quinta-feira, 14 de novembro de 2013

FAB RECEBE MAIS UMA AERONAVE DE PATRULHA P-3AM, PARA PATRULHAR O PRÉ-SAL


  A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu a sétima aeronave de patrulha P-3AM – Orion, conhecido como a guardião do pré-sal. A entrega do avião registrado sob a matrícula FAB7208 foi realizada em Sevilha, na Espanha, na terça-feira (05/11). O P-3A – Orion é usado na vigilância e proteção de áreas marítimas e dos recursos naturais da Amazônia Legal e, de modo especial, a região do pré-sal. Além disso, a aeronave apoia as atividades de busca e salvamento no Atlântico Sul sob responsabilidade do Brasil. O avião possui um dos mais modernos sistemas para identificação por radar e dispõe do mecanismo Forward Looking Infra-Red (FLIR), que complementa as informações dos tráfegos marítimos, fornecendo imagens nítidas e claras mesmo no período noturno. permitem localizar, identificar e repassar todo o cenário do tráfego marítimo para embarcações da Marinha do Brasil e direcionar a atividade de policiamento para as áreas mais críticas. O traslado até o Brasil foi feito pela tripulação do Esquadrão Orungan (1º/7º GAV), sediado em Salvador (BA)  num voo direto de quase 10 horas sobre o Oceano Atlântico até Fortaleza(CE). A nova aeronave faz parte do contrato de modernização da frota de patrulha da Força Aérea Brasileira (FAB) assinado pelo Comando da Aeronáutica (COMAER), por meio da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC). 
Veja na reportagem o P-3 realizando missão de guerra antissubmarina:

DEPUTADOS VENEZUELANOS APROVAM LEI QUE AMPLIA PODERES DO DITADOR NICOLAS MADURO

Em mais um golpe contra a já frágil democracia venezuelana, o chavismo obteve nesta quinta-feira a aprovação do projeto da Lei Habilitante, a medida que dará ao presidente Nicolás Maduro o direito de governar por decreto durante um ano. Os superpoderes concedidos ao herdeiro político do ditador Hugo Chávez foram aprovados pela Assembleia Nacional graças ao voto de Carlos Flores, o deputado suplente que ocupou a cadeira da opositora María Aranguren, cassada após acusações de corrupção serem lançadas contra ela pelos políticos alinhados ao governo. Com 99 votos a favor e 60 contra, a Lei Habilitante seguirá agora para a revisão de uma Comissão Especial. Como provavelmente não encontrará nenhum empecilho burocrático, o projeto deverá ser aprovado em até 30 dias e voltar ao plenário da Assembleia Nacional para a votação definitiva. Maduro se mostrou confiante com a aprovação do projeto desde o início do dia. No Twitter, postou diversas mensagens de caráter populista. “A Lei Habilitante será uma arma de justiça e proteção para o nosso povo trabalhador”, escreveu. Os deputados chavistas também endossaram o coro de Maduro e foram até a Assembleia Nacional vestindo camisetas com a inscrição “Eu Sou o 99”. Antes de ser cassada, María era o único empecilho para o chavismo aprovar o decreto, já que a sua rejeição ao projeto impedia o governo de conquistar a resposta afirmativa de três quintos dos parlamentares, ou seja, 99 votos. Sem a opositora pelo caminho, Flores compareceu à Assembleia Nacional pela primeira vez como deputado e foi ovacionado ao dizer “sim” à medida. Os votos nominais foram o meio que os chavistas encontraram para intimidar ainda mais a oposição. Diosdado Cabello, presidente da Casa, afirmou que a medida fora adotada para “o povo ver a cara de quem apoia a corrupção”. Cabello disse que Maduro continuará tomando ações “custe o que custar” e criticou os opositores por “defenderem os vagabundos” que, segundo ele, comprometem a economia venezuelana. Ao apresentar o projeto à Assembleia Nacional, em agosto deste ano, Maduro justificou a decisão com base nos números alarmantes da economia venezuelana. O índice galopante da inflação e o desabastecimento de produtos de primeira necessidade nos supermercados levaram o governo chavista a criar uma mirabolante teoria de que os opositores e o “inimigo externo” – em sua grande parte os americanos – estariam por trás da “guerra econômica” que assola a Venezuela. Recentemente, o governo endureceu o ferrenho controle cambial imposto por Chávez em 2003, que fixa o dólar em 6,30 bolívares, valor que no câmbio paralelo é superado em mais de oito vezes. Analistas avaliam que a deterioração da economia venezuelana se deve justamente à falta de dólares em um país que depende em larga escala das importações. Para fazer valer o câmbio, Maduro ordenou ocupações militares em estabelecimentos que, de acordo com o governo, não estavam cumprindo com o controle de preços. O valor de aparelhos domésticos foi reduzido drasticamente e prisões arbitrárias contra gerentes e proprietários de lojas se espalharam pelo país. Ao mesmo tempo, a população aproveitou a “liquidação bolivariana” para esvaziar as prateleiras, seja através de compras, seja através de saques em massa.

