Assine Vitor Vieira Jornalismo

domingo, 18 de novembro de 2007

Senador Heráclito Fortes rebate ministro e diz que CPI das ONGs protege cofres públicos de "aloprados".

O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) reagiu na sexta-feira à afirmação do ministro Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência da República, de que a CPI das ONGs foi instalada no Senado por uma idéia de "conservadores". O senador democrata disse que, ao contrário do que acredita o ministro, os "conservadores" responsáveis pela CPI querem reduzir irregularidades nos repasses federais a essas entidades. "Conservadores, sim, doutor Luiz Dulci. Conservadores de cofres. São os que não querem os aloprados invadindo os cofres públicos. A CPI não é dirigida a ninguém, mas também não vai proteger ninguém. Essa é uma CPI para ajudar o País a sair desta imoralidade que é o financiamento com recursos públicos de atividades inconfessáveis", reagiu Heráclito Fortes. Na quinta-feira, Dulci afirmou durante discurso na 13ª Conferência Nacional da Saúde que "forças conservadoras" foram responsáveis pela criação da CPI, que teve Heráclito como seu principal idealizador. "Quero lhe dizer, ministro Luiz Dulci, que há 76 conservadores no Senado da República, porque foram exatamente 76 as assinaturas que permitiram a abertura da CPI. Aliás, do seu partido PT, apenas dois não assinaram. Pergunte a eles os motivos", reagiu Heráclito Fortes. A CPI das ONGs foi instalada há um mês no Senado Federal, mesmo com forte pressão da base aliada para que não saísse do papel. Os governistas conseguiram manobrar para eleger o senador Inácio Arruda (PCdo B-CE) como relator da CPI depois do PMDB indicar o senador Valter Pereira (PMDB-MS) para o cargo. O governo pressionou o PMDB para desistir da indicação uma vez que o parlamentar integra a ala dos chamados "independentes" do PMDB. O governo Lula teme que a CPI das ONGs se transforme em disputa política entre governo e oposição, já que o DEM e o PSDB pretendem sugerir investigações sobre a Fetraf-Sul (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul) e na "Rede 13", organização que teve Lurian, filha do presidente Lula, entre seus dirigentes.

Nenhum comentário: