domingo, 14 de setembro de 2014

Incorporadoras possuem R$ 29 bilhões em imóveis encalhados

Após vários anos de euforia do mercado imobiliário, as incorporadoras passam por uma fase de dificuldade nas vendas, tendo que aumentar os esforços para liquidar os estoques de imóveis. Entre junho de 2013 e junho de 2014, o estoque subiu 16%, considerando dados de oito das maiores incorporadoras do País (Cyrela, PDG, Gafisa/Tenda, MRV, Rossi, Direcional, Eztec e Even). Nesse período, o valor de mercado das unidades não vendidas passou de R$ 25,1 bilhões para R$ 29 bilhões, conforme levantamento do banco JPMorgan. O estoque mais alto reflete a queda na velocidade de comercialização das unidades, impactada pelo ambiente ruim da economia brasileira, com inflação alta, crédito mais restrito e menor confiança dos consumidores. Além disso, a situação foi agravada pelos cancelamentos de vendas. Os chamados “distratos” acontecem principalmente no fim das obras, quando o cliente que adquiriu o imóvel na planta é repassado para o banco, onde obterá financiamento para quitar a dívida com a incorporadora. No entanto, muitos compradores não conseguiram o crédito, porque os bancos estão mais rígidos na concessão, ou porque a dívida ficou alta demais após as correções contratuais, superando a capacidade de pagamento dos consumidores. Além disso, algumas incorporadoras têm feito uma “limpeza” na carteira de clientes: meses antes do término das obras, as empresas têm forçado a rescisão com clientes considerados incapazes de assumir o financiamento. O objetivo é acelerar a revenda para consumidores mais qualificados. De acordo com o analista de construção civil do JPMorgan, Marcelo Motta, a tendência é de alta nos estoques nos próximos meses.

"Parem de querer me destruir", diz Marina ao PT

Pela primeira vez nos últimos dias a candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, falou de sua mágoa por conta dos ataques promovidos pelo PT, seu antigo partido. Durante a inauguração de um comitê em Fortaleza a ex-senadora lamentou ter lutado em defesa do ex-presidente e alcaguete Lula (delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar) e agora sofrer críticas pesadas de sua antiga sigla. "Nunca imaginei, por mais criativa que eu fosse, depois de 30 anos lutando no PT, depois de ter enfrentado jagunço e depois de ter lutado pelo Lula que seriam eles que iriam fazer de tudo para me destruir", lamentou. Em discurso para militantes da coligação, Marina disse que é preciso chamar a presidente Dilma Rousseff à razão. "Parem de querer me destruir. Eu tenho uma história", disse. Para a candidata, Dilma é incentivada pelo seu marqueteiro João Santana a atacá-la e aumentar a artilharia no primeiro turno, uma vez que a petista tem mais de onze minutos de tempo de TV, enquanto Marina só tem 2 minutos para rebater as críticas e apresentar seu programa de governo. Segundo Marina, a equipe de Dilma tem consciência de que poderá ser mais difícil vencê-la. "Por que quando chegar o 2º turno de igual para igual ''o tempo de TV'' ela ''Marina'' será imbatível", disse Marina imaginando como seria a orientação do publicitário à petista.

Aécio Neves assegura que, se o PSDB não ganhar a eleição, seguirá na oposição

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, voltou a dizer que se não vencer a corrida ao Palácio do Planalto, seu partido, o PSDB, continuará na oposição. O presidenciável tucano evitou falar sobre eventuais apoios no segundo turno dessa disputa, reiterando que espera reverter a queda nas recentes pesquisas de intenção de voto e disputar o segundo turno para vencer o pleito. Apesar da disposição, o senador mineiro disse que se por acaso os eleitores não apostarem em sua plataforma, o PSDB será oposição. "É simples, quem ganha a eleição é governo e quem perde é oposição", emendou. E reiterou que não deverá apoiar o projeto da candidata do PSB, Marina Silva, caso ela dispute o segundo turno contra a presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, destacando que seu partido ficará na oposição.

Aécio Neves diz que o PT perdeu oportunidade de fazer projeto renovador

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou na sexta-feira, em sabatina promovida pela Rede TV, que já havia denunciado há muito tempo, antes da delação premiada do ex-diretor Paulo Roberto da Costa, as irregularidades na Petrobras. "Não dá mais para vir com essa ideia de que não sabiam de nada, o PT perdeu a oportunidade de realizar um projeto renovador para o País, apenas para realizar um projeto de poder". Ainda sobre a Petrobras, Aécio Neves disse que não estava fazendo julgamentos baseados apenas na delação premiada de Paulo Roberto: "Não estou acusando os nomes revelados pelo ex-diretor da estatal, mas o que a própria Polícia Federal apurou". E voltou a dizer não crer que Dilma tenha se beneficiado desse imbróglio, mas garantiu que ela ficou refém desse esquema do PT. Ao falar da dianteira que a adversária do PSB, Marina Silva, está tendo nas recentes pesquisas de intenção de voto, Aécio Neves voltou a falar na crença de que vai disputar o segundo turno porque sua candidatura é a que tem mais condições de fazer as reformas que o Brasil necessita.

Marina Silva muda peça de TV e mira em Dilma Rousseff

O PSB vai começar a veicular na TV uma nova propaganda para defender a candidata da sigla à Presidência, Marina Silva, dos ataques que vêm sofrendo. Num primeiro momento, o comercial registrado pelo partido na Justiça Eleitoral dizia que “os adversários” de Marina estavam “se desesperando” e começavam “a apelar”. A segunda versão, porém, trouxe uma pequena mudança e concentra as críticas na figura da presidente Dilma Rousseff (PT). “Os jornais mostram que Dilma e o PT estão se desesperando e começando a apelar”, diz o novo texto da inserção. O final da peça não foi alterado: “Tome muito cuidado com o que dizem por aí. Porque quanto mais a Marina subir, mais o nível dos adversários vai descer”. Um spot de rádio também foi produzido pela campanha do PSB, com citação nominal à candidata do PT. “Dilma tem pelo menos 11 minutos no programa de rádio e TV. Você já notou que nesse tempo todo ela só fala mal da Marina?” A avaliação da coordenação da campanha é que as críticas têm de ser concentradas em Dilma, já que os ataques mais duros contra Marina têm vindo do PT.

