domingo, 25 de maio de 2014

CANDIDATO DE ALVARO URIBE SUPERA O PRESIDENTE JUAN MANUEL SANTOS E ELEIÇÃO NA COLÔMBIA VAI PARA O SEGUNDO TURNO

Com 93% dos votos apurados, a eleição presidencial colombiana apontava um segundo turno entre o candidato da oposição Óscar Iván Zuluaga (29,21%), apoiado pelo ex-presidente Álvaro Uribe, e o presidente Juan Manuel Santos (25,45%). O resultado determina um segundo turno com visões antagônicas sobre o acordo de paz negociado com a organização terrorista e traficante de cocaína Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde 2012. Santos e Zuluaga disputarão os eleitores dos candidatos do Partido Conservador, Marta Lucía Ramírez (15,58%), da esquerdista Clara López (15,36%) e do Partido Verde, Enrique Peñalosa (8,35%),. O candidato da coalizão de direita apresentava maior apoio no centro do país, enquanto Santos, representante de um agrupamento de centro-direita, vencia na costa e nas fronteiras. Santos lidera uma coalizão de centro-direita encabeçada pelo Partido de la U (Partido da Unidade, fundado por Uribe em 2005) que tem como mote a paz com a guerrilha. Mesmo em seus discursos no papel de chefe de Estado, Santos não dispensa a figura de uma pomba branca na lapela associada a sua campanha. Ex-ministro de Defesa de Uribe (2002-2010), encarregado de executar as missões que mataram alguns dos principais líderes das Farc, uma vez no poder Santos adotou a moderação na relação com o grupo armado e em temas de política externa. Normalizou as relações com a Venezuela e o Equador, rompidas no governo anterior. Durante a campanha, foi criticado pelos adversários por se apresentar como o único capaz de terminar com 50 anos de conflito armado no país. Zuluaga representa o Centro Democrático, que apesar do nome concentra o ideário mais à direita no espectro político colombiano. O partido foi criado em janeiro de 2013 por Uribe, que impedido de buscar um terceiro mandato tentou colocar na nova legenda seu nome.  Ex-ministro da Fazenda de seu mentor, Zuluaga subiu nas pesquisas eleitorais até o ponto de algumas o colocarem em empate técnico com o presidente e darem a ele pequena vantagem em um segundo turno. A ascensão coincidiu com as críticas ao ponto da negociação com as Farc que prevê penas leves para os líderes da guerrilha e sua inserção na política; 75% dos colombianos rejeitam o perdão aos narcotraficantes das Farc, segundo a Universidad de Los Andes. Zuluaga também exige uma trégua incondicional e um cessar-fogo completo das Farc, algo de que Santos abriu mão. Para seus opositores, na prática isso seria encerrar o diálogo de paz.

PT AGORA QUER A PERDA DO MANDATO DO DEPUTADO FEDERAL ANDRÉ VARGAS, O AMIGO DO DOLEIRO ALBERTO YOUSSEFF

O PT entrou com ação no Tribunal Superior Eleitoral, alegando quebra das diretrizes partidárias e abandono da legenda pelo deputado paranaense. André Vargas pediu desfiliação porque foi ameaçado de expulsão, mas agora o seu ex-partido usa a circunstância para atacá-lo. Vargas foi flagrado em diálogos com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro. O PT pressionou para que o parlamentar se desfiliasse para não gerar desgastes ao partido.

MORRE A QUARTA VÍTIMA DO ATAQUE TERRORISTA AO MUSEU JUDÁICO DA BÉLGICA

Morreu neste domingo o jovem que trabalhava como recepcionista no Museu Judaico da Bélgica, aumentando para quatro o número de mortos no atentado. O museu foi alvo de um atentado terrorista no sábado. Segundo o presidente da Liga Belga contra o Antissemitismo, Joel Rubinfeld, o funcionário, que chegou a ser internado em um hospital de Bruxelas, não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no início da tarde. As coleções do Museu Judaico mostram a vida e a história das populações judaicas da Holanda e da Bélgica desde o século 18. O museu está situado em um dos bairros de Bruxelas que atraem mais turistas, o Sablon, conhecido por suas galerias de arte e antiquários. O ataque também fez vítimas um casal de turistas israelenses e uma francesa.

POLÍCIA DE SÃO PAULO APREENDE DUAS TONELADAS DE MACONHA NA SEDE DA GAVIÕES DA FIEL, TORCIDA ORGANIZADA DO CORINTHIANS

A Polícia Civil de São Paulo apreendeu 1.930 quilos de maconha na noite de sábado no barracão da escola de samba Gaviões da Fiel, na Rua Cristina Tomaz, no Bom Retiro, região central de São Paulo. A Gaviões da Fiel é torcida organizada do Corinthians. O flagrante foi feito às 23h30, quando a droga era transferida de um caminhão para outro. Dois homens foram presos. Leandro Machado Barbosa, de 34 anos, com passagem na polícia por receptação, furto e porte de arma. Já Anderson dos Santos Correa, também de 34 anos, é comerciante e não tem registro policial. A droga está avaliada em 2 milhões de reais, segundo o delegado Ednelson de Jesus Martins. Davi Gebara, advogado da Gaviões, disse que a droga não foi apreendida dentro da quadra, mas na rua onde fica a escola. A polícia quer saber quem abriu o portão para entrada dos veículos. A droga chegou a São Paulo em um caminhão de soja com placas de Chapadão do Sul, no Mato Grosso Sul. Os criminosos já tinham retirado a soja e estavam passando a maconha para um caminhão-baú do tipo Veículo Urbano de Carga (VUC). De acordo com a investigação, uma parte da droga ficaria em São Paulo e outra iria para Carapicuíba, Itapevi, Barueri e Jandira, municípios localizados no entorno de Osasco.

A PETISTA DILMA ROUSSEFF TRAZ A INFLAÇÃO DE VOLTA E TUNGA R$ 73 BILHÕES DO BOLSO DA CLASSE MÉDIA

A escalada da inflação atinge de forma perversa a parcela da população brasileira que ascendeu para a classe C e passou a consumir produtos e serviços antes inatingíveis. O dragão abocanhou R$ 73,4 bilhões desse grupo nos últimos 12 meses, segundo estudo do Instituto Data Popular, feito a pedido do jornal O Globo. A classe C movimenta cerca de R$ 1,17 trilhão por ano, calcula o instituto. Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 6,28%, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A mordida no orçamento só não foi mais doída porque a renda da classe C continuou a subir. No entanto, ainda em fase de expansão, a nova classe média já está dividida. Boa parte se encontra em uma “zona de rebaixamento” e corre o risco de voltar à classe D por causa das condições da economia brasileira: combinação de inflação persistente e juros altos. Segundo uma estimativa construída pela corretora Gradual, dos 108 milhões de pessoas da classe C, cerca de 10 milhões estariam na fronteira da classe D e seriam mais vulneráveis a um rebaixamento. Elas ascenderam à classe média (grupo que, segundo os critérios da Data Popular, tem renda familiar de R$ 1.216,00 a R$ 4.256,00) com o aumento dos ganhos salariais no passado, mas ainda têm renda errante que pode diminuir ao sabor do quadro econômico. "O dilema na mesa do Banco Central é se deve controlar a inflação de serviços, que atualmente roda em 8,99%, por meio de uma elevação da taxa básica de juros a tal patamar que jogaria a nova classe C de volta ao subconsumo da classe D (com o aumento do juro, o crédito fica mais caro)", explica o economista-chefe da Gradual, André Perfeito. Na visão de Perfeito, o governo tem gasto além da conta e isso coloca combustível na inflação, que prejudica não apenas a classe média, mas principalmente os mais pobres. O presidente do Data Popular, Renato Meirelles, acrescenta que o debate tem de ser ainda mais amplo: a melhoria de vida da população passa necessariamente por aumento da produtividade e de investimentos. "Não dá para ficar apenas na corda bamba de segurar a demanda em um país que tem demandas tão reprimidas como o Brasil", afirma Meirelles.

