segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Teori nega pedido de liberdade a dois empreiteiros da Camargo Correa presos na Lava Jato

O relator dos processo da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Teori Zavascki, negou nesta segunda-feira (23) pedidos de liberdade feitos por dois executivos da Camargo Corrêa: Dalton Avancini, diretor-presidente da empresa, e João Ricardo Auler, presidente do Conselho de administração. Nos pedidos, os executivos argumentavam que tal como o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, solto por habeas corpus de Zavascki cerca de um mês após a prisão, os dois também teriam direito ao benefício. Em sua decisão, o ministro ponderou que a libertação de Duque aconteceu pois sua detenção provisória era baseada unicamente no risco de fuga, e o Supremo tem jurisprudência consolidada de que tal situação não pode justificar pedidos de detenção. De acordo com Zavascki, o caso de Auler e Avancini são diferentes, uma vez que a fundamentação de suas prisões levaria em conta outros fatores ligados à gravidade dos delitos praticados, uma vez que, segundo o Ministério Público, os executivos seriam uns dos responsáveis pelo cartel de empresas que operou em licitações da Petrobras.

Refresco para Vaccari

Vaccari: o homem que Dilma não quer ver por perto
Vaccari: o homem que Dilma não quer ver por perto
Para o bem do futuro de João Vaccari Neto, Dilma Rousseff parou, por enquanto, de falar mal dele. Não que ele tenha caído no gosto de Dilma. Longe, bem longe, disso. Sua antipatia por Vaccari é antiga e cresce a cada novo detalhe envolvendo-o na Lava-Jato. Dilma agora apenas resolveu dar ouvido aos apelos de petistas preocupados com a futura defesa jurídica do tesoureiro. Por Lauro Jardim

Confiança do empresário brasileiro atinge pior patamar desde 1999


A falta de confiança do empresário brasileiro se aprofundou mais uma vez e teve o pior resultado em 16 anos. O Índice de Confiança do Empresário Industrial chegou a 40,2 pontos em fevereiro, o menor patamar da série histórica, que tem início em janeiro de 1999. Os dados foram divulgados na tarde desta segunda-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice caiu 4,2 pontos na comparação com janeiro, quando estava em 44,4 pontos. A queda de janeiro para fevereiro foi o maior recuo mensal desde julho de 2013. Em 12 meses, a queda acumulada é de 12,2 pontos. Nessa pesquisa, os números variam de 0 a 100. Os valores abaixo de 50 indicam falta de confiança dos industriais. "O aumento do pessimismo é resultado da percepção negativa dos industriais em relação às condições atuais da economia e das empresas e da piora das expectativas para os próximos seis meses", avalia a CNI. A entidade aponta que a ausência de confiança, além de crescer, se tornou mais disseminada no mês de fevereiro. O indicador teve piora em todos os portes, regiões e segmentos da indústria brasileira. O índice que mede o ânimo dos empresários em relação às condições atuais caiu 3,5 pontos e chegou a 32,2 pontos em fevereiro. O índice que mede as expectativas caiu 4,6 pontos na passagem de janeiro para fevereiro e ficou em 44,1 pontos. Com o distanciamento da linha dos 50 pontos, o resultado indica grande pessimismo dos empresários para os próximos seis meses. Nos três segmentos da indústria houve queda do índice de confiança em fevereiro ante janeiro. No setor de construção, passou de 44,6 pontos para 39,8 pontos. Na indústria extrativa, caiu de 45 pontos para 42,7 pontos. No segmento de transformação, o recuo foi de 44,2 pontos para 40,1 pontos. Considerando o porte das empresas, o índice de confiança também mostrou queda em todas as categorias. Nas pequenas, recuou de 45,5 pontos para 39 pontos; nas médias, de 42,9 pontos para 38,7 pontos; nas grandes, de 45,5 pontos para 41,5 pontos. A CNI informou que a pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 12 de fevereiro e englobou 2.830 empresas. Dessas, 1.091 são pequenas, 1.080 são médias e 659 são de grande porte.

Juiz nega pedido da OAS para perícia contábil em refinarias da Petrobras


O juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, indeferiu pedido da defesa de executivos da OAS para a realização de uma perícia "contábil-financeira e de engenharia" nas obras das Refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Presidente Getúlio Vargas, no Paraná. O juiz já havia indeferido o pedido, mas estipulou prazo de cinco dias para os advogados da empreiteira esclarecerem melhor o "objetivo, a relevância e a pertinência da perícia pretendida". Neste domingo, Moro negou mais uma vez o pleito dos advogados. Segundo o magistrado, as denúncias contra Agenor Medeiros, José Adelmário, José Breghirolli, Mateus Oliveira, Fernando Stremel e João Lazzari não se baseiam no superfaturamento, que poderia ser apurado pela perícia, e abrangem apenas os crimes de lavagem de dinheiro, corrupção, associação criminosa e uso de documento falso. O juiz alegou ainda que a denúncia fundamenta-se principalmente em depósitos aparentemente sem causa realizados pela OAS em contas supostamente controladas por Alberto Youssef e que ainda não teriam sido esclarecidos pela empreiteira. "Em grande síntese, segundo o MPF, as empreiteiras previamente combinariam entre elas a vencedora das licitações da Petrobras. A premiada apresentaria proposta de preço à Petrobras e as demais dariam cobertura, apresentando propostas de preço maiores. A propina aos diretores teria por objetivo que estes facilitassem o esquema criminoso, convidando à licitação apenas as empresas componentes do Clube", escreveu o magistrado. "Nessa descrição, quer os preços sejam ou não compatíveis com o mercado, isso não afastaria os crimes, pois teria havido cartel e fraude à licitação, gerando produto de crime posteriormente utilizados para pagamento de propina e submetidos a esquemas de lavagem". Sérgio Moro também alegou que uma perícia nas refinarias seria muito cara e demorada e que até a Petrobras, "com recursos técnicos muito superiores aos disponíveis pela Polícia Federal, descartou a produção de tal prova e até hoje não logrou dimensionar os possíveis prejuízos nessas obras, o que até hoje dificulta o fechamento de seu balanço". O juiz conclui que, "por tratar a perícia requerida de prova custosa e demorada, nesse caso possivelmente inviável tecnicamente, e por ser igualmente irrelevante em vista da imputação específica ventilada nestes autos", indefere o pedido da prova pericial feito pelos advogados dos executivos da OAS.

VETO DO IR NÃO SERÁ MAIS APRECIADO NO CONGRESSO NACIONAL NESTA TERÇA


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), informou na tarde desta segunda-feira, 23, que o veto presidencial ao reajuste de 6,5% da tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) não entrará na pauta da sessão do Congresso Nacional, marcada para esta terça-feira. Segundo Eduardo Cunha, ainda não venceu o prazo regimental de 30 dias para que o veto seja apreciado. "Ainda não está trancando a pauta", justificou. O peemedebista explicou que conversou com o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), e que o assunto provavelmente entrará na pauta de votação da próxima semana. Ele lembrou que só após a votação do veto sobre a correção da tabela do IR será possível votar o Orçamento de 2015. Ele negou que o governo tenha pedido para retirar o assunto de pauta. "Não foi nenhuma articulação nem contra e nem a favor", insistiu. Eduardo Cunha teve um almoço hoje com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, mas disse que não ouviu nenhum pedido específico do governo para a Câmara. O presidente da Casa revelou que a conversa girou em torno de temas como ajuste fiscal e as comissões que pretende criar para discutir o pacto federativo e a lei de licitações. Sobre as Medidas Provisórias que tratam do ajuste fiscal, Eduardo Cunha lembrou que as comissões que debaterão preliminarmente as medidas ainda não foram criadas e que caberá ao governo articular com a base para evitar que as emendas descaracterizem a proposta do Executivo. O presidente anunciou também que deve trazer os ministros à Câmara só a partir da quinta-feira da próxima semana. Embora, de acordo com Eduardo Cunha, os ministros estejam se colocando à disposição para comparecer, ele preferiu começar a rodada de visitas com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, que é de seu partido. "Ao contrário do que vocês achavam, eles estão achando ótimo", declarou. Eduardo Cunha voltou a condenar a prisão do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma. Para o deputado, que já havia comentado o assunto em sua conta no Twitter, a situação no país vizinho é "absurda" e "estranha". "Ficar prendendo oposicionista ninguém pode aplaudir. Não me parece que ele tenha praticado nenhum crime que permitisse essa prisão, parece mais 'forçação' de barra", comentou.

