segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Milhares vão a funeral de terrorista comandante do Hezbollah morto por Israel

Milhares de pessoas compareceram nesta segunda-feira (19) ao funeral do comandante terrorista Jihad Mugniyeh, de 25 anos, filho de Imad, outro comandante terrorista assassinado em 2008 na explosão de um carro bomba em Damasco, em episódio atribuído a Israel pelo Hezbollah. Segundo a imprensa libanesa, os manifestantes entoavam gritos de "morte aos Estados Unidos" e "morte a Israel". Jihad foi enterrado no mesmo lugar que Imad, local que se converteu num centro de peregrinação.
 

Deputados, responsáveis políticos e partidários do grupo, além de diplomatas e delegações populares lotaram os bairros do sul de Beirute, reduto da organização terrorista Hezbollah. Os enterros dos outros membros do grupo mortos no ataque se deram em seus respectivos lugares de origem – a maioria no sul do Líbano. Jihad morreu junto com outro comandante da milícia, Mohammed Isa, que era encarregado das relações com a Síria e o Iraque. Além deles, mais quatro membros do Hezbollah e um membro dos Guardiães da Revolução iraniana morreram. O ataque aconteceu Quneitra, cidade síria próxima às colinas de Golã, território que é ocupado por Israel. O Hezbollah e o Irã, xiitas, apoiam Bashir al Assad - alauíta, uma ramificação do xiismo – na guerra civil síria que assola o país desde março de 2011. Juntos, enfrentam milícias sunitas – denominação que é maioria na Síria, mas que não faz parte do "establishment". O inimigo mais destacado é o Estado Islâmico, mas há diversas outras frentes e pequenos grupos, – muitas vezes também inimigos do EI–, que lutam para depor Assad.

Aneel adia divulgação de valores que entrarão na conta de luz

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) adiou por prazo indeterminado a divulgação dos valores bilionários que entrarão na conta de luz do consumidor no início deste ano. Estava prevista para a manhã desta terça-feira (20) a deliberação da diretoria da agência sobre o valor final e também para o percentual de aumento que isso representaria para os consumidores de todo País. A agência não informou o motivo do processo ter sido retirado de pauta e nem o novo prazo para que o assunto seja deliberado. Até a manhã desta segunda-feira (19) o tema ainda constava na programação da reunião de diretoria. Durante a tarde, porém, a pauta sofreu alterações. A decisão pode ter sido motivada pelo apagão que ocorreu em diferentes Estados do país nesta tarde, mas a reguladora não confirma. Na reunião, a Aneel apresentaria todos os gastos do setor elétrico estimados para este ano, sem o aporte do Tesouro –que estava previsto inicialmente no Orçamento em R$ 9 bilhões, mas foi cancelado. A partir daí, a agência faria um rateio desses gastos por todas as distribuidoras de energia, o que é chamado de "cotas da CDE". Esses valores passarão por audiência pública e, ao mesmo tempo, cada distribuidora de energia terá de fazer cálculos internos para saber se conseguirão pagar o valor com seu próprio caixa. No caso de conseguirem pagar, as empresas repassam o dinheiro ao fundo, absorvem a dívida e aguardam pelo seu reajuste ordinário para repassar esse aumento ao consumidor e começar a recolher esse dinheiro de volta. No caso da empresa não ter caixa suficiente, ela terá de pedir um reajuste extraordinário. Assim, nesse caso, o consumidor atendido por essa distribuidora pode ter dois aumentos apenas neste ano: um ordinário e outro extraordinário.

Após quase dois anos, Polícia Federal localiza, na Itália, menina sequestrada em Cuiabá

Após quase dois anos, a Polícia Federal localizou, na Itália, uma menina que havia sido sequestrada da casa dos pais adotivos em Cuiabá (MT). A operação teve a ajuda da polícia italiana. Desaparecida desde abril de 2013, Ida Verônica Feliz, hoje com dez anos, foi localizada na cidade de Cassola, região de Vicenza. Ela estava com os pais biológicos, os principais suspeitos de terem arquitetado o sequestro. O casal, que foi condenado no Brasil por tráfico de drogas, havia perdido a guarda da criança.
 

Nascida na República Dominicana, a garota morava com a família adotiva desde os três meses de vida, quando Daniele Siqueira a encontrou abandonada em um hotel em que trabalhava como camareira, em Cuiabá, e a levou para casa. Sua família conseguiu, posteriormente, a guarda da menina na Justiça. "Nunca havíamos perdido a esperança de que ela fosse localizada. Vamos fazer de tudo agora para tê-la conosco novamente, para que ela volte ao lar que é dela. Estamos muito felizes", afirmou Tarsila Gonçalina de Siqueira, 58, mãe adotiva de Ida. O destino da menina, conforme a PF, deverá ser decidido pela Justiça da Itália. No dia 26 de abril de 2013, Ida, então há quase oito anos morando com a família adotiva, foi levada de casa à força por um homem armado. No momento do sequestro, apenas Daniele estava na residência. Dias depois, a família afirma ter recebido mensagens dos sequestradores, que ameaçavam matar a menina caso a polícia continuasse a investigar o sequestro. Ainda segundo a família adotiva, a mãe biológica de Ida, a dominicana Élida Isabel Feliz, 37, também mandou mensagens, dizendo que a criança já se encontrava na Itália. Élida e o italiano Pablo Milano Escarfulleri, 46, perderam a guarda de Ida e de outro filho, Pietro, após terem sido condenados por tráfico em 2007. Ida, porém, não estava mais com eles. Em 2010, após Élida cumprir pena, Pietro, na época com 4 anos, foi levado do abrigo público onde vivia, em Tubarão (SC). A principal suspeita é de que Élida e Pablo estariam por trás do sumiço do menino, que nunca foi localizado. O italiano havia sido expulso do país em 2009, mas a polícia suspeita que ele possa ter vivido no Brasil por mais tempo, de forma ilegal. O nome de Ida constava na Difusão Amarela da Interpol, o registro internacional utilizado em todo o mundo para pessoas desaparecidas.

Ogpar, ex-OGX, avisa à ANP que vai encerrar produção de Tubarão Azul; o gênio do papel Eike Batista achava que tinha descoberto Xanadu

A Ogpar (Óleo e Gás Participações), petroleira criada pelo empresário gênio de papel Eike Batista como OGX, entrou com pedido de abandono de um de seus dois campos na ANP (Agência Nacional do Petróleo). Em outubro, a empresa havia divulgado ao mercado que a área, conhecida como Tubarão Azul, produziria óleo até "pelo menos março de 2015". A Ogpar terá, no entanto, de buscar uma alternativa para atender uma exigência financeira da agência para que o abandono seja autorizado, uma vez que a proposta inicial foi recusada no início deste mês. A proposta da petroleira era oferecer óleo como garantia para abandono. Essa exigência de garantia é feita pela ANP para todas as empresas que propõem abandonar áreas produtivas, uma vez que, ao deixá-las, é necessário fazer investimentos para vedar poços produtores. A prática de oferecer óleo como garantia é comum ao mercado. A Petrobras é uma das empresas que recorrem a tal expediente. Em dezembro, Tubarão Azul respondeu por 19% da produção total da petroleira, de 457,6 mil barris de petróleo. Os 81% restantes são extraídos de Tubarão Martelo, que passará, então, a ser o único campo em produção da OGPar, com cerca de 12 mil barris de petróleo por dia. O volume equivale a 0,6% da produção diária da Petrobras no Brasil, de 2,1 milhão de barris. Tubarão Azul foi a primeira área da Ogpar a entrar em produção, em 2012. Inicialmente, eram extraídos mais de 10 mil barris por dia. As estimativas iniciais apontavam uma reserva de 110 milhões de barris, sendo, na época, uma das maiores promessas da empresa. Na verdade, o reservatório tinha menos de 6 milhões de barris. A produção chegou a ser interrompida no auge da crise, em 2013. Em fevereiro de 2014, porém, a empresa decidiu colocar novamente o campo em produção. Naquela época, eram extraídos 4.000 barris por dia. A produção vem caindo e, em dezembro, esteve na faixa de 2.800 barris diariamente. A previsão era que o Tubarão Azul fosse exaurido em meados de 2014. Em outubro passado, o presidente da empresa, Paulo Narcélio, deu nova sobrevida ao poço, até março deste ano. Com a negativa em relação à garantia oferecida, a ANP determinou um prazo de 60 dias para que a empresa apresente uma nova proposta para desativar e abandonar o campo. A Ogpar está em recuperação judicial desde 2013.

Apagão mostra "vulnerabilidade do sistema" com alto consumo, diz Pinguelli

O ex-presidente da Eletrobras no governo do alcaguete Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") e diretor da Coppe (Coordenação de Pós-Graduação em Engenharia da UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa, disse que apagão da tarde desta segunda-feira revela "a vulnerabilidade do sistema" em um momento de alto consumo e baixo nível dos reservatórios da região Sudeste e Centro-Oeste especialmente. Para o especialista, a falha na transmissão de energia do Norte para o Sudeste – ainda não detalhada em qual ponto nem por qual motivo - ocorreu porque o sistema "está muito perto do seu limite" em razão do elevado consumo de energia neste verão de elevadas temperaturas. Com o problema na transmissão e o consumo recorde, diz, foram desligadas várias usinas, em um "efeito dominó, que não deveria acontecer". A ação "imediata" do governo, afirma, deveria ser lançar um "grande programa de conservação de energia", com desconto na conta de luz para quem economizar, como faz desde o ano passado o Estado de São Paulo no caso da água, ou penalidade, como ocorreu no racionamento de 2001: "Essa providência já tinha de ter sido tomada no começo do ano passado, mas não aconteceu por uma questão política". Segundo Pinguelli, é necessária ainda uma campanha para uso de equipamentos e lâmpadas mais eficientes: "Por uma questão política o governo não quer chamar de racionamento, mas há a urgência de lançar programas de conservação de energia para atravessarmos o verão. É melhor racionar o uso agora do que enfrentar cortes maiores no futuro". Com o baixo nível dos reservatórios e sem chuvas em quantidade suficiente, diz, o ano de 2015 "será pior do que o ano passado e com mais risco" de apagões, se nada for feito. Para Nivalde de Castro, da UFRJ, o problema também ocorreu no sistema de transmissão, mas o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) "agiu rápido" e conseguiu evitar que o problema se espalhasse e derrubasse muitas usinas. A única de grande porte a cair foi a nuclear de Angra 1. Segundo o especialista, o ONS conseguiu fazer "um corte seletivo, evitar a queda de mais usinas e restabelecer" o suprimento de energia "em menos de uma hora". Ele comparou com outros apagões com corte maior na carga de energia transmitida às distribuidoras e mais demorados para a energia voltar.

