segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

"Kassab é o cafetão do Planalto", diz Ronaldo Caiado

O senador Ronaldo Caiado, um dos mais expressivos oposicionistas do regime petralha no Brasil, e que nunca condescendeu com a organização criminosa petista, colocou o dedo na ferida nesta segunda-feira e disse o que precisava ser dito. Senador eleito Ronaldo Caiado (DEM-GO) atacou o ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), que tenta refundar o Partido Liberal (PL). E atacou fundo: "Kassab é o cafetão do Planalto. Agiu assim com o PSD e agora com o PL. É uma fraude o que Kassab está fazendo. Tudo para enfraquecer a oposição e inflar a já grande base do governo. Kassab se especializou em transformar a política em pornografia". 

DEFESA DO DELATOR JÚLIO CAMARGO PEDE PERDÃO JUDICIAL


A defesa de um dos delatores do esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato pediu à Justiça Federal perdão judicial. Os advogados do executivo Júlio Gerin de Almeida Camargo, ligado à empresa Toyo Setal, alegam que o acusado merece o benefício por ter ajudado a identificar pessoas e detalhes sobre os desvios de recursos na Petrobras. Em resposta à abertura da ação penal contra Camargo, ocorrida em dezembro passado, a defesa reafirmou todas as declarações dele em depoimento de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal. O executivo confirmou pagamento de U$ 30 milhões ao empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, para intermediar a compra de sondas de perfuração para a Petrobras. “Desta forma, procedem por completo os fatos narrados na denúncia oferecida nos presentes autos, por serem absolutamente fiéis às declarações prestadas por Júlio Gerin de Almeida Camargo em colaboração premiada e, ainda, aos documentos por ele apresentados”, declarou a defesa. No termo de delação, Camargo afirmou que em 2005 atuou como agente da empresa Samsung para vender para a Petrobras duas sondas de perfuração de águas profundas na África e no Golfo do México. Para fechar o negócio, o delator disse que procurou Soares “pelo sabido bom relacionamento” dele na área internacional e de abastecimento da empresa, dirigidas à época por Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, respetivamente. Na mesma ação penal são réus o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, o empresário Fernanado Baiano e o doleiro Alberto Yousseff. O prazo para que os advogados dos demais acusados também apresentem resposta às acusações vence na semana que vem.

PSDB-SP estará trocando a prefeitura de São Paulo em 2016 pela candidatura a presidente de Alckmin em 2018?


Depois dizem que este blogueiro enxerga fantasmas. A nota acima é de Lauro Jardim, da Veja. Marta Suplicy estaria indo para o PSB com o direito de concorrer à prefeitura de São Paulo em 2016. Com um único compromisso: apoiar, dentro do partido, o nome de Alckmin como candidato tucano à presidência da República em 2018. O governador paulista foi chamado, nesta semana, por Márcio França, seu vice-governador socialista, de "picolé de virtudes". Escrevemos um post a respeito. Fazia referência ao fato que Alckmin recebe, hoje, o petista Arlindo Chinaglia, candidato à Câmara dos Deputados, que declara aos quatro ventos que terá o apoio do governador no segundo turno, contra a candidatura apoiada pelo PSDB Nacional. O surgimento do nome de Alckmin no imbroglio Marta Suplicy revela o que pode ser a estratégia do "picolé de virtudes" para 2016: ter o apoio do PSB para desbancar Aécio Neves do lugar que lhe pertence, mesmo que isto tenha como preço a prefeitura de São Paulo. Marta pode vencer a prefeitura. Se não vencer, terá uma das duas vagas ao Senado. No pacote, poderá até receber uma secretaria do Geraldo para ficar na vitrina. Espero estar vendo fantasmas, mas nada do que sai na imprensa sobre Alckmin é desmentido. É outra das "virtudes" do" picolé". As notícias se derretem por si. (CoroneLeaks)

Novo ministro da Cultura diz que a petista Marta Suplicy quis "atirar em Deus e acertou o padre"


Empossado nesta segunda-feira como ministro da Cultura, Juca Ferreira rebateu as declarações da antecessora, a senadora Marta Suplicy (PT-SP), que criticou sua primeira passagem pela pasta. Segundo ele, as declarações da colega de partido foram motivadas por "mau humor". "Eu sou um alvo eventual. Ela (Marta) quis atirar em Deus e acabou acertando no padre de uma paróquia", disse o ministro: "O problema dela é com o PT, com a presidente da República e com o desejo já de algum tempo de ser candidata. Ela está manifestando um mau humor". Juca foi acusado por Marta de ter cometido "desmandos e irregularidades" em sua primeira passagem pelo Ministério da Cultura (MinC). O novo titular da pasta disse ter se sentido "agredido" pela "irresponsabilidade" da senadora, que também fez críticas ao governo Dilma Rousseff, ao ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e ao presidente do PT, Rui Falcão. "Me senti agredido com a irresponsabilidade como ela tratou uma pessoa honesta, com quase cinquenta anos de vida pública e que não tem um desvio sequer", afirmou Juca, pouco depois da cerimônia de transmissão de cargo. Marta enviou à Controladoria-Geral da União (CGU) documentos sobre supostas irregularidades em convênios da Cinemateca, órgão vinculado ao MinC com sede em São Paulo. O valor dos contratos soma 105 milhões de reais. Em resposta às críticas da antecessora à sua gestão no MinC, Juca devolveu em moeda semelhante, e afirmou que Marta não foi uma ministra tão boa quanto foi prefeita de São Paulo, entre 2001 e 2004. "Quando voltei do exílio, a Marta tinha um programa de televisão e eu fiquei fã dela pela coragem dela em defender a sexualidade feminina e o direito do orgasmo, coisa que era um tabu no Brasil. Tinha toda uma campanha contra ela, depois minha admiração cresceu quando ela foi prefeita de São Paulo, foi uma boa prefeita", comentou Juca. "Agora, como ministra eu não tenho uma avaliação, mas estou recebendo os resultados da comissão de transição e eu diria que não foi tão boa quanto ela foi prefeita da cidade. Ela se voltou contra mim - porque na verdade eu não estou na linha de tiro dela, vocês viram a entrevista do Estadão que não é comigo o conflito -, é porque eu fui mais aplaudido do que ela em um evento cultural", disse Ferreira. O ministro afirmou que não pode ser punido pela sua popularidade. "Isso (a recepção positiva) são pessoas que reconhecem o trabalho que foi feito no governo do presidente Lula e queriam que essa politica continuasse, e veem em mim uma possibilidade de continuidade. Eu não posso pagar por isso", comentou.