AGU aciona Justiça Federal em 7 Estados contra a greve dos caminhoneiros


Depois de uma reunião no Palácio do Planalto, a Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou nesta segunda-feira com ações na Justiça Federal em sete Estados para pedir a suspensão imediata dos bloqueios de rodovias promovidos por caminhoneiros. Essa foi a forma escolhida pela categoria para protestar contra o aumento do diesel e exigir o reajuste do valor do frete. A AGU, além de pedir a adoção de medidas necessárias para garantir o direito de ir e vir das pessoas, liberando as pistas para livre circulação, solicitou a fixação de multa de R$ 100 mil para cada hora que os manifestantes se recusarem a liberar o tráfego. As ações foram ajuizadas simultaneamente nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Desde o início da manhã desta segunda-feira, o Palácio do Planalto se mobilizou para tomar medidas contra a paralisação. Além do bloqueio do tráfego, o governo está preocupado com o impacto econômico do fechamento de estradas no escoamento da produção, e também do perigo com acidentes. A primeira reunião no Planalto para tratar do assunto foi realizada pelo ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, o trotskista Miguel Rossetto; da Justiça, José Eduardo Cardozo; dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues; e da AGU, Luís Inácio Adams. Após esta primeira rodada de conversas, Adams se reuniu com a presidente Dilma Rousseff, também no Planalto, e o governo deu entrada em ações na Justiça Federal em sete Estados. As ações de desobstrução das pistas serão realizadas com o apoio do Ministério da Justiça, por meio da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional. Uma força-tarefa foi montada pelo governo para atuar no apoio a plantões judiciais para discutir com os juízes responsáveis pela análise das ações a importância da liberação das rodovias. Da mesma forma, as procuradorias regionais da União permanecerão de prontidão para ingressar com ações em outros Estados que sofram com novos bloqueios. Paralelamente, o governo abriu "mesas de negociação" com os caminhoneiros para tentar convencê-los a não fechar pistas e prejudicar o trânsito nas estradas. Em 11 de fevereiro, o ministro trotskista Miguel Rossetto já havia se reunido com a categoria, no Palácio do Planalto, para ouvir as reivindicações e tentar evitar que o movimento se concretizasse. Nas ações, a AGU ressalta que, mesmo reconhecendo o direito à liberdade de expressão e de livre associação dos manifestantes, "não é justo nem razoável que a utilização abusiva desses direitos resulte em prejuízos de grande monta a praticamente toda a população brasileira". A AGU argumenta ainda que os bloqueios aumentam os riscos de acidentes e ameaçam a segurança de todos que precisam utilizar as rodovias, além de provocar graves prejuízos econômicos ao impedir que cargas, muitas delas perecíveis ou perigosas, cheguem ao destino.

INSTITUTO DO PSDB CHAMA DILMA DE "'MÃE DO PETROLÃO"


Um texto divulgado nesta segunda-feira, 23, pelo Instituto Teotônio Vilela, braço de formulação política do PSDB, subiu o tom do ataque à presidente Dilma Rousseff e chamou a petista de "mãe do petrolão". O texto diz que "o banditismo petista há muito deixou de ser novidade" e que a presidente demonstra inépcia para defender o interesse público. "Dilma foi uma espécie de mãe do petrolão. Cabe a ela e ao PT responder pelos 12 anos de assalto do partido à empresa", argumenta o Instituto. Quando, no segundo governo Lula, começava a despontar como candidata do PT à Presidência, Dilma era chamada por seu padrinho de "mãe do PAC". O texto diz que Dilma se comporta como marionete e segue o script ditado pelo marketing e por "seu tutor" que, no caso, é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ITV, Dilma "definitivamente não sabe o que fazer diante da roubalheira sistêmica" que se implantou "sob seu nariz". Para o PSDB, a presidente "revela-se espectadora e não protagonista de seu governo". "Afirmar que o problema da roubalheira da Petrobras repousa no que supostamente aconteceu na empresa quase duas décadas atrás é afrontar a inteligência dos brasileiros, desrespeitar a nação e zombar das instituições", critica o ITV, afirmando ainda que era melhor que Dilma "tivesse continuado calada" a ter dado a entrevista da última sexta-feira, 20. A declaração que gerou a revolta dos tucanos foi dada no dia 20, quando Dilma afirmou que "se em 1996 e 1997 tivessem investigado" não haveria caso de funcionários praticando corrupção por tanto tempo, numa referência à gestão do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso. "A tática do 'pega, ladrão' (...) é usual no petismo. Sempre que flagrados com a boca na botija, o que tem sido cada vez mais comum, os partidários do mensalão e do petrolão dão um jeito de acusar seus acusadores e de culpar os mensageiros pelo teor ingrato das mensagens. Não cola", acusa o Instituto Teotônio Vilela. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já havia rebatido a declaração dizendo que Dilma deveria fazer um exame de consciência em vez de tentar encobrir suas responsabilidades.

O presidente da OAB enganava pobres

Sabe o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, o eminente e iminente (quer uma vaga no STF) Marcus Vinicius Coelho? Aquele que assinou a nota da entidade em defesa dos encontros secretos do ministro José Eduardo Cardozo com advogados de empreiteiras do Petrolão? Pois o sujeito foi acusado de embolsar honorários irregularmente, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça. Deu na revista Época: "As merendeiras e os professores do Piauí, que recebiam menos de um salário mínimo nos anos 90, ganharam na Justiça indenização de 400 milhões do governo estadual. Mas um grupo de advogados, liderado por Marcus Vinicius Coelho, que nem sequer atuou no caso, estava faturando - e antes de muitos dos trabalhadores - 108 milhões desse total. A corregedoria do Conselho Nacional de Justiça considerou irregulares os honorários dos advogados e mandou suspender os pagamentos". É uma história repulsiva. Marcus Vinicius Coelho estava enganando pobres. É petista na alma. (O Antagonista)

Governo Dilma quer fazer a reforma da Previdência que o PT e a CUT impediram FHC de fazer há 20 anos

Que gente pitoresca! A reforma da Previdência está atrasada pelo menos 20 anos. O governo FHC tentou mexer no vespeiro em 1995. Os petistas resolveram botar a tropa na rua. A CUT se mobilizou. Afinal, à época, dizia-se que FHC queria fazer o reajuste “neoliberal” da economia. O próprio PT tentou ensaiar uma reforma cosmética depois, que deu em nada. A Previdência, a rigor, está quebrada há pelos menos, deixem-me ver, uns 30 anos.

A saída possível do governo FHC foi instituir o fator previdenciário, que passou a ser alvo permanente do PT. Para quê? Para retardar a aposentadoria. Quando FHC defendeu a medida, os petistas distorceram uma fala do então presidente, acusando-o de ter dito que os aposentados eram vagabundos. Nunca aconteceu.
Em entrevista ao Estadão, o ministro da Previdência, Carlos Gabas, defendeu a mudança da fórmula de aposentadoria. Ele quer, sim, acabar com o fator previdenciário, mas porque acha que ele não retarda a aposentadoria o suficiente. Afirmou: “Previdência não é complemento de renda, é substituto de renda; hoje as pessoas que se aposentam mais cedo tendem a continuar trabalhando para completar a renda”.
Ele está certo. Era o que pretendia o governo FHC quando foi bombardeado pelos petistas. O ministro defende a fórmula 85/95, a saber: somam-se o tempo de contribuição e idade: os homens se aposentam, recebendo o teto, se a soma der 95, e as mulheres, se der 85.
Assim, acaba a farra de um homem se aposentar aos 50 anos, o que é uma piada. Por quê? Para que isso acontecesse, ele teria de ter contribuído por 45 anos — e isso só seria possível se tivesse começado a fazê-lo aos… cinco anos. A aposentadoria aos 60 — bastante precoce nos dias que correm, convenham, já passa a ser possível. Para tanto, o sujeito tem de ter contribuído por 35, o que é factível, já que, nesse caso, teria de ter começado a trabalhar aos 25.
Façam a tabela para ver como ela evolui. Ficará muito difícil alguém se aposentar aos 55, porque isso ensejaria 40 anos de contribuição — vale dizer, a partir dos 15 anos…
Sim, eu apoio a medida. A expectativa de vida do brasileiro ao nascer, hoje, é de 74,9 anos. Não se pensa a sustentabilidade do sistema de previdência para hoje. Trata-se de uma questão para o futuro. Se o PT tivesse permitido que se fizesse a coisa certa há 20 anos, o sistema não estaria quebrado agora.
Caso se institua o modelo 85/95, dificilmente um homem se aposentará antes dos 57 anos recebendo o teto do benefício. Para tanto, terá der ter começado a contribuir aos 19 anos, o que dará 39 anos no sistema. Com igual tempo de contribuição, a mesma proporção vale para as mulheres, mas com 10 anos a menos. Será possível se aposentar aos 47 anos, com 38 de contribuição. Basta que tenham começado a contribuir aos 19. Convenham: é muito cedo. Dada a expectativa de vida, são 27,9 anos na Previdência!
Ah, é chato fazer essas contas? É, sim! Mas não se cria um sistema de previdência eficiente sem elas. O PT é que sempre interditou o debate. Por Reinaldo Azevedo

MSL – Movimento dos Sem-Limite: Lula vai liderar nesta terça ato “em defesa da Petrobras”. Recomenda-se que as galinhas não apareçam…

A cara de pau de Luiz Inácio Lula da Silva, o Babalorixá de Banânia, e de seus companheiros é mesmo um troço assombroso. Este senhor, acreditem, vai liderar, nesta terça-feira, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio, um ato em defesa da Petrobras. Apoiam a manifestação a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que são meras franjas do PT.

