sábado, 22 de outubro de 2011

Enem tem 25% de abstenção no seu primeiro dia

O Enem registrou 25,3% de abstenção em seu primeiro dia, informou neste sábado o Inep, instituto que organiza o Exame Nacional do Ensino Médio. No ano passado, o índice de abstenção registrado no primeiro dia de Enem foi de 27%. Os Estados com os maiores índices de falta foram o Distrito Federal (31,2%), Bahia (30,1%) e Roraima (29,4%). Os Estados com menor índice foram Piauí (19,6%), Acre (19,4%) e Santa Catarina (20,4%). O Inep avaliou que chuva intensa foi a responsável pelos índices da Bahia e de Roraima. No Distrito Federal, a temperatura média de 17ºC, muito baixa para a época, também pode ter influenciado. Nesta edição, 5,4 milhões de pessoas se inscreveram, um recorde para o exame.

Serviço secreto alemão informou local do esconderijo de Gaddafi

O ditador líbio Muammar Gaddafi foi localizado graças à ajuda do Serviço Secreto Alemão (BND), que conhecia seu paradeiro há semanas, segundo informação divulgada neste sábado pela revista alemã "Der Spiegel". A revista afirmou que o BND conhecia a localização exata de Gaddafi em Sirte graças à densa rede de informantes que possui na região. A "Der Spiegel" destacou que o serviço de inteligência alemão não informou aos aliados as coordenadas exatas do paradeiro de Gaddafi, mas que os dados fornecidos foram suficientes para localizá-lo com precisão. Além disso, a revista lembra que não é a primeira vez que o BND intervém discretamente em uma guerra e que já fez o mesmo no Iraque em 2003, apesar da recusa do então chanceler alemão, Gerhard Schröder, que a Alemanha participasse da invasão comandada pelos Estados Unidos. Naquela ocasião, o BND proporcionou aos serviços secretos americanos dados precisos sobre potenciais alvos militares em Bagdá para facilitar os bombardeios.

FHC evita críticas a Dilma, e diz que há "muita denúncia"

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso evitou criticar a decisão da presidente Dilma Rousseff de manter o ministro Orlando Silva (Esporte) no cargo após acusações de desvios milionários na pasta, mas disse que há "muita denúncia" no governo. Questionado sobre o assunto, Fernando Henrique Cardoso disse que era preciso "dar tempo ao tempo" e que acreditava que Dilma ainda estava "considerando" a situação do comunista Orlando Silva. "Eu sou ex-presidente e não tenho que opinar por uma coisa tão desagradável que é demitir alguém", afirmou ele. Já sobre a pressão para que a presidente troque o comando do Ministério do Esporte, Fernando Henrique Cardoso comentou: "Isso sempre foi assim. Quando saí uma denúncia é assim. O problema é que está tendo muita denúncia". O ex-presidente falou após participar do lançamento do portal tucano "Sua Metrópole", uma rede social do PSDB que irá promover debates para a eleição à prefeitura de São Paulo.

Lula manda recado ao PCdoB: “Vocês e o ministro têm de resistir”

O ex-presidente Lula pediu na sexta-feira a Orlando Silva e ao PCdoB para que resistissem às pressões e não entregassem o Ministério do Esporte. No fim do dia, Lula, que trabalhou ativamente nos bastidores pela permanência do comunista Orlando Silva no governo, ligou para o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, e reafirmou que o momento era de resistência. Após a conversa por telefone com Lula no início da noite, Rabelo abriu a 17ª Conferência Estadual do partido no Rio de Janeiro e destacou que o crescimento da pasta comandada por seu partido despertou a cobiça de vários setores. O evento se transformou em um ato de desagravo a Orlando Silva e reuniu parlamentares do PCdoB, inclusive de outros estados, e lideranças fluminenses de outros partidos da base de apoio do governo da presidente Dilma Rousseff, entre eles o PT, o PMDB e o PSB. Nas faixas espalhadas pelo auditório onde ocorreu a reunião, em um hotel no Centro do Rio de Janeiro, foram escritas frases de apoio ao ministro e ao partido e ataques à mídia. “Acabei de receber uma ligação telefônica do nosso ex-presidente Lula se solidarizando com nosso partido e com o nosso ministro Orlando Silva. Ele disse: ‘Vocês têm que resistir, o ministro tem que resistir’. E devemos. A história de nosso partido é a resistência. Nós temos que ter confiança na presidente Dilma Rousseff. Hoje nós temos uma relação de respeito mútuo com ela", afirmou Rabelo para uma platéia de cerca de 500 pessoas, entre filiados, militantes e representantes de 76 diretórios do PCdoB no estado do Rio de Janeiro.

“Nós vamos apurar que merda é essa; a coisa saiu do controle”

