quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Datafolha mostra cenário estável para o Senado em São Paulo

O ex-governador José Serra (PSDB) segue na liderança pela vaga paulista no Senado, com 34% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira pela TV Globo. O adversário do PT, Eduardo Suplicy, que concorre à reeleição, aparece em segundo lugar, com 31%. O ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) tem 9% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 9%. Outros 10% não sabem ou não responderam. No levantamento anterior, divulgado no dia 4 de setembro, Serra tinha 35%, Suplicy, 32%, e Kassab, 8%. A pesquisa foi realizada nos dias 8 e 9 de setembro, com 2.046 eleitores, em 56 municípios do Estado. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A sondagem está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo SP-00029/2014.

Datafolha para o Senado no Rio Grande do Sul: Olívio Dutra tem 27% e Lasier Martins, 26%

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira pelo RBS Noticias aponta os seguintes percentuais de intenção de voto na disputa pela vaga do Rio Grande do Sul ao Senado:
Olívio Dutra (PT) – 27% (29%)
Lasier Martins (PDT) – 26% (29%)
Pedro Simon (PMDB) - 16% (15%)
Simone Leite (PP) – 3%
Branco/nulo – 5%
Não sabe – 20%

Palácio do Planalto identifica o funcionário que fraudou perfis de jornalistas na Wikipédia

Após um mês de investigações, a Casa Civil informou nesta quinta-feira que a comissão de sindicância criada para apurar as críticas aos jornalistas Carlos Alberto Sardenberg e Míriam Leitão na enciclopédia virtual Wikipédia concluiu que as alterações foram feitas pelo servidor Luiz Alberto Marques Vieira Filho. Ele ocupava atualmente a função de chefe da Assessoria Parlamentar do Ministério do Planejamento, mas já pediu desligamento e terá a exoneração do cargo publicada na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União. “A Comissão de Sindicância Investigativa, instaurada no âmbito da Casa Civil, identificou o servidor público ocupante de cargo efetivo da carreira de finanças e controle, Luiz Alberto Marques Vieira Filho, como autor das alterações nos verbetes “Míriam Leitão” e “Carlos Alberto Sardenberg” no Wikipédia utilizando recursos de informática do Palácio do Planalto, informou a Casa Civil em nota divulgada nesta quinta-feira. No comunicado, a pasta também divulgou que, na época em que ocorreram as modificações nos perfis dos dois jornalistas, Vieira Filho exercia cargo de assessor da Secretaria de Relações Institucionais. A nota informa que, durante as investigações, o servidor assumiu a autoria das alterações e pediu exoneração do cargo de chefia que exercia no Ministério do Planejamento. Na lista de filiados a partidos políticos disponível no site do TSE, há uma pessoa com o mesmo nome do servidor exonerado, filiada em outubro de 1999 ao PT em Ourinhos (SP). De acordo com o Executivo, mesmo exonerado, Vieira Filho será alvo de um processo administrativo disciplinar (PAD), que poderá culminar na sua demissão do serviço público. Em 8 de agosto, o jornal “O Globo” publicou reportagem na qual mostrou que um computador conectado à rede do Palácio do Planalto modificou os perfis de Sardenberg e Miriam Leitão na Wikipedia para incluir críticas aos dois. Os dois jornalistas são colunistas e comentaristas da TV Globo, do jornal O Globo e da rádio CBN. Diante da polêmica gerada pelo episódio, inicialmente, a presidente Dilma Rousseff alegou que era "impossível" identificar os responsáveis pelas críticas. Depois, a própria chefe do Executivo determinou a abertura de uma sindicância para tentar identificar os responsáveis pela edição. O jornalista Carlos Alberto Sardenberg disse que estudará com seus advogados a possibilidade de abrir um processo contra o servidor. “Precisa ver o que a gente faz, porque foi uma ofensa. Eu acho que houve uma ação criminosa e que tem autoria. Acho que cabe processo, mas é uma primeira impressão minha”, afirmou. Para o comentarista, inicialmente a Presidência da República tentou “abafar” o caso. “A primeira reação instintiva da Presidência foi dizer que não dava para apurar, tentando abafar o caso ali mesmo, mas diante da observação de especialistas do setor de que era possível rastrear, a investigação começou”, disse. Sardenberg lembrou que as alterações dos perfis dele e da colega Miriam Leitão não são um fato isolado e que há uma “rede” dedicada a “ataques e ameaças a jornalistas”. “É lamentável que tenha feito parte dessa rede uma pessoa que trabalhe dentro do governo”, afirmou. A Wikipédia é uma enciclopédia virtual e gratuita alimentada por colaborações de usuários da internet. Atualmente, o site mantido pela Fundação Wikimedia possui mais de 30 milhões de artigos, dos quais cerca de 834 mil na língua portuguesa. Qualquer pessoa pode alterar o conteúdo desses artigos. O registro de edições é armazenado na Wikipédia a partir do endereço de IP do dispositivo responsável pela mudança, que nada mais é do que um número de identificação atribuído a cada aparelho conectado à internet.