Taxa de juros do cartão de crédito atinge maior nível em 15 anos


As taxas de juros cobradas de pessoas e empresas voltaram a subir no Brasil em dezembro, com destaque para o cartão de crédito, que bateu o pico em 15 anos, divulgou nesta segunda-feira a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). A taxa média do cartão de crédito subiu de 10,9% ao mês (246,1% ao ano) em novembro para 11,2% ao mês (258,26% ao ano) em dezembro, maior nível desde julho de 1999, quando os juros eram de 11,74% ao mês (278,9% ao ano). No cheque especial, a taxa avançou de 8,56% para 8,92% ao mês (178,8% ao ano), maior patamar desde setembro de 2003. De acordo com a Anefac, todas as seis linhas pesquisadas apresentaram elevação. A média geral da taxas para pessoa física passou de 6,14% para 6,3% ao mês (108,2% ao ano), maior nível desde março de 2012. No caso de empresas, as três linhas de crédito pesquisadas também subiram. A média geral para pessoa jurídica subiu de 3,49% para 3,54% ao mês (51,8% ao ano), pico desde junho de 2012. A Anefac informou que a pesquisa é feita com base nas taxas das 30 principais instituições bancárias do País e do comércio nas sete regiões. Segundo o coordenador da pesquisa e diretor executivo da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira, com a alta da Selic em dezembro, para 11,75% ao ano, a tendência é que ocorram novas elevações das taxas ao tomador nos próximos meses.

As esquerdas mundo afora, inclusive as nossas, já estão de quatro para o fascismo islâmico. Como sempre!

É lixo moral, é vigarice política, é canalhice querer estabelecer conexões entre os atentados terroristas havidos na França e as supostas condições em que vivem no país os imigrantes de origem árabe e seus descendentes. Sim, foi em Paris desta vez. Mas já aconteceu em Madri, em Londres e em Nova York. O terror não precisa de motivos. O terror só precisa de pretextos. E o mais eficaz dos pretextos, que está no cerne de todas as ações terroristas, é aquele que separa, sem matizes, as vítimas dos algozes. Com a ajuda da intelectualidade ocidental, com a colaboração da canalha esquerdista de países democráticos, as lideranças religiosas muçulmanas se apresentam apenas como personagens passivas da ação colonialista dos séculos 19 e 20. Até parece que eles próprios nunca fazem história como protagonistas; seriam, sempre e sempre, objetos passivos, manipulados pela vontade de estranhos. Ora, trata-se de uma mentira estúpida. Mas o coro contra os franceses já começa a ganhar o mundo. Na Folha, um tal Daniel Serwer, professor da Universidade Johns Hopkins, prefere voltar suas baterias contra a extrema direita francesa, como se esta tivesse invadido a redação do “Charlie Hebdo” para fuzilar pessoas. Raphael Liogier, francês e professor de um observatório de religião, diz, numa fala de impressionante delinquência, que o “desafio real não são os muçulmanos”, mas “o fato de estarmos em uma sociedade em que existe um orgulho narcisista de quem era o centro do mundo e perdeu a influência”. Tudo seria fruto de uma crise de identidade dos europeus. Vale dizer: ele culpa os que ainda sentem orgulho de ser franceses pelo ataque terrorista. Sabem o que isso significa? Mais uma vez, os pensadores e organismos ligados às esquerdas saem em defesa não dos muçulmanos — que estes não estão sob ataque —, mas dos terroristas. Não por acaso, grupos de extrema esquerda no Brasil e vagabundos financiados com dinheiro público para fazer suas páginas asquerosas na Internet também não condenaram o ataque. Ao contrário: a exemplo dos terroristas que invadiram o “Charlie Hebdo”, eles querem controlar a mídia, eles querem limitar a liberdade de expressão, eles querem submeter as opiniões e as vontades a um ente de razão, a uma força superior que diga o que pode e o que não pode no país. A canalha esquerdista brasileira, no fim das contas, a exemplo de seus congêneres mundo afora, vê o terrorismo islâmico como uma espécie de aliado. Não tem a coragem de pronunciar isso claramente porque, aliada à sua burrice, há a covardia. Por essa razão, alguns ditos jornalistas e colunistas preferem, sem justificar explicitamente o terror, voltar suas baterias contra a sociedade francesa — justamente aquela que abriga hoje o maior contingente de islâmicos da Europa. Raphael Liogier, aquele que acha que os verdadeiros culpados são os franceses, não deixa de ter alguma razão. De fato, os muçulmanos não são o problema. O problema do Ocidente é gente como ele próprio, que se oferece para ser o colaboracionista dos tempos modernos; que se oferece para ser um braço do fascismo islâmico no Ocidente. Quanto às esquerdas brasileiras que flertam com o terror, dizer o quê? Eu não esperava dessa gente nada muito melhor do que isso. Quem respira lixo moral faz as escolhas compatíveis com o ambiente em que habita. Por Reinaldo Azevedo