Do site do jornalista Reinaldo Azevedo: "Faz tempo que o Ministério do Esporte é um caso de Polícia… Federal!! Os próprios órgãos de fiscalização e controle do governo mais ou menos infensos aos esquemas organizados para roubar dinheiro público cobram a devolução de mais de R$ 40 milhões repassados a ONGs que não fizeram o trabalho para a qual foram contratadas. Boa parte delas tem algo em comum: são tocadas por pessoas ligadas ao PCdoB, partido do ministro Orlando Silva, que lotou a pasta de militantes da legenda, muitos deles ex-diretores da UNE, como ele próprio. É o comunismo de resultado… para os comunistas. Sucessivos escândalos deveriam bastar para que Silva ganhasse o olho da rua. Por muito menos, outros ministros, sem o pedigree esquerdista, foram demitidos. Na semana passada, VEJA trouxe o depoimento do PM João Dias Ferreira, dono de duas ONGs e íntimo da camarilha que comanda o Esporte desde os tempos de Agnelo Queiroz, antecessor de Silva e atual governador do Distrito Federal, um ex-comunista do Brasil que migrou para o PT. A denúncia caiu como uma bomba: segundo o policial, o chefe do esquema de desvios de recursos — cuja existência está mais do que provada — é o próprio ministro. Mais: ele teria recebido, pessoalmente, uma remessa de dinheiro na garagem do ministério. Bem, vocês conhecem a história. Silva ficou indignado e passou a exigir “as provas” — UM COMPORTAMENTO INAUGURADO POR JOSÉ DIRCEU NA ÉPOCA DO MENSALÃO. Explico mais adiante o que quero dizer com isso. Bem, não será por falta de provas que o ministro manterá o seu emprego. Se ficar no cargo, será APESAR DELAS. VEJA, mais uma vez, cumpre o seu papel, Queriam provas? Vamos lá. Na edição passada, a revista revelou que, no começo de 2008, o comando da PM do Distrito Federal abriu um processo por desvio de conduta contra conta João Dias. Em ofício ao Ministério do Esporte, quis saber o que havia contra um de seus homens. A resposta não foi boa: informou-se que ele devia, então, R$ 3 milhões para a pasta. O policial ficou furioso e foi tirar satisfações. Deu resultado. O ministério enviou novo informe à PM, retificando o anterior e limpando a sua barra. POIS BEM! VEJA TEVE ACESSO A GRAVAÇÕES FEITAS PELO PRÓPRIO POLICIAL. Uma reunião de abril de 2008 impressiona pela desfaçatez, pelo cinismo e pela sem-cerimônia com que essa gente trata o dinheiro púbico. Dois assessores diretos do ministro — Fábio Hansen (então chefe de gabinete da Secretaria de esporte educacional, que cuida do programa Segundo tempo) e Charles Rocha, então chefe de gabinete da secretaria executiva do ministério — dão a João Dias dicas de como fraudar o próprio ministério. Não só isso: fala-se abertamente de desvio de recursos e de como um militante do PCdoB embolsou R$ 800 mil. Todos riem. Leiam um trecho da reportagem de Rodrigo Rangel: "(…) João Dias estava preocupado com um documento encaminhado à Polícia Militar pelo ministério que o responsabilizava por irregularidades na execução do programa. Aquilo poderia custar-lhe o emprego. Os diálogos deixam claro que havia consenso entre as partes e que eles estavam ali para arrumar um jeito de salvar a pele do policial. “Eu só posso dizer a você duas coisas: primeiro, nós vamos apurar que m… é essa. A coisa fugiu do controle, e, por isso, estamos abrindo uma outra frente. Isso é um absurdo, está errado. Antes de mais nada, tá errado (…) Como é que você tá sendo cobrado em 3 milhões?”, diz Fábio Hansen na gravação. João Dias reclama da suposta traição e ameaça: “Nego tá querendo colocar a mão no ministro…”. “Porque, se eu quisesse me livrar, pegar os caras certos, nós pegaríamos”, diz o policial. A reunião avançou noite adentro e teve momentos de tensão. “O que nós estamos tentando aqui é tentar remediar a m… que foi feita”, diz Fábio Hansen. O “remédio” para o problema ele detalha em outro trecho da reunião. “A gente pode mandar lá um ofício desconsiderando o que a gente mandou”, sugere Charles Rocha. Hansen completa: “Você faz três linhas pedindo prorrogação de prazo”. Depois recomenda que se processe uma fraude, apresentando um pedido de prazo “com data anterior à notificação”. “Imediatamente a gente faz isso, passa por fax, para o mesmo que foi encaminhado o outro, e a gente manda um portador entregar (…) na mesma hora“, diz Hansen. O roteiro combinado foi seguido à risca. Dois dias depois, o ministério enviou à PM um documento pedindo que o anterior fosse desconsiderado. Detalhe: o convênio cujo prazo para prestação de contas estava sendo prorrogado nessa artimanha havia vencido dois anos antes". Voltei - Vocês estão lúcidos; leram isto mesmo: os então homens fortes de Orlando Silva se organizavam para fraudar as regras do ministério e proteger o malfeito. Na conversa, surge o nome de outro figurão no imbróglio: AGNELO QUEIROZ. Depois de comentarem às gargalhadas que Fredo Ebling, dirigente do PCdoB encarregado de arrecadar propinas entre as ONGs teria ficado com R$ 800 mil, Hansen comenta: “Nós conversamos com Agnelo hoje. O Agnelo estava indignado. O Agnelo nos chamou de moleques hoje. (…) O Agnelo ficou p., ficou indignado. Falou: ‘Vocês não sabem o estado em que está o João’”. Isso que vemos é só parte da safadeza. Orlando Silva está jogando para enrolar a platéia. Quando fica, com o seu samba de uma nota só, indagando onde está a prova, pergunta, no fundo, se existe algum recibo assinado por ele. Suponho que não! As provas, senhor ministro, são o conjunto de evidências — INQUESTIONÁVEIS — de que o senhor comanda uma máquina corrupta, organizada para assaltar os cofres públicos. As provas, senhor ministro, são os seus homens fortes ensinando como fraudar os mecanismos de vigilância do próprio ministério. As provas, senhor ministro, estão no arranjo feito para beneficiar um dos operadores do esquema que é agora chamado de “bandido”, mas um bandido muito íntimo — inclusive do seu antecessor! Ontem, a Secretaria de Comunicação da Presidência emitiu uma nota em que se atribui à presidente Dilma a seguinte fala: “Não lutamos inutilmente para acabar com o arbítrio e não vamos aceitar que alguém seja condenado sumariamente”. Todos têm direito à defesa, senhora presidente! A Constituição e os códigos pertinentes estão aí para cuidar desses assuntos. Aqui se cuida é de política. Uma das graves acusações feitas por João Dias Ferreira está devidamente comprovada. Ameaçada, a cúpula do Ministério do Esporte mudou um relatório para beneficiar alguém que estava sendo acusado de fraude. O bordão “Cadê a prova?”, fazendo de conta que política é arena criminal, é uma prática introduzida na vida pública por José Dirceu. A tramóia com dinheiro ilegal existia; ele era o chefão das personagens diretamente envolvidas com o mensalão; era quem fazia a coordenação política do governo; o escândalo ficou mais do que evidenciado em centenas de saques em dinheiro vivo feitos na boca do caixa; há a impressionante confissão de Duda Mendonça… No entanto, Dirceu grita até hoje: “Cadê a prova?”, como se uma tramóia política costumasse deixar atos de ofício. Na conversa do policial com os dois assessores diretos de Orlando Silva, fica claro que o ministro está na linha de tiro caso não façam aquilo que ele quer. E os dois fazem. Visivelmente, estão com medo do interlocutor. Silva faria um bem ao País, à Copa do Mundo e até a si mesmo se reconhecesse que não dá mais. É um pato manco. E algo me diz que isso é só o começo. Há gente no entorno de Dilma que acredita que o Ministério do Esporte tem de sair do radar do noticiário porque a chance de engolfar Agnelo Queiroz, e o PT, é gigantesca. Já se usa até uma metáfora: “Ele pode ser o José Roberto Arruda do PT”. Está sentado, aliás, na mesma cadeira. E só está porque o outro quebrou a cara. A situação está ruim para a turma. E pode piorar".