Joaquim Levy sinaliza que reajuste da tabela do IR será de 4,5%

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sinalizou nesta segunda-feira (19) que a presidente Dilma vetará o reajuste de 6,5% na tabela do Imposto de Renda aprovado pelo Congresso e deve retomar a proposta inicial de 4,5%, insuficiente para compensar a inflação do ano passado, que foi de 6,41%. Questionado sobre o veto, ele hesitou em responder, pois "não é uma decisão da Fazenda". Mas depois afirmou que "a proposta do governo é de 4,5%". A correção da tabela está em emenda da medida provisória 656, que deve ser sancionada até terça-feira (20), para que não perca a validade. A medida também trata da prorrogação de incentivos tributários para alguns setores e vários outros assuntos. A indicação sobre o imposto de renda aconteceu durante entrevista coletiva em que Levy e o secretário da Receita, Jorge Rachid, anunciaram um pacote de aumento de impostos, que devem ajudar em R$ 20 bilhões o caixa do governo neste momento de ajuste fiscal. Entre as mudanças anunciadas nesta segunda-feira estão a volta da Cide (imposto sobre gasolina) e alta do PIS/Cofins sobre combustíveis –juntos, esses dois aumentos devem encarecer em 22 centavos os tributos sobre a gasolina, e 15 centavos sobre o diesel. Outra medida foi o aumento do IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) sobre empréstimos e financiamentos a pessoas físicas, de 1,5% para 3%. Segundo Levy, será mantida a alíquota de 0,38% por operação. Como antecipado pela Folha, o governo alterou a cobrança de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) do setor de cosméticos, equiparando o atacadista ao produtor industrial. Segundo Levy, a medida vai organizar o setor e dar mais transparência aos preços. Outra medida foi o aumento da alíquota do PIS/Cofins sobre importação, que passa de 9,25% para 11,75%. Segundo o ministro, o ajuste corrige decisão da Justiça de eliminar do cálculo o ICMS de importação, favorecendo a competitividade da produção doméstica.

MEC distribuirá 150 milhões de livros didáticos para 147 mil escolas do país


Até o fim de fevereiro, 147 mil escolas públicas de todos os municípios do País receberão mais de 150 milhões de livros didáticos para o ano letivo de 2015. Eles serão utilizados por 37 milhões de alunos dos ensinos fundamental e médio. As obras serão distribuídas no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático (PNDL), do Ministério da Educação (MEC), e distribuídas pelos Correios. Segundo Marcos Silveira, gerente corporativo de Operações dos Correios, a operação de distribuição dos livros envolve seis mil funcionários, transportando 90 mil toneladas de carga em caminhões, vans, aviões e barcos. “O processo se inicia quando o FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação] contrata as gráficas que produzem os livros. Este ano recebemos pacotes de 32 gráficas e, a partir daí, começamos a entrega”, explicou Silveira. Ele acrescentou que os livros são entregues diretamente nas escolas das zonas urbanas e nas secretarias de educação locais, quando têm de ser redistribuídos para as zonas rurais. “A operação, sob responsabilidade dos Correios há 21 anos, envolve mais de 120 mil viagens. Em algumas regiões, como na Amazônia, utilizamos até barcos para que os livros cheguem antes do início das aulas”. Conforme a empresa, metade dos livros já foi entregue. De acordo com o MEC, as escolas decidem, entre os títulos disponíveis, os que melhor atendem ao projeto pedagógico. A cada três anos, diferente ciclo do ensino recebe livros novos, alternando os anos iniciais do ensino fundamental com os finais do ensino fundamental ou ensino médio.

Apagão faz oposição falar em "barbeiragem' no setor elétrico

Diante da falta de energia que atingiu vários Estados do Centro-Sul, Sudeste e o Distrito Federal nesta segunda-feira, partidos de oposição cobraram explicações do governo federal e atribuíram ao que chamaram de "barbeiragem" do Executivo a atual situação do setor elétrico. Os oposicionistas afirmaram que pretendem convocar o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, e o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, para dar explicações na Câmara dos Deputados. “É mais um presentinho que a presidente Dilma nos dá, especialmente para os eleitores que votaram nela”, disse o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Na última semana, o ministro Eduardo Braga havia recomendado aos brasileiros a redução do consumo de energia elétrica, mas negou na época a possibilidade de racionamento, dizendo: “Não é racionamento. Nós temos energia. Ela existe, mas é cara". O apagão de energia foi registrado pouco antes das 15 horas e as distribuidoras nos Estados afirmaram que o ONS havia determinado a redução do fornecimento de energia. Houve falta de luz em Goias, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia. Duas estações do metrô em São Paulo foram fechadas por algumas horas. “Menos de um mês do segundo governo Dilma e já temos o primeiro apagão. Durante a campanha fomos alertando sobre o risco real e o governo desconversava. A desestruturação, o desmonte e aparelhamento no setor elétrico têm produzido efeitos nefastos. Péssimo para credibilidade do País”, disse o deputado federal Mendonça Filho (DEM-PE). “O ONS sequer tem o respeito com o cidadão de informar o real motivo. Isso afeta ainda mais a credibilidade do País. Quem vai investir em um país onde cortes de energia acontecem sem nenhuma satisfação ao consumidor?” - questionou. O senador eleito Ronaldo Caiado (DEM-GO) cobrou da presidente Dilma Rousseff explicações públicas sobre a interrupção de energia: “Dilma começou sem qualquer aviso o racionamento de energia elétrica. O País vive uma crise hidroenergética e Dilma segue inerte. O setor energético não aguentou a barbeiragem de Dilma”. Caiado lembrou que, em 2012, a presidente usou cadeia de rádio e televisão para anunciar desconto médio de 18% na conta de luz dos brasileiros. Porém, com o fim dos subsídios na eletricidade, as tarifas subirão mais de 30%. “A presidente usou a rede de rádio e TV para anunciar um desconto fantasioso”, declarou. O deputado eleito Raul Jungmann (PPS-PE) disse que a presidente Dilma Rousseff postergou convenientemente o aumento da energia elétrica para depois do processo eleitoral e criticou a medida provisória que, em 2012, derrubou na marra o preço da energia elétrica. “O cenário para frente é ruim, pois os reservatórios do Sudeste, a caixa d'água do País, estão com apenas 19% da sua capacidade, quando o esperado era 40%. Se a presidente Dilma tivesse sido menos irresponsável, deveria ter alertado o País sobre nossa situação hidrológica desde 2012 e não cometido a famigerada MP, aquela que baixou a conta de luz, que esse ano vai subir”, criticou. “Mas pensando em sua reeleição, nada fez. Ganhou e agora todos vamos pagar a amarga conta do seu estelionato”, disse. Na avaliação do deputado federal Roberto Freire (PPS-SP), “esse apagão era uma crônica anunciada há muito tempo”: “É mais um exemplo do que Dilma diz não se escreve. Ela desmente tudo que foi dito. É uma falta completa de planejamento. O setor elétrico brasileiro é um descalabro e não tem como não responsabilizar a Dilma".

Governo aumenta impostos e fala em arrecadar R$ 20 bilhões


Diante do agravamento do quadro fiscal e do descompasso entre a arrecadação do governo e as despesas públicas, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou nesta segunda-feira quatro medidas para turbinar o caixa do Executivo em 20,6 bilhões de reais. O pacote inclui o aumento de impostos: Levy confirmou a já esperada retomada da cobrança da Cide, o imposto sobre combustíveis; a elevação de 9,25% para 11,75% da alíquota do PIS/Cofins para produtos importados; e o aumento da faixa para operações de crédito (IOF) de 1,5% para 3%. Também foi anunciada a edição de um decreto para equiparar o atacadista ao industrial para a cobrança de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre setor de cosméticos. Segundo o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, o governo estima impacto de 381 milhões de reais apenas com os impostos incidentes sobre os cosméticos de junho, quando entra em vigor, até dezembro deste ano. Se não houver mudança no preço dos combustíveis cobrado pela Petrobras das distribuidoras, o aumento será de 22 centavos para o litro da gasolina e de 15 centavos para o litro do óleo diesel a partir de 1º de fevereiro. Levy não quis estimar o impacto nos preços de combustíveis na bomba. “É uma sequência de ações que estão sendo tomadas para reequilibrar a economia e particularmente o ponto fiscal, com o objetivo de aumentar a confiança. Isso obviamente responde a um quadro mundial bastante diferente. O mundo mudou, o Brasil está mudando e a gente está tomando as ações passo a passo de forma a alcançarmos, com o menor sacrifício possível, o que é necessário para retomarmos o caminho do crescimento”, disse. O pacote foi divulgado às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O mercado financeiro já prevê alta de 0,5 ponto porcentual na taxa básica de juros na quarta-feira. Os economistas ouvidos pelo Banco Central para o relatório semanal Focus acreditam que a Selic passará de 11,75% ao ano hoje para 12,25% ao ano. Levy afirmou que o governo decidiu adotar uma "medida corretiva": aumento da alíquota do PIS/Cofins sobre a importação, passando de 9,25% para 11,75%, corrigindo o fato de, por decisão judicial, o ICMS de importação ter sido excluído da base de cálculo. Em setembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal confirmou a decisão de excluir o ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins incidentes na importação e rejeitou pedido da União para que a medida valesse apenas em 2013, quando o caso foi julgado no tribunal. A expectativa do governo é economizar 694 milhões de reais com a elevação alíquota do PIS/Cofins para produtos importados. Como o reajuste da Cide precisa cumprir noventena, o governo decidiu aumentar o PIS/Cofins para produzir caixa, mas depois pretende reduzi-lo quando a Cide se tornar efetiva. Nas contas do governo, o aumento da gasolina acarretará uma economia de 12,18 bilhões de reais ainda neste ano, com um efeito financeiro de 14 bilhões de reais anuais. Levy minimizou o impacto final ao consumidor: “Deve-se lembrar que no passado a alíquota já foi de 22 centavos, o que seria o equivalente a uma alíquota de 50 centavos. Ela ainda é significativamente menor do que foi principalmente no início da Cide, no começo dos anos 2000”. O pacote restabeleceu alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para 3% – diante do patamar atual de 1,5%. Está mantida a alíquota de 0,38% por operação, definida no passado como uma forma de compensar as perdas impostas pela derrubada da CPMF, o antigo imposto do cheque. O aumento do IOF incidente sobre crédito de pessoa física, cujo novo valor de 3% ao ano valerá já a partir de fevereiro, significa um impacto de 7,38 bilhões de reais ainda neste ano. Após anunciar as medidas para salvar as contas públicas, Levy sinalizou que o governo deve vetar a correção da tabela do Imposto de Renda em 6,5%, conforme foi aprovada no Congresso no fim do ano. Durante a campanha à reeleição, a presidente Dilma Rousseff anunciou um reajuste menor. “A proposta do governo era de 4,5%”, pontuou o ministro da Fazenda. Este ano, o governo se comprometeu a fazer um superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) e elevá-lo a 2% nos próximos dois anos. A medida foi tomada após fortes críticas nos últimos anos em relação à deterioração da política fiscal, que incluiu desonerações e manobras contábeis para fechar as contas. Anteriormente, o governo já havia anunciado outras ações para buscar melhorar as contas públicas no segundo mandato da presidente, entre elas mudanças em benefícios trabalhistas e previdenciários para economizar 18 bilhões de reais por ano e o cancelamento de subsídios ao setor elétrico de 9 bilhões de reais previstos no Orçamento de 2015.

