suas ideias para o combate à criminalidade. “Moro deveria ter tido um diálogo anterior com vários setores da sociedade, inclusive dentro do próprio Ministério da Justiça, antes de formular esta proposta. Agora fica recebendo parlamentares”, afirmou o deputado Rui Falcão (PT-SP), um revolucionário comunista trotskista, antigo membro do POC. “O governo utiliza ele como instrumento de propaganda. O governo não fez um gesto, não moveu uma palha para manter o Coaf no Ministério da Justiça”, disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que se encontrou com o ministro uma vez e conversou sobre o pacote anticrime e a permanência do Coaf na pasta. “O governo está perdendo apoio popular e ele está indo junto. Se ele ainda quer salvar a biografia, acho que deveria cair fora do governo”, declarou.

Além dos parlamentares, Moro já se reuniu até o momento com oito governadores – é nos Estados que a maioria das políticas de segurança pública é adotada. Mas o ministro mantém o foco de atuação no seu pacote anticrime no Congresso. 

Antes de intensificar as reuniões políticas em sua agenda oficial, Moro foi alvo de Maia, que o chamou de “funcionário do Bolsonaro” e desqualificou o projeto anticrime (“copia e cola” do ex-ministro da Justiça e ministro do Supremo Alexandre de Moraes). O ministro havia cobrado mais celeridade à tramitação do pacote, o que irritou o presidente da Câmara. Dois meses depois, Maia avalia “que a política tem de olhar o ministro Moro, hoje, de outra forma”. “A gente está reclamando muito que o governo não faz política, e esse ministro, por mais que alguns tenham restrição ou não a ele, ele fez política, tem feito política.” 

Bolsonaro quer encerrar parceria da Petrobras com a McLaren

Em postagem na sua conta do Twitter nesta sexta-feira (17), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo federal busca uma maneira de rescindir o contrato da Petrobras com a McLaren, escuderia de F-1. "Em 2018 a Petrobras assinou contrato de publicidade de R$ 782 milhões com a McLaren, válido por 5 anos. No momento, a empresa, por decisão do meu Governo, busca uma maneira de rescindir o contrato. Boa noite a todos!", postou a conta oficial do presidente. O acordo foi firmado em fevereiro do ano passado e se trata de uma parceria tecnológica com a equipe britânica, para aperfeiçoar o desenvolvimento de combustível e lubrificantes de alta performance. A marca da Petrobras foi estampada nos carros da McLaren, nos capacetes e uniformes dos mecânicos. Na época, o acordo foi celebrado como uma volta da estatal brasileira à F-1, mas a parceria não agradou a todas as pessoas envolvidas no esporte. "A Petrobras, uma empresa estatal, patrocinar uma equipe de F-1 inglesa, sem nenhuma conexão com o Brasil, ou pilotos brasileiros, é um absurdo completo. Principalmente porque o automobilismo nacional sofre tanto e poucos talentos têm qualquer ajuda para começar a carreira. Meu ponto é, como estatal e falida, eu não quero ver $ de impostos gastos com F-1 ou outro automobilismo qualquer. Mas se for fazer de qualquer jeito, faça apoiando o Brasil ou brasileiros", reclamou o piloto Lucas Di Grassi em sua conta no Twitter. A declaração de Bolsonaro não foi a primeira em que o governo manifesta o interesse de encerrar a parceria. "Não tem o mínimo sentido. Um absurdo. Esse valor todo para ter o nome pequenininho no capacete", disse o ministro da Cidadania, Osmar Terra.