Motorista reafirma reunião entre Agnelo e ONGs

A iminente descoberta do esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo motivou uma reunião de emergência entre o então ministro do Esporte e atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e dirigentes de ONGs beneficiadas. Juntos, traçariam uma estratégia para evitar a publicação de irregularidades pela Veja e discutiriam o que fazer com o delator do esquema, Michael Alexandre Vieira da Silva, ex-funcionário do Instituto Novo Horizonte, uma das ONGs que recebeu recursos do programa. É o que afirmou Geraldo Nascimento de Andrade, que agora acusa Orlando Silva de participação no esquema. Segundo ele, Agnelo se reuniu com o PM João Dias Ferreira, dono da Febrak, Miguel Santos Souza, contador que fornecia notas fiscais falsas para acobertar os desvios, e dirigentes de outras duas ONGs que se beneficiavam do esquema. De acordo com o depoimento, a reunião ocorreu em abril de 2008 no endereço que servia de fachada para três empresas que forneciam notas fiscais frias usadas para comprovar o suposto cumprimento dos convênios firmados com o Ministério do Esporte. Geraldo Nascimento contou à Polícia Civil que na reunião foi debatida uma forma de arrecadar R$ 150 mil para tentar evitar a publicação da matéria pela revista Veja, baseadas nas acusações feitas por Michael. A matéria foi publicada em abril de 2008. Discutiriam também o que fazer com o delator. Algum tempo depois da reunião, João Dias encontrou-se com Michael. “João Dias lesionou a mão de Michael com o objetivo de forçar o mesmo a esclarecer com mais detalhes o que Michael teria dito à imprensa”, contou Geraldo Nascimento. Ele disse ao delegado responsável pelas investigações, Giancarlos Zuliani Júnior, que decidiu delatar o esquema porque soube, na semana anterior, da existência de um plano para matá-lo. Geraldo Nascimento foi contratado em 2005 por Miguel Souza para ser seu motorista. Meses depois, Miguel criou uma das empresas de fachada e queria colocá-lo como laranja. Inicialmente, o motorista se recusou, mas, sob a ameaça de demissão, acabou assinando os documentos e se tornando sócio da JG Comércio de Alimentos e Serviços Gerais, uma das empresas que fornecia notas falsas para o esquema.

Pastor afirma que Ministério do Esporte cobrou 10% para PCdoB

O fundador de uma igreja que recebeu R$ 1,2 milhão do Ministério do Esporte diz que foi pressionado a repassar 10% do dinheiro para os cofres do PCdoB, o partido que controla o ministério. “Veio um monte de urubu comer o filezinho do projeto”, disse o pastor evangélico David Castro, de 56 anos, que dirige a Igreja Batista Gera Vida, de Brasília. Ele diz que se recusou a pagar a propina. O ministério fechou convênio com a Igreja Batista Gera Vida no fim de 2006 para desenvolver atividades esportivas para 5.000 crianças carentes, dentro do programa Segundo Tempo. O projeto foi apresentado ao ministério pelo pastor Castro no início de 2006, quando o ministro era o atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, hoje no PT. Quando o convênio com a instituição foi assinado, em 14 de novembro de 2006, Orlando Silva já era o ministro. O dinheiro foi liberado em duas parcelas: a primeira seis dias depois da assinatura do convênio e a segunda em 2 de abril de 2007.

“Orlando Silva era o operador do esquema”

Em depoimento dado à Polícia Federal na última quarta-feira, o policial militar João Dias, delator do suposto esquema de corrupção no Ministério do Esporte, disse que foi informado por terceiros que aproximadamente metade do dinheiro desviado de convênios com ONGs ligadas ao PCdoB era destinada ao ministro Orlando Silva. “Parte dos valores recebidos pelo ministro era para proveito pessoal e parte para beneficiar o PCdoB”, afirmou. O depoimento durou mais de sete horas. João Dias detalhou o que seria um esquema de aparelhamento e arrecadação de propina que o PCdoB montou na pasta. Segundo o delator, pelo menos quatro remessas de dinheiro foram entregues na garagem do ministério e em uma delas Orlando Silva estava presente e teria baixado o vidro do carro para falar com o entregador. “É muito pouco provável que o ministro não tenha visto a entrega dos malotes”, ironizou João Dias. Ele disse que “todas as informações prestadas sobre coleta e distribuição dos recursos arrecadados foram prestadas por Célio Soares, Toni Matos (ex-jogador de futebol) e Michael Vieira, em conversas informais”. Os três seriam operadores do esquema. João Dias relatou que, em 2004, foi procurado por uma comissão de cúpula do ministério, comandada pela coordenadora-geral da Secretaria de Esporte, Ralcilene Santiago, que lhe propôs parceria com o programa Segundo Tempo. Em contrapartida, o policial teria de comprar materiais esportivos de fornecedores indicados pelo esquema e pagar uma fatia de 10% a 20% do valor do convênio a um escritório de advocacia designado pelo grupo. Metade do dinheiro arrecadado com o pedágio cobrado de João Dias e de outras ONGs, segundo o delator, seria destinada à estruturação do PCdoB no Distrito Federal. João Dias deveria desembolsar R$ 340 mil, 10% dos convênios assinados. O maior deles foi firmado em 2005 com a Federação Brasiliense de Kung Fu, no montante de R$ 2 milhões, mais R$ 400 mil de contrapartida da ONG de João Dias. Os recursos dos convênios, cerca de R$ 3 milhões, foram embolsados entre 2006 e 2008, inicialmente na gestão do ministro Agnelo Queiroz, hoje governador do Distrito Federal pelo PT. Mas os serviços não foram prestados e João Dias acabou preso em 2010 durante a Operação Shaolin, da Polícia Civil do Distrito Federal. Na ocasião, Orlando Silva era secretário executivo da pasta. A partir de 2008, quando ele já era ministro, o policial alega que começou a ser alvo de auditorias e inspeções, que culminaram com a exigência para que devolvesse os R$ 3 milhões. O policial militar disse que teve vários encontros com Orlando Silva durante a vigência dos convênios. O mais marcante deles teria ocorrido em 2008. Na presença de testemunhas, o ministro teria orientado João Dias a comprar quimonos do fornecedor Miguel Santos Souza, espécie de chefe de operação do esquema de captação de dinheiro desviado por meio de uma rede de laranjas. João Dias afirmou ainda ter ouvido diversas vezes de Ralcilene e de outros interlocutores que parte do dinheiro arrecadado ia parar no bolso do ministro: “Tenho certeza que Orlando Silva era o operador maior desse esquema”.

