quinta-feira, 4 de setembro de 2014

E-MAILS MOSTRAM CONTATO DE MAIS UM PARLAMENTAR COM O DOLEIRO ALBERTO YOUSSEF

E-mails obtidos com exclusividade pelo site de VEJA mostram um relacionamento, desconhecido até agora, de mais um parlamentar com o doleiro Alberto Youssef. Mensagens inéditas mostram contato do deputado federal Waldir Maranhão (PP-MA) com o doleiro para tratar de transferências bancárias. De acordo com as investigações da operação Lava Jato, o criminoso funcionava como uma espécie de banqueiro para clientes variados. "Alberto Youssef era um banco. Ele emprestava dinheiro, pagava contas e dava presentes", afirmou a contadora de Youssef, Meire Poza, em depoimento ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados no último dia 13. Nas conversas, obtidas com a quebra do sigilo telemático de uma das contas de e-mail usadas por Youssef, a secretária parlamentar Priscila Barbosa de Souza, lotada à época no gabinete de Maranhão, envia comprovantes de ordens bancárias para o doleiro. Os e-mails foram disparados em agosto de 2013. A assessora do deputado diz na mensagem a Youssef: "seguem os anexos, a pedido do Dep. Waldir Maranhão". Os comprovantes anexados tratam de uma transferência de 9.990 reais da Tri Murti Distribuidora para a Oterrab & Moreira serviços de consultoria tributária. Os donos das empresas não foram localizados.Maranhão é mais um parlamentar elencado na rede de contatos do doleiro. A operação Lava Jato encontrou provas de que o doleiro intermediou doações para o Partido Progressista (PP), legenda do deputado. O partido obteve pouco mais de 2 milhões de reais, repassados por fornecedores da Petrobras. Conforme VEJA revelou, oito deputados frequentavam o escritório do doleiro em São Paulo. Foram encontrados comprovantes de depósitos para o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL). Além do ex-presidente, os deputados Luiz Argôlo (SDD-BA) e André Vargas (ex-PT) são investigados pela Polícia Federal por ordem do Supremo Tribunal Federal, por ligações suspeitas com o doleiro.

PETISTA DELCÍDIO DO AMARAL LIDERA NO MATO GROSSO DO SUL

O petista Delcídio do Amaral (PT) aparece em primeiro lugar na disputa pelo governo do No Mato Grosso do Sul, com 42% das intenções de voto, seguido pelo deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB), com 22%. O ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), tem 16%. Na pesquisa Ibope anterior, realizada entre os dias 3 e 5 de agosto, Delcídio tinha 39%, Nelsinho, 20% e Reinaldo, 19%. A pesquisa divulgada nesta quinta-feira foi encomendada pela TV Morena e ouviu 812 eleitores.  A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) sob o protocolo Nº MS 00032/2014 e no Superior Tribunal Eleitoral sob protocolo 00521/2014. A pedido do candidato Nelsinho Trad (PMDB) a Justiça Eleitoral proibiu a divulgação das estimativas para o segundo turno nas eleições para governador no Mato Grosso do Sul.

NO MATO GROSSO, IBOPE APONTA LIDERANÇA FOLGADA DE PEDRO TAQUES

O Ibope divulgou nesta quinta-feira pesquisa de intenções de voto ao governo do Mato Grosso. O candidato do PDT, Pedro Taques, lidera com 43%, seguido pelo petista Lúdio Cabral com 16%. O deputado estadual José Riva (PSD) aparece em terceiro lugar com 13%. No levantamento anterior, divulgado no dia 7 de agosto, Taques tinha 36%, Lúdio Cabral, 14%, e José Riva, 13%. A pesquisa encomendada pela TV Centro América foi realizada entre os dias 31 de agosto e 02 de setembro e ouviu 812 eleitores em 39 municípios do Estado. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) sob o número MT-00074/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo número BR-00522/2014. Na simulação para o segundo turno feita pelo Ibope, Taques lidera com 50% no embate com Lúdio (20%). Em um segundo cenário, o candidato do PDT vence com 52% contra Riva, com 17%.

IBOPE APONTA LIDERANÇA FOLGADA DE BETO RICHA NO PARANÁ, COM 44%

O candidato do PSDB à reeleição ao governo do Paraná, Beto Richa, aparece em primeiro lugar na pesquisa de intenções de votos divulgada pelo Ibope nesta quinta-feira. Com 44%, o tucano é seguido por Roberto Requião (PMDB), que tem 28% dos votos. A ex-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), está em terceiro lugar, com 14%. Ogier Buchi (PRP) tem 1% e os demais quatro candidatos – Bernando Pilotto (PSOL), Geonisio Marinho (PRTB), Rodrigo Tomazini (PSTU) e Julio Bandeira (PTC) – somados não chegam a 1%. Em comparação com o levantamento anterior, de 25 de agosto, Richa e Requião oscilaram dentro da margem de erro. O tucano tinha 43%, e o peemedebista, 26%. Gleise tinha os mesmos 14%. Na simulação do cenário no segundo turno, o Ibope calculou que Richa venceria com 51% contra 37% para Requião. No embate direto com Gleisi, Richa também aparece em primeiro com 56% contra 28% da adversária. O Ibope ouviu 1.008 eleitores em 58 municípios do Estado entre 1º e 3 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) sob o número 00029/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR- 00523/2014.

SECA DEVERÁ AFETAR A PRODUÇÃO DE AÇÚCAR DO BRASIL POR VÁRIOS ANOS

A produção de açúcar no centro-sul, principal região produtora do Brasil, deverá cair para 32,8 milhões de toneladas na safra 2014/15 ante 34,29 milhões de toneladas na safra anterior, enquanto os volumes nos próximos anos continuarão pressionados pelo efeito da devastadora seca no início do ano. As estimativas foram divulgadas nesta quinta-feira pela consultoria Datagro. Levantamento realizado em agosto apontava para produção de 33,2 milhões de toneladas de açúcar em 2014/2015. "Essa seca terá impacto não só nos rendimentos e produção de 2015, mas também na colheita de 2016", disse o presidente da consultoria, Plinio Nastari. Segundo ele, o mercado pode não ter absorvido totalmente o impacto da seca sobre o setor de cana do Brasil, um fenômeno climático tão severo que provavelmente mostrará os efeitos para além da produção de açúcar deste ano. O setor de cana do Brasil sofreu com a seca e outras condições climáticas adversas em 2010, que fizeram com que a indústria levasse três anos para se recuperar. "Continuamos a ter uma escassez de chuvas em São Paulo e, quando não chove, você não pode plantar cana", afirmou Nastari, referindo-se à previsão para a safra de cana-de-açúcar no próximo ano, que deve cair pelo envelhecimento dos canaviais. Ele acrescentou que as usinas estão tendo um melhor retorno com a produção de etanol, vendido por 17,3 e 17,6 centavos de dólar por libra-peso sob a forma de matéria-prima VHP. O VHP está cotado atualmente em 15,3 centavos de dólar. Nastari afirmou que grandes estoques de açúcar, especialmente na Ásia, continuarão a pesar sobre os preços no curto prazo mesmo com a esperada queda na produção da principal região exportadora do adoçante no mundo. A previsão é de que o mercado registre o primeiro déficit em três anos no ano safra internacional do açúcar, que começa em outubro, com a demanda superando a oferta de 2,45 milhões de toneladas.

ÓLEO E GÁS INICIA PRODUÇÃO NO QUARTO POÇO DE TUBARÃO MARTELO

A Óleo e Gás Participações informou nesta quinta-feira que iniciou a produção no quarto poço do campo de Tubarão Martelo, localizado nos blocos BM-C-39 e BM-C-40, na Bacia de Campos. A produção foi iniciada por meio do poço horizontal TBMT-6HP, segundo nota da empresa ao mercado, que não detalhou volumes produzidos. "O quarto poço no campo de Tubarão Martelo representa mais uma importante etapa concluída dentre as atividades operacionais e cumprimento das metas do Plano de Recuperação Judicial", afirmou a ex-OGX. A Óleo e Gás produziu 473.731 barris em julho, sendo 356.743 em Tubarão Martelo. O início da produção do quarto poço na área havia sido postergado, segundo anúncio em meados de agosto, devido a problemas técnicos. Um terceiro poço no local começou a operar no início de julho.

PT PARTE PARA A GUERRA TOTAL CONTRA MARINA SILVA, AGORA QUER INVESTIR CONTRA SUA REPUTAÇÃO PESSOAL

O PT resolveu partir para a guerra total contra Marina Silva, candidata do PSB à Presidência da República. Se alguém imaginava que ela pudesse ser poupada em razão de seu passado e de seus vínculos históricos com o partido, é porque não conhece a legenda, que costumo definir como uma máquina de lavar reputações duvidosas ou de sujar trajetórias ilibadas. Tudo depende de quem será o beneficiário ou a vítima. É um ex-inimigo que decidiu se ajoelhar aos pés de Lula? Pronto! Vira santo! Tomem o caso de José Sarney. É um ex-amigo que decidiu ficar com a coluna ereta diante do poderoso chefão? Pronto! Vira bandido. É assim que eles são. Dia desses, quase ao mesmo tempo, Dilma Rousseff elogiou Jader Barbalho e atacou FHC. Entenderam? Pois é. Ao PT não basta apenas discordar das teses de Marina, tentar demonstrar que ela não tem experiência, que suas propostas podem fazer mal ao Brasil. Tudo isso é do jogo político. E não é o caso de a candidata do PSB ter queixo de vidro. Está na arena. Não custa lembrar que Marina Silva também é muito eficiente para criar pechas e tachas contra adversários. Se o petismo é o petismo, no entanto, é preciso desmoralizar o oponente também no campo moral. O mais espantoso é que essa estratégia é confessada por um dos assessores de Dilma, sem constrangimento, sem receios. Eu mesmo já perguntei do que vivia Marina Silva. Agora sei que há as palestras. A explicação do PSB parece razoável. Dividindo-se o valor líquido pelo número de meses, a conta não deve ser muito diferente da que foi apresentada: algo em torno de R$ 25 mil por mês. Que mal há que seja de palestras? Nenhum? Aliás, Luiz Inácio Lula da Silva, com amplo acesso ao governo federal, ganhou o que recebeu Marina por não mais do que três ou quatro eventos. E ele também não gosta de revelar suas fontes pagadoras. É evidente que, em parte, Marina é refém do seu próprio discurso. O grau de transparência que ela diz advogar — tão severa com os outros — requer um pouco mais de prudência com as coisas que lhe dizem respeito. Ora, o avião de Eduardo Campos segue aí, sem explicação. A candidata também cometeu um erro político quando, dado o lugar que pretende ocupar no mercado das idéias, se negou a revelar quem a contratou. Expunha-se, assim, à especulação. E, como não observar?, chega a ser uma piada patética que o PT esteja a pedir investigação sobre rendimentos alheios, levantando a hipótese de que possa se tratar de caixa dois, não é mesmo? Há, reitero, muitos aspectos na candidatura de Marina Silva que não são do meu agrado. E eu os exponho com clareza. Mas não é bonito assistir a esse espetáculo de moer biografias a que o petismo se dedica com tanto afinco. Não contem com a minha condescendência nesse tipo de pulhice, ainda que Marina Silva não esteja entre as minhas heroínas. Todos já assistimos a esse filme. O país paga o preço de essa estratégia ter sido bem sucedida no passado. Por Reinaldo Azevedo

TERCEIRO PACIENTE NORTE-AMERICANO COM EBOLA É TRANSFERIDO PARA OS ESTADOS UNIDOS

O terceiro missionário norte-americano infectado com Ebola na África Ocidental está voltando para os Estados Unidos para tratamento no Centro Médico de Nebraska, de acordo com o grupo de ajuda religiosa SIM EUA. O grupo disse em um comunicado que o Dr. Rick Sacra, que contraiu Ebola enquanto trabalhava na Libéria, deve chegar ao hospital com sede em Omaha nesta sexta-feira para começar o tratamento em uma unidade especial de assistência ao paciente, local de tratamento para pacientes com doenças altamente infecciosas. Sacra, de 51 anos, é o mais recente agente do SIM USA a ser infectado com o vírus que matou mais de 1.900 pessoas.

