sábado, 10 de maio de 2014

ASSOCIAÇÕES DE PREFEITOS E VEREADORES DO PMDB VETAM A CANDIDATURA DO SOCIALISTA BETO ALBUQUERQUE PARA O SENADO

Os presidentes da Associação de Prefeitos, Juliano da Silva, e da Associação de Vereadores, Rafael Braga, disseram com todas as letras que não querem que o PMDB entregue a vaga de candidato ao Senado Federal para o deputado Beto Albuquerque, do PSB. Eles foram claros. Disse Juliano da Silva: "O PMDB é muito grande para ficar atendendo as demandas do PSB". Ambos querem que o candidato do partido ao Senado seja o ex-governador Germano Rigotto. O PSB, que na sexta-feira reuniu-se com o PSD e o PPS, visando formar um bloco para a disputa das vagas de deputados federais e estaduais, quer negociar com o PMDB em bloco, exigindo a vice para Cairolli, PSD, e Senado, Beto Albuquerque, PSB, mas PSD e PPS deixaram claro que sequer decidiram se apoiarão José Ivo Sartori para o governo do Estado.

A TROPA DO PT: ELES AMEAÇAM DE MORTE, XINGAM, PROVOCAM, QUEREM BATER. NA RAIZ DA DELINQUÊNCIA, ESTÁ O DINHEIRO PÚBLICO DO GOVERNO E DAS ESTATAIS

Leiam este comentário enviado ao blog no dia 6.

