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terça-feira, 20 de novembro de 2007

Relato de um típico caso de assédio moral no Banco do Brasil (23)

Para que o leitor de Videversus tenha clareza sobre os fatos. No dia 4 de dezembro de 2000, depois de chegarem a Jaguari, os quatro sherlocks do Banco do Brasil (dois advogados e dois auditores) foram até a casa do ex-funcionário Volmir Minuzzi que tinha dado um desfalque nas contas do Pasep. Quando começaram a “apertá-lo”, ele pediu para conversarem em outro lugar, porque sua mulher estava para chegar do trabalho. Ela é funcionária da Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul. Seguiram todos, então, para a “Prainha”, local à margem do rio Jaguari, que passa ao lado da cidade. Os vizinhos de Minuzzi acharam que ele estaria sofrendo um seqüestro, por causa da presença daqueles carros estranhos, e chamaram os policiais militares. A Brigada Militar os encontrou reunidos na “Prainha”. Lá, o “aperto” funcionou. Levaram Minuzzi até o cartório da cidade, onde o fizeram assinar uma declaração de confissão do crime e dos desvios de recursos, bem como o compromisso de devolver parte dos valores, uma casa e uma quantia em dinheiro. E foram embora. No dia seguinte, os “sherlocks” voltaram a Jaguari, porque Minuzzi queria tirar a casa do documento assinado em cartório, já que sua mulher tinha protestado. Foram novamente ao cartório, e Minuzzi substitui a casa por mais dinheiro em espécie. Nunca se viu coisa igual na vida: advogados do Banco do Brasil funcionaram como policiais federais, como juízes federais, e como fiscais da Receita Federal. Atropelaram todos os passos legais. Só mais de dois anos depois, sem que Volmir Minuzzi houvesse pago uma só das mais de 120 prestações para devolução do dinheiro é que o departamento jurídico do Banco do Brasil, em Santa Maria, tratou de ingressar com uma ação de cobrança contra ele, na Justiça estadual. E mesmo assim, já pediu para a ação ser suspensa. Ou seja, os desastrados “sherlocks” do Núcleo Jurídico de Santa Maria estão dizendo para todos os funcionários que podem dar um golpe no próprio banco, que nada vai acontecer. Tudo por o obra e conta dos advogados Paulo de Tarso Lorenzoni do Amaral e Paulo Brandão, e com a anuência do chefe regional do Jurídico do Banco do Brasil no Rio Grande do Sul, advogado Carlos Alberto de Oliveira. Não é mesmo uma maravilha?!!!!

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