Justiça determina acesso a notas fiscais de Flávio Bolsonaro

A quebra do sigilo fiscal do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e de seu ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz, determinada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro no fim do mês passado, foi ampliada. A Receita Federal terá que encaminhar ao Ministério Público todas as notas fiscais de bens e serviços adquiridos entre 2007 e 2018 pelo senador, por Queiroz e por mais seis pessoas e uma empresa que já tinham tido o sigilo fiscal quebrado em decisão anterior. Para a defesa de Queiroz, que na sexta-feira entrou com um habeas corpus contra a quebra do sigilo, a ampliação da medida reforça seu caráter “desproporcional”. Em nota, o senador Flávio, filho do presidente Jair Bolsonaro, chamou a investigação de “campanha caluniosa” e se disse “vítima de seguidos e constantes vazamentos”. A autorização para ampliar a quebra do sigilo fiscal se deu no mesmo processo, no âmbito das investigações sobre movimentações financeiras atípicas envolvendo ex-funcionários do gabinete parlamentar de Flávio Bolsonaro quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. As suspeitas surgiram porque, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017, Queiroz movimentou em uma conta mais de R$ 1,2 milhão, quantia considerada incompatível com a renda do ex-assessor. Oficialmente, Queiroz trabalhava no gabinete parlamentar como motorista. A movimentação foi detectada pelo Coaf em relatório preparado na Operação Furna da Onça, do Ministério Público Federal, que investigou corrupção na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Este Ministério Público do Rio de Janeiro é aquele que tem preso seu ex-procurador-geral, Claudio Leite, que recebia propina do ex-governador Sérgio Cabral. O suplente de Flávio Bolsonaro é Paulo Marinho, conhecido lobista do Rio de Janeiro, ligado à Rede Globo e ao escritório de advocacia de Sérgio Bermudez, que tem interesses na área da Petrobras. 

A decisão de ampliar a quebra do sigilo fiscal foi tomada na última quarta-feira pelo juiz Flávio Itabaiana Nicolau, da 27ª Vara Criminal. Na decisão, o juiz Itabaiana considera a obtenção das notas fiscais como “imprescindível” para o procedimento investigatório. O objetivo é “possibilitar o cruzamento com os dados bancários”, escreveu o juiz. No pedido ao juiz, os promotores fazem referência à autorização para a quebra dos sigilos bancário e fiscal, dada no fim do mês passado. Pela decisão anterior, terão vasculhadas as contas bancárias, além de Flávio e Queiroz, a mulher do senador, Fernanda Bolsonaro, e de uma empresa deles, a Bolsotini Chocolates e Café Ltda. As duas filhas de Queiroz, Nathalia e Evelyn, além da mulher dele, Márcia, também tiveram os sigilos quebrados, assim como 88 ex-funcionários do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa. 

Ministro da Infraestrutura comemora o registro de primeira companhia aérea 100% estrangeira no Brasil


O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, comemorou neste sábado (18) o registro da primeira companhia aérea 100% estrangeira no país. Em publicação nas redes sociais, o ministro disse que a entrada da companhia no mercado doméstico trará novos investimentos ao país, com a contratação de pilotos e tripulação brasileira, além de criar mais concorrência no setor. Ainda de acordo com Freitas, isso é importante para equilibrar oferta de voos e reduzir preço da passagem. Neste sábado, a coluna Painel S.A. antecipou que a medida provisória que permite o controle de companhias aéreas no Brasil por estrangeiros começou a dar frutos. Às vésperas do prazo final para aprovação no Congresso, definido para quarta (22), a Globalia Linhas Aéreas, grupo da Air Europa, deu entrada no processo na Junta Comercial de São Paulo. O próximo passo é pedir à Anac a autorização para operar no país. O movimento do grupo estrangeiro é visto no setor como um estímulo à aprovação da MP.

Bandido petista corrupto José Dirceu é enviado para o presidio do Complexo Médico-Penal de Pinhais, na Grande Curitiba



Depois de se entregar na sede da Polícia Federal em Curitiba, nesta sexta-feira (17), o bandido corrupto petista e ex-ministro José Dirceu foi transferido para o Complexo Médico-Penal de Pinhais neste sábado (18) pela manhã. O presídio fica nas cercanias de Curitiba. O ex-ministro se apresentou para cumprir a pena de oito anos e dez meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Esta é a segunda condenação do bandido corrupto José Dirceu no âmbito da Operação Lava Jato. A prisão foi determinada na quinta-feira (16) pelo juiz Luiz Antonio Bonat, titular da 13ª Vara Federal em Curitiba. A decisão foi tomada após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), sediado em Porto Alegre, negar recurso da defesa de José Dirceu e determinar o cumprimento da pena com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que autoriza prisão ao fim dos recursos em segunda instância. Conforme a decisão de Bonat, o ex-ministro deveria ter se apresentado à Polícia Federal até as 16 horas, mas ele não chegou no horário determinado. Segundo a defesa, o bandido corrupto José Dirceu saiu de Brasília durante a madrugada de sexta-feira, fez o trajeto até Curitiba de carro, mas, devido ao mau tempo na estrada, não conseguiu chegar no horário determinado pelo magistrado. A primeira condenação de José Dirceu na Lava Jato foi proferida pelo então juiz federal Sergio Moro, em março de 2017, quando o ex-ministro foi considerado culpado por ter recebido R$ 2,1 milhões em propina proveniente de contratos na Petrobras, entre 2009 e 2012.

Cristina Kirchner anuncia candidatura à vice-presidência da Argentina


As eleições presidenciais da Argentina sofreram uma reviravolta. A senadora e ex-presidente da Argentina, a peronista populista Cristina Fernández de Kirchner, que comandou governos extremamente corruptos, anunciou que será candidata a vice-presidente em uma chapa encabeçada pelo dirigente Alberto Fernández. “Pedi a Alberto Fernández que encabece a chapa que integraremos juntos. Ele, como candidato a presidente, e eu, como candidata a vice, para participar nas próximas eleições primárias abertas, simultâneas e obrigatórias”, anunciou a ex-mandatária em mensagem gravada divulgada nas redes sociais, com sua voz em off e imagens de distintos momentos de sua carreira política. A ex-presidente declarou que a chapa “é a que melhor exprime o que neste momento se necessita para convocar aos mais amplos setores sociais e políticos e econômicos também, não apenas para ganhar a eleição como para governar”. Na próxima terça-feira (21), Cristina Kirchenr deverá comparecer à primeira audiência no processo em que ela é acusada de integrar uma organização criminosa que favoreceu o empresário Lázaro Báez na licitação de obras públicas, no montante de um bilhão de dólares, o que rendeu muita propina. Na mensagem, de pouco mais de 12 minutos, Cristina Kirchner disse que conhece Fernández há mais de 20 anos e admitiu que teve diferenças com o dirigente partidário. “Ele foi chefe de Gabinete de Néstor Kirchner durante toda sua presidência. Eu o vi, junto dele, decidir, organizar, acordar e buscar sempre a maior amplitude possível do governo. Foram tempos muito difíceis, mas estes que estamos vivendo são realmente dramáticos. Nunca tantos e tantas estão dormindo na rua”, comentou a senadora. O que representa um cinismo fora do comum, porque foi a desgraça do peronismo e dos governos corruptos dela e do marido que lançaram a Argentina no abismo atual. 

Mais uma vez a mídia esquerdista mundial se diz surpresa com a vitória do candidato conservador Scott Morrison na Austrália


A conservadora Coalizão Liberal/Nacional, liderada pelo primeiro-ministro Scott Morrison, venceu as eleições gerais deste sábado (18) na Austrália, contrariando as pesquisas de intenção de voto. Segundo a Comissão Eleitoral Australiana, com pouco mais de dois terços dos votos contados, a coalizão tinha 73 assentos, contra 67 do Partido Trabalhista, o favorito nas enquetes. Animados pelo otimismo que lhes davam as pesquisas das últimas semanas, em campanha ancorada na proteção do clima, e após um começo promissor das apurações, os trabalhistas liderados por Bill Shorten tiveram que abrir mão de sua esperança a partir do voto decisivo dos eleitores do estado de Queensland. Assim, o grupo liderado por Morrison parte para um terceiro mandato de três anos. O político, de 51 anos, do Partido Liberal, de centro-direita, assumiu em agosto último, depois que a ala linha dura da legenda fez cair o mais moderado Malcolm Turnbull. Morrison parecia fadado a ter o mandato mais breve da história australiana, mas conseguiu virar a mesa com uma intensa campanha negativa e o apoio da maior organização de mídia do país, de propriedade do magnata do setor Rupert Murdoch. Ainda não está claro se os conservadores governarão sozinhos: para isso precisam conseguir pelo menos 76 dos 151 assentos na Câmara dos Deputados, e o resultado final depende da contagem de mais de 4,7 milhões de votos postais, que ainda podem definir a distribuição dos últimos mandatos. Cerca de 16 milhões de australianos estavam convocados a eleger os 151 deputados da Câmara, entre 1.056 candidatos, assim como 40 dos 70 senadores que servem durante um período de seis anos, entre 458 candidatos. A Comissão Eleitoral Australiana estabeleceu 90 centros de votação no Exterior, assim como outros 500 dentro do país para receber, nos dias anteriores, os votos de mais de 4 milhões de australianos que não puderam ir às urnas hoje.

Vale inicia construção de barreira para contenção de rejeitos na mina Gongo Soco em Barão de Cocais, sob ameça de explodir a qualquer momento


A mineradora Vale iniciou na última quinta-feira (16) a construção de uma contenção de concreto, que vai funcionar como uma barreira física caso haja rompimento da barragem Sul Superior da mina Gongo Soco, em Barão de Cocais, em Minas Gerais. A Vale informou que iniciou a terraplanagem para a construção, a 6 quilômetros da barragem. Segundo informações obtidas pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais com a própria mineradora, a barragem pode se romper entre amanhã (19) e 25 de maio. "Além dessa estrutura que, após concluída, fará a retenção de grande parte do volume de rejeitos da barragem Sul Superior em caso de rompimento, a Vale está realizando intervenções de terraplenagem, contenções com telas metálicas e posicionamento de blocos de granito. Essa obra atuará como barreira física no sentido de reduzir a velocidade de avanço de uma possível mancha, contendo o espalhamento do material a uma área mais restrita", diz a mineradora. "A Vale ressalta que continua monitorando a barragem e o talude norte da cava de Gongo Soco 24 horas por dia e mantendo contato permanente com as autoridades competentes no sentido de prevenir e informar a toda a população sobre o andamento dos trabalhos e da situação da barragem Sul Superior e da cava de Gongo Soco", acrescenta a nota.

Na última quinta-feira (16), o Ministério Público de Minas Gerais recomendou que a empresa adotasse medidas imediatas para informar a população sobre os riscos de rompimento da barragem. E determinou que a empresa comunique, "por meio de carros de som, jornais e rádios, informações claras, completas e verídicas” sobre a condição estrutural da barragem. O Ministério Público quer que moradores e pessoas que estejam transitoriamente na cidade, no sudeste de Minas Gerais, saibam dos "potenciais danos e impactos de eventual rompimento”. A Vale realizou hoje à tarde, em Barão de Cocais, uma simulação de evacuação dos moradores. Outra simulação foi feita em 25 de março, dois dias depois que a barragem chegou ao nível máximo de risco.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Porto Alegre joga fora uma fábula enterrando o lixo, e outras fábulas em vez queimar e gerar energia elétrica


O Brasil é um país completamente perdulário. Permite que o lixo urbano seja encaminhado para aterros sanitários criminosos, que liquidam com o meio ambiente e condenam suas áreas pela eternidade, em vez de queimar o lixo e gerar energia elétrica, como fazem todas as grandes cidades da Europa. A cada três toneladas de lixo queimadas é possível extrair um megawatt de energia elétrica. Uma cidade como Porto Alegre, que produz todos os dia 1.200 toneladas de lixo, poderia gerar todos os dias no mínimo 300 megawatts de energia elétrica. Para que as pessoas tenham uma noção dessas medidas: a maior usina hidrelétrica do Rio Grande do Sul é a de Dona Francisca. Ela tem uma capacidade instalada de geração de 450 megawatts, mas a geração média é bem inferior, devido à desativação de geradores durante a baixa do reservatório. Na usina de queima de lixo não haveria esses problemas, o fornecimento é contínuo, em toda a capacidade de geração da usina, durante as 24 horas do dia, durante os 365 dias do ano. Uma usina instalada no terreno que fica na cabeceira da pista do aeroporto Salgado Filho poderia limpar a área, onde estão enterrados cerca de 15 milhões de toneladas de lixo, do antigo Aterro da Zona Norte, na verdade um lixão que jogou lixo diretamente sobre o charco que era o local. Potencialmente, isso poderia representar no mínimo 4 milhões de megawatts. É uma fantástica fonte de energia. É bom lembrar que o Rio Grande do Sul consome em média em torno de 6,000 megawatts hora. Portanto, uma usina instalada no local poderia facilmente responder por quase metade do consumo de energia do Estado. E geraria para a prefeitura da capital um tremendo incremento de arrecadação (35% em média de ICMS sobre cada conta de luz). Com uma usina de queima de lixo e geração de energia elétrica funcionando em Porto Alegre, a prefeitura abdicaria de dois contratos: o do transporte do lixo e o do enterro do lixo no Aterro Sanitário de Minas do Leão, do grupo Solvi (Revita, atual CRVR - Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos, em sociedade com a Copelmi Mineração). A eliminação destes contratos representaria a anulação de gastos da ordem de 100 milhões de reais por ano. Uma usina custaria no mínimo 500 milhões de reais para sua construção, mas há financiamento disponível e se pagaria em pouquissimo tempo. As usinas de queima de lixo são modulares e a que fosse instalada ao lado do aeroporto Salgado Filho poderia ser aumentada para queimar todo o lixo produzido diariamente na região metropolitana da capital gaúcha, que envolve 51 municípios. Só não levam adiante um projeto desses porque o lixo é o histórico maior pagador de propina no Brasil, pagando propina desde vereador, secretário municipal, deputado estadual, secretário estadual, deputado federal, senador, governador e até Presidente da República. Basta olhar as contas de campanha dos partidos. E mais, basta ver os processos envolvendo a megalixeira Estre Ambiental SA, e do seu proprietário Wilson Quintella Filho. Agora vai começar de novo a campanha municipal. É hora de começar a discutir este tema, porque, em todas as cidades, sempre, os contratos mais caros são aqueles de limpeza pública.

Banco Central, com muito atraso, anuncia entrada no mercado para conter alta do dólar, mas estrago já está feito


O Banco Central anunciou nesta sexta-feira (17) intervenção no mercado de câmbio após o dólar avançar 4% na semana e fechar acima de R$ 4,10 pela primeira vez desde setembro do ano passado. Anúncio atrasado, porque agora o estrago econômico já está feito, e os bancos especuladores já fizeram mais um incrível lucro. O Banco Central programou três leilões de linha (venda de moeda com compromisso de recompra) no valor de US$ 3,75 bilhões para segunda (20), terça (21) e quarta-feiras (22). A medida injeta dinheiro no mercado à vista, para atender a uma eventual demanda que tenha feito o valor da moeda subir rapidamente. Como há o compromisso de recompra, o instrumento não reduz as reservas de dólares que o Brasil tem. A moeda americana retornou ao patamar de R$ 4,00 nesta semana pela primeira vez desde setembro do ano passado, quando a tônica era a preocupação com o desenrolar da corrida eleitoral. A euforia com o governo Jair Bolsonaro (PSL) e a possibilidade de adoção de uma política econômica liberal animava investidores. Após cinco meses de governo, porém, investidores começam a demonstrar impaciência com o governo, porque consideram que ele está pouco comprometido com a agenda econômica capaz de tirar o País da crise fiscal. A proposta de reforma da Previdência, considerada crucial para o reequilíbrio das contas públicas, está paralisada pelo Centrão bandido aliado ao petismo criminoso na comissão especial da Câmara. Nesta sexta-feira, para complicar ainda mais, o presidente do grupo, Marcelo Ramos (PR-AM), afirmou que a Câmara estuda um projeto próprio de reforma, que substituiria o apresentado pelo governo. A bandidagem está determinada a derrubar o governo Bolsonaro, já que não ganhou ministérios, cargos e grana. Isso tudo, nesse ritmo, vai acabar em uma grande patifaria e um monumental desastre econômico. 