Novo saco de maldades de Dilma resulta em aumento de R$ 0,22 no litro da gasolina

O governo Dilma abriu de novo seu saco de maldades e anunciou na tarde desta segunda-feira quatro medidas de aumento de tributos no país, que têm como objetivo incrementar R$ 20 bilhões na arrecadação do governo. Entre as medidas está a maior tributação sobre os combustíveis. Em função do reajuste do PIS e da Cide, esta, agora, recriada, a gasolina subirá R$ 0,22. Já o diesel deve subir R$ 0,15 devido ao aumento dos tributos. Os reajustes valerão a partir de 1º de fevereiro. A alíquota do PIS/Cofins sobre a importação também sofrerá um reajuste: passará de 9,25% para 11,75%.

A petistite é o caminho mais caro e mais danoso entre dois apagões. Ou: 240 blecautes de 2011 para cá

Ainda bem que a presidente Dilma Rousseff e seu incrível modelo de desenvolvimento estão por aí. Como o país cresce perto do zero, temos, como ela mesma diz há tempos, “blecautes”, mas não “apagão”. Ah, bom! Agora a gente já pode ficar mais tranquilo, e muitos investidores, fugir do Brasil, já que não vale a pena pôr dinheiro produtivo num país cuja oferta de energia é incerta.
É claro que Dilma não tem culpa por estarmos experimentando este, como é mesmo?, “ritmo hidrológico”, para citar a expressão dita na quinta-feira pelo novo ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga. Mas ela é ou não é a grande pensadora e planejadora de toda a área de energia do país nos últimos 12 anos? Ficaremos, em princípio, 16 anos submetidos a seus desígnios no setor.
Em 2001, o país não tinha, disse-se à farta, termelétricas em número necessário, e havia problemas na interligação do sistema. Em tese, tudo estaria resolvido agora, só que não! E há muito os especialistas alertam para o risco de crise, o que sempre deixou tanto a ministra Dilma como a presidente Dilma enfurecidas. As termelétricas brasileiras operam no limite com o país crescendo perto de zero. Estivesse a economia avançando, sei lá, a modestos 3% ao ano, e teríamos é apagão mesmo. Mas agora entendo: a governanta faz a economia beijar a lona para que não fiquemos às escuras. Que mulher previdente!
De 2011 até agora, houve no país 240 blecautes. No dia 3 de fevereiro de 2011, por exemplo, já na gestão da presidente Dilma, o Nordeste sofreu um apagão geral. No dia 28 de agosto de 2013, outro. A ocorrência mais grave se deu no dia 10 de novembro de 2009, estendendo-se por algumas horas da madrugada do dia 11. Boa parte do país, inclusive na região Sudeste, ficou às escuras. A então ministra-chefe da Casa Civil, já apontada como futura candidata do PT à Presidência, deu um pito nos jornalistas que faziam perguntas sobre a ocorrência e aproveitou para atacar… FHC!
O governo popularizou, então, a “Teoria do Raio”, que teria provocado um problema técnico etc. Veio o Inpe e concluiu que o raio não era culpado coisa nenhuma! Então foi, bem, sei lá… À época, a agora presidente não tinha ainda esse ar superior de Rainha de Banânia. Com os jornalistas insistindo em saber as causas, ela disparou, naquele estranho idioma que falava, combinado com o cabelo estilo capacete:
“Minha querida, tem uma coisa que nós humanos temos um problema imenso: nós não controlamos chuva, vento e raio. Sempre quisemos, mas não conseguimos ainda. Talvez algum dia, né?”
Tudo muito claro, certo?
O vídeo abaixo é todo editorializado e coisa e tal. Eu só o publico aqui porque nunca antes na história destepaiz alguém explicou tão bem um apagão como a então ministra: a partir de 1min27s. Assistam.
Dilma tem culpa se não chove? Não! Ela é responsável, e é, por tentar dourar a pílula. Ora, faz dois anos, esta senhora resolveu baixar o preço da energia elétrica, como se houvesse excesso de oferta. O desastre é conhecido. Ainda na campanha eleitoral, voltou a acusar seus adversários de falta de planejamento. Então ficamos assim, “minha querida”: não é apagão, tá? É só blacaute. Apagão seria se o País crescesse a 3%, 4%. Mas já sabemos que Dilma não fará essa maldade com o Brasil, né? Eis aí: a petistite é o caminho mais caro e mais danoso entre dois apagões. Por Reinaldo Azevedo

JUDEUS DA INGLATERRA PENSAM EM EMIGRAR

Um quarto dos judeus na Grã-Bretanha já pensou em deixar o país nos últimos dois anos e bem mais da metade sente que não tem futuro a longo prazo na Europa, de acordo com uma pesquisa publicada na quarta-feira passada. Além disto, as crenças antissemitas estão amplamente predominantes entre o público em geral, com 45 por cento dos britânicos concordando com pelo menos um sentimento antissemita, segundo dados da pesquisa YouGov para a campanha contra o Anti-semitismo (CAA). A pesquisa vem uma semana depois que quatro judeus franceses foram mortos em um ataque a um supermercado Kosher em Paris o que levou a polícia a reforçar a segurança em sinagogas e outros locais judaicos na Grã-Bretanha.


"Enquanto o antissemitismo na Grã-Bretanha ainda não está nos níveis vistos na maior parte da Europa, os resultados de nossa pesquisa devem ser um alerta" disse Gideon Falter, presidente da CAA, em um prefácio ao seu relatório: "A Grã-Bretanha está em um ponto de inflexão: a menos que o antissemitismo tenha tolerância zero, ele vai continuar a crescer e os judeus britânicos podem questionar cada vez mais o seu lugar no seu próprio país". Em julho passado, a confiança da segurança da comunidade, que fornece conselhos de proteção para cerca de 260.000 judeus da Grã-Bretanha, disse que incidentes antissemitas no país tinham subido para um nível quase recorde em meio a combates entre as forças israelenses e palestinos em Gaza. De acordo com a pesquisa da CAA, de 2.230 judeus britânicos, 58% sentiram que judeus não tem futuro a longo prazo na Europa, 45% sentiram que sua família foi ameaçada pelo extremismo islâmico e mais da metade havia testemunhado mais antissemitismo nos últimos dois anos. A pesquisa do público em geral encontrou um quarto dos britânicos acreditando que "judeus perseguem dinheiro mais do que outras pessoas britânicas", e um em cada seis concordaram que "os judeus pensam que são melhores do que as outras pessoas" e "os judeus têm muito poder na mídia". No total, 455 dos 3411 inquiridos crê que é verdade pelo menos uma das declarações antissemitas mostradas a eles. A França colocou quase 5.000 policiais extras para proteger locais judaicos após os assassinatos da semana passada e, na terça-feira passada, o primeiro-ministro britânico David Cameron se reuniu com líderes judeus para tranquilizá-los e ver se havia mais a ser feito para garantir a sua segurança. "Eu acho que nós temos que reconhecer que, em uma democracia moderna você nunca pode proteger todas as ameaças, mas devemos fazer tudo o que pudermos e ser tão vigilantes quanto pudermos para ajudar a tranquilizar", disse Cameron.

GOOGLE VOLTA A ISRAEL PARA FOTOGRAFAR AS RUAS

O Google está retornando a fotografar as ruas de Israel, a fim de atualizar o seu aplicativo Street View. Após as primeiras fotos das ruas de Israel, em 2012, os carros especiais do Google montado com câmeras vão viajar pelas ruas de Tel Aviv, Jerusalém, Haifa e outras cidades israelenses, mais uma vez, a fim de dar aos usuários do Google uma experiência elevada ao tentar navegar por seu caminho em todo o país.


O Google Street View pode ser acessado através do Google Maps e ajuda navegadores a visualizar seus arredores através de suas telas móveis e permite que as pessoas de todo o mundo possam ver uma imagem realista das ruas de Israel. O Google usa imagens panorâmicas tiradas por veículos do Google que são montados com a tecnologia para tirar as fotografias - cada veículo transporta nove câmeras em seu teto. A fotografia original envolve a colocação de câmeras uma ao lado da outra para que elas fotografem imagens sobrepostas. Após as fotografias tiradas, as imagens são "costuradas" em conjunto, utilizando uma tecnologia especial que conecta as fotografias para criar uma imagem em 360º graus. As ruas de Israel foram fotografadas pela primeira vez para o Google Street View há cerca de três anos, depois que o Google recebeu a permissão do Ministério da Justiça e do aparelho de segurança, e as imagens foram postadas na Internet, em abril de 2012.


O Google agora vai voltar para as mesmas ruas, a fim de atualizar quaisquer mudanças que ocorreram, como faz regularmente em outros países. Os carros do Google vão começar a fotografar Jerusalém, Tel Aviv e Haifa nas próximas semanas, eles também vão viajar para Netanya, Rehovot, e Rishon Le Zion. As fotografias serão enviadas para a Internet, alguns meses depois. Depois de lutar contra ações judiciais em vários destinos, em todo o mundo, e na sequência de um acordo que foi feito com o Ministério da Justiça, o Google prometeu que as imagens serão submetidas a edição antes que elas apareçam na Internet e rostos individuais e placas aparecerão borrados. Além disso, o Google criou um mecanismo que permitirá aos cidadãos solicitar que as imagens sejam apagadas se revelarem informações sensíveis que poderiam violar sua privacidade. O processo envolve o preenchimento de um formulário online.

60% DOS JUDEUS FRANCESES PENSAM EM FAZER ALIAH PARA ISRAEL

Dias depois de um ataque terrorista em um supermercado kosher em Paris que deixou quatro homens judeus mortos, o dono da loja sitiada expressou sua intenção de emigrar para Israel. Patrice Walid, proprietário da HyperCacher, em Porte de Vincennes, foi ferido no ataque e disse que o momento em que ele sair do hospital, ele quer se mudar para o Estado Judeu.


"Ele está planejando levar seus cinco filhos o mais rapidamente possível", disse o irmão de Walid Yoel à Radio TZAVAH de Israel, e observou que seu irmão ainda está se recuperando de ferimentos de bala na mão e no estômago. "Ele está traumatizado, ele ainda está inconsciente. Mas pelo menos ele está vivo, isso é a coisa mais importante", disse Yoel Walid. O ataque de sexta-feira foi perpetrado por Amedy Coulibaly, de nacionalidade franco-senegalês, que trabalhou com os irmãos Kouachi que invadiram os escritórios da revista Charlie Hebdo quarta-feira, matando 12. Os incidentes provocaram o aumento nas intenções de emigração de franceses, em meio a números já recordes de judeus deixando a França para Israel.


Yoel Walid recordou os momentos iniciais do ataque, na sexta-feira à tarde, e afirmou que Coulibaly teve uma atitude claramente antissemita na loja. "Meu irmão estava supervisionando sua equipe quando, por volta das 13h30h, o terrorista entrou abruptamente na loja. Um de seus funcionários estava de pé na entrada e foi imediatamente baleado e morto", disse Yoel. "Patrice confrontou-o e o homem respondeu: Você é um judeu, você vai morrer! Todo mundo aqui vai morrer. Meu irmão, em seguida, disse: Há crianças aqui. Mas o terrorista não se importava, ele começou a atirar", continuou Yoel. "Patrice foi baleado, mas ele conseguiu escapar e alertar a polícia", acrescentou. 