POLÍCIA FEDERAL ENCONTRA LIGAÇÃO ENTRE O LABOGEN, LABORATÓRIO FANTASMA DO DOLEIRO YOUSSEF, E UM GRANDE TRAFICANTE INTERNACIONAL DE DROGAS

A Polícia Federal apreendeu no cofre de um dos maiores traficantes do país documentos dos laboratórios Labogen Química Fina e Piroquímica Comercial. As duas empresas seriam controladas pelo doleiro Alberto Youssef, investigado pela PF na Operação Lava Jato. A Labogen chegou a negociar contrato com o Ministério da Saúde na gestão de Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de São Paulo. Os documentos foram encontrados em março deste ano pela operação Oversea que desarticulou esquema do tráfico de drogas no porto de Santos. Em outra operação, a Monte Pollino, também sobre drogas e em Santos, a Polícia Federal já tinha detectado a conexão do doleiro Alberto Youssef com o financiamento do tráfico internacional de cocaína, o que ele fazia por meio da doleira brasileira Maria de Fatima Stocker, que está presa na Itália. A Polícia Federal descobriu que o traficante Sauélio Alves Leda, alvo da Operação Oversea, mantinha os papeis em um cofre localizado no seu quarto em um sítio de Mogi das Cruzes (SP). Ele é investigado por tráfico internacional de drogas. “Embora as referidas empresas não tenham sido investigadas durante a operação Oversea existem indícios que estes documentos estejam diretamente ligados a lavagem de dinheiro e é de extrema importância a identificação de pessoas e empresas envolvidas com a estrutura da organização criminosa voltada para o tráfico ilícito de drogas”, diz relatório de inteligência da Polícia Federal. No cofre do traficante, a Polícia Federal também encontrou duas armas registradas em nome de um advogado. Os documentos referentes aos laboratórios eram emails escritos em inglês nos quais três pessoas identificadas pela Polícia Federal como Pedro Argese Junior, Paul Weins e Marcela Almeida tratavam da exportação de glicerina para a Bélgica. Sobre Sauélio Alves Leda, o relatório da Polícia Federal afirma: “Trata-se de um grande traficante de drogas de âmbito internacional e isto, por si só, já levanta suspeitas sobre esses documentos". O relatório faz menção à operação Lava Jato e à Labogen. A Labogen, segundo os investigadores, “era usada com o objetivo de se vincular a setores públicos e também utilizada para realização de operações de câmbio, evasão de divisas e lavagem de dinheiro”. Pedro Argese, um dos autores do email sobre a Labogen, também é investigado pela Lava Jato. A Labogen contou com a ajuda do deputado federal petista André Vargas para se aproximar do Ministério da Saúde na gestão do seu antigo colega de partido, o também petista Alexandre Padilha. Vargas é amigo de Youssef e responde a processo por quebra de decoro parlamentar na Câmara por suas ligações com o doleiro. Em uma conversa interceptada pela Polícia Federal com autorização da justiça, Vargas e Youssef se referem ao negócio com o ministério como uma oportunidade de “independência financeira”. Uma sindicância interna do Ministério da Saúde concluiu que após o lobby do deputado, o gabinete do então ministro petista Alexandre Padilha solicitou a subordinados que recebessem representantes do laboratório. O interesse do Labogen era produzir medicamento em parceria com laboratório público. O projeto foi abortado após a imprensa revelar as negociações. O Ministério Público Federal acusa o doleiro de “ter prestado auxílio material nas operações financeiras ilegais” de tráfico internacional de drogas.

ADVOGADO DE YEDA CRUSIUS ESCLARECE QUE DECISÃO DO SUPREMO NÃO REPÕE EX-GOVERNADORA NO PROCESSO DA OPERAÇÃO RODIN

O advogado Fábio Medina Osório, que defende a ex-governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), no processo cível de improbidade administrativa da Operação Rodin, envia nota para esclarecer que a decisão do Supremo Tribunal Federal noticiada por Videversus não repõe sua cliente como ré no processo. Ela continua fora do processo da Operação Rodin por decisão liminar ditada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Este é o teor da nota: "Nesta terça-feira (02.09), a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou a Ação Cautelar nº 3585/RS, ajuizada pela Ex-Governadora do Estado do Rio Grande do Sul, Yeda Rorato Crusius. A Cautelar buscava suspender a Ação de Improbidade Administrativa que tramita na 3ª Vara Federal de Santa Maria/RS até o julgamento definitivo de mérito do Recurso Extraordinário nº 803.297/RS, por meio do qual defende a sujeição de todos os Governadores de Estado exclusivamente aos ditames da Lei nº 1.079/1950, que trata dos crimes de responsabilidade de agentes políticos, e não à Lei nº 8.429/1992, conhecida como Lei de Improbidade Administrativa. Apesar do julgamento da ação já ter sido operado, ainda não se tem conhecimento do teor da decisão, a ser divulgado e publicado nos próximos dias. Contudo, cumpre esclarecer que continuam plenos os efeitos da decisão prolatada uma semana antes, no dia 26.08, pelo Desembargador Luís Alberto D’Azevedo Aurvalle, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que suspendeu o andamento da referida Ação de Improbidade Administrativa movida contra Yeda Crusius em Santa Maria/RS. De acordo com a decisão, a ação deve permanecer suspensa ao menos até julgamento definitivo, pelo TRF4, do recurso de Agravo de Instrumento apresentado pela Ex-Governadora, recurso este no qual Yeda sustenta inexistência de improbidade e falta de justa causa para a abusiva ação desencadeada. A discussão travada em ambas as decisões é diversa, motivo pelo qual o recente julgamento pela Segunda Turma do STF não interferirá nos efeitos da recente decisão do TRF4. Dessa forma, a Ação de Improbidade Administrativa permanecerá suspensa em Santa Maria/RS". Em seu recurso, cujo pleito restou atendido em caráter liminar pelo TRF4, Yeda Crusius alegou:a) cerceamento de defesa, com ofensa ao devido processo legal, por inexistência nos autos de documentos essenciais ao exercício da ampla defesa e do contraditório; b) carência de fundamentação da decisão atacada, por grave desconsideração ao contexto fático-jurídico e à prova dos autos, bem como aos argumentos apresentados pela defesa; c) ausência de individualização da conduta da acusada; d) inexistência de indícios suficientes de participação em quaisquer dos ilícitos apontados, relacionados a fraudes licitatórias no DETRAN/RS, diante da inocência de Yeda; e) inconsistência do despacho atacado com decisão da anterior Magistrada Titular da Vara Federal, que concluiu pela rejeição da mesma ação em face de outros três acusados, por ausência de provas apresentadas pela acusação; e f) desconsideração quanto a arquivamento de investigação criminal promovido pelo Ministério Público Federal (MPF) e homologado pelo Juiz Federal Titular da mesma 3ª Vara Federal de Santa Maria/RS, por ausência de justa causa para oferecer denúncia criminal contra Yeda Crusius, pois, naquela oportunidade, em março de 2014, com base no mesmo conjunto probatório, o próprio Ministério Público Federal entendeu que “inexistem nos autos elementos de prova suficientes para demonstrar a participação delitiva das investigadas YEDA RORATO CRUSIUS [...] nos fatos criminosos, envolvendo a possível fraude licitatória do DETRAN/RS”.

LULA CAI UM TOMBO, QUE ESTAVA FORA DO SCRIPT DA HISTÓRIA, LOGO DEPOIS DE ANUNCIAR QUE É O DONO DO FUTURO. SABEM O QUE ELE APRENDEU COM ISSO? NADA!

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se desequilibrou e caiu no palco durante um comício do PT, em Salvador, na última terça-feira (02) (Margarida Neide/Agência A Tarde/VEJA)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se desequilibrou e caiu no palco durante um comício do PT, em Salvador, na última terça-feira (02) (Margarida Neide/Agência A Tarde/VEJA)
O lobo perde o pelo, mas mantém o vício, não é mesmo? As recentes pesquisas do Ibope e do Datafolha deram algum ânimo aos petistas. E, como não poderia deixar de ser, o mais arrogante, como de hábito, é Lula, o palanqueiro.  Nesta quarta-feira à noite, ele participou de um comício na Bahia, mais um Estado em que o PT pode ser apeado do poder. E mandou bala, dando a entender que pode voltar em 2018: “Eles devem se preparar porque eu vou estar vivo. Eles ficam dizendo: ‘Dilma vai ser reeleita para ficar mais quatro anos e depois vem um tal de Lula e vai ficar mais quatro?’ É muito cedo para a gente discutir, mas uma coisa eu digo para vocês: em 2018, eu vou estar com 72 anos. Enquanto eu tiver forças para brigar por esse país, não vou permitir que aqueles que não fizeram nada pelo Brasil em 500 anos voltem”. Depois de fala tão iluminada, ele tropeçou e caiu no palco, sem se ferir.
Pois é, né, Lula? Para cair, basta estar de pé. Este senhor acha mesmo que controla a força dos astros, da natureza, as vontades humanas, a história… Notem o tom: o chefão petista acha que a eventual volta ao poder daqueles que ele considera adversários depende da sua vontade. A fala é de uma arrogância sem limites.
Boa parte do país, diga-se, está com o saco cheio é precisamente disto: empáfia, bazófia, o permanente tom de ameaça. Eis ali, de novo, o discurso insuportável, mentiroso, vigarista, acusando os tais que não teriam feito nada em 500 anos. Se o PT tivesse vencido a batalha contra o Plano Real, em 1994, o Brasil seria hoje não um gigante meio entorpecido, mas um gigante destroçado. Se o PT tivesse vencido a batalha contra as privatizações, em vez de mais de 240 milhões de celulares, estaríamos nos comunicando com tambor e sinais de fumaça. Se o PT tivesse vencido a batalha contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, as finanças públicas — que já vivem uma razoável desordem — estariam, de fato, destroçadas.
Quem esse cara pensa que é para julgar que a história do Brasil se divide em antes e depois do PT? Conheço pessoas às pencas que detestam o partido, mas têm igual horror — ou até mais — ao discurso de Marina Silva. Há muita gente assim e que até poderia votar em Dilma, reconhecendo na presidente um pouco mais de objetividade, caso ela realmente dispute o segundo turno com a candidata do PSB. Mas aí vem Lula, com a sua carga de rancor, de preconceito, de simplificação barata.
As circunstâncias foram escancaradamente didáticas com Lula: escorregou e caiu logo depois de assegurar que é o dono do futuro e da história. Ninguém é, Lula. Ninguém! Por Reinaldo Azevedo

GOVERNO FEDERAL RESOLVE AUTORIZAR MAIS QUATRO NOVOS CURSOS DE MEDICINA NO RIO GRANDE DO SUL

O governo federal autorizou nesta quinta-feira a criação de 39 novos cursos de Medicina, quatro deles no Rio Grande do Sul, nos municípios de Erechim, Ijuí, Novo Hamburgo e São Leopoldo. As cidades selecionadas têm 70 mil habitantes ou mais e não contam com curso superior para graduação de médicos. Foram levados em consideração a necessidade do curso, a estrutura da rede de saúde para realização das atividades práticas e a capacidade para abertura de residência médica. Nenhum dos municípios selecionados é capital de Estado, estando todos em regiões metropolitanas e no Interior. Atualmente, o Brasil conta com 21.674 vagas autorizadas para cursos de Medicina. Deste total, 11.269 estão no Interior e 10.045 em capitais. Até 2012, predominava a oferta de vagas nas capitais, que tinham 8.911, enquanto no interior havia 8.772 vagas disponíveis.

