terça-feira, 8 de março de 2011

Estados Unidos permitem que mais oito aeroportos realizem vôos para Cuba

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira oficialmente que outros oito aeroportos internacionais do país foram autorizados a realizar vôos para Cuba, como parte de seus esforços para melhorar a aproximação com o povo cubano. O escritório de alfândegas e proteção de fronteiras disse que os oito aeroportos são: Chicago O'Hare (Illinois), Baltimore (Maryland), Dallas/Fort Worth (Texas), Nova Orleans (Louisiana), Pittsburgh (Pensilvânia), Tampa (Flórida), Atlanta (Geórgia) e o aeroporto Luis Muñoz Marín, em San Juan (Porto Rico). "Não há nenhum prazo e os aeroportos só precisam cumprir os critérios do regulamento emitido em 28 de janeiro. Dos dez que solicitaram permissão, aprovamos oito", disse Arthur Pitts, representante do CBP. Joe Lopano, diretor-executivo do terminal aéreo em Tampa, adiantou na segunda-feira em comunicado que o aeroporto poderá realizar vôos para Cuba, e que as viagens devem começar em agosto ou no início de novembro. Antes que o presidente Barack Obama anunciasse em janeiro que ampliaria o número de aeroportos internacionais com operações para Cuba, só os de Los Angeles (Califórnia), Miami (Flórida) e Nova York faziam vôos para a ilha. O governo dos Estados Unidos, por enquanto, só permite viagens de americanos de origem cubana com parentes na ilha e de americanos que reúnem certos requisitos, como objetivos acadêmicos e religiosos. Em 28 de janeiro, a CBP, que faz parte do Departamento de Segurança Nacional, publicou o regulamento que rege os vôos para Cuba. Para solicitar uma permissão do CBP, o aeroporto deve, entre outros requisitos, ter direito de aterrissagem, pessoal e equipes adequados, e instalações para realizar viagens internacionais. Além disso, o aeroporto deve contar com companhias aéreas que tenham licença para efetuar vôos para Cuba por parte do Escritório para o Controle de Bens Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro.

Audi anuncia resultados recordes e descarta fábrica no Brasil

Com o fechamento do ano fiscal de 2010, a direção mundial da Audi anunciou os resultados financeiros da empresa. Os números, os mais positivos da história da empresa, não foram suficientes para superar as rivais BMW e Mercedes no segmento "premium", que voltou a crescer depois da crise em quase todos os mercados do mundo. A receita da montadora chegou a 35,4 bilhões de euros (cerca de US$ 49,2 bi), 18,8% maior do que em 2009. O lucro operacional cresceu 108%, passando de 1,70 bilhões de euros, em 2009, para 3,34 bilhões em 2010. "Este é o melhor ano na história da empresa. Com novas tecnologia e corte de custos, deixamos a produção mais eficiente, elevamos as vendas e chegamos a uma rentabilidade operacional das vendas de 9,4%", comemora Rupert Stadler, presidente mundial da Audi. Em 2010, a Audi vendeu 1,09 milhões de carros, representando uma alta de 15% ante as 950 mil unidades em 2009. A Audi, porém, ainda perde para a BMW, líder mundial de vendas, entre marcas "premium", seguida pela Mercedes. O mesmo ranking é percebido nas vendas brasileiras. A Audi assumiu a liderança na Europa e teve crescimento de 43% na China, onde também passou para a primeira posição. A BMW ainda tira a diferença com as vendas nos Estados Unidos. Para mudar o quadro, a Audi aumentará produtos e investimentos destinados a outros mercados emergentes como Índia e Brasil. Peter Schwarzenbauer, membro do conselho diretor e responsável mundial por marketing e vendas da Audi, no entanto, não considera voltar a fabricar carros no Brasil. Em 2003, a Audi fabricava o A3 na planta de São José dos Pinhais (PR), onde a Volkswagen produz a família Fox. "Apesar do crescimento nas vendas, ainda é um volume muito baixo para sustentar uma fábrica.

Desconfiança faz títulos portugueses e gregos baterem picos

Os bônus de dez anos portugueses (7,54%) e gregos (12,69%) alcançaram seus máximos históricos nesta terça-feira no mercado de obrigações, refletindo a desconfiança dos investidores quanto à situação financeira desses países, e em sua capacidade de pagar sua dívida. As taxas portuguesas alcançaram 7,541%, e as gregas 12,696% no final desta terça-feira. Os mercados estão muito receosos e parecem acreditar cada vez menos na colocação em andamento de uma solução européia para ajudar os países do bloco em dificuldades.

Dilma diz que política de eliminação da miséria deve ser focada na mulher

Em mensagem divulgada nesta terça-feira por ocasião do Dia Internacional da Mulher, a presidente Dilma Rousseff afirma ter como "objetivo fundamental" a "erradicação da pobreza extrema". Ela diz estar convencida de que uma política bem-sucedida de eliminação da miséria deve ser focada na mulher e na criança. "No Brasil, a pobreza tem cara, ela é muito feminina, está ligada às mulheres. Quanto mais pobre a família, maior a chance de que ela seja chefiada por uma mulher. Estou convencida de que uma política bem-sucedida de eliminação da miséria deve ser focada na mulher e na criança", disse ela. Segundo Dilma, programas como "Minha Casa Minha Vida", o "Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) Mulher" ou o "Bolsa Família" são eficientes porque privilegiam as mulheres: "No Dia Internacional da Mulher, quero ressaltar que a eliminação da discriminação de gênero e a valorização das mulheres e das meninas são estratégias indispensáveis para alcançarmos êxito em nossa luta contra a pobreza". A presidente destacou a Lei Maria da Penha como sinal de progresso no combate à violência contra as mulheres.

União Européia decide congelar ativos do fundo soberano líbio

Os países da União Européia decidiram nesta terça-feira ampliar suas sanções econômicas contra o regime de Muamar Kadahfi e congelar os ativos do fundo soberano da Líbia e de outras instituições do país. As novas medidas ainda devem ser aprovadas formalmente, algo que os 27 países-membros da União Européia esperam fazer antes de sexta-feira, quando se reúnem em Bruxelas os chefes de Estado e de Governo do bloco para tratar da questão líbia. Entre as entidades sancionadas estará a Autoridade de Investimento Líbia (Libyan Investment Authority), um fundo soberano com participações em grandes empresas internacionais. A delegação de Malta, apoiada por outras delegações, expressou reservas a respeito das novas medidas por temer que afetem indiretamente as atividades de empresas européias nas quais a LIA possui parte do capital. A estatal LIA, criada em 2006 para diversificar os negócios do governo líbio, tem participações significativas no banco italiano Unicredit, no grupo aeronáutico e de defesa italiano Finmeccanica, no clube de futebol Juventus e na editora britânica Pearson.