Banco BVA entra com pedido de falência

O banco BVA entrou na tarde desta quinta-feira com pedido de falência junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo. O pedido ocorre quase dois anos depois da intervenção do Banco Central na instituição e um ano após sua liquidação extrajudicial. Em relatório, o Banco Central apontou graves indícios de fraude, gestão fraudulenta e desvio de dinheiro na instituição. O pedido foi protocolado pelo banco, não por seus credores. Para que a falência seja decretada, é preciso que o juiz da 1ª Vara de Falências de São Paulo, Daniel Carnio Costa, acate o pedido. O banco deixou um passivo de 6 bilhões de reais. O relatório final do Banco Central, revelado em maio deste ano, considerou que o prejuízo foi de 1,6 bilhão de reais, seguindo os cálculos feitos em fevereiro de 2013 pelo então interventor da instituição, Eduardo Félix Bianchini. O liquidante Valder Carvalho apontou em outubro do ano passado que 4 bilhões de reais do passivo não teriam como ser liquidados com os ativos encontrados. Mas estimou que é possível recuperar até 40% desse valor por meio de cobrança judicial ou acordos. Relatório da comissão de inquérito do Banco Central sobre o banco BVA acusa a empresa de auditoria KPMG de ter induzido depositantes, investidores e a autoridade monetária a erro. A auditoria omitiu, segundo o Banco Central, fatos relevantes de seus relatórios e ainda manteve por vários anos sua opinião de que as demonstrações financeiras traduziam a real situação financeira e econômica do banco, quando este já dava sinais de sérios problemas e indícios de irregularidades. Segundo o Banco Central, o BVA concedia empréstimos sem respeitar os princípios de seletividade, garantia e liquidez. Na inspeção realizada pelo órgão constatou-se a necessidade de provisionamentos para créditos de má qualidade da ordem de 890 milhões de reais. Os auditores, segundo o Banco Central, constataram essa deficiência de provisão mas se omitiram. Além disso, considerou que os auditores tinham indícios suficientes de existência de fraudes sobre pagamentos de serviços de empresas ligadas ao BVA sem que estes tivessem sido prestados e não comunicaram à autoridade monetária. Quando foi liquidado, o BVA, com sede no Rio de Janeiro, detinha 0,17% dos ativos do sistema financeiro e 0,24% dos depósitos, com sete agências localizadas nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O proprietário do Grupo Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, um dos principais credores do BVA, tentou comprar o banco no ano passado. O empresário fez uma proposta ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para adquirir o banco com um desconto de 65% sobre 1,3 bilhão de reais que o FGC aportou na instituição financeira. Contudo, a proposta foi negada.

Aécio Neves se distingue do vale-tudo petista contra Marina Silva e o diálogo no Twitter

O candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, procurou se distinguir, nesta quinta-feira, dos ataques que o PT promove à candidatura de Marina Silva, do PSB. Segundo o tucano, ele faz a crítica política a Marina, coisa distinta do que promove o PT, que avança no terreno pessoal e apela ao discurso terrorista. “Acho absolutamente inaceitável o tipo de acusação que ela [Marina] recebe hoje da presidente Dilma. Não entro nesse campo. Entro no campo político. Não entro no vale tudo para ganhar a eleição". Os perfis de Marina Silva e Aécio Neves no Twitter trocaram mensagem ao longo do dia — ou farpas, ainda que bastante civilizadas quando se tem em mente o jogo rasteiro a que se dedica o PT. No perfil da candidata do PSB, lê-se: “O Aécio agora está fazendo o mesmo trabalho de desconstrução que o PT faz sobre mim. Com os mesmos argumentos usados contra Lula”. A página de Aécio respondeu: “Marina, na verdade, estou fazendo o debate político, fundamental para a democracia. Não desconstruindo a sua imagem”. Leia outros.

tuítes reinaldo
RetomoAécio Neves faz bem ao se distinguir do terrorismo petista, e Marina Silva faz mal ao reclamar do tucano. Ela que aponte, então, qual acusação do presidenciável do PSDB resvalou no campo pessoal. Lembrar a sua trajetória e eventuais incoerências é uma obrigação. Por Reinaldo Azevedo

Estados Unidos conseguem apoio de países árabes na luta contra Estado Islâmico, o Califado