Gurgel envia ao STF pedido para investigar Orlando Silva

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, entregou na sexta-feira no Supremo Tribunal Federal um pedido de abertura de inquérito contra o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o governador do Distrito Federal, o ex-titular da pasta Agnelo Queiroz. No caso de Agnelo, Gurgel solicita que o Supremo avoque um inquérito que já tramita no Superior Tribunal de Justiça contra o governador, em cuja gestão no Esporte foram constatados desvios em convênios com ONGs. O procurador menciona, no pedido, “fatos amplamente noticiados pela imprensa”. A atitude de Gurgel torna ainda mais frágil a situação do comunista Orlando Silva.

Socialite Marta Suplicy acusa adversários dentro do PT de plantar mentiras

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) acusou "adversários" de “plantar mentiras” contra ela e afirmou que não cederá à pressão para desistir das prévias que escolherão o candidato do PT à prefeitura de São Paulo em 2012. Ela fez um desabafo na noite da última quinta-feira. Sem nominar rivais internos, ela afirmou: “Eles ficam plantando mentiras. Eu sou candidata, estou onde sempre estive”. Em seguida, ela disse ser mais popular entre os militantes do PT que votarão nas prévias do que o ministro Fernando Haddad (Educação), apoiado pelo ex-presidente Lula e pela maioria dos dirigentes do partido. “O Haddad tem os líderes, mas eu tenho a base”, disse a socialite petista Marta Suplicy.

Vereador de Taubaté se vangloria de hospedagem em hotel de luxo com dinheiro público

Comentários feitos em uma rende social pelo vereador Rodson Lima (PP), de Taubaté, cidade localizada a 134 quilômetros da capital paulista, geraram uma grande polêmica. O vereador se vangloriou de estar hospedado em um hotel cinco estrelas do Nordeste. E deixou claro que essa vida de luxo é paga com dinheiro público. Os comentários foram feitos em um grupo de discussão criado para debater as eleições municipais do próximo ano. Na última quarta-feira, Rodson Lima anunciou que estava hospedado em um hotel cinco estrelas do Sergipe, com piscina e vista para o mar. E disse que tudo isso era pago com o dinheiro público. E agradeceu ao povo por dar a ele uma vida de príncipe. Rodson Lima se explicou mais depois da postagem de seu comentário: "Eu descobri que o hotel é três estrelas, mas pra mim é como se fosse um palácio. Eu tô conversando com você na janela e tem uma piscina de 40 metros com cachoeira, é brincadeira? Vivo a vida de príncipe há 15 anos. Dois motoristas, assessores, celular, assessoria jurídica, gabinete com ar condicionado. Inclusive até postei assim: engenheiros que são formados por Harvard, Yale, Michigan não desfrutam disso que eu desfruto. É muita honra que o povo me dá. Eu sou eternamente agradecido". Rodson também disse que todos os vereadores, deputados e ministros levam essa vida de príncipe. Segundo o parlamentar, a diferença é que ele diz a verdade. O vereador responde a 14 processos na Justiça Eleitoral e está inelegível para a próxima eleição. Mas afirmou que pretende colocar os filhos dele na vida pública. Ele não é o único que pensa assim, de Norte a Sul do País.

Justiça ordena venda de bens de ex-reitor e de mantenedora da Ulbra

A Justiça Federal de Canoas marcou para 11 de novembro o primeiro dos quatro leilões para venda de bens da Comunidade Evangélica Luterana São Paulo (Celsp), mantenedora da Ulbra, e do ex-reitor da universidade, Rubem Becker. São imóveis e carros avaliados em R$ 5,6 milhões. Do ex-reitor, são duas salas comerciais em Canoas, uma casa em Xangri-lá e outra residência de luxo, em Gramado. Além disso, dois prédios avaliados em mais de R$ três milhões na Avenida Paraná, zona norte de Porto Alegre. Alguns carros antigos estão em nome de Becker, da empresa que ele possuía, a R.M.E, e da Celsp. Há ainda dois imóveis no bairro Mont'Serrat, em Porto Alegre, avaliados em R$ 430 mil, em nome da Comunidade Evangélica Luterana São Paulo. O dinheiro arrecadado será utilizado para abater parte da dívida bilionária que a União cobra judicialmente da Ulbra, da Celsp e de ex-dirigentes das instituições.

Ideólogo petista Emir Sader diz que Ana de Hollanda foi demitida

O Ministério da Cultura desmentiu a demissão de Ana de Hollanda do comando da pasta depois que o sociólogo e cientista política Emir Sader, ideólogo petista, informou, em seu Twitter, que a ministra havia sido demitida. Em seu comentário, o petista disse ainda que a deputada federal Jandira Feghalli, do PCdoB, assumiria a pasta em compensação à perda do Ministério do Esporte, ainda sob comando do comunista Orlando Silva, que enfrenta acusações de envolvimento em um esquema de desvio de recursos do Programa Segundo Tempo. Em resposta a Emir Sader, também pelo Twitter, Jandira Feghalli afirmou que "não é verdade". Segundo ela, o PCdoB está unido em torno de Orlando Silva.