FAMÍLIA DE JORNALISTA DECAPITADO DIZ QUE CALIFADO VIOLOU O ISLÃ

Por meio de um porta-voz, a família do jornalista americano Steven Sotloff mandou uma mensagem ao chefe do Estado Islâmico (EI), o terroristas Abu Bakr al-Baghdadi, afirmando que ele cometeu um pecado ao autorizar a execução de Sotloff. “Você diz que o Ramadã é o mês da clemência. Onde está sua clemência?", disse Barak Barfi, citando o termo ‘wayluk’, cuja tradução significa algo como “grande pecado”, informou a rede americana CNN. Em seguida, ele mencionou passagens do Corão, questionando o chefe terrorista sobre o motivo de ter violado os princípios do Islã. "Venho em paz, não tenho uma espada na mão, estou pronto para escutar sua resposta", disse, em árabe. Barfi, que é amigo da família, disse também, em inglês, que Sotloff "não era um viciado em guerra, queria apenas dar voz aos que não eram ouvidos".  Pesquisador de assuntos árabes e islâmicos do New America Foundation, ele falou ainda sobre o estado de espírito dos parentes do jornalista, ressaltando que ela vai se manter firme na busca por Justiça: “Hoje, nós sofremos. Essa semana, lamentamos. Mas superaremos essa provocação. Não vamos deixar nossos inimigos nos manterem reféns com a única arma que têm à disposição, o medo”. Na terça-feira, o Estado Islâmico divulgou um vídeo com a decapitação do jornalista, dias depois de a mãe de Sotloff divulgar uma mensagem a Baghdadi, implorando pela vida do filho. No mesmo vídeo em que Sotloff é executado, os terroristas ameaçam mais um refém, o britânico David Haines, que também tem cidadania israelense e foi sequestrado na Síria. Os Estados Unidos e países europeus  têm discutido quais as alternativas para combater o Estado Islâmico (Califado), que tem avançado em territórios no Iraque e na Síria. O secretário de Defesa americano, Chuck Hagel, disse que todas as opções "estão na mesa" neste momento, com exceção de uma operação terrestre no Iraque. O país poderá inclusive bombardear a cidade síria de Raqqa, onde os terroristas ergueram a principal fortaleza do grupo na região. “Assim como o presidente (Barack Obama) disse, esta operação deverá ser mantida com nossos esforços. Ela levará tempo, e provavelmente se arrastará para além desta administração até que possamos derrotá-los”, afirmou Hagel. O vice-presidente Joe Biden também endossou o discurso de fazer Justiça pelos americanos executados, afirmando que os Estados Unidos irão “até os portões do inferno” para encontrar os assassinos. “Somos uma nação unida, e quando as pessoas machucam americanos, nós não recuamos, não esquecemos. Tomamos conta dos que estão sofrendo. E quando isso terminar, os terroristas devem saber que iremos aos portões do inferno até que eles sejam trazidos à Justiça”, declarou Biden.

AÉCIO NEVES BUSCA LIGAR MARINA SILVA AO PT E AO MENSALÃO

Em discurso para correligionários e prefeitos nesta quinta-feira em Belo Horizonte, o candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, usou o caso do Mensalão para tentar desgastar a ex-ministra Marina Silva e ligá-la ao PT. "As nossas principais adversárias não estavam desse lado, estavam contra o Plano Real, contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e nos brindaram com um obsequioso silêncio no momento no qual as mais graves denúncias surgiram sobre malfeitos do governo federal", ressaltou. Essa foi a segunda vez que o tucano ligou Marina ao Mensalão. Aécio tenta dessa forma retomar os votos antipetistas que migraram para a candidata do PSB depois da morte de Eduardo Campos. O presidenciável do PSDB começou sua fala dizendo que "a vitória que importa não é só a das urnas, mas o apoio permanente, o abraço e o olhar de esperança e confiança e palavra de estímulos", e emendou duras críticas a Marina Silva (PSB) e Dilma Rousseff (PT). "Não acredito em convenções de última hora (...) Basta à fraude, à mentira, ao engodo", disse.

MARINA SILVA TENTA SE APROXIMAR DE LIDERANÇAS DO AGRONEGÓCIO

Em visita ao Rio Grande do Sul, a candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, se reuniu nesta quinta-feira, 4, com 15 membros da Federação da Agricultura do Estado (Farsul). O encontro, fechado, foi organizado pelo candidato a vice, o gaúcho Beto Albuquerque, que acompanhou a ex-senadora. Com a visita à Expointer, feira internacional do agronegócio em Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre, se aproximar de lideranças do setor. Depois de almoçar com aliados do PSB em um hotel de Porto Alegre, ela se dirigiu ao local. Este é o primeiro contato de Marina Silva com o presidente da Farsul, Carlos Sperotto, após a confirmação de sua candidatura ao Palácio do Planalto.

PARA AÉCIO NEVES, COMEÇAM A APARECER AS SEMELHANTES ENTRE MARINA SILVA E DILMA

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse nesta quinta-feira que algumas semelhanças começam a aparecer entre a presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição pelo PT, e Marina Silva, do PSB, que estão bem à frente do tucano nas pesquisas de intenção de voto. Em Belo Horizonte, Aécio Neves voltou a mirar sua artilharia tanto contra Dilma quanto contra Marina Silva e buscou colar na ex-senadora o rótulo de alternativa ao PT que é oriunda do próprio PT. "A verdade é que começam a aparecer algumas semelhanças entre a candidatura oficial e a candidatura oriunda do PT que se apresenta agora no campo oposicionista. Eu a respeito, como respeito a própria candidatura oficial. Mas é a nossa que levará o Brasil a um porto seguro", disse o tucano. Ele voltou a dizer que Dilma fracassou e, por isso, perderá as eleições e que as propostas apresentadas por Marina até aqui não são factíveis. "Respeito as boas intenções da candidata Marina, mas o conjunto das suas propostas é inexequível. Basta fazer as contas. Apenas no próximo ano teria 150 bilhões de reais a mais de gastos. Como fazer isso? Como fazer o Brasil crescer? Com que quadros, com que propostas?", questionou. "Agora é a hora da verdade e os brasileiros vão começar a perceber de forma clara o que significa cada uma das candidatura." Aécio foi para Minas, seu berço político e Estado pelo qual é senador, para iniciar o que chamou de "grande arrancada" que, segundo ele, levará seus candidatos ao governo mineiro, Pimenta da Veiga (PSDB), e ao Senado, o ex-governador tucano Antonio Anastasia, à vitória, assim como o levará ao segundo turno. Atualmente, Pimenta da Veiga aparece na segunda posição nas pesquisas de intenção de voto para o governo do Estado, atrás do petista Fernando Pimentel, que foi ministro de Dilma e tem ligação pessoal com a presidente.

THE ECONOMISTA DIZ QUE SITUAÇÃO BRASILEIRA NÃO ESTÁ TÃO RUIM

 A revista britânica The Economist publica reportagem na edição impressa que chega às bancas neste fim de semana sobre a volta do Brasil à recessão. No texto, a publicação dá destaque à avaliação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o Brasil não está em recessão e diz que a situação da economia brasileira "não está tão ruim - por enquanto". Com o título "Melhor que a Ucrânia", a reportagem diz que "o governo brasileiro ignora a queda do Brasil para a recessão". O texto começa com a frase dita pelo ministro Mantega em 29 de agosto de que o País não está em recessão. A Economist lembra que horas antes foi divulgada a segunda contração trimestral seguida da economia brasileira, o que configura a recessão técnica. "A economia brasileira diminuiu de tamanho em três dos últimos quatro trimestres", ressalta. "Nem mesmo Mantega pode negar que o Brasil está passando por uma fase difícil". Entre 44 países, diz a revista, o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre do Brasil ficou à frente apenas do Japão e da Ucrânia. Ao contrário do discurso da equipe econômica que culpa a crise internacional pela situação doméstica, a revista diz que se não fossem as exportações que cresceram 2,8% "a contração teria sido mais grave". Apesar desse quadro negativo, a Economist diz que empresas têm evitado demitir funcionários porque o processo é "caro e difícil de reverter diante da escassez de trabalhadores qualificados". "Um apertado mercado de trabalho resultante do envelhecimento da população e de jovens que ficam mais tempo na escola tem ajudado a manter a renda teimosamente acima da inflação", diz o texto. Nesse cenário, diz a revista, mesmo com a recessão técnica "o desemprego permanece perto do piso histórico de 4,9% apoiando a afirmação de Mantega de que as coisas não estão tão ruins - por enquanto".

MANIFESTAÇÃO NA FRENTE DO SUPREMO INCOMODA MINISTROS E LEWANDOWSKI DIZ QUE É O "ENDEREÇO ERRADO"

Uma manifestação de servidores do Judiciário realizada em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta quinta-feira, 4, virou tema de conversa entre os ministros da Corte no meio da sessão plenária. O "buzinaço" realizado pelos manifestantes que questionam o corte no orçamento do Judiciário realizado pelo Poder Executivo atrapalhou o andamento dos trabalhos. "Acho que é o endereço errado", disse o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, afirmando que, desde a gestão do ministro Cezar Peluso, o projeto de lei referente a cargos e salários dos servidores já foi remetido ao Congresso Nacional. "Já formulamos essa proposta no projeto de lei do orçamento", disse o ministro, sobre o orçamento formulado para 2015, que sofreu cortes pelo Executivo. Os servidores que se manifestaram durante a sessão, do lado de fora do STF, na Praça dos Três Poderes, levavam faixas com os dizeres "Dilma, deixe sua tesoura longe do nosso reajuste", "São oito anos com nosso contracheque sendo chamuscado" e "Servidores na rua, Dilma a culpa é sua". A decisão do governo federal de cortar o orçamento do Judiciário para 2015 compromete não só propostas que beneficiariam os servidores mas também a proposta enviada pelo STF para reajustar os salários dos próprios ministros para R$ 35.919 mensais. Só no Supremo, os cortes totalizam R$ 149 milhões. 'Democracia?'. A conversa sobre a manifestação foi iniciada pelo ministro Luiz Fux: "Isso é democracia? Será que não temos como resolver esse excesso de democracia no intervalo?". A ministra Rosa Weber chegou a mencionar o incômodo causado por "menos de 80 decibéis" e Marco Aurélio retrucou "de qualquer maneira, o fundo musical é de péssimo gosto".

SITE DO PT ACUSA MARINA SILVA DE PLAGIAR ARTIGO ACADÊMICO

O site Muda Mais, criado pelo PT para defender a reeleição da presidente Dilma Rousseff, publicou nesta quinta-feira, 4, um texto no qual acusa o programa de governo de Marina Silva para a área de energia de ser um "plágio" de um artigo publicado em 2011 pela Revista USP (Universidade de São Paulo). É a primeira vez que petistas afirmam que a candidata do PSB, que lançou seu programa de governo no dia 29 de agosto, de copiar propostas já apresentadas. O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, já havia criticado Marina Silva por ter copiado, em seu programa, trechos do Plano Nacional de Direitos Humanos lançado no governo Fernando Henrique Cardoso. O texto do Muda Mais compara os trechos do programa de governo de Marina Silva com o artigo publicado na edição de número 89 da revista da USP de autoria de Luiz Davidovich, então secretário-geral da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para um Desenvolvimento Sustentável. Na página 144, o texto de Marina Silva transcreve: "Aperfeiçoar e aumentar a escala dos atuais programas de promoção de energias fotovoltaica e eólica, utilização do hidrogênio em células combustíveis, fundamentais para que o país se torne um ator relevante nesses setores, que serão vitais para a sociedade do futuro". Na página 18 do artigo publicado na USP, está escrito: "Aperfeiçoar e aumentar a escala dos atuais programas de promoção de energias fotovoltaica e eólica, utilização do hidrogênio em células combustíveis e energia nuclear, fundamentais para que o país se torne um ator relevante nesses setores, que serão vitais para a sociedade do futuro". O Muda Mais questiona qual a diferença entre os dois trechos para em seguida responder. "Duas palavras que já causaram tanta controvérsia no programa da candidata do PSB: energia nuclear". Segundo o site do PT, um tópico sobre fontes de energia, tema aparentemente tão caro à Marina, "é nada mais que um plágio". "Agora entende-se porque houve tantas erratas desde o lançamento de seu programa de governo: o CtrlC + CtrlV foi tamanho que alguns - detalhes - passaram despercebidos.

