quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O BILIONÁRIO FUNDO DA PETROBRAS, O PETROS, PERDEU R$ 21 MILHÕES EM OPERAÇÃO DO DOLEIRO DA OPERAÇÃO LAVA JATO

O Petros é o segundo maior fundo de pensão do Brasil, com patrimônio de R$ 66 bilhões. Teve, só no ano passado, prejuízo de R$ 2,8 bilhões, por conta de investimentos que deram errado e empréstimos não honrados. O material a seguir é da Folha, assinado por Mário Cesar Carvalho e Flávio Pereira. leia tudo:  O fundo de pensão da Petrobras, o Petros, perdeu o equivalente hoje a R$ 21 milhões ao emprestar esse montante em 2006 para uma empresa que era controlada pelo doleiro Alberto Youssef, de acordo com documentos apreendidos pela Polícia Federal na Operação Lava Jato. Um relatório da Polícia Federal levanta a suspeita de que o empréstimo foi obtido graças aos contatos políticos do doleiro. Um dos indícios de intermediação política, segundo a Polícia Federal, é um e-mail de um executivo que trabalhava para Youssef, no qual ele faz menção a João Vaccari Neto, tesoureiro nacional do PT, como interlocutor para tratar de assuntos relativos ao Petros.''Falei hoje com o João Vacari sobre a Petros'', diz o executivo Enivaldo Quadrado, condenado no processo de Mensalão por ter usado uma corretora, a Bônus Banval, que tinha para repassar recursos do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza para o PP, partido da base aliada do PT que tem ligações com o doleiro. A mensagem que cita Vaccari Neto é de 2012. ''Há indício de que João Vaccari estaria intermediando negócios entre a Petros e o grupo GFD/CSA'', diz o documento da  polícia, citando duas empresas do doleiro.

PREÇO DO QUEROSENE DE AVIAÇÃO JÁ SUBIU 15,7% ESTE ANO

Nem o governo e nem a mídia tradicional tocam no assunto. Estranhamente, o governo não tem falado nada sobre os constantes e enormes aumentos de preços nos preços do querosene de aviação, que desde o dia 1º de maio registrou aumento de 15.7%. Este combustível vem tendo seu preço elevado todos os dias primeiro de cada mês, segundo apurou o editor esta manhã:
 Dia 1º de junho - 3,8 %
 1º de julho - 4,3%
 1º de agosto - mais 3,8%
A informação é de que isto acontecerá no primeiro dia de cada mês. Isto mostra a premência da situação. Setores que com certeza rendem pouquíssimos votos à situação como é o caso da comunidade da aviação ja esta pagando o pato pelos desmandos administrativos que ocorrem na Petrobrás. O governo só não aumentou ainda o preço da gasolina para automóveis com medo das eleições, mas o ministro Guido Mantega admitiu que isto acontecerá. Caso os índices sejam os mesmos aplicados aos preços do querosene de aviação, a gasolina comum já estaria custando R$ 4,00 o litro. Na virada do ano, o preço poderá ir a R$ 6,00. (Políbio Braga)

OUTRA EMPRESA DE ENGENHARIA PEDE RECUPERAÇÃO JUDICIAL POR CONFLITOS COM A PETROBRAS

Mais uma empresa de engenharia resolveu buscar a proteção judicial para evitar a falência por causa das diabruras administrativas e financeiras das Petrobrás, que sustenta conflitos intermináveis no exame dos pedidos de aditivos, claims e até defasagem de projetos. Desta vez, a empresa atingida foi a argentina Contreras. Ela pediu recuperação judicial em meio às dificuldades da engenharia voltada ao setor de óleo e gás brasileiro. A medida acaba de ser deferida pela 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. A Petrobrás também tem criado dificuldades para pagar o que deve aos seus fornecedores.

AMAZON TENTA COMPRAR A REDE DE LIVRARIAS SARAIVA

A Amazon está negociando a compra da Saraiva, a maior rede de livrarias do Brasil. Segundo fontes envolvidas na operação, as conversas se encontram em estágio avançado e o acordo deve ser selado em breve. A Saraiva pertence à família de mesmo nome - o maior acionista individual é o diretor presidente da companhia, Jorge Eduardo Saraiva. Uma vez fechada, esta será a primeira aquisição do gigante do varejo eletrônico no País, onde desembarcou há dois anos. Uma estréia de respeito. Ao levar a Saraiva, a Amazon herdará uma rede de 114 lojas e uma editora com mais de 1.700 títulos e líder na publicação de obras jurídicas - acervo este que alimenta consideravelmente as vendas do grupo no varejo.

AO PEDIR A SUSPENSÃO DO DIREITO DE PROPRIEDADE, O GOVERNO DO PETISTA TARSO GENRO QUER TRANSFORMAR O RIO GRANDE DO SUL EM UM ESTADO SEM LEI

O governo do Rio Grande do Sul vem se negando a cumprir ordem do juiz da 1ª Vara Cível do Foro Regional Tristeza, Porto Alegre, que mandou desalojar os invasores da antiga área da Avipal, atualmente pertencente à construtora Melnick. A área foi invadida por militantes do MTST. Além de descumprir a ordem judicial, que tem força de lei, o governador Tarso Genro mandou avisar que a Procuradoria Geral do Estado pedirá a suspensão da ação por 90 dias. Ele quer, aliás, que todas as 20 ações do tipo que estão em andamento no Estado sejam suspensas por um prazo que vá até depois das eleições. Pior ainda é a posição da Defensoria Pública do Estado, que requereu em juízo um prazo de mais seis meses para cumprir a reintegração de posse noutro terreno, este localizado no bairro Hípica. O juiz dos casos diz que Estado e Defensoria Pública nem são parte nos processos. O que se espera é que mande prender as autoridades que não cumprem sua ordem. O que Tarso Genro e a Defensoria Pública propugnam é a suspensão do artigo 5º, inciso XXII da Constituição Federal, que garante o direito de propriedade. Este tipo de ameaça à segurança jurídica proporcionado pelo estado de direito, torna o RS um Estado no qual ninguém pode confiar. (Políbio Braga)

ASSESSOR DO PALÁCIO ADMITE ATUAÇÃO NA CPI, MAS ACHA O ABSURDO NORMAL.... OU: UM ZÉ MANÉ ARROGANTE ACHA QUE PODE DAR PITO NA OPOSIÇÃO; DILMA PERDEU O CONTROLE!