O ato tem um “manifesto” intitulado “Defender a Petrobras é defender o Brasil”, no qual se lê esta maravilha: “a investigação, o julgamento e a punição de corruptos e corruptores, doa a quem doer, não pode significar a paralisia da Petrobras e do setor mais dinâmico da economia brasileira”.
O documento, asqueroso do começo ao fim, diz que “cabe ao governo rechaçar com firmeza investidas políticas e midiáticas desses setores para preservar uma empresa e um setor que tanto contribuíram para a atração de investimentos (…)”.
De quais setores Lula e seus amigos estão falando? Quem paralisou a Petrobras foi a roubalheira. Quem paralisou a Petrobras foram os assaltantes que o PT instalou em algumas diretorias; quem paralisou a Petrobras foram aqueles que usaram a empresa para fazer política econômica porca.
Lula e seus amigos estão querendo associar a investigação dos crimes à derrocada da estatal. Em última instância, essa manifestação tem um vetor moral: tudo caminhava muito bem na empresa até decidirem investigar a roubalheira. Paulo Okamotto, um dos braços operativos de Lula, já disse como o PT lida com as empreiteiras: “Você está ganhando dinheiro? Estou. Você pode dar um pouquinho do seu lucro para o PT? Posso, não posso’”. Em suma: o partido se tornou sócio do setor privado. Eis porque eu defini o PT, há mais de 30 anos, como “burguesia do capital alheio”.
O ato é nojento. Lá estarão ditos “intelectuais” como Marilena Chaui, Fernando Moraes e Eric Nepumuceno. Juntando os três, entre outras nulidades quando o tema é Petrobras, não se consegue dar uma aula básica sobre as quatro operações.
O PT, definitivamente, perdeu o juízo. A vergonha, bem, essa, convenham, já tinha perdido fazia tempo.
A propósito: notem que o tal ato será feito em ambiente fechado. Lula não teria coragem de liderar essa patuscada em praça pública.
Por Reinaldo Azevedo

GREVE DOS CAMINHONEIROS ELEVA PREÇO DA GASOLINA PARA R$ 5,00 EM ÁREAS ATINGIDAS PELO BOICOTE DE ESTRADAS NO PARANÁ

Além da interrupção da produção em duas fábricas da BRF no Paraná, outro reflexo da greve dos caminhoneiros já está sendo sentido pela população. Sem a circulação dos caminhões, desde semana passada não há reposição do estoque de combustíveis nos postos. A escassez já é realidade em várias cidades e no Paraná o litro da gasolina já se aproxima dos R$ 5,00, com possibilidade de interrupção do abastecimento ainda hoje. Em Foz do Iguaçu, já não há combustíveis em alguns postos desde sábado (21). Para evitar a falta de gasolina e etanol, a Infraero precisou estabelecer um plano de contingência para que não falte combustível para os aviões. O abastecimento foi interrompido para aeronaves particulares e foi repassada a orientação às empresas é de que os aviões que aterrissarem em Foz do Iguaçu já venham abastecidos o suficiente para continuarem a viagem. Em Francisco Beltrão, sudoeste do Paraná, os donos de postos estão cobrando R$ 4,40 pelo litro da gasolina. A falta de combustível já afeta outras cidades do Sudoeste, como Salto do Lontra, Marmeleiro e Nova Esperança do Sudoeste. Em Dois Vizinhos, já nesta segunda-feira apenas dois postos tinham estoque de combustíveis e motoristas fizeram fila para abastecer os veículos. O estoque de etanol terminou ainda no sábado (21) e hoje o único combustível disponível na cidade é a gasolina aditivada, e o preço também está nas alturas: R$ 5,00.

VITÓRIA JUDICIAL SOBRE USO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS DO ICMS GARANTE R$ 1 BILHÃO DE RECEITA EXTRA AO RIO GRANDE DO SUL

A Procuradoria Geral do Rio Grande do Sul obteve importante vitória no Supremo Tribunal Federal, que viabilizará acréscimo de cerca de um bilhão de reais na arrecadação do Rio Grande do Sul pelos próximos quatro anos e encerra a discussão de quase uma década sobre a utilização de créditos do ICMS.  A decisão abre precedente para os demais Estados da Federação. Em todo o Brasil, milhares de processos estavam suspensos aguardando o julgamento do Recurso Extraordinário interposto pela Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do Sul, cujo acórdão foi publicado na última sexta-feira. Trata-se de ação proposta contra o Estado do Rio Grande do Sul por empresa do setor agrícola de comercialização de feijão – item da cesta básica – para beneficiar-se com o pagamento do Imposto sobre Circulação de Bens e Mercadorias (ICMS) sobre a base de cálculo reduzida e, ao mesmo tempo, creditar-se integralmente (e não de forma proporcional) dos tributos pagos nas operações anteriores, o que não é autorizado na legislação estadual gaúcha. A existência do convênio 128/1994, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), autoriza os Estados a reduzir a carga tributária da cesta básica e, ao mesmo tempo, os autoriza a reconhecer a integralidade dos créditos referentes às operações. Não consta, no entanto, que a legislação estadual do Rio Grande do Sul tenha previsto a manutenção integral dos créditos, pelo contrário, determinou sua anulação parcial. À época do julgamento no Supremo (outubro de 2014), o relator do Recurso Extraordinário, Ministro Gilmar Mendes, acolheu a defesa da Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do Sul e afirmou que “o convênio é condição necessária, mas não suficiente para o aproveitamento dos créditos”. O precedente será aplicado também às transportadoras, que gozam de benefício similar. 

ATENÇÃO - ATENÇÃO - O CLIMA POLÍTICO E SOCIAL VAI ENGROSSAR MUITO MAIS A PARTIR DESTA TERÇA-FEIRA - PRODUTORES RURAIS VÃO COLOCAR SEUS TRATORES E COLHEITADEIRAS NAS ESTRADAS, AO LADO DOS CAMINHONEIROS

A crise assaltando o regime petralha engrossa cada vez mais a cada dia que passa. Nesta segunda-feira, os caminhoneiros bloquearam dezenas de estradas no Brasil afora. Só no Rio Grande do Sul os bloqueios atingiram 28 pontos. Eles protestam contra o aumento dos combustíveis e dos fretes. E prometem continuar com intensidade cada vez maior neste movimento. A grande ameaça é de ocorrer o desabastecimento no País. Grandes indústrias, que precisam dos insumos que recebem todos os dias, para a preparação de seus produtos, já pararam a linha de produção, como foi o caso das unidades da BRFoods no Rio Grande do Sul. Agora, essa crise promete aumentar muito a partir desta terça-feira. Ocorre que os produtores industriais começam a decidir que irão colocar seus tratores e máquinas colheitadeiras nas estradas, para bloqueá-las, apoiando o movimento dos caminhoneiros. Isso é uma situação muito crítica. Leia abaixo a nota sobre a decisão tomada por agricultores de Passo Fundo e da região:
"A hora é agora
Sindicato Rural Passo Fundo e a Associação de Produtores Rurais de Pontão e Região no norte gaúcho estarão a partir de amanhã (esta terça-feira) aderindo ao movimento dos caminhoneiros colocando as máquinas nas estradas.
Segundo informações haverá bloqueio nas RS 324, RS 153 e a BR 285.
Mobilização começa a crescer em todo o País.
Chega de explorar quem produz!
A Voz do Campo está ao lado dos produtores rurais".