Dez países árabes manifestaram apoio nesta quinta-feira à coalizão internacional proposta pelos Estados Unidos para combater o avanço do grupo terrorista Estado Islâmico (EI, o Califado) no Iraque e Síria. Após uma reunião com o secretário de estado americano, John Kerry, representantes de Arábia Saudita, Bahrein, Egito, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar e dos Emirados Árabes assinaram o acordo de cooperação com Washington. A Turquia, membro da Organização do Atlântico Norte (Otan), participou da reunião, mas não integrou o pacto por temer pela vida de 49 cidadãos turcos mantidos reféns pelo Estados Islâmico em Mosul, ao norte do Iraque. Kerry compreendeu o recuo e agradeceu o engajamento de Istambul na campanha militar. O encontro, realizado em Jidá, na Arábia Saudita, resultou em um “compromisso compartilhado que manterá os países unidos na luta contra a ameaça imposta pelo terrorismo” do Estado Islâmico. O comunicado divulgado pelos serviços diplomáticos acrescentou que as nações “discutiram uma estratégia para destruir o Estado Islâmico onde quer que ele esteja, incluindo o Iraque e a Síria”. Os termos previstos no acordo farão com que os Estados Unidos reforcem suas bases militares e aumentem os vôos de vigilância na região. Washington deverá concretizar na próxima semana um pacto para que seus aviões voem sobre o espaço aéreo dos países signatários, o que ampliará a capacidade americana de atacar pontos estratégicos do grupo terrorista. Kerry também pediu para que as redes de televisão árabes, especialmente a Al Jazeera e a Al Arabiya, difundam mensagem anti-extremistas e que exponham as ameaças que o avanço do Estado Islâmico (o Califado) oferece à região. Em um pronunciamento vacilante na quarta-feira, o presidente Barack Obama evidenciou ao público qual será a estratégia seguida pelo governo na luta contra o Estado Islâmico. O plano inclui a autorização para ataques aéreos na Síria, o treinamento e fornecimento de equipamentos para rebeldes sírios e o envio de mais 475 consultores americanos para o Iraque. A reação ao discurso foi imediata. O regime do ditador sírio Bashar Assad disse que Washington não combate o terrorismo com seriedade e reiterou a obrigatoriedade de uma consulta a Damasco antes de qualquer operação militar em seu território. “Qualquer ação dessa natureza sem a aprovação do governo será um ataque à Síria”, disse o ministro da Reconciliação Nacional, Ali Haidar. A Rússia endossou o discurso de Assad. “Essa etapa, diante da ausência de uma decisão do Conselho de Segurança da ONU, configurará um ato de agressão, uma violação grosseira à lei internacional”, afirmou o porta-voz Alexander Lukashevich. O Irã também se manifestou contrário à coalizão chefiada pelos Estados Unidos. O país havia sinalizado positivamente para uma ação militar conjunta contra o Estado Islâmico, mas voltou atrás após não concordar com as diretrizes traçadas por Washington. “A chamada coalizão internacional para lutar contra o Estado Islâmico está envolta em graves ambiguidades e existem importantes receios sobre qual é a sua determinação para atacar as raízes do terrorismo com sinceridade”, afirmou o porta-voz da chancelaria iraniana, Marzieh Afkham. A principal objeção de Teerã é com a participação de “alguns financiadores e apoiadores dos terroristas no Iraque e Síria”. Embora não tenha nomeado seus desafetos, o Irã se refere ao governo da Arábia Saudita, que vem fornecendo aparato militar para rebeldes moderados lutarem contra a ditadura de Assad.

Criação de vagas de trabalho até agosto é a pior da série histórica

O Brasil abriu 101.425 vagas formais de trabalho em agosto, pior resultado para esse mês desde 2012, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta quinta-feira. Em julho haviam sido criados 11.796 postos com carteira assinada, nos dados sem ajuste sazonal. O saldo do mês passado é resultado de 1.748.818 admissões e de 1.647.393 demissões. No acumulado do ano até agosto, foram criadas 751.466 vagas na série com ajuste, queda de 31,6% frente ao mesmo período do ano passado, quando houve a criação de 1,09 milhão de vagas. Na série sem ajuste, a queda é de 20,5%. Trata-se do pior resultado para os oito primeiros meses do ano, pelo menos, desde 2002, que é o dado mais antigo disponível na série histórica do Ministério do Trabalho. Naquele ano, foram criadas 1 milhão de vagas no mesmo período. Neste mês, a divulgação dos dados de emprego ocorreu mais cedo, no 11º dia do mês. Pelo menos nos últimos 12 meses, em nenhuma ocasião o resultado do Caged foi divulgado antes do dia 16. Em agosto, a divulgação dos dados de julho ocorreu no dia 21. Em setembro do ano passado, o resultado do mês de agosto de 2013 foi publicado no dia 20. O ministro do Trabalho, Manoel Dias, negou que a antecipação da divulgação tenha ligação com as eleições, num intento do governo de distanciar ao máximo o anúncio do dado do dia 5 de outubro. "Divulgamos antes porque os funcionários se tornaram mais eficientes", disse, ao lado da equipe responsável pelo processamento dos dados. "Os números do emprego formal contrariam visões pessimistas de recessão. A economia brasileira não está em recessão. Está em recuperação. Essa campanha de que o Brasil está em recessão, quebrado, causa certa preocupação em setores da população, que querem ver como se desenvolve isso aí. Apesar disso tudo, o Brasil ainda gera 100 mil novos empregos", declarou o ministro. O setor de serviços liderou a criação de empregos formais nos oito primeiros meses deste ano, com 491.910 vagas, enquanto a indústria de transformação foi responsável pela contratação de 28.159 trabalhadores com carteira assinada no mesmo período. De janeiro a agosto do ano passado, a indústria abriu 216.023 vagas.  A construção civil, por sua vez, registrou a abertura 86.767 trabalhadores com carteira assinada de janeiro a agosto deste ano, contra 168.754 vagas no mesmo período de 2013. Já o setor agrícola gerou 115.692 empregos nos oito primeiros meses deste ano, contra a abertura de 134.169 vagas no mesmo período de 2013. O único a acumular saldo negativo, ou seja, fechar vagas, é o comércio. Foram fechadas 6.405 vagas formais de janeiro a agosto deste ano, contra 61.917 vagas abertas nos oito primeiros meses de 2013.

