domingo, 28 de setembro de 2014

Nos Estados Unidos, líder da Câmara considera enviar tropas contra os terroristas do Estado Islâmico

O presidente da Câmara dos Estados, John Boehner, indicou neste domingo que o envio de tropas militares para combate terrestre contra o Estado Islâmico (EI) no Iraque ou na Síria poderá ser necessário para eliminar a ameaça representada pelos extremistas. O presidente Barack Obama disse que se opõe ao envio de militares para combates terrestres contra o EI, mas Boehner sugeriu que o envio de soldados pode se tornar uma medida necessária caso a coalizão internacional não consiga derrotar o grupo. "Em algum momento, as botas de alguém tem que estar no terreno", disse o republicano ao "This Week" da rede ABC News. Até o momento, a Casa Branca e seus aliados realizara apenas ataques aéreos contra militantes do Estado Islâmico e se preparam para treinar rebeldes sírios pró-Ocidente.

Marina cai de 40% para 34% em São Paulo, diz Datafolha

O detalhamento da pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira (26) mostra que, em São Paulo, a líder Marina Silva (PSB) perdeu espaço e caiu de 40% para 34% das intenções de voto. Ela é seguida por Dilma Rousseff (PT), com 27% - um ponto a mais do que no levantamento do dia 9 de setembro. O candidato do PSDB, Aécio Neves, subiu de 16% para 22% das intenções de voto no Estado de São Paulo. Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e Zé Maria (PSTU) têm 1% cada. Brancos e nulos somam 7% e os indecisos são 4%.

Datafolha mostra queda de Marina em Minas Gerais

A presidente Dilma Rousseff (PT) tem, segundo pesquisa Datafolha, sete pontos porcentuais de vantagem sobre Aécio Neves (PSDB) em Minas Gerais, Estado natal de ambos. A candidata do PT saiu de 33% para 36% das intenções de voto em pesquisa divulgada no último dia 26, na comparação com o levantamento anterior, feito em 9 de setembro. Aécio passou de 26% para 29%, descolando de Marina Silva (PSB), que tinha 25% e agora aparece com 19% das intenções de voto no Estado. Pastor Everaldo (PSC) e Luciana Genro (PSOL) têm 1% cada. Os outros candidatos não atingiram esse porcentual. Brancos e nulos são 5% e 9% não souberam responder. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais e o índice de confiança da pesquisa é de 95%.

No Rio de Janeiro, Marina e Dilma estão empatadas diz Datafolha

O detalhamento da pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira (26) mostra que, no Rio de Janeiro, as candidatas Marina Silva (PSB) e Dilma Rousseff (PT) estão tecnicamente empatadas na liderança. Marina aparece com 36%, enquanto Dilma saiu de 30% no levantamento anterior para 33% das intenções de voto agora. Aécio Neves, candidato do PSDB, é o terceiro com 14%. Pastor Everaldo (PSC) e Luciana Genro (PSOL) têm 2% das intenções de voto cada. Eduardo Jorge tem 1% e os outros candidatos não atingiram esse porcentual. Indecisos são 5% e brancos e nulos somam 6%.

Aécio e Marina empatam no 2º lugar no Rio Grande do Sul diz Datafolha

A candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) lidera com folga a disputa pela Presidência no Rio Grande do Sul, segundo o Datafolha. Com 44% das intenções de voto, Dilma é seguida por Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), que tem 19% cada. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 39%, Marina, 24% e Aécio, 17%. Luciana Genro (PSOL) e Pastor Everaldo (PSC) têm 1% cada e os outros candidatos não atingiram esse potencial.

Direita francesa obtém primeiros assentos no Senado

A Frente Nacional, de direita, obteve assentos no Senado da França pela primeira vez, depois que o partido Socialista do presidente francês, François Hollande, perdeu maioria na casa. A esquerda ainda controla a Câmara dos Deputados, que é o órgão legislativo dominante na França, mas a votação deste domingo sinalizou a baixa popularidade do presidente francês e o contínuo crescimento da Frente Nacional, que é contrária ao euro e à imigração. O partido, liderado por Marine Le Pen, obteve duas cadeiras no Senado, após vitória surpreendente nas eleições parlamentares européias em maio e a grande demonstração de força nas eleições municipais de março. "Estes resultados estão além do que esperávamos", disse Marine Le Pen: "A cada dia, nossas idéias estão sendo cada vez mais adotadas pelo povo francês. Temos um grande potencial". Metade dos 348 lugares do Senado estava sendo disputado neste domingo, com apenas 158 mil pessoas, a ampla maioria de vereadores locais, autorizada a votar. Os resultados iniciais mostraram que o principal partido da oposição, o UMP, e o partido de centro direita UDI, ficaram com pelo menos 20 cadeiras da esquerda. "Há uma completa rejeição das políticas dos Socialistas", disse o senador Roger Karoutchi, do UMP.

TSE ordena que Dilma suspenda propaganda em prédios

A Coligação Com a Força do Povo, da presidente e candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, terá de suspender imediatamente projeções com propaganda eleitoral realizadas em prédios e monumentos de sete cidades do País. O ministro Tarcísio Vieira de Carvalho, do Tribunal Superior Eleitoral, concedeu medida liminar em favor da coligação do tucano Aécio Neves, a Muda Mais, para interromper propaganda em "outdoors eletrônicos" veiculadas em São Paulo (SP), Guarulhos (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e Vitória (ES). A Muda Mais acusa a campanha da petista de divulgar propagandas em tamanho superior a quatro metros quadrados, com imagens de Dilma, número de votação e supostas ações de governo. As projeções foram realizadas por exemplo, em propriedade particular no bairro do Leblon, no Rio; na Rua Augusta, em São Paulo; e na fachada externa do Museu Nacional, em Brasília. Foram listadas pelos tucanos um total de nove projeções nas sete cidades. Os advogados da coligação de Aécio alegam que as propagandas ocorrem em pontos turísticos de fluxo intenso de pessoas e têm forte apelo visual. As projeções foram fotografas e publicadas pelo site Muda Mais, que divulga informações sobre a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). As fotografias postadas no portal fazem parte das provas entregues à Justiça eleitoral. Nas palavras do ministro Tarcísio Vieira de Carvalho, a utilização da fachada de prédios, bens públicos e particulares, para a projeção cinematográfica de propagandas eleitorais típicas, sobretudo em tamanho superior a quatro metros quadrados e impacto visual significativo, "além de aparentemente violar a legislação eleitoral, atenta contra o equilíbrio e a igualdade entre candidatos na disputa eleitoral".

Brigitte Bardot faz 80 anos

“Minha primeira vida me permitiu vencer nesta segunda. Se eu não tivesse sido Brigitte Bardot e me tornado conhecida em todo o mundo, nunca teria feito um décimo do que faço agora pelos animais”, declarou a ex-atriz que, em sua “primeira vida”, a de glória no cinema, contribuiu mesmo foi com a libertação sexual de um mundo ainda puritano. Nascida em 28 de setembro de 1934, Brigitte Bardot entrou para o cinema depois de romper com a família e se formar bailarina. Participou de cerca de 50 filmes, muitos de iniciantes, mas também de algumas obras-primas como "Amar É a Minha Profissão" (En cas de malheur), de Claude Autant-Lara, ou "O Desprezo" (Le Mépris), de Jean-Luc Godard. Em 1956, foi destaque em um filme concebido para ela por seu então marido, o cineasta Roger Vadim: "E Deus Criou a Mulher". Ali, ela dançava mambo de forma apaixonada e provocativa, enquanto a longa saia se abria até a cintura, em uma cena que provocou escândalo e a proibição do filme em alguns estados americanos. Nascia assim o mito Bardot. Símbolo da feminilidade, ela foi considerada por muitos a mulher mais bonita do mundo – mais que Marilyn Monroe, para alguns. Estrela com rosto de Lolita e curvas de femme fatale, Brigitte Bardot tornou-se a fantasia dos homens e o alvo das ligas conservadoras. A romancista Simone de Beauvoir dizia sobre Bardot: “Ela anda com os pés descalços, ela vira as costas aos vestidos elegantes, jóias, perfumes, maquiagem, a todos esses artifícios (...) Ela faz o que lhe agrada e é isso que é perturbador”. Perseguida por hordas de fotógrafos que acompanhavam cada movimento seu, a atriz perdeu toda a privacidade e teve exposto mais do que queria: o filho que nasceu sem que ela desejasse, as tentativas de suicídio que cometeu, as escapadas amorosas e os vários  casamentos (quatro no total). Entre os seus atrevimentos, compareceu ao Palácio do Eliseu, residência do presidente francês, de calça e de jaqueta, quando o permitido então para as mulheres, no local, eram somente saias e vestidos. Atendia na ocasião a um convite do general De Gaulle, que pareceu muito contente em vê-la, ao contrário da esposa. De fato, Brigitte Bardot buscou na vida a mesma liberdade que a sua personagem de "E Deus Criou a Mulher". “Uma menina de seu tempo, livre de qualquer sentimento de culpa, de tabus impostos pela sociedade”, nas palavras do ex-marido Roger Vadim. Desgastada pela glória, colocou um fim abrupto à carreira em 1973 para se dedicar aos animais depois de ver uma reportagem sobre a caça às focas. Continua vivendo no sul da França, entre a sua propriedade, La Madrague, em Saint-Tropez, em um pacato vilarejo de pescadores que se tornou, em grande parte por causa dela, uma meca para o jet set, e no interior, onde possui uma segunda residência isolada, La Garrigue. B.B. recolhe animais em perigo e administra sua Fundação, criada em 1986. “Não vejo quase ninguém”, diz ela, que não sente mais vontade de ir ao cabeleireiro. “Mas sou combativa. Não devemos ser passivos na vida. Devemos servir para alguma coisa”, diz ela. Entre suas batalhas prioritárias, a abolição do abate de animais para rituais, o fechando de matadouros de cavalos e a proteção dos elefantes africanos. À medida que envelheceu, a atrevida do século XX se aproximou da direita e agora reivindica sua proximidade com Marine Le Pen, líder do partido Frente Nacional, a quem ela apoiou nas eleições presidenciais de 2012.

Estados Unidos subestimaram o Estado Islâmico, admite Obama

O presidente norte-americano Barack Obama disse que os serviços de inteligência dos Estados Unidos "subestimaram a ascensão do Estado Islâmico" na Síria e no Iraque e que superestimaram a habilidade dos militares iraquianos em barrar o avanço do grupo, que se beneficiou do caos político na região para se fortalecer. A declaração foi feita em entrevista ao programa 60 Minutes do canal de TV americano CBS. A mesma avaliação já havia sido feita pelo diretor nacional de inteligência dos Estados Unidos, James Clapper. "É absolutamente verdade", enfatizou Obama. Para o presidente, o Estados Islâmico foi capaz de atrair ex-membros das forças armadas do antigo regime do ditador iraquiano Saddam Hussein, o que deu sofisticação militar ao grupo. "Isto tornou-se um marco zero para os jihadistas de todo mundo. Isso deu a eles capacidade militar tradicional", afirmou. Obama disse que os Estados Unidos e seus parceiros internacionais, principalmente no Oriente Médio, precisam "chegar a soluções políticas no Iraque e na Síria". Mas, segundo ele, o plano de curto prazo é desestabilizar o Estado Islâmico, indo atrás de seu comando e eliminando o fluxo internacional de combatentes.

Na terra de seu avô Tancredo, Aécio Neves prega "resgate da ética"

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, foi a São João Del Rei (MG),  terra da família Neves, dar início neste domingo à reta final da campanha eleitoral. O tucano reuniu parentes na Basílica de Nossa Senhora do Pilar para batizar os filhos gêmeos, Bernardo e Júlia, que têm pouco mais de quatro meses de vida. Ao lado da mulher, Letícia Weber, que pouco apareceu na campanha, Aécio Neves rezou e ouviu o sermão do padre Fábio de Melo, amigo da família. "Eu volto à minha terra, volto a São João Del Rei, a uma semana da eleição. Há 30 anos, eu saí daqui para iniciar a minha caminhada na vida pública. O tempo passou, os cabelos ficaram mais brancos, mas, no momento em que se aproxima a eleição, quero reiterar a minha crença de que, além das propostas, idéias e projetos, é fundamental resgatarmos na vida pública a ética, a decência e a generosidade", afirmou. "A vida pública não pode ser esse vale-tudo a que assistimos hoje. Trago os meus filhos aqui pela primeira vez para que eles aprendam desde cedo que o mais importante na vida é o que nós construímos a cada dia. Com os exemplos das nossas famílias, com as crenças de que não se deve mentir, não se deve roubar, deve se respeitar ao próximo". A cerimônia ocorreu na mesma igreja em que Aécio Neves e o ex-presidente Tancredo Neves, seu avô, foram batizados. Ornamentada em ouro e com peças barrocas, a matriz de São João Del Rei fica a poucos passos do casarão da família, onde viveu Tancredo Neves e a mulher, Dona Risoleta. O solar dos Neves, como ficou conhecido o imóvel, foi ponto de peregrinação dos mineiros neste domingo para ver o presidenciável. Ao final da cerimônia, Aécio Neves e Letícia, que se casaram em dezembro de 2013, posaram com os filhos. Emocionado, Aécio Neves lembrou o nascimento prematuro dos gêmeos durante a campanha eleitoral — eles ficaram internados por 60 dias. Ainda na porta da igreja, afirmou: "Não preciso nem esperar abrir as urnas para ver que sou um vitorioso. Basta olhar para os meus filhos, para a minha família e ver que eu já ganhei". O empresário Alexandre Accioly e a irmã de Letícia, Camila Weber, foram os padrinhos das crianças. A irmã de Aécio Neves e principal coordenadora da campanha, Andreia Neves, e a mãe do tucano, Inês Maria, acompanharam a cerimônia. Nas últimas semanas, Aécio Neves viajou ao Estado de Minas Gerais oito vezes para alavancar votos tanto para si como para o candidato tucano ao governo do Estado, Pimenta da Veiga (PSDB), que está onze pontos atrás do petista Fernando Pimentel, segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira. "Estou encerrando essa etapa da nossa caminhada – apenas uma etapa, porque me reencontrarei com vocês ainda muitas vezes no segundo turno", disse. "Hoje faço profissão de fé dos valores que aprendi com meu avô Tancredo, andando por essas mesmas ruas e indo tantas vezes nessa mesma igreja onde meus filhos foram hoje batizados", disse. Aécio Neves entrou na disputa deste ano com a certeza de que chegaria ao segundo turno, mas a morte de Eduardo Campos (PSB) mudou o cenário: atrás de Marina Silva nas pesquisas, pode ser o primeiro tucano a ficar fora da reta final da eleição desde 1994. Por uma "reação histórica", Aécio Neves tem dito apostar em uma "onda de razão". "Quero pedir aos mineiros e aos brasileiros nesses dias finais que nos separam de uma decisão tão importante que reflitam. Apenas reflitam no significado de cada candidatura e naquilo que cada uma pode oferecer para a sua vida, para a sua família", pediu o tucano, no ato político que encerrou a visita.

Aécio Neves corre para ter eleitor de oposição

Na última semana do primeiro turno, o candidato à Presidência do PSDB, senador Aécio Neves, vai priorizar viagens para São Paulo e Minas Gerais, o primeiro e o segundo maiores colégios eleitorais do Brasil, respectivamente. Os dois Estados têm tradição de votar no PSDB e exibem altas taxas de rejeição à presidente, mas o desempenho do tucano está aquém do esperado. A avaliação da campanha é de que ainda é possível mudar a situação dele ao menos nesses Estados. Nas propagandas na TV e nas redes sociais, os tucanos tentarão reverter a tendência dos eleitores antipetistas de optar pelo voto útil em Marina para vencer Dilma. A ideia é bater na tecla de que o PSDB tem mais estrutura política e palanques mais sólidos do que a rival. Para criar o clima de “onda da virada”, a campanha apresentará o crescimento nas pesquisas de opinião como um “viés de alta”. Segundo aliados de Aécio, foi baixada uma “ordem unida” para que ninguém especule como seria um 2º turno sem a presença do tucano. No campo do discurso, a palavra de ordem será “o chamamento para a razão”, de acordo com Paulo Vasconcelos, marqueteiro da candidatura do tucano.

Febraban propõe aumento salarial de 7,35%

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) propôs um aumento salarial de 7,35%, valor acima dos 7% oferecido anteriormente. Mas os dirigentes sindicais consideram a nova oferta baixa, pois permanece muito abaixo do aumento de 12,5% esperado pelos trabalhadores. A federação, que representa 90% dos 480 mil bancários brasileiros, informou que a proposta será submetida à votação na próxima segunda-feira (29). Se for rejeitada, uma greve está prevista para começar na terça-feira. A proposta dos bancos representa um pequeno aumento real dos rendimentos, dada a inflação de 6,5%, segundo o sindicato. O salário médio mensal de um funcionário de banco no Brasil é de R$ 4,6 mil, mais do que o dobro do salário médio do País, de R$ 2,1 mil por mês. No ano passado, as negociações começaram com um pedido de 11,93% de aumento e terminaram com um acordo de 8%, após cerca de um mês de greve.

Polícia suspeita que ladrões já sabiam do cofre no comitê do PT

A polícia suspeita que os três homens armados que roubaram R$ 50 mil do Comitê Financeiro Único da campanha do candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Alexandre Padilha, às 14h30 de sábado, 27, tinham informações da existência de um cofre no imóvel, situado à Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, 4187, Ibirapuera, na zona Sul da cidade. Os ladrões invadiram o local já questionando as vítimas sobre o lugar onde estava o cofre. Por enquanto, a polícia conta apenas com a descrição física de dois dos três assaltantes porque no comitê não há câmeras de circuito interno de monitoramento. Os bandidos levaram os cheques, todos do Banco do Brasil, além de objetos de 12 pessoas, inclusive um segurança, que estavam no local. Da analista de sistemas Suelem de Oliveira Santos foi roubado o carro, um Citröen C3 GLX Flex cor preta, modelo 2008. Um dos assaltantes foi descrito  como um homem magro, branco, cabelos curtos, com um corte no supercílio, de aproximadamente 22 anos. O outro seria negro,  com cerca de 40 anos. Segundo policiais, num primeiro momento um funcionário do PT teria declarado que os ladrões levaram R$ 50 mil em dinheiro vivo. Mas, no plantão da 14ª Delegacia de Polícia foi registrado que o grupo levou apenas cheques. O representante do comitê, Antonio dos Santos, declarou que a numeração dos talões de cheques subtraídos será "posteriormente informada". Ele contou que foi surpreendido pelos ladrões que vasculharam o cofre e depois tomaram  dinheiro, celulares, relógios, alianças, das outras vítimas. Todos foram trancados em uma sala. Segundo o presidente do diretório estadual do PT de São Paulo, Emidio de Souza, coordenador geral da campanha de Padilha os ladrões estavam "fortemente armados".

Prisões do Mensalão fizeram "estragos" em São Paulo, diz o petista Luiz Marinho

Coordenador da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff em São Paulo, o maior colégio eleitoral do País, o prefeito de São Bernardo, o petista Luiz Marinho, avalia que a prisão dos petistas condenados por envolvimento com o Mensalão atrapalha o desempenho tanto de Dilma quanto do candidato do partido ao governo paulista, Alexandre Padilha. Marinho lembrou que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) explorou o tema na TV, mas disse acreditar em uma virada petista.

Ministério Público Federal pede absolvição de Youssef

O Ministério Público Federal pediu na sexta-feira a absolvição de Alberto Youssef de uma das seis ações da Operação Lava Jato na qual é réu. O doleiro está em negociação para fazer delação premiada a partir da semana que vem com o objetivo de se livrar dos processos e obter redução de pena. O pedido de absolvição se refere à acusação de que Youssef e outras três pessoas fizeram lavagem e evasão de 124 000 dólares provenientes do tráfico de drogas. O doleiro é réu nessa ação judicial porque, desse valor, 36 000 dólares foram entregues em dinheiro em seu escritório. Os procuradores alegam, porém, que Youssef não apareceu em nenhum outro momento da negociação. Ainda segundo a Procuradoria, o processo de negociação da lavagem foi conduzido por quatro pessoas, entre elas Carlos Habib Chater, um dos sócios de Youssef.

Aécio Neves: informações de corrupção na campanha de Dilma em 2010 são "assustadoras"

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, classificou de "assustadora" a informação de que a campanha que elegeu Dilma Rousseff em 2010 pediu dinheiro ao esquema do 'petrolão'. "É assustador o que vem acontecendo no Brasil. A cada semana, a cada dia, uma nova denúncia de corrupção. É extremamente grave", afirmou o candidato na manhã de sábado. Reportagem publicada na edição desta semana de VEJA informa que Paulo Roberto Costa, no processo de delação premiada, disse às autoridades que, no fim do governo Lula, o ex-ministro Antonio Palocci o procurou para pedir 2 milhões de reais para a disputa de então à Presidência da República. "É urgente que essas investigações sejam aprofundadas", disse Aécio Neves, que prometeu, caso eleito, "tirar a Petrobras das garras desse grupo político que se apoderou da nossa maior empresa pública para fazer negócios".

"Acusações de Paulo Roberto Costa fazem estremer essa República", diz Marina Silva

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, cobrou no sábado o aprofundamento das investigações do escândalo da Petrobras, que ganhou contornos eleitorais após VEJA revelar na edição desta semana que a campanha de Dilma Rousseff procurou o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa para pedir "ajuda" de 2 milhões de reais na campanha de 2010, conforme disse o ex-diretor da estatal em seu depoimento às autoridades. Marina Silva exigiu medidas "urgentes e severas contra os que causaram dolo aos cofres públicos". "Eu quero ter as informações. Queremos que os autos atestem o que ele está dizendo. Ele está fazendo acusações muito graves que fazem estremecer essa República", disse Marina Silva. "Que a Justiça faça a investigação, que seja concluído o trabalho da Polícia Federal, do Ministério Público e de todas as instituições que estejam envolvidas na apuração desse lamentável episódio, para que se tenha o veredito de culpar os culpados e puni-los ou inocentar quem for inocente. Não costumo fazer política utilizando a corrupção, qualquer que seja ela e contra quem quer que seja, como forma de me promover", disse. Marina voltou a dizer que Dilma tem "responsabilidade política" pela indicação dos diretores da Petrobras e afirmou que a empresa deixou as páginas econômicas e científicas dos jornais e revistas para aparecer nas páginas policiais.

Associados da Cotrijui aprovam liquidação voluntária da cooperativa

Em assembléia geral realizada na manhã de sábado, em Chiapetta, no Rio Grande do Sul, foi definida a liquidação voluntária da Cotrijui, com o objetivo de resguardar o patrimônio da entidade, avaliado em R$ 2 bilhões. Na prática, o resultado da votação equivale a uma moratória para a renegociação da dívida da cooperativa, calculada em mais de R$ 1,2 bilhão. O encontro terminou no início da tarde e reuniu cerca de mil associados. Houve até um princípio de confusão, que precisou ser contido a ajuda da Brigada Militar. Ao final, mais de dois terços dos presentes aprovaram a medida e definiram o atual presidente, Vanderlei Fragoso, como o liquidante — figura que assume o controle do processo. A maioria dos associados também decidiu manter o atual conselho fiscal. Os associados votaram pela liquidação com o entendimento de que isso não significa o encerramento das atividades, mas uma moratória. Com mais de 19 mil associados, a Cotrijui está presente em 42 municípios gaúchos. A cooperativa tem capacidade de armazenagem de um milhão de toneladas.

Coronel do Exército preso com 351 quilos de maconha no Rio de Janeiro

Um coronel reformado do Exército foi preso enquanto transportava 351 kg de maconha no pedágio da rodovia Rio-Petrópolis (BR 040), na altura de Xerém, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo a Polícia Federal, foi presa também a companheira do militar. A droga estava escondida no fundo falso do veículo. Segundo a Polícia Federal, o coronel reformado, de 56 anos, costumava deixar uma farda pendurada num cabide no interior do furgão, para “tentar inibir possíveis revistas policiais”. O militar foi preso com uma pistola calibre 380, sem registro e, por isso, foi também autuado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A droga, de acordo com a Polícia Federal, seria proveniente do Paraguai. “A Polícia Federal investiga a suspeita de que a droga seria distribuída em comunidades do Rio e também de Niterói”, informou a corporação. A operação teve o auxílio de um cão farejador. O coronel, morador da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi encaminhado à chefia do Exército no Rio de Janeiro, o Comando Militar do Leste. A companheira dele, de 49 anos e moradora de Jacarepaguá, também na Zona Oeste, foi levada para o presídio Nelson Hungria, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu.

PSB quer detalhes da visita do secretário de Justiça ao diretor da Polícia Federal

O PSB vai requerer ao Ministério Público que apure o uso da estrutura do Ministério da Justiça para espionar a candidata do partido à Presidência da República, Marina Silva. “Houve uma intervenção não republicana do Estado para fins eleitorais e partidários”, disse o deputado Walter Feldman, coordenador da campanha de Marina, ao comentar as informações de que o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, visitou no dia 5 de setembro, à noite, o diretor da Polícia Federal, Leandro Daiello, para se informar sobre um inquérito que corria em segredo de Justiça e investigava supostas irregularidades cometidas no Ministério do Meio Ambiente durante a gestão da candidata do PSB. A informação sobre as andanças de Paulo Abrão foram publicadas pela revista Veja e pela Folha de S. Paulo de sexta-feira. De acordo com a notícia, o encontro não constava da agenda oficial de Abrão e teria ocorrido a pedido do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O inquérito investigaria suspeita de corrupção em benefícios que teriam sido concedidos à empresa de cosméticos americana Natural Source International Ltd. Entre os nomes citados na investigação estaria o do empresário Guilherme Leal, dono da Natura e ligado a Marina. Abrão justificou que buscava informações para uma revista. Mas não disse qual. “Isso que ocorreu foi muito grave e compromete todas as instituições democráticas”, disse Feldman. “Nosso departamento jurídico já foi acionado. É a inversão deslavada do uso da estrutura do Estado, o que nos leva a perder a credibilidade nas instituições”, disse Feldman. Existem também informações de que integrantes do PT têm visitado o Ministério do Meio Ambiente atrás de irregularidades no uso do cartão corporativo, viagens a trabalho e convênios com ONGs durante a gestão de Marina Silva (2003/2008).

Polícia Federal prende ex-senador Luiz Estevão

A Polícia Federal prendeu o empresário e ex-senador Luiz Estavão na manhã de sábado, após a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, que rejeitou um último recurso e determinou o cumprimento da pena 3 anos e 6 meses de prisão por falsificação de documento público. Como a pena é inferior a oito anos, Luiz Estevão pode cumpri-la em regime semiaberto, quando o condenado dorme na prisão e pode sair durante o dia para trabalhar. Pelo Código de Processo Penal, pena inferior a 4 anos também possibilita o cumprimento em regime aberto ou a transformação da pena em prestação de serviços à comunidade. Mas o Tribunal Regional Federal da 3º Região (TRF-3) já havia decidido que Luiz Estevão não deve ter direito a regime de punição mais brando, mas sim ao semiaberto, já que é réu reicidente. A decisão do TRF-3 de determinar cumprimento no regime semiaberto foi mantida pelo STF ao analisar recurso do ex-parlamentar em fevereiro deste ano.