BRF diz que bloqueio dos caminhoneiros já atinge 11 Estados; grupo parou operações em dois frigoríficos; ameaça de desabastecimento já é real

O grupo BRF mandou dizer esta noite ao editor que haverá desabastecimento dos seus produtos, porque suas fábricas de Francisco Beltrão e Dois Vizinhos, Paraná, não recebem mais insumos para suas aves. A produção foi interrompida. A BRF tem noitícias de que o boicote dos caminhoneiros atingiu 11 Estados esta noite. Leia a nota à imprensa:
"Em razão da paralisação de caminhoneiros que atinge 11 Estados brasileiros, a BRF informa que suas fábricas de Francisco Beltão e Dois Vizinhos, localizadas no Paraná, interromperam a produção de aves por falta de matéria-prima. A BRF é responsável por uma extensa cadeia de produção que movimenta praticamente todo o ciclo agropecuário, iniciando pela compra e transporte de grãos para fabricação de ração animal, passando pela compra de insumos para manutenção de parcerias com milhares de pequenas famílias produtoras rurais, abate, industrialização e distribuição de alimentos acabados para quase todos os lares brasileiros e mais de 110 países importadores. A BRF reitera que segue rígidos controles sanitários em todas as etapas dessa atividade. A manutenção da sanidade animal, assim, é a principal propulsora dos mais de 100 mil empregos diretos gerados pela empresa e toda movimentação socioeconômica subsequente. Cada parceiro desta cadeia é responsável direto pela sustentabilidade desse ciclo de cooperação. Desta forma e em prol da cadeia, dos agricultores aos consumidores finais, a BRF vem fazendo todos os esforços para a continuidade do seu ciclo produtivo, evitando a mortandade de animais nos campos e nos caminhões devido à falta de grãos, bem como a perda de certificações sanitárias e a consequente queda nas exportações, e garantindo o abastecimento de alimentos. Ao mesmo tempo, bloquear o escoamento dos produtos finais pode provocar o estrangulamento dessa sequência e os prejuízos referidos anteriormente, com consequente desmobilização de boa parte dos parceiros envolvidos, ou seja, das famílias integradas à produção rural e aos transportadores de cargas".

Funcionários da GM mantêm greve; Volks dá férias coletivas em Taubaté

Os funcionários da General Motors em São José dos Campos decidiram manter a greve iniciada iniciada na última sexta-feira (20). A paralisação é um protesto contra os planos da montadora de demitir cerca de 800 funcionários da planta. O acordo foi realizado durante uma assembléia que reuniu representantes de diversos sindicatos e funcionários da General Motors. Nesta terça-feira (24), às 15h30, sindicato e empresa se reúnem em uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho em Campinas. Esta será uma nova tentativa de acordo entre a montadora e os trabalhadores, após a General Motors ajuizar um processo de dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho. A General Motors informa que fez o pedido porque não foi comunicada oficialmente pelo sindicato local, conforme determina a legislação e considera o ato como unilateral. Em nota, a empresa anunciou que tomaria as medidas legais cabíveis. A expectativa da GM é de que os trabalhadores retornem imediatamente ao trabalho. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Antônio Ferreira de Barros, disse que a greve seguirá por tempo indeterminado. "Nós queremos emprego. enquanto a empresa não rever (o plano de demissão), nós manteremos a greve", diz.
 

Cerca de 250 trabalhadores da Volkswagen em Taubaté entraram em férias coletivas, de 20 dias, nesta segunda-feira (23). A medida, segundo a Volkswagen, já é tomada há bastante tempo, em todas as unidades fabris que a montadora mantém no País, e visa adequar a produção às demandas do mercado. A Volkswagen também encerrou o terceiro turno que funcionava na fábrica do interior paulista. Cerca de 1.700 trabalhadores que funcionavam neste período foram realocados entre o primeiro e segundo turnos. Este é mais um episódio envolvendo os trabalhadores da Volkswagen. Em janeiro, trabalhadores da fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, fizeram uma greve de 10 dias que só terminou após a montadora readmitir cerca de 800 trabalhadores que haviam sido desligados da unidade. Taubaté era única unidade da Volks no Brasil que ainda mantinha o terceiro turno. Atualmente, a fábrica produz os veículos Gol, Up! e Voyage, emprega cerca de cinco mil trabalhadores e tem capacidade para produzir 37 carros por hora – 850 por dia. Em São Bernardo do Campo, também no ABC paulista, a Ford reduziu o ritmo de produção afastando 420 trabalhadores por tempo indefinido. Os dias parados serão compensados com o banco de horas. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a unidade que fabrica caminhões, passou de 17 para 14 unidades fabricadas por hora. O modelo Fiesta, que também é fabricado na unidade, caiu de 54 para 44 unidades/hora. A fábrica da Ford de Taubaté opera desde o ano passado em ritmo menor. A montadora, àépoca, concedeu férias coletivas, promoveu suspensões de contratos de trabalho (lay-off) e abriu um Plano de Demissão voluntária (PDV). A unidade fabrica motores, transmissões e componentes automotivos. Seu ritmo de produção ficou seriamente comprometido depois que a Ford parou de produzir os motores "Rocam", que eram fabricados na unidade. Várias centrais sindicais se solidarizaram com os trabalhadores da Volkswagen. As demissões na montadora entraram na pauta das reivindicações, que inclui a revisão das medidas que endurecem as regras para a concessão de benefícios previdenciários e trabalhistas. Anunciadas em dezembro por meio de medidas provisórias, o pacote visa economizar R$ 18 bilhões neste ano para reequilibrar as contas públicas. Os líderes sindicais conseguiram apelar diretamente à presidente Dilma Rousseff, que admitiu dias depois que negociaria com o Congresso as alterações nas propostas. Em relação às demissões, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro, disse, em janeiro, que "não há nenhum problema de caráter sistêmico, amplo, que justifique uma ação direta do governo". E que os cortes que ocorreram foram "muito pequenos, pouco expressivos", então, nada que justifique uma intervenção do governo. A indústria automotiva encerrou 2014 com queda de 15,3% na produção, o pior resultado desde 2009. Com isso, 12,8 mil postos de trabalhos na área foram cortados. Este número representa 7,9% dos trabalhadores da indústria automotiva. Em 2015, a produção ainda não apresentou sinais de recuperação e o mês de janeiro registrou queda de 14% em comparação ao mesmo período de 2014. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, no entanto, acredita que a produção deva crescer neste ano e que o nível de empregos ficará estável. "As empresas trabalharam com um efetivo acima do que os números de 2014 demandaram. Agora, o crescimento ajudará a diluir esse excedente", disse o executivo. A realidade, contudo, é diferente das montadoras. Na mesma semana em que 800 trabalhadores da Volkswagen foram demitidos, 244 trabalhadores da Mercedes também foram cortados. Ao contrário da Volks, a Mercedes não readmitiu nenhum empregado. Outras montadoras como Nissan, MAN e Renault anunciam cortes na produção. Para 2015, os montadoras esperam uma pequena reação do mercado e que a queda nas vendas não devem ultrapassar 0,5%, atingindo 3,479 milhões de unidades. A aposta é na maior flexibilidade na concessão de financiamentos e da nova regra que facilita a retomada do veículo em situação de inadimplência.

Com 2,5 milhões de cópias, novo "Charlie Hebdo" busca normalidade

Um mês e meio após os atentados em Paris, será lançada na quarta-feira (25) uma nova edição do semanário satírico "Charlie Hebdo", com tiragem de 2,5 milhões de exemplares. A edição marca o retorno à frequência semanal da publicação e busca promover um clima de normalidade, apesar das mortes de membros da redação e das ameaças trazidas pelos ataques em Copenhague, no dia 15. Esta é a primeira edição do "Charlie Hebdo" após a "edição dos sobreviventes", publicada uma semana após o ataque à sede do semanário. Na ocasião, a procura por exemplares provocou uma corrida às bancas de jornal na França, esgotando em poucos minutos os oito milhões de exemplares impressos. "O semanário, assim como qualquer outra publicação, deve continuar porque a vida continua, as novidades continuam. Nós não existimos para provocar choros em casa, somos um jornal satírico, engraçado, é preciso que nós façamos as pessoas rirem com assuntos cotidianos" afirmou em entrevista Patrick Pelloux, que escreve para o "Charlie Hebdo" desde 2004.

A capa da nova edição, divulgada nesta segunda-feira (23), é ilustrada pelo cartunista Luz e exibe um cachorro que leva um exemplar do semanário em sua boca sendo perseguido por líderes franceses, terroristas e por um Papa, também retratados como cães. "Aqui vamos nós de novo!", afirma o título da publicação. O cachorro, explica Luz, é um animal "irresponsável e submisso". "Irresponsável é o 'Charlie', submissos são todos os demais que correm atrás", afirmou o cartunista. A imprensa francesa especula que o conteúdo da edição aborde temas como os escândalos sexuais do ex-diretor do FMI ,Dominique Strauss-Khan, e os ataques em Copenhague no dia 15, que deixaram dois mortos e cinco feridos após disparos em um evento em defesa da liberdade de expressão e nas cercanias de uma sinagoga. A sede do semanário foi atacada no dia 7 de janeiro pelos irmãos Said e Chérif Kouachi, deixando 12 mortos. O semanário é conhecido por publicar charges que satirizam, dentre outros, o profeta do Islã, Maomé.