TERRORISMO – PT, agora, diz que Marina vai tirar R$ 1,3 trilhão da educação

Na VEJA.com: A artilharia de campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) contra Marina Silva, postulante do PSB ao Planalto, segue pesada: depois de veicular peça eleitoral em que afirma que a proposta de autonomia do Banco Central coloca nas mãos de banqueiros decisões do povo brasileiro, o PT agora diz que, se eleita, a adversária vai tirar 1,3 trilhão de reais da educação. O site da petista publicou nesta quinta-feira um vídeo de trinta segundos em que afirma que as propostas de Marina representam a “extinção do pré-sal”. No auge dos ataques à adversária, Dilma oscilou positivamente um ponto em pesquisa Datafolha, enquanto Marina perdeu um – o que faz o PT decidir por seguir com a pancadaria. A nova peça eleitoral petista explora o posicionamento da adversária sobre a exploração do pré-sal – item que recebeu apenas leve menção no programa de governo do PSB – e insinua que os investimentos em saúde e educação com dinheiro das reservas estariam ameaçados.

Com iluminação difusa e trilha sonora soturna, o locutor questiona: “Marina tem dito que, se eleita, vai reduzir a prioridade do pré-sal. Parece algo distante da vida da gente, né? Parece, mas não é”. Nas imagens, um grupo de homens simula uma reunião de negócios e manipula torres de exploração de petróleo. Na sequência, a peça mostra uma mulher ensinando crianças. À medida que o locutor narra o que alega ser propostas de Marina, os conteúdos dos livros desaparecem e crianças ficam cabisbaixas. No vídeo, o locutor diz que, ao reduzir a prioridade do pré-sal, a educação e a saúde poderiam perder 1,3 trilhão de reais e “milhões de empregos estariam ameaçados em todo o país”. “É isso que você quer para o futuro do Brasil?”, questiona o narrador.
Marina afirmou na quarta-feira que os sucessivos ataques que os petistas vêm fazendo contra sua campanha são mentiras e que iria acionar os advogados do PSB para entrar com uma ação junto ao Tribunal Superior Eleitoral. 

Marina Silva diz que "PT colocou diretor para assaltar cofres da Petrobras"

Alvo principal dos ataques da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT), a presidenciável do PSB, Marina Silva, deu sequência nesta quinta-feira ao fogo cruzado com a rival. Em referência ao megaescândalo de corrupção na Petrobras, detalhado à Polícia Federal por Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal, ela afirmou: "Os partidos perderam o vínculo com a sociedade. Não consigo imaginar que as pessoas possam confiar em um partido que coloca por doze anos um diretor para assaltar os cofres da Petrobras. É isso que estão reivindicando? Que eu faça do mesmo jeito? Espero que pessoas virtuosas possam renovar seus partidos para que voltem a se interessar pelo que de fato são as demandas das pessoas. Hoje criamos uma anomalia no Brasil que é a classe politica". Marina Silva participou nesta quinta-feira de sabatina promovida pelo jornal O Globo. A declaração se deu quando ela foi questionada sobre como governar com as "melhores pessoas", sem negociar com partidos. A presidenciável afirmou que os ataques petistas e as insinuações de que pretende desacelerar os investimentos na exploração de petróleo da camada de pré-sal, um tema caro ao Estado do Rio de Janeiro, são uma "cortina de fumaça" para encobrir a revelação dos desmandos na Petrobras. "Vamos explorar recursos do pré-sal e utilizar o dinheiro para investir de fato em saúde e educação. É preciso entender que o que está ameaçando o pré-sal é exatamente o que está sendo feito com a Petrobras. Existe uma cortina de fumaça lançada para desviar o debate. O Brasil tem de entender que a exploração de riquezas naturais é uma safra que só dá uma vez e que precisa ser bem utilizada e não drenada pela corrupção, como a gente vê dentro da Petrobras", afirmou. Marina Silva voltou a se dizer vítima de boatos espalhados pelo PT e PSDB. "É um batalhão de Golias contra David, em artilharia pesada de dois partidos que se uniram temporariamente para fazer artilharia pesada. Cada um espalhando boatos", afirmou. A presidenciável respondeu genericamente a diversas perguntas, especialmente ao questionamento sobre a verdadeira história da contratação e propriedade da aeronave que caiu no mês passado, matando o então cabeça de chapa Eduardo Campos. A Polícia Federal investiga possível crime eleitoral no uso do jato e apura quem era o verdadeiro dono da aeronave. Há suspeitas de que a aquisição tenha sido feita por intermédio de laranjas.

Sai dos porões da prefeitura de Porto Alegre a articulação para impedir controle do PDT gaúcho por Vieira da Cunhas

Está formado e atuante o grupo pedetista que tentará impedir o deputado federal Vieira da Cunha de se tornar presidente estadual do PDT com a renúncia de Bolzan Júnior, seu cunhado. Regina Becker (primeira dama), Afonso Mota, ex-secretário de Tarso Genro, Paulo Silva e Luciano Marco Antônio, estes últimos da estrutura administrativa do Paço Municipal, articulam-se para derrotar o ex-presidente do DMLU e da CEEE, que atualmente participa da corrida estadual. O pano de fundo é a sucessão na prefeitura de Porto Alegre em 2016, somado ao fato de Vieira da Cunha ter assinado documento público do PDT, no início deste ano, pedindo a cabeça do secretário da saúde Carlos Casartelli, protegido de Regina Becker e do prefeito. Fortunati estaria assistindo a todo o jogo fazendo vistas grossas e ouvidos moucos. Para os que acham que seria um joguinho de amadores contra profissionais, vale a lembrança: José Fortunati é originário do antigo PRC (Partido Revolucionário Comunista, o mesmo ao qual pertenceram Tarso Genro, José Genoíno e Marina Silva) e sua mulher, Regina Becker, antiga militante do MR8, tem uma longuíssima história nos bastidores da política gaúcha que vem desde o antigo MDB.