Coulibaly aparentemente telefonou para a mídia francesa e disse que ele tinha escolhido deliberadamente o supermercado, a fim de prejudicar os judeus. Yoel Walid elogiou a condução da força policial da França e disse que a comunidade judaica não se curvou ao terror, até mesmo porque uma tensão cada vez mais amarga do antissemitismo varre a Europa. "Em Israel há sempre ataques, por isso os israelenses estão acostumados a isso. No entanto, a França está traumatizada por este ataque. Foi um difícil momento para o povo francês e para a polícia francesa. Nós nos sentimos em guerra", disse ele. "HyperCacher vai continuar funcionando. A comunidade judaica não será apagada e não vai ceder aos terroristas. Nós temos muita força porque, como judeus, temos sido continuamente atacados ao longo de nossa história e, apesar de tudo isso, temos sobrevivido", continuou ele. Observando as tendências recentes que apontam para um êxodo em massa de judeus franceses, nos próximos anos, como resultado do antissemitismo, Walid disse que "50 a 60% dos judeus franceses" estão cogitando na emigração, enquanto mais de "10 mil judeus vão fazer aliá" nos próximos 12 meses, usando o termo hebraico para a emigração judaica para Israel. "Patrice não tem qualquer sentimento de segurança na França. Ele só quer viver tranquilamente e em paz, por isso é mais fácil para ele viver em Israel", seu irmão acrescentou: "Ele não quer morrer na França. Ele quer viver em Israel. Esse é o seu sonho". (Rua Judáica)

Comunidade judaica considera "catástrofe" morte de procurador argentino


A comunidade judaica na Argentina reagiu hoje (19) à morte do procurador federal Alberto Nisman. “É uma catástrofe. A bomba da Amia (Associação Mutual Israelita Argentina) explodiu novamente”, disse nesta manhã o presidente da Delegação de Associações Israelenses Argentinas (Daia), Julio Schlosser, a principal organização da comunidade judaica na Argentina e a maior da América Latina. Na semana passada, Nisman acusou a presidente Cristina Kirchner e o chanceler Hector Timerman de terem negociado um plano com o Irã para encobrir os responsáveis pelo ataque terrorista de 1994, contra o centro comunitário judaico Amia, quando foram mortas 85 pessoas e centenas ficaram feridas. O chanceler argentino, Hector Timerman, foi surpreendido pela notícia em Nova York, onde participará da reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). “Soube por mensagem de texto”, disse ao ser abordado por jornalistas. O promotor federal Alberto Nisman, encarregado de investigar o pior atentado fundamentalista na história da Argentina, foi encontrado morto na noite de ontem (18). Nesta segunda-feira, ele compareceria ao Congresso, depois de ser convocado para apresentar as provas que o levaram a pedir a abertura de um inquérito contra a presidente Cristina Kirchner e o chanceler Hector Timerman. O Secretario de Seguranca, Sergio Berni, disse que informou a morte à presidente Cristina Kirchner tão logo recebeu a confirmacão da notícia. Segundo ele, todas as evidências levam a suicídio. A promotora Viviana Fein, no entanto, pediu “prudência” . Ela confirmou que foi encontrada uma arma calibre 22 no imóvel, mas evitou comentar as circunstâncias da morte. Ela contou que a mãe do promotor foi contatada pelos seguranças pessoais do promotor, que alertaram a família que ele não respondia aos telefonemas, no domingo (18). O governo argentino ofereceu apoio para esclarecer a morte de Nisman. "O juiz tem todo o apoio por parte das forças de segurança para garantir o esclarecimento deste fato doloroso", disse o chefe de Gabinete do governo argentino, Jorge Capitanich. Nisman acusou a presidente peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner de negociar um plano com o Irã para encobrir os responsáveis por atentado terrorista contra a comunidade judaica nos anos 1990. O depoimento de Nisman era esperado tanto por políticos da oposição quanto pelo governo. Os oposicionistas convocaram o promotor ao Congresso para que revelasse, em sessão secreta, o conteúdo de centenas de escutas telefônicas e o nome das pessoas que teriam participado no suposto complô denunciado por ele na semana passada. Os simpatizantes de Cristina Kirchner, além de desmentirem as acusações, exigiam uma sessão aberta, com a presença da imprensa, para desmascararem o que consideravam ser mentiras. A morte dele, horas antes, surpreendeu o país. Segundo as primeiras informações da polícia, Nisman foi encontrado no banheiro, ao lado de uma arma e um cartucho. A promotora Viviana Fein, encarregada de investigar o caso, disse que o promotor morreu ontem à noite (18), antes do jantar, e que não foi encontrada “qualquer carta” explicando um suposto suicídio. Os resultados da autopsia serão divulgados na noite de hoje. A morte de Nisman comoveu os argentinos. O país foi vítima de dois atentados terroristas nos anos 1990. O primeiro, em 1992, foi contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires, que deixou um saldo de 29 mortos. Dois anos depois, um carro-bomba destruiu a sede do centro comunitário judaico Amia. Os responsáveis pelas duas tragédias jamais foram encontrados. A falta de resultados levou o ex-presidente Nestor Kirchner (2003-2007) a criar uma procuradoria especial para reabrir as investigações dos dois casos. Alberto Nisman foi o escolhido para centralizar todas as informações e, pouco depois de ter sido nomeado, acusou altos funcionários do regime iraniano de terem planejado o atentado. A bomba teria sido colocada pelo grupo terrorista xiita Hezbollah, com a ajuda de simpatizantes infiltrados na comunidade árabe da Tríplice Fronteira – Argentina, Brasil e Paraguai. Em 2013, Nisman disse que tinha enviado à Justiça brasileira informação de que terroristas estariam infiltrados em vários países da região. Na lista dele estavam o Brasil, Paraguai, Chile, a Colombia, Bolívia e Trinidad e Tobago. A situação mudou em 2012, quando o governo argentino informou que o Irã tinha decidido colaborar e autorizaria a viagem de juízes e promotores argentinos a capital Teerã para tomar o depoimento dos suspeitos. Em contrapartida, a Argentina assinaria um memorando com o Irã criando uma Comissão da Verdade para investigar o caso. Cristina Kirchner defendeu o acordo dizendo que era a única forma para destravar as investigações e que, depois de passar anos criticando a falta de cooperação dos iranianos, não tinha como se negar a uma proposta feita por eles para tentar esclarecer o crime. O governo da presidenta enfrentou duras críticas da oposição e de organizações judaicas, que consideram o regime iraniano “pouco confiável”.

Banco do Brasil retoma patrocínio ao vôlei após denúncias de irregularidades

O Banco do Brasil (BB) informou hoje (19) que retomou contratos de patrocínio com a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Os pagamentos foram suspensos em dezembro do ano passado, após a Controladoria-Geral da União (CGU) divulgar relatório apontando irregularidades em 13 contratos da CBV que, juntos, somam R$ 30 milhões. Na época, a CGU informou que parte dos bônus de performance ofertados pelo BB não era paga pela CBV aos atletas e à comissão técnica. De acordo com o relatório, isso ocorreu entre 2010 e 2013, ao mesmo tempo em que houve aumento de despesas administrativas e operacionais “muito maior” que os índices de inflação. No período, conforme a controladoria, a CBV contratou empresas de dirigentes, ex-dirigentes e de seus parentes. Por meio de nota, o banco informou que condicionou a continuidade do patrocínio à implementação, em 90 dias, de ações formalizadas no aditivo contratual assinado. As ações contemplam implantação de todas as recomendações feitas pela CGU no relatório, além de outras medidas solicitadas pelo Banco do Brasil. Segundo a nota, “entre as cláusulas constam a implantação de um novo Regulamento de Contratações, criação de um Comitê de Apoio ao Conselho Diretor da CBV, com participação de representantes da comunidade do vôlei, reformulação do Conselho Fiscal, definição de parâmetros para pagamento de bônus de performance a atletas, criação da Ouvidoria e implementação de medidas que busquem ressarcir a CBV de serviços contratados sem a devida comprovação da execução”. Também por meio de nota, a CBV informou que assumiu com o Banco do Brasil o compromisso de cumprir os itens dos aditivos. Para representantes da entidade, a continuidade dos pagamentos previstos em contrato garante a manutenção das etapas do vôlei de praia e o planejamento das seleções de vôlei para os Jogos Olímpicos de 2016. “A CBV nunca pensou em encerrar o patrocínio, mas tínhamos ciência de que precisávamos racionalizar gastos, melhorar o controle e uma gestão que pudesse gerar ainda mais conquistas, ainda mais desenvolvimento e ainda mais orgulho aos brasileiros”, afirmou Walter Pitombo Larangeiras, presidente da confederação.

Atuação da AGU economiza mais de R$ 625 bilhões aos cofres públicos em 2014

A Advocacia Geral da União (AGU) conseguiu economizar R$ 625,84 bilhões para os cofres públicos no ano passado. A quantia é referente aos valores que foram recuperados ou deixaram ser gastos pelo governo por meio da atuação do órgão nos tribunais de todo o país. Os números estão no Panorama AGU 2014, publicação anual que reúne dados do trabalho de 12 mil servidores, responsáveis por representar o governo federal em ações na Justiça. Em 2014, a principal atuação da AGU foi para garantir que decisões liminares da Justiça impedissem a aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a suspensão do Programa Mais Médicos e paralisação total de aeroportos e dos serviços relacionados com a Copa do Mundo de Futebol e com as eleições. Segundo dados da publicação, R$ 590,62 bilhões foram economizados ou deixaram de sair dos cofres públicos por meio de ações derrubadas na Justiça. Em ações de ressarcimento a favor da União, a AGU conseguiu arrecadar R$ 35,22 bilhões.

Usina Nuclear Angra 1 pára de funcionar

Uma forte queda de frequência do Sistema Interligado Nacional (SIN) provocou o desligamento automático, às 14h49 de hoje (19), da Usina Angra 1, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A informação foi dada há pouco pela Eletronuclear, estatal do Sistema Eletrobras que administra a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, onde funcionam as usinas Angra 1 e 2 e está em construção a Usina Nuclear Angra 3. “O desarme do reator ocorreu devido à atuação do conjunto de equipamentos que o protegem. A causa constatada foi uma forte queda na frequência do SIN”, disse a empresa, em nota divulgada à imprensa. De acordo com a Eletronuclear, a usina operava normalmente quando houve a oscilação da frequência. Os técnicos da companhia trabalham, no momento, para religar a usina ao SIN.

Dono da Grendene compra iate superluxuoso de R$ 224 milhões


Fica pronto em abril o novo iate do bilionário gaúcho Alexandre Grendene Bartelle, dono da Grendene. A embarcação está sendo construída pelo estaleiro holandês Amels, considerado um dos melhores do mundo no segmento de mega-iates. “Madame Kate” é uma homenagem à cachorrinha Kate, a inseparável bichon frisé do bilionário. Salão de festas, heliponto e piscina são alguns dos atrativos do iate, que deverá ficar ancorado em Mônaco. Considerando os extras, o brinquedinho de Alexandre sairá da fábrica com um custo de produção de cerca de 74 milhões de euros (R$ 224 milhões). Lembrando que a fortuna pessoal de Alexandre está calculada em US$ 1,4 bilhão. Em tempo: a quem interessar possa, o outro iate do bilionário, o “Lady Kate”, do estaleiro CRN, está à venda por 13,950 milhões de euros (R$ 42,2 milhões).