Acusado de desviar R$ 49 milhões doa para políticos no Mato Grosso do Sul

Acusado de participar de um esquema de desvio de R$ 48,7 milhões do Detran de Mato Grosso do Sul, o empresário João Roberto Baird é o nono maior doador individual nestas eleições até agora. As contribuições seguem a lei e foram declaradas nas prestações de contas dos partidos e candidatos contemplados pelos valores. O empresário contribuiu com R$ 1,038 milhão para diferentes siglas, sendo a maior parte (R$ 630 mil) para a direção estadual do PMDB, partido do atual governo. O candidato de oposição, o petista Delcídio Amaral, recebeu R$ 300 mil. Baird é dono das empresas S&I Serviços e Informática e Itel Informática, que têm histórico de firmar contratos com a administração pública do Estado. No site da Itel, o governo de Mato Grosso do Sul é listado como um dos clientes atuais. As duas empresas estiveram envolvidas em escândalos no passado. De acordo com o Ministério Público Federal, entre 1999 e 2003, o Detran-MS firmou um contrato com a S&I sem licitação para arrecadar valores relativos a taxas e impostos de trânsito, como IPVA, multas e o prêmio de seguro DPVAT. O Ministério Pùblico Federal afirma que houve desvio de parte dos valores que deviam ter sido repassados ao Fundo Nacional de Saúde, ao Departamento Nacional de Trânsito e à Federação de Seguradoras. Corrigida pela inflação, a quantia desviada equivaleria hoje a R$ 48,7 milhões. Diante disso, a Procuradoria da República no Estado entrou em 2011 com uma ação contra três empresários, entre eles Baird, o ex-deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) e a ex-diretora do Detran, Dejanira Machado Recalde. Eles são acusados de formação de quadrilha, peculato, dispensa ilegal de licitação e operação de instituição financeira sem autorização. A denúncia foi recebida pela Justiça Federal em 2012, onde o processo está em tramitação até hoje, na Vara Federal de Campo Grande (MS).

Assessor de senador petista é detido com R$ 180 mil no carro

Um funcionário do gabinete do senador e candidato ao governo do Piauí, Wellington Dias (PT), foi detido na quinta-feira com R$ 180 mil, em cédulas de R$ 100,00 durante uma operação da Polícia Rodoviária Federal na cidade de Barreiras, na Bahia. O carro no qual estava José Martinho Ferreira de Araújo, servidor do gabinete do senador, foi apreendido. Wellington Dias lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo do Piauí. O veículo em que estava seu assessor foi parado pouco depois das 11 horas em uma fiscalização de rotina. O motorista Paulo Fernando de Souza apresentou uma carteira de habilitação falsa, segundo o Boletim de Ocorrência. Os policiais fizeram uma revista no interior do carro e encontraram as notas. De acordo com o boletim policial, o dinheiro estava embaixo do banco traseiro do veículo.

No rastro do dinheiro da Propinobrás

Há duas semanas, uma equipe composta por integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público trabalha arduamente para detalhar como funcionaria o propinoduto instalado na Petrobras para abastecer políticos aliados do governo Dilma Rousseff. Até agora, eram conhecidos trechos da delação do ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, considerado o maior arquivo vivo da República. Em depoimento à Polícia Federal, o ex-executivo da estatal entregou nomes de políticos e empresas que superfaturaram em 3% o valor dos contratos da Petrobras exatamente no período em que ele comandava o setor de distribuição, entre 2004 e 2012. Já se sabia que dessa lista faziam parte figuras graúdas da República, como os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Henrique Eduardo Alves, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, João Vaccari Neto, secretário nacional de finanças do PT, Ciro Nogueira, senador e presidente nacional do PP, Romero Jucá, senador do PMDB, Cândido Vaccarezza, deputado federal do PT, João Pizzolatti, deputado federal do PP, e Mário Negromonte, ex-ministro das Cidades, do PP, e até o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no mês passado. No entanto, a relação de nomes entregue pelo ex-executivo da Petrobras é ainda mais robusta.

Justiça gaúcha absolve dois acusados da morte de publicitário

A Justiça gaúcha absolveu dois acusados do assassinato do publicitário Lairson José Kunzler, de 68 anos, ocorrido durante um assalto em fevereiro deste ano, na zona sul de Porto Alegre. O magistrado concluiu que não foi possível apontar Jaerson Martins de Oliveira e Ronaldo Cirne Coelho como autores do latrocínio. Coelho, no entanto, foi condenado a quatro anos e três meses de reclusão em regime fechado por associação criminosa. Eles foram os dois denunciados pelo Ministério Público pelo crime, após a Polícia Civil indiciar nove pessoas. "As provas acerca do momento exato do crime de latrocínio são parcas. Nenhuma testemunha logrou identificar seguramente os envolvidos — nem os que estavam tripulando a motocicleta, nem aqueles que se encontravam no interior do Scénic, que também participaram da perseguição à vítima e deram fuga ao atirador.", consta na sentença. Filmagens mostram o publicitário entrando no banco e sendo seguido por um olheiro da quadrilha, que seria Laurentino. A seguir, as câmeras de segurança espalhadas pelas casas comerciais e da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) mostram o veículo da vítima sendo seguido por uma Scenic e uma moto. Kunzler foi atacado no portão do condomínio onde morava. O bandido fugiu na carona da moto e, algumas quadras depois, trocou de veículo.