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PUBLICA DECISÃO QUE PERMITE PRISÕES DE MENSALEIROS

O Supremo Tribunal Federal publicou nesta quinta-feira a decisão que permite a execução imediata das penas de políticos, empresários e dirigentes partidários condenados no julgamento do Mensalão do PT. Com isso, caberá agora ao presidente da Corte, ministro Joaquim Barbosa, determinar o cumprimento das sentenças de todos os réus condenados. A decisão será tomada de forma monocrática, sem consulta aos demais magistrados do tribunal, e pode ser contestada por meio de recurso. Pela Lei de Execuções Penais, Joaquim  Barbosa pode decidir de ofício, ou seja, sem ouvir os demais integrantes do tribunal. A idéia do presidente do Supremo é que os mandados dos condenados sejam expedidos de uma só vez. Assessoras do magistrado trabalharam desde as 8 horas desta quinta-feira para analisar quais réus apresentaram embargos infringentes e a extensão desses recursos. Essa análise servirá para decidir quais penas podem começar a ser cumpridas imediatamente e quais precisarão aguardar o julgamento dos embargos infringentes em 2014. Uma lista extraoficial sobre as penas dos mensaleiros condenados prevê que quatro deles serão enviados ao regime fechado: Marcos Valério, Henrique Pizzolato, Cristiano Paz e Kátia Rabello. Outros sete vão para o regime semiaberto por enquanto: José Dirceu, Delúbio Soares, Simone Vasconcelos, Roberto Jefferson, Jacinto Lamas, Romeu Queiroz e José Genoino. Cumprirão pena alternativa: Emerson Palmieri, José Borba, Enivaldo Quadrado, Pedro Corrêa e Rogério Tolentino. Os demais aguardarão análise de recursos. Joaquim Barbosa também poderá decidir individualmente se admite ou não os embargos infringentes dos réus que não tinham direito a apresentar o apelo, mas o fizeram mesmo assim. Com isso, ele poderia mandar executar a sentença dos réus que apresentaram infringentes apenas para tentar retardar a conclusão do processo - por exemplo, os deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT).

SUCATA DE AVIÃO DA BETA VAI A LEILÃO EM SÃO PAULO

Uma aeronave da empresa Brazilian Express Transportes Aéreos (Beta), que se encontra no cemitério de aviões, será leiloada pelo Conselho Nacional de Justiça no dia 26 de novembro, às 13h25. O modelo está parado sem condições de vôo em um pátio do Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde o cemitério está instalado. Trata-se do PP-BEL, Modelo DC-8-73, avaliado em R$ 110 mil. O leilão acontecerá no auditório do primeiro subsolo do Fórum Ruy Barbosa, na Avenida Marquês de São Vicente, 235, São Paulo. O lance mínimo corresponderá a 20% do valor avaliado, ou seja, R$ 22 mil. O leiloeiro oficial, Douglas José Fidalgo, já autorizou a visita de interessados ao cemitério de aviões para avaliar a aeronave. Neste semestre, foram realizados leilões de sucatas de aeronaves de massas falidas de outras companhias aéreas. A meta da Corregedoria Nacional de Justiça é remover, até 31 de dezembro, todos os 53 aviões de grande porte que estão parados em 11 aeroportos sem condições de vôo.

EX-DIRETOR DO BANCO DO BRASIL CONDENADO NO MENSALÃO DO PT JÁ SUMIU; EX-DIRETOR PETISTA HENRIQUE PIZZOLATO NÃO APARECE HÁ DOIS MESES

Condenado no processo do Mensalão do PT a 12 anos e sete meses de prisão, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, o petista  Henrique Pizzolato está há pelo menos dois meses longe de seu apartamento, uma cobertura na rua Domingos Ferreira, em  Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Helena Godoy, de 76 anos, mora no 4º andar do mesmo prédio desde a infância. Diz que Pizzolato é “bom vizinho” e que se dá bem com a mulher dele, mas afirma que ele pessoalmente não é visto há algum tempo e que provavelmente estaria em propriedades da família em Santa Catarina. Helena afirma que Pizzolato vinha fazendo nos últimos meses um trabalho pessoal de relações públicas, para melhorar sua imagem perante os vizinhos. Ele distribuiu para os condôminos um exemplar da revista “Retrato do Brasil”, cujo título da edição de março e abril é “A construção do mensalão”, uma coleção de reportagens e artigos contrários à sentença do Supremo Tribunal Federal que condenou os réus envolvidos no escândalo. Uma das reportagens trata diretamente do caso do Banco do Brasil, intitulado “Não viu quem não quis - os R$ 73,8 milhões do Banco do Brasil foram gastos à vista de todo o País”. Helena não acredita nem desacredita da versão do vizinho: “Ele distribuiu um outro lado da história. São argumentos válidos, mas no final a gente fica sem saber a verdade”. Vizinhos e funcionários do condomínio dão versões desencontradas sobre os últimos meses de Pizzolato. Alguns afirmam que ele parecia muito bem, alternando períodos no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Outros dizem que ele teria perdido peso e que estaria passando por depressão profunda. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a sete anos e dois meses de prisão no regime semiaberto pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva no processo do Mensalão do PT, o ex-presidente nacional do PP, Pedro Corrêa, de 66 anos, aguarda a expedição do mandado de prisão para se entregar à Justiça. Ele se encontra na sua fazenda, Boa Esperança, no município de Brejo da Madre de Deus, no agreste. “Ele já esperava a condenação e assim que for intimado vai cumprir o que a justiça determinar”, informou seu filho, o advogado Fábio Corrêa, de 41 anos, provável candidato a deputado federal, nesta quinta-feira, no calçadão da praia de Boa Viagem, no Recife, defronte do prédio onde ele e o pai moram. Fábio não considera justa a condenação e entende que “todo o julgamento tem sido político”. “Na minha visão não houve Mensalão, foi recurso para campanha, como todos os políticos fazem”. Desde que foi cassado no processo do Mensalão do PT, em 2006, Pedro Corrêa, que tinha vida social e política intensa, se retraiu, de acordo com o filho. “Desde então ele está recluso, começou a pagar a pena dele, independente da pena judicial”, e tem passado mais tempo na fazenda, onde cria gado e bode. “Nada extensivo, é área de seca”, observou Fábio. De acordo com o advogado, o pai não está tranquilo porque “ninguém fica tranquilo para ser preso”, mas embora tenha brigado judicialmente pela sua liberdade, vai fazer o que for determinado pela justiça. “Ele não vai fugir, já entregou o passaporte”, adiantou. A Polícia Federal em Pernambuco aguarda o mandado de prisão do ex-deputado.