Dilma faz declarações escapistas para rebater denúncia de que usou dinheiro sujo da Petrobrás na sua campanha eleitoral

A presidente da República e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), rebateu as informações contidas na reportagem publicada na edição de sábado (27) pela revista "Veja". A reportagem diz que o ex-ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, pediu R$ 2 milhões ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, para a campanha de Dilma à Presidência em 2010. A candidata qualificou a reportagem como "factoide pré-eleitoral": "Eu quero dizer isso é um factoide da revista Veja. Factóide esse que a revista Veja costuma colocar em suas páginas nas vésperas da eleição. A minha campanha tinha um tesoureiro que se chama deputado José di Filipi. Foi ele que apresentou minhas contas para o Tribunal Superior Eleitoral, assinou-as, arrecadou, prestou contas e teve as contas aprovadas. O resto é factoide pré-eleitoral da revista Veja".

Governo petista de Tarso Genro empurra com a barriga crise entre IPE Saúde vs. Hospitais

A direção do Ipergs (Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul) e o chamado Núcleo Central do Governo, apresentaram na tarde de quinta-feira, dia 25, as respostas, consideradas inaceitáveis, às demandas dos hospitais e entidades médicas. Os hospitais ameaçam parar o atendimento para 1 milhão de associados e familiares inscritos no IPE. A crise assola o Ipe-Saúde. Diante dos protestos, o IPE agendou para o dia 29 nova reunião, basicamente de três pontos: reajuste emergencial, remuneração de medicamentos e Tabela CBHPM. O governo tenta empurrar a crise com a barriga para evitar desastre eleitoral para o governador Tarso Genro. O Ipergs e o Núcleo Central do Governo, representados pela Secretaria da Fazenda e pela Secretaria da Saúde, afirmaram, mais uma vez, que é impossível conceder reajustes em 2014. A FEHOSUL mostra-se inconformada com tal conduta já que dados oficiais indicam um superávit orçamentário de 691 milhões de reais desde a criação do FAS (Fundo de Assistência a Saúde) e a disponibilidade financeira atual do mesmo fundo gira em torno de 300 milhões de reais.

Exportações argentinas de carne bovina caíram 77% desde início da intervenção do governo da peronista populista Cristina Kirchner

A Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados (Ciccra) anunciou que as vendas de carne bovina Made in Argentina ao Exterior caíram 77% entre 2006 e 2014. Segundo os empresários, o motivo da queda significativa das exportações de um dos produtos-símbolo do país foi a série de restrições aplicadas sobre estas vendas a partir de 2006 pelo governo do presidente Néstor Kirchner (2003-2007). O governo pretendia desviar o produto para o mercado interno e assim forçar uma queda do preço da carne, elemento fundamental da mesa cotidiana dos argentinos. No entanto, os governos de Néstor Kirchner e de sua sucessora, a presidente Cristina Kirchner, não conseguiram impedir a alta de preços da carne no mercado interno. Segundo o relatório da Cira, o preço da carne aos consumidores nos açougues aumentou 350% desde 2006. O consumo de carne caiu de 68,5 quilos em 2007 por ano para os atuais 61 quilos. Por causa da crise no setor, 132 frigoríficos tiveram que fechar suas portas, com a perda de 16.650 postos de trabalho. Segundo a Cira, “a política anti-pecuarista do governo custou ao país o total de US$ 24,86 bilhões”. Enquanto as exportações sofrem restrições, as importações também padecem problemas. Além das barreiras alfandegárias, o ato de importar tornou-se uma tarefa de Hércules devido à dificuldade de ter acesso a dólares para poder pagar as compras no Exterior. Segundo a Câmara de Importadores da Argentina (Cira), os importadores acumulam uma dívida entre US$ 5 bilhões e US$ 5,5 bilhões com os fornecedores no Exterior. Desse total, US$ 2,5 bilhões correspondem à indústria automotiva argentina.

Venezuela reativará mil poços de petróleo para aumentar produção

A estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) reativará cerca de mil poços de petróleo no oeste do país, anunciou na quinta-feira o presidente da empresa, Eulogio Del Pino. O objetivo da reativação é melhorar a produção, atualmente estagnada em três milhões de barris por dia de petróleo bruto. Com o projeto, sem data de início definida, a produção deve aumentar de 60 mil a 70 mil barris por dia, explicou Del Pino. A empresa tenta buscar novas fontes de renda para minimizar o impacto do caos econômico em suas contas. Nos últimos anos, a produção da PDVSA ficou estagnada mesmo o país tendo as maiores reservas de petróleo puro do mundo. "Foram escolhidos cerca de mil poços que serão os primeiros a serem reativados", afirmou Del Pino durante uma visita a Maracaibo, Estado petroleiro. "O aumento da produção será uma contribuição muito importante para o oeste", acrescentou. O governo de Nicolás Maduro se defende das críticas pela estagnação afirmando que o nível do bombeamento do produto precisa estar de acordo com a cota estabelecida ao país na OPEP. No fim do ano passado, Del Pino era vice-presidente de Exploração e Produção da PDVSA e disse que a estatal realizaria um projeto "ambicioso" para aumentar a taxa de retorno, porcentagem do petróleo que pode ser extraído dos depósitos na Faixa Petrolífera Hugo Chávez, maior reservatório de petróleo bruto do mundo, visando aumentar a produção. A Venezuela espera duplicar a capacidade produtiva para cerca de seis milhões de barris por dia até 2016 e então exigir uma cota maior de extração na OPEP, atualmente em 11,5% do total de 30 milhões de barris por dia do grupo.

Centrais sindicais petista acusam adversários de Dilma de querer acabar com direitos trabalhistas

Centrais sindicais ligadas ao PT sugeriram na sexta-feira, 26, que os adversários da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, representam ameaça de fim dos direitos trabalhistas, como 13º salário e férias, apesar de nem Marina Silva (PSB) nem Aécio Neves (PSDB) afirmarem que, se eleitos, vão suprimir direitos dos trabalhadores. Em atos organizados em São Paulo, a ameaça foi feita em cartazes e discursos de sindicalistas que se revezavam ao microfone. Organizadas por centrais como a CUT, Força e UGT no centro, no Brás, na Estação Tamanduateí e na porta de fábricas em São Bernardo do Campo, as mobilizações tiveram como mote a frase “nem que a vaca tussa”, dita por Dilma na semana passada para reforçar a afirmação de que, se reeleita, não iria fazer alterações nas leis trabalhistas.

Brasil precisará de mais usinas nucleares a partir de 2025, diz associação

O Brasil precisará de pelo menos oito novas usinas nucleares de 1.000 megawatts cada a partir de 2025 para fazer frente ao crescimento da demanda por energia elétrica e ao esgotamento do potencial de hidrelétricas com grandes reservatórios, disse o presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), Antonio Miller, na sexta-feira. Segundo ele, este é um cenário conservador apontado por um estudo contratado pela entidade junto à Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP). Miller afirmou que as oito usinas nucleares teriam que ficar prontas até 2040, considerando um cenário conservador de haver no setor apenas investimentos públicos. Mas o estudo aponta que poderiam ser construídas 23 unidades, caso o setor privado participe também dos investimentos. O estudo foi entregue às equipes dos três principais candidatos à presidencia da República, Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB). A Eletronuclear é atualmente a única empresa autorizada a construir e operar térmicas nucleares no País, que conta com as centrais Angra 1 e Angra 2 e está construindo Angra 3 com previsão de término em 2018. A potência de Angra 1 é de 640 MW e da usina de Angra 2 é de 1.350 MW. Angra 3 terá 1.405 MW.

Marina Silva diz que se o País estivesse crescendo, haveria grave crise energética

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, afirmou na sexta-feira que o País estaria enfrentando uma "grave" crise energética se tivesse mantido o ritmo de crescimento de governos anteriores. Marina Silva voltou a defender o investimento na diversificação da matriz, com foco nas chamadas energias limpas como a solar, a eólica e a proveniente da biomassa. "Se o Brasil estivesse crescendo como cresceu em governos anteriores, nós estaríamos numa grave crise energética", disse a ex-senadora a jornalistas em Varginha (MG). No primeiro semestre deste ano, o País entrou em recessão técnica. A candidata, que já foi ministra do Meio Ambiente, garantiu que irá manter projetos de hidrelétricas que "provem" viabilidade econômica, social e ambiental. Ao falar novamente sobre sua proposta de institucionalizar a autonomia do Banco Central, a candidata aproveitou para criticar o atual governo, a alta da inflação e os juros "exorbitantes". "Os juros estão altíssimos. Nunca aqueles que especularam com o capital financeiro ganharam tanto, como no atual governo", disse Marina Silva, que visitou o reservatório da usina hidrelétrica de Furnas.

Chuvas para hidrelétricas em outubro ficarão acima da média apenas no Sul, diz ONS

As chuvas que deverão chegar aos reservatórios das hidrelétricas do País em outubro ficarão abaixo da média para o período, com exceção da região Sul, onde espera-se chuvas acima da média histórica, segundo estimativas do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgadas na sexta-feira. No Sudeste/Centro-Oeste, que concentra algumas das principais hidrelétricas do País, a expectativa é de que as chuvas sejam equivalentes a 89% da média histórica em outubro. Diante disso, o nível dos reservatórios das usinas dessa região deverá chegar ao fim de outubro em cerca de 21,8% de armazenamento de água, ante 25,81% atualmente. O mês de outubro é o primeiro mês em que as chuvas costumam começar a aumentar após a estação seca. Depois de um período chuvoso atipicamente seco de 2013 para 2014, as atenções do setor elétrico estão voltadas para o comportamento das chuvas a partir do mês que vem, que serão determinantes para definir como será o abastecimento de eletricidade do País em 2015 e como se comportará o preço de energia. O atual nível dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste é o menor para o período desde 2001, ano do racionamento de energia, quando o patamar registrado foi de 20,61%. O Norte, deverá ver uma queda no nível de suas represas de 45,54% para 34,7% ao fim de outubro. As represas do Nordeste devem chegar a 16,1%, ante 22,88% atualmente. Apenas as hidrelétricas do Sul verão aumento no nível das suas represas, de atuais 65,86% para 89,9%.

Partituras originais de "Alla Turca" de Mozart são encontradas

As partituras originais de uma das sonatas mais conhecidas do compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, sobretudo por seu último movimento, "Alla Turca" (marcha turca), foram descobertas por musicólogos húngaros, depois que foram consideradas perdidas por mais de dois séculos. Os pesquisadores da Biblioteca Nacional da Hungria encontraram no arquivo musical do centro partes da Sonata para piano Nº 11, conhecida popularmente como Sonata em Lá maior. Balázs Mikusi, diretor da Coleção de Obras Musicais da instituição explicou que até agora só se conhecia a última página do manuscrito original, que se encontra em Salzburgo, na Áustria, a cidade natal de Mozart. As quatro páginas manuscritas encontradas agora se complementam com o material conhecido, conservado no Mozarteum de Salzburgo, e sua descoberta foi considerada pela Biblioteca Nacional húngara como uma "sensação internacional". "As versões impressas não são precisas e com este achado é possível que a obra seja interpretada conforme foi imaginada por Mozart", relatou Mikusi. Segundo os especialistas, as versões conhecidas da partitura da sonata não são confiáveis, já que contêm erros relacionados com os ritmos, mas também com os sons e as notas musicais. Como na obra há muitas repetições, será possível "ter uma imagem" dos fragmentos ainda desconhecidos da versão original, acrescentou o investigador. As páginas descobertas agora contêm fragmentos dos dois primeiros movimentos da sonata composta por volta de 1783 e que é uma das mais conhecidas de Mozart (1756-1791). O famoso pianista húngaro Zoltán Kocsis interpretou na noite desta sexta-feira a sonata no instrumento original para o qual foi composta, o pianoforte, para que a reprodução seja a mais autêntica possível. O fato de as partituras originais terem sido encontradas em Budapeste é um mistério, pois Mozart jamais esteve na Hungria.

Marina Silva afirma que só buscará apoio para o 2º turno após 5 de outubro

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, afirmou, ao desembarcar na sexta-feira, 26, em Juiz de Fora (MG), que não trata nenhum partido como "linha auxiliar" de sua candidatura, e por isso só buscará apoios para o segundo turno depois da primeira votação, no dia 5 de outubro. "Minha atitude sempre foi a de respeito com os que concorrem comigo. Não trato ninguém como linha auxiliar de candidatura. Todas as candidaturas são legítimas", afirmou a ex-ministra, que voltou a cobrar do tucano Aécio Neves e da presidente Dilma Rousseff (PT) a divulgação de seus programas de governo. "No primeiro turno a gente discute propostas, de preferência na forma de programa, e infelizmente os candidatos não apresentaram. Nós temos um programa e com ele estamos fazendo o debate e convencendo o eleitor", disse Marina Silva.

Queda de preços das commodities desafiará saldo comercial brasileiro em 2015

Um ciclo de superoferta dos principais produtos exportados pelo Brasil, como soja e minério de ferro, provocará uma derrocada dos preços dessas commodities no ano que vem, afetando o saldo comercial do País com implicações para o próximo governo. As exportações brasileiras de minério de ferro, soja e farelo de soja somam no ano, até o final de agosto, cerca de 44,5 bilhões de dólares, ou quase 30% do total exportado pelo País no período. Mas esta situação deverá mudar profundamente em 2015, considerando a expectativa de queda dos preços médios dessas commodities no ano de 10 a quase 30% em relação a 2014. O efeito da superoferta - gerada pela safra recorde norte-americana de grãos e pela grande expansão da produção das três maiores mineradoras globais, incluindo a Vale - deverá ser agravado pela saída de investidores de mercados futuros de matérias-primas em busca de maiores lucros em outros ativos, como os dos títulos públicos dos Estados Unidos. "Vai ser ano de surpresas não boas, qualquer que seja o governo. E isso estamos falando sem crise (internacional), se houver uma crise, o cenário piora muito", disse o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. Citando dados da associação da indústria de soja (Abiove), de recuo de 6 bilhões de dólares nos embarques do grão, farelo e óleo, e projeções de queda dos preços do minério de ferro no ano que vem, Castro avalia que o valor das exportações brasileiras poderá cair cerca de 8 bilhões de dólares no próximo ano, considerando apenas esses dois produtos.

ADPF diz que ação em jato de Lobão Filho é rotina

O presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Marcos Leôncio Ribeiro, disse na noite de sexta-feira, 26, que a operação realizada no jato do candidato do PMDB ao governo do Maranhão, Edison Lobão Filho, na madrugada de quinta-feira, 25, "é rotina em período eleitoral". Segundo ele, havia fundada suspeita, levantada por um policial civil do Estado, de que o avião transportava recursos ilegais provenientes de caixa dois de campanha. Em manifestações públicas, Lobão Filho e caciques do PMDB, como o presidente do partido e vice-presidente da República, Michel Temer, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), protestaram contra o que classificaram como ação "truculenta" e "intimidatória" da Polícia Federal. O candidato disse que foi alvo de "constrangimento". Leôncio Ribeiro afirmou ter conversado com o diretor-regional do Maranhão da ADPF, Rodrigo Santos Correa, que havia falado com o delegado responsável pela operação, Paulo de Tarso Cruz Viana Junior, associado da entidade. Ele disse ter recebido o relato de que, quando da abordagem à comitiva, "não houve nenhuma manifestação de constrangimento" de Lobão Filho. Para rebater a acusação de ação a partir de uma denúncia anônima, o presidente nacional da ADPF destacou que a equipe comandada pelo delegado relatou que faria a abordagem ao superintendente da Polícia Federal no Maranhão, Alexandre Silva Saraiva, e à Justiça Eleitoral no Estado. Leôncio Ribeiro disse que o delegado ficou "surpreso" com a repercussão que o caso ganhou. Ele disse que Paulo de Tarso é maranhense, mas não tem nenhuma atividade política. Reconheceu que o pai dele, Paulo Cruz Viana, é ex-prefeito de uma cidade do interior chamada Sítio Novo do Maranhão. Viana apareceu em reportagens apoiando a candidatura ao governo do candidato do PCdoB ao governo, Flávio Dino.

Alckmin vai a 51% e venceria no primeiro turno, diz Datafolha

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) continua na liderança da disputa pelo governo de São Paulo, com 51% das intenções de voto e venceria no primeiro turno, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 26, pela TV Globo. Na pesquisa anterior, Alckmin tinha 49%. Paulo Skaf (PMDB) vem na sequência com 22% e Alexandre Padilha (PT) tem 9%, ambos com os mesmos porcentuais do último levantamento. Gilberto Natalini (PV) e Laércio Benko (PHS) aparecem com 1% cada. Os demais candidatos não pontuaram. Os votos brancos e nulos somam 9% e não sabem em que votar, 7%. Com relação à rejeição dos candidatos, a maior taxa é do petista Alexandre Padilha, que tem 36%. Na sequência aparecem Skaf (25%), Alckmin (20%), Gilberto Maringoni, do PSOL, (19%), Raimundo Sena, do PCO, (18%), Natalini (18%), Wagner Farias, do PCB, (18%), Benko (17%) e Walter Ciglioni, do PRTB, (15%). Ao todo, 9% responderam que não rejeitam nenhum deles e 5% que rejeitam todos; 10% não opinaram.

No Paraná, Beto Richa está à frente com 45%, diz Datafolha

O atual governador do Paraná e candidato à reeleição, Beto Richa (PSDB), lidera a corrida eleitoral com 45% das intenções de voto, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada na noite desta sexta-feira, 26. No levantamento anterior, Richa tinha 44%. O senador Roberto Requião (PMDB) aparece em segundo lugar, com 30%, mesmo índice da pesquisa anterior. A ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) aparece em terceiro lugar com 10% das intenções de voto, também mesmo patamar anterior. O levantamento mostra ainda que Ogier Buchi, do PRP, tem 1%. Bernardo Pilotto (PSOL), Geonisio Marinho (PRTB), Rodrigo Tomazini (PSTU) e Tulio Bandeira (PTC) não pontuaram. Eleitores que pretendem anular ou votar em branco somam 6%. Não sabem e não opinaram são 9%. Na simulação de segundo turno Richa tem 51% e Requião, 38%. Brancos e nulos somam 6%. Não sabem ou não responderam são 5%. A pesquisa apurou ainda a rejeição dos candidatos. Requião é o que possui a maior rejeição: 26% dos eleitores dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Na sequência aparecem Beto Richa (20%), Gleisi Hoffmann (19%), Ogier Buchi (8%), Tulio Bandeira (8%), Bernardo Pilotto (7%), Geonisio Marinho (6%), e Rodrigo Tomazini (6%).

Dilma quer tratar da regulação econômica da mídia num eventual segundo mandato

A presidente Dilma Rousseff, que concorre à reeleição pelo PT, disse na sexta-feira que a "regulação econômica" da mídia será um dos temas de um eventual segundo mandato e que o País "está maduro" para isso, acrescentando que parte da mídia tem papel de oposição no Brasil e mesmo assim ela não pretende regular o conteúdo no setor. "É um setor que como qualquer outro, tem que ser regulado como portos, como elétrico, como petróleo", disse a presidente em entrevista a blogs subalternos do petismo na sexta-feira. "É interessante que no Brasil muitas vezes tenta se confundir essa regulação econômica com controle de conteúdo, uma coisa não tem nada a ver com a outra", argumentou. "Controle de conteúdo é de país ditatorial, não de país democrático", acrescentou. "Eu acredito que esse é um dos temas do meu (eventual) segundo governo", disse Dilma. Segundo a presidente, a regulação econômica da mídia já consta da Constituição brasileira e tem que garantir que o setor não seja dominado por oligopólios e monopólios. "Então, colocar na pauta que vamos regular os meios de comunicação do ponto de vista econômico, nós estamos falando que vamos impedir que relações oligopólicas se estabeleçam e se instalem e as existentes têm que ser modificadas", disse.

Pesquisa Datafolha mostra avanço petista no Rio Grande do Sul

Uma pesquisa do Datafolha feita nos dias 25 e 26 de setembro e divulgada no início da noite de sexta-feira, 26, mostra avanço dos candidatos petistas ao governo do Rio Grande do Sul e ao Senado. Pela primeira vez em cinco sondagens o governador Tarso Genro (PT), candidato à reeleição, aparece empatado com a senadora Ana Amélia Lemos (PP), com 31% das intenções de voto. No levantamento anterior, feito nos dias 17 e 18 de setembro, Ana Amélia tinha 37% e Tarso 27%. Se a pesquisa atual for comparada com a primeira da série, feita no período de 12 a 14 de agosto, a queda de Ana Amélia é 8%, de 39% para 31%, enquanto Tarso oscila pouco, de 30% para 31%. Quem mais sobe, no entanto, é o ex-prefeito de Caxias do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), que avança de 7% para 17%. Na nova sondagem, Vieira da Cunha (PDT) tem 2% e Roberto Robaina (PSOL) 1%, enquanto Edison Estivalete (PRTB) e Humberto Carvalho (PCB) não chegam a 1%. A simulação para o segundo turno com os dois melhores classificados na pesquisa anterior mostra empate técnico pela primeira vez. Ana Amélia, que tinha 48% passa para 44%, enquanto os porcentuais de Tarso variam de 34% para os 40% atuais. Na corrida pelo Senado, o ex-governador Olívio Dutra (PT) aparece pela primeira vez à frente do jornalista Lasier Martins (PDT), com 31% a 29%. Na pesquisa anterior, estava atrás, com 26% contra 28% do concorrente.

Rejeição a Dilma oscila de 33% para 31%, mostra Datafolha

Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 26, mostra que a taxa de rejeição de presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) oscilou de 33% do levantamento anterior para 31%. A de Marina Silva (PSB) passou de 22% para 23% e de Aécio Neves (PSDB), de 21% para 20%. Os demais candidatos têm os seguintes porcentuais: Pastor Everaldo (PSC): 22%; Zé Maria (PSTU): 17%; Levy Fidelix (PRTB): 17%; Eymael (PSDC): 16%; Luciana Genro (PSOL): 15%; Rui Costa Pimenta (PCO): 14%; Eduardo Jorge (PV): 13% e Mauro Iasi (PCB): 13%.

Anastasia lidera disputa ao Senado por Minas Gerais, diz Datafolha

Segundo pesquisa Datafolha divulgada na noite desta sexta-feira, 26, o candidato Antonio Anastasia (PSDB) lidera a disputa pelo Senado em Minas Gerais com 41% das intenções de voto. Josué Alencar (PMDB) aparece com 21%. Na pesquisa anterior, feita nos dias 8 e 9 de setembro, Anastasia tinha 44% das intenções ante 12% de Josué. Tarcísio (PSDC) e Margarida Vieira (PSB) têm 2% cada. Edilson Nascimento (PTdoB), Geraldo Batata (PSTU) e Graça (PCO) aparecem com 1% cada. Brancos e nulos são 10% e indecisos, 22%.

Dilma diz que Aécio Neves deveria explicar sobre aeroporto

Numa reação a seus dois principais adversários, a presidente Dilma Rousseff disse na sexta-feira, 26, que o senador Aécio Neves (PSDB), antes de criticar o PT, deveria explicar o aeroporto de Cláudio (MG). A petista também criticou a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (PSB), e afirmou que não é especialidade dela o funcionamento do setor de energia no País. O tucano afirmou que o governo do PT ensinou a "mentir e a roubar". Questionada sobre a declaração, Dilma respondeu: "lamento que o candidato Aécio fale uma coisa desse tipo, porque eu tenho certeza de que ele deveria antes responder sobre a questão do aeroporto (em Cláudio)". Alegando que "o uso indevido de bens públicos é algo muito grave", Dilma emendou: "em vez de ficar fazendo acusações genéricas e jogando-as ao vento, ele deveria responder por que quem tinha a chave do aeroporto era o seu tio".

Justiça do Rio de Janeiro deve determinar quebra de sigilos de Eike Batista nos próximos dias

A Justiça Federal do Rio de Janeiro deve determinar nos próximos dias a quebra dos sigilos bancário, fiscal e financeiro do empresário Eike Batista, acusado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal de crimes financeiros na venda de ações de empresas do grupo EBX, afirmou uma fonte na sexta-feira. A denúncia feita pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal inclui lavagem de dinheiro e se refere à manipulação de mercado para a venda de ações de empresas do grupo X, entre elas a petroleira OGX, atualmente Óleo e Gás Participações. As operações teriam ocorrido em 2013 e o empresário teria lucrado cerca de 122 milhões de reais, segundo a acusação. Novos documentos da investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal sobre a suposta fraude cometida pelo empresário foram encaminhados à Justiça Federal, que considera já ter elementos suficientes para pedir a quebra dos sigilos de Eike Batista. A decisão de quebrar os sigilos do empresário deve ser publicada pelo juiz Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio de Janeiro. Há 10 dias, o juiz Flávio de Souza determinou o bloqueio de ativos financeiros de Eike Batista até o limite de 1,5 bilhão de reais, com base em uma outra denúncia feita pelo Ministério Público Federal.

Dilma diz que abordagem a Lobão Filho será investigada

A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta sexta-feira, 26, uma investigação "com rigor e rapidez" da ação da Polícia Federal que vasculhou o avião e bagagens do candidato do PMDB ao governo do Maranhão, senador Edison Lobão Filho. Ela avisou que foram tomadas "todas as providências" para investigar o ocorrido. Para a presidente, "uma das coisas que temos de ter garantia, durante processos eleitorais, é que órgãos governamentais não sejam usados em proveito de um ou outro candidato", pregando "plena isenção da polícia federal". E emendou: "Polícia não pode perseguir quem não gosta ou proteger quem gosta. O comportamento tem de ser isento". O episódio causou grande mal-estar com a cúpula do PMDB e o vice-presidente, Michel Temer, classificou o episódio como "inaceitável", exigindo providências do governo.

Pesquisa Sensus mostra Dilma com 35,1%, Marina com 25% e Aécio Neves com 20,7% no 1º turno

Pesquisa Sensus divulgada na sexta-feira mostrou a presidente Dilma Rousseff (PT) liderando com folga as intenções de voto para o primeiro turno, ao mesmo tempo em que diminuiu a vantagem de Marina Silva (PSB) sobre Aécio Neves (PSDB). Dilma tem 35,1% das intenções de voto para o primeiro turno, ante 29,8% no levantamento anterior, realizado entre 1º e 4 de setembro. Marina Silva passou a 25%, ante 29,5%, enquanto Aécio Neves foi a 20,7%, dos 15,2% registrados no início do mês. Em simulação de segundo turno, as duas candidatas estão empatadas, com Dilma somando 40,5% e Marina 40,4%. No início do mês a candidata do PSB derrotava a presidente por 47,6 a 32,8%. Quando o confronto é entre Dilma e Aécio, a petista vence, mas por placar apertado, uma vez que a margem de erro da pesquisa é de 2,2%. A petista tem 43,4% contra 38,2% do tucano - no início do mês o placar era de 39,3% a 35,5%. As pesquisas mais acompanhadas pelos analistas são Ibope e Datafolha, que têm abrangência maior. Levantamento Datafolha divulgado também na sexta-feira mostrou Dilma com 40%, seguida por Marina com 27% e Aécio com 18%. Em simulações de segundo turno do Datafolha, a presidente teria 47% contra 43% da candidata do PSB e 50% contra 39% do tucano.