Criança de Santa Maria registrada no nome do pai e de duas mães

A Justiça da cidade de Santa Maria assegurou a uma menina nascida no último dia 27 de agosto o direito de ter o nome do pai e de duas mães em sua certidão de nascimento. A decisão, tomada pelo juiz Rafael Pagnon Cunha na última quinta-feira é inédita e abre precedentes para situações semelhantes no restante do País. A ação de registro civil com multimaternidade foi movida pelos pais biológicos e pela parceira da gestante em comum acordo. As mães da menina são companheiras há quatro anos e casadas formalmente há dois meses. O pai biológico é um amigo das duas que concordou em ser o genitor, desde que isso constasse nos documentos. "Eles narraram que a gestação foi concertada pelos três, com concepção natural, intentando fazer constar no registro civil do nascituro os nomes do pai e das duas mães, bem como de seus ascendentes", descreve o juiz. Na sentença, o juiz ainda destaca que "o que intentam Fernanda, Mariani e Luís Guilherme, admiravelmente, é assegurar à sua filha uma rede de afetos. E ao Judiciário, guardador das promessas do Constituinte de uma sociedade fraterna, igualitária, afetiva, nada mais resta que dar guarida à pretensão – por maior desacomodação que o novo e o diferente despertem".

Subsídios do Tesouro ao BNDES já somam R$ 23 bilhões

O governo calculou em cerca de 23 bilhões de reais o custo do subsídio concedido pelo Tesouro Nacional nos empréstimos ao BNDES em 2014. O valor é mais do que o dobro do subsídio de 10,6 bilhões de reais verificado no ano passado. Os empréstimos ao BNDES contêm um subsídio chamado de "implícito", representado pela diferença entre o custo de captação do Tesouro ao se financiar (vendendo seus títulos ao mercado) e a remuneração que recebe do BNDES pelos aportes. Os empréstimos foram repassados ao banco por meio de títulos públicos. O custo elevado desses subsídios aumenta a dívida pública brasileira e tem sido alvo de críticas da política econômica do governo Dilma Rousseff por garantir recursos ao banco de desenvolvimento para financiar os empréstimos às empresas com taxas mais baratas. Essa política também vem sendo contestada pelas agências internacionais de classificação de risco. A estimativa inicial era de que o subsídio ficaria em torno de 15,6 bilhões de reais em 2014. A projeção aumentou por causa do impacto da alta da taxa Selic, hoje em 11% ao ano. Ela tem impacto no subsídio porque fica mais caro para o Tesouro se financiar no mercado. Já o BNDES paga os empréstimos ao Tesouro com correção pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), hoje na casa dos 5% ao ano.

Ibope diz que Dilma tem 39%, Marina tem 31% e Aécio, 15%

Pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada na sexta-feira, aponta a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) com 39% das intenções de voto, contra 31% de Marina Silva (PSB) e 15% de Aécio Neves (PSDB). Na simulação de segundo turno, Dilma e Marina aparecem tecnicamente empatadas: a petista tem 42% da preferência do eleitorado e Marina, 43%. O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 8 de setembro - encerrada, portanto, é, portanto, anterior à pesquisa Datafolha divulgada na quarta-feira, que apontou estabilidade no cenário eleitoral. Foi justamente ao longo desta semana que a pancadaria entre os principais presidenciáveis registrou seu auge na campanha. O levantamento avaliou ainda a aprovação ao governo da presidente Dilma. A parcela da população que considerava o governo ótimo ou bom passou de 31%  número registrado em junho desde ano – para 38%. A pesquisa também aponta que o porcentual da população que aprova a maneira de governar da presidente subiu de 44% para 48%. Os principais problemas apontados pelos eleitores no governo Dilma são impostos (73%), taxa de juros (68%) e saúde (74%).

O PT sob chantagem

Desde que estourou o escândalo da Petrobras, o PT é vítima de uma chantagem. De posse de um documento e informações que comprovam a participação dos principais líderes petistas num desfalque milionário nos cofres da estatal, chantagistas procuraram a direção do PT e ameaçaram contar o que sabiam sobre o golpe caso não fossem devidamente remunerados. Às vésperas da corrida presidencial, essas revelações levariam nomes importantes do partido para o epicentro do escândalo, entre eles o ex-presidente Lula e o ministro Gilberto Carvalho, um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff, e ressuscitariam velhos fantasmas do mensalão. No cenário menos otimista, os segredos dos criminosos, se revelados, prenunciariam uma tragédia eleitoral. Tudo o que o PT quer evitar. Dirigentes do partido avaliaram os riscos e decidiram que o melhor era ceder aos chantagistas — e assim foi feito, com uma pilha de dólares. O PT conhece como poucos o que o dinheiro sujo é capaz de comprar. Com ele, subornou parlamentares no primeiro mandato de Lula e, quando descoberto o mensalão, tentou comprar o silêncio do operador do esquema, Marcos Valério. Ao pressentir a sua condenação à prisão, o próprio Valério deu mais detalhes dessa relação de fidelidade entre o partido e os recursos surrupiados dos contribuintes. Em depoimento ao Ministério Público, ele afirmou que o PT usou a Petrobras para levantar 6 milhões de reais e pagar um empresário que ameaçava envolver Lula, Gilberto Carvalho e o mensaleiro preso José Dirceu na teia criminosa que resultou no assassinato, em 2001, do petista Celso Daniel, então prefeito de Santo André. A denúncia de Valério não prosperou. Faltavam provas a ela. Não faltam mais. Os dólares serviram para silenciar o chantagista Enivaldo Quadrado, ele próprio participante da engenharia financeira do golpe contra os cofres da maior estatal brasileira — e agora o personagem principal de mais uma trama que envolve poder e dinheiro. Quadrado deu um ultimato ao tesoureiro do PT, João Vacari Neto: ou era devidamente remunerado ou daria à polícia os detalhes de documento apreendido no escritório do doleiro Alberto Youssef. O documento era um contrato de empréstimo entre a 2 S Participações, de Marcos Valério, e a Expresso Nova Santo André, de Ronan Maria Pinto. O valor desse contrato é de 6 milhões de reais, exatamente a quantia que Valério dissera ao MP que o PT levantara na Petrobras para abafar o escândalo em Santo André. É esse o contrato que prova a denúncia de Valério. É esse o contrato que, em posse de Quadrado, permitia ao chantagista deitar e rolar sobre os petistas.