Aécio Neves se compara a JK e ataca a "petezada" em Minas Gerais

Terceiro colocado nas pesquisas de intenção de votos, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, se comparou nesta quinta-feira ao ex-presidente Juscelino Kubitschek ao afirmar que, depois de 60 anos, os eleitores têm a oportunidade de colocar um mineiro no cargo mais alto da administração pública. Na reta final da campanha, Aécio Neves intensificará a agenda em Minas Gerais, seu reduto político – e onde está atrás de Dilma Rousseff e empatado com Marina Silva na preferência do eleitorado. Na tentativa de alavancar o candidato do PSDB ao governo do Estado, o ex-ministro Pimenta da Veiga, Aécio Neves atacou duramente o PT, que concorre ao Palácio da Liberdade com o ex-ministro Fernando Pimentel, e disse que a vitória do adversário seria responsável por levar uma “petezada” a Minas Gerais para conseguir emprego no governo estadual. “O PT está perdendo a eleição em todos os lugares em que governa,  Bahia, Rio Grande do Sul e vai perder no Brasil também. Se Fernando Pimentel vencer as eleições o PT aqui em Minas vai virar balcão de emprego para essa petezada que vai perder eleição no Brasil inteiro. Vai vir para Minas Gerais para salvar o seu. Isso é o modus operandi, é como eles agem”, atacou. Com forte tom emocional, Aécio Neves participou de uma carreata e ato político com prefeitos na cidade de Montes Claros e utilizou a imagem do ex-presidente Juscelino Kubitschek e as duas gestões dele próprio como governador de Minas Gerais para tentar conquistar votos no Estado. Ele chegou a afirmar que, se eleito, faria uma espécie de parceria prioritária com o ex-governador Antonio Anastasia (PSDB), favorito a uma vaga no Senado, para desenvolver regiões mineiras. “Nós trabalhamos no limite de nossas forças, com muita correção, em parceria com os municípios para que as coisas começassem a melhorar. Essa eleição e a nossa vitória não são mera responsabilidade do Aécio Neves. São responsabilidade daqueles que compreendem que Minas Gerais tem nas mãos uma oportunidade que só teve há 60 anos com Juscelino Kubitschek: eleger um presidente mineiro. E não vai precisar que enviem pessoas ou um parlamentar que seja para discutir problemas no Estado. Porque esse candidato que está aqui conhece como nenhum nossa realidade”, disse. Também nesta quinta-feira, o candidato do PSDB voltou a atacar as duas adversárias mais bem colocadas na corrida presidencial e afirmou que a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, prejudicou Minas Gerais em seu governo, vetando benefícios para o Estado. O tucano disse que Dilma deixará uma “herança perversa” aos brasileiros, com inflação alta e baixo crescimento econômico e relatou, em discurso a prefeitos, um dos casos que teriam lesado Minas Gerais: a não-instalação de um polo acrílico de 600 milhões de reais no Estado. “Eu estava na sede da Petrobras, dessa subjugada pelos interesses mais baixos e mais perversos que alguém pode submeter uma empresa. Eu estava lá negociando com o presidente José Sergio Gabrielli, do PT, um polo acrílico. Foi uma negociação dura e conseguimos acertar o polo. Mas no apagar das luzes do governo do PT, o presidente da Petrobras levou o polo acrílico para a Bahia”, relatou: “Eu fiquei gritando sozinho e o PT mais uma vez deu as costas para Minas Gerais”. Ao criticar as mudanças de posição de Marina Silva, que aparece empatada com a presidente Dilma na primeira colocação, segundo pesquisa Datafolha, Aécio Neves criticou a comparação da candidata com os ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor, como fez o PT na propaganda eleitoral na televisão, mas disse que a ex-senadora não tem “credibilidade”. “Não entro no vale-tudo para ganhar a eleição, mas é muito importante que a candidata Marina passe maior credibilidade em relação aquilo que pensa. Ela já teve a oportunidade de mudar suas posições em temas muito caros aos brasileiros”, disse. “Vejo muitas semelhanças hoje entre o discurso da candidata Marina e o discurso da candidata Dilma quatro anos atrás. Elas conviveram juntas no PT. A minha candidatura não se adapta às circunstâncias do momento e não altera suas convicções. Defende hoje o que pratiquei ao longo de todo a minha vida e é o que farei no governo”, afirmou ele.

COLÉGIO ANDREWS, DO RIO DE JANEIRO, ESTÁ DE PARABÉNS! DEMITIU UM PREGADOR ANTISSEMITA DISFARÇADO DE PROFESSOR. É ASSIM QUE SE FAZ! CHEGA DE ESCOLAS COM PARTIDO!

O colégio Andrews é um dos mais tradicionais — no melhor sentido da palavra (existirá um ruim?) do Rio de Janeiro. Está com a família Flexa Ribeiro há 100 anos, desde a sua fundação. Nesta quarta-feira, o inacreditável aconteceu. Um professor de geografia (!) do oitavo ano — a antiga sétima série, e isso quer dizer que estamos falando de alunos de 13 anos! — aplicou uma prova em que se podia ler esta questão.