GOVERNADOR EDUARDO CAMPOS DIZ QUE PRISÃO DOS MENSALEIROS PETISTAS ERA FATO MAIS DO QUE ESPERADO

O governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos (PSB) afirmou que a decretação das prisões dos envolvidos no processo Mensalão do PT pelo Supremo Tribunal Federal “era um fato mais do que esperado”. “A sociedade já conhecia a decisão do Supremo e já entendia que na verdade havia um processo de procrastinação utilizando-se as brechas do Código Penal para que a decisão fosse efetivada”, avaliou. “Finalmente o próprio Supremo entendeu que era a hora de fazer cumprir a pena”. O governador falou sobre o assunto na tarde desta quinta-feira, depois de participar de um evento do seu governo com a Unicef. Indagado sobre a afirmação de Fábio Corrêa, filho de um dos condenados, o ex-presidente nacional do PP, Pedro Corrêa, de que o Mensalão foi simplesmente repasse de recurso de campanha e que todo político faz isso, Eduardo Campos foi enfático: “A legislação brasileira define claramente como se repassa dinheiro para campanha; tem conta específica, tem que ser declarado, tem que se apresentar as contas para o Tribunal Superior Eleitoral. É assim que se faz. Se tem alguém que faz de outra forma, esse alguém tem que responder na forma da lei”.

PT TENTA RACHAR NOVAMENTE O PDT DO RIO GRANDE DO SUL, GRUPO LIGADO AO PETISTA TARSO GENRO QUER VIEIRA DA CUNHA FORA DA DISPUTA

Ficou definido na quarta-feira que o grupo trabalhista alojado em cargos do governo petista do Rio Grande do Sul tentará impedir uma candidatura própria na convenção do PDT, agendada para o dia 7 de dezembro, já que proporá apoio incondicional à reeleição do governador do PT, o peremptório Tarso Genro, tendo por vice o atual secretário da Saúde, deputado estadual Ciro Simoni. O grupo encorpou nos últimos dias com o apoio de um dos três deputados federais e quatro dos sete deputados estaduais. O voto da convenção do dia 7 será secreto, segundo decidiu o partido na segunda-feira. A decisão por candidatura própria foi tomada em reuniões de 27 das 28 coordenadorias regionais do PDT. O partido acha que Vieira da Cunha poderá enfrentar e vencer Tarso Genro, sobretudo depois que recebeu o apoio do jornalista Lasier Martins, que será candidato ao Senado. Lasier avisou que só disputará a cadeira se o PDT for com candidato próprio ao Piratini. Não é a primeira vez que o PT divide o PDT do Rio Grande do Sul, vampirizando seus principais quadros. No último racha, o PT tirou do partido a atual presidente, Dilma Roussef, além do ex-presidente trabalhista e amigo de juventude de Brizola, Sereno Chaise. Antes disto, o PT já tinha rachado a própria família Brizola, atraindo para o governo Olívio Dutra o filho do líder trabalhista, José Vicente, contra a vontade do pai. José Vicente, já falecido, era o pai da atual deputada estadual Juliana Brizola. Ela sabe porque Brizola morreu sem ter se reconciliado com o filho.

TRIBUNAL DE CONTAS DO RIO GRANDE DO SUL MANDA O PETISTA VANNAZI DEVOLVER R$ 33,2 MIL POR SUPERFATURAMENTOS DE OBRA EM 2007 NA PREFEITURA DE SÃO LEOPOLDO

Enquanto a Polícia Civil do governador do Rio Grande do Sul, o peremptório petista Tarso Genro, não leva adiante a Operação Cosa Nostra, aberta há dois anos para investigar malfeitorias no governo do petista Ary Vannazi, o Tribunal de Contas do Estado vai punindo o ex-prefeito petista de São Leopoldo. A Operação Cosa Nostra também apanhou na rede a cunhada de Vannazi, a deputada estadual petista Ana Afonso, e o deputado federal petista Ronaldo Zulke. A punição mais recente determina que Vanazzi devolva R$ 33,16 mil para São Leopoldo. Não cabe mais recurso da decisão. O caso refere-se ao superfaturamento de pagamentos realizados em 2007. A ordem é do Tribunal de Contas do Estado, que encaminhou à administração Certidão de Decisão — Título Executivo, para que o município adote medidas de cobrança no prazo de 90 dias para buscar a recuperação da pendência do exercício de 2007. A decisão refere-se a dois pagamentos distintos. Um deles são de obras para ampliação e reforma de uma escola, no bairro Vicentina, com serviços contratados a preços superiores aos praticados no mercado. O outro diz respeito à falta de comprovação de serviços prestados no carnaval.

É PRECISO IMPEDIR DE TODO MODO O CONTATO DE JOSÉ DIRCEU E DELÚBIO SOARES COM OS CRIMINOSOS COMUNS

Os nomes dos regimes de prisão não Brasil não ajudam muito, e deriva daí a confusão em que incorreu, diga-se, o próprio ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo, quando sugeriu que só regime fechado impede um parlamentar de exercer suas atividades. Vamos lá. O regime fechado é fechado mesmo. O sujeito entra em cana e, enquanto durar essa fase da prisão, não pode sair da cadeia, a não ser em situações especiais — saída no Natal, por exemplo, ou no Dia das Mães. Bandido também tem mãe. No geral, ela não responde pela safadeza do filho da mãe. O regime dito semiaberto também é fechado. O que muda são as condições de vigilância, mais relaxadas do que as do regime fechado. Com autorização do juiz, os presos podem deixar a instalação prisional por algumas horas para, por exemplo, estudar. E o regime aberto é aquele em que o sujeito tem de dormir na cadeia, mas pode passar o dia fora. Os regimes semiaberto e aberto acabam virando prisão domiciliar ou, pura e simplesmente, liberdade, porque quase inexistem estabelecimentos próprios para esse tipo de prisão. Ninguém investe em cadeia no Brasil. Não dá muito voto. Governante que põe dinheiro nessa área fica com má fama. Os esquerdistas da imprensa acham que é coisa de fascista. Logo perguntam: “Por que não constrói escolas?” Caso se responda que é porque escola não pode abrigar bandidos, eles pensam se tratar de uma ironia. Mas voltemos. José Dirceu e Delúbio Soares, por exemplo, enquanto aguardam o resultado dos embargos infringentes (que podem inocentá-los do crime de formação de quadrilha), começarão a cumprir pena em regime semiaberto. Isso quer dizer que o juiz pode autorizar a saída da dupla para atividades especiais. Em vez de estudar, eles têm tudo para ensinar, não é? José Dirceu montaria um curso de Ética e Formação Política. Delúbio Soares, professor de matemática,  ensinaria os truques de contabilidade para os que manejam “recursos não contabilizados”. Necessário mesmo, por todos os meios, é  impedir que tenham contato com os bandidos comuns, com aqueles que ainda não descobriram as vantagens de ser um criminoso da política. Por Reinaldo Azevedo