Obras do Terminal Portuário do Mearim iniciam em 2012

O início das obras do Terminal Portuário do Mearim, no Maranhão, que será construído por meio de um consórcio entre a Vale e a Aurizônia Empreendimentos, holding do setor de energia, será em 2012. Segundo o presidente do terminal, Antônio Assumpção, a parceria com a Vale foi uma escolha "natural", já que a mineradora é a operadora ferroviária da região. Entre os potenciais clientes do terminal está o setor agrícola e o de celulose, disse o executivo, sem citar nome de empresas. "Essa é a nova fronteira do desenvolvimento brasileiro e carece de infraestrutura", afirmou. Apesar do executivo acreditar ser cedo para prever quando o terminal estará em operação, ele acredita que isso poderá ocorrer em 2015. "Várias etapas ainda precisam ser cumpridas para que o terminal venha a ser implantado efetivamente", disse Assumpção. Uma das dificuldades, segundo ele, é o período de chuvas na região. Dentre essas etapas está a finalização do projeto detalhado de engenharia, que, segundo o executivo, será responsabilidade da mineradora. O terminal também poderá ser responsável pelo transporte de produtos siderúrgicos, que poderão vir da produção da própria Aurizônia, que planeja há alguns anos uma usina siderúrgica no Maranhão. Há três anos, a expectativa era de que a Companhia Siderúrgica de Mearim (CSM) recebesse um aporte de US$ 5 bilhões para produzir dez milhões de toneladas de chapas de aço por ano. Na época o Terminal Portuário de Mearim havia sido orçado em R$ 500 milhões. A Vale e a Aurizônia assinaram no início do mês um contrato de outorga para a construção e exploração, em consórcio, do terminal.

Mária do Rosário quer comitês para ajudar a apurar torturas

Em debate sobre a Comissão da Verdade, que deverá ser aprovada na próxima semana no Senado, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, defenderam a criação de comitês e subcomissões que auxiliem na apuração de torturas e outros atos de violência cometidos principalmente no período da ditadura militar, de 1964 a 1985. Segundo a ministra, os grupos de trabalho atuariam na "retaguarda" da comissão, que, antes mesmo de ser criada, sofreu críticas de militantes dos direitos humanos por ter apenas sete integrantes e prazo de dois anos para concluir as investigações. Maria do Rosário informou que servidores federais poderão ser transferidos de outras instituições para o trabalho de investigação. Abrão defendeu a criação de 12 comitês temáticos que investiguem, entre outros assuntos, "atos de terrorismo de Estado" cometidos entre 1979 e 1985; o "financiamento privado da sociedade civil aos centros de tortura"; juízes e promotores que colaboraram para a prisão e condenação de opositores do regime; a colaboração brasileira com outras ditaduras latino americanas e um levantamento mais preciso do número de presos e torturados e das circunstâncias das mortes e desaparecimentos. Seria muito interessante se essas autoridades informassem o que constitui o crime de terrorismo. Até hoje, o regime petista se nega e opõe a tipificar o crime de terrorismo. E não é por acaso, é que muitos de seus principais líderes poderiam ser enquadrados nesta categoria. Terrorismo não é só o de Estado, tem também o terrorismo de esquerda. Maria do Rosário destacou o fato de que, ao contrário, das Comissões de Anistia e de Mortos e Desaparecidos Políticos, já existentes, a Comissão da Verdade terá poder de convocação de investigados e testemunhas e garantia de acesso a documentos. Embora o foco de investigação seja o período de 1946 e 1988, Maria do Rosário deixou claro que, para o governo, "o foco é a ditadura militar, não há dúvida sobre isso". Pela proposta de Paulo Abrão, cada integrante da comissão nacional, com exceção do presidente, ficaria responsável pela coordenação de dois comitês temáticos. "Os comitês autônomos, em todo o País, podem ser credenciados pela Comissão da Verdade para pesquisar, analisar, buscar informações e fazer oitivas. Além disso, temos uma rede nas universidades de observatórios da memória e da verdade. Também estimulamos que os Estados tenham comitês criados pelas Assembleias Legislativas", afirmou Maria do Rosário. Segundo a ministra, o número reduzido de integrantes da comissão teve a intenção de evitar processos muitos demorados. "É um número interessante para dar agilidade à comissão, que tomará decisões com uma boa retaguarda", afirmou Maria do Rosário. Essa gente está querendo tornar o Brasil em um enorme tribunal inquisicional.

Médico que especulou sobre saúde de Chávez deixa a Venezuela às pressas

Um médico que estimou em mais dois anos a sobrevida do ditador Hugo Chávez disse na sexta-feira que deixou a Venezuela, e fontes afirmaram que ele tomou essa decisão após a polícia revistar seu consultório. As declarações de Salvador Navarrete, que foi médico de Chávez durante vários anos, foram divulgadas na mídia mexicana, motivando uma grande polêmica sobre a saúde do presidente esquerdista, que passou neste ano por um tratamento de câncer e pretende disputar um novo mandato em 2012. Nesta semana, Chávez disse estar curado. Segundo Navarrete, o tumor abdominal que Chávez extraiu cirurgicamente em Cuba é "muito agressivo", e por isso "a expectativa de vida pode ser de até dois anos". "Os acontecimentos posteriores à entrevista me obrigaram a sair do país com a minha família de maneira abrupta, algo que não desejava e que não tinha planejado fazer", disse Navarrete em carta aberta publicada na sexta-feira. Porta-vozes do governo se disseram fartos dos frequentes rumores sobre a saúde de Chávez. Cilia Flores, líder do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, governista), qualificou a oposição de "necrófila" e "mórbida" por propagar o prognóstico feito por Navarrete sem ter examinado Chávez. Colegas do médico disseram ter presenciado como a polícia irrompeu no consultório de Navarrete, em uma clínica da zona leste de Caracas, para vasculhar prontuários e computadores. Uma fonte acrescentou que a casa de alguns parentes de Navarrete também foi revistada. O médico dividia consultório com um irmão e um filho.