Dilma agride os militares que lançaram manifesto: "Quem não quiser pedir (desculpas), que não peça"

A presidente Dilma Rousseff respondeu com irritação ao ser questionada sobre o manifesto assinado por 27 generais de Exército com críticas à Comissão da Verdade e às declarações do ministro da Defesa, Celso Amorim, de que as Forças Armadas aprovaram e praticaram atos que violaram direitos humanos no período militar. No manifesto, os generais, todos integrantes do mais alto posto da Força, disseram que "do Exército de Caxias não virão desculpas". Dilma reagiu declarando que "quem não quiser pedir (desculpas), que não peça". Avisou, no entanto, que haverá um posicionamento do Estado brasileiro porque esta foi uma lei aprovada pelo Congresso. Apesar de afirmar que não ia comentar o episódio, a presidente Dilma citou que "acredita piamente na democracia" e que "leis no Estado democrático de direito têm de ser cumpridas". A presidente citou ainda que, quando a Comissão Nacional da Verdade foi formada, estavam presentes na solenidade todos os ex-presidentes da etapa democrática do País. "Então, eu me permito não responder sua pergunta. Só dizer que nós vivemos numa democracia e que leis serão sempre cumpridas", afirmou. O governo quer evitar, a todo custo, polêmica sobre este tema no meio das eleições presidenciais. Por isso, adiou para o final do ano a conclusão do relatório final pela Comissão Nacional da Verdade. Só que, enquanto isso, os integrantes da comissão estão tentando ouvir militares e visitar quartéis e unidades onde consideram que teriam ocorrido práticas de abuso de direitos humanos. A exigência da comissão de que um pedido de desculpas teria de ser formalizado pelas Forças Armadas irritou os militares, que repudiaram a idéia e emitiram o manifestado.

Dilma diz que Polícia Federal tem autonomia para investigar e não para errar

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, afirmou na sexta-feira que a Polícia Federal tem autonomia para investigar, mas não para cometer erros, e prometeu implementar medidas para garantir maior rapidez nos processos oriundos de casos de corrupção como forma de aumentar o combate contra a impunidade. “Qualquer órgão integrado por pessoas pode cometer um equívoco, pode cometer um erro", disse a presidente a jornalistas no Palácio da Alvorada. "Sempre, em qualquer circunstância, terá de ser investigado, porque autonomia não significa autonomia para cometer erros, para cometer coisas incorretas”, acrescentou. As declarações ocorrem depois que policiais federais realizaram, com base em denúncia anônima sobre supostas irregularidades, uma busca em um avião da campanha do senador Edison Lobão Filho (PMDB), candidato ao governo do Maranhão e filho do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. A ação foi criticada pelo vice-presidente da República, Michel Temer, e pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, ambos peemedebistas. Segundo a presidente, foram tomadas providências para investigar a acusação do vice-presidente de que a ação da Polícia Federal intimidou o candidato a governador, e disse que a denúncia anônima também será apurada.

Em Minas Gerais, Pimentel evita embates acirrados com Pimenta

Depois de se ausentar nos debates realizados pela Rede TV!, no domingo, e do Grupo Diários Associados/TV Alterosa/SBT, na última terça-feira, alegando saúde debilitada por uma faringite, o candidato ao governo de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) evitou um confronto acirrado com o tucano Pimenta da Veiga (PSDB) no debate realizado na noite de sexta-feira pela TV Record Minas.
Assim que começou o encontro, Pimenta foi o primeiro a fazer a pergunta direcionada ao petista. Ele perguntou a Pimentel sobre ele se dizer o melhor prefeito de capital mineira. Pimentel diz que a população de Belo Horizonte pode atestar isso. "Fui prefeito de Belo Horizonte por sete anos, fui reeleito e saí do segundo mandato com uma avaliação positiva, atestada por pesquisas, de quase 90% da população", disse o petista. Pimenta retrucou que ele não explicou e afirmou que é "muita petulância dizer que é melhor do que JK!". Pimentel, por sua vez, afirmou que o candidato do PSDB estava fazendo "um papel que não cabe". "Não estamos aqui debatendo o caráter, o campeonato, quem ganhou, quem perdeu. Isso, sinceramente, é coisa de quem não conhece Minas. Estamos aqui discutindo propostas para o governo de Minas Gerais. O eleitor mineiro não se deixa enganar por esse tipo de lorota. Não vou baixar o nível dessa discussão", declarou.

Aécio Neves afirma que PSDB errou em Minas Gerais

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, não esconde nesta reta final da campanha desapontamento com o atual cenário em Minas Gerais, seu reduto eleitoral. Se nas últimas eleições o tucano conquistou os principais cargos que disputou (governo estadual e Senado) e foi um dos principais responsáveis pela conquista de aliados no Estado, a realidade agora é outra. O petista tem 31% contra 30% do tucano, em um cenário de empate técnico. O mineiro também não tem conseguido transferir votos para o candidato do PSDB local, Pimenta da Veiga, que hoje tem 25% das intenções de votos contra 44% do petista Fernando Pimentel, líder na corrida ao governo Estadual, segundo o Ibope. Na pesquisa Datafolha, o petista aparece com 36% das intenções de voto, contra 25% do tucano. Na quinta-feira, 25, a caminho de mais um ato político em Blumenau (SC), Aécio Neves disse: “Poderia ser melhor. Acho que a campanha errou”. Uma das explicações para os tropeços no Estado natal é falta de sintonia inicial com a campanha de Pimenta da Veiga. “Acho que no início houve um deslocamento da candidatura do Pimenta dos resultados de governo. Houve uma tentativa de criar um personagem com uma história pessoal só. Agregou-se pouco a campanha aos resultados de governo”, avaliou. No entendimento de integrantes da equipe presidencial, a campanha em Minas Gerais, conduzida pelo marqueteiro Cacá Moreno, focou num “protagonismo” de Pimenta abrindo mão de exaltar a gestão do candidato presidencial. As dificuldades levaram a irmã de Aécio, Andrea Neves (uma das responsáveis pela área de comunicação do tucano) a intensificar a permanência no Estado nas últimas duas semanas para tentar organizar as duas campanhas na reta final. Andrea teria sido a responsável por indicar Moreno para conduzir a campanha de Pimenta. A falta de entendimento entre a equipe de marketing presidencial e a do Estado também teria, nas palavras de alguns auxiliares de Aécio Neves, gerado “tensões” nos últimos dias.

Máfia do ISS recebeu propina de pelo menos 694 prédios em São Paulo

A Prefeitura de São Paulo ampliou de 410 para 694 a lista de prédios suspeitos de terem sido liberados na cidade mediante pagamento de propinas para a Máfia do Imposto Sobre Serviços (ISS), desbaratada há um ano. Há suspeitas em relação a cerca de mil edifícios. Desse total, 376 empreendimentos já tiveram o processo de fiscalização concluído, com mapeamento de R$ 41,8 milhões sonegados por construtoras da cidade. Até o momento, R$ 7 milhões desse total já retornaram aos cofres públicos. Ainda não fechou a conta de quantos são, ao todo, os empreendimentos que só tiveram o Habite-se emitido mediante pagamento de propina à quadrilha. Técnicos da administração municipal estimam que o número chegue a 905 - esse é, exatamente, o número de empreendimentos com área maior de 3 mil metros quadrados liberados pelos fiscais Luis Alexandre Cardoso de Magalhães e Carlos Augusto di Lallo Leite do Amaral, acusados de fazer parte do esquema, entre os anos de 2010 e 2013 - parte do período em que eles atuaram como auditores na Secretaria Municipal de Finanças da capital.

Governo do Rio de Janeiro beneficia empresas de sócio de líderes do PMDB

A íntima amizade entre o empresário Mario Peixoto, um dos maiores prestadores de serviços do Rio de Janeiro, com os dois principais líderes do PMDB no Estado – Paulo Melo, o presidente da Assembleia Legislativa, e Jorge Picciani, presidente do PMDB fluminense – vai muito além da esfera privada. O site de VEJA revelou que o empresário, de quem Picciani e Mello são sócios e padrinhos de casamento, acumulou 480 milhões de reais em contratos com o governo do Estado. Em novo levantamento junto ao Portal da Transparência do Rio de Janeiro, VEJA descobriu mais 31 milhões em contratos de uma empresa registrada em nome do filho e de um irmão de Peixoto, a Marton Hubell Engenharia, com o governo de Sérgio Cabral, também do PMDB. Desse total, 4,2 milhões de reais foram feitos pela Secretaria de Habitação, da qual o titular era o filho do presidente do PMDB, o deputado federal Leonardo Picciani. Com o novo levantamento, somam cinco as empresas de Peixoto beneficiadas por contratos com o governo do Estado, e o volume de recursos passou de 480 para 511 milhões de reais. A relação de Picciani e Peixoto é antiga. Segundo o próprio empresário, eles se conheceram e se tornaram amigos numa campanha eleitoral, na década de 90. Em 2009, compraram juntos um terreno em Búzios, na região dos Lagos, e formaram uma incorporadora imobiliária chamada Vila Toscana para construir ali um empreendimento. Nos registros da junta comercial, os Picciani -- pai e filhos -- aparecem como sócios na Vila Toscana por meio de uma agropecuária, a Agrobilara.  Como o projeto não andou, a incorporadora de Búzios ficou existindo só no papel. Os dois continuaram próximos, tanto que Picciani convidou o empresário para ser padrinho do seu segundo casamento, em 10 de maio passado, com a jornalista Hortencia Silva Oliveira. Peixoto retribuiu a gentileza convidando Picciani para abençoar suas bodas com a mulher Carla Verônica Medeiros num castelo do século XV na cidade italiana de Bracciano, na Itália, realizado duas semanas depois. No altar, estava também o presidente da assembleia, Paulo Melo. A Marton Hubell, que funciona numa sala apertada com dois empregados em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, começou a prestar serviços para o governo estadual em 2008, um ano depois do início da gestão peemedebista. O primeiro contrato com a secretaria de Habitação foi firmado no Natal daquele ano, poucos dias antes de Leonardo Picciani assumir o comando da pasta. O objetivo era realizar obras de infraestrutura em unidades habitacionais no município de Piraí, no sul do Estado, reduto de Luiz Fernando Pezão, então vice-governador e atual candidato à reeleição. Entre novembro de 2010 e janeiro de 2011, enquanto Leonardo era secretário, outros contratos vieram, dentre os quais o mais robusto era de 2,7 milhões para construir unidades habitacionais em Volta Redonda, vizinha a Piraí. Leonardo deixou a secretaria no final de 2011. Em seu lugar assumiu o irmão, Rafael. Mas não era só na Habitação que a Marton Hubell tinha boa entrada. Dos 31 milhões de reais que a empresa conseguiu em contratos, 14,1 milhões saíram da secretaria de Obras, administrada por Pezão. O maior deles, para a reurbanização de um bairro em Mesquita, também na Baixada Fluminense, tinha custo de 11,3 milhões. Os outros 13 milhões de reais vieram secretaria de Educação.

Ministério Público Federal pede condenação de traficante a 28 anos de prisão

O Ministério Público Federal pediu na noite de sexta-feira a condenação a 28 anos e 9 meses de prisão do traficante René Pereira. Ele é apontado como chefe de uma quadrilha de tráfico internacional de drogas. Também enviou ao Exterior e ocultou a origem criminosa de 124.000 dólares com ajuda do doleiro Carlos Habib Chater, um dos personagens da Operação Lava Jato. René Pereira comandava um dos esquemas desvendados pela Polícia Federal na investigação que constatou desvio de recursos da Petrobras e a lavagem de mais de 10 bilhões de reais em uma série de operações criminosas, todas ligadas em alguma medida ao doleiro Alberto Youssef. Em um dos processos originados pela Operação Lava Jato, René Pereira é acusado pelos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação para o tráfico. De acordo com a acusação do Ministério Público, ele enviou mais de 750 quilos de cocaína à Europa, por meio de uma rota desbaratada em abril pela Polícia Federal no Porto de Santos. Investigado inicialmente por transações com doleiros, o envolvimento de Pereira com o tráfico de drogas só foi constatado na Lava Jato com o avanço das investigações. Policiais descobriram que ele era o verdadeiro dono de uma carga de 698 quilos de cocaína, apreendida em 21 de novembro de 2013, na Rodovia Washington Luís, no município de Araraquara, interior paulista. Três intermediadores foram presos na ocasião, mas mensagens trocadas por Pereira com interlocutores deixaram claro que a carga era dele. A operação constatou ainda a remessa de 55 quilos da droga para a Espanha, que acabou apreendida pela polícia no Porto de Valência, em 18 de outubro do ano passado. A Polícia Federal também apreendeu com Pereira 189.000 dólares. No mesmo processo, Chater é acusado de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Nas alegações finais, os procuradores da república Diogo Castor de Mattos e Roberson Pozzobon pediram que o doleiro seja condenado neste caso a 12 anos e um mês de reclusão. Ele ainda responde a outro processo penal aberto pela operação Lava-Jato. Ainda neste caso, André Catão, ligado a Chater, responde a evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A Procuradoria pediu a condenação de Catão a 9 anos e 6 meses de reclusão. Chater confirmou em depoimento à Justiça que intermediou o recebimento de 124.000 dólares no Brasil a pedido de René e outro comparsa. A investigação policial constatou que essa foi uma operação de lavagem de dinheiro obtido com o tráfico de drogas. Os procuradores destacam um diálogo de René travado com um comparsa, em que ele ironiza o fato de que ninguém desconfia de sua real atividade. Ele apresentava o falso álibi de que desenvolvia exclusivamente atividades na construção civil, de acordo com a acusação formulada pela Procuradoria da República. O doleiro Alberto Youssef também foi acusado, neste caso, de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, na denúncia apresentada pelos procuradores Carlos Fernando dos Santos Lima, Januário Paludo e Andrey Borges de Mendonça, em 22 de abril. Mas, depois do trâmite do processo, os procuradores Diogo Castor de Mattos e Roberson Pozzobon constataram que Youssef apenas autorizou a entrega de 36.000 dólares a René em seu escritório em São Paulo. Por isso a absolvição do doleiro foi requisitada, neste caso, pelo Ministério Público, porque a atuação dele “limitou-se à cessão do espaço físico de seu escritório paulista para o recebimento de valores”. Youssef ainda responde a outros processos penais originados pela operação Lava Jato.