PERITO CUBANO QUE PARTICIPOU DE EXUMAÇÃO EM SÃO BORJA FOI CONVIDADO PELO NETO DE JANGO, QUE ESTUDA MEDICINA EM CUBA

O perito cubano Jorge Perez, que participou da exumação do corpo do ex-presidente João Goulart na quarta-feira, em São Borja, integrou o grupo como convidado de João Marcelo, de 24 anos, filho de João Vicente e neto do ex-presidente, que estuda Medicina em Cuba por indicação do PDT, na Escola Latino-americana de Medicina de Havana. O perito cubano Jorge Perez também participou das exumações dos corpos do terrorista Che Guevara e de Simon Bolívar, em uma patética iniciativa do ditador Hugo Chavez. O perito cubano Jorge Perez estava ao lado da ministra petista Maria do Rosário na quarta-feira a tarde em São Borja, quando o governo federal tentou justificar os seguidos atrasos nos serviços de exumação dos restos mortais de João Goulart. Ambos tergiversaram e não explicaram nada, mesmo sabendo naquele momento (15 horas) que os 12 peritos, inclusive Perez, já tinham desenterrado dois corpos e nenhum deles era o de Jango. É evidente que estes atos da exumação do cadável de João Goulart e a investigação de seu suposto envenamento passaram a fazer parte dos objetivos estratégicos do Foro de São Paulo. Recontar a história é uma das especialidades dos esquerdopatas.

A TURMA DE LULA VAI TODA PARA A CADEIA; JOSÉ DIRCEU FOI SURPREENDIDO EM CONDOMÍNIO DE LUXO NO SUL DA BAHIA

Despreocupado, debochado, confiando nos amigos de Brasília e do PT, o petista mensaleiro José Dirceu faz lazer em resort de luxo do Sul da Bahia, Itacaré, enquanto o Supremo decide se mete ou não mete o bandoleiro na cadeia. Mais de oito anos depois da revelação do escândalo do Mensalão do PT, o Supremo Tribunal Federal determinou na quarta-feira a prisão imediata do ex-ministro José Dirceu por ter comandado o maior esquema de corrupção da história do País. A decisão da Corte também atinge a antiga cúpula do PT e os demais réus que haviam sido condenados, mas ainda tentam diminuir suas penas por meio de recursos. O presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, que foi o duro condutor da reunião de quarta-feira da Corte Suprema, levando os ministros a decisões que pareciam não querer, decidirá agora se o chefe visível do Mensalão, o petista José Dirceu, passará o feriadão na cadeia. Ele está com a nova família em uma casa de luxo do Sul da Bahia, onde pretendia descansar uma semana. No caso de José Dirceu, ele deverá iniciar o cumprimento da sentença em regime semiaberto até que seu último recurso – um embargo infringente – seja analisado pelo Supremo no ano que vem. A redação da sentença definitiva, com o cálculo da pena inicial de cada réu, será proferida pelo presidente da Corte, ministro Joaquim Barbosa, nesta quinta-feira. A tendência é que José Dirceu comece a cumprir sete anos e onze meses de prisão em regime semiaberto. Esse tempo ainda poderá subir para dez anos e dez meses, o que fará com que ele migre para o regime fechado, se a Corte rejeitar seu embargo contestando a prática do crime de formação de quadrilha.

BANDIDOS DO MENSALÃO DO PT QUEREM EVITAR FOTOGRAFIAS COM SUAS MÃOS ALGEMADAS

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, pode decretar a qualquer momento a prisão de réus como José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e Marcos Valério, condenados no julgamento do Mensalão do PT.  As defesas já preparam petições para exigir a aplicação da Súmula Vinculante 11, que veda o uso de algemas, a não ser em caso de resistência à prisão ou risco de fuga. No Rio Grande do Sul, há seis anos anos, o então chefão da Polícia Federal, o peremptório petista Tarso Genro, então ministro da Justiça, não se preocupou com a exposição pública de adversários que seu chefiado, o delegado Ildo Gaspareto (também de Santa Maria), mandou prender em Porto Alegre e Santa Maria, no âmbito da Operação Rodin. Ex-membros do governo, professores universitários e profissionais liberais foram retirados à força das suas casas de madrugada, algemados, custodiados por metralhadoras e exibidos acintosamente diante de cinegrafistas e fotógrafos com o objetivo claro de humilhá-los e faturar tudo política e eleitoralmente. Ninguém sabe se Tarso Genro está agora preocupado com o fato de seus companheiros de partido serem algemados e presos, porque o governador normalmente loquaz e bem disposto, sumiu da mídia para não falar sobre o desfecho inesperado do julgamento do Mensalão do PT. Tarso Genro chegou a presidir o PT depois da denúncia de que seus líderes tinham criado uma organização criminosa para roubar dinheiro público e achacar empresas privadas para corromper eleitores e parlamentares - o caso de corrupção mais perverso da história brasileira. Ele anunciou que pretendia "refundar" o partido. Foi defenestrado rapidamente.

KASSAB ANUNCIA NA 4ª FEIRA APOIO DO PSD À CANDIDATURA DILMA; HADDAD VAI TER DE SE VIRAR DE OUTRO JEITO..

Escrevi na terça-feira, dia 12, o que segue em azul. Leiam. Volto em seguida.