O PT, QUE DÁ TUDO PARA OS BANDIDOS MENSALEIROS, AGORA COBRA NA JUSTIÇA O MANDATO DO AMALDICOADO ANDRÉ VARGAS, AQUELE QUE AFRONTOU O MINISTRO JOAQUIM BARBOSA

O PT entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral na sexta-feira pedindo a perda do mandato do deputado federal André Vargas (sem partido-PR) por infidelidade partidária. Flagrado em diálogos com o doleiro Alberto Youssef, pivô da Operação Lava Jato, André Vargas foi pressionado pela cúpula do partido a se desfiliar para evitar desgastes. O autor do pedido é o advogado do PT, Marcio Silva. Baseado na resolução que trata de infidelidade partidária, o PT alega quebra das diretrizes partidárias e abandono da legenda pelo deputado. "A resolução lista hipóteses de justa causa e não foi nenhuma delas que ele arguiu para sair do partido", disse Silva. A relatora do processo é a ministra Luciana Lóssio. No fim de abril, André Vargas pediu afastamento do partido para se defender das denúncias de seu suposto envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, acusado de comandar um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões. André Vargas criticou o partido: "O PT só me prejulgou neste processo. Foi mais duro comigo que os demais partidos com seus filiados. Aliás, foi mais duro comigo do que com parlamentares da oposição que já são investigados pelo Supremo".

PT DE GUARULHOS E AS CALÚNIAS CONTRA AÉCIO NEVES

Quem está por trás das baixarias contra Aécio Neves, que saem de dentro da Prefeitura Municipal de Guarulhos, um antro dos mais podres do petismo, denunciado em matéria publicada neste domingo na Folha de São Paulo? Segundo informa a imprensda cidade, os ataques caluniosos começaram quando Justino Pereira ainda era Secretário de Comunicação da prefeitura. E quem é Justino Pereira?


O prefeito petista Almeida, hospedeiro da sofisticada organização caluniosa contra Aécio Neves, ao lado da deputada petista Janete Pietá. Bem à direita, o profissional por trás de tudo: Justino Pereira, agora assessor de Haddad, antes assessor de Marta Suplicy.
Aqui Justino Pereira "toma aulas" com ninguém mais, ninguém menos que João Santana, o marqueteiro oficial de Lula e Dilma.
Elói Pietá
Com o petista Elói Pietá: auxiliar direto.

Justino Pereira é um petista que anda de um lado para o outro, nas administrações do partido do Mensalão na Grande São Paulo. Foi o Coordenador de Publicidade e Propaganda de Marta Suplicy, em suas duas gestões. Depois aboletou-se nas gestões petistas de Guarulhos, onde Elói Pietá foi prefeito por duas vezes. E continuou na nova gestão de Sebastião Almeida. Recentemente, voltou para a Prefeitura de São Paulo, justamente para "organizar" a comunicação de Fernando Haddad nas redes sociais. Imaginem  que vem por aí! O seu currículo na rede informa, ainda, que é jornalista, com Mestrado em Marketing Político. Atua desde 1994 como Coordenador-Geral e de Comunicação e Marketing em campanhas petistas para prefeito, vereador, deputado estadual e federal. É autor, junto com Elói Pietá, ex-prefeito de Guarulhos, do livro-reportagem “Pavilhão 9 – O Massacre do Carandiru”. Seu perfil no twitter, no entanto, está abandonado desde 2012.
Justino deixou em seu lugar, em Guarulhos, Jaime Aparecido da Silva, que também é um petista militante, um doador da campanha do atual prefeito em 2012, bem como da deputada Janete Pietá, esposa do ex-prefeito Elói Pietá, em 2010. Todos sabem que petistas doadores são militantes profissionais. Este blog não conseguiu descobrir se Jaime é irmão do presidente do PT de Guarulhos, Benedito Aparecido da Silva. O sobrenome é o mesmo. Jaime é um secretário de Comunicação discreto, era um interino, talvez por isso não foi possível encontrar a sua foto. O PT manda em Guarulhos desde 2001. Montou ali uma sofistica organização política que, ao que ficou provado, também inclui espalhar calúnias e mentiras sobre adversários.

Aliás, em 2011, Justino foi palestrante e um dos organizadores de um seminário voltado a ensinar "redes sociais" para a militância local. Uma das palestrantes foi a conhecida blogueira da sujosfera, Maria Frô. Na foto acima, com o sociólogo petista Sérgio Amadeu. Ao que tudo indica, em Guarulhos a militância a soldo, aboletada em cargos públicos, aprendeu direitinho as técnicas sujas que o partido vem praticando em todo o País. Tiveram bons professores e um líder capaz de tudo pelo PT: Justino Pereira. (CoroneLeaks)

REVISTA ÉPOCA REVELA QUE PAULO ROBERTO COSTA, EX-DIRETOR DA PETROBRAS, NÃO CONSEGUIU DESTRUIR AS PROVAS QUE TINHA EM CASA

A revista Época, na edição que está nas bancas, revela que Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, não conseguiu destruir as provas que tinha em sua casa e que foram encontradas pela Polícia Federal. A revista Época começa a contar, em reportagens dos jornalistas Diego Escosteguy e Marcelo Rocha, o que Paulo Roberto Costa queria destruir, e que tira o sono de muito político e autoridade em Brasília. Leia a matéria:

Desde que a Polícia Federal prendeu Paulo Roberto Costa, o ex-executivo mais poderoso da Petrobras, há duas semanas, Brasília não dorme. Dezenas de grandes empresários, entre eles diretores das maiores empreiteiras do país e das gigantes mundiais do comércio de combustíveis, todas com negócios na Petrobras, também não. Paulo Roberto Costa era diretor de Abastecimento da Petrobras entre 2004 e 2012. Era bancado no cargo por um consórcio entre PT, PMDB e PP, com o aval direto do ex-presidente Lula, que o chamava de "Paulinho". Paulo Roberto Costa detém muitos dos segredos da República - aqueles que nascem da união entre o interesse de empresários em ganhar dinheiro público e do interesse de políticos em cedê-lo, mediante aquela taxa conhecida vulgarmente como propina. E se Paulo Roberto fosse descuidado e guardasse provas desses segredos? E se, uma vez descobertas pela PE elas viessem a público? Pois Paulo Roberto guardou. Tentava destruí-las quando a Polícia Federal chegou a sua casa, há duas semanas. Mas não conseguiu se livrar de todas a tempo. ÉPOCA obteve cópia, com exclusividade, dos principais documentos desse lote. Foram apreendidos nos endereços de Paulo Roberto no Rio de laneiro, onde ele mora. Esses documentos — e outros que faziam parte da denúncia que levou Paulo Roberto à cadeia e ainda não tinham vindo a público -parecem confirmar os piores temores de Brasília. Paulo Roberto e o doleiro Alberto Youssef, também preso pela PF e parceiro dele, acusado de toda sorte de crime financeiro na Operação Lava lato, eram meticulosos. Guardavam registros pormenorizados de suas operações financeiras, sem sequer recorrer a códigos. Era tudo em português claro, embora gramaticalmente sofrível. Anotavam os nomes de lobistas e empresários, quase sempre os associavam a negócios e a valores em dólares, euros e reais. Os registros continham até explicações técnicas e financeiras das operações. Os valores milionários mencionados nos documentos, suspeita a PF - uma suspeita confirmada por três envolvidos ouvidos por ÉPOCA referem-se a propinas pagas pelas empresas, nacionais e estrangeiras, que detinham contratos com a área da Petrobras comandada por Paulo Roberto. Os papéis já analisados pela PF (há muitos outros que ainda serão periciados) sugerem que as maiores empreiteiras do país e as principais vendedoras de combustível do planeta pagavam comissão para fazer negócio com a Petrobras.
Para compreender o esquema, cuja vastidão apenas começa a ser desvendada pela PF, é necessário entender a função desempenhada por cada um dos principais integrantes dele. Como diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto fechava, entre outros, contratos de construção e reforma de refinarias (do interesse das empreiteiras brasileiras) e de importação de combustível (do interesse das multinacionais que vendem derivados de petróleo). Paulo Roberto assinava os contratos, mas devia, em muitos momentos, fidelidade aos três partidos que 0 bancavam no cargo (PT, PP e PMDB). Paulo Roberto garantia a Petrobras; lobistas como Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, e Jorge Luz, ligado ao PT e ao PMDB, cujos nomes aparecem nos papéis apreendidos, garantiam as oportunidades de negócio com as grandes fornecedoras da Petrobras - e, suspeita a PF, garantiam também possíveis repasses aos políticos desses partidos. Para a PF, a Youssef cabia cuidar do dinheiro. Segundo envolvidos, essa tarefa também cabia a Humberto Sampaio de Mesquita, conhecido como Beto, genro de Paulo Roberto. Ele o ajudava nos negócios e é sócio de uma empresa que tem contrato de R$ 2,5 milhões com a Petrobras. Eram uma espécie de banco do esquema, ao providenciar empresas de fachada para receber as propinas no Brasil e nos paraísos fiscais, ao gerenciar as contas secretas e a contabilidade e ao pagar no Brasil, quando necessário, a quem de direito.