THE ECONOMIST DIZ QUE MARINA SILVA PRECISA PROVAR QUE MERECE SER PRESIDENTE

A revista britânica The Economist traz editorial com tom crítico à candidatura de Marina Silva à Presidência da República. No texto, a publicação defende que Marina tem de "fazer mais para provar que merece" o Palácio do Planalto. A Economist diz que "há pouca substância e muita conversa sonhadora sobre a 'nova política'" no discurso da ex-ministra. Após a subida das intenções de voto da candidata do PSB, a The Economist dá amplo espaço à Marina Silva na edição impressa que chega às bancas neste fim de semana. Além de uma reportagem sobre o avanço da ex-ministra, a revista publica editorial em que critica a falta de substância do discurso da candidata que atualmente é a principal concorrente de Dilma Rousseff. "Marina Silva ainda tem de dizer mais sobre como exatamente uma pessoa relativamente estranha iria governar o Brasil. No momento, há muito pouca substância e muita conversa sonhadora sobre 'nova política'", diz o editorial. "No final, os eleitores do Brasil têm de fazer uma escolha entre ficar entre a Rousseff sem brilho, o Aécio amigável aos negócios ou apostar na emocionante, mas obscura Marina Silva", diz o editorial. Para a The Economist, Marina Silva precisa superar "duas preocupações". "A primeira é a reputação de intransigência que tornaria difícil administrar o Brasil, onde o multipartidarismo é a norma", diz o texto, ao lembrar que a candidata deixou o governo do alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr) por oposição em relação a algumas políticas ambientais. "Sua fé pentecostal faz com que ela não seja liberal em algumas áreas", completa o texto, ao citar a questão dos direitos civis dos homossexuais. A outra preocupação da The Economist é a experiência. "Dilma Rousseff já é presidente e Aécio Neves governou bem o Estado de Minas Gerais durante anos.

PT PEDE À PROCURADORIA ELEITORAL QUE INVESTIGUE OS RENDIMENTOS DE MARINA SILVA

O PT deu entrada nesta quinta-feira, 4, com um pedido junto à Procuradoria-Geral Eleitoral para que sejam investigados os ganhos da candidata Marina Silva (PSB) com palestras remuneradas. Nos últimos dois anos, Marina disse ter recebido R$ 1,6 milhão com palestras por meio da empresa M.O.M. Da S. De Lima e declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 135 mil. Na declaração, a empresa aparece com valor de R$ 5 mil. O PT pede, entre outras coisas, que seja investigada a possibilidade de caixa dois eleitoral por parte da candidata do PSB.  "A omissão da existência desses valores no patrimônio de Marina Silva autoriza que se investigue se referidos pagamentos foram destinados para outras contas do partido ao qual ela é filiada (ou para a instituição Rede Sustentabilidade), ou até mesmo para outra pessoa jurídica doadora da campanha da candidata para, posteriormente, em tese, ser injetado na campanha oficialmente (…) questiona-se sobre a possibilidade desses valores terem sido represados para utilização em campanha sem a devida tramitação em conta específica. Tal fato, caso apurado e confirmado, também é muito grave", diz trecho da representação assinada pelos advogados Luis Gustavo Motta da Silva e Flávio Caetano. De acordo com um dos coordenadores da campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição, o principal objetivo da representação é provocar desgaste à candidatura de Marina. A representação pede ainda que sejam apuradas a possível omissão dos valores na declaração de bens à Justiça Eleitoral e o uso de dinheiro de fontes vedadas para campanha política. Entre os contratantes de palestras da candidata estão os bancos Santander e Crédit Suisse, Unilever, Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização, Fundação Dom Cabral e Conselho Nacional de Contabilidade, entre outros. Segundo a representação do PT, alguns destes contratantes são proibidos por lei de fazer doações eleitorais. O documento cita também o fato de Marina Silva ter dito que parou de dar palestras em junho deste ano, quando se tornou candidata a vice de Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo no dia 13 de agosto. Na época Marina disse que estaria se sustentando com a poupança acumulada das palestras mas declarou à Justiça Eleitoral apenas uma conta corrente com saldo de R$ 27 mil.

TROPAS RUSSAS AVANÇAM NO LESTE DA UCRÂNIA

Tropas russas foram vistas nesta quinta-feira avançando pelo leste da Ucrânia, através da cidade de Novoazovsk e em direção a Mariupol, conforme informou o embaixador ucraniano na Organização das Nações Unidas (ONU), Yuriy Sergeyev. Segundo ele, a ofensiva da Rússia contava com quatro tanques, três veículos blindados e cerca de 50 soldados. As tropas foram contidas pelo exército da Ucrânia e por civis. "Os conflitos ainda continuam", disse Sergeyev em Nova York. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, o Pentágono, informou que as tropas russas são as mais fortes enviadas para a região desde que os conflitos tiveram início. Desta vez, o comboio, com 10 mil soldados, é menor do que anteriores, porém mais perigoso, pois possui uma artilharia mais poderosa, conforme afirmou um porta-voz do Pentágono, o coronel Steven Warren. "As tropas que estamos vendo agora são mais fortes e mais letais do que qualquer outra ofensiva russa", disse. Em março, a Rússia enviou cerca de 50 mil soldados para a fronteira com a Ucrânia, em função dos confrontos envolvendo a anexação da região da Crimeia ao território russo. Warren lembrou ainda que, segundo a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), há entre 1 mil e 2 mil tropas russas a mais atuando na Ucrânia.

OTAN EXIGE QUE A RÚSSIA RETIRE SUAS TROPAS DA UCRÂNIA

A Otan exigiu nesta quinta-feira que Moscou retire suas tropas da Ucrânia, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seus aliados ocidentais, prometeram apoiar Kiev e reforçar suas próprias defesas contra a Rússia, sua maior mudança estratégica desde a Guerra Fria. Os líderes da Organização para o Tratado do Atlântico Norte deixaram claro na cúpula no País de Gales que não irão usar a força para defender a Ucrânia, que não é membro da aliança militar, mas que planejam sanções econômicas mais severas para tentar mudar o comportamento da Rússia no território ucraniano. O encontro de dois dias foi marcado pelo impasse mais sério entre Ocidente-Leste desde a queda do Muro de Berlim, 25 anos atrás, e do colapso do bloco soviético, assim como o alarme com as conquistas territoriais do Estado Islâmico no Iraque e na Síria. As autoridades ocidentais expressaram uma profunda cautela em relação à menção do Kremlin a um cessar-fogo iminente na revolta armada de cinco meses dos separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia, que veio no momento em que a Otan se reunia e a União Européia prepara novas sanções. Declarações anteriores como esta se mostraram “uma cortina de fumaça para a desestabilização contínua da Ucrânia", disse o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, aos repórteres, depois de os 28 líderes se encontrarem com o presidente ucraniano, Petro Poroshenko. “Conclamamos a Rússia a retirar suas tropas da Ucrânia e deter o fluxo de armas, combatentes e fundos para os separatistas. Conclamamos a Rússia a evitar o confronto e seguir o caminho da paz”, disse Rasmussen. Poroshenko, cujas forças sofreram uma série de revezes na última semana, afirmou aos jornalistas que irá ordenar um cessar-fogo na sexta-feira caso se assine um acordo sobre um plano de paz para encerrar a guerra no leste de seu país durante as conversas em Minsk, capital da Bielorrússia. “O que precisamos agora para ter paz e estabilidade são duas coisas: a Rússia retirar suas tropas e fecharmos a fronteira”, declarou Poroshenko. O líder evitou falar em ressuscitar a campanha ucraniana para que o país seja aceito na Otan, o que França e Alemanha rejeitam por medo de que isso exacerbe as tensões com Moscou e os arraste para uma guerra. O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, ressaltou a oposição de Moscou à aceitação da Ucrânia na aliança militar, alertando que quaisquer tentativas de pôr fim ao status de não-alinhado do país poderia representar um risco à segurança, e acusou os Estados Unidos de apoiar “o partido da guerra” em Kiev. Após uma semana de comentários desafiadores do presidente russo, Vladimir Putin, Lavrov afirmou que a Rússia está pronta para adotar medidas práticas para amenizar a crise e exortou Kiev e os rebeldes a darem atenção às propostas de cessar-fogo apresentadas por Moscou na quarta-feira. A Otan suspendeu a cooperação de segurança com a Rússia em março, quando o governo Putin anexou a Crimeia, mas os líderes da aliança não chegaram a cortar os laços políticos, embora os tenham colocado no gelo, na esperança de uma reaproximação no futuro.

GOVERNO OBAMA INFORMARÁ DETALHES AO CONGRESSO SOBRE O ESTADO ISLÂMICO, O CALIFADO

O governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está enviando agentes de inteligência para disponibilizar informações detalhadas sobre o grupo terrorista Estado Islâmico a membros do Congresso, afirmou um assessor nesta quinta-feira, 4. A reunião promovida pelo Escritório do Diretor de Inteligência Nacional e do Centro Nacional de Contraterrorismo ocorrerá nesta sexta-feira, afirmou o assessor. Entre os participantes do Congresso estão as lideranças e membros dos comitês de Inteligência, de Assuntos Internacionais e de Serviços Armados e Defesa e outros da Câmara dos Deputados, disse o assessor. Ele acrescentou que outras autoridades também devem participar da sessão, que tem o objetivo disponibilizar informações mais detalhadas aos parlamentares sobre o assunto. Obama informou formalmente o Congresso de que havia autorizado ataques aéreos e o lançamento aéreo de ajuda humanitária no Iraque para combater a ameaça dos militantes sunitas, como determina o Ato de Poderes de Guerra. O ato dá aos presidentes a autoridade apenas para ações militares temporárias e Obama terá que buscar a aprovação do Congresso para ações que durem mais de 60 dias. Vários parlamentares, tanto Republicanos quanto os companheiros Democratas de Obama, já reclamaram que o governo não os consultou o suficiente ou apresentou uma estratégia para lidar com o Estado Islâmico. Na quarta-feira o presidente americano disse que os Estados Unidos planejam combater o Estado Islâmico até que ele não seja mais uma força no Oriente Médio.