Que gente exótica. Luiz Azevedo, braço-direito do ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, veio a público por meio de uma nota oficial para admitir que atuou, sim, na tramóia para fraudar qualquer resultado eventualmente honesto que pudesse ter a CPI da Petrobras no Senado. A VEJA revela a conspirata na sua mais recente edição. A Folha desta quarta-feira informa que Azevedo fez parte da linha de frente do imbróglio. O governo tentou negar que estivesse envolvido até o pescoço no rolo. A presidente Dilma disse a respeito coisas incompreensíveis (vejam post). Mas não dava mais para disfarçar.

E não é que Azevedo, em sua nota,  parece ungido por Deus para cumprir uma missão? É… O homem não trabalha na Petrobras. O homem não trabalha no Senado. O homem não é assessor de parlamentar petista. Mesmo assim, ele revela o que parece ser uma tarefa passada pelo próprio Deus na sarça ardente da empulhação petista: “evitar o uso político eleitoral da CPI”. Quem é esse para se considerar protagonista de tal missão? A sua nota é o retrato de um tempo. Eu a reproduzo na íntegra. Volto em seguida.
Presidência da República
Secretaria de Relações Institucionais
Sobre matéria publicada na Folha de São Paulo – Ação na CPI da Petrobras foi combinada com assessores do Planalto
A respeito da matéria publicada nesta quarta-feira (6), no jornal Folha de São Paulo, esclareço: enquanto funcionário da Secretaria de Relações Institucionais, possuo duas atribuições fundamentais no tocante à CPI da Petrobras – relação com a estatal, para que a mesma atenda de forma organizada as demandas da Comissão com transparência e eficiência; e com os parlamentares da base e da liderança do governo.
Atuo em ambas as frentes para que todos os esclarecimentos, dados e fatos sejam prestados pela empresa, visando assegurar a qualidade das informações, evitando, dessa forma, o uso político eleitoral da CPI.
Por se tratar de uma ação investigativa do parlamento envolvendo uma empresa estatal, evidentemente a articulação política do governo não deve se omitir de participar dos debates com parlamentares, inclusive para a formação do roteiro e da estratégia dos trabalhos. Trabalhos esses que foram, desde o início, boicotados pela oposição, que agora se utiliza de oportunismo para explorar politicamente o factoide criado.
Em nenhum momento nossa atuação feriu as atribuições e soberania do parlamento, que preserva suas prerrogativas com denodo e independência.
Luiz Azevedo
Secretário Executivo da Secretaria de Relações Institucionais
Volto
Trata-se de uma notável coleção de absurdos. A nota já começa estupidamente errada quando este senhor afirma: “enquanto funcionário da Secretaria de Relações Institucionais, possuo duas atribuições fundamentais no tocante à CPI da Petrobras”. Como é que é? Este cara não tem de ter papel nenhum na comissão. Se tem dois, então é uma barbaridade duplicada.
Sem vergonha, sem constrangimento, ele diz quais são esses papéis:
1: atuar pra que a empresa forneça todos os dados;
2: fazer uma articulação com a base de apoio.
Eis um caso notável em que não se distinguem partido, empresa, Estado e governo. Tudo acaba submetido à mesma lógica e à mesma hierarquia. Ainda que ele estivesse bem intencionado, a Petrobras tem de fornecer as informações porque deve satisfações ao público, mormente porque é uma empresa de capital aberto. Um dos papéis de um secretário-executivo de Relações Institucionais é manter uma interlocução com o Congresso, com o Poder Legislativo, não apenas como uma fatia dele. Até porque não se trata de um trabalho de convencimento em favor de um projeto de lei ou de uma medida do Executivo. Ao contrário: o que se fez, de forma clara, arreganhada, explícita, foi tentar encabrestar o Parlamento.
Essa gente perdeu a noção do ridículo. Agora, assessor de segundo escalão se acha no direito de emitir nota pública com críticas à oposição… Alguém elegeu esse cara para alguma coisa? Ele já se submeteu ao crivo popular? Além de ser pego fora do lugar, fazendo o que não deve, arvora-se também em ombudsman da oposição.
Vai levar muitos anos para que o País se recupere da degradação institucional a que o submeteu o PT. Mas será preciso começar em algum momento. Antes tarde do que nunca. Um Zé Mané arrogante acha que pode dar pito na oposição. Dilma perdeu o que nunca teve: o controle do governo. Por Reinaldo Azevedo

PRESSÃO DO GOVERNO ADIA DECISÃO SOBRE BENS DA PETISTA GRAÇA FOSTER NO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

O ministro José Jorge, do Tribunal de Contas da União (TCU), defendeu nesta quarta-feira a indisponibilidade de bens da atual presidente da Petrobras Graça Foster por considerar que a dirigente participou do processo de compra da refinaria de Pasadena, no Texas. A aquisição dessa unidade de refino é considerada um dos mais desastrosos negócios realizados pela estatal brasileira. Apesar da opinião do relator, apresentada ao Plenário da Corte, o TCU ainda vai dizer, nas próximas semanas, se confirma ou não a indisponibilidade. Caso seja confirmada, Graça não poderá se desfazer de seus bens ao longo do período de investigação, mas continuará recebendo rendimentos, como aluguéis.