Desde mais ou menos as 3 da madrugada de ontem, está no ar um pesado contra-ataque do ex-prefeito Gilberto Kassab, presidente do PSD, a Fernando Haddad (PT), prefeito de São Paulo. Contestando uma entrevista concedida por seu sucessor, Kassab afirmou que descalabro mesmo é a atual gestão. Foi além: Prefeitura quebrada, deixou claro, quem encontrou foram os eleitos de 2004 — José Serra como prefeito, ele como vice. Kassab se referia, é claro!, à petista Marta Suplicy, hoje ministra da Cultura. (…) Haddad, como se diz em Dois Córregos, enfiou a viola no saco e sumiu. Não apareceu um só petista em seu socorro ou para dar um chega pra lá no ex-prefeito, nada! (…) A bancada do PSD na Câmara só é menor do que a do PT e a do PMDB. Dilma quer o tempo de seu fiel aliado — e isso, no que diz respeito à presidente e a Lula, Kassab é.
(…) Haddad se comporta como se tivesse faltado ao nível “Massinha I” do curso “A Moralidade do Petista Exemplar”. É lá que se aprende, nos primeiros passos, que nem toda denúncia de corrupção interessa. Se ela atinge o PT ou um aliado, é coisa má; se pega um adversário, aí já vale como juízo de condenação. (…) Assim, Kassab faturou esse “round”. Falou um “Cospe aqui se for homem”, e Haddad teve de saltar de banda, fazer de conta que não era com ele, ainda que contra a vontade. (…) As prioridades do PT são a eleição de Dilma Rousseff e a campanha de Alexandre Padilha em São Paulo. Kassab é considerado uma importante linha auxiliar nos dois propósitos. Caso se candidate mesmo ao governo do Estado, conta-se com ele para levar a disputa para o segundo turno, quando, então, os petistas esperam o seu apoio, já que dificilmente alguém lhes toma o segundo lugar. E não será Fernando Haddad a atrapalhar. (…)
Voltei
Pois bem. Agora leiam trecho da reportagem de Vera Magalhães, na Folha desta quinta:
O ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, do PSD, anunciará na próxima quarta-feira o apoio de seu partido à reeleição da presidente Dilma Rousseff no pleito do ano que vem. Kassab já convidou as bancadas do partido e os presidentes das seções estaduais para a reunião da Executiva Nacional do PSD, em São Paulo, na qual deve ser feito o anúncio. No mesmo dia, Kassab deve se reunir também com Dilma para dizer que, após consultas internas, mais de 90% do partido votou pela aliança com a petista em 2014. A data do anúncio foi antecipada pela coluna Monica Bergamo na Folha de ontem. Com a iniciativa, o PSD será o primeiro partido a anunciar publicamente que fará parte da coalizão nacional do para tentar reeleger Dilma. Kassab quer sinalizar que sua recente rusga com o prefeito de São Paulo, o petista Fernando Haddad, não abalou sua aproximação com o PT, iniciada em 2011. (…)
Retomo
Eis aí. Nada tira Kassab do governismo; nada o separa de Dilma Rousseff. Ou melhor: até poderia separar, caso o PT partisse com tudo pra cima dele, em apoio às acusações feitas por Fernando Haddad. Mas os petistas entenderam direitinho o recado que Kassab mandou e silenciaram. A máquina petista pôs fim às plantações contra o ex-prefeito na grande imprensa, nas redes sociais e naquela coisa que se confunde com jornalismo às vezes, financiada por estatais e por gestões petistas. Em suma: a Al Qaeda Eletrônica parou de perseguir Kassab. Agora ele também pertence ao campo “progressista”. E o ex-prefeito pode voltar a seu plano original: ser o primeiro partido a se declarar oficialmente com Dilma. Com essa solenidade toda, convenham, nem o PT aderiu. Haddad vai ter de tentar corrigir a sua imagem de outro modo. A partir da adesão oficial do PSD à candidatura Dilma, está sendo definitivamente cassada a licença para o prefeito atacar o antecessor. Por Reinaldo Azevedo

A EXUMAÇÃO DE JANGO: EM VEZ DE PENSAR EM 2064, PAÍS SE VOLTA PARA 1964. VAMOS APLAUDIR UM SÉCULO DE ATRASO!


