domingo, 18 de maio de 2014

DECISÃO DO TSE CASSA O MANDATO DE DEPUTADO FEDERAL DE DANRLEI, EX-GOLEIRO DO GRÊMIO

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu devolver o mandato do deputado federal de Danrlei de Deus Hinterholz ao PTB, o que, na prática, significa que o ex-goleiro do Grêmio foi cassado. Ele se filiou ao PSD alegando divergências programáticas, em razão de projeto apresentado por correligionário reduzindo a maioridade penal. Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral não levaram em conta as alegações de Danrlei, dando razão à representação do Ministério Público. A decisão foi adotada na sessão do Tribunal Superior Eleitoral de quinta-feira, que não foi ainda tornada pública. A ação contra Danrlei foi iniciada por denúncia do ex-deputado estadual Marquinho Lang (DEM) ao Ministério Público Eleitoral, solicitando investigação de infidelidade partidária do deputado, que se filiou ao PSD. Ele ficou sujeito a cassação porque não esteve entre os que se filiaram ao partido quando de sua criação. Lang é o quarto suplente na coligação PTB e DEM. O deputado federal Danrlei foi eleito com o maior número de votos da coligação.

POLÍCIA FEDERAL APONTA RELAÇÃO ENTRE O DOLEIRO ALBERTO YOUSSEF E A ALTA DIREÇÃO DA EMPREITEIRA CAMARGO CORRÊA

A segunda etapa da Operação Lava Jato, que prendeu o doleiro Alberto Youssef, pode atingir uma das maiores empreiteiras do País: a Camargo Corrêa, que lidera a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A Polícia Federal já identificou, inclusive, o nome do executivo que fazia a ponte entre a empreiteira e o doleiro, que recebeu R$ 29,2 milhões da empreiteira. Trata-se do vice-presidente Eduardo Leite, chamado de "Leitoso" em mensagens apreendidas pela Polícia Federal. Além das transferências da Camargo Correa para Youssef, foram também identificados repasses de R$ 3,9 milhões de outra grande empreiteira, a OAS, ao doleiro. No entanto, a Polícia Federal aponta  que Leite era o nome mais próximo a Youssef no mundo da construção pesada. O doleiro teria até adiantado recursos a ele. "Tô com um pepinão aqui na Camargo que você nem imagina. Cara me deve 12 paus (R$ 12 milhões ou US$ 12 milhões), não paga. Pior que diretor é amigo, vice-presidente é amigo", disse. Executivos da Camargo também já foram alertados pelo advogado ex-ministro petista Marcio Thomaz Bastos para que se "preparem para o pior". Até grandes acionistas da companhia, como Luís Nascimento, estão preparados para todas as hipóteses e temem ser enquadrados na Lei Anticorrupção, recentemente aprovada, que pune donos de empresas acusados de desvios.