Exportações de fumo caíram 24% em 2014; Rio Grande do Sul, maior produtor e exportador, também perdeu

Foi forte a queda nas exportações de tabaco prevista em 2014. Comparado com 2013, o Brasil embarcou -24%, em dólares e em toneladas. A queda, entretanto, não tirou do País a liderança mundial de exportação, posto brasileiro desde 1993, conforme o Sindicato da Indústria do Tabaco do Rio Grande do Sul. Em 2014 foram embarcadas 476 mil toneladas do produto, gerando divisas de US$ 2,5 bilhões; 13 países deixaram de embarcar o produto brasileiro e sete novos países passaram a integrar a lista de importadores, totalizando 96 países que levaram o tabaco produzido por mais de 162 mil produtores brasileiros. Apesar da Bélgica e Holanda terem reduzido suas compras em cerca de 30% em comparação com 2013, a União Européia continua sendo o principal destino do tabaco brasileiro (42%), seguida pelo Extremo Oriente (28%). A China também acompanhou o ano de redução de embarques (-27%) comparado com o ano anterior, mas a principal queda registrada foi para os Estados Unidos (-42%). No País o tabaco representou 1,11% do total das exportações; já no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a participação do tabaco foi de 10,2% e 6,1%, respectivamente. "Iniciamos 2015 com a certeza de que o tabaco continuará sendo parte importante da balança comercial brasileira, assim como na geração de renda e empregos para centenas de municípios", projeta Schünke. 
EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE TABACO 2014
Brasil
US$ 2,5 bilhões total exportado pelo País
476 mil toneladas Brasil
Região Sul
US$ 2,46 bilhões da região Sul
473 mil toneladas Região Sul
Participação do Tabaco no Total das Exportações
10,2% Rio Grande do Sul
6,1% Santa Catarina
5,6% Região Sul
1,11% Brasil
Mercados do Tabaco Brasileiro
42% União Européia
28% Extremo Oriente
10% América do Norte
8% Leste Europeu
6% África/Oriente Médio
6% América Latina
Países Importadores do Tabaco Brasileiro
(acima de US$ 100 milhões)
1º Bélgica- US$ 418 milhões
2º China - US$ 334 milhões
3º EUA - US$ 236 milhões
4º Alemanha - US$ 145 milhões
5º Rússia - US$ 143 milhões
6º Holanda - US$ 134 milhões
7º Indonésia - US$ 115 milhões

ANTT autoriza estudos para ruas marginais à freeway, ligando Gravataí a Porto Alegre

A ANTT confirmou o início do estudo de viabilidade técnica para a construção de ruas marginais à freeway em Gravataí – do km 75, próximo ao trevo da rodovia com a ERS-118, ao km 64 da BR-290, na localidade de Barro Vermelho, até a avenida Voluntários da Pátria, em Porto Alegre. Até o fim do ano, a Triunfo Concepa, concessionária que administra a rodovia, deverá apresentar à ANTT três propostas de custos dos estudos. Se houver autorização por parte da agência para a contratação, a estimativa é de que o trabalho seja concluído no primeiro semestre de 2015, para posterior análise e deliberação da ANTT em relação à realização do projeto. Idealizada pelo prefeito Marco Alba, com o apoio do então deputado federal Eliseu Padilha, a construção de vias paralelas à BR-290 é vital dentro de uma nova realidade à mobilidade urbana da cidade. O prefeito Marco Alba disse ao editor que tão logo os orçamentos sejam aprovados pela ANTT, os estudos na região serão iniciados, o que poderá acontecer no início de fevereiro deste ano. Além da aprovação das novas propostas, o diretor da Concepa e Marisa Tiefense elogiaram o Plano Diretor de Gravataí, que já prevê alternativas aos gargalos no trânsito, com uma visão de futuro. (Políbio Braga)

Dificuldades nas importações na Argentina deixaram o país sem tampões


Bem de primeira necessidade ou não, a verdade é que em pleno Verão a falta de tampões na Argentina está gerando muita polêmica e descontentamento. Conseguir uma caixa deste produto de higiene tornou-se praticamente impossível, com os importadores e o governo a trocarem acusações e o tema a servir de alerta para os problemas que o país liderado pela presidente Cristina Kirchner tem na hora de encomendar produtos do Exterior. O tema foi levantado em um artigo do The Wall Street Journal que descreve as barreiras alfandegárias impostas pelas autoridades argentinas como incentivo ao consumo de produtos nacionais – o que dificulta que as empresas importadoras de produtos de higiene consigam trazer os tampões da polêmica para a Argentina. O tema motivou inclusive que Kirchner fosse diretamente interpelada sobre o assunto, descreve o jornal argentino La Nación. A falta de tampões é sentida nos supermercados e farmácias de todo o país, mas sobretudo na costa da província de Buenos Aires. Há mesmo várias lojas que optaram por colocar à porta cartazes com o alerta, adianta o diário espanhol El País. Também o El Mundo descreve prateleiras repletas de espaços vazios no lugar dos tampões, atribuindo a ruptura de estoque às restrições às importações impostas pelo governo ironicamente liderado por uma mulher. O gerente da Câmara de Importadores da Argentina, Miguel Ponce, citado pelo El País, atribui a escassez “nos últimos 15 dias de dezembro e nos primeiros cinco dias de janeiro”, ao fato de “não terem liberado divisas do Banco Central” para que possam ser efetuadas compras no estrangeiro. O problema acontece desde 2011 com as mercadorias importadas, mas agora atingiu um produto mais caricato e em pleno verão, com o país com as praias cheias. 