Presidente da Abav vê obras em aeroportos como "remendos"

O presidente da Associação Brasileira de Agentes de Viagens (Abav), Carlos Alberto Ferreira, classificou as obras nos aeroportos brasileiros como "um remendo". Segundo ele, os aeroportos precisam receber atenção não por causa da Copa do Mundo de 2014, mas devido à demanda crescente do turismo nacional. Para Ferreira, o aquecimento atual do setor de turismo no Brasil demonstra que hoje já há uma estrutura precária nos aeroportos nacionais. "Há um gargalo forte por causa disso. O turismo cresceu e os gargalos apareceram", disse Ferreira. "Não se começou a fazer o que era para ter sido feito cinco anos atrás e agora, por questões de prazos, gasta-se mais dinheiro para uma coisa que é provisória, não é a solução definitiva", acrescentou. Para o presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio de Abreu, a solução improvisada não é tão ruim: "Acho que os puxadinhos e as construções adicionais não são uma má ideia. Não é o ideal, mas o factível". Segundo Abreu, na África do Sul, os vôos da Copa do Mundo de 2010 que atendiam aos torcedores eram majoritariamente de madrugada. "Aqui nós vamos fazer a mesma coisa, vamos viajar de madrugada. Não tem outra maneira". Abreu acha que o processo de privatização dos aeroportos é o caminho certo. Ele acredita que a privatização dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Viracopos "vai solucionar em parte" o aumento da demanda por vôos, pois os investimentos privados devem permitir o aumento da capacidade de passageiros dos aeroportos para a Copa de 2014.

Enem com 5,3 milhões de candidatos, e 46% têm mais de 21 anos

A terceira edição do novo modelo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começou neste sábado. Com histórico de vazamento, erros de impressão, brigas na Justiça e transtornos para os estudantes, a edição 2011 do Enem é mais uma chance de o governo federal consolidar o exame como substituto do vestibular. Em todo o Brasil, são 5.366.780 inscritos. Os candidatos enfrentam neste sábado 90 questões das áreas de ciências da natureza e ciências humanas. Neste domingo é a vez de linguagens, matemática e redação. Adotado como processo seletivo por dezenas de universidades, os mais de 5 milhões de inscritos representam um recorde para o exame. Não por acaso, tem merecido crescente atenção específica em escolas e cursinhos pré-vestibulares. Mapeamento dos inscritos mostra que 46% (o equivalente a 2,4 milhões de pessoas) têm mais de 21 anos. Dessas, 771 mil têm mais de 30 anos, o que responde a 14% do total. No Estado de São Paulo, que têm o maior número de inscritos no Enem, 13,4% deles têm mais de 30 anos. Há participação também grande de alunos procedentes do sistema de Educação para Jovens e Adultos (EJA). São 463 mil inscritos com essa características. A participação desse público no total de inscritos em cada Estado varia, em geral, entre 6% e 10%. Mas dois Estados têm mais de 20% dos inscritos vindos do EJA: Rondônia e Roraima, ambos na Região Norte do País.

Santander se livra de pagar R$ 3,9 bilhões à Receita Federal

O banco Santander se livrou na sexta-feira de uma salgada conta de R$ 3,95 bilhões. O valor é reclamado pela Receita Federal, que acusa os espanhóis de um abatimento irregular de impostos após a compra do Banespa em 2000. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), instância que julga processos envolvendo a Receita, discordou dos argumentos do Fisco e disse não ter encontrado ilegalidade na operação. Desde dezembro de 2008, a Receita Federal briga para receber quase R$ 4 bilhões do Santander por entender que o banco agiu ilegalmente ao abater do Imposto de Renda (IR) e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) uma parte do ágio pago na privatização do Banespa. Na ocasião, o Santander pagou mais de R$ 7 bilhões pelo banco paulista, valor 281% maior que o lance mínimo e bastante superior à oferta dos concorrentes. Pelas regras brasileiras, empresas podem abater dos tributos parte do valor pago na aquisição de outras companhias porque o Fisco entende a operação como "investimento". Nesses casos, até 34% do ágio desembolsado pode ser descontado do pagamento do IR e CSLL dos anos seguintes à operação. A Receita reconhece a existência desse benefício, mas diz que o caso não se aplica ao Santander porque a lei prevê o abatimento apenas para uma empresa com sede no Brasil que compra outra companhia no País. O benefício também alcança estrangeiros, mas desde que já estejam instalados em solo brasileiro. No caso julgado na sexta-feira, o Banespa foi comprado por uma unidade do Santander que havia sido aberta especialmente para o leilão. Até comprar o banco, a filial dos espanhóis não tinha empregados ou operação no Brasil, era apenas um registro. Imagine-se quanto não valeria um voto em um julgamento desses.

Ministro diz que Brasil não admite receber lixo hospitalar do Exterior

O ministro Alexandre Padilha (Saúde) disse na sexta-feira que o governo brasileiro não vai permitir a chegada de lixo hospitalar vindo de outros países. Padilha destacou os recentes acontecimentos, nos quais várias toneladas de lençóis, pijamas e outros materiais vindos de hospitais dos Estados Unidos foram encontrados em Pernambuco. “Nós não vamos permitir que qualquer País venha mandar lixo hospitalar para o nosso Brasil. A Anvisa e a Polícia Federal estão agindo sobre isso. Responsáveis que possam ter comprado esses lençóis usados em hospitais americanos para reciclar ou fazer tecidos serão severamente punidos, porque isso é uma prática ilegal”, afirmou. Segundo ele, serão criadas normas para a distinção de lixo hospitalar de doações de material novo. “Hospitais, às vezes, doam lençóis limpos, que não são lixo hospitalar, para instituições. A Anvisa está esclarecendo muito bem quais são as regras que caracterizam lixo hospitalar, para que as polícias proíbam a comercialização desses produtos”, concluiu. Pura lorota do ministro. Se forem abrir os contêineres que cada navio descarrega no Brasil, encontraram dezenas de milhares de toneladas de lixo todo dia, inclusive hospitalar. O Brasil virou a lixeira do mundo.

Câmara rejeita projeto que autoriza pais a lecionarem para filhos em casa

A Câmara dos Deputados rejeitou na sexta-feira o projeto de Lei que permitia o emprego do ensino domiciliar, para famílias que preferem ensinar seus filhos em casa a mandá-los para escolas (homeschooling). Segundo a decisão da Comissão de Educação e Cultura, a proposta terá de ser arquivada. O relator do texto, deputado federal Waldir Maranhão (PP-MA), defende que “as experiências em educação domiciliar no País desrespeitam a Constituição, o Código Penal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação”. O deputado tem muito a ensinar para o Brasil com o exemplo de sucesso da educação em seu Estado natal. O "homeschooling" é um sistema que privilegia a liberdade de escolha dos pais sobre o tipo de educação que querem dar a seus filhos. Pais com condições financeiras podem livrar seus filhos da doutrinação esquerdopata que é aplicada atualmente tanto nas escolas públicas quanto privadas. E ainda geram uma grande vantagem, por aliviar o Estado do custo da educação de seus filhos.