O PT passa o trator. E Marina resiste

A decisão do PT de passar o trator em Marina Silva foi tomada no dia 1º de setembro em um jantar no hotel Unique, em São Paulo, logo depois do segundo debate entre os candidatos à Presidência, no SBT. Estavam à mesa a presidente e candidata do partido, Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula, o marqueteiro João Santana, o ex-­ministro Franklin Martins, o ministro Aloizio Mercadante e o presidente do PT, Rui Falcão. Juntos, chegaram à constatação de que o fenômeno Marina era bem mais sustentável do que parecia a princípio. Se nada fosse feito, concluíram, Marina Silva estaria sentada na cadeira de presidente da República pelos próximos quatro anos. “As pesquisas mostravam isso”, disse a VEJA um ministro do governo. “Não tínhamos alternativa a não ser partir para cima com tudo". Àquela altura, a candidata do PSB aparecia empatada com Dilma no primeiro turno e 10 pontos à frente no segundo. Lula resumiu o clima reinante e deu a ordem de marcha: “Precisamos reagir e reorganizar a tropa”. Como sempre nesses casos, com uma equipe azeitada, acostumada a trabalhar em conjunto há muitas campanhas e conhecedora dos limites éticos, ou da falta deles, não foi preciso ser muito explícito sobre o que precisava ser feito. O próprio diagnóstico do problema embutia sua solução. Marina tinha virado uma entidade sagrada, uma combinação de espírito da floresta com o espírito do capitalismo, metade Chico Mendes, metade Steve Jobs. Decidiu-se que o processo de destruição da candidatura Marina seria eufemisticamente chamado de “dessacralização”. Logo a máquina de propaganda petista, comandada pelo veterano e medalhado publicitário João Santana, mostrou a que viera. Em menos de uma semana o resultado começou a aparecer no programa eleitoral de Dilma e nas inserções de televisão e rádio. Nunca se viu na história eleitoral deste país uma combinação tão violenta de mentiras, falsificações, manipulações, exageros e falsas acusações como a despejada pelo PT sobre Marina.

Marina Silva diz: "Nunca pensei que o PT tentaria me destruir". É uma inocente!!!!

Alvo de artilharia pesada do PT, a candidata à Presidência da República pelo PSB, Marina Silva, demonstrou mágoa do antigo partido na sexta-feira, durante ato político em Fortaleza. "Eu nunca imaginei, por mais criativa que eu fosse, que depois de 30 anos lutando no PT, depois de ter enfrentado jagunço, depois de lutar tanto pelo Lula, que seriam eles que iriam fazer de tudo para me destruir. Usando os mesmos argumentos, os mesmos preconceitos", disse ela durante inauguração de um comitê suprapartidário no Ceará. Depois de ter sido comparada aos ex-presidentes Fernando Collor de Mello e Jânio Quadros, que não chegaram ao fim do mandato, e de ser acusada de tentar entregar o País aos banqueiros, Marina mostrou-se bastante irritada com o bombardeio que vem sofrendo do PT. "Ela (Dilma) fala com base naquilo que o marqueteiro diz para ela dizer. Eles pegam uma mulher que tem uma história de vida de luta pela democracria e os marqueteiros dizem que é para atacar a Marina sem dó nem piedade", criticou, dizendo ainda que a estratégia adotada pela equipe de Dilma é devido ao pouco tempo de TV que Marina tem, apenas dois minutos, em comparação com a presidente, que conta com quase 12 minutos de exposição na TV. Marina voltou a pedir que a militância do PSB dedique tempo às redes sociais para responder aos ataques, mas pediu que não façam ofensas a Dilma. Ela repetiu também que vem sendo criticada por seu programa de governo, mas que seus adversários sequer apresentaram propostas. "A presidente Dilma nem vai apresentar, ela disse que tudo vai continuar", disse, aproveitando para criticar o atual quadro econômico de recessão técnica e inflação alta.

Corpo do comandante da UPP de Nova Brasília é enterrado

Cerca de 400 pessoas compareceram ao enterro do corpo do comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasília, capitão Uanderson Manoel da Silva, de 34 anos. Ele foi atingido no peito por um tiro de pistola 9 milímetros em tiroteio em favela do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro. O militar foi enterrado às 16h30 de sexta-feira no cemitério Jardim da Saudade. O comandante das UPPs, coronel Frederico Caldas, afirmou que "a coragem do capitão Uanderson é algo que nos contagia e faz com que não recuemos de jeito algum". "Ele dizia que adoraria morrer em combate", completou. Caldas ressaltou que "o Complexo do Alemão vem desde março apresentando problemas" e, por isso, a PM traçou "uma série de estratégias para minimizar esses confrontos" e reduzir "a quantidade de pessoas feridas". Diariamente, há um reforço de 300 policiais no conjunto de favelas, inclusive com integrantes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), principalmente nas favelas Nova Brasília, Fazendinha e Alemão. O comandante da Polícia Militar, coronel Luiz Castro, garantiu que o Bope ficará no Complexo do Alemão "até que a situação melhore por lá". Durante o enterro, colegas de farda de Uanderson estenderam a faixa "SOS Polícia. Somos todos vítimas, mudança na legislação já". Ao lado, imagens de policiais mortos em confrontos. Dois homens foram presos na sexta-feira acusados de envolvimento no assassinato do capitão Uanderson Manoel da Silva. Diego Oliveira Coelho, de 23 anos, passava informações sobre a localização de policiais para traficantes. Cassiano da Silva Harris, de 20 anos, foi reconhecido por policiais. Ele carregava granada semelhante ao artefato encontrado no local onde o policial foi atingido por um tiro no peito. Apesar de pertencerem a favelas diferentes (Harris era do Complexo da Penha e Coelho, do Alemão), eles têm ligações com a facção criminosa Comando Vermelho (CV), que liderava os dois conjuntos de favelas antes da "pacificação".