Entenda as denúncias contra Cristina Kirchner e seus apoiadores



O promotor argentino Alberto Nisman, encontrado morto em seu apartamento nesta segunda-feira, investigava desde 2004 o atentado a bomba contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em julho de 1994. As investigações de Nisman concluíram que o ataque, que deixou 85 mortos e 300 feridos, foi perpetrado por membros do Hezbollah, orientados por iranianos. Em denúncia apresentada na última semana, o promotor afirma que a presidente peronista populista Cristina Kirchner e outros membros do governo foram responsáveis por "decidir, negociar e organizar a impunidade de refugiados iranianos" com o objetivo de "liberar os acusados e fabricar a inocência do Irã". “Enquanto o Poder Executivo falava de justiça e verdade, de fato havia acordado com a impunidade. Buscava aproximar-se geopoliticamente do Irã, intercambiar petróleo por grãos e até vender armas. Para isso, o chanceler Héctor Timerman celebrou acordos secretos com Teerã, que logo foram reconhecidos publicamente pelo ex-chanceler iraniano Ali Akbar Salehi", disse Nisman em sua denúncia.

ONS ordena corte de energia em vários Estados


As distribuidoras de energia CPFL, Copel e Light e AES Eletropaulo estão entre concessionárias de energia que confirmaram terem recebido ordem do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para cortarem carga de eletricidade distribuída em vários Estados do país nesta segunda-feira. A redução no fornecimento de energia ocorreu em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Espírito Santo e Minas Gerais. As empresas afirmaram que não sabiam os motivos para o corte de carga, que já começou a ser restabelecida em áreas de concessões atingidas. Segundo elas, o corte ocorreu em locais não prioritários, evitando hospitais e indústrias, por exemplo. O corte seletivo de carga ocorreu dentro do denominado ERAC (Esquema Regional de Alívio de Carga), sistema de proteção coordenado pelo ONS, que determina às concessionárias de energia elétrica cortes em estágio, com o objetivo de preservar o fornecimento do sistema, informou a CPFL. Houve corte de 800 megawatts nas área de concessão da CPFL nos Estados de São Paulo e no Rio Grande do Sul, de 530 megawatts (MW) na área da Copel (PR), 700 MW na área da AES Eletropaulo (SP). A Light não pôde informar de imediato o tamanho do corte em sua área de concessão. A Ampla, que distribui energia a Niterói e em parte do interior do Rio, disse que recebeu notificação para efetuar um corte de cerca de 100 MW. A Eletrobras, que opera apenas na região Nordeste, informou que não recebeu nenhuma determinação. No Estado de São Paulo, há relatos de falta de energia em cidades como Santos, Campinas, Jundiaí, Ribeirão Preto. Na capital paulista, há falta energia atinge bairros como Santa Cecília, Campos Elíseos, Pinheiros e Vila Mariana. No Rio de Janeiro, segundo a Ampla, cerca de 180 mil clientes de 13 municípios - São Gonçalo, Saquarema, Petrópolis, Cabo Frio, Araruama, Campos dos Goytacazes, Iguaba, Mangaratiba, Duque de Caxias, Niterói, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu e Itaboraí - foram afetados. Também houve problemas no fornecimento em Londrina, no Paraná, e Guarapari, no Espírito Santo. Em São Paulo, durante a tarde, duas estações da Linha Amarela 4 do metrô tiveram que ser fechadas devido à falta de energia elétrica, segundo o Consórcio Via Quatro, que administra a linha. As estações Luz e República estão fechadas desde às 15h20 sem previsão de reabertura. As demais estações da mesma linha (Paulista, Fradique Coutinho, Faria Lima, Pinheiros, e Butantan) operam normalmente. A falta de energia, segundo a concessionária, ocorre na região da Luz, no centro da capital. Segundo a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), as demais linhas da cidade estão operando normalmente. A Linha Amarela 4 é a única concedida à iniciativa privada.

PRESIDENTE DA UTC TEM AUTORIZAÇÃO PARA MOVIMENTAR CONTAS


Preso na Operação Lava Jato, o presidente da UTC, Ricardo Ribeiro Pessoa, conseguiu da Justiça Federal do Paraná autorização para poder movimentar contas bancárias bloqueadas desde o último mês de novembro. A decisão consta em dois ofícios assinados pela juíza federal substituta Gabriela Hardt, e expedidos nesta segunda-feira, 19, aos bancos Bradesco e Citibank. No ultimo dia 9 de janeiro, a defesa de Ricardo Pessoa ingressou com petições na Justiça Federal solicitando que o empresário e familiares pudessem ter livre uso de suas contas bancárias. O pedido ocorreu após o juiz Sérgio Moro, responsável pela condução dos processos na Justiça do Paraná, determinar que as contas fossem bloqueadas em até R$ 20 milhões, logo após ter sido deflagrada a operação da Polícia Federal. “O bloqueio determinado pelo juízo titular visava bloquear o saldo das contas existente no dia, sem prejuízo de sua ulterior movimentação pelos investigados. Assim, solicita-se que as contas abaixo mencionadas, caso se trate apenas de contas-correntes e/ou poupanças, permaneçam livres para serem movimentadas pelos titulares, sem prejuízo do bloqueio de numerário havido por ordem deste juízo, o qual se destina à constrição, exclusivamente, do saldo das contas no dia da efetivação do bloqueio”, diz trecho do ofício assinado pela juíza Gabriela Hardt. De acordo com integrantes da equipe de advogados de Ricardo Ribeiro Pessoa, foi necessária a apresentação da petição em razão de as instituições financeiras, onde o empresário tem aplicações, “não só terem realizado o bloqueio das contas-correntes como impediram o uso livre das contas bancárias”. “O que estamos pedindo é que se cumpra o despacho nos seus exatos termos. Pedimos para que seja cumprido o que o juiz Sérgio Moro determinou, ‘nada mais, nada menos’” afirmou o advogado Alberto Zacharias Toron, um dos integrantes da equipe de defesa do empresário. Segundo Toron, a impossibilidade da utilização das contas bancárias, que tem como cotitular a esposa de Pessoa, Maria Lúcia Rodrigues Pessoa, tem trazido transtornos aos familiares.

A morte suspeita do promotor Argentino que acusava Cristina de acobertar ação terrorista do Irã. E mais: Hezbollah no Brasil, junto com o PCC

O promotor federal argentino Alberto Nisman está morto. Toda a cena remete para um suicídio. E é aí que as coisas começam a ficar complicadas. Seu corpo foi encontrado no apartamento em que morava nesta madrugada com um tiro na cabeça, ao lado de um revólver calibre 22. Nisman falaria nesta segunda-feira no Congresso sobre a ação da presidente Cristina Kirchner para acobertar a participação do Irã em ataques terroristas ocorridos em Buenos Aires.

No dia 18 de julho de 1994, a explosão de uma bomba na Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) deixou 85 mortos e mais de 300 feridos. As vítimas, na sua maioria, eram crianças. Em março de 1992, um atentado à embaixada de Israel na capital do país já havia matado 29 pessoas e deixado 200 feridos. Há indícios de que os dois ataques foram planejados pelo Irã e executados pelo Hezbollah, que tem células na América do Sul, especialmente na Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai) — e isso inclui a cidade brasileira de Foz do Iguaçu. Já chego ao ponto.
A investigação das autoridades federais argentinas apontavam, desde o começo, para o Irã. A Justiça do país chegou a pedir a extradição de Ahmad Vahidi e de Ali Akbar Hashemi Rafsanjani Sem sucesso. São dois potentados da política iraniana. O primeiro é um ex-comandante da poderosa Guarda Revolucionária e foi ministro da Defesa entre 2009 e 2013. O outro, ora vejam, é nada menos do que um ex-presidente: comandou o Irã entre 1989 e 1997 e é considerado um moderado. Como se nota, a apuração não esbarrava em figuras de pequeno porte do establishment do país.
Em 2004, 12 anos depois de muita procrastinação, o então presidente Néstor Kirchner designou Alberto Nisman para investigar o caso. E ele acabou esbarrando no absurdo. O promotor acusava oficialmente a presidente Cristina e seu chanceler, Héctor Timerman, de acobertar a participação iraniana.
Para lembrar: em janeiro de 2013, Cristina celebrou, acreditem, um acordo com o governo do Irã para o que seria uma “investigação conjunta” do atentado, feita pelos dois países. Entre outras delicadezas, previa que os acusados iranianos fossem ouvidos no próprio país. Atenção! Ahmad Vahidi, um dos principais acusados, ainda era ministro da Defesa. Imaginem a isenção!
Antes que tentem turvar os fatos, vamos lá. Cristina é de origem judaica. Héctor Timerman, que ajudou a costurar esse acordo com o Irã, é judeu. O porra-louca Axel Kicillof, homem forte da economia (e seus desastres), também. E daí? Isso não muda uma vírgula do acordo indecoroso. De resto, quem disse que judeus sempre fazem a coisa certa quando o assunto é a proteção de… judeus? Em 2013, o então presidente da AMIA, Guillermo Borger, protestou: “Não poderíamos estar menos consternados. Isso é ilegal e ignora o trabalho da Justiça nesses últimos 18 anos. Tomar os depoimentos em Teerã é inconstitucional”.
Brasil
Eu não poderia encerrar este post sem lembrar um fato gravíssimo. A Polícia Federal do Brasil reúne desde 2008 provas de que traficantes ligados ao Hezbollah atuam em nosso país em parceria com o PCC. O epicentro dessa ação é Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai). Há muito os órgãos de segurança dos EUA consideram essa região infiltrada pelo terror, coisa que o governo brasileiro se nega a admitir.
Documentos obtidos pelo jornal “O Globo” em novembro apontam que a parceria entre o terrorismo e o crime organizado teve início em 2006. Traficantes libaneses de cocaína, ligados ao Hezbollah, teriam aberto canais para a venda de armas ao PCC. Quando esses traficantes são presos no Brasil, contam com a proteção da facção criminosa nos presídios. E o Brasil, como sabemos, não tem uma lei para punir terroristas.
É isso aí. E ainda voltarei ao assunto. Por Reinaldo Azevedo

Justiça nega liberdade a Nestor Cerveró


O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), negou pedido de liberdade ao ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, e disse que a prisão do ex-dirigente deve ser mantida para se evitar “graves riscos à ordem pública”. A Justiça decretou a prisão de Cerveró no dia 1º de janeiro, mas ele só foi detido duas semanas depois, no dia 14, ao desembarcar no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Na justificativa para determinar a prisão do ex-diretor, o juiz Marcos Josegrei acolheu pedido do Ministério Público, que havia detectado que o ex-diretor continuava a praticar crimes e tentava se desfazer do patrimônio em seu nome. Cerveró chegou a transferir três imóveis para os filhos em uma operação interpretada como uma tentativa de evitar que os bens fossem penhorados no futuro para o ressarcimento dos prejuízos causados pelo esquema de fraudes na Petrobras. Ao apelar para a Justiça, a defesa de Cerveró alegou que a prisão havia sido decretada sem fundamentação legal e ponderou que o ex-diretor é réu primário e tem bons antecedentes. De acordo com a acusação, ele recebeu 30 milhões de dólares a partir da mediação de Fernando Baiano para a consolidação de contratos de navios-sonda com a Samsung Heavy Industries. Em acordo de delação premiada, o executivo Julio Camargo, da empresa Toyo Setal, confirmou os pagamentos ilegais. Na última semana, Nestor Cerveró prestou depoimento na Polícia Federal em Curitiba e negou ter recebido propina por contratos da Petrobras. Ele também disse que não tinha tentado se desfazer do patrimônio. Alegou que a transferência de imóveis para os filhos Bernardo e Raquel e para a neta Anita, em maio de 2014, era uma “antecipação de herança”, mas admitiu ter fraudado o valor de compra nas transferências para pagar menos imposto. Ao explicar as suspeitas envolvendo os contratos com a Samsung Heavy Industries, disse que não houve distribuição de dinheiro ilícito para a consolidação do negócio e afirmou que a compra dos navios-sonda foi feita sem licitação porque tinham por objetivo atender uma “necessidade específica e imediata da Petrobras” e não passou por análise do Conselho de Administração da empresa. Embora o Ministério Público aponte Cerveró como o destinatário final de boa parte da propina arrecadada pelo lobista Fernando Baiano nos contratos fraudados na Petrobras, o ex-diretor da Petrobras disse à Polícia Federal que nunca recebeu oferta de dinheiro por parte de Baiano, negou ter recebido recursos ilícito de contratos com a Petrobras e afirmou não possuir offshores ou contas bancárias no exterior. Ele admitiu, porém, que mantinha “certa relação de amizade” com Fernando Baiano, apontado como o operador do PMDB no escândalo do petrolão. Nestor Cerveró deve prestar novo depoimento em fevereiro, desta vez ao juiz Sergio Moro, que coordena os processos da Operação Lava Jato na primeira instância.