COM MELHORA DE DILMA NAS PESQUISAS, AÇÕES DA PETROBRAS DESPENCAM NA BOLSA DE VALORES

As ações do chamado "kit eleições", jargão usado pelo mercado financeiro para se referir às empresas estatais, fecharam com forte desvalorização na BM&FBovespa nesta quinta-feira, pressionadas por especulações eleitorais, em especial a melhora do desempenho da presidente Dilma nas pesquisas Ibope e Datafolha. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Petrobras caíram 4,74%, enquanto os papéis do Banco do Brasil recuaram 5,34%. Já as ações ordinárias da Eletrobras, estatal do setor elétrico, caíram 4,35%. Com isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,68%, para 60.800 pontos. Assim como em outros pregões nos últimos meses, os movimentos na bolsa brasileira estão muito ligados ao cenário eleitoral. O avanço da presidente Dilma Rousseff na última pesquisa eleitoral Datafolha, divulgada na quarta-feira, foi interpretado pelo mercado como uma possível continuidade da atual política econômica. O levantamento mostrou que Dilma oscilou um ponto para cima, para 35%, mas mantendo o empate técnico com a candidata do PSB, Marina Silva, cuja estimativa aponta para 34% das intenções de voto. Marina Silva, contudo, venceria Dilma em um eventual segundo turno, com uma diferença de 7%, contra 10% no levantamento anterior, realizado no fim de agosto. Não é novidade que o mercado financeiro está reagindo positivamente a uma mudança no governo federal. Nos últimos dois meses, quando começou a ficar clara a perspectiva de que a presidente Dilma não venceria em primeiro turno, o Ibovespa subiu mais de 7%. Desde março, período em que os investidores começaram a movimentar a bolsa devido ao cenário eleitoral, as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da Petrobras subiram 56% e as ordinárias (ON, com direito a voto)  tiveram alta de 51%. Contudo, todas as ações do "kit eleições" acumulam valorizações de dois dígitos nesses cinco meses. Em agosto, a Bovespa teve o melhor desempenho para o mês desde 2003, ao registrar valorização de 9,78%. Os papéis do chamado "kit eleições", composto por empresas estatais, tiveram uma contribuição importante para o avanço acumulado do mês. As ações preferenciais da Petrobras encerraram agosto com avanço acumulado de 22,25%, enquanto as ordinárias subiram 23,07%. O Banco do Brasil subiu 26,55%, enquanto a Eletrobras PN avançou 13,41% e ON ganhou 30,4%. O peso total dos papéis dessas estatais no índice é de 15%.

MINISTRO DEVE ADIAR VOTO SOBRE BENS DE GRAÇA FOSTER. OU: O SUPREMO NA MIRA DAS TROCAS SUBALTERNAS DE FAVORES

Um absurdo está em curso no tribunal de Contas da União. E se passa a céu aberto, de modo escancarado. Expõe as piores entranhas da República e evidencia por que o país precisa mudar de rumo. E mudar, claro!, com segurança; mudar sabendo para onde vai. A decisão sobre o bloqueio ou não de bens da presidente da Petrobras, Graça Foster, deve ser adiada mais uma vez. O ministro Aroldo Cedraz, que pediu vista do processo, afirmou que daria o seu voto na semana que vem, mas está decidido a esperar mais tempo. Que se note: por pressão do governo, já há uma maioria contra o bloqueio, mas, enquanto o julgamento não é concluído, os ministros sempre podem mudar o seu voto. Para lembrar: 11 ex-diretores da Petrobras tiveram aprovado o pedido de bloqueio de bens, acusados de responsabilidade na compra ruinosa da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Não há nenhuma razão para que seja diferente com Graça, que também pertencia à direção da empresa. Ocorre que, se isso acontecer, ela terá de deixar a presidência da estatal. O ministro que liderou o voto a favor de Graça, como queria o governo, é Walton Alencar. Documentos obtidos pela revista VEJA e estampados na edição desta semana mostram que, quando presidente do tribunal, Walton manteve uma intensa troca de favores com a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e seu braço-direito, Erenice Guerra. Entre outras coisas, ele antecipava decisões, dava conselhos informais aos advogados do PT e ainda dificultava o trabalho da oposição que, sem saber da sua dupla atividade, procurava o TCU para auxiliá-la em investigações contra o governo federal. Ajuda desinteressada? Conforme publiquei, então, com exclusividade neste blog, Walton contou com a ajuda do governo para conseguir a nomeação da mulher, Isabel Galloti, para o Superior Tribunal de Justiça. Em abril deste ano, Douglas Alencar, seu irmão, que era membro do Tribunal Regional do Trabalho do Distrito Federal, foi indicado para o Tribunal Superior do Trabalho. Muito bem! Aroldo Cedraz, que pediu vista no caso de Graça, é também corregedor do tribunal. Ele determinou a abertura de uma investigação para apurar a atuação do ministro Walton. Segundo informa a VEJA.com, o TCU irá solicitar à Polícia Federal o compartilhamento das mensagens que mostram a troca de favores entre Walton e o governo. A decisão de investigar a conduta de Walton foi anunciada depois que entidades fiscalizadoras dos gastos públicos cobraram uma posição do tribunal, que se mantinha em silêncio sobre as denúncias. Infelizmente, a politicagem assedia os órgãos de controle e transparência da República e os tribunais superiores. Não é segredo para ninguém que, há muito tempo, tanto Lula como Dilma acenam com a indicação de um membro do TCU para a Supremo Tribunal Federal. São sempre lembrados os nomes do próprio Walton e de Benjamin Zymler. No momento, o STF opera com 10 ministros. O substituo de Joaquim Barbosa ainda não foi indicado por Dilma. Não nos esqueçamos: no próximo mandato presidencial, serão indicados nada menos de cinco ministros do Supremo. Ao votar para presidente da República, os brasileiros poderão estar escolhendo também a independência ou a subserviência do Supremo, que pode entrar no mercado das trocas subalternas de favores. Por Reinaldo Azevedo