Dólar supera R$ 4,10 e fecha no maior valor em oito meses, a sensação é de que a economia está degringolando no Brasil

Em um dia de tensões no mercado de câmbio, a moeda norte-americana voltou a subir. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (17) vendido a R$ 4,102, com alta de R$ 0,065 (+1,62%). A divisa está no maior valor desde 19 de setembro (R$ 4,124). O dólar operou em alta durante toda a sessão. A moeda abriu em R$ 4,05, mas disparou ao longo do dia até encerrar próximo do valor máximo. Somente na semana, a cotação subiu 4%. Na Bolsa de Valores, o dia foi mais calmo. Depois de operar em alta por boa parte do dia, o Ibovespa, principal índice da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), fechou praticamente estável, com recuo de 0,04%, aos 89.993 pontos. O indicador está no menor nível desde 28 de dezembro (87.887 pontos). A bolsa acumulou perda de 4,52% nesta semana. A semana foi marcada pela revisão para baixo do crescimento da economia brasileira. Na quarta-feira (15), o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), encolheu 0,68% no primeiro trimestre de 2019 contra o último trimestre de 2018. No cenário externo, a tensão comercial entre Estados Unidos e China dominou as preocupações. Os dois países atravessam uma escalada de tensões comerciais, após os Estados Unidos terem sobretaxado produtos chineses em US$ 200 bilhões na última semana. Na segunda-feira (13), o país asiático informou que aplicará tarifas sobre US$ 60 bilhões em mercadorias norte-americanas a partir de junho.

Bolsonaro quer diminuir tempo de espera para licenciamento de pequena central hidrelétrica

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (16), durante a live semanal ao vivo em sua página no Facebook, que o Ministério do Meio Ambiente vai reduzir o tempo para obtenção de licença de quem quer construir uma pequena central hidrelétrica (PCH). Segundo ele, atualmente esse tempo médio é de 10 anos, mas que, "em breve", serão anunciadas mudanças nesse prazo. "Vamos diminuir esse tempo porque quem fizer uma PCH, com toda certeza vai ter energia para a sua propriedade rural e ajuda na questão da energia no Brasil". Segundo definição da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a PCH é uma usina de pequeno porte com capacidade instalada maior do que 3 megawatts (MW) e menor do que 30 MW de potência. Outro limite estabelecido para a PCH é o tamanho de seu reservatório, que não pode ultrapassar os 13 quilômetros quadrados.

Diretora sindical constata a falta de materiais básico na UBS Diretor Pestana, em Porto Alegre


Alessandra Felicetti, diretora do Sindicato dos Médicos (Simers) para a capital gaúcha, conferiu no começo desta semana a realidade enfrentada por seus colegas médicos que atuam na Unidade Básica de Saúde Diretor Pestana, localizada no bairro Humaitá, em Porto Alegre. Problemas com a estrutura do prédio, falta de contratação de médicos e materiais básicos de atendimento à população são reclamações constantes dos profissionais. Faltam até mesmo itens básicos para as consultas, como o lençol descartável de papel. Os médicos se revezam para providenciar o material para os pacientes. Alessandra Felicetti que esteve no local, destaca que é preocupante a carência de materiais básicos. “O atendimento à população exige o mínimo de condições de trabalho para que os médicos executem a função da melhor forma, e não é o que tem acontecido nas unidades que estamos visitando. Vamos elaborar um documento e entregar às autoridades competentes para modificar esta situação para os médicos e para a sociedade”, enfatizou Alessandra Felicetti.