BRASIL PROPÕE UMA "VENEZUELA" A MAIS DE ÁREA MARÍTIMA



Um projeto que o governo brasileiro deverá apresentar à Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015 poderá expandir o território marítimo nacional para além da faixa de 200 milhas náuticas. Atualmente, apenas nessa faixa o País possui direitos exclusivos de exploração dos recursos marinhos, incluindo as jazidas de petróleo do pré-sal. Com o projeto, apresentado pela primeira vez à ONU em 2004, os direitos brasileiros poderão se estender por toda a plataforma continental geográfica, até um limite de 350 milhas náuticas. A proposta acrescentaria ao País uma nova área oceânica de 963 mil quilômetros quadrados, maior que o território da Venezuela. Pesquisadores brasileiros acabam de concluir o primeiro de três relatórios que detalham os extensos e complexos estudos científicos – exigidos pela ONU para a análise da proposta -, sobre a configuração geológica da plataforma continental. O projeto, batizado de Amazônia Azul, é conduzido pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar. Caso seja aprovada, a proposta aumentará o território marítimo brasileiro dos atuais 3,5 milhões de quilômetros quadrados para 4,5 milhões de quilômetros quadrados – uma região equivalente a 52% da área continental do País. A primeira proposta, apresentada em 2004 à Comissão de Limites da Plataforma Continental da ONU, foi aprovada em sua maior parte, com a exceção de quatro áreas que correspondem a 190 mil quilômetros quadrados, menos de 20% da área reivindicada. O Brasil não aceitou a recomendação e optou por fazer novos estudos complementares para elaborar uma nova proposta revisada, de acordo com o capitão de mar e guerra Celso Peixoto Serra, coordenador do Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira – programa criado em 1989 pelo governo federal para estabelecer o limite continental além das 200 milhas. “Não nos interessa conseguir só um pedaço desse território, ainda que ele corresponda a mais de 80% da nossa reivindicação. Queremos adquirir a maior área possível para o Brasil e, se tivéssemos aceitado a recomendação da ONU em 2007, não poderíamos agora fazer uma nova proposta”, disse. Para suprimir as divergência entre os técnicos da comissão da ONU e os pesquisadores brasileiros, foi preciso apostar em estudos complementares. De acordo com Serra, entre dezembro de 2008 e maio de 2010, foram refeitos estudos em toda a margem continental. O Brasil foi o segundo país a solicitar a ampliação da plataforma continental – o primeiro foi a Rússia, em 2001. Depois disso houve outros 77 pedidos à comissão da ONU. “Não é à toa, porque ao incorporar a plataforma continental, os países costeiros podem explorar todo o solo e subsolo, que tem todo tipo de riqueza, com campos petrolíferos e outros recursos minerais cuja exploração ainda não é viável. Sem dúvida, a nova definição dos limites da plataforma será um legado de fundamental importância para as novas gerações brasileiras”, afirmou Serra. O trabalho de levantamento de dados científicos foi extenso. Na primeira fase, um grupo formado por pesquisadores da Marinha, da Petrobrás e da comunidade científica brasileira vasculhou toda a margem continental do País, entre 1987 e 1996. Depois de percorrer um total de 330 mil quilômetros em navios da Marinha, geógrafos, geólogos, oceanógrafos, hidrógrafos e outros especialistas levaram anos para processar e interpretar a montanha de informações que iria embasar o relatório de 2004. Na segunda fase, entre 2008 e 2010, o grupo responsável pelo levantamento percorreu mais 395 mil quilômetros para produzir o relatório da proposta revista. Ao todo, foi percorrida uma distância equivalente a 18 voltas na Terra. “Adquirir os dados é um trabalho monstruoso, mas a tarefa de processamento e interpretação dessas informações também é imenso e delicado, por isso demora vários anos”, disse Serra. De acordo com ele, para a elaboração da nova proposta, a margem continental foi dividida em três partes: área sul, área leste e área equatorial: “O relatório da área sul já está concluído e será encaminhado à ONU assim que o Ministério das Relações Exteriores considerar oportuno o momento da política internacional. Enquanto isso, estamos finalizando os relatórios das outras duas áreas". Segundo o consultor jurídico do plano de levantamento, Rodrigo More, professor do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o relatório é uma descrição completa, com coordenadas geográficas, de toda a área que será reivindicada pelo País. Segundo ele, a reunião da ONU que estabeleceu a Convenção sobre o Direito do Mar, em 1973, criou critérios geológicos que definem a plataforma continental. Mas para demonstrar que os critérios se aplicam ao litoral de um país, é preciso unir informações precisas: “É um debate que associa geologia, geomorfologia e a interpretação jurídica da convenção". A convenção define que a plataforma continental, do ponto de vista físico, é um platô que vai desde a terra firme até uma região onde há uma queda abrupta de profundidade – o chamado talude. Dependendo da conformação do litoral, o talude pode ficar antes ou depois da plataforma continental jurídica. Assim, a legislação prevê que a plataforma continental – onde o País tem direito de explorar os recursos do solo e subsolo – pode variar de acordo com a geografia, até um limite máximo de 350 milhas da costa. “Se a legislação define que a plataforma vai até certa distância do pé do talude, é preciso caracterizar cientificamente onde está esse ponto. Mas a regra jurídica é que vai orientar a aplicação dessa definição geológica. Há um espaço para interpretação, por isso a decisão da comissão da ONU pode divergir do parecer geológico feito pelos cientistas – que podem apresentar novas referências da literatura para mudar a interpretação sobre aquele tipo de talude específico”, disse More.

Ministério Público Federal avisa, não haverá acordão coletivo com as empreiteiras corruptas que roubaram a Petrobras


A força-tarefa da Operação Lava Jato, que desmantelou esquema de corrupção e propina na Petrobras, fechou as portas para o acordão coletivo pretendido pelas empreiteiras sob suspeita de terem formado um cartel para assumir o controle de contratos bilionários na estatal petrolífera. Os procuradores da República que investigam o escândalo avisam que mais de uma empresa podem propor pacto com o Ministério Público Federal, mas esses acordos somente serão firmados individualmente. “Jamais na forma de um pacto geral”, alerta o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima (foto), que integra a força-tarefa da Lava Jato e fala em nome do grupo. Ele anotou que eventuais acordos só poderão ser assinados “com aquelas empresas que atenderem condições, especialmente o de permitir a abertura de novas frentes de investigação, de novas Lava Jato”. “Se houver acordo com uma empreiteira que confesse a sua participação nos fatos já em andamento, que permita a reparação, e, principalmente, que possamos buscar muitas outras responsabilizações criminais e cíveis de outras pessoas, naturais ou jurídicas, o próximo acordo, com outra empresa, exigirá os mesmos requisitos, acrescido de outros crimes que não os informados pela primeira empresa leniente". Leia entrevista com procurador da força-tarefa da Lava Jato:
Estadão - A Força-Tarefa da Lava Jato trabalha com a hipótese de um acordão coletivo com as empreiteiras?
Carlos Fernando dos Santos Lima - A Força-Tarefa Lava Jato entende que não há legalidade em qualquer acordo com empreiteiras que não obedeça à sistemática instituída pela Lei do Crime Organizado, pela Lei Anticorrupção, e pela Lei de Repressão aos Crimes contra a Ordem Econômica, entendidas conjuntamente.
Estadão - Qual o objetivo da força-tarefa então?
Carlos Fernando dos Santos Lima - Esse sistema vincula qualquer acordo com o Ministério Público Federal a um tripé de exigências inescapável: a) confessar sua responsabilidade e de seus dirigentes nos fatos; b) indenizar o Estado e a vítima na maior extensão possível; c) indicar outros responsáveis pelos fatos investigados e outras frentes investigativas.
Estadão – Em caso de um grupo de empreiteiras do cartel que agiu na Petrobras querer um acordo conjunto com a força-tarefa, isso não será aceito ?
Carlos Fernando dos Santos Lima - As exigências não impedem que mais de uma empresa procure um acordo com o Ministério Público, mas esses acordos somente serão celebrados individualmente – jamais portanto na forma de um pacto geral. E com aquelas que atenderem essas condições, especialmente o de permitir a abertura de novas frentes de investigação, de novas ‘Lava Jato’. Assim, se houver acordo com uma empreiteira que confesse a sua participação nos fatos já em andamento, que permita a reparação de reparação, e, principalmente, permita que possamos buscar muitas outras responsabilizações criminais e cíveis de outras pessoas, naturais ou jurídicas, o próximo acordo, com outra empresa, exigirá os mesmos requisitos, acrescido de outros crimes que não os informados pela primeira empresa leniente.
Estadão – Quais as consequências dessa sistemática que deve ser seguida?
Carlos Fernando dos Santos Lima - Trata-se, dessa forma, de um efeito dominó, multiplicador, que interessa ao Estado, pois permite ampliar investigações sobre fatos semelhantes, tornando efetivos os compromissos constitucionais e internacionais de reprimir a corrupção pública, especialmente.
Estadão - Advogados das empreiteiras alegam que a Lava Jato prende para forçar delações premiadas.
Carlos Fernando dos Santos Lima - Observe-se, especialmente, que nenhuma outra exigência é feita para esses acordos, como muitos advogados, sem qualquer conhecimento da causa e dos acordos celebrados, costumam alardear. Não há vinculação entre o acordo e a prisão cautelar determinada pela Justiça. Tanto é verdade que dos 11 acordos de colaboração premiada celebrados com o Ministério Público Federal neste caso, as únicas pessoas presas que continuaram presas – uma em prisão domiciliar (Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás) e outra na custódia da Polícia Federal em Curitiba (o doleiro Alberto Youssef).
Estadão - Empreiteiras alardeiam demissões em massa e perdas financeiras.
Carlos Fernando dos Santos Lima - É certo que, a par de interesses privados, defensores desse pacto conjunto, o famoso acordão, levantam interesses diversos e legítimos, como a continuidade de obras públicas, manutenção de empregos, sanidade do mercado financeiro, etc., mas a solução dessas questões não passa pela atribuição que foi dada pela Constituição Federal ao Ministério Público, devendo ser solucionada por aqueles que possuam legitimidade democrática e competência constitucional para tanto.
Estadão - Outros órgãos podem fechar acordos?
Carlos Fernando dos Santos Lima - Outros órgãos podem fazer acordos semelhantes, desde que obedecida a sua lei respectiva. Aliás, sempre que um acordo dessa espécie for celebrado pela Força-Tarefa Lava Jato, encaminharemos a empresa para os outros órgãos competentes para que também lá faça acordo quanto às punições administrativas correspondentes. Mas o acordo com o Ministério Público é o único com amplitude necessária para resguardar os interesses maiores da empresa, pois abarca desde efeitos penais para os seus executivos e empregados, até aspectos cíveis de responsabilização.

