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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Organização pede investigação independente de suspeita de morte por franco-atirador da polícia


A ONG de direitos humanos Human Rights Watch pediu uma investigação independente para a suspeita de que pelo menos duas pessoas foram mortas por franco-atiradores da Polícia Civil do Rio de Janeiro, em Manguinhos, em meados de janeiro. Relatos de moradores atestam que os tiros teriam partido de uma torre localizada no principal complexo da polícia, próximo à comunidade. “É imperativo que haja uma investigação independente desses assassinatos”, disse o diretor-adjunto da divisão das Américas da HRW, Daniel Wilkinson. Na última segunda-feira, técnicos da polícia civil realizaram uma perícia na favela, no local onde as duas pessoas foram mortas e uma terceira ficou ferida. Na semana passada, uma outra perícia tinha sido feita na torre da Cidade da Polícia – um complexo que reúne diversas delegacias especializadas e fica a 250 metros da favela. Os laudos devem ficar prontos em 30 dias. O Grupo de Atuação Especializado em Segurança Pública (Gaesp), constituído por promotores públicos encarregados de investigar abusos policiais, abriu formalmente uma investigação no dia 14 de fevereiro. Segundo as investigações, no dia 25 de janeiro, Carlos Eduardo Santos Lontra, de 27 anos, foi morto a tiros na favela. Quatro dias depois, Rômulo Oliveira da Silva, de 37 anos, foi morto com um tiro na cabeça no mesmo local. Um terceiro homem, um ajudante de pedreiro de 22 anos, foi baleado na cabeça no mesmo dia de Rômulo, mas sobreviveu. Ele contou a HRW que o tiro teria partido da torre da polícia. Vários outros moradores, inclusive uma mulher que estava sentada na praça quando o homem foi baleado, disseram também que o tiro teria sido disparado da Cidade da Polícia. 

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