ameaça
Como esse, chegam dezenas por dia. É disso para pior. O vocabulário é bem mais agressivo, as ameaças são mais, como posso dizer?, escatológicas e se estendem à minha família. E elas costumam ter um padrão também, já observei aqui. Noventa por cento delas têm ao menos uma destas três abordagens (havendo aquelas que juntam as três): a) anunciam que a hora está chegando; b)falam em tiro na cabeça; c) sugerem alguma forma de violação de caráter sexual, em que o adversário é sujeitado, humilhado, estuprado. A coisa mereceria um estudo sócio-psicológico:
a) A “hora chegando” é um conceito essencialmente fascista; os vingadores, ungidos pela história, se vingam de seus inimigos e os exterminam fisicamente. O discurso-símbolo é aquele feito por Goebbels no dia 10 de fevereiro de 1933, 11 dias depois de Hitler ter sido nomeado chanceler: “Um dia nossa paciência vai acabar e calaremos esses judeus insolentes, bocas mentirosas!”.
b) O “tiro na cabeça” tem um duplo apelo: 1) é um modo clássico de executar pessoas condenadas por crimes de guerra — e isso quer dizer que essa gente se sente, de fato, numa guerra; 2) o tiro na cabeça significa, simbolicamente, um apagamento das ideias dos adversários. O cérebro, que abriga o conteúdo reprovável, será destruído por uma bala.
c) A violação de caráter sexual — e suas variantes — remete à emasculação, à castração do adversário. Creiam: quem apela a essa metáfora precisa apenas das circunstâncias adequadas para se tornar um estuprador: de mulher, homem, criança ou bicho.
Estamos falando de uma horda. Ocorre que ela não é formada ao acaso, não, e conta com um centro irradiador, financiado por dinheiro público. Quem indica os alvos a serem atacados são aqueles que se orgulham de ser chamados de “blogs sujos”: páginas na Internet financiadas pelo governo federal e por estatais para difamar membros do Judiciário, líderes da oposição, a imprensa e os jornalistas independentes. Eleitos os alvos, a rede petralha se encarrega, então, de dar início ao linchamento.
Joaquim Barbosa
Joaquim Barbosa, ministro do STF e seu presidente até novembro, já foi saudado pelos petistas como o “herói negro nomeado por Lula”. Quando ficou claro que ele se limitaria, em todo o processo do mensalão, a seguir a lei, então se transformou no traidor e no demônio de plantão. A rotina foi a mesma: os blogs sujos passaram a disparar as palavras de ordem, e a fascistada, nas redes sociais, com perfis falsos ou verdadeiros, se encarregou e se encarrega da rede de difamação, que logo evolui para a ameaça.
O ministro passou a ser alvo de considerações como esta:
ameaça barbosa 1
Um certo Sérvolo Aimoré-Botocudo de Oliveira, escreveu o seguinte no Facebook (segue a mensagem como lá estava):JOAQUIM BARBOSA SEU DESGRAÇADO. VOCÊ VAI MORRER DE CÂNCER OU UM TIRO NA CABEÇA. E QUEM VAI MANDAR FAZER ISSO SÃO SEUS “AMIGOS”. SÃO OS SENHORES DO NOVO ENGENHO. SEU CAPITÃO DO MATO. SEU INFÂME. SEU TRAIDOR. TIREM AS MÃOS DOS NOSSOS HEROIS!
Os “nossos heróis” — no caso, deles — são os mensaleiros José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. Pois bem. Temendo pela segurança de Barbosa, a direção do STF acionou a polícia federal e chegou ao autor das ameaças: Sérvolo de Oliveira e Silva. Quem é ele? É secretário de Organização do Diretório do PT de Natal e, pasmem!, membro da Comissão de Ética do partido no Rio Grande do Norte — imaginem o que não fazem os que não pertencem à dita-cuja… Ah, sim: também é assessor do vereador Fernando Lucena na capital potiguar. Lucena, obviamente, é do PT.
Ele sumiu do mapa. Começou a ser investigado pela PF em fevereiro. Desde esse mês, saiu de circulação para, segundo consta, “cuidar de assuntos pessoais”. Juliano Siqueira, o presidente do partido no Estado, afirma: “Esse cara apareceu aqui no começo do ano. Mandaram de Brasília. Mas nem sei quem é.” Entendo!!! “Mandaram de Brasília”??? Quem “mandaram”, cara pálida? Foi a Direção Nacional do partido?
O que diz Sérvolo?
VEJA localizou o tal Sérvolo. Confirma a publicação das mensagens, mas diz:“Se eu quisesse matar mesmo, apesar de ele merecer (!!!), eu não iria fazer uma ameaça de morte na Internet”. SEM ESSA! Quem adere a esse comportamento delinquente pode não ter a coragem de exercitar a violência, mas está convidando os que têm a fazê-lo. E sempre há os “corajosos” que não covardes o bastante, não é mesmo? Pensem nos casos brutais de que tivemos notícias recentemente. Uma corrente na Internet contra um indivíduo, famoso ou não, poderoso ou não, pode ter consequências trágicas. De resto, incitar a violência é crime.
Aloysio Nunes
Sérvolo é só parte de uma legião. Na terça-feira, vimos a patuscada armada por um conhecido militante-arruaceiro petista chamado Rodrigo Grassi Cademartor, conhecido como “Rodrigo Pilha”, que tem um blog na Internet e era, até há menos de um mês, assessor parlamentar da deputada Erika Kokay (PT-DF). As câmeras do circuito interno do Senado registram com precisão o que aconteceu.
- o tal abordou o senador para lhe fazer perguntas como suposto blogueiro;
- Aloysio respondeu a tudo calmamente;
- o rapaz começou a insultá-lo, acusando-o de envolvimento com o cartel do metrô;
- o senador o chamou de cafajeste;
- “Pilha” confessa, então, que era só uma armação para fazer um vídeo e postar na Internet e chama do tucano “para a porrada”;
- chegou a jogar uma garrafa d’água contra o senador;
- foi detido pela segurança do Senado e solto em seguida.
Assistam ao vídeo. Volto em seguida.
Rodrigo Grassi é especialista em provocação. Na condição de assessor da deputada Kokay, perseguiu e agrediu com ofensas o ministro Joaquim Barbosa — aquele, sabem?, ameaçado de morte pelo tal Sérvolo. Vamos relembrar o vídeo:
Atenção! A deputada Kokay saiu, então, na prática, em sua defesa, afirmando que ele ofendeu o ministro fora do seu horário de trabalho. Depois, acabou afastando-o de seu gabinete, ao menos oficialmente. Republico trecho de reportagem de VEJA sobre esse cara (em azul):
Defensor da ditadura cubana, Grassi comandou a tropa que hostilizou a blogueira Yoani Sánchez quando ela visitou o Congresso Nacional, iniciou uma confusão após provocar o ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e ajudou a organizar “protestos” contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Também fez questão de passar o dia na porta da Superintendência da Polícia Federal quando os mensaleiros se entregaram no ano passado.
Uma de suas estratégias é insuflar manifestantes em protestos, sem que fique evidente a ligação dos atos com o PT e o gabinete de Érika Kokay. As duas mulheres que também hostilizam Barbosa no vídeo são Andreza Xavier e Maria Luiza Rodrigues, amigas do assessor parlamentar.
Na descrição do vídeo que publicou com a perseguição a Barbosa, Grassi define o presidente do STF como “fascista” e, orgulhosamente, anuncia que o colocou “para correr”. No vídeo, em português sofrível, ataca: “Ele precisa (sic) de andar com muitos seguranças”.
Grassi recebe da Câmara dos Deputados cerca de 4.800 reais por mês. Porque o militante-profissional continua sendo bancado pelo dinheiro público é uma pergunta que a deputada Érika Kokay deveria responder.
Rodrigo Grassi: cerveja, lancha, vida boa, dinheiro público e agressão a quem considera adversário: são os nossos bolivarianos (Facebook)
Rodrigo Grassi: cerveja, lancha, vida boa, dinheiro público e agressão a quem considera adversário: são os nossos bolivarianos (Facebook)
Retomo
Atenção! Gente como Sérvolo e esse tal Grassi são, digamos assim, a linha de choque de uma prática bem organizada, sistemática, metódica, que tem nos chamados “blogs sujos” (e também alguns veículos impressos) a sua expressão supostamente inteligente. É nessas páginas, financiadas por estatais como Caixa Econômica Federal, Petrobras e Banco do Brasil — além dos anúncios do governo propriamente — que os “inimigos” são eleitos. Elas fornecem a suposta munição — no mais das vezes, injúria, calúnia e difamação — para que a tropa ataque na rede e, como se nota, se necessário, na ação física também.
É estupefaciente que o dinheiro público seja usado para financiar coisas assim. E que se note: já nem se trata de patrocinar páginas simpáticas ao governo ou que comunguem de seus valores ideológicos. Nada disso! Trata-se de dar suporte a panfletos dedicados a fazer a defesa do PT e a difamar qualquer um que seja considerado “um inimigo”. Ora, o dinheiro que financia essa canalha também pertence aos ofendidos. Com que direito é escandalosamente privatizado? Normal, não é?, quando se tem uma presidente da República que usa a Rede Nacional de Rádio e Televisão para fazer política partidária e proselitismo eleitoral. Foi tudo planejado junto com a Secretaria de Comunicação do governo, hoje a cargo de Thomas Traumann — a mesma que distribui as verbas de publicidade para os patriotas fazerem o trabalho sujo. Quando não é assim, estão por aí a pedir cabeças de jornalistas aos veículos de comunicação. E pedem mesmo! Não têm nenhum pudor.
Hora dessas, um dos talibãs do petismo põe em prática, para valer, o que seus mestres indiretamente recomendam, financiados com dinheiro público. Como se nota, eles estão perdendo qualquer noção de limite, E vão se tornar mais violentos e mais virulentos à medida que as eleições se aproximam. Imaginem do que essa gente não é capaz se for derrotada na eleição presidencial.
Eu não sei se essa gente deixa o poder em 2014. Tomara que sim! Se não for agora, será um dia. E estejam certos de que a sua história será contada no detalhe. O banco de dados já é gigantesco. O Terceiro Reich era mais ambicioso e violento do que o PT. E deu no que deu. Os “judeus” com os quais Gobbels prometeu acabar naquele fevereiro de 1933 venceram. Por Reinaldo Azevedo

POLÍCIA FEDERAL ESTÁ INVESTIGANDO AMEAÇAS DE MORTE AO MINISTRO JOAQUIM BARBOSA, PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