Essa divisão de tarefas funcionou por muito tempo. E, suspeita a PF, enriqueceu essa turma. Entre os documentos que serviram de base para a prisão de Paulo Roberto, ÉPOCA revela com exclusividade as planilhas com pagamentos de grandes empreiteiras brasileiras à MO Consultoria, uma das empresas de fachada de Youssef. Foram feitos enquanto Paulo Roberto ainda estava no cargo, celebrando ou renegociando contratos com algumas dessas empreiteiras, responsáveis por construir refinarias no Brasil, notadamente a Abreu e Lima, em Pernambuco. Além de pagamentos da Camargo Corrêa e da Sanko, que já vieram a público, as planilhas revelam, de acordo com as suspeitas da PF, transferências milionárias de OAS, Galvão Engenharia e Jaraguá. No total, a PF identificou até o momento cerca de R$ 31 milhões em "pagamento com suspeita de ilicitude". Algumas dessas empreiteiras ganharam grandes contratos nas refinarias enquanto Paulo Roberto era diretor. A Jaraguá, conforme revelou ÉPOCA, foi a maior doadora da campanha dos deputados do PP em 2010.

Em 2012, quando Paulo Roberto foi demitido, tudo mudou. A presidente Dilma Rousseff e a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, nunca suportaram Paulo Roberto. Segundo interlocutores próximos das duas, ambas enfrentaram dificuldades para apeá-lo do cargo. Para ter uma noção da relevância da Petrobras na política do país, Dilma e Graça não tiveram força suficiente para nomear o sucessor de Paulo Roberto. No lugar dele, por indicação do PMDB, ficou José Carlos Cosenza, número dois de Paulo Roberto e homem de sua confiança. Nesse momento, os documentos apreendidos sugerem que o esquema tenha começado a enfrentar problemas. Tal versão é confirmada por cinco pessoas com conhecimento dessas operações, entre integrantes desse grupo, lobistas e deputados que sustentavam Paulo Roberto.

É sob essa luz que podem ser interpretados alguns dos documentos mais valiosos apreendidos pela PF com Paulo Roberto. Trata-se dos relatórios mensais entregues por "Beto" a Paulo Roberto. Para a PF, "Beto" é Alberto Youssef. Segundo outros envolvidos, "Beto" é Humberto, genro de Paulo Roberto. Os documentos são uma espécie de extrato de conta-corrente preparado por Youssef, que funciona como um "banquinho". Em vez de siglas incompreensíveis e taxas abusivas, aparecem neles não apenas valores atribuídos a depósitos e retiradas das contas, mas também o contexto das operações. Procurado por ÉPOCA, Humberto Mesquita afirmou que estava no trânsito e não poderia falar. "Não tenho nada a ver com isso, amigo", disse.

Os relatórios de 2013 (leia acima) sugerem que "Beto", seja ele o genro ou o doleiro, e Paulo Roberto gradualmente se afastavam. No mesmo momento, Youssef montava uma nova estrutura financeira para Paulo Roberto no exterior, com empresas de fachada offshore. Youssef buscava fechar contas nos paraísos fiscais que recebiam dinheiro de multinacionais. Apesar da saída de Paulo Roberto da Petrobras, contribuições ainda eram pagas - pois alguns dos contratos seguiam valendo. Ao fechar as contas que comandava em nome de Paulo Roberto - e das quais, suspeita a PF, retirava uma comissão -, Youssef montava uma operação independente para Paulo Roberto, com empresas de fachada offshore e outras contas secretas.

Em maio de 2013, segundo o relatório, Youssef ainda comandava quatro contas secretas em conjunto com Paulo Roberto: uma no banco UBS de Luxemburgo; outra no banco Lombard Odier, na Suíça; uma terceira no banco Itaú, não se sabe em que país; e a última no banco RBC, nas Ilhas Cayman. O relatório não é exato sobre o valor acumulado nessas contas. Somando apenas o saldo de algumas delas com os depósitos pagos naquele momento pelas empresas com negócios na Petrobras, chega-se ao total de US$ 3,7 milhões. A conta com maior saldo — US$ 2,42 milhões - está no RBC das Ilhas Cayman. A conta no Itaú referia-se, segundo o relatório, à empreiteira Alusa e tinha saldo de R$ 127.400 em agosto de 2011, quando Paulo Roberto estava na Petrobras. A Alusa firmou contratos de R$ 3,5 bilhões com a Petrobras nos últimos anos. O maior deles, de R$ 1,5 bilhão, foi firmado em 2010. Em 2008, a Alusa fechara um contrato de R$ 966 milhões para fazer obras na Refinaria Abreu e Lima.

Segundo "Beto" afirma nos documentos, a conta no UBS de Luxemburgo fora aberta em nome da empresa de fachada BS Consulting, com o propósito principal de receber dinheiro da GB Maritime, empresa que intermedeia o aluguel de navios para a Petrobras -área de Paulo Roberto. Naquele ano, a conta no UBS recebera US$ 560 mil da GB Maritime - o valor variava mês a mês, diz "Beto" nos documentos, em razão dos dias parados dos navios. "Beto" afirma que já dissera aos "gregos" que, a partir daquele momento, os depósitos na conta do UBS seriam apenas relativos à parte de Paulo Roberto; o que coubesse ainda a ele deveria ser pago em outra conta. Sugere ainda transferir a BS Consulting para o nome de Paulo Roberto. Quem são os gregos? Um é chamado de "Konstantinos". O outro de "Georgeus". A PF suspeita - e executivos da Petrobras corroboram essa suspeita - de que se trata de Georgios Kotronakis, um dos diretores da GB Maritime, que já trabalhou na Petrobras, e do pai dele, o cônsul honorário da Grécia no Brasil há mais de 30 anos, Konstantinos Kotronakis.

Konstantinos afirma que conheceu Paulo Roberto há seis anos, devido aos negócios da Petrobras com armadores gregos. "Inclusive fui muitas vezes à Petrobras tratar de navios, é tudo normal. Tenho de incentivar negócios entre Brasil e Grécia", diz. "O diretor costumava ir a cada dois anos a um evento de armadores de navios na Grécia."

De acordo com os registros de "Beto", a conta no UBS de Luxemburgo também recebia dinheiro da Glencore Trading, uma das maiores vendedoras de derivados de petróleo do mundo. A Petrobras compra muito dela. Naquele mês de maio, o depósito da Glencore, segundo o relatório, foi módico: US$ 9.973,29. "Só houve um negócio realizado", escreveu "Beto". A Petrobras também compra muito do combustível vendido no Brasil da Trafigura, a maior empresa independente de vendas de petróleo e minério do mundo. Ela tem escritório em 58 países e faturou em 2013 o equivalente a US$ 113 bilhões. No ano passado, seu lucro foi de US$ 2,2 bilhões, resultado influenciado pelos bons negócios que mantém no Brasil.

Os volumes atribuídos à Trafigura no relatório são bem maiores. Na posição consolidada em maio, Paulo Roberto tinha um saldo de US$ 446.800 e € 52.800 com a Trafigura. No caso da Trafigura, a conta que aparece está no banco Lombard Odier de Genebra. Segundo as investigações da PR o saldo deve-se sobretudo à compra de combustível da Trafigura. Naquele momento, o relatório diz que a Trafigura ainda tinha de pagar pelo contrato que a Petrobras tinha de aluguel de um terminal de tancagem de combustível em Suape, Pernambuco.

No relatório, "Beto" reclama da Trafigura. "Está inadimplente em 2013", escreveu. "Estou cobrando o Mariano. Disse que resolveu, mas ainda não tive confirmação do banco." Mariano, segundo as investigações, é Mariano Marcondez Ferraz, um brasileiro que ascendeu velozmente na hierarquia da Trafigura ao garantir contratos da empresa na África, sobretudo em Angola. Foi recentemente alçado à diretoria da empresa.

"Beto" não cuidava sozinho das relações com a Trafigura e da conta em Genebra. Aqui, segundo ele, entram o lobista Jorge Luz e seu filho, Bruno Luz - ambos o ajudavam. Jorge Luz é um dos mais antigos lobistas da Petrobras. No governo Lula, construiu boas relações com chefes do PMDB e do PT. No PMDB, é próximo do senador Jader Barbalho e do empresário Álvaro Jucá, irmão do senador Romero Jucá, dono de uma empresa que tem contratos na Petrobras. Também tinha boas relações com o presidente do Senado, Renan Calheiros. No PT, é ligado ao deputado Cândido Vaccarezza, um dos expoentes da ala conhecida como "PMDB do PT", que inclui os deputados André Vargas, José Mentor e Vander Loubet - um grupo que ainda tem influência na Petrobras, por meio de indicações políticas na BR Distribuidora, subsidiária da empresa. O que todos esses políticos têm em comum? O medo de uma CPI da Petrobras. Por isso atuam energicamente para derrubá-la.

A eficiência de Jorge Luz e "Beto" é inquestionável. Meses depois, em setembro de 2013, "Beto" informa, em novo relatório a Paulo Roberto, que a "inadimplência" da Trafigura foi resolvida. De US$ 446.800, o saldo da conta sobe para US$ 800 mil. "Depois de muita insistência e cobrança minha, o Mariano acertou o primeiro semestre de 2013", escreve. "Beto" aconselha Paulo Roberto a manter Bruno Luz, que assume os negócios do pai, como responsável diante da Trafigura. Naquele mês, ele afirma que, de todos os negócios de que eles se desfaziam, faltavam apenas aquelas duas contas - a conta que recebia dinheiro da Trafigura e a conta que recebia dinheiro da GB Maritime. "Se fosse possível resolver este ano (as duas últimas contas) seria bom, pois acabaria esta questão de relatório e, principalmente, não teria mais nada seu comigo", escreve no relatório.

O Range Rover que Youssef comprou para Paulo Roberto deve ser atribuído, de acordo com as investigações, a esse acerto de contas. Não se trata de um presente. Trata-se de dinheiro dele, Paulo Roberto, que tinha saldo no "banquinho" de Youssef. Apesar de liquidar as operações que tinha com Paulo Roberto, Youssef criou para ele, em 21 de abril do ano passado, uma empresa offshore no Panamá: a Sunset Global. Os documentos de constituição da offshore foram encontrados no escritório de Youssef e obtidos por ÉPOCA (leia na página 35). A mulher de Paulo Roberto, Marici da Silva Azevedo Costa, representa o marido na offshore. Com Youssef, a PF também apreendeu um instrumento particular por meio do qual a Sunset Global compra uma bela casa em Mangaratiba, no Rio. A casa custava R$ 3,2 milhões. A PF ainda não sabe se a operação foi feita. Sabe apenas que Youssef pretendia bancá-la, com dinheiro do próprio Paulo Roberto - uma maneira de esquentar os recursos.

Em depoimento à PF, Paulo Roberto nega qualquer irregularidade. Afirmou que conhecia o doleiro Youssef "quando ainda estava em atividade na Petrobras, mas apenas após sua aposentadoria (em abril de 2012) foi procurado por Youssef para prestação de serviço de consultoria no mercado futuro". Paulo Roberto insistiu ter recebido de Youssef o carrão somente por ter "prestado serviços". E Paulo Roberto produziu, durante a consultoria, algum tipo de relatório ou documento para Youssef? Ele respondeu que "a consultoria teria se dado principalmente por meio de reuniões presenciais e debates verbais".

Como acontece em investigações desse tipo, o essencial é seguir o caminho do dinheiro. Nesse caso, seguir o dinheiro recebido e pago por Youssef. No Congresso, Youssef é tido como "banquinho" de vários políticos. Na semana passada, o jornal Folha de S.Paulo revelou que André Vargas pegou carona num jatinho fretado por Youssef. O deputado se enrolou todo para explicar a relação com ele. Não é o único deputado que goza da amizade de Youssef. Segundo o depoimento de Leonardo Meireles, que trabalhava com Youssef e fez um acordo de delação premiada com a PF, Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro e deputado do PP Mário Negromonte, trabalhava no escritório de Youssef em São Paulo. Outros depoimentos confirmam o bico do irmão do ministro.

Seguindo o caminho do dinheiro de Youssef, a PF e uma possível CPI chegarão não apenas ao passado da Petrobras, mas também ao presente. Em 19 de setembro de 2012, a Investminas, do empresário Pedro Paulo Leoni Ramos, conhecido como PP, depositou R$ 4,3 milhões na conta da MO Consultoria - empresa de fachada usada pelo doleiro Youssef (leia acima). Por que isso é relevante? ÉPOCA mostrou, na semana passada, como PP, secretário de Assuntos Estratégicos no governo de Fernando Collor de Mello, intermedeia negócios envolvendo a BR Distribuidora. PP defende interesses de Collor e de políticos petistas - como o deputado André Vargas — que indicaram dirigentes para a empresa.

Descobriu-se, também na semana passada, que os tentáculos de PP e de seus sócios se estendem para além da área do petróleo. Em parceria com o governo federal, por meio da elétrica Furnas, empresas ligadas a PP arremataram um leilão para administrar a Usina de Três Irmãos, em São Paulo. A revelação dos sócios do fundo que se juntou a Furnas só ocorreu dias depois da concorrência. No dia do leilão, ninguém sabia quem estava por trás das empresas. O TCU suspendeu a assinatura do contrato atendendo a um pedido do governo paulista. Um dos sócios de PP na empreitada chama-se João Mauro Boschiero, colega de PP no governo Collor e número dois nas empresas de PP.