João Goulart: desenterrando os mortos para servir ao baixo proselitismo dos muito vivos
João Goulart: desenterrando os mortos para servir ao baixo proselitismo dos muito vivos
É claro que se está tentando exumar a história para tentar, mais uma vez, recontá-la aos olhos dos vitoriosos e oportunistas de agora. Não é isso o que se pretende com a dita Comissão da Verdade? Nesse caso, reparem: as chamadas vítimas da ditadura — as reais e as criadas por mistificadores — já obtiveram (ou estão em vias de) a reparação. O estado já reconheceu as suas “culpas”. Notórios militantes de ideologias facinorosas posam por aí de heróis da resistência — quando seu repúdio à democracia era evidente. Assassinos ganham pensão. Não deixa de ser um desrespeito à memória das verdadeiras vítimas a vizinhança com aproveitadores. Mas não entrarei nessas minudências agora. O fato é que as reparações estão dadas. Mas isso não basta: é preciso inventar também uma narrativa oficial sobre aquele passado; é preciso escrever uma história que consagre a luta do Bem (as esquerdas e seus associados; o populismo doidivanas de Goulart é um “associado”) contra o Mal.
E então se vai lá desenterrar os ossos do ex-presidente. Não há um só indício crível, uma só nesga de evidência, um só elemento plausível — além do depoimento de uma figura suspeitíssima — que sugiram que Jango possa ter sido envenenado. Aliás, se foi — e isso teria se dado por intermédio da troca de remédios —, então se deve supor que alguém da sua intimidade compactuou com a tramoia. Remédios são coisas mais ou menos íntimas, não? Nota à margem: diga-se o mesmo, nesse particular, sobre Yasser Arafat. Se é verdade que foi envenenado com plutônio, certamente foi com o concurso das forças de segurança da Fatah, não é? Mas voltemos ao essencial.
Que risco real Goulart representava ao regime militar em 1976? Tinha planos de voltar para o Brasil? Pretendia retomar a luta política? Ele, que não se mobilizou para sufocar um golpe dado em câmera lenta — a fase aguda começou no dia 29 de março a só chegou ao ápice a 1º de abril —, pretendia retomar a um Brasil absurdamente diferente daquele que abandonara 12 anos antes? Não custa lembrar: o sindicalismo do ABC, que já se adensava, indicava a existência de outro país, com um operariado de classe média, formado de consumidores, que aposentara suas apostas nos políticos de perfil populista, como Jango. Vejam os fiascos acumulados por Leonel Brizola, seu cunhado, que encontrou em Luiz Inácio Lula da Silva, o “sapo barbudo”, o seu maior opositor. Quem pagou o pato da velharia ideológica do brizolismo, coitado!, foi o Estado do Rio… O que estou dizendo é que era preciso ter um motivo para a ditadura matar Jango. Qual é a hipótese?
Imaginem se, em 1995, em vez de cuidar do Plano Real, FHC estivesse dedicado a exumar os cadáveres do Estado Novo, que terminou em 1945. Sim, senhores! No ano que vem, o golpe militar completa CINQUENTA ANOS. À diferença do getulismo — de que Goulart era caudatário —, o regime militar não deixou herdeiros políticos; não se constituiu numa corrente de pensamento; não tem presença ativa nos debates e embates ideológicos; não detém lugares de poder. Nada! Se é que o atual PP pode ser considerado, por conta de umas duas três figuras, o herdeiro político da Arena, cumpre lembrar que o partido é um caro aliado do governo petista, com assento na Esplanada dos Ministérios. O czar da economia do regime militar, Delfim Netto, é um dos principais conselheiros econômicos do lulo-petismo. O maior herdeiro intelectual que os militares deixaram, no que concerne à concepção de economia e de estado, é mesmo o… PT!
Ocorre que exumar os restos mortais de Goulart alimenta a fantasia da luta das “forças populares” contra as “forças da reação”, do “nós, os bons”, contra “eles, os maus”; dos supostos defensores dos interesses nacionais (hoje, como na ditadura, fartamente financiados com dinheiro público) contra os vendilhões da pátria… Vale dizer: desenterram-se mortos, embalados por teorias conspiratórias meio alucinadas, para, de fato, servir aos interesses dos vivos — no caso, de vivaldinos.
Ademais, cumpre perguntar: o político João Goulart fazia mesmo o perfil do herói? O presidente de 1964 se encaixava no figurino de um defensor da democracia? Era zeloso com as instituições? Dosava, então, ousadia e prudência no melhor interesse da população? O líder deposto em 1964 respeitava as instâncias representativas e o estado de direito? Ora, tenham paciência, não é!? Ainda que não houvesse condições de se instaurar a tal República Sindicalista que muitos temiam, o fato é que investiu, com energia e determinação, na República Baguncista.
Afirmar que os militares deram um golpe para preservar a democracia é, obviamente, uma tolice. Sustentar, no entanto, que Goulart fosse um democrata é tolice de igual tamanho. Em 1964, a democracia foi abandonada à própria sorte. Faltavam forças relevantes que a defendessem.
O mais patético nessa conversa, caso nos fixemos na história das ideias, é que o petismo, que está a sustentar essa patuscada toda, se constituiu na contramão de tudo aquilo que Jango representava. Em algum momento da história, o PT representou um sinal de aggiornamento, de modernização, quando se toma o varguismo como referência. O partido, também nesse particular, mudou. E, como não poderia deixar de ser, para pior. O Brasil deveria estar pensando em 2064. Mas está ocupado em rever 1964. Na prática, um século de atraso. Por Reinaldo Azevedo

QUADRILHA RESGATOU TRAFICANTES EM PRESÍDIOS PARA FORTALECER A GUERRA EM FAVELAS DO RIO DE JANEIRO

Um dos grandes problemas da segurança pública no Brasil é o fato de, mesmo encarcerados, bandidos conservarem poder, com capacidade de tomar decisões e tramar novas ações criminosas. É desta forma que atua, por exemplo, o Primeiro Comando da Capital, o temido PCC, que, de São Paulo, articula o banditismo em várias partes do País. A ousadia das quadrilhas de São Paulo e do Rio de Janeiro mostra que, lamentavelmente, facções do crime também conseguem, sem muita dificuldade, resgatar os “cabeças” das quadrilhas nos presídios, como revelou a edição de VEJA desta semana, que trouxe com exclusividade o depoimento dado à polícia pelo traficante Rodrigo Prudêncio Barbosa, 35 anos, o Gordinho. Com medo de morrer, ele decidiu revelar à polícia e à Justiça informações preciosas, e detalhou como o Comando Vermelho, facção mais antiga e poderosa nos morros cariocas, conseguiu deflagrar uma série de operações de resgate para levar de volta às favelas alguns criminosos presos. Uma série de fugas ocorridas entre os meses de fevereiro e agosto deste ano ajudaram o CV a se reorganizar nas ruas. E as declarações de Gordinho indicam que o que está por vir é preocupante, com mais armas nas ruas e bandidos dispostos a entrar em guerra para recuperar territórios. A cinematográfica fuga do presídio Vicente Piragibe, no Complexo de Gericinó, foi o pontapé inicial dos planos do Comando Vermelho. Vinte e sete detentos escaparam por uma galeria de águas pluviais e começaram a impor o terror em bairros das zonas Norte e Oeste do Rio de Janeiro. Estabeleceu-se, então, uma nova cúpula da quadrilha. Luiz Claudio Machado, o Marreta, um dos resgatados, tornou-se o general das guerras, comandando ataques a morros estratégicos para o faturamento e a manutenção do poder do grupo. Marcos Ferreira de Resende, o Playboy, outro “salvo” pela ação dos bandidos, voltou ao posto de homem de confiança de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, no despejo de armas e drogas. Já Claudino dos Santos Coelho, o Russão, um dos assassinos do jornalista Tim Lopes, ficou como responsável financeiro da quadrilha. Em setembro, Russão foi morto por policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) durante um tiroteio no Morro da Covanca, em Jacarepaguá. Quase simultaneamente, outra peça importante na hierarquia do bando ganhou a liberdade. Mesmo condenado a 73 anos de cadeia por assaltos, sequestros, tráfico e homicídio, José Benemário de Araújo, o Benemário, obteve o benefício da progressão de regime enquanto cumpria pena em um presídio federal em João Pessoa, na Paraíba. De lá, sua primeira missão foi reestabelecer as boas relações com o Primeiro Comando da Capital. Como mostrou a reportagem de VEJA, a partir da quitação de dívidas do CV com o PCC foi restabelecido o canal de distribuição de armas e drogas entre São Paulo e Rio de Janeiro. Com o bando se recompondo, em agosto o CV deu sua mais importante cartada. Claudio José de Souza Fontarigo, o Claudinho da Mineira, e Ricardo Chaves de Castro Lima, o Fu, fugiram da penitenciária federal de Porto Velho, em Rondônia, para onde haviam sido transferidos. Ambos também receberam o benefício de visitar a família, mas não retornaram à cadeia. O retorno de chefões do tráfico ao comando das quadrilhas e o fortalecimento dos bandidos é sentido, no Rio de Janeiro, principalmente no aumento das atividades criminosas. Os tiroteios, que vinham se reduzindo desde o início do programa de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), voltaram a ocorrer, mesmo em áreas chamadas de “pacificadas” pelo governo do estado. Uma das primeiras medidas de Claudinho da Mineira e Fu, assim que retornaram ao Rio de Janeiro, foi atacar o Morro da Mineira, no bairro do Estácio, ocupado por uma UPP, mas também com forte presença de uma facção inimiga do CV, que controla a venda de drogas no local. Em um dos confrontos no local, no início de outubro, a equipe da UPP chegou a ficar encurralada e precisou de ajuda do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para escapar da emboscada. Fu e Claudinho ainda não conseguiram tomar o controle das bocas de fumo. “Eles vão comandar a facção e, agora, com certeza, haverá a compra de armas para promover o ataque ao morro”, afirmou o traficante Gordinho, num trecho das duas horas de depoimento à polícia. Entre as informações prestadas por Gordinho, um ex-gerente do tráfico do Morro da Fazendinha, no Complexo do Alemão, está o plano para reatar a aliança com o PCC. Mais de 9 milhões em dívidas de drogas e armas foram pagos. Se na Mineira a resistência é do Estado e da própria facção rival, em outras áreas da cidade a conquista do território veio com as guerras, que se espalharam por São Gonçalo, favelas da Baixada Fluminense e, principalmente, nas zonas Norte e Oeste da cidade. O foragido Marreta está por trás da maior parte das ações. De acordo com informações dos setores de inteligência da Polícia Civil, o criminoso foi o responsável pelas invasões. E numa delas acabou baleado no pé. Seu paradeiro, até hoje, é incerto. Mas o novo “estatuto” do CV deixa claro que os bandidos não vão dar trégua: “Quando nossas vozes não são ouvidas, o crime é a melhor razão para que ela venha fazer eco… seremos implacáveis dentro e fora dos presídios”, prega o grupo, numa espécie de mantra macabro que hipnotiza os jovens aliciados e transforma a guerra do tráfico em uma espécie de “causa”. Por Reinaldo Azevedo

RESTOS MORTAIS DE JANGO CHEGAM A BRASÍLIA PARA OBSCURECER AINDA MAIS A HISTÓRIA

Os restos mortais de João Goulart já estão em Brasília. A urna foi recebida pela presidente Dilma Rousseff, na companhia dos ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva. FHC só não compareceu porque se recupera de uma diverticulite. Maria Tereza, a viúva de Jango, estava presente. Foram dispensadas ao líder deposto em 1964 honras militares próprias de chefe de estado. Dilma afirmou que o Brasil, assim, se reencontra com a sua história.

Urna com os restos mortais de Jango chega a Brasília (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
Urna com os restos mortais de Jango chega a Brasília (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
As pessoas escrevam o que lhes der na telha, não é? Por enquanto ao menos, temos liberdade para isso. É bem verdade que há um monte de gente inconformada com tanta liberalidade. Sei bem do que falo. Fosse pela vontade de alguns patriotas, um comitê de sábios e de pessoas ideologicamente saudáveis diria quem tem direito à palavra.
Vai se investigar a causa da morte de Goulart. Andei conversando com algumas pessoas que entendem do assunto. Consideram praticamente impossível que, 37 anos depois, se encontrem substâncias que provem um eventual envenenamento. “As que resistiriam nesse tipo de material por tanto tempo dificilmente teriam sido usadas na forma de pílulas, como se supõe”, diz um deles. Pouco importa.
O que se busca é MENOS A EVIDÊNCIA DE QUE JANGO FOI ASSASSINADO DO QUE  A NÃO EVIDÊNCIA DE QUE NÃO FOI. Entenderam? Estão atrás da dupla negação. Será impossível comprovar, por exemplo, que a morte se deu mesmo por infarto. Basta que se conclua que nada se pode concluir. E já está de bom tamanho.
E não! O país não “se encontra com a sua história”, como diz a presidente Dilma. Para que se encontrasse, seria preciso que o evento de agora contribuísse para jogar luzes sobre o período Goulart. Mas o que se vai ter é o exato contrário. O que se está a construir é a figura de um notável democrata, que foi derrubado pelas forças da reação — aquelas, sabem?, que estão sempre conspirando contra o povo…
Vai se passar a impressão de que o Brasil tinha, de fato, um grande destino se continuasse sob os cuidados daquele líder. Mas ok. Se até Carlos Marighella, que pregava num livrinho sobre a guerrilha o assassinato sistemático de inocentes, entrou para o panteão dos heróis nacionais, por que não João Goulart?
Em 1964, todas as forças relevantes — muito especialmente Jango — acreditavam que a história poderia avançar na base de golpes contra a democracia. Jango perdeu. No fim das contas, tudo é compatível com uma história oficial em que um ditador como Getúlio Vargas, que liderou um dos períodos mais autoritários e sangrentos da história republicana, é considerado um do fundadores da pátria. Parte da fortuna laudatória que o embala foi construída matando os outros, e a outra parte, matando a si mesmo. São os nossos heróis trágicos. Por Reinaldo Azevedo