Sindicato açula concursados da Polícia em protesto diante do Palácio Piratini contra Sartori

A Ugeirm, sindicato dos escrivães, inspetores e investigadores da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, está organizando e estimulando os concursados aprovados no último concurso para a Polícia Civil do Rio Grande do Sul na manifestação que promovem neste início de tarde diante do Palácio Piratini, para cobrar do governador José Ivo Sartori (PMDB) a convocação imediata dos candidatos aprovados. No último dia 26, no apagar das luzes e de modo irresponsável e oportunista, o ex-governador Tarso Genro (PT) autorizou a convocação de 650 policiais civis para atuação em delegacias, porém, o novo governo publicou um decreto no Diário Oficial do Estado, na semana passada, que suspende novas contratações. Pelo menos 4 mil aprovados em concursos públicos nas áreas da segurança e da educação estão em banho-maria. 

A comunista Adriana Calcanhotto diz que seu "sonho do PT acabou" e que Olívio Dutra não é mais seu herói


O PT transformou-se em uma vulgar organização criminosa, dominada pelos ladrões do Mensalão e do Petrolão, gente que já está ou vai parar na cadeia. Seus governos são tremendamente corruptos, e o partido transformou a corrupção em sistema de governo, com o objetivo exclusivo de manter-se no poder. Isso tem desencantado hordas de militantes e simpatizantes do petismo que abandonam o barco com tremenda decepção tardia. Hoje foi a vez da cantora comunista, que assinou um artigo desalentador em sua coluna no site do jornal O Globo. Vale a pena ler para verificar o tamanho do erro de avaliação dos comunistas, dos socialistas, dos esquerdistas, sobre o Brasil e os brasileiros. Leia o artigo a seguir:
" O sonho acabou - O PT foi ficando cada vez mais dividido, pesado, paquidérmico, carregando alas divergentes que foram minando a força interior do partido e sua chama. Aos 15 anos, estudante secundarista em Porto Alegre, interessada especialmente nas causas indígena e trabalhista, devorando qualquer texto dos irmãos Villas Boas ou de Darcy Ribeiro que encontrasse pela frente, me apaixonei pelo movimento de criação do Partido dos Trabalhadores. Era o ano de 1980, e eu vendia broches que eram estrelinhas vermelhas com “PT” escrito em branco. Era o que podia fazer como contribuição para a concretização do grande sonho, aquele trabalho de formiguinha que o militante secundarista pode fazer, dando tudo de si. Usava meu broche de estrelinha do lado esquerdo do peito, no duplo sentido. Tirava o broche antes de chegar em casa para não ter que confrontar a família, de direita, entre outras manobras anticonflito. Até que um dia nasceu finalmente o PT, o inacreditável aconteceu. Grande privilégio do ponto de vista histórico fazer parte daquilo. Meu herói era Olívio Dutra, e meu lema era “com o Olívio onde o Olívio estiver”. Gostava do comunismo e gosto ainda hoje. Do lado bom, do lado utópico, do lado Ferreira Gullar, do lado Oscar Niemeyer do comunismo. Li “O capital”, mas repudio ditadores que não respeitam os direitos humanos. Revelou-se utópico, mas para mim antes utopia que acomodação ou o trabalho escravo do qual o capitalismo com tanta naturalidade lança mão. Dada hora o PT trincou e acabou rachado. Começou a ter alas e facções demais e tornou-se, para meu gosto, excessivamente “partido”. Mesmo ligada à causa trabalhadora e filiada ao PT em Porto Alegre, sempre me senti mais ligada a quadros do que a agremiações. Já morando no Rio de Janeiro, fiz campanha voluntária à Presidência da República de Roberto Freire, pelo PCB, no primeiro turno nas eleições de 1989. Tinha 23 anos, liguei para o comitê e perguntei: “Posso ajudar?”. Seguia acreditando nas ideias do PT, votei em Lula no segundo turno e chorei dois dias de desgosto com a vitória de Fernando Collor. Passou o tempo, e o PT foi ficando cada vez mais dividido, pesado, paquidérmico, carregando alas divergentes que foram evidentemente minando a força interior do partido e sua chama. Tempos depois a ala radical do PT, de tão radical, chegou, por exemplo, a ser contra a candidatura pelo partido à Presidência da República de figuras migradas de outros partidos, caso da presidenta Dilma, oriunda do PDT. Não gosto de fanatismo. Fui deixando a cada dia de me sentir representada pelo PT. Não achei a escolha do cinismo boa opção. Não gostei de ver o Lula em palanques com Sarney e Paulo Maluf, que ele execrava nos mesmos palanques quando eles não estavam presentes, aquele PT não me representava mais. O desmatamento aumentou. A nascente do Rio São Francisco secou. O governo não relaciona uma coisa à outra. O governo permanecerá no governo porque a cada eleição vai pagar carros com alto-falantes para circular pelas ruas das cidades mais pobres do Nordeste informando que a oposição, vencendo a eleição, vai acabar com o Bolsa Família. O povo tutelado, acuado. São inegáveis as boas coisas realizadas pelo PT, são transparentes, menos gente passa fome. Mas e essa confusão na Petrobras? A Educação em cujo país o lema do governo agora é “Pátria educadora” tem o responsável pela pasta definido no balcão de loteamento de cargos, um deboche, uma ofensa à memória de Paulo Freire e ao esforço das pessoas comprometidas com a educação no país, considero inaceitável, mas e daí? Quem sou eu? Apenas uma cidadã, que paga impostos, que é muitas vezes bitributada, que gera empregos, que para no sinal vermelho, ou seja, uma otária, que acredita em princípios éticos. Se o governo despreza a ética por que o povo seria ético? Mas eu não caio nessa. O chanceler escolhido pela presidenta para assumir o posto em Washington, com habilidades conhecidas para amenizar bilateralmente os ânimos, botar as coisas nos eixos e ajudar a promover a visita da presidenta aos Estados Unidos em setembro, já começa com um problema a resolver. O ministro foi empossado sem o aval dos EUA, uma formalidade a ser cumprida, já descumprida pelo governo brasileiro na largada, obrigando o primeiro ato do novo chanceler a ser uma quebra de protocolo. As primeiras ações do novo governo contradizem em tudo o que foi dito na campanha, a massa de manobra, massinha de modelar. Ai, cansa. Quando um dos maiores tesouros do PT, a então senadora Marina Silva, deixou a legenda, eu já estava no Partido Verde. Agora não estou em lugar nenhum. Ou melhor, mudei-me para a desesperança. Serei alienada ou apolítica, que é melhor para mim do que ser amoral. Semana passada, juntando em caixas roupas, livros e coisas que não uso mais para doar, atirei num caixote de bugigangas aquela minha estrelinha vermelha do PT, o sonho acabou. Pode a militância entupir à vontade minha caixa postal com deselegâncias, eu sou vocês ontem. Hoje eu sou Charlie". 
Resumindo: acabou a juventude de Adriana Calcagnotto

