O megacampo petrolífero de Tupi, na Bacia de Santos ainda deverá demorar muito para começar a produzir, mas já é certo que a balança comercial brasileira, na próxima década, passará por uma verdadeira revolução, marcada pela drástica queda esperada para as importações. Além da esperada produção de óleo leve no campo de Tupi, dois outros fatores devem ser consideradas quando se analisa o futuro das balanças de petróleo e de petroquímicos. Em primeiro lugar, os fortes investimentos que a Petrobras vem fazendo para adaptar suas operações ao refino do petróleo pesado, de qualidade inferior, que o Brasil produz e exporta com deságio. Em segundo, os expressivos investimentos na construção de pólos petroquímicos para a produção de nafta, resinas e outras matérias-primas. O destaque, nessa área, é o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que deve entrar em operação em 2012 ou 2013. Em outras palavras, com o megacampo de Tupi e os bilionários investimentos da Petrobras para refino do petróleo pesado e de petroquímicos, a projeção é de queda substancial nas importações de petróleo, nafta e diesel. Neste ano, até setembro, por conta da alta importação do óleo leve, que o País ainda não produz, o déficit comercial da balança do petróleo estava em US$ 2,24 bilhões. Em 2006, fechou negativa em US$ 2,19 bilhões. “Essa questão do petróleo reduz a vulnerabilidade externa e é mais um ponto favorável ao Brasil na corrida ao grau de investimento", diz a economista Thais Zara, da Rosenberg & Associados. Ela acredita em preço do barril de petróleo no ano que vem esteja entre US$ 85 e US$ 100. Outro ponto que não pode ser descartado, segundo os analistas, é que o Brasil já é exportador de petróleo (364 mil barris por dia) do tipo pesado. E como a Petrobras é uma empresa aberta, preocupada com os interesses dos acionistas, levará em conta os preços internacionais do petróleo leve produzido em Tupi para decidir se voltará a produção para o mercado interno ou se exportará o óleo leve.Assine Vitor Vieira Jornalismo
domingo, 18 de novembro de 2007
Megacampo petrolífero de Tupi deverá produzir reduzir déficit da balança comercial do petróleo
O megacampo petrolífero de Tupi, na Bacia de Santos ainda deverá demorar muito para começar a produzir, mas já é certo que a balança comercial brasileira, na próxima década, passará por uma verdadeira revolução, marcada pela drástica queda esperada para as importações. Além da esperada produção de óleo leve no campo de Tupi, dois outros fatores devem ser consideradas quando se analisa o futuro das balanças de petróleo e de petroquímicos. Em primeiro lugar, os fortes investimentos que a Petrobras vem fazendo para adaptar suas operações ao refino do petróleo pesado, de qualidade inferior, que o Brasil produz e exporta com deságio. Em segundo, os expressivos investimentos na construção de pólos petroquímicos para a produção de nafta, resinas e outras matérias-primas. O destaque, nessa área, é o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que deve entrar em operação em 2012 ou 2013. Em outras palavras, com o megacampo de Tupi e os bilionários investimentos da Petrobras para refino do petróleo pesado e de petroquímicos, a projeção é de queda substancial nas importações de petróleo, nafta e diesel. Neste ano, até setembro, por conta da alta importação do óleo leve, que o País ainda não produz, o déficit comercial da balança do petróleo estava em US$ 2,24 bilhões. Em 2006, fechou negativa em US$ 2,19 bilhões. “Essa questão do petróleo reduz a vulnerabilidade externa e é mais um ponto favorável ao Brasil na corrida ao grau de investimento", diz a economista Thais Zara, da Rosenberg & Associados. Ela acredita em preço do barril de petróleo no ano que vem esteja entre US$ 85 e US$ 100. Outro ponto que não pode ser descartado, segundo os analistas, é que o Brasil já é exportador de petróleo (364 mil barris por dia) do tipo pesado. E como a Petrobras é uma empresa aberta, preocupada com os interesses dos acionistas, levará em conta os preços internacionais do petróleo leve produzido em Tupi para decidir se voltará a produção para o mercado interno ou se exportará o óleo leve.
Nenhum comentário:
Postar um comentário