domingo, 14 de novembro de 2010

Nobel da Paz iraniana critica Lula e pede que Dilma não vista véu em visita ao país

A Nobel da Paz iraniana, Shirin Ebadi, pediu neste domingo à presidente eleita, Dilma Rousseff, que caso visite o Irã "não cubra a cabeça com um véu", para defender os direitos das mulheres. A pacifista foi laureada com o Nobel em 2003. "Todas as mulheres, muçulmanas ou não, que chegam ao Irã têm que cobrir a cabeça. Alguém tem que mostrar ao governo do Irã que esta lei não é correta", afirmou Shirin. Dilma não antecipou como serão suas relações com o Irã, mas precisou que tem "uma posição bem intransigente" em relação à defesa dos direitos humanos. Shirin também pediu à presidente eleita que converse com movimentos independentes de mulheres iranianas, "não só com as que estão no Parlamento", e criticou Lula por ignorar seus pedidos de defender os oprimidos pelo regime islâmico. "Lula visitou Teerã, abraçou o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, deu um beijo no rosto e foi embora. Parece que se esqueceu das pessoas que morrem e são presas no Irã", assinalou. A advogada e opositora iraniana lembrou o passado sindicalista do presidente Lula e disse que lhe enviou "mensagens" para que se reunisse com as famílias de trabalhadores iranianos presos pela relação com os sindicatos. "Quando Lula esteve no Irã, Mansour Osanlou, um líder sindical como ele, já cumpria uma pena de cinco anos. A Organização Mundial do Trabalho pediu sua libertação, mas Lula ignorou", acrescentou.Em setembro, a iraniana convocou todos os governantes do mundo a lutar pelo fim das execuções por apedrejamento no Irã. "Além de Sakineh Ashtiani, há outras que esperam a morte por apedrejamento. É preciso salvar todas elas", afirmou Shirin.

Marido da petista Maria das Graças Foster tem 43 contratos com a Petrobas, onde ela é diretora

A empresa do marido de Maria das Graças Foster, nome forte para o primeiro escalão do governo Dilma Rousseff, multiplicou os contratos com a Petrobras a partir de 2007, ano em que a engenheira petista ganhou cargo de direção na estatal. Nos últimos três anos, a empresa C.Foster, de propriedade de Colin Vaughan Foster, assinou 42 contratos, sendo 20 deles sem licitação, para fornecer componentes eletrônicos para áreas de tecnologia, exploração e produção a diferentes unidades da estatal. Entre 2005 e 2007, apenas um processo de compra (sem licitação) havia sido feito com a empresa do marido da Maria das Graças Foster, segundo a Petrobras. A empresa C.Foster, que já vendeu R$ 614 mil em equipamentos para a Petrobras, começou na década de 1980 com foco no setor de óleo e gás, área hoje sob a responsabilidade de Graça Foster. Funcionária de carreira da Petrobras, Maria das Graças Foster é cotada para um cargo no primeiro escalão do governo dilmista, como a presidência da Petrobras, a Casa Civil, a Secretaria-Geral da Presidência ou outro posto próximo da presidente eleita, de quem ganhou confiança. A Petrobras nega ter beneficiado a empresa do marido da diretora de Gás e Energia, Maria das Graças Foster. Segundo a Petrobras, autoridades estão proibidas de contratar sem licitação empresas de parentes na área sob suas responsabilidades. Então tá....