A Polícia Federal investiga, a pedido do Supremo Tribunal Federal, ameaças de morte ao presidente da Corte, ministro Joaquim Barbosa, em perfis de redes sociais na internet. Em um dos dois inquéritos de investigação, a Polícia Federal descobriu que um dos que ameaçaram o ministro foi Sérvolo de Oliveira e Silva, secretário de organização do diretório do PT em Natal, e membro da Comissão de Ética do partido no Rio Grande do Norte. "Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas", postou o petista no perfil do Facebook com o nome de Sérvolo Aimoré-Botocudo de Oliveira: "Joaquim Barbosa deve ser morto. Ponto Final. Estou ameaçando a um monstro que é uma ameaça ao meu país. Barbosa é um monstro e como monstro deve ser tratado". A direção nacional do PT disse que não iria se manifestar sobre o tema. Sérvolo não foi localizado. Depois que começou a ser investigado pela Polícia Federal, ele se mudou para Foz de Iguaçu. O petista diz que fez menção ao tiro na cabeça porque se lembrou da morte do PC Farias. "A burguesia brasileira age assim. Sou do candomblé, não tenho coragem de matar ninguém", afirmou, completando que se quisesse de fato matar alguém não postaria a ameaça na internet. No outro inquérito, também solicitado pelo Ministério Público Federal, a Polícia Federal investiga quem está por trás do perfil de Brasília que convoca membros e correligionários do PT a atentar contra a vida do presidente do Supremo. Ameaça de morte pode render uma pena de até seis meses de prisão, de acordo com o Código Penal.

PROCURADORIA PEDE AÇÃO CONTRA PREFEITO DE CUIABÁ POR FRAUDE DE ATÉ R$ 700 MILHÕES

O Ministério Público Federal no Mato Grosso propôs uma ação civil pública contra o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), e outras quatro pessoas que segundo a procuradoria estariam envolvidas em fraude na recuperação judicial de uma mineradora. Mendes é apontado como beneficiário de “nefastas irregularidades” praticadas por um juiz do Trabalho que atuou na venda da empresa, que viria a ser adquirida pelo prefeito. A ação do Ministério Público tem origem em uma investigação conduzida pelo Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso. O TRT-MT considerou nulo o processo de venda, em 2011, da mineradora Maney Casa de Pedra, que fora a leilão por causa de passivos trabalhistas não quitados pelos donos de então. O leilão não ocorreu e o juiz aceitou uma proposta de compra feita por Jéssica Cristina de Souza, filha de Valdinei Mauro de Souza, sócio de Mauro Mendes. Seis meses depois da compra – o prazo mínimo legal – as cotas da empresa foram transferidas para o pai e o prefeito. A investigação do TRT-MT concluiu que o juiz que conduziu a recuperação judicial da mineradora, Luiz Aparecido Ferreira Torres, desviou R$ 185 mil do processo e praticou uma série de irregularidades e possíveis “ilícitos penais”. Um dos problemas apontados foi a transferência das cotas da mineradora a Jéssica pelo valor de R$ 2,8 milhões, quando o potencial aurífero da área – localizada próxima do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, em terras da União – era de R$ 723 milhões, de acordo com o laudo de avaliação mais recente, datado de 1999. O TRT também descobriu uma autorização dada por Ferreira Torres para que a Caixa Econômica Federal liberasse R$ 185 mil a título de corretagem para um corretor de imóveis de nome José Faria de Oliveira sem que ele tenha atuado em nenhum momento no processo de venda da mineradora ou de seus ativos. Ferreira Torres apresentaria posteriormente um despacho de nomeação do corretor, mas ele não continha a numeração das folhas dos autos, o que mostrava que o suposto documento nunca pertenceu ao processo. Oliveira havia intermediado a compra de dois flats, vendidos por uma construtora ao juiz. Em depoimento na investigação do TRT, o corretor disse que foi chamado ao gabinete de Ferreira Torres e que o juiz propôs transferir para seu nome os dois imóveis, sem explicar o motivo, o que ele teria recusado. Segundo o corretor, o juiz lhe perguntou se ele havia sido procurado por alguém do TRT e orientou Oliveira a dizer que havia recebido os R$ 185 mil sob suspeita a título de corretagem. Mais uma vez, ele se recusou a atender o pedido de Ferreira Torres e decidiu procurar a corregedoria do tribunal, que passou a investigar o caso – Oliveira porém, chegou a receber R$ 20 mil em conta bancária. O Ministério Público Federal considerou que a condução do caso por Ferreira Torres “extrapolou todos os limites estabelecidos em lei, passando a administrar interesses privados”. “O ato judicial mencionado (venda da mineradora) visou a defesa de interesses estranhos à execução trabalhista, num completo desvirtuamento do processo do trabalho, fato que sem dúvidas beneficiou diretamente Jéssica Cristina de Souza, Mauro Mendes Ferreira e Valdinei Mauro de Souza, favorecidos economicamente pela prática dos atos ímprobos perpetrados pelo magistrado trabalhista”, anotou a procuradora federal Vanessa Christina Zago Scarmagnani. Ela ainda afirmou que os três “foram beneficiados em, no mínimo, R$ 700,7 milhões”. A Justiça Federal deferiu pedido liminar feito pelo Ministério Público Federal para que os bens em nome da mineradora sejam bloqueados. O juiz, contudo, indeferiu pedido para bloqueio dos bens do prefeito e das demais pessoas físicas. Em nota, o prefeito Mauro Mendes afirmou confiar “que a Justiça Federal será o foro adequado para se dirimir as dúvidas lançadas inexplicavelmente, do ponto de vista judicial, contra sua honra e sua honestidade”, e disse que “provará que não praticou ou participou de nenhum ato ilegal, tampouco se beneficiou de qualquer ilegalidade”. A Prefeitura declarou que o processo correcional do Tribunal do Trabalho “ainda não foi concluído” e disse que “o prefeito não é parte autora, parte ré ou parte interessada”. “Por não ser parte, Mauro Mendes nunca foi convocado, intimado, convidado ou provocado a prestar qualquer esclarecimento sobre os fatos que compõem a ação na esfera judicial, tampouco pelo Ministério Público Federal”, afirma a nota. A Prefeitura argumenta que “os fatos noticiados não guardam qualquer relação com o mandato que Mauro Mendes exerce com zelo e austeridade como prefeito, a partir de 2013, já que são anteriores a 2012?. A nota afirma que “os valores de R$ 700 milhões aventados na ação proposta são absolutamente fictícios, baseados em um laudo pericial de potencial de exploração mineral da referida empresa emitido em 1999, com prazo de validade de 10 anos, ou seja, vencido em 2009, quando Mauro Mendes sequer conhecia tal empresa”. “Além do que, o laudo de potencial significa apenas e tão somente uma ‘mera expectativa’ de exploração, e não patrimônio devidamente integralizado pela empresa. Ou seja, a empresa nunca valeu ou movimentou R$ 700 milhões”. A Prefeitura sustenta ainda que “Mauro Mendes se sente indignado e injustiçado pelo envolvimento de seu nome em fatos dos quais não participou e não é parte do processo, o que causa máculas à sua honra, e por esta razão já está tomando todas as medidas cabíveis para reparar sua honra e sua dignidade”. A advogada do juiz Luis Aparecido Ferreira Torres, Fabiana Curi, afirma que os R$ 185 mil eram valores devidos ao corretor porque inicialmente a mineradora iria a leilão. “O corretor de imóveis José Faria de Oliveira estava credenciado no TRT e fora chamado para intermediar a venda, razão pela qual fora expedido o valor a título de corretagem.” A advogada também disse que o depoimento de Faria “é totalmente desprovido de verdade, não trazendo consigo qualquer elemento mínimo probatório e isso será comprovado”.

