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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Aloysio Nunes pede demissão do governo de São Paulo após operação da Lava Jato em sua casa

O presidente da Investe SP, Aloysio Nunes, pediu demissão do cargo nesta terça-feira, 19, após reunião com o governador João Doria (PSDB). A decisão foi tomada após Aloysio ter sido alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal, na 60ª fase da Operação Lava Jato. "O fato incontornável é a repercussão negativa desse incidente, que me mortifica a mim e à minha família, e que também pode atingir o governo de V. Exa. (Vossa Excelência)", escreveu o ex-chanceler, em carta a Doria. "Não tenho, em minha consciência, o que possa comprometer a lisura que sempre mantive com o padrão de minha conduta." A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 19, a Operação Ad Infinitum, fase 60 da Lava Jato, e cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Aloysio, entre eles o apartamento onde mora ex-chanceler, em Higienópolis. Segundo investigação da Força-Tarefa da Lava Jato, Aloysio teria recebido um cartão de crédito em dezembro de 2007 vinculado a uma das contas da offshore Groupe Nantes, controlada pelo ex-diretor da Dersa e operador do PSDB, Paulo Vieira de Souza. À época, Aloysio era secretário da Casa Civil do governo de José Serra (PSDB) em São Paulo e indicou Paulo Vieira de Souza para ocupar o cargo de diretor de engenharia da Dersa, estatal paulista responsável por obras viárias, como o Rodoanel. Documentos fornecidos pelo Ministério Público da Suíça mostram que o cartão foi enviado para Aloysio no Hotel Majestic, em Barcelona, na Espanha, onde ele ficaria hospedado entre os dias 24 e 29 de dezembro de 2007.

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