FGTS tem mais de 11 bilhões de reais aplicados em empresas da Lava Jato


O fundo FI-FGTS, que usa parte de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) do conjunto de trabalhadores, tem mais 11 bilhões de reais aplicados em empresas citadas na operação Lava Jato, da Polícia Federal. O valor corresponde a mais de um terço do total de 32 bilhões de reais de recursos de fundo, criado para investir em projetos de infraestrutura. Marcos Vasconcelos, vice-presidente da Caixa Econômica Federal, banco responsável pela gestão do fundo, explicou que a maioria das empresas do setor de infraestrutura está na operação Lava Jato. "É natural que seus projetos façam parte de um fundo com foco em infraestrutura", disse. A Sete Brasil, fornecedora de navios plataformas e sondas para exploração do pré-sal, responde pela maior parcela do investimento: 2,378 bilhões de reais em títulos de dívida de longo prazo (debêntures). O fundo também têm 2,379 bilhões de reais em ações da Odebrecht TransPort e 1,079 bilhão de reais na Odebrecht Ambiental, ambas empresas de capital fechado do grupo. Mas o investimento mais arriscado é o de 800 milhões de reais na OAS Óleo e Gás, grupo que atrasou pagamentos e que deve pedir recuperação judicial nas próximas semanas. Para Vasconcelos, no entanto, o escândalo ainda não trouxe perdas ao fundo, que rendeu 7,71% em 2014. Mesmo assim, afirma que deve reduzir o apetite devido ao risco crescente das empreiteiras. "Estamos esperando que novos players (empreiteiras) voltem a participar da infraestrutura", disse. Outros fundos de investimento têm pelo menos 9 bilhões de reais em papéis diretamente ligados à Petrobras e aos seus fornecedores. Estes ativos são aplicações que surgiram no período de pujança financeira da estatal, mas que agora tornaram-se sensíveis a eventuais atrasos nos pagamentos, tanto da Petrobras, quanto de sua cadeia de fornecedores. Neste caso, a situação mais delicada é a de 217 fundos que somam 7,3 bilhões de reais em dívida e participações em empreiteiras acusadas de pagar propina para conseguir contratos. Só a Caixa Econômica Federal tem sob gestão 3,8 bilhões de reais, espalhados em quinze fundos.

Mulheres empreendedoras são apenas 8% no Brasil, diz Serasa


Apenas 8% da população feminina, o equivalente a 5,693 milhões de mulheres, são empreendedoras no Brasil, revelou estudo da Serasa Experian divulgado nesta segunda-feira. De acordo com a pesquisa, a idade média das empreendedoras brasileiras é de 44 anos e a maioria mora no Sudeste. Pouco mais de 98% delas são sócias de micro e pequenas empresas ou microempreendedoras individuais. O levantamento aponta ainda que, do total de empresas ativas no país, 30% têm mulheres como sócias. Entre as empreendedoras brasileiras, 37,1% são sócias de pequenas empresas; 35,8%, de micro companhias e 25,2% são micro empreendedoras individuais (MEI). Outras 1,7% mulheres são sócias de empresas médias e apenas 0,2% das empreendedoras brasileiras são sócias de grandes empresas. O Sudeste é a região que concentra o maior porcentual de mulheres empreendedoras no Brasil, com 55,06%. Em seguida, aparece a região Sul, com 19%. As nordestinas sócias de empresa representam 16,53% do total de empreendedoras brasileiras. As regiões com menores porcentuais são o Centro-Oeste e Norte, com 7,97% e 4,44%, respectivamente. De acordo com o Serasa, a pesquisa foi feita com base em dados da própria empresa e em fontes públicas, como o Censo Demográfico e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), ambas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de análises de um instituto de pesquisa cujo nome não foi divulgado.

Juiz da Lava Jato oferece transferência de empreiteiros para presídio comum


Diante das sucessivas reclamações dos empreiteiros presos na Operação Lava Jato sobre as condições a que estão submetidos na carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR), o juiz Sergio Moro, responsável pelos processos do escândalo do Petrolão do PT na primeira instância, notificou nesta segunda-feira os advogados dos empresários para que eles se manifestem se preferem que seus clientes sejam transferidos para um presídio comum. A manifestação do juiz é uma espécie de contra-ataque à choraminga dos empreiteiros, que criticaram, por meio da imprensa (especialmente em matéria da jornalista petista Monica Bérgamo, do jornal Folha de S. Paulo), as condições das celas da Polícia Federal. As reclamações dos diretores de algumas das maiores empreiteiras do País incluem dormir em colchões no chão ou só terem à disposição camas de concreto, o uso de talheres plásticos e de uma latrina no mesmo ambiente, além do acesso restrito a alimentos. Formalmente, porém, nenhum dos empreiteiros encaminhou reclamação oficial sobre as condições da carceragem na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Atualmente, estão presos preventivamente no local os empreiteiros Ricardo Pessoa (UTC Engenharia), Eduardo Leite (Camargo Correa), Dalton Avancini (Camargo Correa), João Ricardo Auler (Camargo Correa), José Ricardo Breghirolli (OAS), Agenor Franklin Medeiros (OAS), Mateus Coutinho de Sá Oliveira (OAS), José Aldemário Pinheiro Filho (OAS), Sergio Cunha Mendes (Mendes Júnior), Gerson de Mello Almada (Engevix) e Erton Medeiros (Galvão Engenharia), além do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, que é apontado como operador do PMDB no escândalo do Petrolão do PT. “As celas da carceragem da Polícia Federal têm as suas limitações, já que se trata apenas de prisão de passagem, mas entendeu-se que a permanência nelas, ao invés da transferência, era do interesse dos próprios acusados”, disse o juiz Sergio Moro em seu despacho. “Diante de supostas reclamações veiculadas não a este juízo, mas à imprensa, é o caso de consultar os defensores em questão acerca do interesse dos presos na transferência para o sistema prisional estadual, ainda que para estabelecimentos reservados a presos com direito à prisão especial”, completou o magistrado. Os advogados terão 48 horas para informar se preferem que os empreiteiros sejam levados para um presídio do Paraná.​

PMDB GAÚCHO PODERÁ SER COMANDADO POR UM FICHA SUJA

A disputa pela presidência do PMDB do Rio Grande do Sul está entre o atual presidente, Edison Brum, e os deputados federais Ibsen Pinheiro e Alceu Moreira. Embora apresentado como candidato de setores partidários insatisfeitos com o governador José Ivo Sartori, Alceu Moreira negou para o jornalsita Políbio Braga qualquer tipo de desavença com o seu governo. O certo é que ele é ficha suja, inscrito no Cadastro Nacional de Condenações Civeis por Ato de Improbidade Administrativa e Inelegibilidade. O deputado Darcisio Perondi disse que há uma busca por candidatura de consenso.

ELISABETH COLLARES É A NOVA SECRETÁRIA DA SAÚDE DE PORTO ALEGRE

A médica Elisabeth Collares será a nova secretária da Saúde de Porto Alegre. Ela substituirá Carlos Casartelli, defenestrado pelo prefeito José Fortunati há uma semana, após ter feito críticas, pelo Twitter, à forma como são geridos os recursos municipais. Consta em seu currículo que a nova secretária, que atua nas áreas de medicina do trabalho e da família, já participou da administração do Hospital Fêmina, além de integrar o quadro regular do Grupo Hospitalar Conceição, do qual é funcionária concursada.

VENEZUELA – “Taca-le pau”, Cunha! Dilma tem de saber qual é o seu lugar na democracia

Se Arlindo Chinaglia (PT-SP) fosse presidente da Câmara, é certo que não teria criticado o governo Dilma por seu comportamento pusilânime no caso do sequestro e prisão do prefeito da Grande Caracas, Antonio Ledezma, ocorridos na quinta-feira, sob as ordens do tirano Nicolás Maduro. Mas Chinaglia, felizmente então, não preside a Casa. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) sim. E ele protestou.