EM 20 ANOS, SIMPATIZANTE TÍPICO DO PT ENVELHECE

Nas últimas duas décadas, os simpatizantes do PT envelheceram e ficaram menos concentrados no Sul e no Sudeste, as regiões mais ricas do País. Desde 1995, o partido se interiorizou e ganhou influência no Nordeste, segundo revelam pesquisas do Ibope feitas naquele ano, em 2002 e em 2014. Há 20 anos, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso tinha apenas dois meses de mandato, o PT já era o partido preferido do eleitorado: 22% simpatizavam com ele. A taxa subiu para 34% em agosto de 2002, quando o petista alcaguete Lula (delatava companheiros para o Dops paullista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr.) estava em campanha para a Presidência. Hoje em dia, a parcela de simpatizantes permanece a maior entre os partidos brasileiros. Engloba 21% dos eleitores. O porcentual é praticamente igual ao de duas décadas atrás – mas a distribuição dos apoiadores está menos concentrada. O PSDB, que polariza as eleições com o PT desde 1994, tem a preferência de apenas 5% do eleitorado e também passa por uma mudança de perfil. No PT, uma das mudanças mais significativas é o encolhimento da parcela jovem. Na faixa de eleitores com até 24 anos, a preferência pelo partido permaneceu quase estável entre 1995 e 2002, por volta de 27%, e diminuiu para os 17% registrados atualmente. Entre os mais velhos, a tendência foi inversa. No primeiro ano do governo Fernando Henrique Cardoso, apenas 25% dos simpatizantes do PT tinham mais de 40 anos. Hoje em dia, 38% estão acima dos 45 anos. Não é possível saber quantos têm mais de 40 anos porque o Ibope mudou as faixas de idade em suas pesquisas. Com sua nova distribuição etária, os simpatizantes do PT se transformaram em um espelho quase perfeito do eleitorado como um todo. No Brasil, 39% dos eleitores têm até 44 anos, e 61% mais do que isso. Entre os petistas, os porcentuais são 38% e 62%, respectivamente. No âmbito geográfico, o fenômeno do “espelhamento” se repete apenas parcialmente. Dos eleitores que preferem o PT, 43% estão no Sudeste e 15% no Norte/Centro-Oeste – e é assim que os eleitores do País se distribuem nessas duas regiões. No Nordeste, os simpatizantes do PT são 32%, enquanto a região abriga 26% dos eleitores. No Sul, é o contrário: os petistas são 9%, mas lá estão 15% dos eleitores. Em 1995, o Sudeste abrigava mais da metade dos simpatizantes petistas, e o Nordeste, apenas 24%. As urnas também mostram uma “nordestinização”. Em 2002, a região respondeu por 18% dos votos do PT na eleição para a Câmara dos Deputados, Oito anos depois, essa fatia subiu para 26%. Outra mudança ocorreu na distribuição dos simpatizantes por faixa de renda. Há 20 anos, o PT era o partido preferido de 41% dos eleitores com renda acima de cinco salários mínimos – hoje, são apenas 11% nesta faixa. “O PT começou com a simpatia dos intelectuais e hoje tem a preferência dos mais necessitados”, observou Marcia Cavallari, diretora executiva do Ibope.

DILMA PODE SER INTIMADA PELO TCU PARA AUDIÊNCIA SOBRE A COMPRA DA REFINARIA DE PASADENA

A presidente Dilma Rousseff corre o risco de sofrer um forte desgaste político no curso da campanha eleitoral por conta da compra da refinaria de Pasadena, no Texas: o Tribunal de Contas da União poderá convocá-la para uma audiência com o propósito de que explique a polêmica aquisição do empreendimento pela Petrobras, feita no momento em que a petista presidia o Conselho de Administração da estatal. O Tribunal de Contas da União abriu um processo para investigar o negócio, e o parecer final dos auditores deve chegar ao gabinete do ministro relator, José Jorge, ainda neste mês. A informação corrente no Tribunal de Contas da União é a de que o ministro pretende chamar Dilma para uma audiência. Se isso ocorrer, será a primeira convocação de um presidente da República para que preste esclarecimentos nesse tipo de procedimento. Questionado sobre eventual decisão de convocar Dilma, José Jorge limitou-se a responder: "O processo se encontra na unidade técnica. Portanto, não existe decisão ainda". Não existe qualquer impeditivo, seja jurídico ou regimental, para um presidente ser convocado para uma audiência de instrução de um processo, segundo o Tribunal de Contas da União. A audiência é o instrumento mais comum para ouvir membros de Conselhos de Administração de empresas públicas que passam a ser investigados pelo Tribunal de Contas da União. Quando um ministro relator opta pela audiência, antes de levar o voto a julgamento em plenário, ele parte do pressuposto de que o citado não tem responsabilidade por um dano financeiro, mas por uma determinada irregularidade ou por má gestão. Em caso de explicações pouco convincentes, o relator sugere uma multa ao responsável, o que é avaliado em plenário. Já a identificação da necessidade de ressarcimento aos cofres públicos leva à citação dos investigados, e as justificativas também são levadas em conta na elaboração do voto a ser apreciado pelo colegiado. O ministro José Jorge pode optar também por eximir os conselheiros que exerceram a função na época da compra de Pasadena (entre 2006 e 2012) de qualquer responsabilidade no negócio. O mais comum no Tribunal de Contas da União é o relator seguir as orientações do relatório final da auditoria. No caso do pente-fino na compra da refinaria, os próprios auditores estariam divididos sobre a responsabilidade dos conselheiros. José Jorge é ex-senador pelo PFL (hoje DEM) de Pernambuco, foi candidato a vice-presidente na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) em 2006 e é um dos ministros do Tribunal de Contas da União mais críticos às gestões do PT no governo federal. Ele se aposentará do cargo em novembro. O ministro tem mantido o silêncio sobre o processo de Pasadena. Ele acompanha de perto o trabalho de auditoria conduzido pela Secretaria de Controle Externo (Secex) de Estatais, que fica no Rio de Janeiro.