O atraso na análise do TCU se deve à intensa articulação do Palácio do Planalto, que fez com que o processo fosse retirado de pauta pelo próprio ministro depois de o advogado-geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, ter argumentado que a indisponibilidade de bens seria uma “pena gravíssima” e poderia comprometer a imagem da Petrobras. É a primeira vez que um advogado-geral da União faz pessoalmente uma sustentação oral no TCU. Nos próximos dias José Jorge vai analisar a tese apresentada pela União e decidir se inclui ou não novos nomes de autoridades passíveis de ter os bens indisponíveis. Ao mesmo tempo, o bloqueio de bens já é questionado no Supremo Tribunal Federal (STF) em um mandado de segurança ainda não julgado pelo ministro Gilmar Mendes.
No último dia 23, quando analisaram a compra da refinaria, os ministros do TCU chegaram à conclusão de que a Petrobras teve prejuízo de 792 milhões de dólares na aquisição da refinaria de Pasadena, mas isentaram de responsabilidades a presidente Dilma Rousseff e os demais integrantes do Conselho de Administração da empresa na época do negócio. Dilma era a presidente do colegiado e neste ano justificou a compra como tendo sido baseada em um parecer “técnica e juridicamente falho” elaborado pelo antigo diretor da Área Internacional, Nestor Cerveró.
Nesta quarta-feira, o ministro José Jorge sugeriu, em seu voto, a correção dos nomes de autoridades que devem ter os bens tornados indisponíveis. Além de ter incluído o nome de Graça Foster, Jorge acrescentou também o de Alberto da Fonseca Guimarães, presidente da Petrobras América no período em que a estatal deixou de receber 39,7 milhões de dólares de passivos trabalhistas e tributários de sua antiga parceira, a empresa belga Astra.
Na proposta de retificação de voto, o ministro José Jorge também excluiu do rol de responsáveis por Pasadena o ex-diretor de Gás e Energia da estatal, Ildo Sauer. Há duas semanas, o TCU o havia incluído na lista de autoridades com os bens indisponíveis, embora o diretor não fizesse mais parte dos quadros da empresa quando parte da compra da refinaria de Pasadena foi aprovada. Sauer deixou a estatal em 2007, mas havia sido apontado pelo órgão de controle como um dos responsáveis por um prejuízo de 92,3 milhões de dólares amargado pela petroleira após a diretoria executiva ter decidido, em 2009, descumprir a sentença arbitral que obrigava a Petrobras a comprar a segunda metade da refinaria de Pasadena.

A "POLÍTICA INDUSTRIAL" DE DILMA: SETOR AUTOMOTIVO TEM PIOR DESEMPENHO EM 6 ANOS; PRODUÇÃO INDUSTRIAL EM JUNHO CAI EM 11 DOS 14 LOCAIS PESQUISADOS, E A ANUAL, EM 12 DOS 15! PARABÉNS, GOVERNANTA!

O mês de julho foi o pior para o setor automotivo desde 2006, segundo dados divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). A produção teve uma queda de 20,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, embora tenha havido uma recuperação de 17% na comparação com junho: foram produzidas 252,6 mil unidades no mês passado, somando 1,82 milhão no ano — queda de 17,4% na comparação com 2013. A retração tem feito as montadoras conceder férias coletivas, suspender contratos de trabalho e reduzir a jornada. O setor empregou em julho 150.295 pessoas, queda de 4,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. O declínio maior é registrado no segmento de caminhões, com 30,5%, seguido pelos ônibus, com 22,9%, e pelos veículos leves: 19,9%. O quadro é compatível com cenário de economia estagnada.

Se a produção não foi bem, as vendas também não emitem um bom sinal: subiram 11,8% em julho na comparação com junho, mas caíram 13,9% no cotejo com igual período de 2013. Foram comercializados 294,8 mil veículos, com 1,96 milhão neste 2014 — uma queda de 8,6% no confronto com o ano passado. Concorrem para o péssimo resultado tanto o mercado interno, que ainda enfrenta escassez de crédito, com queda de 13,9% sobre julho de 2013, como as exportações, que caíram 36,7%.
É a única má notícia nessa área? Não! O IBGE aponta que a produção industrial brasileira caiu em junho, na comparação com maio, em 11 dos 14 locais pesquisados. Os dados são da “Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional”, que foram divulgados nesta quarta-feira. Em São Paulo, que concentra o maior parque industrial do País, a retração foi de 1%. Acaba sendo a maior no volume, mas não no índice, superado, de longe, por Amazonas (- 9,3%), Paraná (-7,5%), Pernambuco (-7,4%) e Ceará (-5,4%)
A queda anual da indústria em junho, se comparada com junho de 2013, é de 6,9%, com retração em 12 dos 15 locais pesquisados. Quem lidera o índice negativo, de novo, é o Amazonas, com -16,1%, seguido por Paraná (-14%), Bahia (-12,1%) e Rio Grande do Sul (-11,9%). Nesse caso, a queda em São Paulo é de -6,5%.
Deve ser a isso que Dilma chama de… política industrial! Por Reinaldo Azevedo

CAMILA JOURDAN, A SALOMÉ DOS BLACK BLOCS, FICA BRAVINHA COMIGO E DECIDE POSAR DE GRANDE ESPECIALISTA.... ESTÃO TÃO ASSUSTADO!!!