Mulheres de fichas-sujas em Mato Grosso e em Roraima entram na disputa

O Tribunal Superior Eleitoral fixou prazo até a próxima segunda-feira como data-limite para que os candidatos sejam substituídos em suas chapas. Esse prazo tem por objetivo impedir a troca de candidatos em cima da hora, sem a possibilidade até de mudança da foto e do nome do candidato na urna eletrônica. Isso ocorreu, por exemplo, no Distrito Federal em 2010, quando a foto que apareceu foi a do ex-governador Joaquim Roriz, barrado com ficha-suja, mas a candidata de chapa foi a mulher dele, Weslian Roriz. Ex-presidente da Assembléia Estadual no Mato Grosso, José Riva responde a cerca de 100 processos judiciais e possui condenações no Tribunal de Justiça do Estado. Na noite de quinta-feira, o TSE rejeitou recurso da defesa de Riva, que pretendia manter o registro da candidatura. Na pesquisa Ibope, o deputado estadual aparecia com 13% das intenções de voto no Estado, atrás de Lúdio Cabral (PT), com 16%, e Pedro Taques (PDT), com 43%. Embora não tenha sido formalmente substituído na Justiça Eleitoral, Neudo Campos indicou a mulher Suely como sua sucessora. Ex-governador do Estado, ele teve suas contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Conta da União em um processo que se encerrou em setembro do ano passado. Numa das primeiras ações da Polícia Federal no início do governo Lula, Campos e mais 40 pessoas foram presas por envolvimento em um esquema de fraude na folha de pagamento do Estado, conhecida como Máfia dos Gafanhotos. Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira aponta Campos como líder na corrida eleitoral. Ele tem 40% das intenções de voto. O segundo colocado é o atual governador, Chico Rodrigues (PSB), com 27%. Ângela Portela (PT) tem 17%.

No Ceará, Marina Silva reforçou compromisso com Bolsa Família

Em agenda de campanha em Fortaleza, a candidata à Presidência da República pelo PSB, Marina Silva, concentrou seu discurso na promessa de que não acabará com o programa Bolsa Família caso seja eleita. A ex-senadora, natural do Acre, ainda enfrenta dificuldades de vencer a adversária petista em diversos Estados do Nordeste, onde o PT tem maioria dos votos. Para tentar se aproximar do eleitor, ela resgatou a origem de seus pais, que nasceram no Ceará, e disse que a maior parte de seu Estado foi formada por migrantes cearenses. A última pesquisa Datafolha mostra que Dilma lidera com folga no Ceará, com 57% das intenções de voto, contra 24% de Marina, e 4% de Aécio Neves. Para falar do compromisso com programas sociais, Marina lembrou sua infância pobre no Seringal Bagaço, localizado nos arredores de Rio Branco. "Todas as mentiras que estão sendo ditas contra mim não serão maior que o povo brasileiro. Nós vamos manter o Bolsa Família porque eu nasci lá no Seringal Bagaço e eu sei o que é passar fome", disse, rebatendo as críticas feitas pelo PT de que a ex-senadora vai acabar com programas nacionais e favorecer os empresários e banqueiros se for eleita. Marina chegou a se emocionar ao lembrar o jantar na véspera da Páscoa de 1968, dizendo que seus pais tinham apenas um ovo, um pouco de farinha, sal e cebola para oferecer aos oito filhos. "Quem viveu essa experiência jamais acabará com o Bolsa Família. Não é um compromisso, é uma vida. O compromisso não vai estar no papel, está marcado nessa carne magra", disse.

Movimento sem-teto diz que entidade ligada à prefeitura encaminhou 24 famílias para prédio invadido

Pelo menos 24 famílias foram encaminhadas pela prefeitura à invasão do prédio do Cine Marrocos, no centro de São Paulo, segundo o Movimento Sem-Teto de São Paulo (MSTS). Essas famílias teriam sido acolhidas pelo movimento ao apresentarem documentos em papeis timbrados da prefeitura de São Paulo, que solicitavam o abrigo e atestavam a sua situação de pobreza. As certidões, analisadas pelo site de VEJA, foram emitidas entre novembro de 2013 e fevereiro deste ano. Os papeis levam a assinatura, o carimbo e o número de registro de seis assistentes sociais – cinco deles trabalham no albergue Arsenal da Esperança, conveniado com a prefeitura, e um no Centro de Referência de Especializado de Assistência Social da Barra Funda, pertencente ao próprio município. Segundo o secretário-geral do MSTS, Wladimir Ribeiro Brito, a prefeitura encaminha alberguados para a invasão irregular desde novembro do ano passado. Das 500 famílias que moram no edifício, 37 teriam sido acolhidas com os documentos da administração municipal. Brito relata que na mesma semana em que o antigo teatro foi invadido duas Kombis com o emblema da prefeitura trouxeram mais de dez pessoas para serem alojadas. Nesta semana, o Bom Dia São Paulo, da TV Globo, relatou o caso de duas famílias que chegaram ao local com um ofício assinado por duas funcionárias Centro de Referência de Especializado de Assistência Social da Barra Funda. Após a divulgação do caso, ambas foram demitidas. Ao site de VEJA, o presidente do MSTS, Robinson Nascimento dos Santos, afirmou que a invasão ao antigo teatro foi sugerida pelo então secretário de Relações Governamentais da prefeitura, o ex-deputado petista João Antônio, indicado pelo prefeito Fernando Haddad para o Tribunal de Contas do Município. Santos afirma que a conversa ocorreu em reunião entre militantes e representantes da prefeitura, no dia 7 de julho de 2013. Fundado em 2012, o MSTS era um dos grupos vinculados à Frente de Luta por Moradia (FLM), que tem ligação histórica com o PT. Após uma briga interna entre as lideranças dos dois movimentos, o MSTS se desvinculou da FLM e se afastou das orientações do partido. Das sete invasões que o movimento mantém em São Paulo, duas estão em processo de reintegração de posse – o Cine Marrocos e o Museu do Disco. O presidente do MSTS, Robinson Santos, disse que os dois pedidos protocolados na Justiça como “perseguição política”, uma vez que as invasões da FLM não são tratadas da mesma forma que as do seu movimento. Santos reproduziu a conversa que teve com o ex-secretário na reunião: "Ele falou bem assim: 'Tem muitos prédios em São Paulo, você não está vendo que tem um do outro lado da rua. Você está esperando o quê?  Eu abrir a porta para você? Respondi: 'Tudo bem, se é para entrar, não demoro nem cinco minutos". O prédio do "outro lado da rua" seria o Cine Marrocos. O MSTS mantém uma outra invasão no antigo Museu do Disco, em frente ao antigo teatro. O movimento cobra taxas de 80 reais a 200 reais dos militantes acolhidos para pagar as despesas da invasão.

Marina Silva compara campanha de Dilma à tática de Collor

Em mais um capítulo do fogo cruzado com a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT), a postulante do PSB à Presidência da República, Marina Silva, afirmou na sexta-feira que Dilma utiliza a mesma tática que ex-presidente Fernando Collor de Mello adotou em 1989 na campanha contra Lula. Segundo ela, a estratégia petista é baseada em mentiras e difamação. "Vi Collor de Mello ganhar a eleição contra o Lula usando a mesma estratégia que a presidente Dilma está utilizando. Não foi um resultado bom, porque dividiu o País. Quero ganhar a eleição com base no debate, nas propostas, não na indústria da calúnia, do boato, do preconceito e da difamação. O mesmo punhal enferrujado está sendo usado agora contra mim", declarou Marina Silva no evento "Visões do Futuro", da Federação das Indústrias do estado do Rio de Janeiro (Firjan), no centro do Rio de Janeiro. Marina Silva virou o principal alvo de Dilma em discursos e na propaganda televisiva. O objetivo dos ataques do PT é destruir a imagem da candidata pessebista. Mas a presidenciável do PSB tenta agora reagir à ofensiva, ressaltando falhas do governo Dilma, especialmente na gestão da Petrobras, e as promessas não-cumpridas pela presidente. "Foi dito para as mulheres que teriam 6.000 creches para seus filhos. Apenas 400 foram feitas em quatro anos. O discurso no programa eleitoral, de onze minutos, cria uma ilha da fantasia, onde tudo funciona", criticou Marina Silva. Depois de ser acusada de planejar uma desaceleração dos investimentos na exploração do petróleo da camada pré-sal, Marina Silva voltou a dizer aos empresários que defende a produção petrolífera. No dia anterior, ela participou de evento no Clube de Engenharia, em que reafirmou o compromisso de manter leilões de petróleo e as regras de aplicação de royalties. A candidata do PSB também voltou a cobrar que Dilma e o presidenciável do PSDB, Aécio Neves, apresentem seus programas de governo. "Os dois candidatos ainda não apresentaram os seus programas. E dizem que estão preocupados com as nossas ideias. Assinar cheque em branco é perigoso", declarou.

Governo socialista do Chile quer revogar a Lei de Anistia do país

O governo socialista do Chile vai tentar derrubar a Lei de Anistia que impede que militares que cometeram violações de direitos humanos durante a ditadura dos anos 1970 sejam processados. A mudança tem grande peso simbólico, mas pouca interferência na prática dos tribunais, pois a Justiça chilena passou a investigar os delitos da época da ditadura enquadrando-os na categoria de crimes contra a humanidade que, segundo uma convenção das Nações Unidas da qual o Chile é signatário, não prescrevem. Nos últimos anos os tribunais do Chile condenaram cerca de 250 pessoas acusadas de tortura e assassinato. O anúncio sobre os planos de revogação foi feito pela presidente Michelle Bachelet na noite de quinta-feira, no 41º aniversário do golpe de 11 de setembro que deu início à ditadura brutal de Augusto Pinochet e ainda causa profundas divisões na sociedade chilena. Bachelet fez o anúncio ao lado da ministra da Secretaria Geral da Presidência, Ximena Rincón, e do ministro da Justiça, José Antonio Gomez, em uma cerimônia no Palácio de La Moneda. A iniciativa ainda será debatida no Congresso, mas é muito provável que seja aprovada a revogação da lei, dada a maioria em ambas as casas que Bachelet mantém. O fim da lei era uma promessa de campanha da presidente chilena, filha de um general que apoiava o presidente deposto Salvador Allende. Bachelet foi torturada e exilada durante o governo Pinochet e fez sua carreira política em legendas de centro-esquerda. A legislação foi aprovada em 1978 e garante impunidade àqueles que cometeram violações durante os cinco primeiros anos da ditadura, que se estendeu de 1973 a 1990. O governo admitiu que a mudança será em grande parte simbólica. "Não vai haver uma alteração profunda em relação ao que os tribunais chilenos têm feito até agora, que é não aplicar a Lei de Anistia", disse o ministro da Justiça, José Antonio Gómez. Outras medidas anunciadas em um pacote de direitos humanos incluem um novo vice-ministro dos direitos humanos e a eliminação de alguns benefícios usufruídos por ex-militares presos. O governo do Chile, em um relatório oficial sobre a ditadura do general Augusto Pinochet, divulgado durante o governo do conservador Sebastián Piñeira, reconheceu em mais de 40.000 as vítimas do regime, entre elas 3.225 mortos ou desaparecidos e outras dezenas de milhares de pessoas que foram sequestradas e torturadas.

A petista Dilma admite condução "defensiva" da economia na crise

A presidente Dilma Rousseff afirmou na sexta-feira que teve uma política defensiva na economia em relação à crise mundial. Ao ser questionada se mudaria a condução econômica em um eventual segundo mandato, demonstrou irritação, afirmou que esse "tipo de colocação é estagnada". "A gente muda com a realidade. Assumo que tive uma política defensiva em relação a crise". Dilma participou de uma sabatina promovida pelo jornal O Globo. O protecionismo adotado pelo governo tem sido defendido pela presidente, no âmbito de sua estratégia de afirmar que "salvou" empregos no País. As medidas protecionistas, contudo, são alvo frequentes das críticas de outros países e de analistas de mercado. Dilma disse também que o Brasil vive hoje uma "crise de representatividade" - e que voltará a tentar uma consulta popular sobre reforma política, caso reeleita. A petista afirmou que pretende consultar a população acerca de cinco pontos, embora tenha detalhado apenas dois: financiamento público de campanha e tempo de mandato. Não por acaso, o financiamento público de campanha é de grande interesse do PT. Com o fim do financiamento privado, a maior parte do dinheiro teria de sair dos cofres públicos. E a divisão seria feita de acordo com o tamanho das bancadas, o que favoreceria os maiores partidos.

Haddad recua e libera táxis em faixas exclusivas de ônibus

A prefeitura de São Paulo liberou o tráfego de táxis com passageiros nas faixas exclusivas para ônibus, sem restrição de horário. No total, serão 360 quilômetros de vias compartilhadas entre coletivos e táxis. A mudança saiu publicada no Diário Oficial da Cidade de sábado, quando passou a valer a liberação. No entanto ainda há restrições: os táxis poderão apenas circular nas faixas exclusivas, localizadas à direita da via. A proibição do tráfego nos corredores de ônibus, à esquerda, continua durante os horários de pico. Seis meses após proibir os táxis em corredores de ônibus, o prefeito Fernando Haddad criou uma comissão para avaliar o retorno dos veículos às faixas segregadas de transporte público. O grupo é formado por representantes da São Paulo Transporte (SPTrans), da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), do Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV), do Departamento de Transportes Públicos (DTP) e também da Secretaria Municipal dos Transportes.

Agressores da menina Malala são detidos no Paquistão

O Exército do Paquistão anunciou nesta sexta-feira a prisão dos dez insurgentes envolvidos no ataque cometido há dois anos contra a jovem ativista Malala Yusufzai, que se transformou em um ícone da luta pela educação feminina no mundo. Um porta-voz do exército, Asim Bajwa, afirmou em entrevista coletiva em Islamabad que os detidos pertencem ao grupo islamita Shura, vinculado ao principal grupo talibã do Paquistão, o Tehreek-e-Talibã Paquistão (TTP). Segundo o porta-voz, o primeiro suspeito a ser detido foi Israr Rehman, um dos dois homens que atacaram o ônibus escolar no qual Malala estava, em 9 de outubro de 2012. A informação que Rehman forneceu à polícia permitiu que os investigadores prendessem os demais membros do grupo, que serão julgados em um tribunal antiterrorista. Dois dos acusados interceptaram o veículo em que Malala viajava com outras 15 meninas e, após identificá-la, dispararam em sua direção. Além de Malala, duas estudantes foram atingidas, Kianat e Shazia. O ataque ocorreu no distrito de Swat, no noroeste do país, onde os detidos também participaram de assassinatos de professores e funcionários de escolas, afirmou Bajwa. Os dez homens foram identificados após o ataque, mas tinham fugido para o Afeganistão, na fronteira com a região onde o grupo Shura semeou o terror em 2012. O exército paquistanês chegou à conclusão de que o grupo atuou sob as ordens do mulá Fazlula, que em novembro de 2013 se transformou no líder do TTP. No ataque, Malala ficou ferida na cabeça e no pescoço, por isso os agressores acreditaram que ela estava morta. Após ser transferida para um hospital de Rawalpindi, perto da capital do país, a adolescente foi levada ainda inconsciente à Grã-Bretanha. Malala foi submetida a várias operações em um hospital britânico e depois passou por uma lenta recuperação. O ataque deixou parte de seu rosto paralisado. O ataque contra a jovem teve grande impacto no mundo todo, e especialmente no Paquistão, onde Malala recebeu em 2012 o Prêmio Nacional da Paz por sua defesa da educação das meninas frente aos postulados dos fundamentalistas radicais.

Bancos lucraram 8 vezes mais no governo de Lula do que no de Fernando Henrique Cardoso

Os bancos lucraram 279,9 bilhões de reais durante todo o governo do ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista, durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr), contra 34,4 bilhões de reais durante mandato de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, ou seja, oito vezes mais. Os números constam em levantamento feito pelo jornal Valor Econômico  com base em dados dos 50 maiores bancos, mas que não incluem o primeiro semestre do governo FHC. Na terça-feira, a candidata à presidência, Marina Silva (PSB), disse que "nunca os banqueiros ganharam tanto" quanto nos governos do PT, rebatendo críticas da candidata à reeleição, Dilma Rousseff, sobre a proposta de autonomia do Banco Central.  Contudo, Marina cita números diferentes sobre os lucros dos bancos: 31 bilhões nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso e 199 bilhões nos dois de Lula. O jornal alerta, porém, que há diferenças metodológicas entre as regras contábeis usadas pelas instituições e as do Banco Central para apurar os resultados, por isso não necessariamente Marina Silva teria errado.

ANP multa Petrobras em R$ 35 milhões por problemas em plataforma

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e BiocombustíveI (ANP) multou, mais uma vez, a Petrobras por problemas e inconformidades na medição de sua produção da plataforma P-40, localizada no Campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos. O valor é de 35,312 milhões de reais. Ao todo, as infrações da companhia já ultrapassam os 119 milhões de reais, em um período em que a companhia passa por dificuldades financeiras. A nova infração foi detectada pela ANP entre os dias 31 de outubro e 1º de novembro de 2012. A reguladora rejeitou recurso da estatal contra a cobrança na última reunião de diretoria, no dia 3. Desta forma, não cabem mais recursos administrativos e a Petrobras só poderá recorrer na Justiça comum. Segundo a ANP, a multa se deve a "não-conformidade ao Regulamento Técnico de Medição na plataforma P-40, Campo de Marlim Sul, detectadas em inspeção". Localizado na Bacia de Campos, Marlim Sul registrou, em outubro de 2012, a maior produção total do Brasil, com 327 mil barris de óleo equivalente produzidos diariamente. Desde julho, a reguladora começou a julgar uma sequência de autos de infração da Petrobras por irregularidades na medição de sua produção em diferentes unidades. Desde então, já foram nove multas aplicadas e uma ainda está em avaliação pela agência reguladora, após a estatal apresentar novos documentos em sua defesa.