DEFESA DO BANDIDO PETISTA MENSALEIRO JOSÉ DIRCEU CONSIDERA "INCOERÊNCIA" A DECISÃO DE JOAQUIM BARBOSA

O criminalista José Luís Oliveira Lima, que defende o ex-ministro e bandido petista mensaleiro José Dirceu (Casa Civil) divulgou na sexta feira nota pública reagindo à decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa. Na sexta-feira, Barbosa negou o pedido de autorização para José Dirceu trabalhar fora do complexo da Papuda, argumentando que o condenado ainda não cumpriu 1/6 da pena. O defensor de José Dirceu diz que “a incoerência do ministro Joaquim Barbosa é chocante, pois ele próprio nunca manifestou oposição ao trabalho externo que os demais condenados da Ação Penal 470 exercem há meses”. “É importante que o Supremo Tribunal Federal casse imediatamente esta decisão individual de seu presidente para evitar um desastroso impacto no sistema penitenciário brasileiro, que terá que absorver, não apenas os presos da AP 470, mas todos os outros sentenciados que hoje exercem pacificamente o trabalho externo e caminham para a ressocialização”, argumenta Oliveira Lima.

IMPORTAÇÃO DE TRIGO PELO BRASIL SOMA 487,9 MIL TONELADAS EM ABRIL

As importações de trigo pelo Brasil no mês passado somaram 487,9 mil toneladas, volume praticamente estável na comparação com abril de 2013, disse na sexta-feira a associação dos moinhos com base em números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. As compras externas do cereal do Brasil atingiram 488,8 mil toneladas em abril do ano passado. O volume do último mês registrou ligeira queda na comparação com as importações de março, que atingiram 512,6 mil toneladas. Assim como em março, a Argentina se manteve como o principal fornecedor do trigo ao Brasil em abril, com desembarques de 276,6 mil toneladas, informou a Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo). O trigo da Argentina voltou a dominar as chegadas do produto importado ao Brasil em março, após perder a liderança para os Estados Unidos em 2013 e nos dois primeiros meses de 2014, diante de uma oferta limitada no país vizinho por problemas na safra. Mesmo assim, os Estados Unidos forneceram 822,7 mil toneladas para o Brasil no acumulado do ano, contra 692,9 mil toneladas do somatório da Argentina. Ao final de abril, a Argentina liberou a exportação adicional de 500 mil toneladas de trigo do ciclo 2013/14, com o total exportável na temporada somando 1,5 milhão de toneladas no ano-safra. O volume liberado pela Argentina, no entanto, equivale a apenas um mês das importações brasileiras, e compradores esperam uma redução de tarifa para compras fora do Mercosul nos próximos meses, o que permitiria aos moinhos comprarem o produto dos Estados Unidos com menores custos. As importações do produto norte-americano pelo Brasil somaram 127 mil toneladas em abril. O preço médio do produto importado no mês passado foi de 318,17 dólares por tonelada, abaixo dos 356,12 dólares registrados no mesmo período de 2013, mas acima dos 312,10 dólares de março deste ano.

PETROBRAS ANUNCIA INÍCIO DE PRODUÇÃO EM NOVO POÇO

A Petrobras informou que entrou em produção na sexta-feira às 14h26 o poço 7-LL-22D-RJS no campo de Tupi, na Área do Piloto de Tupi NE, no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos. Este poço tem potencial de produção de 26 mil barris de petróleo por dia, e está interligado ao navio Plataforma FPSO Cidade de Paraty por um sistema de conexão à plataforma pioneira nesse campo. O campo de Tupi é operado pela Petrobras (65%), em parceria com a BG E&P Brasil (25%) e a Petrogal Brasil (10%). "Por esse sistema, o trecho ascendente das tubulações de produção é sustentado por uma bóia submersa posicionada na profundidade de 240 metros abaixo no nível do mar. A cabeça do poço está localizada a uma profundidade dágua de 2.130 metros", acrescentou a estatal em comunicado. A conexão do poço 7-LL-22D-RJS ao FPSO foi finalizada em 5 de maio de 2014, com a instalação de seus dutos flexíveis. Uma segunda bóia já teve sua instalação finalizada e está pronta para receber os dutos rígidos de produção e injeção. O FPSO Cidade de Paraty entrou em operação em 6 de junho de 2013, com o poço 7-LL-11-RJS, que foi interligado diretamente à plataforma e produz cerca de 30 mil barris por dia. Ao longo de 2014 serão interligados mais seis poços à unidade, quatro produtores e dois injetores, todos através das bóias, possibilitando que o FPSO Cidade de Paraty atinja sua capacidade plena de produção, de 120 mil barris de petróleo por dia, no terceiro trimestre de 2014.

