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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Doleiro afirma que deu R$ 1 milhão da CCR a operador do PSDB


O doleiro Adir Assad afirmou ao Ministério Público de São Paulo que repassou R$ 1 milhão da CCR ao ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza. A investigação tem como base acordo de leniência da concessionária com a Promotoria na área Cível. No termo, a empresa confessa pagamentos a pelo menos 15 políticos. “Pelo que me recordo, o total de comissões que recebi dos contratos da CCR girou em torno de R$ 9,2 milhões acabei repassando a Paulo Vieira de Souza o valor aproximado de R$ 1 milhão pelos serviços superfaturados da CCR”, afirmou. O doleiro ainda relata. “No período que fui apresentado ao senhor Renato Vale por Paulo Vieira de Souza posso afirmar que este último inclusive chegou a me chamar no telefone dizendo que estava no gabinete do governador do Estado para acertar negócios relacionados aos esquemas junto a empreiteiras”. Ele chegou a ser questionado se conheceu o ex-governador José Serra (PSDB), no cargo quando os pagamentos teriam ocorrido, mas negou. Segundo a Promotoria, a CCR admitiu ter pago de forma ilícita ao menos R$ 30 milhões para campanhas eleitorais de ex-governadores e deputados de São Paulo. Pelo menos 15 políticos são citados, entre eles os ex-governadores Geraldo Alckmin e José Serra, ambos do PSDB, o ex-ministro e secretário licenciado do governo João Doria (PSDB), Gilberto Kassab (PSD) e o deputado estadual Campos Machado (PTB).








Em outra investigação, no âmbito da Operação Lava Jato, Paulo Vieira de Souza foi preso nesta terça-feira, 19. A Lava Jato atribui ao ex-diretor da Dersa envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro da Odebrecht que abasteciam ex-diretores da Petrobrás e políticos, entre eles, o ex-senador e ex-ministro Aloysio Nunes Ferreira Filho (Relações Exteriores/Governo Temer), presidente da Investe São Paulo, empresa do governo João Doria. Segundo os investigadores, contas do ex-diretor da Dersa chegaram a ter a cifra de R$ 130 milhões na Suíça. Vieira de Souza também teria ocultado R$ 100 milhões em sua casa em São Paulo, que seriam usados para abastecer o doleiro Adir Assad, em pagamentos a diretores e gerentes da petrolífera, em nome da Odebrecht. Nesta investigação, Assad também colaborou e disse que estacionava uma van na casa de Vieira de Souza e chegava a carregá-la com malas de dinheiro.

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