COPA DO MUNDO "MEIA BOCA" DA DILMA: 6 DOS 9 HOTÉIS FINANCIADOS PELO BNDES NÃO FICAM PRONTOS

Hotel que deveria receber os jornalistas da Copa, no plano da FIFA, está pela metade. Não diferente do de 59% das obras para o evento, que a Dilma não conseguiu terminar.

O BNDES repassou R$ 346 milhões para financiar a construção de hotéis que deveriam receber torcedores e delegações estrangeiras na Copa, mas não ficarão prontos até o fim do torneio. Dos nove empreendimentos aprovados pelo programa ProCopa Turismo para o Rio, principal cidade-sede do Mundial, apenas três foram concluídos no prazo. Os outros seis hotéis, que ofereceriam 2.045 novos quartos, estão com as obras atrasadas ou paralisadas. Alguns deles podem ser entregues só em 2016, às vésperas dos Jogos Olímpicos. Os repasses destinados a projetos que não ficaram prontos a tempo representam 86% dos R$ 404,4 milhões que o banco público já liberou para ampliar o número de vagas na cidade. Os financiamentos do BNDES oferecem taxas de juros abaixo das que são cobradas no mercado e condições especiais de pagamento. Os atrasos já obrigaram a Fifa e grupos estrangeiros a mudar seu planejamento para a Copa. A entidade havia orientado as empresas credenciadas a instalar suas equipes no Gran Mercure Riocentro, vizinho ao centro internacional de mídia. O grupo responsável pelo projeto recebeu R$ 74,1 milhões. No entanto, o hotel não ficará pronto, e os jornalistas tiveram que buscar novas acomodações. No segmento de luxo, a principal aposta do ProCopa era a reforma do Hotel Glória, que receberia autoridades e chefes de Estado que assistirão a jogos no Maracanã. O BNDES aprovou financiamento de R$ 200 milhões, dos quais R$ 50 milhões chegaram a ser liberados. Com a derrocada do empresário Eike Batista, a obra foi abandonada. Na quinta-feira passada, o canteiro estava fechado, sem nenhum funcionário. Os maiores projetos que deixarão de ser entregues para a Copa são o Windsor Mar da Barra (496 quartos) e o Grand Hyatt Barra (436 quartos), ambos na zona oeste. Somados, já receberam R$ 126,7 milhões do banco público. Também ficaram para trás o Arena Leme, que recebeu R$ 2 milhões e tem 13% das obras concluídas, e o Hilton Barra, que obteve R$ 93,4 milhões. No total, o ProCopa Turismo previa investimento de R$ 2 bilhões na construção de hotéis para o Mundial, incluindo o financiamento e as contrapartidas privadas. Ainda há projetos inacabados em Porto Alegre e Recife. A direção do BNDES afirmou que a conclusão das obras antes da Copa não foi uma condição para emprestar os recursos. "O nome ProCopa não é o mais feliz, mas o objetivo não era atender os 40 dias, mas sim mudar o patamar do setor de turismo", disse Maurício Neves, superintendente da área industrial do banco. O portal do governo federal deixa claro, no entanto, que o ProCopa foi lançado com o objetivo de financiar a "construção, a reforma, a ampliação e a modernização da rede hoteleira para a Copa". De acordo com Neves, o banco continuará financiando projetos de hotelaria mesmo após o Mundial. "Nós não tínhamos um relacionamento com o setor e agora ele foi incorporado ao orçamento do banco", disse o executivo. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro, a taxa de ocupação da cidade para o Mundial já é de 90%. Milhares de turistas têm procurado albergues e até motéis para driblar a falta de vaga e os altos preços das diárias na cidade.

BANDIDO PETISTA MENSALEIRO HENRIQUE PIZZOLATO É OUVIDO SOBRE CITAÇÃO A LULA

O Ministério Público da Itália interrogou no fim de março o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, o bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato, para tentar colher informações que auxiliem uma investigação de indícios de corrupção envolvendo Valter Lavitola – que está preso no país europeu sob a acusação de extorsão – e o ex-premiê Silvio Berlusconi em negócios com empresas italianas no Brasil. O que levou os italianos a buscar Pizzolato foi uma carta datada de 13 dezembro de 2011 e endereçada a Berlusconi. Nela, Lavitola cita o ex-presidente alcaguete Lula (delatava companheiros para o Dops paulista na ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr.). O italiano é apontado como o “operador” do ex-premiê. Ele fala de uma concessão para a exploração de madeira na Amazônia que teria adquirido e sugere que o alcaguete Lula o teria ajudado a chegar a um acordo com uma empresa. Essa empresa, não identificada, teria comprado parte da concessão. Lavitola lamenta, porém, que, naquele momento, o ex-presidente brasileiro não estaria mais ajudando. “O calor do processo judiciário está determinando um compreensível, mas odioso, ostracismo em minha relação. Ninguém quer assinar nada que tenha a ver comigo e infelizmente o presidente Lula (que se confirmou como um verdadeiro amigo) já não conta quase nada”, escreveu na carta endereçada a Berlusconi. O italiano morou no Brasil e, em 2008, obteve um visto de residência. O Ministério Público italiano está convencido de que Lavitola guarda “importantes segredos” em relação ao ex-primeiro-ministro. Por isso, no dia 19 de março deste ano, o procurador de Nápoles, Vincenzo Piscitelli, decidiu ouvir Pizzolato na prisão de Módena, no norte da Itália, onde está desde 5 de fevereiro e aguarda o processo de extradição para que possa cumprir sua pena de 12 anos e 7 meses de prisão imposta pelo Supremo Tribunal Federal por seu envolvimento com o esquema do Mensalão do PT. A audiência sobre a extradição está marcada para 5 de junho. O documento que deu origem ao depoimento de Pizzolato foi encontrado nos computadores apreendidos de um outro suspeito de fazer parte de esquemas de corrupção, o ítalo-argentino Carmelo Pintabona. O Ministério Público italiano afirma que tem provas sobre os negócios de Lavitola no Brasil. Há, de fato, uma madeireira ligada ao italiano, a Maremma. A holding tem sede oficial em Nova York. Mas seus escritórios ficam em Roma. Ela faz parte do Bonaventura group llcc, empresa de Lavitola que centraliza todos seus negócios e que, segundo a Justiça, chegou a acumular ativos de 5 bilhões de euros no auge do poder de Lavitola. Os documentos que estão com o Ministério Público italiano também apontam para um esquema suspeito de ser o de estabelecimento de “laranjas” para atuar em nome de Lavitola no Brasil. O italiano passou parte das ações de sua empresa com sede em Nova York para duas brasileiras: Neire Cássia Pepes Gomes, de Manaus, e Danielle Aline Louzada. Ambas passaram a ter o direito de assinar em nome da holding. Apontado como o operador de Berlusconi, Lavitola vivia no Rio de Janeiro em 2011, quando fugiu para o Panamá depois de ser indiciado naquele mesmo ano na Itália. Mas se entregou em 2012 e retornou para Roma.

PESQUISA MOSTRA QUE A RENDA DA NOVA CLASSE MÉDIA MUDA TODOS OS MESES

Um estudo detalhado sobre os ganhos e os gastos das classes C, D e E trouxe um dado novo sobre a classe C, considerada a nova classe média do País: a renda dessa parcela da população não é tão estável quanto se pensa. Na verdade, tanto o valor quanto as fontes de rendimento tendem a mudar, às vezes drasticamente, mês a mês. "Podemos dizer que a classe C é classe média quando dá", diz Luciana Aguiar, sócia diretora da Plano CDE, consultoria especializada em baixa renda, responsável pelo estudo. A pesquisa foi feita com 120 famílias, de 64 comunidades de centro urbanos em quatro capitais – Salvador, Recife, São Paulo e Rio Janeiro. O estudo foi encomendado e pago pelo CGAP (Consultative Group to Assist the Poor), um organismo internacional, baseado no Banco Mundial (este organismo é minado de petistas). Por causa do número reduzido de entrevistados, a pesquisa não tem valor estatístico, e é inacreditável que o Banco Mundial banque uma coisa dessa ordem. Os pesquisadores tiveram acesso irrestrito à contabilidade das famílias por seis meses, o que faz com que os resultados tracem uma radiografia fidedigna dos padrões de comportamento dessa parcela da população. O orçamento de todas as famílias pesquisadas variou ao longo dos seis meses. Uma delas atravessou quase todas as classes. Foi pobre, vulnerável, passou três vezes pela classe C e, por fim, entrou na B. Segundo Luciana, isso ocorre porque apenas uma parte da renda é certa – e nem sempre por causa de um emprego com carteira assinada. Aposentadoria, pensão, bolsa família, bolsa carioca e outros benefícios sociais, muitas vezes, são a única parcela fixa da renda. O restante – que não raro responde pela maior parcela do ganho – é coberto por bicos e atividades paralelas, como venda de cosméticos ou fazer salgados para fora.

COM O PREFEITO PETISTA FERNANDO HADDAD COM IMAGEM EM FRANGALHOS, O PT DE SÃO PAULO RECORRE À SOCIALITE MARTA SUPLICY

Preterida pelo PT nas últimas eleições para a prefeitura de São Paulo e o governo do Estado, a ministra da Cultura, a socialite Marta Suplicy, está de volta ao centro da disputa eleitoral. Com o prefeito Fernando Haddad amargando baixos índices de popularidade e a pré-candidatura de Alexandre Padilha ao governo do Estado ainda longe de decolar, Marta Suplicy é hoje a principal figura do partido no maior colégio eleitoral do Brasil, depois, claro, do ex-presidente alcaguete Lula (delata companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr). “Marta vai ter um papel muito importante na campanha. Neste momento ela é a liderança com mais prestígio que temos na capital”, afirma o presidente estadual do PT, Emídio de Souza. Ao contrário de outras eleições, como a de Haddad em 2012, quando ela só embarcou na reta final, Marta Suplicy já está integrada ao núcleo central das pré-campanhas de Padilha e da presidente Dilma Rousseff em São Paulo. Cerca de duas semanas atrás Marta Suplicy participou de uma reunião com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, com Emídio de Souza e com o futuro tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, para definir sua participação. É pouco provável que Marta Suplicy acumule formalmente a coordenação da campanha de Dilma em São Paulo com o Ministério da Cultura, mas seu papel será central. A agenda da ministra mostra que ela tem dividido seu tempo entre Brasília, viagens internacionais e a cidade que governou entre 2001 e 2004. Em março e abril e nos primeiros 15 dias de maio ela esteve 23 dias cumprindo compromissos oficiais em São Paulo. No PT a fase atual da ministra é vista como uma espécie de retorno de Marta Suplicy à primeira divisão da política nacional após um período de baixa – foi derrotada por José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (PSD) em eleições municipais, e depois, por decisão de Lula, perdeu as disputas internas com Aloizio Mercadante, para a disputa pelo governo paulista em 2010, e Haddad, na eleição para a prefeitura em 2012. Ironicamente, a volta por cima também acontece pelas mãos de Lula. Nos últimos meses Marta Suplicy se tornou uma das líderes do movimento “volta, Lula”. Ela chegou a realizar três jantares com artistas, empresários e lideranças petistas para propor uma “reflexão” sobre a viabilidade  de o ex-presidente substituir Dilma na disputa presidencial deste ano. Participaram dos jantares o empresário Joesley Batista, dono da Friboi, o produtor de cinema Luiz Carlos Barreto, o Barretão, a atriz Bruna Lombardi e o ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. O PT nacional está ressuscitando os seus fósseis.

BRASIL VAI SUBSTITUIR A IMPORTAÇÃO DE PEÇAS ALEMÃS POR ARGENTINAS

O Brasil aumentará suas importações de peças de automóveis da Argentina e as substituirá por parte das que atualmente compra da Alemanha, dentro do acordo bilateral no setor automotivo que mantém com o país vizinho. A substituição das importações, para evitar um aumento dos custos de produção de veículos no Brasil, é uma “antiga demanda argentina”, segundo afirmou o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges. Em contrapartida, o Banco Central argentino se comprometerá a fornecer divisas, cujo acesso é restringido no País, aos importadores de automóveis para facilitar as compras do Brasil, segundo Borges. Do mesmo modo, as autoridades argentinas se comprometerão a eliminar os impedimentos administrativos que, nos últimos meses, causaram retenções de automóveis na fronteira, segundo o ministro. Na semana passada, Argentina e Brasil chegaram a um acordo para prorrogar por um ano seu atual acordo bilateral no setor automotivo, que expira em 30 de junho, embora as partes continuem negociando um convênio definitivo. Um dos detalhes que ainda está sendo negociado, segundo Borges, é determinar a cota de importação de veículos que cada país fixa em função do que exporta, em uma fórmula conhecida como flex. O Brasil quer manter a taxa de exportação média dos últimos três anos, que é propícia, enquanto a Argentina pretende reduzir seu déficit comercial com o país Brasil, segundo Borges.

POLICIAIS AMEAÇAM COM GREVES NOS ESTADOS NESTA QUARTA-FEIRA, GOVERNADORES ESTÃO EM SOBRESSALTO

Para mergulhar um Estado na mais completa desordem, tudo o que a polícia tem a fazer é nada fazer – e os ladrões, traficantes, agitadores e saqueadores "profissionais" e de ocasião cuidarão do restante. As cenas de saques e vandalismo em Pernambuco, mergulhado em uma crise de segurança pública após três dias de greve da Polícia Militar e dos bombeiros, saltaram para o topo da pauta dos governadores, principalmente onde há cidades-sede da Copa do Mundo. Quem não acordou para o problema será despertado de forma estridente na próxima quarta-feira, quando está prevista uma paralisação nacional dos policiais, com convites às forças militares, civis e federais. O protesto, programado para as vésperas da Copa, traz o risco de novas situações de tensão, com possíveis consequências nas urnas, a cinco meses das eleições de 5 de outubro. É certo que o salário do policial no Brasil é baixíssimo. E também não há dúvida de que em qualquer movimento como o de agora há quem queira navegar nos ventos da convulsão social. O terceiro componente do problema é a forma desastrada como as negociações desse tipo têm sido conduzidas. O sociólogo Luis Flavio Sapori avalia que governadores têm tratado reivindicações trabalhistas de policiais como afronta à autoridade. Em 2012, bombeiros, Policiais Militares e policiais civis rebelaram-se em vários Estados. A baderna maior se deu na Bahia, agravada pela postura vacilante do governo do petista Jacques Wagner. Com militares de braços cruzados, Wagner deixou a situação correr, não estabeleceu um canal eficiente de negociação com os grevistas e custou a admitir que tinha perdido o controle da situação. Quando finalmente pediu ajuda da Força Nacional de Segurança, o prédio da Assembleia Legislativa da Bahia estava ocupado por grevistas, que entraram em choque com tropas do Exército, Força Nacional de Segurança e Polícia Federal. A reputação do governador baiano ficou em frangalhos, mas a lição não surtiu efeito produtivo País afora. O governador pernambucano João Lyra Neto (PSB) recebeu do antecessor, Eduardo Campos, uma Polícia Militar em ponto de ebulição. Manteve a política de não negociar com grevistas, com a greve julgada ilegal. Os policiais ignoraram a decisão judicial, a cidade mergulhou no caos e quem pagou o pato foi a população. Até que o policiamento se reorganize, a população está vulnerável, como esteve na madrugada e na manhã seguintes ao fim da greve, período em que houve assassinatos, assaltos e saques na Região Metropolitana de Recife. Os policiais, desgastados, acabaram ficando com o que já estava previamente negociado com o governo do Estado desde 2011: reajuste de 14,55% programado para junho, incorporação da gratificação por “risco operacional” também pelos militares da reserva e promessas de melhorias nas condições de promoção e de saúde no hospital da Polícia Militar. O corporativismo tomou conta desses movimentos. E os governadores pioraram a situação porque não tiveram capacidade de negociar”, afirma Sapori. O pesquisador petista José Vicente Tavares (elabora programas de campanha eleitoral na área de segurança pública para o PT), professor da UFRGS, diz que de tão recorrentes as demandas de greves desse tipo devem ser encaradas como uma crise estrutural da segurança pública. “O salário é a ponta do iceberg. Essas greves usam conjunturas favoráveis, como eleições ou Copa do Mundo, mas há uma crise institucional nas polícias”, afirma.  “Greves policiais não são um problema deste ou daquele governo. Temos que encarar como uma questão social e política. Houve um incremento na presença de agentes das mais variadas corporações no Legislativo, mas as paralisações ainda ganham contornos dramáticos”, afirma Tavares. O que o professor petista não consegue explicar é como e por que o petismo, em 12 anos de domínio da política nacional, nada fez para resolver o problema na área de segurança pública em todo o País.