Em sua conta no Twitter, escreveu neste domingo:
“Não dá para os países democráticos assistirem isso de braços cruzados, como se fosse normal prender oposicionista, ainda mais detentor de  mandato”. E indagou: “Até quando o Brasil ficará calado sem reagir a isso?”.
O PSDB também emitiu uma nota na sexta (íntegra http://www.psdb.org.br/psdb-repudia-escalada-antidemocratica-regime-maduro-na-venezuela/) . Lá se lê:
“É com indignação e crescente preocupação que assistimos à escalada de violência praticada pelo governo da Venezuela contra aqueles que divergem democraticamente do regime do presidente Nicolás Maduro.
Sob pretextos vagos, opositores têm sido detidos ou mesmo sequestrados, como aconteceu ontem com o prefeito da área metropolitana de Caracas, Antonio Ledezma – preso mediante coação e sem qualquer ordem judicial. Abusos já vitimaram antes Leopoldo López e a deputada María Corina Machado.”
A nota tucana também chama o governo do Brasil à responsabilidade: “Consideramos inconcebível que um país-membro do Mercosul continue a desrespeitar as cláusulas democráticas que regem o bloco sem que os demais integrantes, como é o caso do Brasil, nem sequer se pronunciem a respeito.
O Partido da Social Democracia Brasileira manifesta sua solidariedade aos venezuelanos perseguidos pelo governo de Nicolás Maduro, repudia o ataque perpetrado às liberdades civis e políticas e cobra do governo do Brasil a imediata condenação às atitudes antidemocráticas cometidas pelo regime bolivariano.”
O caminho é esse. Cunha, eu já disse aqui, não é a personagem dos sonhos dos ditos “progressistas” no Brasil… É claro que há algo de estranho e profundamente errado quando ditos “progressistas” apoiam uma ditadura ou silenciam diante dela.
“Taca-le pau”, Cunha!
“Taca-le pau”, oposição!
Por Reinaldo Azevedo

Deputados de esquerda vão à praça contra Cunha e reúnem… 200 pessoas. Sobre a tirania na Venezuela, não deram um pio!

Por falar em Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara (ver post anterior), não deixou de ser curioso ler detalhes de uma manifestação de “ativistas” — o antônimo deve ser “passivistas” — contra o presidente de Câmara e sua dita “pauta conservadora”. Compareceram ao ato cerca de 200 pessoas!!! Os convidados de honra eram os deputados federais Érica Kokay (PT-DF), Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Ivan Valente (PSOL-SP). Huuummm… O mestre de cerimônias foi o cartunista Laerte, não sei se no papel de homem ou de mulher. A sua versão feminina chama Sônia e tem cara de professora socialista da Anpocs (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais) ou, sei lá, de pensadora da escola estética de Marilena Chaui…

Segundo leio, a salada russa teórica deu o tom do encontro. Os “ativistas” se opõem, por exemplo, a uma proposta do deputado que cria o “Dia do Orgulho Heterossexual”. Também acho uma besteira. No mesmo saco de gatos pardos, no entanto, criticam o “Estatuto do Nascituro”. Nesse caso, já se muda radicalmente de tema, pois estamos falando é de aborto. Mas nem entro nesse mérito agora. Já escrevi a respeito.
O que realmente foi encantador foi ver essa fração do esquerdismo esconjurando Cunha para 200 gatos-pingados, dois dias depois de a Venezuela ter sequestrado e mandado para o cárcere um opositor da ditadura. Nenhum dos bacanas presentes soltou um pio a respeito. Afinal, são todos simpatizantes da tirania bolivariana.
No da seguinte, quem protestou contra a prisão de Antonio Ledezma foi justamente Eduardo Cunha…
Que coisa, né? No regime que Eduardo Cunha defende, esquerdistas como Wyllys, Kokay e Valente podem se reunir e protestar. No regime que Wyllys, Kokay e Valente defendem, quem contesta vai para a cadeia. Mas esses patriotas estão certos de que são os progressistas, e de que o presidente da Câmara é que é o reacionário. Por Reinaldo Azevedo

Joaquim Levy: só o eufemismo nos salvará! Ou: “A escorregadinha”

Pois é, leitores! Quem sabe a gente seja salvo pelos eufemismos de Joaquim Levy, ministro da Fazenda. Ele é um bom homem, tem honestidade de propósitos e leva a sério o seu trabalho. Mas convém não “mantegar” — não me refiro ao conteúdo, mas à forma. Ele concedeu uma palestra na Câmara de Comércio França-Brasil e afirmou que o Brasil deu uma “escorregadinha” no equilíbrio fiscal.

Não sou bobo. Sei que não cabe ao ministro da Fazenda afirmar que o país está à beira do abismo. Mas também não dá para fazer o papel de nefelibata. Aconselho Levy a dizer que, claro!, existe saída para a economia; que o caminho será árduo; que, no fim, vai dar tudo certo etc. Mas sem pagar pau para o passado, que isso depõe contra a sua inteligência. E contra a nossa. Leiam texto publicado na VEJA.com.
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O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, admitiu que o governo pode ter falhado no compromisso de zelar pela estabilidade fiscal do país nos últimos anos. “Pode ter tido uma ‘escorregadinha’, mas a realidade aflora”, afirmou, durante palestra da Câmara de Comércio França Brasil, em São Paulo. O ministro ponderou, no entanto, que nos últimos 15 anos o controle das contas públicas passou a ser percebido como “extremamente importante”. 
Levy também disse que o ajuste fiscal que o país precisa exigirá “certa imaginação” e “esforço”, mas salientou que não há nada de problemático na economia. “O ajuste que vamos fazer agora está absolutamente dentro da nossa capacidade”, disse. “Tenho certeza que temos capacidade de fazer reengenharia da nossa economia sem grande dificuldade”, afirmou. 
O ministro também reafirmou a importância de rever alguns benefícios fiscais – 100 bilhões de reais de benefícios fiscais por ano é muito dinheiro, disse. Para o ministro, o seguro-desemprego, por exemplo, é uma proteção contra o inesperado, não um sistema de suporte. “Mudanças foram feitas para tornar estes instrumentos mais focados e mais fortes.”
Desde que se assumiu a liderança da equipe econômica, Levy começou a reverter desonerações tributárias, que em 2014 atingiram 104 bilhões de reais. Uma das medidas foi o retorno da cobrança da Cide Combustível, do PIS/Cofins sobre produtos importados e a volta da cobrança do IOF em operações de crédito a pessoas físicas. Na palestra, Levy sinalizou mais mudanças no PIS, Cofins e ICMS. “Estamos com intenção de fazer ajustes, começando pelo PIS/Cofins”, disse Levy, sem dar mais detalhes.
O ministro da Fazenda reiterou que o desequilíbrio fiscal de 2014 tem sido corrigido. Disse que déficit fiscal de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) não é sustentável e que 2% do PIB de superávit primário (economia para o pagamento dos juros da dívida pública) é um nível aceitável. Para este ano, a meta de superávit é de 1,2% do PIB. Para os próximos, a intenção é alcançar 2%. Por Reinaldo Azevedo

Clima é ruim para aprovar ajuste fiscal, diz dirigente do PMDB

O deputado federal e presidente do PMDB do Estado de São Paulo, Baleia Rossi, classificou como "um sinal de diálogo" do governo o jantar desta segunda-feira, 23, entre o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e as principais lideranças do partido, em Brasília. No entanto, segundo ele, "o clima é ruim" para a aprovação do plano de ajuste fiscal em tramitação no Congresso, que será tema do encontro. "É um sinal de diálogo, mas não acho que a reunião vá ajudar muito, porque o clima é ruim. Quem quer aumentar imposto e cortar direito trabalhista?" - indagou Rossi. Apesar de comandar o PMDB paulista e ser um dos parlamentares mais próximos a Michel Temer (PMDB), Rossi não participará do jantar, à noite, no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República. Além de Levy e Temer, devem estar no encontro os ministros do PMDB, os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além dos líderes do partido na Câmara, Leonardo Picciani (MG), e no Senado, Eunício Oliveira (CE). Ainda segundo Rossi, o jantar deve pautar a primeira reunião da bancada do PMDB na Câmara comandada por Picciani. O encontro dos deputados peemedebistas será realizado nesta terça-feira, 24.



Com o encontro, a presidente Dilma Rousseff tenta evitar mais derrotas no Congresso. O ministro da Fazenda explicará ao PMDB a necessidade de medidas impopulares, como corte de subsídios, redução de incentivos e mudanças nos benefícios previdenciários e trabalhistas, para a economia voltar a crescer. O PMDB ameaça, por exemplo, derrubar o veto da presidente à correção de 6,5% na tabela do Imposto de Renda, que entrará amanhã na pauta de votações.