Ex-vereador é condenado a 14 anos de prisão por chefiar milícia no Rio de Janeiro

Preso desde 2009, Cristiano Girão Matias, ex-vereador do Rio de Janeiro e sargento do Corpo de Bombeiros, foi condenado a 14 anos de prisão, acusado de chefiar uma milícia no bairro da Gardênia Azul, em Jacarepaguá, zona oeste da cidade. Na sentença, o juiz Marco José Mattos Couto, em exercício na 2ª Vara Criminal de Jacarepaguá, condenou o militar pelos crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. O juiz disse ainda que o relatório da Polícia Federal e a análise patrimonial de Cristiano Girão deixam evidente o crime de lavagem de dinheiro: "O réu adquiriu vasto patrimônio, consistente em automóveis e imóveis e, além disso, constatando-se movimentação financeira incompatível com seus rendimentos lícitos. Diante de tamanha evidência, cabia ao réu desfazer tal presunção de ilicitude, comprovando que todo o seu patrimônio tem origem lícita, o que evidentemente não ocorreu". De acordo com a denúncia do Ministério Público, acatada pela Justiça, desde 1990, o bando cobra de comerciantes do bairro contribuições semanais, sob o pretexto do oferecer segurança, utilizando-se de ameaça, exercida com emprego de armas de fogo. A quadrilha ainda explora o transporte alternativo de passageiros, o comércio de botijões de gás e a distribuição clandestina de sinal de televisão a cabo. Os que se recusam a pagar são expulsos do local e até assassinados. Na mesma sentença, o juiz condenou também o policial civil Wallace de Almeida Pires, o Robocop, e Carlos Fernando de Souza, militar do Corpo de Bombeiros, a sete anos de prisão em regime fechado, além de Solange Ferreira Vieira, primeira mulher de Girão, condenada a quatro anos e oito meses de reclusão.

Comemorações da morte de Gaddafi terminam com 19 mortos na Síria

As forças de segurança sírias mataram na sexta-feira pelo menos 19 civis, onde o movimento que exige a queda do ditador Bashar al Assad ganhou um estímulo com a morte do líder líbio Muammar Gaddafi. Os Comitês Locais de Coordenação, que organizam dentro da Síria o movimento de contestação anti-Assad, comemoraram a morte do líder líbio deposto como uma "grande vitória da terceira revolução árabe, que envia sinais determinantes aos tiranos da região". Este é "um novo sinal do fracasso das iniciativas de segurança e militares frente à vontade dos povos que exigem a liberdade, a justiça e a igualdade", acrescentaram. O movimento geral da revolução síria, que reúne vários grupos sírios de oposição, revelou "similaridades entre as revoluções líbia e síria, que combatem a opressão e os assassinatos, a tirania, corrupção". Como ocorre em todas as sextas-feiras, milhares de sírios se manifestaram em diferentes pontos do país para pedir a queda do governo Assad e foram duramente reprimidos. Quinze civis morreram em Homs, um dos principais focos da revolta, dois deles atingidos por tiros disparados de um posto de controle militar, dois por um franco-atirador e seis durante ações realizadas pelas forças de segurança. Outros dois civis morreram em Hama (centro); um ao ser baleado por um franco-atirador e o segundo durante a dispersão de um protesto, segundo a mesma fonte, que também indicou a morte de um idoso atropelado por um veículo militar. No sul, outro civil morreu na região de Deraa, quando as forças de segurança dispararam contra um cortejo fúnebre que era realizado em Jasem.

Justiça Eleitoral de Minas Gerais rejeita contas do PCdoB

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais rejeitou na sexta-feira a prestação de contas do diretório estadual do PCdoB referente ao exercício de 2008 e determinou a suspensão das cotas do fundo partidário ao diretório mineiro da sigla durante 12 meses. A decisão do relator do caso, juiz Maurício Soares, foi seguida por todos os juízes da corte da Justiça Eleitoral mineira. "Depois da verificação do parecer do órgão técnico do TRE-MG, o relator considerou que houve falhas graves na prestação de contas do partido, como falta de documentos bancários e demonstrações contábeis, desrespeito às regras contábeis, não comprovação de doações recebidas e gastos efetuados e impossibilidade de aferição da origem e do destino dos recursos movimentados pela agremiação", informou a Justiça. A suspensão das cotas do fundo partidário por 12 meses foi o período máximo previsto na lei, já que foram "inúmeras irregularidades graves constatadas". A suspensão, contudo, pode se estender por prazo indeterminado até que o esclarecimento sobre recebimento de recursos de origem não identificada seja aceito pela Justiça Eleitoral. O partido terá ainda que depositar R$ 65.644,68, valor igual aos recursos de origem não identificada, no prazo de 30 dias do trânsito em julgado da decisão. O TRE informou ainda que o diretório do PCdoB em Belo Horizonte também terá os repasses do fundo partidário suspensos por 12 meses, mantendo decisão de primeira instância e do parecer da Procuradoria Regional Eleitoral.

Ministros do STF criticam operação-padrão dos juízes federais

A "operação-padrão" dos juízes federais voltou a ser alvo de críticas de ministros do Supremo Tribunal Federal. Nesta semana, a Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) afirmou que os juízes suspenderão até dezembro a publicação de citações e intimações de ações da Advocacia-Geral da União como forma de pressão por aumento de salário. No dia 30 de novembro, eles também prometem fazer uma paralisação, a segunda no ano. O ministro Ricardo Lewandowski afirmou que juízes não devem fazer greve. "É o próprio Estado fazendo greve, o que é uma contradição em termos", disse ele. Para o ministro, as reivindicações de aumentos salariais da categoria são justas. Ele, no entanto, diz que a melhor saída é a negociada: "O Conselho Nacional de Justiça tem poderes para tomar as medidas disciplinares apropriadas na eventualidade de os magistrados não cumprirem a lei". O ministro Dias Toffoli também disse não concordar com greve de juízes. Segundo ele, situações anteriores mostram que a "harmonia entre os poderes" é mais eficaz. "Vejo de uma maneira muito triste os juízes optarem por um caminho como esse", afirmou. O presidente do Tribunal Regional Federal 3ª Região (SP e MS), Roberto Haddad, classificou de equívoco a "operação-padrão": "Desgasta muito a imagem do juiz". Segundo ele, o boicote acabará beneficiando o governo.