CIENTISTAS ALERTAM PARA O RISCO DE DENGUE DURANTE A COPA DO MUNDO

O risco de uma epidemia de dengue durante a Copa do Mundo é sério o suficiente para desencadear um alerta em três das doze cidades-sede brasileiras, de acordo com um sistema de advertência preventiva para a doença. Os cientistas que desenvolveram o sistema disseram que a ameaça geral da doença durante a competição de um mês é baixa, mas alertaram que em Natal, Fortaleza e Recife o risco é sério. A dengue é uma infecção viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e pode variar de uma doença moderada, semelhante a uma gripe, até uma mortal, que se desenvolve em cerca de 5% dos pacientes. Ainda não há vacinas ou tratamentos eficientes. O Brasil tem mais casos de dengue que qualquer outro país. Mais de sete milhões de infecções foram registradas entre 2000 e 2013. Os resultados, publicados na revista The Lancet Infectious Diseases na sexta-feira mostraram que o risco geral de uma epidemia é baixo em Brasília, Cuiabá, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo, mas aumenta no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, Salvador e Manaus.

CONSTRUTORAS CANCELAM R$ 1,4 BILHÃO EM VENDAS DE IMÓVEIS NO TRIMESTRE

O mercado imobiliário tem um novo desafio nos próximos meses: reduzir a quantidade de vendas canceladas. Esse problema, que já vinha aparecendo no balanço das incorporadoras em 2013, ficou ainda mais evidente neste início de ano: o volume de imóveis devolvidos - que vão parar nos estoques das incorporadoras - chegou a R$ 1,4 bilhão. A cifra supera em 30% o valor dos cancelamentos feitos no primeiro trimestre do ano passado. O levantamento considera os números de nove empresas de capital aberto que divulgam esse tipo de informação. As empresas legam que o problema não é com elas, mas com os bancos, que estão mais rigorosos na concessão de financiamento desde o fim de 2013. "De fato, as condições de crédito nos últimos meses ficaram menos favoráveis", diz o economista Wermeson França, da LCA Consultores. Quando uma obra é entregue, o cliente da incorporadora é repassado para o financiamento bancário - momento em que as empresas recebem a maior parte do pagamento pela unidade vendida na planta. Mas, muitos desses compradores foram vetados pelos bancos por não terem condições de assumir o empréstimo. A mineira MRV teve o maior volume de vendas canceladas no começo do ano. A companhia mineira reportou R$ 327,9 milhões em "distratos" no primeiro trimestre. "Desde outubro, Caixa Econômica Ffederal e Banco do Brasil passaram a restringir os financiamentos", diz Rafael Menin, presidente da MRV. No primeiro trimestre, o volume de unidades canceladas pela companhia chegou a 20% das vendas contratadas no período. A rescisão de vendas também foi maior em empresas como Direcional, PDG, Tenda, Gafisa, Rossi e Brookfield. Os analistas do setor de construção acreditam que a tendência é que os distratos sigam altos neste ano, pois as entregas de obras continuarão em ritmo forte.

BOÇALIDADE DO GRUPO "AS PUTINHAS ABORTEIRAS" DERRUBA DOIS NA TV EDUCATIVA DO RIO GRANDE DO SUL. E OS CHEFÕES? VÃO CONTINUAR?

Pois é… A TV Educativa do Rio Grande do Sul, como sabem, levou ao ar uma atração e tanto: um grupo de moças do anarcofunk intitulado “As Putinhas Aborteiras”. Apresentaram duas músicas. Escrevi a respeito. Uma das, digamos, músicas tinha versos eloquentes como:“Ei, papa, levante o seu vestido/

