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sábado, 10 de novembro de 2007

PT tenta reaver mandato da vereadora Soninha em São Paulo

O Diretório Municipal do PT em São Paulo protocolou no fim da tarde de quinta-feira uma representação no Tribunal Regional Eleitoral para reaver o mandato da vereadora Sonia Francine (PPS-SP). Depois de integrar o PT desde que se lançou na política, a apresentadora de televisão e blogueira do jornal Folha de S. Paulo passou para o PPS, já como pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo na eleição do próximo ano. Em um documento de 45 páginas, o PT argumentou junto ao tribunal que não houve causa que justificasse o desligamento da vereadora. O partido se apoiou, por exemplo, em um relatório de votações da vereadora na Câmara Municipal, que indica em todas as ocasiões uma posição coincidente com a da bancada petista. "São mais de 40 páginas que mostram que nunca houve nenhuma diferença ideológica entre ela e o PT que justificasse a saída", afirmou o presidente municipal do partido, Paulo Fiorilo. Soninha tem apenas pouco mais de um ano de mandato a cumprir na Câmara paulista. Ainda assim, o PT argumenta que a retomada da vaga é "fundamental para a democracia representativa do País e para o pleno desenvolvimento dos partidos e de suas ideologias". No texto encaminhado ao TRE-SP, a legenda afirma que a saída de Soninha visa inclusive a "enfraquecer a bancada do partido na Câmara Municipal". O texto do PT é guiado em parte pelo argumento de que, dentro do partido, sempre existiu o conceito de fidelidade partidária. "Há a consolidada compreensão que o mandato é entendido como algo coletivo, como instrumento de ação e construção partidária e o filiado, ao ser candidato, assina a Carta Compromisso, em que se compromete formalmente a renunciar do mandato que ocupa e pelo qual foi eleito pelo PT, caso desfilie-se do mesmo". Isso é uma bobagem, porque os ex-deputados federais Airton Soares e Bete Mendes saíram do partido e nada aconteceu. E eles saíram porque anunciaram que votariam em Tancredo Neves no Colégio Eleitoral para encerrar a ditadura militar. O PT era contra.

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