OS AGENTES COMPETENTES DA PETISTA MARIA DO ROSARIO TIRARAM POR DUAS VEZES CADÁVERES ERRADOS, E SÓ ACHARAM O CAIXÃO DE JOÃO GOULART DEPOIS DE CHAMAR O FILHO DO FALECIDO COVEIRO DO EX-PRESIDENTE

EXCLUSIVO - Do jornalista Políbio Braga - Por duas vezes seguidas, os peritos e agentes que a ministra petista Maria do Rosário mandou para São Borja desenterraram os corpos errados no jazigo da família Goulart. Os serviços ocorreram durante a tarde e a noite de quarta-feira, mais a madrugada desta quinta-feira. A missão só acertou o passo depois que foi chamado ao cemitério o filho do coveiro que enterrou o ex-presidente João (Jango) Goulart, porque o coveiro propriamente dito já morreu há muito tempo. Imaginou-se, acertadamente, que o pai tinha contado a história do sepultamento ao filho, cuja memória ajudou os peritos na hora da remoção dos restos mortais. Foi um vexame. Um serviço de amador. Os 12 peritos vestidos como astronautas não prepararam o campo de provas. A ministra petista Maria do Rosário e o governo do PT dispensaram a condução profissional que Ministério Público Federal e Movimento de Justiça e Direitos Humanos tinham montado com peritos de renome internacional da PUC do Rio Grande do Sul, assumindo tudo sozinha. Maria do Rosário pediu ao prefeito a decretação de feriado e até um palanque. Ela é candidata a senadora em 2014. Tudo foi feito em clima eleitoral. Até uma empresa de eventos de Porto Alegre, a Capacitá Eventos, foi contratada para dirigir o espetáculo em São Borja e Brasília. A Capacitá deslocou cinco profissionais para fazer o serviço. Essa empresa pertence a Eliana Azeredo. A ministra petita não saiu de perto do cemitério. As 20h30min, 12 horas depois de iniciados os trabalhos, a ministra falou em tom pausado com alguns jornalistas e admitiu que o prazo inicialmente previsto para a conclusão dos trabalhos, 15 horas, não pôde ser cumprido e o novo horário seria meia noite. Ela negou veementemente erros graves na exumação.Eis esta pérola da mentira oficial: "Em hipótese alguma ocorreram erros graves. Houve êxito absoluto na exumação e a demora se justifica pelo cumprimento de um protocolo ético e científico muito rigoroso". A demora levou a petista Maria do Rosario a pedir ajuda ao perito cubano Jorge Perez. Ambos desconversaram. O cubano sabia tudo, mas não queria se comprometer: "Pode ser hoje ou pode ser amanhã... Nós, peritos, sabemos quando começamos, mas não quando terminamos". Eles foram lacônicos até o fim. O clima era de tensão. Os boatos se intensificaram. Quem participou da exumação não pôde sair do local até as 4 horas da manhã, nem mesmo os coveiros, proibidos até de falar com a imprensa. O jazigo dos Goulart possui oito gavetas. Por duas vezes foram retirados despojos errados. Todos os cadáveres da família estão em mau estado de conservação e foi impossível identificar os restos mortais de Jango visualmente. Não foi a única trapalhada. É que por falta de instrumentação adequada para a remoção, foi chamado o dono da maior funerária local, que acabou acudindo os agentes do governo federal. Somente as 4 horas da madrugada desta quinta-feira os restos mortais de Jango foram reconhecidos, embalados e levados ao aeroporto da cidade. Eles não foram conduzidos à base aérea de Santa Maria, como estava previsto, porque não havia mais tempo para cumprir a programação elaborada pela ministra petista Maria do Rosário, que previa recepção em alto nível por parte da presidente Dilma Roussef, em Brasília. A urna com os despojos de Jango seguiu para Brasília em avião da FAB. Em São Borja, muita gente pensa que podem ter ido os despojos errados.

JUSTIÇA DERRUBA LIMINAR E MANTÉM AUMENTO DO IPTU

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, derrubou nesta quarta-feira a liminar que impedia o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) na capital paulista. Com isso, o aumento do imposto volta a valer para a cobrança do próximo ano: 20% para imóveis residenciais e até 35% para comerciais. A liminar havia sido concedida na semana passada pelo juiz Emílio Migliano Neto, da 7ª Vara da Fazenda Pública, atendendo a um pedido do Ministério Público Estadual, que contestava a sessão da Câmara Municipal que aprovou o reajuste. Os promotores argumentaram que os vereadores desrespeitaram o Regimento Interno da Casa ao antecipar a votação em um dia e não realizar audiência pública antes de aprovar a matéria. Na ocasião, a base do prefeito Fernando Haddad (PT) manobrou para acelerar a votação temendo enfrentar protestos e para evitar a deserção de vereadores que estavam sob pressão do eleitorado. No despacho, o presidente do TJ justificou sua decisão afirmando que a anulação do reajuste acarretaria prejuízo aos cofres da cidade. “A suspensão dos efeitos da revisão da Planta Genérica de Valores interditará aumento na arrecadação do município na ordem de 800 milhões de reais, com inegável prejuízo às diretrizes orçamentárias que se ocupam de áreas sensíveis da administração, como saúde e educação, tudo a justificar a concessão da suspensão ora rogada”, disse Sartori.