quem sabe aí embaixo não está o Amarildo?”
Ou
“Sou anarquista doida, pichadora e ‘vida loca’/
Não vem com moralismo, tu não vai calar minha boca/
Vem vandalizar, deixa de ser bundão/
Se rola prejuízo, é na conta do patrão”
Pois é… Publiquei o vídeo aqui e foi um escarcéu danado. Por bons motivos, é claro! A TVE tomou uma medida: demitiu dois funcionários de confiança que trabalhavam na emissora e que foram responsáveis por botar o vídeo no Youtube. Leio no “Zero Hora” que Pedro Osório, presidente da Fundação Cultural Piratini, justifica: “Eu acho que esse tipo de conteúdo não poderia ter subido pela inadequação da linguagem e exposição a crianças. Inclusive tiramos o vídeos do ar.”
Então vão para a rua os funcionários que lançaram o vídeo no Youtube, mas permanecem os que tomaram a decisão de levar o grupo à TVE? E o próprio Pedro Osório? Vai ficar por lá? Nem vai se demitir nem ser demitido?
A TVE do Rio Grande do Sul, aliás, tem mesmo uma gestão sui generis. Sabem quem Tarso Genro escolheu para ser gerente administrativo? O petista José Mariano da Silva Mello. “E daí?”, pergunta-se o leitor.
Daí que esse sujeito foi exonerado do Ministério do Meio Ambiente “por valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem (…)”. Vejam documento da pasta.
Destituição Meio Ambiente
 Abaixo, vocês veem o nome do sujeito no Portal da Transparência do governo federal. Como se percebe, o vídeo daquelas infelizes parece ser o menor dos problemas da TVE.
destituição Meio Ambiente II
Por Reinaldo Azevedo

O PT, SOZINHO, ARRECADA EM DINHEIRO O DOBRO DE PSDB, PMDB E PSB SOMADOS. E POR QUE, ENTÃO, O PARTIDO QUER PROIBIR A DOAÇÃO DE EMPRESAS PRIVADAS?

Montanha de dinheiro
O PT quer acabar com as doações de empresas privadas a campanhas. Infelizmente, já há uma maioria no STF formada em favor dessa tese. Muito bem! Não é que o partido esteja se dando mal com o sistema em vigência, não! Muito pelo contrário! Segundo informam David Friedlander e Ricardo Mendonça, na Folha deste domingo, empresas que tradicionalmente doam dinheiro para partidos políticos e que mantêm negócios com o setor público repassaram ao PT, no ano passado, QUASE O DOBRO DO QUE, ATENÇÃO!, DOARAM AO PSDB, AO PMDB E AO PSB! R$ 79 MILHÕES CONTRA R$ 46,5 milhões. Há quatro anos, o “Partido dos Companheiros” já tinha uma vantagem sobre os demais de R$ 9,4 milhões; agora, de R$ 33,2 milhões
Por que o PT quer tanto acabar com um modelo que o beneficia? Porque não gosta de privilégios? Ora…Quem aí acredita que, uma vez proibidas as doações privadas, elas não continuarão a ser feitas, mas por baixo dos panos? A Folha só conseguiu chegar aos números porque, afinal existe o registro. Quando não houver mais…
Leiam trecho da reportagem. Volto em seguida:“Nos últimos dias, a Folha conversou com um consultor, um tesoureiro de partido, um empresário e dois executivos de construtoras. Eles só aceitaram falar anonimamente. Segundo eles, é difícil não dar preferência ao PT, que ocupa a Presidência. Como Dilma estava muito à frente nas pesquisas, a força da sigla para captar era ampliada. Caso a disputa presidencial fique mais acirrada, como sugerem as últimas pesquisas, a divisão de verbas tende a se equilibrar. “Quem trabalha com governo não tem preferência”, diz um alto executivo de uma grande construtora. “Precisa ser amigo de quem estiver no poder.” Um consultor com muitos anos de experiência em arrecadação define assim: “Para as empresas, a doação funciona como um investimento para ter acesso aos candidatos que elas ajudam a eleger”.
Retomo
Muito bem! Proibidas as doações privadas, o interesse desses financiadores de campanha vai desaparecer? É curioso o caminho que essa questão tomou: é como se a transparência incomodasse: “Vejam como empresas com interesse no governo doam dinheiro para partidos!”. Sim, é verdade! E quando a lei proibir? O tal interesse desaparece por força da interdição?
Nos últimos tempos, nota-se um aumento das doações de empresas. Não há explicação para isso a não ser uma: muita gente que apelava ao caixa dois ficou com medo de ver seu nome envolvido em alguma operação da Polícia Federal. Não se faz esse tipo de coisa sem recorrer ao serviço dos “Albertos Youssefs” da vida. Vale dizer: escolheram o caminho legal; preferiram sair da clandestinidade.
Daqui a pouco, a lei vai empurrá-las de novo para o submundo. E se viverá, então, a sensação de que a política foi moralizada. É uma piada! Por Reinaldo Azevedo