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sábado, 3 de novembro de 2007

Fiesp rebate crítica do governo ao "sistema S" e lembra que Lula foi aluno do Senai

O porta-voz da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, jornalista Ricardo Viveiros, rebateu na quinta-feira a declaração do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que defendeu a redução da alíquota de 2,5% sobre a folha de pagamentos destinada ao "sistema S" (Sesi, Senai, Sesc, Senac, Sest, Senat, Senar). A proposta faz parte da negociação do governo com o PSDB sobre o apoio do partido na votação da PEC. "Com todo respeito ao ministro Paulo Bernardo, que merece meu apreço e admiração, o assunto 'sistema S' não está em questão neste momento. O que está sendo tratado é a intenção do governo em recriar uma contribuição que por lei tem data para terminar em 31 de dezembro de 2007", disse ele. Segundo a Fiesp, o "sistema S" presta relevantes serviços à sociedade com recursos da indústria e tem fiscalização do Tribunal de Contas da União. "Os serviços prestados pelo 'sistema S' em todo o Brasil são nas áreas da educação, saúde, cultura, lazer, esporte e capacitação técnico-profissional”. Viveiros repetiu ainda duas frases que, segundo ele, ouviu do presidente Lula: "O Senai me tirou do salário mínimo" e "Depois da dona Marisa, o Senai foi a segunda coisa mais importante na minha vida". O porta-voz afirmou que para discutir o 'sistema S' "será importante saber da população que recebe os serviços o que pensa dele". "Só em São Paulo, o Sesi e o Senai oferecem 1 milhão de matrículas por ano em muitos municípios do Estado. Imagine se isso for cortado, o problema que causaria ao próprio governo”. É preciso dizer que nenhuma dessas matrículas é gratuita. Tudo é regiamente cobrado nas escolas e faculdades do sistema. Os trabalhadores são arrochados nessas faculdades do sistema S, como as do Senac, com preços iguais aos que são cobrados nas escolas privadas.

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