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domingo, 16 de setembro de 2007

Prefeito de São Paulo notificado por administrador gaúcho para anular seus contratos fraudados do lixo (8)

Mas o que se vê hoje, em São Paulo, são os dois consórcios, Loga e Ecourbis, destinando os resíduos da capital paulistana para o aterro sanitário da empresa Essencis, localizado na cidade de Caieiras (SP). Bem ao contrário do que o Tribunal de Contas do Município declarou. A Concessionária Loga tinha uma obrigação indeclinável, prevista no edital da concorrência e no contrato que assinou: teria de implantar um novo aterro na cidade de São Paulo. Em vez de fazer isso, passou a enviar ilegalmente o lixo recolhido em São Paulo para fora da cidade, o que faz há quase três anos. Ela passou a levar o lixo recolhido para um aterro fora da cidade (em Caieiras) que é controlado por empresas sócias no próprio consórcio Loga. E ela faz isso ao mesmo tempo em que os aterros existentes na cidade de São Paulo (São João e Bandeirantes) estão exauridos e já com suas paredes desmoronando. A Prefeitura Municipal de São Paulo, às custas do erário paulistano, dos contribuintes de São Paulo, vem pagando regiamente pela Concessão, sem adotar medidas enérgicas quanto às obrigações não cumpridas pela concessionária “Loga”, como a exigência do pagamento de suas outorgas e a instalação imediata de um novo aterro sanitário na cidade. Dentro desse preço pago ao consórcio está embutido o valor destinado à implantação do novo aterro sanitário de São Paulo, que criminosamente não é construído pelas empresas participantes dele. Este último detalhe é de suma importância: a construção do novo aterro sanitário na cidade, uma obrigação prevista no contrato, deverá levar anos, porque sua construção nem começou. O mesmo acontece com a concessionária Ecourbis Ambiental S/A, que deveria ter dado solução para o novo aterro de São Paulo correspondente ao destino final da sua região contratada na capital paulistana.

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