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sábado, 10 de novembro de 2007

Tribunal de Contas da União manda diretores da Fundação Banco do Brasil devolver R$ 5 milhões

O ministro Benjamin Zymler, do Tribunal de Contas da União, determinou que o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jacques Pena, e outros diretores devolvam aos cofres públicos ou que se defendam de duas auditorias que constataram o uso indevido de mais de R$ 5 milhões. Em uma delas, Pena e sete outras pessoas, entre elas os diretores executivos Almir Paraca Cardoso e Elenelson Honorato Marques, têm de ressarcir o Tesouro em R$ 1, 2 milhão. Segundo o ministro, os recursos foram transferidos a uma entidade privada sem contraprestação. A beneficiária, segundo o acórdão, foi a Cooperativa de Reciclagem e Compostagem da Costa do Sauípe Ltda. A outra cobrança feita ao presidente da Fundação Banco do Brasil, no valor de R$ 3,8 milhões, e aos diretores Almir Paraca e Jandir de Moraes Feitosa Júnior, refere-se aos recursos repassados aos convênios Geração de Trabalho e Renda em Economia Solidária e à Companhia Indústria do Nordeste Brasileiro - Usina Catende. A Usina Catende, na zona da mata de Pernambuco, foi desapropriada em outubro do ano passado pelo presidente Lula e entregue aos trabalhadores. Para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), as auditorias comprovam que as atividades da fundação merecem investigação profunda. "Pela fragilidade do depoimento de Jacques Pena, ficou óbvio que ali se pratica uma administração temerária", afirmou ele. No depoimento à CPI das ONGs, Pena não soube responder por que o balanço da fundação do ano passado não consta no seu site. Tampouco soube dizer quais são as entidades privadas beneficiadas pela entidade. Questionado por Álvaro Dias sobre o gasto de R$ 30,6 milhões no cartão Visa, em 2005, ele atribuiu a despesa "às muitas viagens a todos os Estados" patrocinadas pela Fundação Banco do Brasil. Pena tampouco conseguiu justificar o convênio de R$ 5,4 milhões com a ONG Unitrabalho, do amigo e ex-churrasqueiro presidencial Jorge Lorenzetti, o “aloprado” que chefiava o setor de espionagem política da campanha de Lula e que comandou operação para a compra do dossiê fajuto do empresário sanguessuga Luiz Antonio Trevisan Vedoin, que seria usado para prejudicar as campanhas dos candidatos do PSDB (Geraldo Alckmin e José Serra).

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