Todos os caminhos convergem para Youssef. As investigações da PF na Operação Lava Jato revelaram que Boschiero era próximo de Youssef. Boschiero foi flagrado em escutas telefônicas sugerindo que duas pessoas apagassem e-mail, também encaminhado a PP, sobre o laboratório Labogen, que tem Youssef como sócio oculto. "Pedro e Leonardo (além de todos os outros que receberam os e-mails abaixo). Deletem-no urgentemente. As citações que foram feitas derrubam nosso projeto", afirmou. O Labogen, que contava com laranjas de Youssef, estava prestes a firmar um contrato com o Ministério da Saúde para fornecimento de remédios. Boschiero, segundo o advogado de Youssef, é diretor do Labogen.

A Sanko informou que as datas e os valores de contratos não podem ser fornecidos, por questões de confidencialidade. A MO, segundo a Sanko, foi contratada para a execução de trabalhos técnicos, e a GFD para representação comercial. "Não vendemos diretamente à Petrobras nem a empresas estatais, mas a empresas e consórcios privados, que com frequência utilizam os tubos e conexões que lhes são fornecidos para obras da Petrobras." A Sanko não revela o nome de seus clientes. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Alusa Engenharia afirma que jamais fez repasses ou recebeu recursos de Paulo Roberto. "A empresa rechaça qualquer ligação com esse senhor." Afirma, também, não ter relação comercial ou pessoal com Youssef. O grupo GPI, do empresário PP, informou que não se manifestaria até que seus advogados tenham acesso às informações em poder da PF. Galvão Engenharia, Jaraguá, OAS e Trafigura não responderam até o fechamento desta edição. A Petrobras preferiu não se manifestar.

QUEM ESTÁ SURPRESO ERGUE A PATINHA!!! PREFEITURA PETISTA É APONTADA COMO FONTE DE OFENSAS A AÉCIO NEVES NA INTERNET

Ainda voltarei a este assunto, é claro! Leiam o que informam Daniela Lima e Alexandre Aragão na Folha :

Dados repassados à Justiça de São Paulo mostram que equipamentos e funcionários da Prefeitura de Guarulhos, comandada há 14 anos pelo PT, foram usados para criar páginas com ofensas ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) em redes sociais. Nome dos tucanos para o Planalto, Aécio é hoje o principal rival da presidente Dilma Rousseff (PT) na disputa. As informações chegaram ao Judiciário depois que o senador abriu um processo contra 27 empresas que prestam serviços relacionados à internet e conseguiu uma decisão que as obrigou a quebrar o sigilo contratual de clientes.
A intenção do tucano era descobrir quem estava por trás de páginas com o nome “Aécio Boladasso”. Criados em novembro passado no Twitter e no Facebook, os perfis falsos a princípio se mostravam favoráveis ao senador — uma versão tucana da “Dilma Bolada”, que faz publicidade da presidente nas redes. Logo, no entanto, passaram a criticar Aécio Neves e relacioná-lo a hábitos como o consumo de álcool. Ainda em novembro, o tucano acionou o principal escritório de direito digital do País – 27 advogados estão cadastrados para seguir sua cruzada judicial. (…) A Folha acessou o processo na Justiça e fez cruzamentos com os dados fornecidos, chegando à localização dos imóveis e às profissões de alguns dos citados no caso. Só a partir da sede da Secretaria de Comunicação Social de Guarulhos as páginas contra Aécio Neves foram manipuladas 81 vezes em 20 dias. Há ainda entre os criadores do perfil uma funcionária da prefeitura, Nataly Diniz, que usou o celular para administrar as páginas. (…) Por Reinaldo Azevedo

PP, PMDB, PSD, PR..... FATIAS DE PARTIDOS DA BASE ALIADA COMEÇAM A ABANDONAR DILMA ROUSSEFF

Aécio na coletiva de imprensa, ao lado de Ana Amélia, no Rio Grande do Sul (Foto: Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS)
Aécio na coletiva de imprensa, ao lado de Ana Amélia, no Rio Grande do Sul (Foto: Tadeu Vilani/Agência RBS)
No papel e no horário eleitoral, por enquanto ao menos, a presidente Dilma Rousseff dispõe de um latifúndio. Na prática, como diria aquele, é “menas verdade”. O tucano Aécio Neves esteve neste sábado em Porto Alegre para o pré-lançamento da candidatura da senadora Ana Amélia (PP) ao governo do Rio Grande do Sul. Embora o partido da senadora, oficialmente, faça parte da base aliada a Dilma, PP, PSDB e Solidariedade (SDD) gaúchos estarão juntos na disputa local e na nacional. O evento ocorreu na Assembleia Legislativa.
Segundo a última pesquisa Ibope, o governador Tarso Genro (PT), que concorre à reeleição, tem 31% das intenções de voto, contra 38% de Ana Amélia. O PP, um dos partidos mais bem estruturados do Rio Grande do Sul — conta 136 das 497 Prefeituras —, tinha pouco mais de um minuto de tempo de TV. Com o apoio das duas legendas de oposição, ganhará quase quatro minutos a mais. Para o senador tucano, o apoio é importantíssimo: o PSDB tem apenas um deputado federal do estado e 21 prefeituras.
Aezão
No Rio, será lançado no dia 5, informou o Globo, o “Movimento Aezão”, composto de fatias do PMDB e de partidos da base aliada ao governo do Rio que aderiram à campanha de Aécio Neves à Presidência. Além de peemedebistas, estarão presentes representantes do PP, do PSD (que já anunciou apoio a Dilma) e do PPS (que está com Eduardo Campos). O evento foi anunciando anteontem pelo próprio Aécio: “Vamos reunir centenas de lideranças políticas, prefeitos, deputados; esses partidos vão reunir suas bases. Eu diria que é realmente o start da nossa campanha no Rio. É a nossa grande largada”.
Oficialmente,  Pezão apoia a reeleição da presidente. Indagado se convidaria o governador para o encontro, respondeu o tucano: “Pezão é o anfitrião não desse ato, mas do Rio. Esse conjunto de partidos, pelo menos uma parte importante deles, apoia o Pezão. É um movimento de apoio à nossa candidatura e à do Pezão”.
Dissidências
O Planalto está preocupado com as dissidências. A resposta a esse tipo de movimento é sempre muito difícil. Se o partido se deliga da base e passa a apoiar um candidato adversário, a reação é a óbvia: cortam-se os cargos e pronto, e a legenda passa para ao campo adversário. Sem o rompimento formal, não há muito o que fazer. Se o Planalto decide endurecer, a coisa pode piorar.
Nas três últimas eleições presidenciais, o PSDB é que via aliados seus se desgarrando e indo para o campo adversário; o PT, ao contrário, só recebia adesões. Hoje, a situação é inversa. Antes dado como certo, o apoio do PR à reeleição de Dilma também é considerado incerto pelo Planalto. Por Reinaldo Azevedo

A PETISTA DILMA REBATE RONALDO FENÔMENO E DIZ QUE BRASIL NÃO TEM PORQUE SE ENVERGONHAR DA COPA

A presidente petista Dilma Rousseff afirmou neste sábado que o Brasil não tem "complexo de vira-latas" e nem que deve se envergonhar da organização da Copa do Mundo, depois que o ex-atacante da seleção brasileira Ronaldo Fenômeno disse à Reuters que se sentia "envergonhado" com os atrasos para os preparativos do Mundial. “Tenho certeza que nosso País fará a Copa das Copas. Tenho certeza da nossa capacidade, tenho certeza do que fizemos. Tenho orgulho das nossas realizações. Não temos por que nos envergonhar e não temos complexo de vira-latas”, afirmou a presidente, sem citar Ronaldo, em discurso no Congresso Nacional da União da Juventude Socialista, em Brasília. Os preparativos do Brasil para a Copa do Mundo, que será disputada de 12 de junho a 13 de julho, têm sido problemáticos. Apenas dois dos 12 estádios ficaram prontos no prazo determinado pela Fifa, enquanto muitas obras em aeroportos e de mobilidade urbana atrasaram e outras foram abandonadas. A reação da presidente ocorre também no momento em que o governo federal se esforça para impedir que a imagem sobre a organização do Mundial prejudique as pretensões de reeleição de Dilma.