Deputado Tiago Simon também renuncia a aumento de salário para ajudar o governo Sartori

Outro jovem deputado. Tiago Simon, filho do senador Simon, resolveu aderir à decisão do governador Sartori e do vice Cairolli, e abriu mão do aumento salarial pelo período que durar o contingenciamento de despesas do governo do Rio Grande do Sul. O deputado é do PMDB. Ele avisou que quer colaborar com o esforço para superar a crise financeira herdada do governo Tarso Genro, do PT.

Deputado Marcel Van Hatten segue exemplo de Sartori: "Renúncia visa ajudar o Estado a sair do buraco aberto pelo governo Tarso"

 

Partiu do jovem deputado Marcel Van Hatten, PP, a primeira adesão ao gesto do governador José Sartori e do seu vice, José Cairolli, de abrir mão dos aumentos dos seus salários durante o período de contingencimanto de despesas. Ele tirou nota avisando que também abrirá mão da diferença. E explicou: "Fico satisfeito com a grandeza demonstrada pelo governador, ainda mais em um período de duríssima crise financeira, agravada pela má gestão do governo passado (...) O impacto nas finanças públicas decorrente da nossa renúncia é pequeno, mas o exemplo precisa ser dado. O Rio Grande do Sul tem jeito e faremos todo o possível para recolocar o Estado nos trilhos, com um governo menor e mais eficiente".

Defasagem na tabela do IR já alcança 75%

estudo do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) mostra que a defasagem na tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) pode chegar ao final de 2015 em 75,43%. Para chegar ao índice, o sindicato levou em consideração o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 6,79% e a não correção da tabela. No Ministério da Fazenda, evita-se falar na correção da tabela. No último dia 13, ao ser perguntado sobre assunto, em um encontro com os jornalistas que fazem a cobertura diária do setor, o próprio ministro Joaquim Levy, não sinalizou se haverá ou não mudanças na tabela. “Em relação ao Imposto de Renda, não sei o quê dizer”, respondeu. O assunto voltou a ser discutido com a Medida Provisória 656/2014, que prevê ajuste de 6,5%. O projeto de conversão foi aprovado em dezembro passado pelo Senado e aguarda sanção presidencial. Em maio, uma outra medida provisória previa mudança na tabela a partir do ano-calendário de 2015, colocando a faixa de isentos os trabalhadores que recebem até R$ 1.868,22. Acima deste valor e até R$ 2.799,86, por exemplo, a alíquota seria de 7,5%, com a parcela a deduzir de R$ 140,12. 

Explosão em refinaria da Petrobras na Bahia deixa 3 feridos


Uma explosão na tarde deste domingo na Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, deixou ao menos três trabalhadores feridos, um deles com queimaduras em 70% do corpo. O acidente aconteceu na Unidade Geradora de Hidrogênio, durante um serviço de manutenção na unidade. Os funcionários foram encaminhados para um hospital próximo. Um deles, o terceirizado José Adailton, teve 70% do corpo queimado e está em estado grave, segundo informações do Sindicato de Petroleiros da Bahia (Sindipetro). De acordo com o sindicato, também ficaram feridos Jonas Leal e Jucineide de Jesus, ambos terceirizados. Eles tiveram queimaduras em 25% e 10% do corpo, respectivamente. Todos foram encaminhados ao Hospital de Medicina Humana em Candeias, na região metropolitana de Salvador. Eles teriam sido projetados contra estruturas da unidade em função do deslocamento de ar provocado pela explosão. As causas do acidente ainda não são conhecidas. A Petrobras informou que está apurando as causas da explosão. Ainda de acordo com a companhia, os serviços de manutenção realizados na unidade, que teriam ocasionado o acidente, foram suspensos. "Todos os serviços da parada de manutenção foram interrompidos para averiguação das causas do acidente. Não houve danos ao meio ambiente e o abastecimento ao mercado não será afetado", informou a estatal. A unidade tem a segunda maior capacidade de processamento do País, de 323.000 barris de petróleo por dia, e também é a segunda maior em complexidade. Na quarta-feira, outro acidente foi registrado na unidade. Uma queda de energia provocou um principio de incêndio e o desligamento de máquinas, equipamentos e instrumentos de segurança em diversas unidades da refinaria. Segundo o sindicato, houve vazamento de querosene em alta temperatura em função de problemas no funcionamento de uma válvula. O sindicato afirma que os acidentes podem ser consequências das paradas de manutenção com prazos limitados e longas jornadas de trabalho.

Israel lamenta morte de promotor que investigou atentado terrorista islâmico na AMIA em Buenos Aires


O governo de Israel lamentou nesta segunda-feira, 19, a morte do promotor argentino Alberto Nisman, que liderou a investigação do atentado em 1994 contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) em Buenos Aires e há poucos dias denunciou a presidente do país, Cristina Kirchner, por encobrir os responsáveis. Por meio de um comunicado do Ministério das Relações Exteriores, Israel expressou sua "profunda consternação pelas trágicas circunstâncias do falecimento", ocorrido horas antes do fiscal comparecer no Congresso argentino para informar sobre sua investigação. "Nisman trabalhou com grande determinação a fim de expor a identidade dos autores que estiveram por trás do ataque e aqueles que os enviaram", diz o comunicado da chancelaria israelense. Ao mesmo tempo, Israel expressou sua esperança que a Argentina continue o trabalho deixado pelo fiscal morto e "faça o maior o esforço possível para levar à Justiça os responsáveis pelos ataques". O chefe de gabinete do governo argentino, Jorge Capitanich, informou em breve comparecimento que o corpo de Nisman foi encontrado na madrugada no banheiro de sua residência junto "a uma arma de fogo de calibre 22, além de um cartucho de bala", sem apontar possíveis causas da morte. A morte foi revelada cinco dias depois que o promotor do caso Amia denunciou a presidente argentina e o chanceler, Héctor Timerman, por suposto encobrimento dos supostos terroristas iranianos que perpetraram o atentado contra a associação judia, que causou 85 mortes em 1994. O atentado contra a Amia aconteceu em 18 de julho de 1994, dois anos depois que uma bomba explodiu em frente à Embaixada de Israel em Buenos Aires e provocou 29 vítimas. A investigação e a comunidade judaica atribuíram ao Irã e à organização libanesa xiita Hezbollah o planejamento e a execução de ambos os atentados. Para a Organização Latino-Americana, Espanha e Portugal em Israel (OLEI), que representa os cerca de 50 mil argentinos residentes em Israel, a morte do promotor foi como um balde de água fria. "Foi um duro golpe para a comunidade judaica argentina o fato de que o único promotor corajoso e que prometia seguir com o caso tenha morrido desta forma tão estranha", declarou à agência EFE, León Amirás, presidente da OLEI.

PSDB começa a auditar dados da eleição presidencial

O PSDB concluiu a formação do grupo que será responsável pela auditoria do resultado das eleições e os trabalhos começaram nesta semana em Brasília, mas o partido está dividido sobre o que fazer depois da conclusão da análise. Oito especialistas do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e da Poli/USP foram selecionados e estão analisando 30 gigabytes de material. O grupo, que será remunerado pelo PSDB, terá 60 dias para apresentar o resultado. Será escrutinado um volume de informação equivalente a 7 mil edições-padrão da Bíblia, segundo cálculo do Estadão Dados. Cada Bíblia tem 4 MB e meio de volume de informação. Apontadas pelos tucanos no ano passado como evidências de fraude ou falha no processo de votação, as denúncias enviadas por eleitores e militantes pelas redes sociais ou por mensagens de Whats App foram descartadas pelo grupo de trabalho. "As denúncias não terão grande relevância (no processo), já que em várias situações elas não se confirmaram", diz o advogado do PSDB.

Boletim Focus do Banco Central eleva para 6,67% a expectativa de inflação em 2015, acima do teto

Não param de piorar as projeções do mercado financeiro para a inflação de 2015. No Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, a mediana das previsões para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2015 subiu de 6,60% para 6,67%. O teto da meta é de 6,50%. Há um mês, a mediana estava em 6,54%. No Top 5 de médio prazo – grupo dos economistas que mais acertam as previsões – a mediana segue acima da meta, em 6,60%. Quatro semanas atrás, estava em 6,40%. Na pesquisa geral, a mediana das projeções para o IPCA de 2016 foi mantida em 5,70% pela oitava semana consecutiva. Ainda para a inflação de 2016, a taxa foi mantida em 5,60% no grupo Top 5 de médio prazo – um mês antes estava em 5,25%. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, admitiu que o IPCA subiria nos primeiros meses deste ano, mas avaliou que entraria em um período de declínio mais para frente e encerraria 2016 no centro da meta de 4,5%. Apesar desse prognóstico mais positivo para o médio prazo, as expectativas para a inflação suavizada 12 meses à frente ficaram estacionadas em 6,66% de uma semana para outra – há um mês, estavam em 6,62%. Para o curto prazo, as projeções também continuam subindo na Focus: a taxa para janeiro de 2015 foi modificada de 1,05% para 1,10%. Um mês antes, essa taxa estava em 0,95%. Para fevereiro, a mediana das previsões passou de 0,74% para 0,75%, ante 0,72% de quatro semanas atrás.