Camila Joudan, a Salomé dos black blocs, quer brincar comigo...
Camila Jourdan, a Salomé dos black blocs, quer brincar comigo…
Oba! Hoje tem festa! A professora e doutora Camila Jourdan — a Salomé dos black blocs — resolveu responder a um post que escrevi aqui no blog, em que demonstro que ela usa prova de filosofia para fazer proselitismo político de baixa extração. Doeu. Tanto doeu que ela respondeu. E resolveu, arrogante como é — o que eu já tinha percebido —, brincar de senhora do “discurso competente”, como diria Marilena Chaui, a decana da ideóloga disfarçada de filósofa.
Por que ela está tão bravinha? Porque caiu nas graças da imprensa — que seus amiguinhos chamam “mídia” —, onde se podia ler que, apesar de ela se misturar a extremistas, seria uma intelectual preparada. Sua “prova” denuncia o contrário. Não passa de uma prosélita vulgar. Mas vamos à resposta em que a black bloc decide posar de grande pensadora.
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“Vou repetir aqui os comentários que fiz na postagem de um amigo, pois isso precisa ser divulgado. Eu normalmente não leio a mídia falando de mim para evitar a fadiga e o estresse, mas depois do comentário deste amigo não pude deixar de ler o link abaixo e responder. Reinaldo Azevedo, desastre intelectual é você não sabe sequer o que é uma falácia (meus alunos do primeiro período poderiam talvez ajudá-lo), a avaliação demanda uma simples formalização, não demanda qualquer avaliação de validade até porque, em sua maioria, as proposições que devem ser formalizadas não são sequer argumentos. Não que você saiba o que é validade ou o que é um argumento, já que não sabe sequer o que é uma falácia. Você tem mesmo, Reinaldo, que olhar cheio de vergonha para a prova, já que não é sequer capaz de entendê-la, muito menos de resolvê-la. Falar bobagens sobre a prova é mole, quero ver me enviar ela resolvida. Mas já que você não sabe o que é formalização, acredita que estou defendendo posições com a questão e, assim, doutrinando alguém. Por outro lado, você sim está doutrinando quando fala de algo que poucos conhecem como se conhecesse e, portanto, leva as pessoas a acreditarem que se trata do que você falou (ah, isso sim é mesmo uma falácia!). Outra coisa: as formalizações excluem o conteúdo (claro que você não sabe a diferença entre forma e conteúdo), por isso o professor ou autor pode usar o conteúdo que quiser. Os conteúdos atuais são atrativos aos estudantes e este é o caso do conteúdo na prova em questão. Se isso passa mensagens independentes da matéria, isto é, independente do que está sendo avaliado (de tal modo que qualquer um pode discordar de mim e tirar 10, desde que saiba formalizar, o que não é o seu caso) é outra questão, e é, de qualquer modo, inevitável qualquer que seja o conteúdo escolhido. Natural que eu passe as mensagens que eu acredito, não que o aluno precise concordar com isso para acertar a formalização. Ninguém nunca reclamou das mensagens reacionárias que um dos manuais mais famosos de lógica, do Copi, utiliza em seus exemplos, defendendo explicitamente o EUA durante a Guerra Fria. Bom lembrar que este foi, e ainda é hoje, o livro de Lógica mais adotado nas escolas e universidades. Mas é claro que Reinaldo Azevedo não sabe disso porque ele jamais estudou lógica. Só mais uma coisa, tenho que agradecer por terem divulgado minha prova, tenho muito orgulho dela. ” (Camila Jourdan. 06.08.14)
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RespondoIsso é professora de filosofia sem SEQUER saber empregar a palavra “sequer”, tropeçando de modo vergonhoso na regência verbal. Então tire a máscara, mocinha, e vamos falar como gente grande, sem explosivos na mão. De todo modo, interessante o estilo: imaginem o efeito que ela provoca em jovenzinhos assanhados, com a testosterona à flor da pele e sem nenhum livro na cabeça. Como não sou candidato a seu namorado…
Embora ela apele a um trololó mal digerido sobre a distinção entre forma e conteúdo — acha que me assusta com essas distinções de meados do século passado… — para negar que sua prova seja proselitismo intelectualmente vigarista, admite, sim, que está, como é mesmo?, “passando mensagens”, não é? Como ignorar esta maravilha de terceira categoria intelectual, redigida num português de quinta: “Natural que eu passe as mensagens que eu acredito (…)”. Não! O natural é que a senhora dote seus alunos de instrumentais para pensar por conta própria. A sua militância pessoal não tem de ser levada para a sala de aula. Ou, então, monte uma seita religiosa.
Segundo Camila, qualquer um pode discordar dela e tirar 10 — quanta generosidade! Embora toda a sua prova — submetam a qualquer especialista — induza os alunos a concordar com ela. A brincadeira desta livre-pensadora é a seguinte: “Discorde de mim se for capaz”. Com todo o respeito, não passa de vigarice intelectual — e meio analfabeta, o que é pior.
Um trecho de sua cascata me intrigou: durante a Guerra Fria, o bom era defender o outro lado, doutora? Pelo visto, segundo as suas considerações, sim. Desde que se estivesse do lado de cá da Cortina de Ferro, não é mesmo?, já que os que estavam do lado de lá não tinham a chance de fazer o contrário. Eu não sei se a senhora entendeu. Acho que não.
Que pena! Até eu cheguei a achar que estávamos diante de uma pessoa mais interessante. Camila Jourdan é só mais uma que usa o posto privilegiado de professora — funcionária do estado que ela renega — para se comportar como “a bufona séria que não mais toma a história universal por uma comédia, mas a sua própria comédia pela história universal”.
Camila, tire a máscara de professora e vá definitivamente para a rua ou tire a máscara de black bloc e assuma o seu posto com mais responsabilidade. Os pobres que pagam o seu salário merecem que esse dinheiro tenha uma boa destinação. Por Reinaldo Azevedo