Ricardo Teixeira faz acordo financeiro e corta vínculos com a Fifa

Em um esforço para se afastar da Fifa e evitar um possível processo, o brasileiro Ricardo Teixeira rompeu com todos os vínculos financeiros com a entidade. O ex-presidente da CBF era membro do Comitê Executivo da Fifa até 2012, o que lhe dava direitos a receber uma aposentadoria até o ano de 2030. Mas um acordo foi fechado, fazendo com que ele recebesse um pacote de benefícios em uma só parcela milionária. "Teixeira faz parte do passado", declarou o chefe do Comitê de Auditoria da Fifa, Domenico Scala, que confirmou a "bolada" recebida pelo brasileiro. Ele, porém, não aceitou revelar o valor. Pelas regras da entidade, todos os cartolas têm o direito de receber a aposentadoria. Em 2013, o brasileiro teria, em tese, uma pensão da Fifa de cerca de R$ 60 mil, valor que entraria em sua conta até ele completar 82 anos. O dinheiro é considerado uma retribuição aos serviços prestados ao futebol. A Fifa reservou US$ 16,8 milhões para as pensões dos 24 membros de seu Comitê Executivo, um "pé de meia" que eles mesmos criaram em 2005. Com o corte de todos os vínculos com a Fifa, Ricardo Teixeira tenta se afastar de qualquer processo legal na entidade. Pelo seu estatuto, a Fifa apenas pode julgar e punir quem mantém algum vínculo com a entidade. No caso da investigação sobre os votos dados ao Catar para receber a Copa do Mundo de 2022, Ricardo Teixeira faz parte do informe de 200 mil páginas. Ele foi um dos que deu seu apoio à candidatura do país árabe. Mas uma eventual punição pode ser comprometida pelo fato de ele ter se afastado da Fifa e nem mais estar recebendo aposentadoria. Isso não significa, porém, que uma ação não possa ser tomada. Ricardo Teixeira deixou a CBF e a Fifa em março de 2012, diante dos escândalos que se acumulavam. Alguns meses depois, a entidade com sede em Zurique chegou a tornar público documentos da Justiça da Suíça que comprovavam que o cartola brasileiro havia fraudado a Fifa e recebido propinas no valor de R$ 45 milhões durante anos. Além dele, o também brasileiro João Havelange, que já foi presidente da Fifa, estava envolvido no escândalo de corrupção. Mas nem a Fifa e nem seu presidente, Joseph Blatter, jamais tomaram qualquer ação em relação a Ricardo Teixeira e Havelange.

Ministro da Justiça pede apuração da abordagem policial ao senador Edison Lobão Filho

O ministério da Justiça determinou à Polícia Federal nesta sexta-feira a apuração da abordagem realizada por agentes e federais ao senador e candidato ao governo do Maranhão, Edison Lobão Filho (PMDB), na última quarta-feira. Lobão teria sido abordado assim que seu avião pousou no Aeroporto de Imperatriz, no Maranhão. Os agentes da Polícia Federal teriam revistado a aeronave, os veículos presentes e a bagagem dos membros da comitiva. De acordo com o senador, os policiais portavam armas e não apresentaram uma ordem judicial que justificasse o procedimento. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pediu em ofício uma apuração rápida e rigorosa por parte da polícia. Em nota, Michel Temer, vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, destacou que a revista ao avião objetivava encontrar irregularidades na campanha de Lobão, mas que nada foi localizado. Temer também  afirmou que o partido repudia a ação dos policiais que participaram da ação no aeroporto.

Presidente da Funai deixa o cargo nos próximos dias

Há 15 meses no papel de presidente interina da Fundação Nacional do Índio (Funai), Maria Augusta Assirati deixará o cargo nos próximos dias. A própria Maria Augusta quem pediu exoneração a fim de se mudar para Portugal, onde fará um curso de doutorado. A viagem está marcada para a próxima semana. Graduada em Direito e mestre em desenvolvimento e políticas públicas, Maria Augusta ocupava a diretoria de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da Funai quando, em junho de 2013, foi escolhida substituta provisória da então presidenta da fundação, a antropóloga Marta Azevedo, que deixou o cargo alegando motivos de saúde. O período em que Maria Augusta passou à frente da Funai foi marcado pelo acirramento da disputa entre os que defendem o fortalecimento dos direitos indígenas e setores que querem flexibilizar a legislação de proteção.

Supremo libera o auxílio-moradia para toda a magistratura

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, decidiu autorizar o pagamento de auxílio-moradia para juízes da Justiça Trabalhista, da Justiça Militar e para magistrados de nove Estados que ainda não recebiam o benefício. Na decisão, assinada na quinta-feira (25), o ministro estendeu a vantagem, garantida por ele em uma liminar liberando o pagamento para juízes federais. Motivada por ações da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a nova decisão beneficia juízes estaduais do Acre, do Amazonas, da Bahia, do Ceará, do Espírito Santo, da Paraíba, do Piauí, do Rio Grande do Sul e de São Paulo. Como o valor não é regulamentado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o benefício será de acordo com o que é pago pelo Supremo Tribunal Federal, aproximadamente R$ 4 mil. O pagamento é garantido pela Lei Orgânica da Magistratura (Lei Complementar 35/1979). Conforme o Artigo 65, além dos salários, os juízes podem receber vantagens, como ajuda de custo para moradia nas cidades onde não há residência oficial à disposição. Na decisão da semana passada, o ministro entendeu que o auxílio deve ser pago a todos os juízes, por estar previsto em lei. “O direito à parcela indenizatória pretendido já é garantido por lei, não ressoando justo que apenas uma parcela o perceba, considerado o caráter nacional da magistratura”, disse. Naturalmente,os juízes estão sendo muito modestos, eles também poderiam reivindicar o auxílio-garagem, o auxílio-gravata, auxílio-paletó, auxilio-condomínio, auxílio-celula, auxílio-Disney para os filhos, entre tantos outros.

Olha só o perigo! A messiânica Marina Silva é ungida pelos evangélicos: " o projeto dela vem de Deus".

Apesar de a candidata à Presidência Marina Silva (PSB) ter dito, em seu discurso para evangélicos, que não pretende instrumentalizar sua fé nem misturar púlpitos e palanques, o evento de sexta-feira, 26, acabou servindo como palanque para que lideranças religiosas manifestassem apoio à cex-senadora. "Não temos pretensão de ter candidato evangélico, mas Marina Silva é evangélica, então eu, com muita alegria, representando esses 2 milhões de membros que nós temos, estou aqui para reafirmar que a Igreja Fonte da Vida é Marina Silva", disse o apóstolo César Augusto, da Igreja Fonte da Vida, que subiu ao palco antes de Marina Silva. "Nós temos um projeto que vem de Deus e eu creio que está aqui. Além da oração, precisamos ter unidade e muito trabalho", disse Augusto. "Esse projeto, Marina Silva, não vem dos homens, vem de Deus. Ele não nasceu do coração humano, ele nasceu do coração divino", completou. Valnice Milhomens, da Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, pessoalmente próxima de Marina Silva e que organizou o evento, disse que as lideranças não estavam ali para fazer críticas ou demandas, mas para prestar apoio e solidariedade à candidata. "Nos mobilizamos não apenas para dar apoio e suporte a uma candidatura que nos representa, que carrega consigo muito do ideário cristão, mas também nos aproximamos para atestar nosso compromisso em defesa àquilo que é maior do que qualquer projeto político, a saber, o Evangelho do nosso senhor Jesus Cristo e a sua Igreja", disse Ed René Kivitz, da Igreja Batista da Água Branca. Kivitz defendeu a identidade evangélica, para ele hoje quase um "xingamento": "Não aceitamos a ideia de que ser evangélico é ser ignorante, moralista, intransigente, homofóbico, sectário e intolerante". Ele disse que Marina Silva não é discípula de Maquiavel, para quem os fins justificam os meios, mas que vota nela por suas propostas. "Votamos em Marina não porque é nossa irmã de fé, mas porque a julgamos preparada para o cargo que postula. Votamos em Marina não porque irmão vota em irmão, não estamos elegendo uma autoridade eclesiástica, estamos elegendo a presidente da República", concluiu. Renê Terra Nova, do Ministério Internacional da Renovação (MIR) de Manaus, que discursou após Marina seguiu a mesma linha. Ele disse que Marina é a resposta da "nova geração para assumir o reino". "Todos que estão aqui estão convictos de que precisamos agir com a nossa fé de maneira muito inteligente e precisamos nos expor, porque quem não se expõe não conquista", disse Terra Nova. E também apontou que o voto não é para uma pastora: "Nós não estamos elegendo uma pastora para o púlpito, mas uma presidente para o Planalto, de uma forma democrática, de uma forma inteligente".

Datafolha no Paraná: Richa pode vencer no 1º turno

O atual governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), lidera isolado a disputa pela reeleição no Estado com 45% das intenções de voto e pode vencer no primeiro turno, indica pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo e pela TV Globo. O ex-governador Roberto Requião (PMDB) é o segundo colocado com 30%, e a ex-ministra Gleisi Hoffmann, a terceira com 10%. O cenário eleitoral é estável no Paraná. Em relação à pesquisa anterior, publicada no dia 18 de setembro, Richa oscilou um ponto positivamente, enquanto Requião e Gleisi permaneceram no mesmo patamar. Os demais candidatos não conseguiram ultrapassar a marca de 1%. Votos brancos e nulos somam 6%; os indecisos são 9%. O Datafolha também simulou pela primeira vez o resultado de votos válidos, expediente mais semelhante ao calculado pela Justiça Eleitoral. Richa atingiria 52%, Requião, 35% e Gleisi, 12%. O instituto testou uma eventual disputa entre Richa e Requião no segundo turno: o tucano venceria com 51% contra 38% do peemedebista. Requião é o candidato com maior índice de rejeição no Estado, de 26%. O tucano e a petista tem índices semelhantes de rejeição, respectivamente, 20% e 19%. Na disputa da vaga única de senador, o tucano Álvaro Dias seria reeleito com 63% dos votos, contra 8% de Ricardo Gomyde (PCdoB) e 4% de Marcelo Almeida (PMDB). O Datafolha entrevistou 1.333 eleitores paranaenses em 51 municípios entre os dias 25 e 26 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de três pontos para mais ou para menos.A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela RPC TV, afiliada da Rede Globo. Os números de registro no Tribunal Superior Eleitoral são PR-0039/2014 e BR-00782/2014.

Presidente e executivos da Usiminas são destituídos

O diretor-presidente (CEO) e outros dois diretores-executivos da Usiminas foram destituídos de seus cargos na sexta-feira. A decisão foi tomada por cinco membros do Conselho de Administração da companhia. Em comunicado, a Ternium, uma das controladoras da siderúrgica, informou que a destituição do presidente (Julián Eguren), do vice-presidente de subsidiárias (Paolo Bassetti), e do vice-presidente industrial (Marcelo Charas), foi definida por uma votação de 5 votos a favor e 5 contra. O empate foi resolvido pelo voto de minerva do presidente do Conselho de Administração, Paulo Penido Marques, que representa os interesses da japonesa Nippon Steel, outra acionista da Usiminas. A decisão foi motivada por uma controvéria em relação às regras aplicáveis à definição da diretoria executiva da siderúrgica. A Ternium acredita que os votos dos conselheiros apontados pela Nippon foram computados em violação ao acordo de acionistas, que prevê consenso entre as partes. A Nippon é composta pela Nippon Steel, Mitsubishi e Metal One. Há pelo menos um ano que a Nippon briga pelo controle da gestão da Usiminas. O grupo japonês detém 29,45% das ações do grupo, enquanto a Ternium tem outros 27,66% dos papéis. Eguren havia sido indicado à presidência da Usiminas em janeiro de 2012 e, desde então, vinha promovendo uma série de medidas de ganho de produtividade e eficiência para recuperar resultados da companhia, em meio a uma crise de sobreoferta no mercado global de aço que já dura vários anos. Após a destituição dos executivos, a posição do diretor-presidente da Usiminas foi ocupada, em caráter temporário, por Rômel Erwin de Souza, atual vice-presidente de Tecnologia da Usiminas. Será assim até que o grupo de controle - composto pela Ternium, Siderar, Confab, Nippon e Sumitomo - entre em acordo. Rômel foi eleito com os mesmos votos da decisão da destituição da atual diretoria. Com o resultado da votação, o Grupo Nippon passou a acumular a gestão da Usiminas e a presidência do conselho da empresa. Erwin de Souza também vai assumir a diretoria antes comandada por Chara provisoriamente. O vice-presidente financeiro e indicação da Nippon, Ronald Seckelmann, vai acumular o posto comandado anteriormente por Bassetti, também temporariamente. A Ternium afirmou que "discorda veementemente da destituição dos três membros da diretoria executiva da Usiminas, bem como da indicação de seus substitutos, ainda que provisórios". A companhia afirmou que vai processar o Grupo Nippon por quebra de acordo de acionistas.