Hollande adverte sobre perigo de jihadistas atacarem na Europa

O presidente francês François Hollande advertiu na sexta-feira em Bagdá sobre o perigo de os jihadistas do Estado Islâmico (EI) que lutam no Iraque e na Síria voltem a seus países de origem na Europa para cometer atentados terroristas. Em entrevista coletiva durante sua visita ao Iraque, assegurou que o EI é “uma ameaça global” e pediu à comunidade internacional para assumir a responsabilidade de “erradicar o terrorismo totalmente” do Oriente Médio. “O Iraque está enfrentando diariamente a ameaça do terrorismo, que, procedente da Síria, é capaz de mobilizar combatentes de todo o mundo”, disse Hollande, que assegurou que a França está trabalhando com as novas autoridades iraquianas em todos os âmbitos, humanitário, militar e econômico, e especialmente para apoiar os deslocados e as minorias religiosas perseguidas. O primeiro-ministro iraquiano, Haidar al Abadi, lembrou que o Iraque pediu apoio internacional há um ano para enfrentar o terrorismo, mas que muitos países se “fizeram passar por surdos”. Abadi também advertiu que os iraquianos não querem entrar em guerra com nenhum país vizinho, mas que é responsabilidade da comunidade internacional pôr fim a esta ameaça que procede da Síria, onde o EI aproveitou o conflito contra o regime para assumir o controle do norte do país. O EI declarou, no final de junho, um califado abrangendo partes do território da Síria e o Iraque. “Há um grande volume de financiamento dos terroristas que vem dos países da região. O EI assumiu o controle de poços de petróleo no Iraque que estão levando para o exterior”, explicou o primeiro-ministro, sem mencionar nenhum país concretamente. Abadi acrescentou que o Exército e as forças aéreas iraquianas não são suficientes para enfrentar as circunstâncias atuais e pediu mais ajuda militar do exterior.

Ibope mostra maior vantagem de Dilma sobre Marina desde a morte de Eduardo Campos

A presidente Dilma Rousseff abriu oito pontos porcentuais de vantagem sobre Marina Silva, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada na sexta-feira. Em uma semana, a petista oscilou de 37% para 39%, enquanto a candidata do PSB passou de 33% para 31%. Em um eventual segundo turno, as duas aparecem empatadas tecnicamente. Esse é o melhor resultado atingido por Dilma desde que Marina virou cabeça de chapa. A pesquisa, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria, foi realizada entre 5 e 8 de setembro. Parte das entrevistas foi feita antes de vir a público o depoimento da delação premiada do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, que aponta pagamento de propinas a aliados do governo. Outra parte foi feita depois. Segundo o Ibope, não houve diferença nas intenções de voto do cenário pré-escândalo para o pós-escândalo.

O petista Alexandre Padilha perde um minuto de tempo de TV para Alckmin

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, foi condenado a ceder 1 minuto de seu tempo de TV no horário eleitoral gratuito para o governador Geraldo Alckmin (PSDB). A Justiça Eleitoral entendeu que o petista divulgou informações inverídicas ao afirmar que o cartão Bilhete Ônibus Metropolitano (BOM), implantado pelo governo do Estado, não dá desconto no preço das tarifas e não faz integração entre os sistemas de transporte. O direito de resposta será usado pelos tucanos nesta segunda-feira à noite. A juíza auxiliar Cláudia Lúcia Fonseca Fanucci também proibiu definitivamente a veiculação do programa, ratificando uma decisão liminar concedida na última quarta-feira. Exibido no início da semana, o programa de Padilha exibiu imagens do cartão Bom, enquanto o locutor narrava o texto: "O Governo do PSDB fez um bilhete chamado Cartão Bom, que de bom só tem o nome! Porque não dá desconto, nem faz integração". Na representação protocolada na quarta-feira passada, a campanha tucana afirma que o Cartão Metropolitano Bom "permite a integração entre os ônibus metropolitanos, os trens da CPTM e o Metrô, concedendo ao usuário um desconto de R$ 1,35 a cada viagem, o que pode significar mais de 25% de redução no valor total pago pelo usuário durante o trajeto." Mesmo proibido de exibir o programa a partir de quarta-feira passada, Padilha continuou a fazer duras críticas ao Cartão Metropolitano Bom durante essa semana. Ao pedir votos na porta de uma fábrica, o petista chamou o programa de "promoção eleitoral" e comparou com sua proposta de governo para o transporte metropolitano. "Ele fez uma promoção eleitoral no mês de setembro com o Cartão Bom. Não é o desconto do Bilhete Único Metropolitano que nós estamos propondo, não tem integração", disse. "Mais uma vez ele tentou copiar, mas a cópia ficou muito abaixo do original", afirmou.

Lula vai dar abraço simbólico na Petrobras; a ironia nas redes sociais é que agora ele vai levar também o edificío da estatal

m abraço simbólico na Petrobras, nesta segunda-feira, 15, marcará a nova fase da campanha da presidente Dilma Rousseff, a 20 dias da eleição. Em mais uma ofensiva para se contrapor à candidata do PSB, Marina Silva, o ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr)estará na comissão de frente da manifestação, que terá como mote "a defesa do pré-sal e da Petrobras". Dilma não participará do ato, mas tudo foi planejado para criar uma agenda de impacto na campanha petista, desviando o foco das denúncias feitas pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa - preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal - sobre um esquema de corrupção na empresa. Pelo roteiro traçado, Lula e também candidatos ao governo do Rio de Janeiro, além de representantes de centrais sindicais e movimentos sociais, sairão da Cinelândia, por volta de 11 horas, com destino à sede da Petrobras. Lá, todos darão um grande abraço na estatal. A manifestação ocorrerá após Marina Silva acusar o PT, na quinta-feira, 11, de pôr na Petrobras um diretor para "assaltar" os cofres da empresa. Na tentativa de desgastar sua principal adversária, a presidente interpretou as poucas linhas dedicadas por Marina ao pré-sal, no programa de governo, como sinal de que ela "não dará prioridade" ao tema, prejudicando, assim, investimentos previstos para educação e saúde.