Tribunal de Contas de Alagoas abre investigação para apurar desvios de sua própria folha de pagamento

O Tribunal de Contas do Estado de Alagoas vai abrir uma investigação interna para apurar as suspeitas de desvio de dinheiro de sua própria folha de pagamento. O tribunal é o órgão responsável pela fiscalizar dos gastos públicos do Estado. Imagine se não fosse.... Dois diretores do tribunal foram presos temporariamente pela Polícia Federal na quinta-feira, em uma operação que investiga a existência de um esquema de desvio no Tribunal de Contas de Alagoas. Isso continua acontecendo escandalosamente nos tribunais de contas do Brasil porque não há um órgão, como Conselho Nacional de Justiça, ou Conselho Nacional do Ministério Público, para controlar e fiscalizar a atuação dessas cortes. Hoje, quase metade dos conselheiros dos Tribunais de Contas do Brasil estão envolvidos em processos judiciais resultantes de investigações de ilegalidades. Um dia depois da operação da Polícia Federal, o presidente do Tribunal de Contas de Alagoas, conselheiro Luiz Eustáquio Tolêdo, disse que o tribunal está disposto a colaborar com as investigações de forma transparente para que o "episódio seja devidamente esclarecido". Só faltava não estar disposto.... Segundo investigação da Polícia Federal e Receita Federal, há nomes de pessoas mortas na folha de pagamento do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas. É bom não esquecer que foi nesse Estado que nasceu caçador de marajás, Fernando Collor de Mello. Há também a suspeita de superfaturamento dos valores informados à Receita dos descontos de Imposto de Renda nos salários de servidores. Com isso, as restituições da Receita eram mais altas do que a que tinham direito. A diferença era desviada pelo esquema. De acordo com as investigações, o valor desviados nos últimos seis anos pode chegar a R$ 100 milhões. Atuar sem fiscalização é um convite à roubalheira, e é o que ocorre nos tribunais de contas do Brasil. Mas, também não adiantará nada criar um Conselho Nacional dos Tribunais de Contas e das Procuradorias Especiais de Contas nos moldes do ultra-corporativo projeto de lei que tramita no Congresso Nacional.

Temer elogia adiamento de IPI e diz que alertou Mantega

O vice-presidente da República, Michel Temer, elogiou na sexta-feira a decisão da última quinta-feira em que o Supremo Tribunal Federal adiou a entrada em vigor do aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros importados. Ele disse que havia alertado o ministro Guido Mantega (Fazenda) que a mudança não poderia passar a valer de imediato: "Eu já tinha alertado o Mantega sobre isso". Temer chamou a decisão do Supremo de "acertada", pois "seguiu a norma constitucional de evitar surpresa". Conforme a Constituição, a norma deveria entrar em vigor depois de 90 dias de publicação", afirmou o vice-presidente durante palestra em um congresso sobre direito tributário, em São Paulo. A regra de elevar em 30 pontos percentuais a alíquota do IPI teria validade a partir de 16 de setembro, mas o Supremo entendeu que a medida do governo federal só pode entrar em vigor a partir da segunda quinzena de dezembro, respeitando-se o período de 90 dias.

Na Líbia, centenas formam filas para ver corpo de Gaddafi em mercado

Centenas de pessoas formaram filas durante toda a sexta-feira na cidade de Misrata para ver o corpo do ex-ditador da Líbia, Muammar Gaddafi, exposto sobre um colchão em uma sala refrigerada utilizada por bares e restaurantes de um mercado. Sem camisa e sapatos, sobre um colchão improvisado e sujo de sangue, o cadáver do ditador que governou o país por 42 anos com mão de ferro foi fotografado com câmeras e celulares por centenas de curiosos que aguardaram para passar pelo local. Marcas de tiros ainda estavam visíveis no lado esquerdo da cabeça, onde o projétil permanece alojado, no peito e também na barriga. É a barbárie mostrando a sua face.

Procurador-Geral da República diz que irregularidades no Ministério do Esporte estão espalhadas por todo o Brasil

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou, ao comentar as denúncias que envolvem o Ministério do Esporte, que "aparentemente as irregularidades têm caráter nacional". Ao final da inauguração da nova sede Procuradoria da República em São Paulo, na sexta-feira, o procurador-geral disse que pediu no mesmo dia a abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal sobre o caso por "entender que há indício, sim, de crime". "Solicitamos algumas diligências iniciais, por enquanto não são invasivas, como a quebra de sigilos, mas a reunião de uma série de documentos que se encontram no Tribunal de Contas e na Controladoria-Geral da União, no sentido de formar um quadro da situação das irregularidades e das autoridades envolvidas", afirmou. Segundo Gurgel, "o programa desenvolvido pelo Ministério do Esporte teria graves irregularidades não apenas no Distrito Federal ou em determinado Estado, mas praticamente em todo o País", disse o chefe do Ministério Público Federal.

Temer diz que Pelé é "grande nome" para Ministério do Esporte

O vice-presidente da República, Michel Temer, disse na sexta-feira que considera o ex-jogador Pelé um "grande nome" para comandar o Ministério do Esporte caso saia do cargo o ministro Orlando Silva (PCdoB), que enfrenta denúncias de corrupção. Temer fez a declaração após ser questionado sobre Pelé por repórteres: "Se houver substituição, é claro que o Pelé é sempre um grande nome. Além de símbolo, um grande nome". Pelé já foi o titular da pasta durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Sobre o destino do comunista Orlando Silva, o vice-presidente disse que a presidente Dilma Rousseff "está tomando todas as providências, sempre partindo da tese corretíssima da presunção de inocência". Ele descartou que a crise vá "embaraçar" a relação com a Fifa ou prejudicar a Copa do Mundo de 2014. Temer disse não saber se o PCdoB ficará com o Ministério do Esporte na saída do comunista Orlando Silva: "É uma coisa a ser decidida. Quer dizer, ainda não sei dizer".