ATENTADO TERRORISTA EM MUSEU JUDAICO NA BÉLGICA DEIXA TRÊS MORTOS PELOS DISPAROS DE BALAS

Três pessoas morreram, e uma ficou gravemente ferida em um tiroteio neste sábado no Museu Judaico da Bélgica, no coração de Bruxelas, provocando comoção na comunidade judaica local e em todo o país. "O rei Philip soube, com consternação, do tiroteio. Apresenta suas condolências às famílias das vítimas. O rei está indignado com esse ato violento que afeta a comunidade judaica", anunciou o Palácio Real neste sábado à noite. Um suspeito, que foi detido no fim da tarde deste sábado e interrogado, admitiu que estava presente no momento do tiroteio, informou o Ministério Público de Bruxelas. Os investigadores continuam procurando um segundo suspeito que, de acordo com as câmeras de vigilância, deixou o local a pé, após o tiroteio. "Está se fazendo tudo para identificar e prender o autor, ou os autores desse drama", garantiu o primeiro-ministro belga, Elio Di Rupo. O ataque aconteceu pouco depois das 16 horas (11 horas de Brasília), no bairro de Sablon, muito frequentado por turistas em busca das lojas de antiguidades. A polícia cercou a área, e a segurança foi reforçada em todos os lugares relacionados com a comunidade judaica no país. Testemunhas informaram que viram dois homens. Um teria se aproximado do veículo, estacionado em fila dupla, enquanto o outro, que levava "um saco preto", abriu fogo na entrada e, depois, nas salas do museu. Duas mulheres e um homem, que foram atingidos "no rosto e na altura da garganta", morreram na hora, ou pouco depois da chegada dos socorristas. Uma quarta pessoa ficou gravemente ferida. "Nosso país e todos os belgas, independentemente de seu idioma, sua origem, ou suas crenças, estão unidos e são solidários frente a esse odioso ataque em um lugar cultural judaico", disse o primeiro-ministro Di Rupo.
"São quatro vítimas inocentes. E esse é um lugar profundamente simbólico. O governo expressa todo seu apoio à comunidade judaica do nosso país", frisou o premiê. Algumas autoridades judiciais e políticas belgas chegaram a evocar um possível ato antissemita. Embora tenha dito que ainda é muito cedo para determinar que se tratou de um ataque de motivação antissemita, a ministra belga do Interior, Joelle Milquet, comentou que, levando-se em conta o local, "há fortes razões para supor que sim". O presidente do Congresso Judaico Mundial, Ronald S. Lauder, denunciou esse "ato odioso e terrorista". "Dois anos depois dos selvagens assassinatos de Toulouse (França), trata-se de um novo exemplo de até onde o ódio e o antissemitismo podem levar", criticou o Congresso Judaico Europeu. O chanceler belga, Didier Reynders, que estava em Sablon, foi um dos primeiros a chegar ao museu. "Estou consternado com os assassinatos cometidos no Museu Judaico. Penso nas vítimas que eu vi e em seus familiares", desabafou. O ministro Reynders manteve prudência ao comentar a hipótese de ato antissemita, "mas é óbvio que pensamos nisso". "É um ato terrorista. O assassino entrou deliberadamente em um museu judaico", assegurou o presidente da Liga Belga contra o Antissemitismo (LBCA), Joël Rubinfeld, sem qualquer dúvida sobre a natureza do ato. "Infelizmente, isso poderia acontecer. Houve uma libertação do discurso antissemita. É o resultado de um ambiente que destila o ódio", afirmou o presidente da LBCA. Na mesma linha, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanayhu, considerou que o ataque é resultado "da incitação ao ódio permanente" contra os judeus e contra Israel. "Continuamos ouvindo calúnias e mentiras contra o Estado de Israel em solo europeu, ao mesmo tempo que se ignoram, sistematicamente, crimes de lesa-humanidade e atos letais cometidos em nossa região", acusou Netanyahu, em um comunicado divulgado neste sábado. Alguns tons acima, o ministro israelense das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, líder de um partido ultranacionalista, acusou de ser "puramente antissemita e apenas isso" o "ativismo 'pró-palestino', que, novamente, como nas épocas mais obscuras, convocou o boicote 'aos produtos judaicos' e atua com agressividade contra a única democracia do Oriente Médio". O presidente francês, o socialista François Hollande, também condenou "a matança assustadora" no museu, manifestando aos belgas a "solidariedade" da França. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, denunciou esse ataque cometido "contra os valores da Europa". Que valores da Europa?!!! Há pouco mais de 60 anos, essa Europa gerou os valores do nazismo, do fascismo, do franquismo e do salazarismo e do comunismo.

AÉCIO NEVES ANUNCIA QUE SEU GOVERNO DEVERÁ TER A METADE DOS ATUAIS MINISTÉRIOS, E AINDA É MUITO

O senador Aécio Neves, candidato à Presidência da República pelo PSDB, voltou a criticar o número de ministérios do governo Dilma Rousseff e disse que, se for eleito, acabará com algo como a metade das pastas hoje existentes, o que ainda será muito. "O Brasil só tem menos ministérios do que o Sri Lanka", afirmou durante coletiva de imprensa em Porto Alegre, para oficializar a pré-candidatura da senadora Ana Amélia Lemos (PP) ao governo gaúcho: "Vamos restabelecer a racionalidade da máquina pública brasileira". Segundo Aécio Neves, os ministérios hoje servem muito mais para a composição de uma ampla base aliada do que para ajudar o País. "E a própria base não ajuda tanto, porque poucas questões estruturais foram solucionadas com essa base", disse. O senador disse ainda que ex-governador de Minas gerais, Antonio Anastasia, está preparando o programa de governo: "Queremos apresentar uma estrutura de governo já durante a campanha, com vinte e poucos ministérios".

PETISTA GILBERTO CARVALHO TENTA DESQUALIFICAR O DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL QUE IDENTIFICOU UMA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA NA PETROBRAS

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, o petista Gilberto Carvalho, disse na sexta-feira que a afirmação de um delegado da Polícia Federal de que haveria uma organização criminosa na Petrobras "é uma opinião subjetiva de um delegado e não do conjunto da Polícia Federal". Segundo o ministro, "é preciso esperar o processo de investigação e ver se procede essa adjetivação para aí, sim, a gente ficar preocupado". Essa afirmação preliminar, de acordo com Gilberto Carvalho, não é importante. "Vamos esperar que passe por outros crivos para que, assim, a gente fique preocupado", repetiu, salientando que esse comentário "é um indicativo inicial de um inquérito assinado por um delegado e essa adjetivação só vale quando, de fato, passa pela análise rigorosa das instâncias judiciais". "Portanto, não considero essa adjetivação importante", disse o ministro petista. A citação da existência de "uma organização criminosa no seio" da estatal, que atuaria desviando recursos, foi feita pelo delegado Caio Costa Duarte, da Divisão de Repressão a Crimes Financeiros em Brasília, em um ofício enviado em 22 de abril ao juiz federal Sérgio Fernando Moro, do Paraná. No documento, o delegado pede ao juiz o compartilhamento de provas da Operação Lava Jato, o que seria de "grande valia" para a condução do inquérito sobre Pasadena, refinaria sediada no Estados Unidos comprada pela Petrobras.