DILMA SE APROXIMA DA INELEGIBILIDADE NO CENTRO-SUL DO PAÍS

A pesquisa Datafolha desta sexta-feira mostra a presidente Dilma Rousseff com saldo potencialmente negativo nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Nas três, as opiniões de que seu governo é ruim ou péssimo superam as avaliações de ótimo e bom em um ponto porcentual. Está dentro da margem de erro, mas é um limiar perigoso: o histórico mostra que governantes com mais eleitores críticos do que apoiadores são praticamente inelegíveis. O que salva a popularidade de Dilma é seu saldo amplamente positivo no Nordeste (26 pontos) e no Norte (31 pontos). Na média nacional, a presidente ainda tem nove pontos a mais de ótimo em bom (35%) do que de ruim e péssimo (26%). E é por isso que ainda é vista como a favorita a vencer a eleição em outubro pela maior parte do eleitorado nacional: 37%. Por seu peso no total do eleitorado, o Nordeste é muito mais importante para Dilma. E é lá que o Datafolha mostra outro indicador preocupante para os petistas: a taxa de ótimo e bom do governo federal caiu 7 pontos, e a de ruim e péssimo subiu 6 no último mês. Como resultado, o saldo positivo, embora ainda alto, caiu 13 pontos. Ainda não é uma tendência, porque foi a primeira perda de popularidade da presidente na região desde novembro. Essa divisão geográfica da avaliação do governo se reflete diretamente na corrida eleitoral. No Sudeste, Dilma está tecnicamente empatada com Aécio Neves (PSDB), segundo o Datafolha: tem 30% das intenções de voto, contra 27% do tucano. Já no Nordeste, tem quatro vezes mais que o tucano: 52% a 12%. Entre os nordestinos, o pernambucano Eduardo Campos (PSB) aparece ligeiramente à frente do tucano, com 16% dos votos. É no Sul (19% a 8%) e, principalmente, no Sudeste (27% a 7%) que Aécio Neves livra sua vantagem sobre o candidato do PSB. Foi esse crescimento que aumentou em 50% a distância de Aécio Neves sobre Eduardo Campos no total do eleitorado nacional. A geografia do voto mostra ainda que caiu a vantagem de Dilma no interior do País, onde sua avaliação e intenção de voto são historicamente maiores. Nessas cidades, o saldo de avaliação que chegou a ser de 30 pontos em novembro, caiu para 12 pontos em maio – apesar de todas as suas entrevistas para rádios do interior e dos programas de entrega de máquinas às prefeituras. A presidente continua vulnerável nas metrópoles e capitais, onde a taxa de ótimo e bom (33%) está tecnicamente empatada coma de ruim e péssimo (29%). Mas nas maiores cidades Dilma pelo menos parou de cair.

NETA DE FRANCISCO FORD COPPOLA ESTRÉIA NA DIREÇÃO DE CINEMA AOS 27 ANOS

Gia Coppola - cujo filme de estréia, "Palo Alto", chega agora aos cinemas norte-americanos - integra a quarta geração dessa famosa família hollywoodiana a entrar no cinema. Na verdade, segundo seu avô, Francis Ford Coppola, seria a quinta. Não só o pai dele, Carmine, dividiu com Nino Rota o Oscar pela música do "Poderoso Chefão: Parte III", como o pai do pai, Agostino, ajudou a montar o sistema Vitaphone, que introduziu o som nos filmes mudos. "O pessoal ficou empolgado", comentou recentemente Gia, de 27 anos, falando da reação da família quando ela contou que iria fazer o roteiro e dirigir um filme: "Mas o mais importante é que esta foi minha chance de fazê-lo sozinha". Baseado em uma coletânea de contos de autoria do ator James Franco - que faz o papel de técnico de futebol de um time juvenil, com tendências libidinosas e uma queda por adolescentes - "Palo Alto" descreve a existência conturbada de um grupo de jovens problemáticos da Califórnia. Sonhador, pungente e desprovido de qualquer intuito moralizador, o filme descreve as festas, os encontros e as paixões complicadas desta juventude. O filme recebeu críticas calorosas no Telluride Film Festival do ano passado, onde estreou com a presença de Francis Ford Coppola, que foi prestigiar a neta. "É um grande alívio", comentou Gia, referindo-se à recepção dos críticos, no mês passado: "Não tive tempo de pensar nisso enquanto trabalhava". Aventurar-se na direção e na elaboração de roteiros de um longa é um passo corajoso para qualquer um, mesmo que esta pessoa pertença a uma das dinastias mais ilustres de Hollywood. Quando então ela conta entre seus familiares Sofia Coppola, Talia Shire, Nicolas Cage e Jason Schwartzman, é inevitável que as pessoas pensem que ela teve proteção de sobra. Mas Gia Coppola disse que, durante a realização de Palo Alto, ficou distante da família, e, ao contrário, procurou os conselhos de Franco. Voz suave, como a de um pássaro, cabelos cor de mel e olhos escuros cor de chocolate, Gia é reservada e fechada pessoalmente, lembrando a tia Sofia. Entretanto, ocupa uma posição singular no clã, do qual passou a fazer parte depois da maior tragédia familiar. Seu pai, o primeiro filho de Francis Ford, Gian-Carlo Coppola, Gio, um produtor cinematográfico promissor, morreu em um terrível acidente de lancha de corrida em maio de 1986. Tinha 22 anos, e sua namorada, Jacqueline de La Fontaine, estava no início da gravidez do único rebento da relação. Sete meses mais tarde, nasceria Gia. Ela tem o mesmo nome do pai: Gian-Carla. Embora tenha sido criada em Los Angeles pela mãe - que posteriormente casou-se com Peter Getty, da família dos magnatas do petróleo, e logo depois se divorciou - os Coppola a tomaram sob sua proteção. "Eles ocuparam o vazio deixado por meu pai", disse Gia. Adolescente, ela passava as férias com os avós, no norte da Califórnia, colhendo amoras e pescando com o tio Roman. Quando tinha 9 anos, Francis a levou numa longa viagem pela Europa. A certa altura, prendeu um walkie-talkie na menina com fita crepe para que ela pudesse andar sozinha e se comunicar em caso de necessidade (estavam a bordo de um navio de cruzeiro). "Apareceu essa menininha na família, uma irmã mais nova que tínhamos de proteger", disse Robert Schwartzman, um dos primos em segundo grau de Gia (a mãe dele, Talia Shire, é irmã de Francis Ford Coppola): "Todos nós ajudamos a criar Gia, foi uma tarefa do grupo todo". Ele e Gia foram sempre muito amigos. Ela estudou em escolas particulares em Los Angeles, no Center for Early Education, e depois na Archer School for Girls, onde, absurdamente tímida, sentia-se distante das colegas. Por isso, Robert e às vezes os irmãos dele, Matthew Shire e o ator Jason Schwartzman, a levavam para a escola de carro. "Se ela tinha algum problema", conta Robert, "eu procurava apagar o incêndio". Mas ela também lutou. A vida acadêmica não era o que mais a atraía. Uma falta de coordenação impediu que ela praticasse esportes e se dedicasse à dança. Gia queria, acima de tudo, mostrar sua criatividade; mas, por outro lado, odiava chamar a atenção. E acabou encontrando refúgio na fotografia. Saiu de Archer antes de terminar o curso e ingressou no Bard College, onde estudou fotografia. Ali, ela reencontrou seu primeiro namorado, Sam Freilich, hoje agente literário que continua ao seu lado. Gia ainda não pensava em cinema, desencorajada em grande parte pelo talento de toda a família e por seu nome famoso: "Isto contribuiu para me dissuadir até certo ponto. Acho que me sentia um pouco intimidada". Depois de formada, regressou a Los Angeles e arranjou um emprego de ajudante no Bouchon, o bar de Thomas Keller, e então o destino, ou o que quer que seja, lhe deu uma mão: foi convidada para fazer uma ponta num curta metragem para a marca de moda feminina "Built by Wendy". Gia colocou algumas dificuldades, mas concordou em fazer um filme por conta própria, com a amiga, instrumentista e realizadora de vídeos Tracy Antonopoulos. Chamou Nathalie Love, que era sua melhor amiga desde que ambas tinham 7 anos (conheceram-se quando apareceram no vídeo Red Right Hand de Nick Cave e os Bad Seeds, de 1994). Adoraram a experiência. Para ela, foi como uma extensão da fotografia, explicou Gia, "mas com mais coisas com as quais eu podia brincar". Extravagante, amadorístico, o vídeo proporcionou-lhe a possibilidade de fazer curta para grandes lojas de moda feminina, como "Opening Ceremony", "United Arrows", "Wren" e "Zac Posen for Target". Não muito diferentes dos trabalhos de tia Sofia, os filmes de Gia têm pequenos momentos de tranquilidade. E, como a tia, ela chamou a atenção do mundo da moda. Também trabalhou no guarda-roupa do filme "Somewhere", de Sofia (2010), e atrás da câmera com o avô em "Twixt" (2011). Também fez um curta estrelado por Robert Schwartzman, que ela editou num vídeo para a música All My Life. Durante as filmagens, Schwartzman ficou impressionado pela capacidade de Gia na direção, algo que ela nunca demonstrara. "Foi um momento impressionante", disse Robert, que posteriormente trabalhou na trilha de "Palo Alto" em parceria com o músico Dev Hynes. "Eu a conheço como uma pessoa tão suave, tão tímida, tão doce, tão delicada. Não é certamente a mulher ‘alfa’, mas, como diretora, consegue o que quer." Entretanto, a perspectiva de dirigir ou de escrever um longa metragem continuava distante. Até que, uma noite, há cerca de cinco anos, Gia foi a uma festa em Hollywood, onde encontrou sua mãe. E ela lhe falou de um ator boa pinta chamado James Franco. Será que Gia gostaria dele? Sem dúvida. Franco já falava há algum tempo da ideia de adaptar seu livro "Palo Alto: Stories" para o cinema, de preferência por uma mulher, porque achava que isso daria às histórias centradas em geral em homens um enfoque mais profundo. Depois de conhecer Gia, ele quis ver seu trabalho fotográfico, seus vídeos, gostou deles e, deixando-se guiar pela intuição, perguntou se ela faria a adaptação e dirigiria o filme. "Percebi que ela tinha a sensibilidade certa para fazer aquilo", disse o ator: "Às vezes, tenho um bom instinto para estas coisas, e às vezes, não. Mas neste caso funcionou". Gia achou que conseguiria estabelecer um relacionamento fácil com os adolescentes dos contos - sua falta de jeito, suas emoções tortuosas, sua confusão geral e a incipiente constatação de que os adultos também têm falhas. E, depois de preparar um pequeno teste do filme, começou a elaborar o roteiro com a ajuda de Love e de Franco. Escolheu Emma Roberts, a estrela da Nickelodeon, filha de Eric Roberts e sobrinha de Julia Roberts, para o papel principal, e chamou vários atores estreantes, como Jack Kilmer, cujo pai, Val Kilmer, também faz uma ponta. Love, amigo de Gia de longa data, também faz uma ponta em "Palo Alto" e diz que o desabrochar da paixão de Gia pela direção parece uma consequência lógica de suas próprias raízes. "Gia raramente falava com alguém, principalmente com adultos", lembrou Love, contando da infância de ambos. "Ela sussurrava no meu ouvido que queria ir para a Disneylândia e eu tinha de anunciar o pedido para o grupo, como se a idéia fosse minha. Por isso, ela sempre esteve nos bastidores, dirigindo". No entanto, a diretora não conseguiu financiamento para a película: os possíveis investidores recuaram diante do número de iniciantes que iriam participar da produção. Até que, finalmente, Franco resolveu se manifestar. "Acreditava tanto em Gia que queria fazer o filme de qualquer maneira", escreveu. Por isso, deu tudo o que recebeu pelo filme "Homefront" para Gia fazer o filme. As filmagens começaram em 2012, no dia das bruxas, no bairro Woodland Hills, em Los Angeles, e duraram 30 dias. Jack Kilmer e seu parceiro no filme Nat Wolff, no papel de um encrenqueiro problemático, Fred, dormiram em colchonetes na garagem da casa da mãe de Gia, onde ficavam assistindo a filmes antigos na velha TV de Francis Ford Coppola. Jacqueline de La Fontaine às vezes aparecia no set para deixar caixas de cupcakes e hambúrgueres. Sem dinheiro para pagar extras, Gia pediu aos amigos que aparecessem na cena de uma festa. "Eram todos jovens", contou Wolff. E a diretora estava tão à vontade que seu estado de espírito passava para todo o set. "Ela sempre estava tão calma, com o controle da situação, e tudo era tão engraçado, que a impressão que a gente tinha era que todo mundo tinha o direito de dar palpites", ele disse.