Sartori recua e desiste de aumentar o próprio salário


Após o desgaste causado pelo aumento do próprio salário em meio a uma crise financeira no Estado, o governador do Rio Grande do Sul, Ivo Sartori (PMDB), anunciou na manhã desta segunda-feira que desistiu do reajuste. Ele havia sancionado o aumento, aprovado pela Assembleia Legislativa gaúcha em dezembro, na sexta-feira. A decisão vale apenas para Sartori e seu vice, José Paulo Cairoli (PSD) – para os secretários e deputados estaduais, o reajuste será mantido. "Quem mais erra é quem não tem humildade de voltar atrás", disse. A conta no Twitter do governo estadual informou que Sartori "ouviu a voz dos gaúchos e deixa claro que não tem receio de rever posições". Pelo texto sancionado na semana passada, o governador e os deputados estaduais passariam a receber 25.322,25 reais. Como o salário anterior do governador era de 17.347,14 reais, o aumento é de 45,97%. Os deputados ganham 20.472 reais, portanto tiveram reajuste de 23,96%. Os secretários de Estado terão salário-base de 18.991,69 reais, um aumento de 64,22% ante o salário anterior, fixado em 11.564,76 reais. Desembargadores do Tribunal de Justiça, juízes do Tribunal Militar, procuradores de Justiça, defensores públicos e conselheiros do Tribunal de Contas passarão a receber mensalmente 30.471,11 reais. A nova lei proíbe a concessão de auxílio moradia aos integrantes do Judiciário, do Tribunal de Contas e do Ministério Público. Segundo a Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, os reajustes de Sartori, do vice-governador, José Paulo Cairoli (PSD), dos dezenove secretários e 55 deputados estaduais custariam aos cofres públicos mais 5,5 milhões de reais por ano. A pasta informou que, quando o projeto de lei foi aprovado, os reajustes do TJ custariam mais 34 milhões de reais por ano; os do Tribunal de Contas, 4,2 milhões de reais; e o aumento do Tribunal de Justiça Militar, 864.148,90 reais. Quando anunciou que iria cortar gastos e adiar a quitação de débitos assumidos pelo antecessor, Tarso Genro (PT), Sartori argumentou que precisava garantir o funcionamento dos serviços públicos essenciais e controlar o caixa estadual, que não tinha recursos suficientes para pagar as despesas. A Secretaria da Fazenda estima que o déficit orçamentário atinja 5,3 bilhões de reais neste ano. O secretário adjunto da Fazenda, Luiz Antônio Bins, chegou a admitir o risco do atraso no pagamento de salários dos servidores estaduais, embora o governo nunca tenha aventado a possibilidade de não sancionar os reajustes aprovados na Assembleia Legislativa. "Não é o que se deseja, mas indiscutivelmente existe a possibilidade, sim, de atraso. Não se tem como afastar essa possibilidade”, disse Bins no início deste mês. A gestão Sartori não apresentou uma lista clara sobre quais fornecedores ficaram com pagamentos suspensos por 180 dias. O governo diz que, nesse período, vai avaliar caso a caso os contratos de fornecedores que não tiveram despesas completamente liquidadas no fim do ano passado – isto é, quando o Executivo se comprometeu a pagar e reconheceu a entrega de um bem ou serviço prestado. A Fazenda informou que a medida não afetará áreas como Saúde, Educação e Segurança Pública. O governador também vetou por seis meses a contratação de consultorias e empresa terceirizadas, aluguel de imóveis, despesas com diárias e passagens aéreas; congelou promoções e nomeações de concursados e a abertura de novos concursos.

Policia Federal começa a apurar papel de outros servidores nos desvios da Petrobras

A Polícia Federal ampliou a investigação sobre corrupção na Petrobras para apurar se atuais executivos e funcionários de segundo escalão cometeram crimes em conluio com os ex-diretores já acusados na Operação Lava Jato. A abertura da nova linha de apuração tem como base auditorias da própria Petrobras concluídas em novembro. Elas indicaram ilegalidades e descontroles em licitações das refinarias Abreu e Lima (Pernambuco) e Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro). Também será investigado o depoimento de um funcionário da estatal que afirmou à Polícia Federal ter sido perseguido e perdido cargo de chefia após se opor a irregularidades na Replan (Refinaria de Paulínia). As apurações da Petrobras sobre Abreu e Lima e o Comperj responsabilizam 15 gerentes e funcionários pelas irregularidades em contratos para obras das refinarias, além dos ex-diretores Paulo Roberto Costa (Abastecimento), Renato Duque (Serviços) e Pedro Barusco (Engenharia), que já são investigados na Operação Lava Jato. As auditorias indicaram a necessidade de enviar as conclusões à área jurídica da estatal para eventual adoção de medidas administrativas e trabalhistas contra os atuais executivos. Mas o que a Polícia Federal quer saber é se eles participaram dos crimes cometidos pelos ex-diretores já denunciados. A ampliação da investigação por parte da Policia Federal também pode atingir escalões superiores da companhia, uma vez que vários acusados, como o ex-diretor da área Internacional Nestor Cerveró, afirmam que seus atos considerados suspeitos foram aprovados por colegiados da cúpula da estatal. O que chamou a atenção da Polícia Federal nos relatórios das sindicâncias foi que as graves irregularidades listadas poderiam ter sido facilmente detectadas por funcionários que rodeavam os ex-diretores já denunciados. A constatação levantou a suspeita de que os ex-dirigentes não tenham agido sozinhos no esquema. Nessa nova frente de apuração, os policiais esperam contar com depoimentos de funcionários que perceberam as irregularidades à época mas não as denunciaram por temer represálias. A investigação sobre o Comperj apontou que a estatal realizou as licitações do complexo petroquímico antes de concluir os projetos básicos que permitiriam estimar os custos iniciais das obras. No caso de uma das unidades da refinaria, o projeto só ficou pronto um ano e meio após a abertura da concorrência que indicou as empresas responsáveis pelas obras. Segundo a apuração, a estatal comprou equipamentos antes de definir o modelo de negócio e a estrutura de produção do Comperj, gerando prejuízo de mais de R$ 1 bilhão gasto para evitar a deterioração de aparelhos e unidades sem uso. Funcionários da Petrobras apontaram "pressões" das diretorias comandadas por Renato Duque e Paulo Roberto Costa para acelerar aquisições e obras do complexo. A comissão responsável pelo trabalho relatou ainda que empreiteiras foram favorecidas nas licitações e durante a execução dos projetos ao obterem reajustes indevidos nos contratos. Empresas que não atendiam critérios técnicos e regras definidas pela própria estatal nas licitações foram contratadas mesmo sem ter a qualificação necessária. Algumas concorrências teriam sido conduzidas por comissões de licitação integradas por "membros sem qualificação e experiência em contratações de grande porte". A auditoria sugere que "falhas de gestão, problemas de planejamento e de coordenação na execução do projeto podem ter contribuído para facilitar a ocorrência de eventuais ações criminosas" sob apuração na Lava Jato. A investigação sobre Abreu e Lima apontou descontrole e irregularidades graves nas obras da refinaria, licitações feitas com base em projetos precários e concorrências falhas, além de indícios de formação de cartel por empreiteiras acusadas na Lava Jato.

Promotor que denunciou a peronista populista Cristina Kirchner é encontrado morto em Buenos Aires


O promotor federal argentino Alberto Nisman, de 51 anos, foi encontrado morto em seu apartamento em Puerto Madero, bairro de alto padrão na capital argentina, na madrugada desta segunda-feira (19). Ele era o responsável pela investigação do atentado contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994, quando uma explosão deixou 85 mortos e provocou danos estruturais em outros 9 edifícios no bairro Once. Ele disse na semana passada que a presidente argentina, Cristina Kirchner, havia aberto um canal de comunicação secreto com o grupo de iranianos suspeito de ter plantado a bomba. Segundo o promotor, o esquema tinha como objetivo inocentar os suspeitos para que a Argentina pudesse começar a negociar grãos em troca de petróleo do Irã. Ele apresentaria detalhes da denúncia ao Congresso nesta segunda-feira. De acordo com o jornal argentino "Clarín", as primeiras informações indicavam que o corpo de Nisman foi encontrado com perfuração na cabeça, compatível com uma arma de pequeno calibre. "Alberto Nisman foi encontrado morto no domingo à noite em seu apartamento no 13º andar da torre Le Par, no bairro de Puerto Madero em Buenos Aires", informou o Ministério da Segurança Pública da Argentina em comunicado. A suspeita é que ele tenha se suicidado, ainda que as circunstâncias de sua morte não tenham sido esclarecidas e que autoridades policiais estejam evitando dar informações sobre o caso. "Todos os caminhos levam ao suicídio", declarou o secretário de Segurança, Sergio Berni. O funcionário afirmou que a presidente Kirchner foi notificada do caso e que as perícias foram feitas "com absoluta transparência em frente ao juiz, à procuradora e com a presença de testemunhas e da família de Nisman", disse o canal de notícias TN. O governo argentino ofereceu apoio para esclarecer a morte. "O juiz tem todo o apoio por parte das forças de segurança para garantir o esclarecimento deste fato doloroso", disse o chefe de Gabinete do governo argentino, Jorge Capitanich. "Me dói terrivelmente que tenha ocorrido isto", afirmou o secretário-geral da presidência, Aníbal Fernández, que pediu que a morte do promotor não interrompa a investigação. "Agora o importante é que sigam adiante as investigações. É preciso analisar o que há revelado nos expedientes", acrescentou Fernández ao canal "Todo Noticias". A promotora que investiga a morte de Nisman confirmou que foi encontrada uma arma na residência dele em Buenos Aires, mas pediu prudência e cautela à espera das conclusões das investigações. “Peço prudência”, disse a promotora Viviana Fein, que confirmou que o corpo foi achado pela mãe de Nisman no banheiro de seu apartamento, em um edifício que conta com segurança privada no exclusivo bairro portenho de Puerto Madero. Viviana confirmou aos meios de comunicação que também foi encontrada uma arma do calibre 22 no imóvel, mas evitou fazer comentários sobre as circunstâncias da morte de Nisman. Ela confirmou que a mãe do promotor foi contatada pelos seguranças pessoais deles – 10 agentes da polícia, no total –, que alertaram a família diante da falta de resposta aos insistentes telefonemas no domingo (18). Em um relatório de 300 páginas, Nisman pediu uma investigação contra Kirchner, que supostamente teria favorecido a assinatura em 2013 de um Memorando de Entendimento entre Argentina e Irã para poder interrogar os acusados em um terceiro país e avançar em um caso estancado há 20 anos. A acusação de Nisman foi o último de uma série de confrontos entre funcionários de alto escalão e a justiça argentina sobre o esclarecimento deste atentado. Além da investigação, Nisman havia pedido um embargo preventivo de bens no valor de 200 milhões de pesos (US$ 23 milhões) de Kirchner, do chanceler Héctor Timerman e de outros funcionários. A denúncia foi recebida com cautela por grupos da comunidade judaica, embora ao longo da semana tenham pedido que as provas que Nisman tinha fossem divulgadas. Segundo o promotor, a posição do governo de Kirchner obedecia a seu interesse pelo petróleo iraniano, porque "buscava restabelecer relações comerciais de Estado a Estado, sem prejuízo dos intercâmbios que já existiam em nível privado". Para a audiência desta segunda-feira (19), o promotor pedia uma reunião particular, mas parlamentares governistas exigiam que a audiência fosse pública e transmitida pela televisão. O governo argentino rejeitou a denúncia "vil" do promotor. "Depois de anos contando com o apoio político do [falecido ex-presidente] Néstor Kirchner e da atual presidente, o promotor acusa vilmente a política mais ativa (...) em relação ao julgamento e castigo dos responsáveis pelo brutal atentado terrorista", afirmou Timerman em uma declaração na quinta-feira. A assinatura de um memorando de entendimento com o Irã – denunciado como inconstitucional pela AMIA e por outras organizações judaicas – aumentou a tensão nas relações entre o governo de Kirchner e esta comunidade, integrada por 300 mil membros, a maior da América Latina. O governo defendeu o acordo bilateral com o Irã para investigar os acusados de planejar o ataque. Cinco ex-funcionários iranianos, entre eles um ex-presidente, atuais ministros e líderes religiosos locais, têm uma ordem de captura internacional da Interpol a pedido da justiça argentina.