MARINA SILVA DERROTA EDUARDO CAMPOS E ACORDO DO PSB COM PSDB SERÁ ROMPIDO

Marina Silva fez com que Eduardo Campos traísse o aperto de mão que selou o pacto com Aécio Neves. Mostra quem mandaria no Brasil se porventura o pernambucano fosse eleito. O pré-candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, anunciou na quinta-feira que o partido lançará candidato próprio ao governo de Minas Gerais, e que o acordo com Aécio Neves, pré-candidato do PSDB, que previa apoio mútuo em Minas Gerais e Pernambuco, é apenas um pacto de não agressão que o PSB faz com todos os partidos. "O pacto de não agressão é com todos os partidos. Sempre fiz política assim. Temos aliança com o PSDB em vários locais, mas não há pacto de acordo mútuo", afirmou Eduardo Campos. Com o fim do acordo, o nome mais cotado para ser o candidato do PSB ao governo de Minas Gerais é o do deputado federal Júlio Delgado, embora Marina Silva, que será vice de Eduardo Campos, prefira o ambientalista Apolo Heringer. "Há uma divisão no PSB de Minas Gerais. Mas a tendência mais forte, e que está crescendo, é a de lançar a candidatura do deputado Júlio Delgado. Como direção nacional, nós vamos acompanhar a decisão do partido no Estado", disse Eduardo Campos. A argumentação do ex-governador pernambucano confirma a tendência do PSB de lançar candidatos próprios nos Estados de maior representatividade. Já no Rio Grande do Norte, o partido optou por lançar a ex-governadora Vilma de Faria como pré-candidata ao Senado, apoiando a chapa formada por Henrique Eduardo Alves (PMDB) e João Maia (PR) ao governo. O motivo do rompimento do acordo com Aécio Neves é uma tentativa de atrair o voto da esquerda lulista que não vai para Dilma Rousseff e fidelizar o voto do eleitorado de Marina Silva nos grandes centros urbanos. A explicação vem de alguns dos principais articuladores políticos de Eduardo Campos. Desde que decidiu marcar as diferenças do seu projeto para o de Aécio Neves, Eduardo Campos busca se tornar a melhor opção para petistas descontentes, mirando suas críticas em Dilma. "Se o Eduardo marca suas diferenças com Aécio e o PSDB, ele atrai não só os votos da esquerda, mas também os votos de Marina. No segundo turno é outra história, mesmo porque estaremos lá", diz um interlocutor de Eduardo Campos.

GOVERNO PETISTA DE DILMA ROUSSEFF INCLUI O ABORTO NA TABELA DO SUS

O governo da petista Dilma Rousseff incluiu o aborto nas condições previstas em lei na tabela de remuneração do Sistema Único de Saúde (SUS). O valor foi fixado em R$ 443,40, conforme portaria publicada na quinta-feira, no Diário Oficial da União. A norma diz que o procedimento se aplica nos casos em que a gravidez é decorrente de estupro, se acarretar risco de vida à gestante ou se for uma gestação de anencéfalo (quando há uma má-formação fetal do cérebro). Afirma, também, que os recursos para financiar esses procedimentos sairão, em um primeiro momento, do mesmo orçamento da Rede Cegonha, uma iniciativa do Ministério da Saúde para estruturar e organizar a atenção à saúde de mães e recém-nascidos no País.

JUSTIÇA MANDA PRENDER MACALÃO, CONDENADO POR FRAUDE MILIONÁRIA NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO RIO GRANDE DO SUL

O pivô da fraude dos selos que atingiu a Assembléia Legislativa gaúcha em 2007 foi preso na manhã de sexta-feira no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. Ubirajara Amaral Macalão, ex-diretor de serviços administrativos da Casa, foi sentenciado a a sete de reclusão em regime semiaberto pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele recorreu, mas o mandado de prisão acabou expedido no dia 19 de maio desse ano e ele foi preso em sua residência, localizada na Avenida Ganzo. Ele foi levado para o Instituto Penal Miguel Dário. Macalão foi apontado como principal responsável por um esquema criminoso, comandado de dentro da Assembléia Legislativa, que lesou os cofres públicos em mais de R$ 3 milhões. De acordo com a denúncia do Ministério Público, ele pediu e obteve vantagens ilegais na execução do contrato de prestação de serviços existente entre a Casa e a Silvestre Administração. Segundo a denúncia, entre março de 2005 e junho de 2007, ele recebeu R$ 2,5 mil por mês com a fraude. Além disso, Macalão era beneficiado com cheques emitidos pela empresa prestadora de serviços e podia ter acesso ao dinheiro sem ser identificado. Ele acabou demitido em dezembro de 2007.

JUSTIÇA DO ESPÍRITO SANTO PENHORA BENS DE SÓCIOS DA TELEXFREE

O Juizado Especial do Espírito Santo começou um processo de penhora de bens dos sócios da TelexFree e de empresas relacionadas a eles. O diretor de marketing Carlos Costa teve dois automóveis incluídos nos processos. Somados, o Kia Sorento (84 mil reais) e o Mercedes-Benz SKL 250 (178 mil reais) valem 262 mil reais. A comarca de Cariacica já havia conseguido bloquear alguns bens, inclusive o dinheiro das empresas Disk à Vontade e Voxbras, que têm relações com a TelexFree, que foram colocados à disposição para penhora neste mês. Nesta semana, Eduardo Tosi Borges, que alocou quase 6 mil reais na empresa pouco antes de a Justiça do Acre suspender suas operações, recebeu uma boa notícia. Vinte e três computadores que estavam na sede da empresa no Espírito Santo foram confiscados e colocados à disposição da Justiça para serem leiloados. O dinheiro obtido com a venda será usado para pagar os 18 mil reais pedidos por Borges, que inclui a devolução do investimento e a reparação por danos morais. O juiz Ademar João Bermond, do 3º Juizado Cível Especial de Cariacica, explicou que se trata, neste caso, de uma quebra de contrato em relação comercial, em que o consumidor não recebeu o que foi acordado com a TelexFree e, portanto, está sujeito a leis de direito do consumidor.

STF LIBERTA DEPUTADO DO MATO GROSSO PRESO NA OPERAÇÃO ARARATH

O ministro José Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, revogou na sexta-feira a prisão preventiva do deputado estadual José Riva (PSD), que estava detido desde terça-feira no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Afastado da presidência da Assembléia Legislativa de Mato Grosso, Riva responde a 102 processos judiciais e foi preso na Operação Ararath da Polícia Federal. De acordo com a defesa do deputado, o ministro aceitou o argumento de que Riva tem direito à imunidade parlamentar e não apresenta risco para a investigação. "Por ter imunidade funcional, ele não poderia ser preso. O ministro só decretou a prisão porque levou em consideração informações da Procuradoria-Geral da República de que Riva estava afastado da presidência da Assembléia e do cargo de deputado”, disse Valber Melo, um dos advogados de Riva. De acordo com a defesa, Riva se afastou da presidência da Assembleia, mas continua exercendo a atividade parlamentar.

GOVERNO QUER LANÇAR EDITAL DE PRIVATIZAÇÃO DAS FERROVIAS ATÉ AGOSTO

O Ministro dos Transportes, César Borges, disse na sexta-feira que a intenção do governo é lançar o edital da primeira ferrovia dentre as nove previstas no Programa de Investimento em Logística (PIL) até agosto. O trecho será entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO). "Temos esperança de que ainda antes de completar os dois anos (do PIL), em agosto, tenhamos condições de lançar o leilão", disse o ministro. "Trabalhamos arduamente para isso (começar ainda neste ano)", reforçou. Dos pacotes lançados pela presidente Dilma Rousseff, o de ferrovias é o mais atrasado e não há nada concreto até agora, nem mesmo são conhecidos os detalhes do novo modelo proposto pelo governo. Segundo Borges, há várias empresas que se mostraram interessadas, inclusive investidores chineses, mas alguns potenciais proponentes pediram mais tempo para estudar. Ainda de acordo com Borges, dentro de 20 dias, o governo deverá lançar as Propostas de Manifestação de Interesse (PMIs) para os demais projetos de ferrovias previstos no PIL. Entre as empresas que vêm estudando projetos no modal, Borges destacou a Galvão Engenharia, que conquistou a concessão da BR-153 (GO/TO). O diretor de Concessões da empresa, Paulo Coutinho, disse que a Galvão está estudando todos os lotes de ferrovias propostos, e lembrou que a companhia está trabalhando nas obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL). Ele considerou o modelo de concessão de ferrovias proposto tem risco muito focado nos investimentos, uma vez que "não tem risco de demanda" (tendo em vista que a Valec deve adquirir a totalidade da capacidade).