DILMA SE IRRITA (E SE E ENROLA) AO EXPLICAR RELAÇÃO DO PLANALTO COM FARSA DA CPI

A presidente Dilma Rousseff ficou extremamente irritada nesta quarta-feira ao ser questionada sobre a participação do Planalto na farsa montada por governistas e pelo PT para impedir investigações na CPI da Petrobras no Senado – revelada por VEJA nesta semana. Ao deixar a sabatina promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília, a petista negou-se a esclarecer a ligação de servidores do Planalto com o caso: nesta quarta, o jornal Folha de S. Paulo informou que Luiz Azevedo, secretário-executivo das Relações Institucionais, ajudou a elaborar o plano de trabalho apresentado pela comissão em maio. Já Paulo Argenta, outro assessor da pasta, foi um dos responsáveis pela preparação das questões antecipadas aos depoentes, como mostra vídeo obtido por VEJA. Dilma também não explicou por que servidores do governo e da liderança governista no Senado participaram da formulação de um gabarito para depoentes. E foi além: ignorando o fato de que a elaboração das perguntas feitas em uma CPI seja tarefa exclusiva dos integrantes da comissão e do relator dos trabalhos, Dilma afirmou ser “estarrecedor o fato de que seja necessário alguém de fora da Petrobras formular perguntas para ela”.

Em um raciocínio confuso, a presidente-candidata disse que o setor de petróleo seria complexo demais para que pessoas de fora da área questionassem a Petrobras a respeito – e ainda ensaiou a tese de que apenas técnicos especializados em combustíveis teriam condições de elaborar perguntas à estatal. “Vou te falar uma coisa. Acho extraordinário. Primeiro porque o Palácio do Planalto não é expert em petróleo e gás. O expert em petróleo e gás é a Petrobras. Eu queria saber se você pode me informar quem elabora perguntas sobre petróleo e gás para a oposição também. Muito obrigada. Não é o Palácio do Planalto nem nenhuma sede de nenhum partido. Quem sabe das perguntas sobre petróleo e gás só tem um lugar. Pergunta só tem um lugar no Brasil. Eu diria vários lugares no Brasil: a Petrobras e todas as empresas de petróleo e gás”, disse, sem disfarçar o nervosismo – que tornou a fala da presidente ainda mais difícil de ser compreendida.
“Você sabe que há uma simetria (sic) de informação entre nós, mortais, e o setor de petróleo. É um setor altamente oligopolizado, extremamente complexo tecnicamente. Acho estarrecedor que seja necessário alguém de fora da Petrobras formular perguntas para ela”, completou, sem esclarecer o episódio.
VEJA revelou nesta semana que governistas engendraram esquema para treinar os principais depoentes à comissão de inquérito, repassando a eles previamente as perguntas que seriam feita na CPI e indicando as respostas que deveriam ser dadas. Paulo Argenta; Marcos Rogério de Souza, assessor da liderança do governo no Senado; e Carlos Hetzel, secretário parlamentar do PT na Casa, formularam perguntas aos depoentes e atuaram para que as respostas, tal qual um gabarito de prova, fossem entregue às pessoas que falariam à comissão. O kit de perguntas e respostas foi distribuído ao ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli e ao ex-diretor Nestor Cerveró, apontado como o autor do “parecer falho” que levou a estatal do petróleo a aprovar a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, um negócio que causou prejuízo de quase 1 bilhão de dólares à empresa. A atual presidente da companhia Graça Foster também recebeu as perguntas da CPI por meio do chefe do escritório da empresa em Brasília, José Eduardo Barrocas.
Até o momento a oposição identificou que o teatro na CPI da Petrobras pode ter envolvido os crimes de obstrução da Justiça, fraude, improbidade por uso de servidores para fins privados, falso testemunho de depoentes, advocacia administrativa e possível violação do sigilo funcional se servidores tiverem repassado documentos sigilosos da CPI para o Poder Executivo.
Sem deixar que questionamentos sobre a Petrobras fossem apresentados a ela, a presidente ainda se recusou a responder sobre os possíveis impactos da inclusão de Graça Foster entre os responsáveis por Pasadena, em decisão a ser tomada pelo TCU nesta quarta-feira. Graça, que era diretora de gás e energia quando se desenvolviam as negociações de Pasadena, deve ter seus bens declarados indisponíveis, a exemplo dos demais. “Você já julgou, querida? Se você julgou, eu te agradeço por não fazer isso”, afirmou Dilma, interrompendo a pergunta. “Acho que se não houve julgamento não se gera constrangimento nenhum. Peço para você não me fazer uma pergunta sobre um julgamento de uma corte, que não foi feito. Não é correto”, disse.