Eu convido o Islã a chegar ao século 21. Quem topa? Ou: O gênio de Churchill, a idiotia de Edward Said e a delinquência de Tariq Ali. Ou: Não sou “Charlie Hebdo”; o “Charlie Hebdo” é que é parte, e só parte, do que somos

Culpar o Alcorão pelos ataques terroristas havidos na França é, de fato, ridículo. Livros não matam ninguém. As idéias, ah, estas, sim, podem produzir grandes desastres. Ainda bem que, ao longo do tempo, as exegeses judaica e cristã se encarregaram de interpretar, à luz da vida, não da morte, a vontade de Deus, que pedira a Abraão que sacrificasse Isaac — o filho que veio depois de tão longa espera. Na hora “h”, como sabemos, o Senhor conteve a mão do pai, e Isaac não foi imolado no altar da fé. Também Jó não resta como um bom exemplo, como posso dizer?, social e psicologicamente justo para testar a fidelidade de um crente. Textos religiosos são alegorias de sentido moral. Os convertidos a uma fé que estão livres do demônio do fanatismo entendem que aquelas situações arquetípicas são divinamente inspiradas. Elas nos transmitem um valor, não um exemplo a ser seguido. No que concerne à linguagem — metafórica, alegórica, metonímica —, não há diferença entre Esopo, os narradores da Torá, os evangelistas ou Maomé. O que os diferencia é a crença de milhões de que um conjunto de palavras, e não outro, retrata uma vontade superior, além do alcance puramente humano, onde está o fabulista Esopo.

Livros, com efeito, não matam ninguém, mas as religiões ou ideologias que eles inspiram, a estas podem fazer pilhas de cadáveres. Seria inútil fazer um cotejo entre os Textos Inspirados dos três grandes monoteísmos — judaísmo, cristianismo e islamismo — para saber qual investe mais na paz ou na guerra. Há de tudo em todos eles. Ainda que a Santa Inquisição tenha matado muito menos do que Robespierre, por exemplo, como justificar as decisões do Tribunal do Santo Ofício? Folgo que inexistam hoje, que se conheçam, admiradores da fogueira purgatória. Mas como ignorar que os descendentes do poeta da guilhotina continuam por aí? O fundamentalismo cristão, felizmente, é residual e sem importância. Já os filhotes de Robespierre ainda são muito influentes. Sigamos.

Sim, é, de fato, ridículo atribuir ao Alcorão os atentados terroristas na França, mas indago: por que havemos de ser nós, os cristãos — ou os ateus e agnósticos dos países de maioria cristã — a proclamar essa verdade? Onde estão as autoridades religiosas do islamismo para condenar, atenção!!!, não apenas os ataques terroristas, mas também a força que os legitima aos olhos — e crenças — de muitos milhões?

Ora, acusar a barbárie dos dois atos terroristas que deixaram 17 mortos é tarefa relativamente fácil, mas cadê as vozes relevantes do mundo islâmico para falar em defesa da liberdade de expressão, do direito à crítica, da pluralidade religiosa? Não existem! Lamento, mas é impossível ser honesto intelectualmente e, ao mesmo tempo, sustentar que os valores hoje influentes do islamismo são compatíveis com a ordem democrática. Neste ponto, alguém poderia dizer, e com razão: “Ora, também as narrativas de sua Bíblia se chocam com o mundo dos fatos”. É verdade. Mas pergunto: que país impõe ao conjunto dos cidadãos os rigores da “minha” Bíblia? Alguém é capaz de um citar um que seja?

Esse é um bom momento para um tolo provocador produzir obscurantismo em vez de luzes. O bobo costuma lembrar que a Igreja Católica reconheceu só em 1992 que errou ao condenar Galileu Galilei, depois de 350 anos. Para todos os efeitos, até essa data, para a Santa Madre, o Sol é que girava em torno da Terra. Pois é… Em 1992, quantas eram as universidades e escolas católicas mundo afora — e a Igreja é a maior instituição de ensino do planeta — que defendiam o geocentrismo? Os médicos e cientistas de seus hospitais produziam e produzem ciência, não proselitismo religioso.