AÉCIO NEVES E SUA ENTREVISTA PARA O JORNAL DA GLOBO

- William Waack - Boa noite, Aécio Neves, candidato pelo PSDB.
- Christiane Pelajo - Boa noite, candidato.
- William Waack - Eu vou fazer a primeira pergunta. O seu tempo começa a contar a partir de agora. Candidato, pela primeira vez em 20 anos o seu partido, o PSDB, corre o risco de não chegar ao segundo turno em uma disputa presidencial. Em que falhou o seu discurso de oposição?
- Aécio Neves - Boa noite, William. Boa noite, Christiane. Boa noite, telespectadores. William, em primeiro lugar eu venho de uma terra que ensina muito cedo que eleição e mineração, o resultado só vem depois da apuração. Eu continuo extremamente confiante no projeto que nós temos para o Brasil, porque é melhor para o Brasil. Um projeto construído em amplos debates ao longo dos últimos anos, um projeto exequível, e acho que daqui por diante nós temos uma segunda eleição, a verdade é essa. Nós tivemos até 30 dias atrás uma eleição, ainda com o Eduardo entre nós. Infelizmente, com a tragédia que o abateu, o quadro mudou e eu sou o primeiro a reconhecer isso. Mas continuo acreditando nas mesmas coisas que acreditava lá trás, que é preciso nós termos um governo com qualidade, com responsabilidade, com coragem de tomar as decisões certas. Eu acho que no momento da eleição nós estaremos no segundo turno.
- Christiane Pelajo - O senhor...
- William Waack - Candidato, mas... Desculpe Chris, eu só vou...
- Christiane Pelajo - Lógico, lógico.
- William Waack - Nessa questão ainda um pouquinho mais e daí você entra. Candidato, mas é exatamente nessa mudança de uma eleição para outra, quando o senhor estava confortável em segundo lugar, que o senhor passou para o terceiro lugar. O senhor não conseguiu capturar isso que se detecta no eleitorado? Esse sentimento generalizado de mudança?
- Aécio Neves - Olha, eu reconheço que hoje nós não temos uma situação tão confortável como tínhamos a 30 dias atrás. Mas o quadro mudou, a candidata é outra. O que eu acho que é essencial nesse momento, William, é nós reafirmarmos os nossos compromissos com o Brasil. O ano de 2015 e os anos vindouros serão anos difíceis para o Brasil e que não comportam improviso e mudança de posição ao sabor dos ventos. Eu tenho muita confiança que, no momento da decisão, a reflexão vai se dar em torno de duas candidaturas, porque, na minha avaliação, a atual presidente da República perderá as eleições. Perderá pelo conjunto da obra, pelos inúmeros equívocos do seu governo, pelo quadro extremamente perverso, do ponto de vista econômico, que ela deixará ao seu sucessor. E no campo oposicionista existe a nossa candidatura desde sempre na oposição a isso que está aí, e a candidatura da Marina, que terá que mostrar a consistência das suas propostas. E eu tenho dúvida exatamente sobre isso. Sobre a capacidade que ela terá de implementar, no prazo que se propõe, o conjunto de medidas ou de bondades que apresenta à população brasileira.
- Christiane Pelajo - Mas candidato, o senhor não respondeu a pergunta do William. Como é que o senhor explica o fato de outro partido ter se apropriado desse desejo de mudança que a gente viu em pesquisas?
- Aécio Neves - Olha, eu espero que no dia da eleição nós sejamos a mudança verdadeira. Christiane, eu vou lhe dizer de forma muito clara. A mudança, ela não se dá no dia da eleição. A mudança se inicia a partir do primeiro dia do mandato do próximo presidente da República. E é isso que eu tenho tentado colocar de forma muito clara. Nós temos o melhor projeto para que essa mudança, esse sentimento de mudança amplamente majoritário na sociedade brasileira, se confirme adiante. Nós hoje vivemos uma grande frustração. O Brasil comprou um bilhete falsificado de loteria. Uma grande gestora que colocaria o Brasil em ordem, controlaria a inflação e permitiria o Brasil a voltar a crescer. Isso não aconteceu e por isso acho que perderá a eleição. Temos uma nova candidata que se apresenta com um conjunto de propostas absolutamente inexequíveis do ponto de vista prático e terá que explicar isso. O custo das propostas já anunciadas até aqui, fora as que certamente virão ainda durante a campanha, significa um aumento de gasto de R$ 150 bilhões ao ano, 3% do PIB. Só tem uma forma de se fazer isso: aumentando a carga tributária, que ela diz que não vai acontecer. Então, eu acho que esse conjunto de propostas poderá se transformar amanhã em uma grande frustração à sociedade brasileira.
- William Waack - Candidato, o senhor já colocou a conversa na economia. Esse é um ótimo tema para a gente explorar. Por exemplo, o senhor vem dizendo durante a sua campanha que o senhor será capaz de recuperar a confiança que o senhor disse que foi quebrada na atual administração da política econômica brasileira. Aí eu vou colocar algumas questões específicas. Por exemplo, o senhor está disposto a trabalhar com uma brutal alta dos juros? Ou o senhor vai esperar as coisas se colocarem mais ou menos nos trilhos, mesmo sabendo que a inflação, que o senhor inicialmente teria que combater com juros, vai corroendo o salário do trabalhador.
- Aécio Neves - William, eu tenho a absoluta confiança, até pela clareza das nossas propostas, e fiz até um gesto de ousadia ao anunciar, obviamente se eleito, quem será o meu ministro da Fazenda, para sinalizar de forma muito clara que nós teremos uma política fiscal transparente e seremos o governo da previsibilidade. Hoje, você que conhece tão bem economia sabe disso, a inflação se move muito em razão das expectativas de que ela vai aumentar lá na frente. Em razão, em boa parte, dos preços represados que nós temos hoje. A nossa vitória, eu acredito, ela gerará um efeito oposto àquele que nós tivemos em 2002, com a vitória do presidente Lula, cercada de incerteza. Nós tivemos uma disparada do dólar, a inflação, que era em torno de 7% chegou a 12%. No momento em que o presidente incorpora os pilares macroeconômicos herdados do governo anterior, esquecendo obviamente o discurso da campanha, há uma estabilidade. A nossa vitória, certamente, ela já sinalizará claramente para a diminuição dos juros a longo prazo. Então, acho que o que o Brasil precisa fazer é retomar num ciclo de crescimento sustentável. Ninguém, melhor do que nós, tem a capacidade de fazer o Brasil voltar a crescer. E só crescendo, William, nós vamos resgatar a capacidade de gerar os empregos. Empregos de melhor qualidade do que aqueles que foram gerados nos últimos anos para melhorar os investimentos também na saúde, na segurança e na educação.
- William Waack - Mas candidato, eu percebo o senhor na sua resposta lidando no terreno das expectativas. O que eu estou sentindo falta na sua resposta, são dos instrumentos práticos de combate à inflação em prazo rápido. Quais que o senhor vai usar, se o senhor evitou falar de alta de juros.
- Aécio Neves - Eu acho que a simples chegada nossa é uma sinalização adequada em relação à inflação sim, por que... Eu usei um termo, que eu tenho usado muito William: previsibilidade. O nosso não será um governo de sustos, um governo...
- William Waack - Com tanta expectativa.
- Aécio Neves: Um governo de grandes planos, será um governo que sinalizará de forma muito claro para o mercado que as regras, inclusive de reajustes de preços, serão respeitadas e serão de conhecimento de todos. Hoje, nós temos uma expectativa gerada de inflação lá na frente em razão da imprevisilidade que é a marca do atual governo. Então, nós apontaremos para um cenário de estabilidade, de resgate dos investimentos, a partir do respeito às regras, aos contratos, o fortalecimento das agências reguladoras. O Brasil precisa resgatar a capacidade de investimento da sua economia. Nós hoje temos uma taxa de investimento em torno de 18% do PIB, estagnada há muitos anos. Temos um projeto muito ousado, de fazer isso chegar em quatro anos, em torno de 24%.
Christiane Pelajo - Mas, candidato, a princípio, caso o senhor seja eleito. O que o senhor pretende fazer? A gente sabe que candidato algum em lugar nenhum do mundo tem coragem de dizer na prática o que ele pretende fazer, porque ele teme perder votos. A gente queria que o senhor quebrasse essa tradição aqui no Jornal da Globo. Tá na hora de suor, sofrimento e aperto?
- Aécio Neves - Christiane, eu acho o suor, sofrimento e aperto os brasileiros já estão sentindo na pele. A inflação está aí de volta. A inflação de alimentos já está em dois dígitos há mais de um ano e ela corrói entre 35%, 40% do salário daqueles que menos têm. O Brasil está em recessão. Esse é o termo. Técnica ou não, o Brasil está em recessão. Então, o aperto já foi feito por esse governo. O que nós temos é que estabelecer uma nova política econômica que permita o Brasil voltar a crescer. Nós crescemos nesse ano apenas mais do que a Venezuela na nossa região. No ano passado, fomos os últimos. Isso não se justifica para um país com as potencialidades do Brasil. A nossa indústria foi embora. Nós, hoje, temos uma participação da indústria no nosso PIB que nós tínhamos na época de Juscelino Kubitschek, em torno de 13%. O Brasil não pode, William, se contentar em ser, Christiane, o país do pleno emprego de dois salários mínimos. Que transformação nós vamos fazer na nossa realidade e na realidade, sobretudo, daqueles mais pobres? Então, eu acho que o Brasil vai viver o encerramento de um ciclo. Isso é um fato. As pesquisas mostram e é um sentimento que se colhe Brasil afora. Das duas alternativas colocadas para iniciar um novo ciclo, vão ter que ser dissecadas. As pessoas vão ter compreendê-las na sua inteireza, na sua profundidade. Um conjunto de boas intenções não resolve os problemas do Brasil. E nós temos o melhor time, os melhores quadros e a melhor proposta para o Brasil voltar a crescer.
- Christiane Pelajo - Candidato, na entrevista ao Jornal Nacional o senhor falou em realinhamento de preços públicos. A gente queria que o senhor fosse um pouco mais claro em relação a isso. O que o senhor quis dizer com realinhamento de preços públicos?
- Aécio Neves - Olha, nós sabemos que temos hoje preços represados de combustíveis, de energia elétrica e de transportes públicos. Tem que haver regras claras e isso não será feito do dia para noite, mas regras claras que permitam à economia se mover sem sustos. O que eu tenho dito é que o meu governo será o governo das regras claras, da previsibilidade. Essa receita do atual governo, de conter a inflação através do represamento de determinados preços, isso deu errado desde a década de 80, e nós temos que soltar a tampa dessa panela de pressão, mas sem sustos. Nenhuma candidatura está em melhores condições, pelos quadros que nós temos, pelo que eles inspiram nos mercados, de fazer isso, de garantir previsibilidade, para que nós possamos retomar os investimentos, voltar a crescer, termos a médio e longo prazo uma redução da taxa de juros e focarmos naquilo que esse governo jamais focou: no centro da meta da inflação. Esse governo trabalhou o teto da meta como se ele fosse o centro, e é por isso que nós estamos com a inflação saindo de controle e um crescimento tão baixo da nossa economia.
- William Waack - Candidato Aécio, o senhor está em campanha, como todo político em campanha, o senhor trata de levar a cada um daqueles grupos que o senhor acha que podem ser vantajosos do seu ponto de vista de captação de votos, promessas, acena com projetos, e a sua própria descrição da situação da economia brasileira, sugere que caso o senhor seja eleito, o senhor vai encontrar uma situação difícil, com pouca arrecadação, com a inflação ainda andando alto e com o país com baixo crescimento. Aí é que eu lhe cobro o realismo das suas promessas, diante do próprio quadro que senhor descreve.
- Aécio Neves - William, as nossas são realistas, as nossas não enganam, até porque eu não estou assumindo compromissos pontuais, como assumiu, por exemplo, a candidatura de Marina. Eu vou repetir o número: são R$ 150 bilhões por ano. O orçamento da saúde pública no ano passado foi em torno de R$ 83 bilhões, nem todo executado, é fato. Então a nossa é realista. E economia é confiança. Nós temos as condições que as outras candidaturas não têm, até porque a da presidente perdeu e a da Marina não sabe exatamente o que significa isso, governar é com todos, com Lula, com Fernando Henrique. Então, chegou a hora de transformar estas bondades em projetos, eu acho que é isso que a sociedade brasileira vai cobrar da candidata Marina.
- William Waack - Candidato, nós vamos fazer um breve intervalo e voltamos daqui a pouquinho. A gente vai estar de voltar com a segunda parte da entrevista com o candidato do PSDB Aécio Neves. Até já.
- William Waack - Estamos de volta com a entrevista do candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves. Seu tempo volta a contar agora, candidato. Eu gostaria ainda de prosseguir em algumas questões específicas de economia, candidato, pegando, por exemplo, o salário mínimo. Ele é o indexador de muitos dos benefícios sociais. Como o senhor está de acordo com a regra de reajuste do salário mínimo, qual é a sua intenção nesse caso então? Se a gente considera que o salário mínimo tem um enorme peso no buraco da previdência, o senhor vai tentar tirar o salário mínimo como indexador da previdência?
- Aécio Neves - Não, nós não cogitamos isso, William. Inclusive, nós apresentamos um projeto que prorroga até o ano de 2019 o reajuste real do salário mínimo.
- William Waack - Isso do salário. Eu estou tô falando do peso que ele tem na previdência.
- Aécio Neves - Isso... vamos lá. Vamos lá. Não, mas eu estou te respondendo com a forma absolutamente clara. Não pensamos nessa desindexação. Isso foi uma conquista que vai ser mantida. Agora, é preciso que fique claro que o reajuste real do salário mínimo, por exemplo, do ano de 2016, daqui a dois anos, já está precificado. Porque ele será exatamente o crescimento da economia nesse ano. Então, nós podemos ter um reajuste real negativo, nulo, que é o que vai acontecer daqui a 16, daqui a dois anos. Eu digo isso para enfatizar a necessidade, William, de recolocarmos o Brasil na rota do crescimento. E crescimento não se faz sem confiança, sem respeito à regra, sem respeito a contratos, sem nós reorganizarmos a economia. Todos os indicadores nos últimos meses, da Fundação Getúlio Vargas, por exemplo, existem outros, mas esse é, tem uma credibilidade maior, mostram que os empresários da indústria, do comércio, do setor de serviços a cada ano têm uma visão mais negativa, de menor confiança em relação aos investimentos futuros. Esse governo que está aí, o governo da presidente Dilma, não tem mais condições de sinalizar pra retomada do crescimento da nossa economia. Por isso, ela vai perder as eleições e eu espero estar no lugar dela.
William Waack - Há uma série de bombas-relógio colocadas aí no caminho de quem quer que seja o próximo presidente. No seu caso, candidato, voltando a questão da previdência, do salário mínimo, da indexação de benefícios, o senhor tem um outro problema que são as centrais sindicais, suas aliadas, lhe solicitando que acabe com o Fator Previdenciário. O que, segundo alguns especialistas, tornaria o déficit da previdência ainda menos controlável. O que o senhor quer fazer com o Fator Previdenciário afinal?
- Aécio Neves - Olha, eu quero discutir com as centrais sindicais. Eu não estou assumindo esse compromisso. Eu poderia até fazê-lo, mas seria leviano da minha parte fazê-lo neste momento e sem estar, enfim, de posse, na posse da presidência da República. Na verdade, o que nós temos discutido com as centrais, com a Força Sindical em especial, são formas de garantir ao aposentado algum ganho real, além daqueles que os assalariados estão tendo. Nós, inclusive, apresentamos uma proposta que permite acrescentar à correção que já existe hoje, já prevista, um cálculo baseado no aumento médio da cesta de medicamentos, que obviamente são consumidos em maior escala pelos aposentados. O que nós vamos ter é uma relação absolutamente transparente com as centrais sindicais e vamos, sobretudo, fazer o Brasil crescer. Porque crescendo o Brasil, William, todo mundo ganha.
- Christiane Pelajo - Mas candidato, isso piora ainda mais a conta da previdência, que tá caminhando para algo insustentável, quase insolúvel aqui no Brasil.
- Aécio Neves - Mas é, não, essa nossa proposta é o contrário. O custo é muito pequeno, o custo seria alguma coisa em torno de R$ 1,5 bilhão ao ano, nada que impacte na previdência como um todo.
- William Waack - O senhor tem dito em reuniões com empresários que o Brasil tem um custo enorme da mão de obra, sobretudo por força da nossa legislação trabalhista. Esse é um dos assuntos mais espinhosos para qualquer político em campanha, mas eu não vou evita-lo. Ao contrário, eu gostaria de confrontá-lo. O senhor considera a CLT intocável, mesmo afirmando que está na carga que um empregador paga, por funcionário que emprega, um dos maiores problemas para o custo do Brasil?
- Aécio Neves - William, eu, como você certamente se lembra, estive na Constituinte. Eu fui um dos signatários da Constituição de 1988 que consagra os direitos trabalhistas. E essa é uma conquista da sociedade brasileira que não pretendo alterar. Agora, desde que haja disposição das partes de negociar, isso tem que ser estimulado por qualquer governo, em razão de especificidade de cada categoria. Sem obviamente afrontar os direitos trabalhistas.
- William Waack - Disposição das partes em negociar, candidato, significa que o senhor está empurrando o problema um pouco com a barriga para os outros.
- Aécio Neves - Não, essa questão não pode ser arbitrada pelo governo. Ela terá que ser negociada entre as partes...
- William Waack: Mas o sinal é seu.
- Aécio Neves - Atendendo aos interesses em primeiro lugar dos trabalhadores. Eu jamais serei o presidente que vai retirar os direitos conquistados dos trabalhadores brasileiros.
- Christiane Pelajo - Quer dizer, nesse momento aí, cabe uma pergunta: Qual é o Aécio que está valendo? Aquele que quer botar o Brasil no trilho ou, como disse o William, aquele que quer empurrar com a barriga os problemas que são mais difíceis e insolúveis, quase?
- Aécio Neves - Chris, eu estou preparado para botar o Brasil no trilho, na forma que eu acho mais adequada, sem limitar ou retirar dinheiro dos, direito dos trabalhadores. Essas são conquistas, conquistas extremamente positivas. Eu serei o presidente que vai montar um time que vai permitir o Brasil resgatar a confiança perdida, voltar a crescer gerando empregos cada vez de maior qualidade e para minimizarmos os dramas que nós temos hoje em todas as áreas...
- Christiane Pelajo - Mas como, candidato? Qual é a solução mágica? Como?
- Aécio Neves - Previsibilidade. Previsibilidade. Por que, Christiane, que os investimentos deixaram de vir para o Brasil? Porque nós temos um governo intervencionista, que não respeita contratos e que não gera confiança nos parceiros do governo, que demonizou, durante os últimos dez anos, as parcerias com o setor privado. Um governo que se intrometia na taxa de retorno daqueles que investiam. E não há nada mais valioso na política do que o tempo. E o tempo perdido não volta mais. A experiência do PT no governo custou imensamente caro ao país. Por isso que eu temo uma nova, que uma nova inexperiência dentro do governo nos leve a uma nova frustração lá na frente.
- Christiane Pelajo - Mas candidato, o senhor cobra de adversários do senhor sempre coisas mais concretas, programas mais concretos, criações mais concretas, mas o senhor não está apresentando aqui para gente ações concretas.
- Aécio Neves - Christiane, nada mais concreto que a previsibilidade, do que o respeito aos contratos, do que resgatar as agências reguladoras, do que não maquiar as contas públicas, nada mais concreto do que uma política fiscal transparente, onde o superávit conseguido, será um superávit conquistado ano a ano e previsível para o ano seguinte, não como nós conseguimos no ano passado, do 1,9% do superávit primário da nossa economia, mais da metade foi construído com receitas que não se repetirão, libra, refis. Por exemplo, a previsibilidade é que vai permitir ao Brasil voltar a crescer, e essa é a chave do sucesso do nosso governo. Crescimento.
- William Waack - Deixa eu voltar a mais um ponto específico, candidato. Por exemplo, o Brasil vive uma situação, é um paradoxo. O Brasil vive taxas históricas de desemprego baixas, nós temos regime de pleno emprego, e ao mesmo tempo um estouro dos benefícios ao desempregado, ou seja, o salário-desemprego. Nessa questão específica, por exemplo, nós estávamos falando, a Christiane estava perguntando sobre coisas concretas, o que o senhor pretende fazer? Que tipo de restrição, por exemplo, o senhor fixaria a concessão de benefícios como esse?
- Aécio Neves - Nós estamos debatendo intensamente como reorganizar o seguro-desemprego. Existem exageros, sim, que têm que ser contidos. Nós estaremos, inclusive, até o dia 15 apresentando o nosso programa de governo, e esse é um capítulo que nós anunciaremos de forma muito clara como vamos fazer. Agora é preciso que na questão do emprego, eu vejo sempre esse discurso, William, de que nós temos hoje uma taxa de desemprego extremamente baixa.
- William Waack - Bom, historicamente ela é.
- Aécio Neves - Mas é preciso que nós olhemos o filme. Os empregos formais gerados no mês de julho foram os menores do século, comparados com o mesmo mês de julho dos anos anteriores. E isso vem acontecendo ao longo dos últimos quatro ou cinco meses. Qual é a leitura que nós temos? Economia que não cresce, não gera empregos. Então, o filme em relação ao emprego é também preocupante. Nós vamos ter taxas de desemprego crescendo pelos próximos meses.
- Christiane Pelajo - Mas o senhor vai limitar, o senhor vai fazer algum tipo de restrição para fixar, para poder dar essa concessão do benefício?
- Aécio Neves - Nós vamos organizar melhor o seguro-desemprego, que inclusive é uma criação do PSDB, do então deputado José Serra. O que nós queremos é ver aonde estão as falhas, aonde estão os exageros e corrigi-los. Como vamos fazer em todo o governo, em todos os programas. O programa tem que ter eficiência, o programa tem que dar resultado para ser mantido. Hoje, no Brasil, não há qualificação dos programas. Sejam os programas sociais e mesmo na condução, por exemplo, da política econômica no que diz respeito às desonerações. Não há um acompanhamento de que benefícios efetivos essas políticas públicas vêm trazendo ao Brasil. E muitas delas não trazem benefício algum a não ser para os beneficiários.
- William Waack - Candidato eu queria chamar a sua atenção agora para um ponto que o senhor tem criticado bastante, que são os acordos comerciais que não existem, e que na sua avaliação da situação tornam o crescimento do Brasil ainda mais difícil. O que é que o senhor vai fazer eleito? O senhor vai telefonar pra Casa Rosada e depois o senhor vai telefonar para o palácio lá em Caracas e vai dizer aos dois principais parceiros do Mercosul que não são mais parceiros?
- Aécio Neves - Olha, certamente não precisa ser dessa forma, mas política externa é, sobretudo, negociação. Na verdade, política externa em países desenvolvidos William, é negócio, é pragmatismo, é abertura de mercados. São negociações que beneficiem a nossa economia, os empregos gerados aqui. E o Brasil optou por um alinhamento ideológico na sua politica externa, meramente ideológico. O mundo está avançando, nós perdemos uma oportunidade extraordinária de consagrarmos um acordo com a União Europeia que possibilitaria nós duplicarmos a nossa, as nossas exportações de produtos do agronegócio para o conjunto dos países da União Europeia. Essa cota que foi aberta lá, já foi ocupada pela negociação com o Canadá e não se abrirá outra tão facilmente. Nós temos que ter uma política externa pragmática e eu defendo sim uma flexibilização nas regras do Mercosul, de união aduaneira passando a ser uma área de livre comércio. O Brasil não pode estar de mãos atadas, vendo a sua competitividade aqui diminuída e os seus mercados possíveis serem ocupados por outras nações concorrentes.
- Christiane Pelajo - O senhor já disse várias vezes que vai diminuir à metade o número de ministérios. Antecipa aqui para a gente, quais são os ministérios que o senhor vai cortar? Quais ministérios vão desaparecer?
- Aécio Neves - Olha, eu acho que metade do número atual de ministérios, alguma coisa em torno disso, é absolutamente razoável para o Brasil ser bem governado. Um ministério não significa que aquela determinada ação...
- William Waack - Metade aí seriam 20, então?
- Aécio Neves - Eu acho que uma coisa entre 20 e 23. Nós estamos em um primeiro desenho chegando em alguma coisa em torno de 23 ministérios. Porque não significa que uma determinada questão, determinada área deixe de ser respondida por um ministério, ela terá  menor eficiência. Ao contrário, terá maior. Inclusive, anunciei...
- Christiane Pelajo - Mas quais vão desaparecer, candidato?
- Aécio Neves - Eu anunciei, por exemplo, que o Ministério da Pesca vai estar dentro de um ‘Superministério’ da  Agricultura, do Agronegócio. Um ministério que tenha interlocução com a área da Fazenda, interlocução com a área de infraestrutura. Esse é um outro ministério, nós vamos apresentar o desenho de um grande Ministério de Infraestrutura, para o Brasil superar esse gargalo enorme à nossa competitividade hoje. Olha, eu tenho enorme confiança, Christiane, que hoje eu represento um projeto que o Brasil precisa viver. A mudança verdadeira, a mudança com começo, meio e fim, com quadros qualificados, nós é que temos condições de fazer. E repito: não é no dia da eleição que essa mudança vai se dar. Ela se dará a partir do primeiro dia do próximo mandato. E o Brasil não pode caminhar de frustração em frustração. Por isso, eu tenho muita confiança que, na hora certa, no dia 5 de outubro, nós estaremos no segundo turno. E, a partir daí, prontos para iniciar um virtuoso ciclo de crescimento e desenvolvimento social no Brasil.
- William Waack - Candidato Aécio, muito obrigado pela sua entrevista. Boa noite para o senhor.
- Christiane Pelajo - Obrigada. Boa noite.
- Aécio Neves - Obrigado, Christiane. Obrigado.