NA CNA, EDUARDO CAMPOS DEIXA DE LADO O AMBIENTALISMO MARINEIRO

O candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, deixou de lado o discurso ambientalista de sua vice, Marina Silva, e apresentou nesta quarta-feira uma plataforma amplamente favorável ao agronegócio em sabatina na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília. O ex-governador de Pernambuco teve ainda de defender a aliada ao responder a uma pergunta que mencionava o “ambientalismo radical”. Durante sua exposição inicial, Eduardo Campos citou a palavra “sustentabilidade” apenas uma vez, no 28º e penúltimo minuto de sua fala. Não houve referências a expressões caras a Marina Silva, como “meio ambiente” e “preservação ambiental”. Na fase das perguntas, Eduardo Campos foi mais enfático ao abordar o assunto. Mas apenas depois de uma pergunta elaborada pela CNA ter causado certo constrangimento ao candidato – obrigando-o a defender sua vice, que foi ministra do Meio Ambiente no governo Lula e não teve um bom relacionamento com o setor agrícola. “O Ministério do Meio Ambiente, durante muito tempo, foi capturado pelo ambientalismo radical e prejudicou a economia do País sem nenhum bem à proteção ambiental”, dizia o texto elaborado pelos produtores. Eduardo Campos defendeu Marina diretamente, sem citá-la: “Eu respeito a opinião, mas discordo”. 

A ambientaleira Marina Silva estava presente à sabatina e o acompanhou na coletiva de imprensa, mas não falou. Na última eleição, quando disputava a Presidência pelo PV, não compareceu à sabatina da CNA. Ela tem um histórico de atritos com o setor agrícola. Durante sua exposição, Eduardo Campos disse o que os produtores rurais queriam ouvir: atacou a falta de planejamento do setor logístico, afirmou que o Brasil precisa construir um clima favorável aos investidores e que é importante “não ter preconceito com a livre iniciativa e com o lucro num país capitalista”.
Eduardo Campos prometeu melhorar o cenário econômico – que, segundo ele, é fruto da crise internacional mas também de “desencontros internos”. O candidato do PSB também prometeu pôr fim ao loteamento partidário: “Vou tirar o Ministério da Agricultura do balcão político e das lideranças e colocá-lo na mão da competência e de quem possa inspirar um diálogo responsável”, declarou.
Em um esforço para ajustar seu discurso de campanha, ele elogiou os antecessores de Dilma (até Collor foi citado, numa comparação sobre a demarcação de terras indígenas) e guardou as críticas apenas para a atual presidente. “A primeira vez que o Brasil vai ser entregue pior do que foi recebido será no dia 1º de janeiro, quando eu receber o Brasil”, afirmou ele. Eduardo Campos repetiu, por diversas vezes, que é preciso superar a divisão de forças que, segundo ele, é representada por seus oponentes. “Nós estamos andando o Brasil oferendo a possibilidade de o país superar uma polarização que está na vida brasileira há vinte anos”, disse ele. Eduardo Campos foi aplaudido quinze vezes pelo público, formado, sobretudo por empresários do agronegócio.

A PETISTA DILMA TEM RECEPÇÃO FRIA NA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA E RECICLA SUAS PROPOSTAS O SETOR PRIMÁRIO

A participação da presidente Dilma Rousseff na sabatina organizada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), nesta quarta-feira, em Brasília, expôs o desgaste dela com o setor. Dilma teve uma recepção fria da platéia de empresários do ramo agrícola e nem mesmo usou todo o tempo destinado a sua apresentação. A petista foi a terceira e última candidata a falar. Eduardo Campos (PSB), o primeiro, foi aplaudido por quinze vezes. Aécio Neves (PSDB), ainda mais – e de pé, no fim de sua fala. Dilma ouviu apenas cinco aplausos. Ela nem mesmo preencheu os 30 minutos destinados a sua exposição inicial: acabou seu discurso, lido, quando faltavam mais de sete minutos para o fim do tempo. E, mesmo informada de que poderia continuar sua apresentação optou pelo início da fase de perguntas. Nessa etapa, novamente, Dilma parecia não ter muito o que dizer. Em um dos casos, a apresentadora que conduzia a sabatina avisou: “A senhora ainda tem três minutos e 41 segundos”. Dilma respondeu: “Mais do que isso eu não tenho o que falar não, viu?” Depois, acabou improvisando um complemento à resposta. Dilma apresentou um apanhado das realizações e promessas de seu governo para o setor. Mencionou o aumento do crédito agrícola e as obras de logística, como a construção de 2.000 quilômetros de ferrovias. Disse que herdou um passivo tão grande que é impossível extinguir em quatro anos. A presidente também afirmou que a BR-163, o principal eixo de escoamento da soja no País, “está sendo duplicada em toda sua extensão”, o que não é verdade. As obras incluem um pequeno trecho da estrada, que tem uma parte considerável onde nem mesmo o asfalto chegou. Na categoria das promessas reeditadas, está a de licitar a construção de 900 quilômetros da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), de Lucas do Rio Verde (MT) a Campinorte (GO). O início das obras era um compromisso do primeiro mandato, mas não aconteceu. A presidente falou pouco de idéias para um segundo mandato. Uma delas é a aproximação com a CNA: “Proponho a criação sistemática de um diálogo permanente, um grupo ou uma mesa de diálogo com a CNA para aprofundar o debate em torno das propostas que nos foram apresentadas”, disse ela. Dilma também admitiu fragilidades: “Eu assumo aqui o compromisso de melhorar nossa defesa agropecuária. Ela está aquém da necessidade do País”, afirmou. A candidata à reeleição levou o vice, Michel Temer, e seis ministros à sabatina. Quando esteve na CNI, na semana passada, ela estava acompanhada de sete ministros. Isso motivou o PSDB a apresentar uma representação à Justiça Eleitoral. A presidente também concedeu uma entrevista coletiva depois da sabatina. Confrontada com as críticas feitas pelos adversários sobre a tímida reforma agrária de seu governo, ela recorreu ao expediente de somar os números de seu governo com os do alcaguete Lula (delatava companheiros para o Dops pualista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr.): “Nós fizemos a maior reforma agrária do Brasil”, afirmou.