PROVA COLÉGIO ANDREWS

Vemos, como vocês podem notar, o desenho de um soldado nazista humilhando um judeu. Ao lado, um soldado israelense humilha um palestino. Bastava a imagem para constatar que, para o professor, as duas situações são equivalentes — o que já é de uma notável delinquência intelectual. Observem: isso não é matéria de opinião, mas matéria de fato. Comparar os territórios palestinos a campos de concentração é coisa de vagabundos morais. Não consta, para ser raso, que os judeus tivessem mísseis à sua disposição em Auschwitz ou em Treblinka.
O “mestre”, no entanto, achou que o desenho não era suficiente e, para não deixar a menor dúvida sobre o que pretendia, escreveu em letras garrafais: “Chegaram invadindo, tomando terras, assassinado… Quem será pior? Nazistas ou judeus”. Destaque-se que o senhor professor não tomou nem mesmo cuidado de escrever “israelenses”, que é uma nacionalidade. Ele escolheu a palavra “judeus”, que é uma etnia, equiparando-os a nazistas — que é uma escolha política —, que tinham como pressuposto o extermínio de… judeus.
Trata-se de uma assertiva obviamente criminosa, do mais escancarado antissemitismo. Talvez ele próprio não se dê conta do crime porque o ataque ao Estado de Israel é apenas uma das expressões do esquerdismo mais rasteiro. Boa parte dos idiotas que repetem ladainhas contra o país nem sabe do que fala.
O professor não quer, é evidente, que o aluno expresse “uma” opinião, mas que dê a “sua” — do professor! — opinião. Vejam a questão: “Conforme é sabido, os judeus foram perseguidos por Hitler. Atualmente, um determinado povo é tido como vítima dos israelenses, tendo de viver em assentamentos controlados por Israel.
a) explique o que é sionismo e a diáspora;
b) que povo mais sofre os impactos da ação de Israel?
c) qual a importância do território no conflito entre Israel e esse povo que mais sobre os impactos acima?”
Imagino o que esse sujeito andou a dizer a estudantes de 13 anos! Pra começo de conversa, os “assentamentos” não são controlados por Israel. Isso é só mais uma mentira escandalosa. Os judeus não foram apenas “perseguidos” — empreendeu-se uma ação de extermínio de um povo. O estúpido deve ignorar que a organização que mais matou palestinos até hoje foi o Exército da… Jordânia, que é árabe, no chamado “Setembro Negro”. Yasser Arafat chegou a falar em 20 mil mortos. Dá-se de barato que foram pelo menos 10 mil.
Os parabéns
Falei há pouco com Pedro Flexa Ribeiro, diretor-geral do Andrews. Ele me informa que o professor foi demitido nesta manhã. E eu parabenizo a escola não porque tenha demitido um professor favorável aos palestinos e crítico de Israel, mas porque ele não ministrava aulas. Fazia é proselitismo mixuruca, criminoso.
Pedro Flexa Ribeiro é inequívoco: “Trata-se de um episódio lamentável! A gente não se reconhece nisso. É indefensável, insustentável! A questão, de saída, foi anulada, e estamos estudando a possibilidade de anular toda a prova.” No site da escola há um pedido formal de desculpas.
É assim que se faz! Escola não é partido político. Escola não é grupo de militância. Escola não é lugar para proselitismo ideológico. Escola não é seita.
Não sei o nome do professor e, confesso, nem procurei saber para ficar mais à vontade para escrever. Não seria difícil chegar a esse gigante. O que me interessa não é personalizar o debate e tentar provar que ele está errado. O ponto é outro.
Chegou a hora de dar um basta a essa partidarização das chamadas disciplinas da área de “humanas”. Livros didáticos, não raro, são mais boçais do que panfletos de partidos. Não duvido que, fôssemos chegar ao fundo das vinculações ideológicas desses monstros intelectuais, chegaríamos àqueles que acham que uma boa forma de manifestar o seu ponto de vista é sair quebrando tudo por aí.
Há uma enorme diferença entre formar alunos críticos, preparados para entender a complexidade do mundo, e querer transformá-los em militantes políticos. Muitos jovens leem este blog — eles comparecem às muitas dezenas aos lançamentos dos meus livros. Deixo aqui um recado, quase uma convocação: não aceitem passivamente a partidarização das aulas. Professor que se confunde com pregador é, de fato, um vigarista.
A prova, reitero, foi aplicada a alunos de 13 anos. Um deles fotografou a indignidade e, felizmente, o debate saiu dos muros do colégio. Ele é de interesse geral. Que as direções das outras escolas tenham a clareza e a coragem demonstrada pelo comando do Andrews nesse caso. E noto, para arremate dos males, que esses emissários da extrema esquerda — é o que são — disfarçados de professores de história e geografia quase nunca escolhem dar aula em escolas públicas. Buscam os melhores colégios particulares para que possam pregar luta de classes ou antissemitismo, mas com o salário de um bom burguês.
Pedro Flexa Ribeiro dignificou a sua função. O lugar desse professor é a rua. E o lugar de sua questão é a lata de lixo moral. Por Reinaldo Azevedo

ARGENTINA APROVA LEI PARA PAGAR A DÍVIDA FORA DOS ESTADOS UNIDOS

O Congresso da Argentina aprovou nesta quinta-feira uma lei que permitirá aos credores do país receber o pagamento dos títulos da dívida fora dos Estados Unidos. O objetivo é tentar garantir que o país honre seus compromissos antes do fim do novo prazo de vencimento da dívida reestruturada, em 30 de setembro. A Câmara dos Deputados aprovou a iniciativa enviada pelo governo por 134 votos a favor e 99 contra, após 16 horas de debate. O Senado havia aprovado o projeto na semana passada. A Argentina entrou em "calote técnico" no fim de julho, apesar de o país ter depositado 539 milhões de dólares aos credores que aceitaram a reestruturação da dívida em 2005 e em 2010. O juiz norte-americano Thomas Griesa ordenou o bloqueio do pagamento para pressionar o país a cumprir suas obrigação com todos os credores, incluindo os chamados fundos abutres, que são aqueles que não aceitaram a reestruturação da dívida após um calote anterior, no início dos anos 2000. O valor total da dívida chega a 1,33 bilhão de dólares.

AZUL COMEÇA A VENDER PASSAGENS PARA OS ESTADOS UNIDOS POR R$ 1.500,00

A Azul começou a vender, nesta quinta-feira, passagens aéreas para Orlando e Fort Lauderdale, nos Estados Unidos. Os vôos partirão do aeroporto de Viracopos, em Campinas, interior de São Paulo. A companhia aérea venderá bilhetes promocionais de ida e volta por 1.500 reais para viagens realizadas entre 1° de dezembro e 14 de dezembro. A promoção é valida até 18 de setembro. Empresas concorrentes cobravam entre 2.049 e 3.332 reais pelos bilhetes de ida e volta para Orlando e Fort Lauderdale no mesmo período. Os primeiros vôos para Fort Lauderdale e Orlando partirão em 1° de dezembro e 15 de dezembro, respectivamente. A Azul realizará um vôo diário para cada destino e acrescentará vôos extras entre janeiro e fevereiro, período considerado de alta temporada. As viagens internacionais serão realizadas com sete aeronaves modelo Airbus 330, com cerca de 270 lugares. A companhia aérea recebeu dois aviões e receberá outros três até dezembro. As aeronaves são usadas, mas passarão por reformas a partir de fevereiro do ano que vem. “Vamos tirar todos os assentos e colocar tudo novo”, disse o fundador da companhia aérea, David Neelman. A reestruturação de cada avião custará 6 milhões de reais. A Azul recebeu em agosto o sinal verde do governo federal para iniciar vôos entre Brasil e Estados Unidos. Foram liberadas dezoito frequências semanais para a realização de "serviços aéreos mistos entre o Brasil e os Estados Unidos", o que significa que a companhia aérea poderá transportar tanto passageiros quanto cargas. A Gol realiza vôos entre Campinas e Miami desde julho deste ano, enquanto a American Airlines pretende inaugurar a rota a partir de dezembro.

JUIZ REJEITA DENÚNCIA CONTRA ACUSADO DE ENVOLVIDO NO CARTEL DOS TRENS

A Justiça paulista rejeitou uma denúncia contra Marcos Missawa, ex-gerente de vendas da Siemens. Ele é acusado de envolvimento com o cartel de trens e metrô que, segundo a multinacional alemã, atuou em 1998 e 2008 em São Paulo. "Não é porque duas concorrentes sabem os valores que proporão em uma licitação é que haverá crime", sentenciou o juiz Rodolfo Pellizari, da 11ª Vara Criminal. Missawa foi denunciado junto com executivos estrangeiros por suposto crime de cartel e fraudes à Lei de Licitações no projeto de compra de 320 carros da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), no governo de José Serra. A vencedora foi a espanhola CAF, pelo menor preço. Duas outras empresas foram à Justiça mas perderam. O juiz separou os autos, um para Missawa, outro para os dirigentes estrangeiros da Siemens e da Alstom, para evitar morosidade. A sentença representa duro revés para a tese da promotoria sobre o conluio de empresas em contratos do Metrô e da CPTM no período. "A suposta cartelização, visando elevação artificial de preços para fornecimento e instalação de sistemas para transporte ferroviário, reproduzida nos e-mails transcritos, não passou de uma conversa inócua, desprovida de qualquer potencialidade lesiva", afirmou o juiz. Ele concluiu que foi facultada a formação de consórcio. "As conversações entre os acusados podem muito bem ser traduzidas como tratativas que antecedem a formação de um consórcio. Por que não?", disse Pellizari. O criminalista Pierpaolo Bottini, que defende Missawa, declarou que "o Judiciário percebeu o muito de fantasia que existe nas acusações". Ele alerta que "combinação de consórcio não é cartel, definição de estratégia comercial não é crime".