AÉCIO NEVES ACUSA MARINA SILVA DE TER MANTIDO "SILÊNCIO OBSEQUIOSO" DIANTE DOS CRIMES DO MENSALÃO DO PT

Aécio Neves, em discurso em Minas Gerais,  associou a candidata Marina Silva (PSB) ao PT, partido do governo. Ele acusou Marina e Dilma de fazer um “silêncio obsequioso” diante das denúncias do Mensalão do PT. Aécio Neves, que já chegou a dizer que Marina Silva copiava seu programa de governo, afirma agora que tanto a candidata como a presidente Dilma Rousseff, que concorre à reeleição, estão no mesmo campo e que a candidatura tucana representa a "travessia segura". "Eu estava lá denunciando o Mensalão", disse Aécio Neves, afirmando que apoiou o plano Real e a lei de Responsabilidade Fiscal: "As nossas adversárias não estavam desse lado. Estavam contra o Plano Real, contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e nos brindaram com um obsequioso silêncio no momento em que as mais graves denúncias surgiram sobre malfeitos do governo federal". O candidato falou sobre o escândalo para uma platéia de tucanos mineiros, Estado onde ainda corre nos tribunais o julgamento do mensalão atribuído a integrantes de seu partido e ao publicitário Marcos Valério. "A verdade é começam a aparecer algumas semelhanças entre a candidatura oficial e a candidatura oriunda do PT que se apresenta agora no campo oposicionista. O Brasil não está preparado para novas aventuras. Não dá para jogarmos com o time da segunda ou terceira divisão", disse o tucano.

PAULO ROBERTO COSTA ESTÁ DEPONDO NA DELAÇÃO PREMIADA E PODE TIRAR A PETISTA DILMA ROUSSEFF DO SEGUNDO TURNO

O ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, começou na última sexta-feira (29) a prestar depoimentos em processo de delação premiada sobre a investigação que gerou a Operação Lava Jato, no qual o ex-dirigente da estatal foi preso. Investigado pela Polícia Federal, Costa é acusado de ter recebido propina e de ter envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. Devido às acusações, ele ficou quase dois meses preso no Paraná. O processo está sob análise do Supremo Tribunal Federal em razão de suspeitas de envolvimento de parlamentares no caso. Os depoimentos de Paulo Roberto têm ocorrido diariamente, inclusive no fim de semana, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Esta é a primeira etapa da delação premiada, processo que ele decidiu fazer em troca da possibilidade de redução de pena. O benefício, no entanto, só será garantido caso sejam detalhadas informações sobre os crimes cometidos, conexões da quadrilha e personagens envolvidos, além da apresentação de provas das revelações que ele fizer. Se ao final dos depoimentos o Ministério Público concluir que Costa prestou as informações propostas, o acordo de delação premiada será levado à Justiça Federal do Paraná para homologação. Caso Paulo Roberto Costa cite políticos com foro privilegiado, como deputados federais,  esta parte da delação  terá que passar também pela Procuradoria-Geral da República e pelo Supremo Tribunal Federal. O ex-diretor da Petrobras foi preso  em março deste ano pela PF. As investigações policiais apontaram que Costa teria intermediado contratos de empresas de fachada, comandadas pelo doleiro Alberto Youssef, junto à estatal.