EX-EMPREGADO DE LABORATÓRIO CONDENADO TEVE CÂNCER E VENCEU AÇÃO JUDICIAL

Elias Soares Vieira, de 48 anos, trabalhou por nove anos na fábrica do laboratório americano Eli Lilly, em Cosmópolis, no interior de São Paulo. Sem nunca ter manipulado produtos químicos usados no local, ele conseguiu provar na Justiça que o câncer renal que adquiriu posteriormente foi provocado pela inalação dos gases tóxicos do laboratório. "Até hoje me lembro quando urinei sangue pela primeira vez, em 2005", afirma Vieira, que, em novembro daquele ano, foi submetido a uma cirurgia para retirada do rim direito, como parte do tratamento para conter a doença. Funcionário da área administrativa, Vieira conta que não imaginava que poderia ter sido contaminado pelas substâncias químicas que eram usadas na produção da empresa. Descobriu que poderia existir ligação entre os gases tóxicos e a doença quando especialistas apontaram que em seu organismo havia metais como chumbo, arsênio, titânio e alumínio. "Essas substâncias também foram identificadas no solo e no lençol freático contaminados da planta", lembra o ex-funcionário da Eli Lilly, que entrou com uma ação contra a empresa em 2007. Em 2011, Vieira conseguiu sua primeira vitória, no Fórum de Paulínia, no interior de São Paulo. A empresa foi condenada a pagar plano de saúde e a custear o seu tratamento, mas descumpriu a determinação ao não financiar as despesas de saúde e foi executada pela Justiça: "Essa nova decisão na ação de dano coletivo é um vitória para todos ex-funcionários que, como eu, lutam pelos seus direitos. Isso servirá para todos tantos outros casos de contaminação".

DISTRIBUIDORAS DE ENERGIA QUEREM MAIS R$ 7,9 BILHÕES

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) vai pedir ao governo mais R$ 7,9 bilhões para que as empresas do setor consigam honrar seus compromissos entre maio e dezembro de 2014. Isso porque o empréstimo bancário de R$ 11,2 bilhões anunciado em março pelo governo não durou até o fim do mês passado. Cerca de R$ 8,7 bilhões foram gastos apenas para cobrir o rombo da companhias de fevereiro e março. Os R$ 2,5 bilhões restantes não serão suficientes para pagar pelo buraco de abril, que será liquidado em junho. Os cálculos originais dos empresários do segmento apontavam um buraco de R$ 7,2 bilhões na contabilidade da distribuição eletricidade para os próximos oito meses. Mas, no começo da tarde de sexta-feira a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) corrigiu os valores da parcela para cobrir o rombo de março, que passou de R$ 3,3 bilhões para R$ 4 bilhões. Somados com os R$ 4,7 bilhões usados para pagar fevereiro, o desembolso passou de R$ 8 bilhões para R$ 8,7 bilhões para os dois meses. Com isso, os R$ 3,2 bilhões de crédito que sobrariam para pagar a conta de abril viraram R$ 2,5 bilhões, insuficientes para pagar a fatura. "Nós acreditamos que os R$ 3,2 bilhões dariam para pagar apenas a liquidação de abril, que ocorrerá em junho. A própria Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) já tem conhecimento disso", disse o presidente da Abradee, Nelson Leite. Para a associação, o empréstimo não cobre R$ 700 milhões do rombo do mês passado. Os recursos são usados para cobrir a necessidade das empresas de distribuição de luz comprarem eletricidade no mercado à vista, já que não conseguiram contratos de longo prazo suficientes para suas demandas no leilão realizado no fim do ano passado. Além disso, o dinheiro ajuda a pagar o alto custo da energia térmica durante a estiagem que derrubou os níveis dos reservatórios. Com o leilão emergencial no último dia de abril, essa exposição das distribuidoras ao preço elevado cobrado no mercado de curto prazo caiu significativamente, mas, nos cálculos da Abradee, essa necessidade de recorrer ao suprimento à vista custará mais R$ 1 bilhão até o fim do ano.

PARA FAZER APARECER O CANDIDATO DO PT AO GOVERNO DE SÃO PAULO, ALEXANDRE PADILHA, O GOVERNO DILMA GASTOU R$ 45 MILHÕES EM PROPAGANDA NO PROGRAMA MAIS MÉDICOS

O governo petista de Dilma Rousseff gastou R$ 28,6 milhões para veicular o programa Mais Médicos em 2013. Foram destinados R$ 2,6 milhões para publicidade na internet, R$ 3,2 milhões no rádio, R$ 4,6 milhões nos jornais, R$ 284 mil em revistas e R$ 16,4 milhões na TV. O Mais Médicos será usado pela presidente Dilma Rousseff, pré-candidata à reeleição, e por Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo paulista, como a principal marca na área da saúde na eleição de outubro. Ao todo, foram 553.659.351 inserções com propaganda do programa em 58 portais, mais de 400 jornais e 500 rádios, além de 48 canais de TV. Ao todo, a propaganda do Mais Médicos custou R$ 36,9 milhões em 2013. O plano de mídia também incluiu a contratação de carros de som, por R$ 549 mil, para promover o programa pelo interior do País. De acordo com prestação de contas enviada à Câmara dos Deputados por Alexandre Padilha, enquanto ele ainda era ministro, em dezembro do ano passado, esse tipo de ação de divulgação foi feito 4.479 vezes em cidades pelo interior do Brasil. “Atenção, atenção para esse importante comunicado que o Ministério da Saúde tem para você: tem médico novo na cidade. Com o programa Mais Médicos para o Brasil, do governo federal, a nossa região recebeu mais médicos. Isso vai ampliar e melhorar o atendimento para a população, trazendo mais saúde e bem estar para você e sua família”, diz a propaganda em um dos auto-falantes que rodaram o interior. Para este ano estão previstos R$ 45 milhões para a propaganda do Mais Médicos, que já começou a ser veiculada. A primeira etapa da campanha ocorreu em fevereiro. Foi nacional, com os mesmos filmes e spots veiculados em todo País. No mês passado, a campanha passou a ser regionalizada, mostrando os resultados obtidos com a implementação do programa em cada Estado. No ano passado, o Ministério da Saúde gastou cerca de R$ 224 milhões com publicidade de utilidade pública, a que engloba o Mais Médicos e que serve para divulgar informações e serviços de interesse dos cidadãos. A previsão orçamentária para este ano é de R$ 215 milhões.