Procuradora do caso Eike Batista teme que empresário de papel fuja do País

A procuradora Karen Kahn, do Ministério Público Federal de São Paulo, disse que há risco de que o empresário Eike Batista e outros seis diretores da ex-OGX (atual OGpar) fujam do País. Ela afirmou que a história penal do País reforça a suspeita, principalmente em relação àqueles que têm dupla nacionalidade. "Para que isso não ocorra, é necessário uma Justiça ágil. Estamos falando de gente que tem suporte financeiro", alertou. Para o advogado de Eike Batista, Sérgio Bermudes, "não há motivo para pressupor que seu cliente fuja". Isso porque ele tem saído do País e voltado com frequência. Eike é filho de alemã, mas Bermudes não soube informar se ele tem dupla nacionalidade. Conforme o advogado, ao fazer tal afirmação, a procuradora está querendo "construir terreno para uma medida drástica", em alusão a um possível pedido de prisão. "Eu sei o que ela está querendo, a prisão", afirmou. "Ninguém pode prever a conduta ilegal de ninguém. É revoltante ouvir isso de um membro do Ministério Público", complementou. A procuradora ainda não decidiu se solicitará à Justiça alguma medida para evitar uma possível fuga, como a requisição de passaportes ou mesmo a prisão preventiva. "Não existe medida neste sentido, mas sempre estudamos todas as possibilidades", disse. Karen Kahn também solicitou à Justiça que o caso permaneça em São Paulo, já que os crimes foram praticados na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A primeira denúncia, apresentada pela procuradora em 11 de setembro, acusa Eike Batista de negociar ações com informações privilegiadas (insider trading). O empresário vendeu ações da OSX antes da divulgação de informações desfavoráveis sobre a empresa, em 2013. A pena prevista é de 13 anos. A denúncia mais recente, de 23 de setembro, acusa o empresário, seis ex-diretores e um diretor da ex-OGX de formação de quadrilha, indução de investidores a erro, falsidade ideológica e, no caso dos executivos, de manipulação. Neste caso, a pena pode chegar a 14 anos. O Ministério Público Federal do Rio de Janeirotambém denunciou Eike Batista sob acusação de manipulação de mercado e insider tranding em relação à OGX, com penas somadas em 13 anos.

Bispo paraguaio afastado faz duras críticas ao Papa Francisco

O bispo paraguaio destituído pelo papa Francisco declarou na sexta-feira que Francisco "irá prestar contas a Deus" por seu afastamento da Igreja, de acordo com uma carta publicada pela imprensa paraguaia, após acusações de má gestão e proteção de um padre acusado de pedofilia. A longa carta, que também foi publicada primeiramente no site da diocese paraguaia, é endereçada ao cardeal Marc Ouellet, prefeito da Congregação dos Bispos. No texto, Dom Rogelio Livieres Plano, o ex-bispo de Ciudad del Este, membro do Opus Dei, se dirige ao papa com palavras extremamente incomuns para uma carta pública de um bispo. "Como um filho obediente da Igreja, aceito esta decisão, ainda que a considere infundada e arbitrária, e sobre a qual o papa prestará contas a Deus", escreveu ele. O Vaticano se recusou a comentar a carta. Em outro trecho, o ex-bispo afirma que o papa Francisco não quis recebê-lo e tampouco quis ouvir sua versão dos fatos, contrariando o discurso de diálogo que o sumo pontífice mantém em público. "Apesar de muitas declarações do papa sobre o diálogo, a compaixão, a abertura, a descentralização e o respeito pela autoridade das Igrejas locais, eu não tive a chance de falar com o papa Francisco, mesmo para esclarecer quaisquer dúvidas ou preocupações. Consequentemente, eu não poderia receber qualquer correção paternal ou fraternal – como preferir – de sua parte. (...) Eu só recebi pressão oral para me demitir". O bispo destituído também acusa altos funcionários do Vaticano, entre eles o núncio apostólico do Paraguai (embaixador da Santa Sé no país) de fazerem “manobras orquestradas e irresponsáveis" para mudar a opinião pública. Ele também afirma que se recusou a pedir demissão por própria iniciativa, pois tem a "responsabilidade moral de obedecer a Deus e não aos homens". Livieres Plano foi recebido em Roma há poucos dias pelo cardeal Ouellet, mas lamentou não poder explicar-se perante o papa. Reconhecendo "erros humanos", o ex-bispo paraguaio acredita ser vítima de uma "perseguição ideológica". Livieres Plano, cuja reputação é de ser muito conservador, denunciou uma "nova irregularidade em um processo anormal": o anúncio de sua destituição pelo núncio apostólico em Assunção antes da notificação por escrito. O ex-bispo enfatiza ainda o apoio “manifestado abertamente por seus fiéis”. O Vaticano não mencionou oficialmente as acusações contra Livieres Plano, mas segundo o site especializado Vatican Insider, ele é acusado de ter quebrado, por uma série de acusações, a harmonia entre os bispos paraguaios, de ter ordenado seminaristas sem formação suficiente e de ter promovido um sacerdote argentino, Carlos Urrutigoity, suspeito de ter cometido abusos sexuais contra menores no Estados Unidos. Livieres também teria utilizado doações destinadas a obras de caridade para construir um novo seminário. O Vaticano fez o anúncio da destituição nesta quinta, em uma nota oficial em que o papa reconhece que foi "uma decisão árdua tomada por razões pastorais".

Terroristas jihadistas do Estados Islâmico, o Califado, adotam novos estratagemas após ataques

Os terroristas jihadistas do Estado Islâmico (EI, o Califado) adotaram novos estratagemas no norte do Iraque depois que os Estados Unidos passaram a bombardear alvos do grupo. Entre as medidas estão a troca dos chamativos comboios de caminhonetes por discretas motocicletas com o intuito de despistar os aviões. Testemunhas também afirmaram que os terroristas têm "plantado" bandeiras negras, uma das marcas do grupo, em casas de civis para criar confusão e atrair as aeronaves para falsos alvos. Os jihadistas também passaram a andar em grupos menores, diminuíram o número de postos de controle em estradas e têm feito menos uso de telefones celulares. Um chefe tribal de um vilarejo ao sul de Kirkuk afirmou que os jihadistas "abandonaram seu principal quartel-general no vilarejo" quando ouviram que a campanha aérea seria estendida para a região. "Eles pegaram toda a mobília, os veículos e as armas. Depois, colocaram bombas na estrada e destruíram o prédio", disse o chefe tribal. "Eles não se movimentam mais em comboios militares como antes. Em vez disso, eles usam motocicletas, bicicletas e, se necessário, carros camuflados", disse. Outras testemunhas relataram que, embora os ataques ainda não tenham atingido o Estado Islâmico de maneira decisiva, eles, pelo menos, reduziram a barbárie imposta pelo grupo nas áreas sob seu controle. "Eles (os jihadistas) executavam pessoas como quem bebe água. Agora os ataques aéreos diminuíram o ritmo deles", disse o chefe tribal iraquiano sheik Anwar al-Assy al-Obeidi. Nos últimos dias, a campanha aérea liderada pelos Estados Unidos, que também conta com a participação da França e de diversos Estados Árabes, tem sido intensificada no Iraque e na Síria. A coalizão atingiu refinarias "portáteis" do Estado Islâmico que são usadas para refinar petróleo roubado de campos na Síria. Nos próximos dias a Grã-Bretanha deve se juntar à coalizão e passar a atuar no Iraque – o país descartou fazer ataques na Síria. As forças militares dos Estados Unidos efetuaram dez novos ataques entre quinta-feira e sexta-feira contra bases do grupo Estados Islâmico no Iraque e na Síria. A nova ofensiva contou com a participação de caças, bombardeiros e aviões não tripulados, explicou o Comando Central dos Estados Unidos, em comunicado. No Iraque, cinco ataques no sul e no sudoeste da cidade de Kirkuk destruíram três veículos multiuso, duas viaturas armadas e danificaram um blindado do Estado Islâmico. Além disso, no oeste de Bagdá, outra ofensiva destruiu um bunker, um refúgio e um veículo armado. Por último, perto da cidade de Al Qaim, 400 quilômetros ao noroeste da capital, foram destruídos quatro veículos armados, um centro de controle e outro de comando. Na Síria, três ataques destruíram quatro tanques de petróleo e danificaram outro ao sul de Dayr Az Zawr, no noroeste da Síria. Segundo o Comando Central todas as aeronaves abandonaram as zonas de ataque “com segurança”. Até o momento, as forças armadas americanas realizaram mais de 200 ataques aéreos contra o Estado Islâmico em todo o Iraque.

Aécio Neves afirma: "PT despreza a ética e deseduca os brasileiros"

Na reta final da campanha, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, subiu o tom na sexta-feira contra a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT). Em visita a Taboão da Serra, na Grande São Paulo, o tucano afirmou que o governo petista "despreza a ética" e deseduca os brasileiros. "O governo do PT está deseducando os brasileiros, os jovens e as crianças. Tudo aquilo que nós aprendemos com os nossos pais, avós, que não se deve mentir, que não deve roubar, o governo do PT ensina ao contrário. Essa talvez seja a pior, a mais maldita das heranças que o governo do PT deixará ao seu sucessor. O absoluto descompromisso com valores", afirmou. Aécio Neves falou ainda do acordo de delação premiada que o doleiro Alberto Youssef, pivô do bilionário esquema de corrupção desmantelado pela Operação Lava Jato da Polícia Federal, firmou com a Justiça. "As delações premiadas têm que mostrar quem são os responsáveis e quem participou desse assalto ao dinheiro público no Brasil", disse. "Eles usam sempre esse discurso do 'eu não sabia', não tomam providências. São complacentes com a corrupção", disparou o tucano. O presidenciável não poupou das críticas sua outra adversária, a candidata do PSB, Marina Silva. "Nós temos duas candidatas, uma que mente, que é a presidente Dilma. Ela mentiu ao dizer que seus adversários iriam acabar com programas sociais. E existe a outra candidata que se desmente o tempo inteiro", afirmou.

Supremo Tribunal Federal determina que ex-senador Luiz Estevão cumpra pena imediatamente

O ministro José Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, determinou na sexta-feira o imediato cumprimento da pena do ex-senador Luiz Estevão, condenado a 3 anos e 6 meses de prisão pelo crime de falsificação de documento público. Toffoli negou recurso apresentado pela defesa do ex-senador, classificando a ação como “meramente protelatória”. O prazo para a prescrição da pena venceria em 3 de outubro. De acordo com condenação do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, mantida pelo Superior Tribunal de Justiça em agosto de 2011, Estevão recorreu a documentos falsos para liberar bens tornados indisponíveis pela Justiça, entre eles a própria casa. Apesar do histórico, o ex-senador ainda figura na cena política do Distrito Federal. Hoje filiado ao PRTB, mesmo partido do ex-governador Joaquim Roriz, ele foi um dos apoiadores do retorno de José Roberto Arruda ao governo do Distrito Federal neste ano. Também condenado, Arruda foi cassado pelo Tribunal  Superior Eleitoral e teve de desistir da candidatura. Como a pena é inferior a 4 anos, Estevão pode cumpri-la no regime aberto, de acordo com o Código Penal. Ou ter substituída a punição por serviços prestados à comunidade. Já que Toffoli decidiu que os recursos apresentados pelo ex-senador não cabem à Suprema Corte, a decisão deverá ser tomada pelo juiz de primeira instância. Em 2000, Luiz Estevão entrou para a história como o primeiro senador da República a ter o mandato cassado. O empresário, até então filiado ao PMDB, foi acusado de participar de desvios da ordem de 150 milhões de reais na construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. Em outras ocasiões, o ex-senador também já foi condenado por sonegação fiscal.

Marina Silva afirma em encontro com evangélicos: "Não transformarei púlpitos em palanques"

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, participou na sexta-feira de encontro com lideranças evangélicas em São Paulo - o primeiro desde que a ex-senadora assumiu a cabeça de chapa, após a morte trágica de Eduardo Campos em 13 de agosto. Ela discursou por cerca de uma hora a pelo menos 1.500 pessoas, entre representantes de igrejas evangélicas de diversas denominações, de históricas a neopentecostais. Aos presentes, Marina Silva reafirmou seus compromissos com valores cristãos - mas também destacou a importância do Estado laico: "Não quero transformar púlpitos das igrejas em palanques", afirmou. Marina Silva também recitou um poema de sua autoria e pediu orações para enfrentar o resto da campanha. A aproximação com lideranças evangélicas vinha sendo cobrada pelos grupos religiosos desde que ela assumiu a cabeça de chapa do partido. "Eu vinha pleiteando um encontro com Marina e as lideranças evangélicas desde a tragédia que matou Eduardo Campos. Fui muito cobrada por pastores por ser uma pessoa próxima a ela. Nós queremos orar por ela", disse a pastora Valnice Milhomens, que organizou o encontro: "Foi tudo às pressas, tivemos que alugar um espaço em dois dias". O encontro não constava da agenda oficial da candidata. No discurso, mais longo do que o habitual, Marina falou da morte de Campos: "É muito sofrimento e eu espero que o partido e a família tenham uma recompensa". A candidata disse ser diferente o "político evangélico" do "evangélico político". Argumentou que o primeiro instrumentaliza sua fé e a dos outros politicamente, enquanto o segundo guia suas ações por valores, colocando-se na segunda categoria: "As pessoas não votam em mim porque eu sou evangélica, mas porque acham que tenho as melhores propostas para o Brasil". Ela ressaltou os valores do Estado laico e a importância de preservar a diversidade da sociedade brasileira, colocando valores acima da religião. "O Estado laico é uma conquista da sociedade brasileira, bom para quem crê e para quem não crê", defendeu.