OPERAÇÃO METANOIA INVESTIGA EMPRESAS DO SETOR QUÍMICO

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Polícia Federal deflagraram a "Operação Metanoia" em dez empresas do setor químico de 12 cidades dos Estados de Espírito Santo, São Paulo e Panará. As companhias são suspeitas de formação de cartel no mercado de resinas para revestimentos usados na fabricação de tintas arquitetônicas, além de caixas d'água, piscinas e laminados para as indústrias automobilística e náutica. Foram feitas busca e apreensão em 14 alvos da operação, com autorização da Justiça Federal, para coletar documentos que possam comprovar a suspeita de formação do cartel a partir de 2004. O Cade fala em "existência de indícios consistentes de formação de cartel", com base nas investigações. As empresas envolvidas teriam trocado informações comerciais, dividido o mercado entre elas e fixado preços de vendas das resinas. Pela legislação em vigor, o cartel se define quando as empresas combinam, tanto o preço de determinado produto quanto a divisão de mercado entre si. Segundo a superintendência-geral do Cade, "há indícios de que entre 2010 e 2012 as reuniões do escalão operacional ocorriam semanalmente, em locais como hotéis, shoppings e lugares de eventos sociais e corporativos". A palavra "metanoia", de origem grega, é usada no mundo dos negócios como sinônimo de mudança de ideais e propósitos.

COM A BR-153 GARANTIDA, GALVÃO ENGENHARIA MIRA LINHAS DE METRÔS DE SÃO PAULO

A conquista da BR-153, entre Goiás e Tocantins, pela Galvão Engenharia, no leilão de privatização de estradas da sexta-feira, após oferecer um deságio de 45,99% na tarifa do pedágio, marca o retorno da empresa às concessões de rodovias, lembrou o vice-presidente Carlos Namur. A companhia controlava a concessionária Intervias, hoje no portfólio da Arteris, mas se desfez do ativo. "Era um desejo dos acionistas voltar ao setor", comentou. Agora, a Galvão também pretende obter concessões no metrô. "Estamos estudando as próximas concessões (de metrô), que são as linhas 18 e 20 de São Paulo", revelou. Ele não descarta a possibilidade de entrar também no setor portuário e nas áreas de escolas, hospitais e mobilidade urbana. Até agora, o Grupo Galvão possuía presença em concessões em saneamento, por meio da CAB Ambiental. O Grupo tem 18 anos e foi criado a partir da cisão com o grupo Queiroz Galvão. Atua em obras de oleodutos e gasodutos, montagem industrial, edificações, infraestrutura rodoviária, aeroviária, portuária, ferroviária e urbana; hidrelétricas e barragens; saneamento básico (lixo)  e construção industrial. Segundo Namur, a Galvão estudou todos os trechos de rodovias ofertados e desde o início considerou a BR-153 como prioritária e onde a companhia seria mais competitiva. Os estudos começaram há um ano e meio. Namur também informou que a solução financeira para o projeto já está desenhada, aproveitando a linha de financiamento do BNDES, aporte de capital próprio e possivelmente uma parceria estratégica com fundos. Os investimentos estimados ao longo dos 30 anos de concessão são da ordem de 4,3 bilhões de reais, sendo 2,7 bilhões de reais nos primeiros cinco anos. É uma mixaria absoluta por tão longo tempo.

DEPUTADO ESTADUAL PAULISTA DO PT NEGA LIGAÇÃO COM O PCC

O deputado estadual paulista Luiz Moura, do PT, ligado ao secretário Municipal dos Transportes, o também petista Jilmar Tatto, negou, na quinta-feira, ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Boletim de ocorrência de 17 de março deste ano mostra que policiais da 6ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Facções Criminosas e Lavagem de Dinheiro fizeram diligência na sede da empresa Transcooper para apurar a participação de integrantes do PCC nos ataques a ônibus na cidade. Eles surpreenderam uma reunião com cerca de 40 pessoas, entre elas, Moura e diretores da cooperativa. Segundo a polícia, a reunião tinha por finalidade "ajustar condutas teoricamente infracionais". Na ocasião, foi preso Carlos Roberto Maia, o Carlinhos Alfaiate, que, segundo a polícia, é um "famoso ladrão de bancos da década de 1990". Moura diz que "nunca ouviu falar, nunca teve contato" com ele. A polícia conduziu 42 pessoas que estavam no local para a sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). O parlamentar não estava entre elas. Dos conduzidos à delegacia, alguns, de acordo com a polícia, tinham "vida pregressa negativa, com passagens criminais por crimes contra o patrimônio". O boletim de ocorrência foi registrado como "não criminal". Por decisão do delegado Fabio Baena Martim, o BO foi juntado ao inquérito 23/2014, aberto para "investigar atuação da organização criminosa PCC durante ataques a transportes públicos na capital com objetivo de obter lucro". Desde o início do ano, 76 ônibus já foram queimados na cidade. O parlamentar petita afirmou que foi "convidado" para a reunião, na Rua Flores do Piauí, em Itaquera, sede da Transcooper. Moura diz que foi até o local para discutir campanha salarial e reajuste dos cooperados. "Participei de diversas reuniões, fui convidado por diretores da garagem para poder fazer a interlocução entre a Prefeitura, o secretário (dos Transportes, Jilmar Tatto), o prefeito Fernando Haddad e as permissionárias e concessionárias prestadoras de serviço público", afirma o deputado petista. A Transcooper opera linhas na zona leste da capital. Moura diz ainda que o "colocaram num imbróglio por uma questão política".

"PORQUINHO" PETISTA JOSÉ EDUARDO CARDOZO GARANTE SEGURANÇA E NÃO TEME PROTESTOS NA COPA DO MUNDO

Em entrevista aos correspondentes estrangeiros, o ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, disse na sexta-feira que as forças de segurança do País estão "totalmente preparadas" para a realização da Copa. Ele disse que "não acredita" em manifestações durante o Mundial nas mesmas proporções das que aconteceram em junho do ano passado, antes e durante a Copa das Confederações. Mas avisou que, se por acaso elas ocorrerem, o País "está preparados para qualquer situação que porventura ocorra". Segundo ele, mesmo que haja greve na Polícia Federal ou em qualquer outro segmento policial, o plano de segurança da Copa não será afetado, pois o governo tem alternativas. "Não existe ameaça de greve de toda a Polícia Federal. Existe especificamente uma negociação em curso de uma categoria de agentes e acho que haverá entendimento nos próximos dias. Mesmo que o acordo não seja feito, há decisões claríssimas da Justiça dizendo que greve é ilegal. Portanto, não vemos a menor possibilidade de agentes da Polícia Federal virem a transgredir a ordem". O "porquinho" petista José Eduardo Cardozo apelou ainda para o "espírito público" dos policiais.  Sobre os problemas registrados na Copa das Confederações, quando aconteceram confrontos entre policiais e manifestantes, o ministro da Justiça disse que "não deverão se repetir". Segundo ele, "agora as forças estão mais treinadas e mais capacitadas para evitar abusos".