O PEREMPTÓRIO PETISTA GRILO FALANTE TARSO GENRO JÁ SACOU DO CAIXA ÚNICO DO ESTADO MAIS DO QUE O TOTAL USADO PELOS ÚLTIMOS CINCO GOVERNADORES JUNTOS, ELE É IMBATÍVEL

O peremptório governo petista "grilo falante" Tarso Genro não pára de gastar dinheiro. Mas, é dinheiro que ele pega emprestado, que terá que devolver mais tarde. É o caso do caixa único e dos depósitos judiciais. O deputado Lucas Redecker, do PSDB do Rio Grande do Sul, afirma que, desde que assumiu o Palácio Piratini, o governador petista Tarso Genro já sacou do caixa único do Estado em torno de R$ 4,8 bilhões. A projeção é de que, se os saques continuarem neste ritmo, o valor acumulado chegue a R$ 7 bilhões até o final do ano. Essa é a projeção que também faz o economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos. O deputado tucano possui mais informações inquietantes sobre o abuso do caixa único: esse valor representa mais do que sacaram do caixa único os últimos cinco governadores juntos. Somente nos meses de janeiro e fevereiro o ritmo dos saques diminuíram em virtude do ingresso de receitas provenientes do pagamento de IPVA. Nestes dois meses, os saques somaram R$ 120 milhões. Já em março, a retirada foi de R$ 340 milhões e em abril de outros R$ 270 milhões. Para Lucas Redecker, este dinheiro tem sido utilizado para bancar centenas de novos cargos de confiança. “O governador Tarso está conseguindo a façanha de gastar em três anos e meio mais do que os governadores Collares, Britto, Olívio, Rigotto e Yeda gastaram juntos. É um fato inédito, porém negativo, infelizmente”, afirmou Redecker. O deputado alerta também para o fato de que o governador Tarso Genro valeu-se ao longo do seu mandato do saque de R$ 4,3 bilhões dos depósitos judiciais, além de R$ 6 bilhões em empréstimos novos. O caixa único foi criado pelo decreto número 33.959 de 31/05/1991, quando foi instituída a centralização em conta única denominada "Governo do Estado" de todas as disponibilidades financeiras dos órgãos da Administração Direta e Indireta. Sua finalidade inicial era buscar recursos para financiar títulos da dívida pública estadual. Em função disso, quanto maior fossem os recursos do caixa único, menor seria a necessidade de buscar financiamento junto às instituições financeiras para a rolagem diária dos títulos.

PT QUER EXPULSAR PETISTA NOMEADO PARA PRESIDÊNCIA DA PROCEMPA PELO PREFEITO FORTUNATI

O vereador petista Mauro Pinheiro, que presidiu a CPI da Procempa na Câmara Municipal de Porto Alegre, pediu a expulsão de seu companheiro de PT, Mário Teza, nomeado pelo prefeito José Fortunati para a presidência da Procempa. “Ou sai, ou será saído”, avisou o marrudo Mauro Pinheiro. José Fortunati é do PDT, que no município opõe-se ao PT, embora seu partido tenha apoiado até três meses atrás o governo estadual e continue apoiando o governo federal, ambos sob controle do PT. O prefeito de Porto Alegre também é cabo eleitoral declarado da presidente Dilma Roussef. O vereador Mauro Pinheiro faz só jeito de "marrento", aparenta "marra", porque sabe que a nomeação do petista Mário Teza foi feita para agradar o peremptório governador "grilo falante" Tarso Genro, um obcecado por domínio de informação. Quando era ministro da Justiça e chefão da poderosa polícia política petista, a KGB do PT, conhecida como Polícia Federal, montou e comandou a ilegal Operação Rodin, hoje desmistificada e conhecida como "Conspiração Rodin". Um dos passos prévios da "Conspiração Rodin" consistiu em colocar na empresa Pensant Consultores, de José Fernandes, um sujeito chamado Carlos Janes Aquistasse, que tinha sido diretor da Procempa em gestões petistas na prefeitura de Porto Alegre. Na Pensant Consultores, o petista Aquistapasse tinha acessso a todos os dados, todas as informações de domínio da empresa. Quando o peremptório assumiu o governo do Estado do Rio Grande do Sul, levou Aquistapasse para a presidência da Procergs, a Companhia de Processamento de Dados do governo do Estado, que tem domínio sobre todas as pessoas do Estado, e todas as empresa. A indicação do nome do petista Mario Teza passou pelo deputado petebista Mauricio Dziedrik, naturalmente após consulta aos proprietários do PTB no Rio Grande do Sul, Sérgio Zambiasi e Claudio Antonio Manfrói. Consumada a indicação do petista Mario Teza, o peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro passa a controlar toda a informação no Rio Grande do Sul, sobre todas as pessoas, sobre todas as empresas. De lambuja, ele passa ao controle da maior infovia do Estado. Isto não é nada desprezível. A Procempa tem grande valor é pelo que ela domina e não faz uso, que é a enorme infovia da qual é dona.

UTC ENGENHARIA, UMA DAS MAIORES DOADORAS DO PT E DE DILMA ROUSSEFF, É SÓCIA DO DOLEIRO ALBERTO YOUSSEFF EM UM HOTEL NA BAHIA

A empreiteira UTC, fornecedora da Petrobras, é sócia do doleiro Alberto Youssef em um empreendimento na Bahia, o Web Hotel. Este três estrelas de Salvador é o único investimento em hotéis do grupo UTC, que fatura 3 bilhões de reais ao ano. Não é segredo que hotel e um dos negócios preferidos pelas máquinas de corrupção, pois permite que o dinheiro frito seja esquentado. Basta declarar que, tendo uma ocupação de 30% em média, o hotel teve 100% de lotação. A UTC foi uma das maiores doadoras da campanha de Dilma Rousseff em 2010. Contribuiu com R$ 5 milhões. Para o PT e partidos da base doou outros R$ 18 milhões. Destaca-se aí a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), uma das maiores beneficiadas pela empreiteira sócia do doleiro. Outros R$ 5 milhões foram doados a políticos da oposição, na velha estratégia da corrupção de doar para todos para não levantar suspeitas. Segundo o Ministério Público, a UTC não poderia ter feito doações pois é concessionária de serviços públicos e, por isso, entrou com ação na Justiça Eleitoral, em 2011. Ela é concessionária de dois blocos exploratórios de petróleo nas bacias Potiguar, perto de Mossoró (RN), e Rio do Peixe (PB). Agora aparece a prova de que a empresa também é concessionária do doleiro Yousseff. E o PT e a Dilma, como sempre, os maiores beneficiados.