FAMÍLIA QUER TIRAR PAI DE MARINA SILVA DE BAIRRO POBRE NO ACRE

Irmã mais nova de Marina Silva (PSB), Maria Elizete da Silva, de 52 anos, diz que uma das primeiras providências da irmã, caso chegue ao Planalto, será tirar o pai, Pedro Augusto da Silva, de 87 anos, da casa de madeira em que vive na Cidade Nova, bairro pobre de Rio Branco. Suspenso por vigas de alvenaria, o imóvel é anualmente visitado pelas cheias do vizinho Rio Acre, um tormento que se repete há cerca de 30 anos na vida dos Silva. “Se a Marina ganhar para presidente, não vai deixar mais papai aqui neste bairro. Vai achar que também é demais, né? O que é que o povo não vai dizer: ‘ela ganhou, o pai dela continua ali, no alagado, e ela não está fazendo pelo pai. Vai fazer por alguém?’”, questiona Maria. Ela conta que Marina tem pelejado para que seu Pedro – um ex-soldado da borracha, que por mais de 30 anos tirou o sustento dos seringais – finalmente aceite sair do local. Em vão. O pai prefere ficar perto da família, que vive, em sua maioria, na capital acriana e arredores. Duas irmãs moram em pequenas colônias na zona rural. O único irmão é instrutor de autoescola na cidade. Numa das últimas enchentes, a água ficou a um palmo de invadir o pavimento de cima, o que fez a presidenciável viajar à cidade, na tentativa de tirar o pai do local. “Ela veio e pediu para ele sair, mas papai é uma pessoa que, quando quer fazer uma coisa, não tem ninguém que tire”, afirma Maria, lembrando que a ex-ministra, diante da recusa, comprou madeira para o caso de ser necessário subir os móveis. Entra enchente, sai enchente, seu Pedro adianta que não vai arredar o pé dali. Questionado se aceitaria se mudar para Brasília num eventual mandato da filha, foi taxativo: “Morar lá, não. De jeito nenhum. Acostumei aqui”. Foi Marina, contam os Silva, quem mandou construir uma casa mais alta para minimizar os danos provocados pelo Rio Acre. Antes da projeção política, ela morou num casebre na mesma rua. Seu Pedro está no local há 34 anos. Mora com Maria e se sustenta com a aposentadoria por idade. Anos atrás, vendia tabaco na antiga rodoviária, mas a idade avançada já não permite muito esforço. Ele critica o valor do benefício social, de um salário mínimo, cujo ganho real nos últimos 12 anos é uma das principais bandeiras do PT. “Para o preço em que estão as coisas, não é um bom salário”, reclama, acrescentando não saber o que um eventual governo Marina faria a respeito. Seu Pedro é uma das pessoas mais próximas da presidenciável e, segundo os parentes, está sempre em contato com ela. No lançamento da chapa da filha com Eduardo Campos, em abril, estava em Brasília prestigiando a ex-ministra. “Foi de repente, pegou todo mundo de surpresa”, comenta, quando perguntado sobre o acidente que matou o ex-governador. Para ele, foi natural que Marina assumisse a campanha após a tragédia, afinal, “ela já era a vice”. A campanha de Marina tem procurado blindar os familiares do assédio da imprensa. Nesta quarta-feira, 3, o jornal O Estado de S. Paulo encontrou seu Pedro descansando numa rede, no andar de baixo de casa e conversou com ele por cerca de meia hora, mas parentes que integram a campanha pediram depois que a entrevista com ele fosse interrompida. Maria conversou com a reportagem na segunda-feira, 1º, por cerca de uma hora. Seu Pedro é católico, mas diz que entra onde “tiver Deus”. Já Maria frequenta a igreja Deus é Amor da esquina. Ela concorda com a decisão da irmã de não apoiar o casamento gay, uma das primeiras polêmicas da campanha. “Esse negócio de homem casar com homem, mulher casar com mulher é coisa do inimigo”, justifica, evocando conceitos da Bíblia. “A Marina não apoia, não. Não é contra, mas a favor também não é. Quem quiser viver sua vida, viva. Mas ela mesmo não assume a responsabilidade de ser a favor”, emenda. A exemplo de Marina, os Silva são comedidos quando se fala na rápida ascensão da ex-ministra nas pesquisas e evitam cantar vitória antes da contagem dos votos. Mas dizem que ela está pronta para governar e que as condições são boas: “É uma mulher preparada para ser presidente. Neste ano, tenho pra mim que a Marina vai ganhar dela (a presidente Dilma Rousseff). O povo já está cansado de tanta promessa".

SENADO ARGENTINO APROVA LEI PARA PAGAMENTO DE DETENTORES DE BÔNUS

O Senado da Argentina aprovou no início desta quinta-feira um projeto de lei formulado pelo governo para permitir o pagamento aos detentores de títulos de dívida do país latino-americano, em uma tentativa de contornar a decisão do juiz norte-americano Thomas Griesa que impediu o cumprimento dos compromissos de dívida no Exterior. O projeto foi aprovado com 39 votos a favor e 27 votos contra, após mais de oito horas de discussões. Espera-se que a Câmara dos Deputados, maioria aliada do governo, dê a aprovação final ainda este mês. "Esta é única forma possível que assegura aos detentores de bônus reestruturados continuar a cobrar na moeda acertada, que é o dólar", disse em discurso o chefe do bloco de senadores da Frente para a Vitória, partido da presidente peronista populista Cristina Kirchner, Miguel Angel Pichetto. O projeto de lei pode ser alvo de ações judiciais por parte dos creadores por alterar os termos dos acordos que regem as obrigações. Ele também é difícil de ser aplicado, uma vez que o governo argentino não tem informações necessárias sobre os detentores dos bônus. Os dados estão retidos pelas instituições responsáveis ​​pelo processo de pagamento dos títulos e não podem ser compartilhados, pois correm o risco de serem apreendidos por Griesa. O principal ponto do projeto de lei é substituir o Bank of New York Mellon (BNY Mellon) pelo Banco de La Nación como agente pagador de títulos argentinos reestruturados sob jurisdições estrangeiras, incluindo Estados Unidos, Grã-Bretanha e Japão. Com isso, o títulos públicos (cerca de 30 bilhões de dólares) seriam liquidados em Buenos Aires, para depois serem distribuídos em um processo de pagamento que inclui uma série de intermediários. Senadores acrescentaram ainda uma mudança de última hora ao texto do projeto para possbilitar o cancelamento de bônus emitidos pela Argentina na França, de acordo com leis estrangeiras nas duas reestruturações de dívida que o país realizou após calote em 2002. O ministro da Economia, Axel Kicillof, disse que os detentores da dívida poderão propor locais alternativos de pagamento desde que estejam fora da influência de Griesa. O líder da oposição, Sergio Massa, sugeriu a França como alternativa para o pagamento dos títulos da dívida. Massa lidera algumas pesquisas de votos para as eleições presidenciais de outubro de 2015, nas quais Cristina Kirchner não poderá concorrer.

LULA SINALIZA PARA SUA VOLTA EM 2018, TROPEÇA E CAI NO PALCO

Em discurso na Bahia ao lado do candidato do PT ao governo estadual, o ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr) sinalizou nesta quarta-feira que pretende voltar a disputar as eleições em 2018 e mandou um recado aos partidos de oposição: "Eles devem se preparar porque eu vou estar vivo. Eles ficam dizendo: 'Dilma vai ser reeleita para ficar mais quatro anos e depois vem um tal de Lula e vai ficar mais quatro?' É muito cedo para a gente discutir, mas uma coisa eu digo para vocês: em 2018 eu vou estar com 72 anos. Enquanto eu tiver forças para brigar por esse País, não vou permitir que aqueles que não fizeram nada pelo Brasil em 500 anos voltem", disse. No mesmo dia, aliados do ex-presidente lançaram um site, sem se identificar, para espalhar nas redes sociais o movimento Volta, Lula – já neste ano. “Temos até o dia 15 de setembro para trocar candidatos”, diz o site. Durante o comício, Lula escorregou quando cumprimentava um militante petista e acabou desabando no palco – ele não se machucou.

PESQUISAS IBOPE E DATAFOLHA VÃO DAR ÂNIMO AO PT; TUDO INDICA QUE CAIU A DIFERENÇA EM FAVOR DE MARINA; AVALIAÇÃO DO GOVERNO MELHORA NO IBOPE, E REJEIÇÃO À PETISTA CAI

Pois é…Tanto a pesquisa Datafolha como a pesquisa Ibope vão dar ânimo aos petistas, embora, segundo os dois institutos, se a eleição fosse hoje, Marina Silva (PSB) ainda se elegesse presidente da República. Em uma semana, houve uma movimentação relevante pró-Dilma nos dois institutos. O tucano Aécio Neves segue numa situação difícil em ambos. Vamos ver. Comecemos pelo Ibope.

Segundo o instituto, Dilma Rousseff cresceu três pontos e tem agora 37% das intenções de voto, contra 33% de Marina, que cresceu quatro. Nesse levantamento, Aécio caiu de 19% para 15%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE sob o número 514/2014. Os gráficos abaixo foram publicados no Estadão Online.
Os números se mexeram também no segundo turno: caiu a diferença entre Marina e Dilma. Há uma semana, era de nove pontos e agora está sem sete: a peessebista tinha 45%, e a petista, 36%. Agora, a primeira oscilou um ponto para cima e soma 46%, e a outra cresceu 3 e aparece com 39%. A variação entre as duas está dentro da margem de erro. 
IBOPE GRÁFICOS
Há outro dado que pode animar os petistas na pesquisa Ibope. A taxa de ótimo e bom do governo variou de 34% para 36% em uma semana; os que acham a administração ruim ou péssima oscilaram de 27% para 26%, e os que a veem como regular variaram de 36% para 37%. De julho para cá, a aprovação do governo cresceu cinco pontos (de 31% para 36%) e a reprovação caiu sete (de 33% para 26%).
Ibope Gráficos avaliação
A melhor de todas as notícias do Ibope, para Dilma, no entanto, está mesmo nos números da rejeição: em uma semana, esta teria caído cinco pontos: de 36% para 31%. O Ibope ouviu 2.506 pessoas em 175 municípios.
Datafolha
A pesquisa do Datafolha tem uma base bem mais ampla do que a do Ibope, está registrada do TSE sob o número 517/2014 e ouviu 10.054 indivíduos em 361 municípios. Os números são um pouco diferentes, mas as duas pesquisas apontam num mesmo sentido. Nesse caso, a diferença entre Dilma e Marina no primeiro turno é de apenas 1 ponto, com a candidata do PT numericamente à frente: 35% a 34% — há uma semana, ambas tinham 34%. A margem de erro também é de dois pontos para mais ou para menos. Nesse levantamento, Aécio oscilou de 15% para 14%. Vejam os gráficos publicados pela Folha.
Datafolha gráficos
Quando se analisa a convicção do eleitor, Dilma tem uma certa vantagem sobre Marina: 74% dizem estar convictos, e 25% admitem que ainda podem mudar de candidato. No caso de Marina, 70% afirmam que não mudarão de ideia: 30% admitem que isso ainda é possível.
A favor da candidata do PSB, há o desejo de mudança: 79% afirmam querer que as ações do próximo presidente sejam diferentes. Apenas 17% torcem para que sejam iguais.
Datafolha convicção
Há uma semana, no Datafolha, a diferença de Marina para Dilma no segundo turno era de 10 pontos; agora, está em 7, embora as duas tenham variado na margem de erro. Ocorre que Marina oscilou dois pontos para baixo, e Dilma, um ponto para cima. Se essa disputa fosse travada hoje, Marina venceria por 48% a 41%; há uma semana, por 50% a 40%.
Datafolha gráficos segundo turno
O Datafolha também investigou a aprovação do governo Dilma. A situação é de estabilidade. Eleitores que julgam o governo bom ou ótimo passaram de 35% para 36%. A avaliação regular oscilou de 39% para 38%. A soma de ruim e péssimo recuou de 26% para 24%
A eleição ainda está muito longe, e o PT tem uma máquina poderosa, que agora está mobilizada contra Marina. Por razões óbvias, ela passou a ser alvo também das críticas de Aécio. Nesta primeira semana de embates explícitos, a única beneficiária, tudo indica, foi Dilma.
Vejam, agora, os números do primeiro turno de cada candidato segundo a região:
Datafolha por região
Marina está nove pontos à frente de Dilma no Sudeste, a região do país com o maior número de eleitores: 37% a 28%, mas a vantagem de Dilma é grande na segunda maior região, o Nordeste: 48% a 33%.  A petista também lidera na Norte: 38% a 32%. No Sul e no Centro Oeste, há empate técnico, mas a candidata do PT aparece com percentuais maiores: 34% a 30% e 33% a 30%, respectivamente.
Atenção! Ter uma estrutura partidária faz grande diferença nessa fase. Os petistas ainda não têm motivos para estar eufóricos, mas podem se mostrar mais otimistas hoje do que estavam ontem. Por Reinaldo Azevedo