Eu estou aqui a perguntar onde estão os reformadores do Islã. E notem: nem peço a eles que passem a considerar islamicamente legítimo que se desenhe a imagem de Maomé. O que eles têm de reconhecer — e de transmitir a seus fiéis — é que não podem impor a outras culturas e a outras religiões valores que a esses são estranhos. Na melhor cultura política ocidental, que, felizmente, se distingue da religião, tudo pode e deve estar submetido ao livre exame, e os ofendidos buscam em tribunais igualmente leigos, regulados por leis democráticas, a reparação por eventuais agravos. Luta-se com teclados, canetas e lápis de cor, não com fuzis; faz-se um confronto de togas, não de bombas.

Churchill, Edward Said e Tariq Ali

Infelizmente, não li nem ouvi uma só autoridade religiosa muçulmana — e me refiro àquelas que condenaram os ataques, já que as outras, por definição, não o fariam — a defender o direito que têm os não islâmicos de nações não islâmicas de se comportar como não islâmicos. Entendo! Afinal, na esmagadora maioria dos países muçulmanos, estado e religião se misturam, quando não estão submetidos a uma mesma ordem, e a pluralidade religiosa é um valor que suas comunidades cultivam no Ocidente, mas jamais nas terras consideradas já sob o domínio do Profeta. Ou não é verdade que os muçulmanos se espalham no Ocidente instrumentalizando um valor — o da pluralidade — no qual eles próprios não acreditam em seus países de origem? Ou não é verdade que eles usam em sua defesa um direito — o da liberdade religiosa, garantida pelo Ocidente democrático — que sonegam aos cultores de outras crenças?

O jovem Churchill, ele mesmo!, escreveu em 1899, no segundo volume de ‘"he River War – A Reconquista do Sudão”, o que segue:

“Como são terríveis as maldições que o maometismo impõe a seus adeptos! Além do frenesi fanático, tão perigoso num homem como a hidrofobia num cão, existe a apatia fatalista do medo. As consequências são evidentes em muitos países. Onde quer que os seguidores do Profeta governem ou vivam, há costumes imprevidentes, sistemas desleixados de agricultura, métodos atrasados de comércio e insegurança da propriedade. (…). O fato de que, no direito muçulmano, toda mulher deva pertencer a um homem como sua propriedade absoluta — seja uma criança, sua esposa ou concubina — retardará a extinção da servidão. E será assim enquanto o Islã for uma grande força entre os homens. Indivíduos muçulmanos podem demonstrar qualidades esplêndidas, mas a influência da religião paralisa o desenvolvimento social daqueles que a seguem. Não existe força mais retrógrada no mundo. Longe de estar moribundo, o islamismo é uma fé militante, de prosélitos. Ele já se espalhou por todo o centro da África, criando, a cada passo, guerreiros destemidos. Não estivesse o Cristianismo protegido pelos braços fortes da ciência — ciência contra a qual lutou em vão —, a civilização da moderna Europa já poderia ter ruído, como ruiu a civilização da Antiga Roma”.

Como ouso citar aqui a visão que o colonizador — no caso, o inglês Churchill — tem do colonizado? Pois é. Mergulho, assim, numa das farsas mais influentes do nosso tempo, cujo livro de referência é “Orientalismo”, escrito pelo palestino Edward Said. Pesquisem. A tese é conhecida, simplista e mentirosa: existiria um “Oriente” inventado pelo Ocidente (e já evidencio de modo muito simples por que Said é uma piada) como uma espécie de espantalho a justificar toda sorte de brutalidades. Essa suposta construção — da qual certamente a observação de Churchill faria parte — teria se dado ao longo de séculos, atendendo apenas a interesses muito objetivos, essencialmente econômicos e políticos.

Said é um farsante porque, convenham, não existindo razões para haver “um Oriente”, também não haveria para haver “um Ocidente”. Se cai o termo da equação de um lado, há de cair o seu correspondente no outro. Mas esse nem é o aspecto mais importante. Por mais condenável que fosse ou que tenha sido o colonialismo europeu, particularmente o britânico, nos países islâmicos, cumpre indagar: o que foi que eles fizeram dessa herança e em que medida a religião serviu para libertar ou para escravizar os povos?

A Folha de S.Paulo deste domingo publica um artigo asqueroso de Tariq Ali, escritor paquistanês que vive folgadamente na Inglaterra, misturando em doses idênticas esquerdismo rombudo, ódio irracional aos Estados Unidos e, como direi?, uma simpatia nada homeopática pelo terror. Segundo esse canalha intelectual, “as circunstâncias que atraem” os terroristas “não são escolhidas por eles, mas pelo mundo ocidental”. Entenderam? Tariq Ali não vive sob leis islâmicas, mas sob as regras da democracia do Reino Unido. Tariq Ali condena, claro, os assassinatos, mas acha que os verdadeiros culpados são as vítimas. Tariq Ali não é um líder religioso. Ao contrário: que se saiba, é comunista e ateu, mas entende as razões dos terroristas e aponta os culpados entre os mortos.

É claro que ainda voltarei muitas vezes a esse assunto. Encerro este texto indagando, uma vez mais, o que as diferentes lideranças muçulmanas, das mais variadas correntes, fazem de efetivo contra a suposta “islamofobia”. Se o Islã traz uma mensagem de paz, onde estão seus porta-vozes? Que venham a público não apenas para condenar os atentados covardes, mas para defender o valor essencial da liberdade. Não! Eu não sou “Charlie Hebdo” porque isso diz pouco do que sou. O “Charlie Hebdo” é que é parte do que nós somos. E nem sempre fomos assim. Nós nos tornamos assim! No século 17, ainda queimávamos hereges. No século 18, ainda cortávamos cabeças.