AÉCIO NEVES DIZ QUE PRETENDE CRIAR "SUPERMINISTÉRIO" DA AGRICULTURA

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, anunciou nesta quarta-feira que, se eleito, pretende fundir os atuais ministérios da Agricultura e da Pesca em um “Superministério” da Agricultura e disse que a nova pasta terá “igualdade de condições” com o primeiro escalão do governo federal, como os ministérios da Fazenda e do Planejamento. “Criarei no primeiro dia do governo um superministério da Agricultura. Vou incluir a [Secretaria Especial de] Pesca novamente sob a alçada do Ministério da Agricultura para que a pasta possa discutir ações em igualdade de condições com a Fazenda e o Planejamento”, disse o candidato ao participar de sabatina na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.

De acordo com Aécio, a nova pasta permitirá maior independência em relação à equipe econômica e ao Banco do Brasil, instituição financeira responsável por disponibilizar recursos para o plano safra e para a agricultura familiar, e será ouvida na discussão de políticas de investimento logístico, de redução da carga tributária e de discussões orçamentárias. Sem dar detalhes, o candidato afirmou ainda haver a possibilidade de outras áreas serem integradas à pasta, mas disse não saber se o atual Ministério do Desenvolvimento Agrário será ou não incorporado ao superministério agrícola. “No meu governo, o superministério da Agricultura será decisivo na formulação de política de investimento e logística em infraestrutura. O Ministério da Agricultura vai discutir quais são os principais eixos de investimento que possam agregar competitividade para quem produz no Brasil”, disse.
A produtores agrícolas, o candidato criticou o inchaço da máquina pública e declarou que parte dos gargalos em áreas estratégicas, como a de transportes, é reflexo do aparelhamento político-partidário promovido nos últimos 12 anos de governo do PT. “É impossível que o Brasil avance no resgate da credibilidade junto a parceiros e da efetivação de obras de logística quando assistimos o Ministério dos Transportes e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) significar um instrumento de viabilização de mais tempo na propaganda eleitoral”, disse. Na reta final para a formação de alianças políticas e costura de um maior tempo de propaganda na TV, Dilma trocou o comando do Ministério dos Transportes para conter insatisfações do Partido da República (PR) e conseguir pouco mais de um minuto que a sigla detém no palanque eletrônico.
Embora sem detalhar boa parte das propostas ao setor, o tucano fez afagos ao agronegócio. Defendeu interlocução direta e políticas para garantir ganho de competitividade a produtores, ampliação da cobertura do seguro rural e, para sinalizar o “respeito à propriedade privada”, prometeu não desapropriar, por dois anos, fazendas invadidas. Disse ainda que pretende desonerar todas as exportações agropecuárias. “A produção no campo elevou o padrão de vida de milhões de brasileiros ao longo das últimas décadas. Nenhuma outra atividade fez tanto. Essa atividade vem sustentando o PIB, as contas externas e gerando milhões de empregos, em grande parte exclusivamente com base no esforço do produtor, porque não há visão estratégica do governo”, disse. “A prioridade zero do nosso governo para o conjunto da economia será declarar guerra ao Custo Brasil. O agronegócio ainda avança no Brasil e ele não vai bem por causa do governo; ele vai bem apesar do governo”, criticou.
Também sem explicar como colocaria em prática boa parte das promessas feitas durante a sabatina da CNA, o candidato garantiu que não vai contingenciar recursos destinados à defesa sanitária e disse que pretende resgatar a capacidade de pesquisa da Embrapa. O candidato, que já havia anunciado que pretende simplificar o sistema tributário nos primeiros dias de governo, afirmou que suas propostas incluem “regras claras e marcos confiáveis” e agências reguladoras “fora da cota dos amigos”. Ainda que não tenha afirmado de forma clara se pretende ou não reajustar o valor dos combustíveis, Aécio criticou subsídios dados a combustíveis fósseis e disse que pretende reorganizar o setor de etanol.

SENADO APROVA INDICAÇÃO DE LUIZ GURGEL PARA A VAGA DE ELIANA CALMON NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA

O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira a indicação do juiz federal Luiz Alberto Gurgel de Faria para ministro do Superior Tribunal de Justiça na vaga deixada pela ministra Eliana Calmon. Atualmente, Gurgel atua no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Pernambuco. Ele passou por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça onde também teve o nome aprovado pelos membros da comissão. A capacidade mediadora do juiz e sua competência no encaminhamento de soluções foram ressaltadas pelo relator de sua indicação, senador José Agripino Maia (DEM-RN), que votou favoravelmente. A indicação foi aprovada com 53 votos favoráveis e 4 contrários.

FATURAMENTO CAI 5,7% EM JUNHO E INDÚSTRIA COMEÇA A DEMITIR, É O GOVERNO DA PETISTA DILMA

O faturamento real da indústria caiu 5,7% e as horas trabalhadas na produção tiveram queda de 3% em junho na comparação com maio, na série livre de influências sazonais. "Os resultados de junho apontam a quarta queda consecutiva da atividade industrial, com intensificação do movimento de baixa", informam os Indicadores Industriais, divulgados nesta terça-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a pesquisa, o nível de utilização da capacidade instalada recuou 0,5 ponto percentual em junho frente a maio, e ficou em 80,1%, na série de dados dessazonalizados. No mesmo período e na mesma base de comparação, o emprego diminuiu 0,5% e a massa salarial real teve queda de 0,8%. Foi o quarto mês consecutivo de retração no emprego e nos salários, confirmando que a baixa atividade começa a ter impacto sobre o mercado de trabalho. "Dentre as explicações para o agravamento do quadro estão as interrupções de jornada e a queda nas vendas, ambas devido à Copa do Mundo", analisa a CNI. No primeiro semestre do ano, o faturamento real caiu 1% e as horas trabalhadas na produção tiveram queda de 2,2%, frente a igual período do ano passado. Na mesma base de comparação, o emprego acumula alta de 0,9% e a massa real de salários, de 3,8%. O faturamento e as horas trabalhadas na produção são os principais indicadores da atividade. A retração no primeiro semestre confirma que a situação da indústria continua preocupante.