NÃO DEIXEM DE LER ESTE ARTIGO DO PROFESSOR JOSÉ ANTONIO GIUSTI TAVARES - É FUNDAMENTAL PARA COMPREENDER OS OBJETIVOS TOTALITÁRIOS DO PT

PARTIDOS TOTALITÁRIOS EM DEMOCRACIAS CONSTITUCIONAIS
Nas democracias constitucionais contemporâneas (1) a representação política e o governo são constituídos por dois procedimentos senão diferentes pelo menos independentes entre si, ambos em eleições universais competitivas periódicas e regulares e com mandato por tempo determinado (sistemas presidenciais de governo) – ou a representação política eleita pelo voto popular direto constitui o governo que, diante dela responsável, exercita suas funções enquanto dela detém a confiança, contando entretanto, com a faculdade contraposta de submetê-la a novas eleições (sistemas parlamentares de governo); (2) são instituídos e funcionam efetivamente mecanismos de separação e de contenção recíproca entre os poderes constitucionais, compreendendo, em sua forma superior, a separação entre Chefia de Governo, responsável pela execução das políticas públicas, e Chefia de Estado, responsável pelo equilíbrio da ordem constitucional, bem um Tribunal Constitucional, guardião supremo dos valores e dos preceitos constitucionais supremos; (3) toda autoridade pública detentora de poder constitucional é submetida, em princípio, a mecanismos de responsabilização pública; e, enfim, (4) os direitos individuais, incluído o direito à vida, à liberdade, à propriedade e à associação, são assegurados pela lei constitucional e pelo poder judiciário. Os mecanismos institucionais da democracia constitucional são eficazes, sem serem invasivos ou ofensivos, para assegurar o equilíbrio da ordem política e, nela, a liberdade e os direitos fundamentais do ser humano, sem o que não há sequer justiça social. São eficazes, mas são desarmados: são fios de seda, como os denominou Guglielmo Ferrero, o notável jurista, cientista político e historiador liberal italiano da primeira metade do século precedente; e fios de seda não permitem atar o dragão da maldade. Assim, em uma democracia constitucional e representativa, sobretudo quando erodida e fragilizada pela decadência de suas elites, bem como pela corrupção e pela desinformação políticas generalizadas, não só os partidos constitucionais, que se movem nos limites da ordem pública constitucional,  mas aquela  própria ordem, devem enfrentar o paradoxo de que se encontram com freqüência em inferioridade de condições frente aos partidos revolucionários totalitários que,  participando da política institucional, não só não observam aqueles limites mas manifestamente, por suas proposições e por suas atitudes, atentam permanentemente contra aquela ordem. O paradoxo identificado no parágrafo inicial decorre de quatro fenômenos evidentes. Em primeiro lugar, a democracia constitucional é a mais complexa e delicada dentre as formas políticas e muito dificilmente pode competir pela preferência do homem comum com o totalitarismo, que recorre a uma simplificação brutal da realidade política, substituindo a informação e a análise racional pelo apelo direto ao inconsciente e à emocionalidade de indivíduos mergulhados em  situação de massas. Em segundo lugar, ao participarem da ordem política constitucional os partidos totalitários beneficiam-se das prerrogativas e dos recursos que ela confere, sem obrigar-se aos valores, às regras e aos limites que ela impõe e, sobretudo, sem abrir mão do comportamento revolucionário, conspiratório, insurrecional e golpista. Fora do governo mas, sobretudo, ao ocupá-lo, adotam simplesmente a estratégia leninista-trotskista da dualidade de poder, que consiste em conspirar pelo alto, do interior das instituições, e mobilizar de baixo, mobilizando camadas sociais disponíveis e receptivas e, enfim, gerando pressões societárias, inclusive armadas. Este é o caso exemplar, no Brasil, do Partido dos Trabalhadores e de seu braço armado, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, como revela a Circular do Diretório Nacional na qual aquele partido justificava a sua recusa inicial de obrigar-se à Constituição de 1988, que consagrava as normas e as instituições da ordem constitucional estabelecida: “O PT, como partido que almeja o socialismo, é por natureza um partido contrário à ordem burguesa, sustentáculo do capitalismo. (...) rejeita a imensa maioria das leis que constituem a institucionalidade que emana da ordem burguesa capitalista, ordem que o partido justamente procura destruir". Ainda em  1988, o atual governador petista do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, sustentou, com a sua conhecida competência doutrinária, na revista partidária "Teoria e Debate" (n°4,pp. 38-41), a estratégia leninista-troskista da dualidade de poder: “...o partido deve responder às exigências  de uma longa disputa pela hegemonia (...) com a construção de uma cultura política e de uma ideologia socialista em bolsões altamente organizados daqueles setores revolucionários, em direção a uma ruptura com o Estado burguês... com respostas dentro e fora da ordem (...), sob pena de limitar-se aos enfrentamentos na esfera política das instituições da ordem, sendo inexoravelmente sugado por ela". A noção gramsciana, ultra-leninista, de hegemonia, muito difundida na América Latina, significa poder monopólico e é, portanto, absolutamente incompatível com o pluralismo político essencial à democracia constitucional. Alguém muito complacente poderia objetar às citações acima que elas pertencem ao ano de 1988 e que, entrementes, o partido e o político que as enunciaram podem ter alterado suas atitudes políticas. A objeção seria pueril mas respondê-la introduz a oportunidade de pontuar um princípio elementar. Partidos e homens públicos têm a responsabilidade de publicar não só as suas concepções e estratégias políticas, mas as revisões ou mudanças que, quanto àquelas, tenham feito. Em 1959, no Congresso de Bad Godesberg, o Partido Social-Democrata Alemão declarou, em um documento formal amplamente divulgado, que a partir daquele momento renunciava a qualquer tipo de confessionalismo político e, em particular, à noção de partido portador de uma teoria, exorcizando, assim, o fantasma do marxismo. O fato de que o PT ou mesmo qualquer de seus próceres jamais tenha revisto formal e publicamente as concepções originárias do partido, tendo mesmo recusado a comprometer-se com o pacto constitucional de 1988, revela que lamentavelmente está ainda viva a estratégia revolucionária totalitária que fora enunciada naquele ano. Ademais, ao longo dos doze anos do governo petista, as  tentativas sucessivamente frustradas de violar os princípios, as normas e as instituições da democracia constitucional e representativa – entre as quais o Programa Nacional de Direitos Humanos III, de 2009, e a Política Nacional de Participação Social, de 2014 – demonstram claramente que não há ambigüidade que consiga ocultar o empenho continuado e cada vez mais radical, por parte do neocomunismo petista, de destruir a democracia representativa e constitucional edificada com tanto esforço, substituindo-a por uma democracia plebiscitária e totalitária. Em terceiro lugar, os cidadãos comuns, que participam dos partidos constitucionais ou com eles  se identificam, partilham a sua dedicação, as suas energias e a sua lealdade entre múltiplas atividades e associações, entre as quais a política e os partidos possuem uma importância limitada, ocupando mesmo um espaço menor. Não há nessa atitude nada de errado. Ao contrário, como já Aristóteles observara, a participação política moderada constitui requisito fundamental da democracia constitucional, que o filósofo denominava  simplesmente politéia. Contudo, pertence à natureza e à lógica dos partidos totalitários apelar para a participação e para a mobilização políticas permanentes, para o profissionalismo e para o ativismo revolucionários de tempo integral e, enfim, para a politização da totalidade das esferas da existência, incluídas aquelas mais íntimas. Enfim, em quarto lugar, a compreensão adequada dos valores sobre os quais está fundada a democracia constitucional e das normas e das instituições com as quais opera, bem como dos processos econômicos por referência aos quais se definem as  políticas públicas e o comportamento dos partidos nas sociedades democráticas contemporâneas, exige dos indivíduos, em virtude de sua complexidade e sutileza, um nível muito elevado de discernimento intelectual, que se encontra normalmente fora do alcance da informação e do entendimento do  homem comum. A rigor, a participação racional e responsável nas decisões democráticas exige do cidadão um nível relativamente elevado de  informação factual, de saber contextual e de saber estrutural, que ele normalmente não possui. Sob tais condições,  a democracia constitucional muito dificilmente pode  competir pela preferência do homem comum com o totalitarismo, que recorre  a uma simplificação brutal da realidade política e econômica, substituindo a informação e a análise racional pela ideologia, um  “saber” de custo próximo de zero, que contém, por outro lado, um apelo direto à emocionalidade e ao inconsciente de indivíduos mergulhados em  situação de massa. Enfim, o exercício da liberdade e da responsabilidade públicas, inerente à democracia constitucional, implica em assumir custos e riscos, requerendo dos indivíduos um grau pouco comum de segurança psicológica que lhes permita conviver com a incerteza. O recurso normal para reduzir a incerteza e os riscos é provido pela informação factual e pelos saberes contextual e estrutural, o que envolve custos imediatos e a médio e longo prazo, que os indivíduos que pertencem aos segmentos mais baixos da sociedade não podem assumir.  Assim, para a maioria das pessoas, pouco capazes de conviver com  a incerteza e suportar os riscos inerentes à liberdade pessoal e pública, a ideologia totalitária proporciona uma explicação omnicompreensiva da realidade e da história, que lhes restaura magicamente e a baixo custo a segurança; e o partido ou o movimento totalitário, que a interpreta nos diferentes casos, provê uma autoridade externa onipotente que retira daquelas pessoas o inquietante peso da liberdade de decidir. Diante desse desigual e insólito desafio as democracias constitucionais mais avançadas e sólidas armam-se com recursos previstos na lei constitucional, o mais importante dos quais é a proscrição de partidos políticos que promovem, estimulam ou apóiam processos conspiratoriais ou qualquer outra forma de violência política: a cláusula de constitucionalidade dos partidos, contida no art. 21,(2) da Constituição da República Federal da Alemanha e eficazmente aplicada pelo seu Tribunal  Constitucional, é o exemplo de maior proeminência: “Os partidos que por suas finalidades ou pelas atitudes de seus partidários tentam desvirtuar ou eliminar o regime fundamental de democracia e de liberdade, ou pôr em perigo a existência da República Federal, são inconstitucionais”. É verdade que a Constituição Brasileira contém uma cláusula semelhante: o artigo 17 estatui, em  seu caput, como requisito para a existência dos partidos políticos, a fidelidade ao “regime democrático”, ao “pluripartidarismo” e aos “direitos fundamentais da pessoa humana”, estabelecendo, no inciso II, “a proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes”; e, enfim, no § 4º, veda “a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar”.  Resta aplicá-lo. Se, entretanto, um supremo esforço de esclarecimento não  conseguir persuadir o eleitor comum que a democracia constitucional, conquistada a duras penas mas perversamente disputada, deve ser preservada, quaisquer que sejam as suas vicissitudes – então, a manipulação populista de justos descontentamentos e o ilusionismo messiânico pavimentarão o caminho auto-destrutivo que, exaurido em Cuba, está sendo trilhado no continente sul-americano pela Venezuela, pelo Equador, pela Bolívia, pela Argentina e pelo Brasil. Não tenhamos ilusão. Eleições universais geram legitimidade democrática, mas não legitimidade constitucional. Como  profetizou com acerto Alexis de Tocqueville, na ausência de sólidas e vigorosas instituições de representação política e de separação dos poderes constitucionais, incluindo a separação entre Chefia de Estado e a Chefia do Governo, bem como um Tribunal Constitucional, eleições plebiscitárias provêm a ante-sala do bonapartismo e da democracia totalitária. Eleições e reeleições consecutivas provêm um claro e importante contributo a governos populistas empenhados em programas de distribuição direta e ostensiva da renda nacional em benefício das populações pobres ou na linha da miséria. Aparentemente empenhados na eliminação da pobreza, esses governos têm clara consciência de que sua perpetuação no poder é alimentada pela pobreza e dela necessitam, do que decorre que, na realidade, empenham-se não em eliminar a miséria, mas em mantê-la estável e dependente, aguardando-a nas urnas. Sob tais condições é  altamente improvável que eleições fortaleçam a democracia constitucional; ao contrário, há alta probabilidade de que contribuam poderosamente para destruí-la. A experiência histórica registra importantes casos em que o totalitarismo ocupou o Estado pela via eleitoral, entre os quais o fascismo italiano e o nacional-socialismo alemão, nenhum dos dois foi debelado pela força da sociedade que aprisionara; ao contrário, ambos foram eliminados pela derrota  militar infligida de fora, por nações invasoras. (José Antônio Giusti Tavares - Professor de Ciência Política na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Pesquisador Associado no Centre d’Études et de Recherches Internationales, Fondation Nationale des Sciences Politiques, Paris,em 1985 e 1986. Guest Scholar em 1998,e Visiting Fellow, em 2002, do Helen Kellogg Institute for International Studies, Notre Dame University, Indiana, US).