Eu convido o Islã a chegar ao século 21. Quem topa? Por Reinaldo Azevedo

A França vai à rua porque está cansada de carregar a suposta culpa da vítima. Ou: A culpa é dos terroristas, não da “direita”

A França tem 67 milhões de habitantes. Estima-se que 3,7 milhões — 5,5% da população — foram às ruas neste domingo para protestar contra os atos terroristas e em defesa da liberdade de expressão: é como se toda a Paris tivesse decidido marchar (2,2 milhões), com um acréscimo de 1,5 milhão… No Brasil, seria uma manifestação de 11 milhões — quase toda a cidade de São Paulo. Quarenta líderes mundiais estavam presentes e lideravam simbolicamente a marcha, que mal podia se mover. Nem a Paris de espaços tão amplos esperava por aquilo. De braços dados, caminharam François Hollande, presidente da França; Angela Merkel, a chanceler alemã; o primeiro ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e um de seus adversários no xadrez do Oriente Médio, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Em nova evidência — mais uma! — de que nunca esteve nem está à altura do cargo que ocupa, Barack Obama, o presidente dos Estados Unidos, se fez notar pela ausência.

A sociedade francesa dá, assim, um sinal de vigor na defesa de um dos valores essenciais da democracia: a liberdade de expressão. De vigor e de enfaro com a lógica do terror, que vai aos poucos sendo metabolizada e incorporada pela intelectualidade ocidental. As evidências de estupidez estão em toda parte.

Querem um exemplo? Na Folha desta segunda-feira, e historiador Daniel Serwer, professor de Gerenciamento de Conflitos na Escola de Relações Internacionais da Universidade Johns Hopkins, de Washington, concede uma entrevista sobre os atos terroristas na França. Afirma o seguinte, prestem atenção: “Os extremistas querem guerra. Para eles, se Marine Le Pen tiver mais votos, é ótimo, porque comprova a tese de que a França é tão ruim quanto eles pregam. Eles se alimentam da extrema direita. Também é mais fácil recrutar novos militantes com atentados de alto impacto — ainda que esses grupos não estejam tendo a menor dificuldade em recrutar novos radicais. Mas devemos nos perguntar o porquê disso”.

Serwer, que faz questão de deixar claro que é judeu — para que não pese, suponho, suspeita de que alimente alguma simpatia pelos extremistas islâmicos —, também acha, a exemplo do paquistanês Tariq Ali, que a culpa é das vítimas. Aplicando a sua fórmula ao conflito israelo-palestino, por exemplo, teríamos de chegar à conclusão de que o terrorismo do Hamas só existe por causa da direita israelense, e não porque os terroristas não aceitam, afinal, a existência do estado judaico. Se o partido de Marine Le Pen for esmagado nas urnas, o terror sai enfraquecido? Ora… O atentado acontece na França num momento em que a esquerda está no poder.

A verdade insofismável é que a França e a Europa como um todo têm tolerado, em nome da diversidade e dos valores do multiculturalismo, a intolerância das comunidades muçulmanas, que têm a ambição de viver segundo valores que desafiam as regras da democracia. Na entrevista, Serwer investe num mantra que tem servido para tentar “compreender” os atos terroristas: os muçulmanos na França, quase na sua totalidade de origem árabe, não gozariam dos mesmos benefícios dos cidadãos franceses.

É verdade! Mas será assim porque o país é relapso — não é!!! — ou porque a religião dessas comunidades se mostra incompatível com os valores de uma sociedade democrática e leiga? Bingo! Os imigrantes e seus descendentes custam os tubos ao estado de bem-estar social francês. E nunca será demais destacar que os únicos árabes que vivem sob um regime de liberdades públicas plenas ou estão em democracias ocidentais ou, vejam que coisa!, em Israel.

Quase quatro milhões de franceses foram às ruas porque estão cansados de carregar a suposta culpa das vítimas. Por Reinaldo Azevedo

Capilé, com seu borogodó, está de volta. E mais poderoso do que antes

Capilé, o homem do borogodó, está der volta. Mais poderoso do que antes
Pablo Capilé, aquele rapaz que diz coisas esquisitas sobre o incompreensível, mas com incrível capacidade de seduzir pessoas — vai ver é seu borogodó que tanto atrai Juca Ferreira, o ministro da Cultura —, está de volta. E mais poderoso do que antes. Agora o Fora do Eixo — um movimento suspeito de explorar até trabalho similar à escravidão — dá as cartas do ministério. Ao menos se tem uma verdade presente: trata-se apenas de um dos braços do petismo, como sempre afirmei aqui. Aquela história de que se tratava de um movimento da “sociedade civil” ou de um “coletivo cultural” sem vinculações partidárias era, enfim, uma farsa. Leiam trechos de reportagem da Folha:

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A produtora cultural Marielle Ramires, 34 anos, foi a Brasília para a posse da presidente reeleita, Dilma Rousseff (PT), no dia 1º. Chegou e ficou. Ficou para a passagem oficial do cargo de ministro da Cultura para Juca Ferreira (PT), marcada para esta segunda-feira (12). E deve ficar na capital por mais um bom tempo. Além de ser uma das fundadoras do Fora do Eixo, Marielle Ramires é uma das integrantes desse grupo que já estão dando expediente no Ministério da Cultura (MinC). Outra delas é Dríade Aguiar, 24 anos, cujo nome, ao lado do de Marielle Ramires, aparece registrado em atas de reuniões de transição que aconteceram durante toda a semana passada. As reuniões contam ainda com membros da equipe da ex-ministra Marta Suplicy (PT), que deixou o cargo em novembro, e com funcionários de carreira que trabalham no ministério. Nenhuma das duas integrantes do Fora do Eixo foram encontradas pela Folha para comentar. O Fora do Eixo é uma rede de grupos culturais que reúne cerca de 2.500 pessoas pelo País, criado pelo produtor cultural Pablo Capilé em Goiânia nos anos 2000. Controversa, a rede conta com estrutura em diversas capitais, reúne jovens que trabalham (e moram) em casas coletivas do grupo e promove eventos com e sem dinheiro público. Politicamente, o Fora do Eixo é considerado a principal renovação da militância jovem do PT. O contexto permitiu que membros do grupo tivessem canais de diálogo na Esplanada e fossem recebidos pela então ministra Marta Suplicy, mas eles não haviam sido incorporados à estrutura estatal. Agora, tudo indica que serão parte de um ministério (Cultura) cujo orçamento em 2014 foi de R$ 3,26 bilhões. Questionado neste domingo (11), o ministro Juca Ferreira não confirmou a participação do grupo nas reuniões ou na equipe. Juca afirmou não querer dar entrevista antes de sua posse. A ligação de Juca com o coletivo é notória desde 2012, quando ele assumiu a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo com uma equipe ligada ao Fora do Eixo. Depois, o grupo advogou pela sua volta ao Ministério da Cultura. Juca foi secretário-executivo de Gilberto Gil na pasta (2003-2008) e depois ministro da Cultura, de 2008 a 2010. Pablo Capilé, líder e fundador do Fora do Eixo, também teria frequentado o prédio do MinC na semana passada. Dois funcionários de departamentos diferentes relataram à Folha tê-lo visto no local em dias diferentes. Capilé negou que tenha estado lá. “É mentira. Faz dois anos que eu não apareço no MinC”, afirmou o produtor cultural no domingo (11): “Fui pra Brasília na posse da Dilma, fui pro Rio, fui pra São Paulo, fui pra Belo Horizonte, e voltei pra Brasília pra posse do Juca". “Eu acho que as pessoas não podem criminalizar a possibilidade de agentes da cultura poderem contribuir para as políticas públicas do Brasil. Não vou participar (da nova gestão no MinC). Mas se fosse, qual é o problema? Acho que não seria problema nenhum, só que eu não quero, eu não vou, tenho outras coisas para fazer, tenho um movimento junto com vários parceiros para tocar, estou muito confortável no lugar em que eu estou”, disse Capilé. (…) Por Reinaldo Azevedo

Ex-ministra da Cultura, Marta Suplicy envia à CGU documentos contra Juca Ferreira, atual ministro

A ex-ministra da Cultura, Marta Suplicy (PT-SP), enviou à Controladoria-Geral da União (CGU) documentos sobre supostas irregularidades em parcerias de R$ 105 milhões, firmadas pela pasta na gestão de Juca Ferreira, com uma entidade que presta serviços à Cinemateca Brasileira – órgão vinculado ao ministério com sede em São Paulo. O uso dessa verba está entre os “desmandos” que a petista alega terem sido cometidos pelo antecessor na Cultura, que reassume hoje o cargo. Em entrevista publicada ontem (domingo) pelo Estado, Marta chamou a administração de Juca de “muito ruim” e disse ter mandado ao órgão de controle interno do governo “tudo sobre irregularidades e desmandos” da primeira passagem dele pela Cultura. Auditorias da CGU apontaram problemas no uso de recursos do ministério pela Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC). A entidade atua como irmã siamesa da instituição, dando apoio aos projetos de preservação da produção audiovisual. A SAC recebeu R$ 111 milhões do Ministério da Cultura entre 1995 e 2010. Desse total, 94% referem-se a um termo de parceria executado na gestão de Juca. Um dos relatórios da CGU diz que a entidade foi contratada por escolha do ministério, sem consulta a outros interessados, e que projetos foram aprovados sem avaliação adequada dos custos. Os auditores constataram que a SAC dispensava irregularmente licitações para compra de materiais e contratação de serviços. Orçamentos para as compras eram genéricos, diz o relatório, não permitindo comparação com preços praticados no mercado e, em consequência, a avaliação de eventual superfaturamento. O relatório diz também que a entidade cobrava uma taxa para cobrir suas despesas com a administração dos projetos. Para a CGU, que determinou o ressarcimento, não foi devidamente demonstrada a composição dessa cobrança, que seria irregular. Para atividades de R$ 49 milhões, a taxa era de R$ 2,6 milhões. Houve favorecimento de funcionários da Cinemateca na execução dos projetos, segundo o relatório. A auditoria diz que o dono de uma empresa contratada pela SAC para coordenar atividades era servidor do órgão vinculado à Cultura. Segundo a CGU, a SAC não apresentou prestação de contas de despesas e o ministério não tomou providências: “Não houve apresentação, por parte do parceiro, de demonstração dos gastos e receitas executados nas ações pactuadas". As constatações da CGU já haviam sido fonte de crise no ministério. Em 2012, após tomar conhecimento do conteúdo do relatório, Marta demitiu a então secretária de Audiovisual, Ana Paula Santana, e outros dirigentes da área sob o argumento de que perdera a confiança na equipe. Ana Paula foi diretora de Programas e Projetos Audiovisuais na gestão de Juca. Em fevereiro de 2011, na gestão de Ana de Hollanda, ascendeu ao comando da secretaria. Também é atribuída aos problemas apontados pela CGU a exoneração do ex-diretor executivo da Cinemateca, Carlos Magalhães, em 2013. Por Fábio Fabrini, no Estadão.