OMS PODE DECLARAR VIRUS EBOLA UMA AMEAÇA SANITÁRIA MUNDIAL

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pode declarar o surto do vírus ebola "ameaça sanitária internacional", o que implicaria medidas de controle e restrições de viagem, além de verificações em aeroportos. A partir desta quarta-feira, 15 especialistas de diferentes nacionalidades se reúnem em caráter de emergência para determinar até que ponto a proliferação da doença no oeste da África é um risco para a comunidade internacional e vão estudar medidas para freá-la. Se o grupo de cientistas considerar que existe risco, as medidas serão anunciadas já na sexta-feira. Os governos no oeste da África já se organizam para tentar impedir que haja uma declaração de restrição de viagens, o que poderia representar um colapso econômico para países já fragilizados. A OMS indica que 1,6 mil pessoas já foram afetadas pelo maior surto da doença, com 887 mortos.  Até hoje, apenas a epidemia de pólio e a gripe A foram alvo de uma declaração de emergência sanitária mundial. No ano passado, a OMS reuniu os especialistas em quatro ocasiões para avaliar a situação do coronavírus no Oriente Médio. Mas em nenhum momento chegou à conclusão de que seria uma emergência mundial. Mesmo sem as medidas da OMS, o impacto já é real. Para a Guiné, país mais atingido, o  ebola deve reduzir a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,5% para 3,5% em 2014. Isso se a doença for freada. O comércio entre os países da região despencou e, no campo, agricultores estão abandonando as regiões mais afetadas pelo vírus. Nesta terça-feira, a British Airways anunciou que interrompeu os vôos para a Libéria e  para Serra Leoa pelo menos até o dia 31. O motivo seria "a situação de saúde pública". "A segurança de nossos clientes, pilotos e funcionários é sempre nossa prioridade",  declarou a companhia. No domingo, a Emirates havia cancelado os vôos para a região. Mineradoras como a London Mining e a African Minerals já retiraram da região parte dos funcionários. Diante de um cenário considerado como de "alto risco" — o ebola não tem cura e mata entre 50% e 70% dos infectados —, a esperança é o tratamento que está sendo dado a dois americanos infectados pelo vírus. Eles receberam remédios experimentais que nem haviam sido aprovados para a aplicação em humanos. Até agora, os resultados são "positivos". O tratamento é baseado em um produto desenvolvido  a partir da planta de tabaco. A empresa Mapp Biopharmaceutical, de um pequeno laboratório em San Diego com nove funcionários, havia testado o remédio ZMapp apenas em macacos. Na tentativa de salvar os dois americanos, o uso do produto foi autorizado. A esperança é de que o remédio possa pelo menos retardar o avanço do vírus que, em alguns casos, pode matar em questão de horas. Entre a comunidade científica, muitos ainda questionam também se não seria o caso de usar a medicação em populações na África, as mais afetadas pela doença. Uma vacina, que começará a ser testada em setembro, poderá estar à disposição no mercado no fim de 2015.

MINISTÉRIO PUBLICO FEDERAL DENUNCIA EX-BANQUEIRO EDEMAR CID FERREIRA, DO BANCO SANTOS, POR SONEGAÇÃO

O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou o empresário Edemar Cid Ferreira, ex-controlador do Banco Santos, por sonegação de contribuição social previdenciária no valor de 11,637 milhões de dólares, ocorrida entre janeiro e dezembro de 2004. A fiscalização da Delegacia da Receita Previdenciária na empresa Procid Invest Participações e Negócios Ltda., da qual o ex-banqueiro era sócio administrador, constatou que ele "continuamente omitiu na Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) remunerações geradoras de contribuições sociais previdenciárias". "Esses pagamentos foram feitos aos empregados a título de premiação através de cartões magnéticos de incentivo denominados 'flexcard'", diz o Ministério Publico Federal. A denúncia, feita pelo procurador federal Vicente Solari de Moraes Rêgo Mandetta, destaca que Edemar era, à época dos fatos, o único sócio administrador da empresa devedora: "Portanto, o ex-banqueiro era responsável pelas decisões quanto ao recolhimento das contribuições previdenciárias e estava ciente da omissão de informações em GFIP sobre valores pagos aos empregados". O empresário foi denunciado pelo crime tipificado no art. 337-A, inciso III, do Código Penal, com pena de dois a cinco anos de reclusão e multa. Ainda de acordo com o Ministério Público Federal, o montante sonegado não foi quitado nem parcelado. Em nota de esclarecimento, Edemar afirma que "repudia veementemente mais uma tentativa de envolver seu nome em atividades escusas", e o que, segundo ele, está sendo acionado pelo administrador judicial Vânio Aguiar. O ex-banqueiro sustenta que o mesmo assunto já foi verificado e arquivado três vezes, sendo que a última em junho de 2013, e que o processo remonta a 2006. Ele acrescenta que "toda a operação que envolve essa denúncia já foi confirmada como totalmente legal, vigente no mercado financeiro".