Focus eleva previsão para inflação em 2015 de 7,27% para 7,33%

Na semana de poucos dias úteis por causa do feriado de Carnaval, também foram mais tênues as mudanças de projeções do Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central. Mesmo assim, elas ocorreram. Segundo o documento, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrará o ano em 7,33%, e não mais em 7,27% como aguardava o mercado no levantamento anterior. Há um mês, a mediana das estimativas para o indicador estava em 6,99%. Esta é a oitava semana consecutiva em que há alta das previsões para o IPCA de 2015. A expectativa de que o Banco Central não entregará, portanto, a inflação de 2015 sem estourar o teto da meta de 6,5% também pode ser vista no Top 5 de médio prazo, que é o grupo dos economistas que mais acertam as previsões. Para esses profissionais, a mediana para o IPCA deste ano segue acima da banda superior da meta, mas permaneceu em 7,12% como na semana passada. Quatro semanas atrás, estava em 6,86%. Para o final de 2016, a mediana das projeções para o IPCA foi mantida em 5,6% pela quarta semana seguida. No Top 5, a projeção para a inflação no final do ano que vem também ficou inalterada em 5,65% — um mês antes estava em 5,6%. O Banco Central trabalha com um cenário de alta para o IPCA nos primeiros meses deste ano, mas conta com um período de declínio mais para frente, levando o indicador a ficar no centro da meta de 4,5% no encerramento de 2016. Apesar desse prognóstico mais positivo para o médio prazo, as expectativas para a inflação suavizada 12 meses à frente seguem elevadas. Passaram, no entanto, de 6,56% para 6,55% de uma semana para outra, ante 6,69% de um mês antes. É no curto prazo que os preços mostram mais descontrole. Depois da alta de 1,24% de janeiro, revelada pelo IBGE, os analistas prevêem que o IPCA suba 1,04% em fevereiro — na semana anterior estava em 1,02% e quatro antes, em 1%. Para março, é aguardada uma pequena desaceleração da taxa, que deve ser de 0,79%. Na semana anterior, porém, a mediana das previsões estava mais baixa, em 0,7% e um mês antes, em 0,6%.

Dólar supera maior cotação em 10 anos e vai a R$ 2,90


Depois de fechar em R$ 2,879 na última sexta-feira, a maior cotação em dez anos, o dólar subiu ainda mais hoje e chegou a R$ 2,90, mesmo após a Grécia acertar a ampliação do seu programa de resgate econômico. Às 9h, a moeda americana avançou 0,17%. É a quinta elevação consecutiva. As altas acumuladas somam mais de 7% em fevereiro e de 8% em 2015. As bolsas mundiais começaram a semana em alta, principalmente devido ao anúncio de que a Grécia e o Banco Central Europeu chegaram a um acordo. Já a a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda, puxada pela baixa nas ações da Petrobras e Vale. Às 10h30, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, caiu 0,73%, chegando aos 50.861 pontos.

Executivo diz que Bendine levou a socialite Val Marchiori em missão do Banco do Brasil

Conforme o depoimento de um ex-vice-presidente do Banco do Brasil ao Ministério Público Federal, a socialite Val Marchiori pegou carona em um jato que estava a serviço da instituição com Aldemir Bendine, presidente da Petrobras que, à época, comandava o Banco do Brasil. Mais dois amigos estariam no jato. O petista Bendine e o então vice-presidente da área internacional do Banco do Brasil, Allan Toleto, foram a Buenos Aires em 20 de abril de 2010 em missão oficial para concluir aquisição do Banco da Patagônia. "Val Marchiori acompanhava Aldemir Bendine, sendo que se tratava de avião pequeno. Neste vôo foi um casal de amigos de Bendine ou de Marchiori, além do próprio depoente e dois pilotos", disse Toledo em depoimento prestado em novembro. No depoimento, não ficou claro em qual trecho da viagem Val Marchiori foi com os executivos. Três ex-dirigentes do Banco do Brasil disseram que foi na volta ao Brasil. A assessoria da instituição negou, na quinta-feira, que a socialite tenha voado no avião usado por Bendine. 

Caminhoneiros fecham rodovias no País contra alta do diesel

Caminhoneiros realizam protesto em várias rodovias do Paraná, imagens da região de Maringá

Caminhoneiros protestam e bloqueiam, nesta segunda-feira, rodovias de seis Estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Goiás. As reinvidicações dos manifestantes são contra a alta do diesel, o aumento dos pedágios e o alto valor dos fretes. 
São Paulo – Por volta das 8 horas a Fernão Dias, em São Paulo, estava com três pontos de concentração e apenas ônibus e carros de passeio podiam seguir pela rodovia - os caminhões eram obrigados a parar e estacionar na faixa da direita. A Polícia Rodoviária Federal informa que tenta negociar desde às 6 horas de domingo a desocupação da rodovia. Entretanto, a Polícia Rodoviária Federal diz não haver uma liderança clara do movimento, o que dificulta o processo. O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), Claudinei Pelegrini, não endossa a manifestação. Ele avalia ser "utopia de reduzir preço de óleo diesel e pedágio", e que a manifestação deveria ser feita "em casa", com os motoristas deixando de entregar as cargas, e não bloqueando as rodovias. "Além de prejudicar os outros usuários das rodovias, parar na pista é correr risco, ser depredado, ser apreendido", explica: "Nós entendemos que a reivindicação é valida, mas o caminho não é esse".
Minas Gerais – Por volta das 8 horas, a manifestação dos caminhoneiros provocou 19 quilômetros de filas pela via no sentido de Belo Horizonte - do 680 ao 677, do 638 ao 636, do 622 ao 617 e do 522 ao 513. No sentido de São Paulo, do 496 ao 513, do 616 ao 617 e do 676 ao 677. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, são quase 17 quilômetros de problemas.
Paraná – No início desta segunda, estavam interditados os seguintes trechos para caminhões: Pérola d'Oste km 64 da BR 163, passando somente automóveis; BR 369 Km 179, praça de pedágio de Arapongas; Medianeira km 667 da BR 277; Santo Antonio do Sudoeste km 32 BR 163. No domingo, após negociação, a PRF desobstruiu a pista da BR 277, que estava bloqueada por caminhões em Guarapuava.
Rio Grande do Sul – A Polícia Rodoviária Federal no Rio Grande do Sul informa bloqueio na BR 285, na altura do quilômetro 274, em Mato Castelhano, distante 20 quilômetros de Passo Fundo. A passagem está fechada para caminhoneiros, mas os carros de passeio são liberados. Há interdições também no quilômetro 458, em Ijuí. Às 5h15, na BR 386, eram registrados bloqueios no quilômetro 50,5, em Serebi. Às 6h30, havia manifestação também em Pelotas, nos postos de combustíveis da BR 392, perto do quilômetro 62. Na BR 472, no quilômetro 115, também havia interdições.
Mato Grosso do Sul – Em Dourados, Mato Grosso do Sul, no km 256,0 da BR 163, a rodovia foi interditada por caminhoneiros às 8 horas.
Goiás – A BR 364, principal corredor de escoamento graneleiro de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, tem bloqueio no perímetro urbano de Jataí, próximo do quilômetro 198, segundo a Policia Rodoviária Federal. Há um novo bloqueio na mesma rodovia, mas no quilômetro 300 também. A corporação informa que, no domingo, durante todo o período da manhã e até às 17h, outras rodovias na região do sudoeste goiano também foram bloqueadas: em Mineiros, na BR 364, e em Caiapônia, na BR 158. "A manifestação foi pacífica e a desocupação voluntária. Entretanto, ocorreram algumas contendas e discussões entre os próprios caminhoneiros, pois alguns não queriam participar da manifestação, mas estavam impedidos de seguir viagem", informou a Polícia Rodoviária Federal em Goiás. (Veja)

A soberana petista Dilma nomeia protegido para a Secretaria Nacional de Justiça


A presidente Dilma Rousseff nomeou Beto Vasconcelos, um protegido que é filho de um antigo companheiro de militância esquerdista, que deixa o cargo de seu chefe de gabinete pessoal para assumir o comando da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça. Vasconcelos será substituído por Álvaro Henrique Baggio, que já integrava a equipe do gabinete pessoal de Dilma. Os respectivos decretos e portaria de nomeação e exoneração estão publicados no Diário Oficial da União. Vasconcelos (foto) atuava no cargo desde março de 2013. Advogado, ele já ocupou a secretaria executiva da Casa Civil no Planalto no governo Dilma, nas gestões de Antonio Palocci e Gleisi Hoffmann. No governo Lula, foi subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil. Esse lugar, a Secretaria Nacional de Justiça, é o mesmo que foi ocupado por Romeu Tuma Jr. É o lugar onde, conforme Tuma Jr, o peremptório petista "grilo" falante Tarso Genro e outros petistas, estilo Aloisio Mercadante, viviam pedindo a abertura de inquéritos contra adversários políticos.  

Planalto dá como certo que protesto do dia 15 de março será gigante; por enquanto, a ordem dada ao PT é evitar o confronto com manifestantes. Um pouco de juízo não faz mal a ninguém!

O petismo acompanha com lupa a convocação nas redes sociais para os protestos em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, marcados para o dia 15 de março em várias cidades do País. O Planalto já dá como certo que haverá, sim, grandes manifestações, especialmente em São Paulo e Rio. Os mais pessimistas prevêem que os atos possam levar até um milhão de pessoas às ruas Brasil afora. Dilma está perplexa, mas ainda não perdeu de todo o juízo, apesar da entrevista concedida na sexta-feira. Em princípio, o governo dirá que a democracia comporta manifestações de descontentamento e coisa e tal.

Caberá ao PT acusar de “golpistas” os promotores do evento. Intramuros, os petistas admitem que estão perdendo a guerra nas redes sociais e constatam que seus tradicionais propagandistas na subimprensa, reunidos sob a alcunha de “blogs sujos” — todos financiados, direta ou indiretamente, por dinheiro público —, perderam influência. Algumas páginas são hoje bastante comentadas, sim, mas porque viraram motivo de chacota. São tomadas por aquilo que são: uma caricatura de jornalismo.
Na raiz de tudo, está, é evidente, a corrupção da Petrobras. Eis um caso que pegou. E que continuará na lista de insultos ao povo brasileiro até que os responsáveis sejam punidos. O que preocupa os magos do governo é que a fase do desgaste propriamente político ainda vai começar. Mesmo que surjam nomes da oposição no rolo, como adiantou a um advogado de empreiteira o ministro José Eduardo Cardozo, o PT e o governo continuarão a ocupar o centro do palco.
O partido chegou a pensar, sim, em fazer a contramanifestação, no melhor estilo das milícias chavistas, tentando disputar espaço com os que vão às ruas cobrar o impeachment de Dilma, mas desistiu. Prevaleceu, o que não costuma ser regra por lá, o bom senso: o comando do partido percebeu que poucos estariam dispostos a fazer uma marcha que poderia se confundir com a apologia da impunidade e do crime.
Gente do próprio entorno de Dilma desestimulou a contramarcha. Alertou-se para o risco de confronto, o que, fatalmente, elevaria a temperatura da crise, que, até agora ao menos, não chegou às ruas de forma mais evidente. O partido não descarta manifestações de apoio à governanta, mas não no mesmo dia em que milhares podem ir à praça expressar seu descontentamento com o partido.
E por que os planaltinos fazem uma previsão tão pessimista para o governo? Uma fonte do Palácio diz que eles aprenderam algumas lições com as manifestações de 2013. Embora o motivo original fosse a precariedade do transporte público, outras demandas se juntaram, outros descontentamentos foram se somando. E, convenham, a realidade, então, era bem outra, bem mais favorável a Dilma.
O País crescia mais, a inflação era menor, não se conheciam os descalabros da Petrobras, e, atenção!, 84% (segundo o Datafolha) diziam que a gestão Dilma era ótima ou boa. Hoje, depois de tudo, apenas 23% afirmam a mesma coisa — espantosos 61 pontos a menos. O País começa a viver, provavelmente, o seu segundo ano de recessão, a inflação estourou o teto da meta, a tarifa de energia elétrica teve um reajuste brutal, os brasileiros não aguentam mais ouvir falar em escândalos, e é evidente que Dilma deu um beiço nos brasileiros na disputa do ano passado. Prometeu alhos e vai entregar bugalhos.
O que deixa os politicólogos de Dilma aflitos é não enxergar o fio da meada. A presidente deve voltar a viajar, tentando cair no colo das massas — de massas devidamente selecionadas e controladas, claro!, especialmente no Nordeste. Sairá por aí distribuindo algumas casinhas do “Minha Casa Minha Vida”, tentando retomar a agenda positiva. Mas, admite-se por lá, a coisa está difícil.
Resume um interlocutor: “Em 2012, a ideia da faxina foi positiva para o governo; a própria Dilma a explorou. A coisa era diferente. As denúncias vinham sobretudo da imprensa e, na maioria das vezes, não havia muito mais do que se denunciava, e a presidente podia fazer intervenções pontuais e sair ganhando politicamente. Agora, não. Esse negócio da Petrobras virou um saco sem fundo… A única coisa que a gente sabe é que hoje é pior do que ontem e melhor do que amanhã”. E ele admite: “A gente não consegue respirar”.
Bem, convém que não falte ao menos juízo onde faltam talento e competência. Tenham as pessoas a opinião que for sobre o impeachment — já que, suspeito, não ocorre a ninguém contestar o direito à livre manifestação, desde que dentro da lei e da ordem —, a tarefa número um de governantes é atuar para amenizar riscos, não para extremá-los. E, havendo alguém interessado em, digamos, desmobilizar os espíritos, é prudente que aconselhe a presidente a não conceder novas entrevistas como a de sexta-feira. Afinal, não fica bem a própria Dilma ser a principal incitadora de uma manifestação que pede o seu impeachment. Por Reinaldo Azevedo

Acusação falsa contra prefeito de Caracas pela ditadura venezuelana foi obtida sob tortura

A Justiça da Venezuela usou informações obtidas sob tortura para prender o prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, acusado de conspirar contra o ditador Nicolás Maduro. Foi o que disse o advogado de Ledezma, Omar Estacio. Para Estacio, quem forneceu as informações falsas foi o militar aposentado José Arocha Pérez, preso pela mesma razão que Ledezma: envolvimento nos protestos que deixaram 43 mortos em 2014. O ditador fascista bolivariano Maduro diz que protestos são parte de uma conspiração para derrubá-lo. No domingo, acusou líderes da oposição de guardar um “silêncio cheio de cumplicidade” diante dos supostos planos golpistas. Diz o advogado Omar Estacio: "A acusação se baseia no depoimento de José Gustavo Arocha Pérez, um coronel da reserva preso em maio de 2014 por vínculos com uma empresa que teria financiado os protestos daquele ano. Ele passou cinco meses na “Tumba”, uma prisão do Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional) situada vários andares abaixo da terra. O frio ali é terrível e a comida, intragável. Presos são obrigados a ouvir música a todo volume. Estar na tumba é sinônimo de tortura. Para aliviar sua pena, Arocha Pérez declarou-se culpado e denunciou políticos, entre os quais Ledezma e a deputada cassada María Corina Machado. Isso saiu na imprensa à época. Desde então, Arocha Pérez foi transferido da “tumba” para outro presídio. Está claro que a confissão foi obtida sob tortura. Arocha Pérez e Ledezma nem se conhecem". Ele continua: "Os indícios contidos na denúncia são descabidos, como, por exemplo, a tentativa de vincular Ledezma com Lorent Saleh (estudante preso sob acusação de semear o caos nos protestos de 2014 para criar condições a um golpe). A agenda de Saleh continha o telefone de Ledezma, mas e daí? Ledezma é uma pessoa pública, muitos têm seu celular. Também mostram como prova fotos em que aparecem juntos. Ora, Saleh esteve numa reunião do partido Acción Democrática e alguém tirou fotos em que, por acaso, também estava Ledezma. A gravação de Skype na qual Saleh fala de Ledezma é pura obra de edição. Também dizem que o prefeito era vinculado a Ronny Navarro (estudante também preso pelos protestos). Navarro era funcionário da prefeitura, é óbvio que conhece Ledezma. Tudo isso é manipulação. Por acaso o presidente da República é responsável por todos os crimes cometidos pelos servidores?" 

Fundos somam R$ 9 bilhões em papéis afetados pela crise da Petrobras

Os fundos de investimento tinham pelo menos R$ 9 bilhões em papéis diretamente ligados à Petrobras e aos seus fornecedores, incluindo empresas citadas na Lava Jato, no final de janeiro. São aplicações que surgiram no período de pujança financeira da Petrobras, mas que agora tornaram-se sensíveis a eventuais atrasos nos pagamentos tanto da Petrobras quanto de sua cadeia de fornecedores. Também têm sofrido com os recentes rebaixamentos de avaliação das agências de risco. Quando isso ocorre, o valor de um título deve ser revisto para baixo, implicando em perdas para os cotistas. O levantamento, baseado em dados da consultoria Economatica, considerou quanto os fundos possuem em debêntures (dívidas de longo prazo) e participações das empreiteiras, além do adiantamento de recursos que os fornecedores receberão da estatal (chamados recebíveis) e de papéis baseados em imóveis que a estatal aluga. O montante dobra se incluir também os recebíveis que não foram para os fundos, mas ficaram nos bancos. A Petrobras coordena um programa chamado Progredir, que viabilizou o adiantamento de R$ 9,4 bilhões em recebíveis desses fornecedores.