PSDB QUER VETAR CICLOVIA DE HADDAD NA AVENIDA PAULISTA

O PSDB quer barrar o atual projeto de implantação da ciclovia da Avenida Paulista. Dois pesos pesados do partido atacaram nesta quarta-feira o plano do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) - o vereador Andrea Matarazzo e o senador Aloysio Nunes Ferreira. Através de sua conta no Twitter, o senador chamou a decisão de Haddad de entregar 400 quilômetros de ciclovias até 2015 de "delírio autoritário". No fim da tarde de quarta-feira, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) - órgão estadual vinculado à gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB) - divulgou uma nota informando que a implantação da ciclovia na Avenida Paulista pretendida por Haddad depende de seu aval. O órgão técnico afirmou que a faixa passará em uma área próxima ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), que é tombado. Por isso, qualquer intervenção em uma área de 300 metros a partir do Masp deve ser submetida ao conselho. Ainda segundo a nota, o Condephaat "tem como prática analisar com prioridade os projetos de interesse público" que nenhuma proposta de intervenção sofrerá atraso por estar inserido em área de bem tombado. Na terça, em encontro de representantes dos órgãos municipal e do estadual de proteção ao patrimônio, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental (Conpresp) e o Condephaat, ficou decidido que a ciclovia não seria submetida a uma reunião ordinária do Conpresp. Segundo o Departamento de Patrimônio Histórico da prefeitura, quando uma obra não interfere nos aspectos históricos do elemento tombado, não se faz necessário submetê-la à aprovação no Conpresp. "Portanto, a ciclovia da Paulista já tem a nossa anuência", afirma a arquiteta Nádia Somekh, diretora do departamento e presidente do Conpresp. Após o aval do órgão, a gestão Haddad divulgou na terça-feira a versão final de seu projeto para a ciclovia. Ao custo de 15 milhões de reais, ela será feita no canteiro central da Paulista. Na Câmara Municipal, em reunião da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente, o vereador Andrea Matarazzo (PSDB) pediu que as Secretarias de Planejamento e de Transportes apresentem os projetos de criação de ciclofaixas. O tucano disse não ser contra as faixas reservadas mas criticou a forma como elas vêm sendo implantadas na cidade. Para ele, há falta de projetos e de planejamento: "É preciso estudo técnico para que ela seja criada. Não pode ser essa panacéia, em que se faz de tudo para os ciclistas e se esquece dos carros". O vereador critica o uso do canteiro central da Paulista, considerado "essencial para a segurança de pedestres e motoristas".

GOVERNO DA PETISTA DILMA PODE TIRAR MAIS R$ 32 BILHÕES DA META FISCAL, É MAIS MANDRAKICE DE ARNO AUGUSTIN, DO TESOURO NACIONAL, PARA ESCONDER ESTADO DAS CONTAS NACIONAIS

Antes de decidir se altera ou não a meta oficial do superávit primário (economia feita para pagar juros da dívida pública) de 2014, o governo da petista Dilma Rousseff deve usar uma brecha legal para economizar menos. Usando os descontos permitidos pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a meta de poupança do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social) cairia de 80,8 bilhões de reais para 49,07 bilhões de reais. Com isso, ela acabaria ficando abaixo de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano - a meta inicial era de 1,55%. Isso é mais uma escandalosa "mandrakice" do mundo das mágicas virtuais do Secretário do Tesouro Nacional, o trotskista gaúcho Arno Augustin, para esconder o verdadeiro estado de descalabro das contas nacionais. Nessa conta não estão o desempenho das estatais, dos Estados e dos municípios. A redução da meta é possível porque a LDO de 2014 prevê que o governo central desconte do valor total que deve poupar (116,07 bilhões de reais) despesas com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e as desonerações tributárias de 67 bilhões de reais. Contudo, a equipe econômica havia anunciado que o desconto seria de 35,3 bilhões de reais, assumindo, assim, o compromisso de poupar os 80,8 bilhões em 2014. Mas, se considerar que ainda há uma brecha legal para que esse desconto seja maior, o governo ainda pode cortar mais 31,7 bilhões de reais na meta sem ir contra a lei. A medida ajudaria o governo a ganhar tempo e evitaria dar munição aos críticos de sua política fiscal, sobretudo os candidatos da oposição ao Palácio do Planalto. Também não precisaria, ainda, enviar um projeto de lei ao Congresso para alterar oficialmente a meta fiscal a poucos dias da eleição de 5 de outubro. Por lei, o governo precisa divulgar o relatório bimestral de receitas e despesas até 22 de setembro. A situação fiscal brasileira é delicada e levou a agência de classificação de risco Moody's a alterar a perspectiva do rating (nota de crédito) do Brasil de "estável" para "negativa", mostrando perda de confiança nas contas públicas do País. Fonte da equipe econômica avalia que Estados e municípios também dificilmente cumprirão sua meta de economizar 18,2 bilhões de reais neste ano, ou 0,35% do PIB. Já se espera um resultado abaixo de 0,30% do PIB, porque os Estados têm sofrido com a queda na arrecadação do ICMS, provocada pela desaceleração da atividade econômica. O Tesouro não tem mais obrigação legal de cobrir o rombo no resultado dos governos regionais. Dessa forma, o superávit primário de todo o setor público pode fechar 2014 entre 1,2% e 1,3% - a meta está fixada em 1,9% do PIB. Fontes do governo afirmam que ainda é cedo para anunciar uma redução oficial dessa meta. A tendência é manter, no relatório de receitas e despesas, a previsão de economia de 99 bilhões de reais em todo o setor público (governo central, Estados, municípios e estatais). Mas, a equipe econômica quer ter uma avaliação mais precisa do valor das receitas extraordinárias que devem entrar nos cofres públicos no segundo semestre, como a reabertura do programa de parcelamento de débitos tributários (Refis) e o leilão da nova faixa de telefonia celular 4G.