sexta-feira, 20 de abril de 2012

Chávez deve voltar à Venezuela na próxima semana

O ditador da Venezuela, Hugo Chávez, voltará na próxima semana a seu país e chegará em meio aos preparativos de seu partido, o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) para uma campanha política. O presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, do PSUV, afirmou nesta sexta-feira que o mandatário estará no país na próxima semana, depois de terminar suas últimas sessões de radioterapia às quais têm se submetido após ter tido um tumor retirado da região pélvica. Chávez foi a Cuba no dia 14 após receber autorização do Parlamento para se ausentar da Venezuela por mais de cinco dias. O dia exato do seu retorno, no entanto, não foi divulgado.

Ministro do STF recusa "prova nova" de réu do mensalão

O ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal, negou nesta sexta-feira o pedido de exame de uma "prova nova" apresentada pelo advogado de Rogério Tolentino, um dos 38 réus da ação. Desde o mês passado, o pedido estava nas mãos de Ricardo Lewandowski, revisor do processo, que o enviou a Joaquim Barbosa na última quarta-feira. O advogado de Tolentino, Paulo Sérgio Abreu e Silva, afirmou nesta sexta-feira que, apesar de não conhecer o teor da decisão do relator, vai recorrer dela ao plenário nos próximos dias. Uma decisão final sobre esse pedido pode levar a um atraso no julgamento, no momento em que os ministros do Supremo preparam seus votos. "Como vai julgar, se a prova não acabou?", questiona Abreu e Silva, dizendo que há pelo menos outros dois recursos de advogados de réus pendentes de apreciação do plenário. Com a "prova nova", Tolentino, ex-advogado das empresas de publicidade de Marcos Valério, pretende ser absolvido da acusação de formação de quadrilha. O advogado sustenta que jamais participou de uma reunião com Marcos Valério e outros réus em que, segundo a Procuradoria-Geral da República, foram destruídos e falsificados documentos da contabilidade para acobertar crimes supostamente cometidos por uma das empresas do grupo. Para provar o que diz, Tolentino apresentou ao Supremo uma sentença de fevereiro da Justiça Federal mineira na qual não há qualquer menção à participação dele ao encontro, ocorrido logo após o estouro do escândalo, em 2005. No documento, o defensor de Tolentino classificou de "fantasia mental" a acusação feita pelo ex-procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, autor da denúncia do mensalão. Tolentino quer que o relator encaminhe o pedido ao atual procurador-geral, Roberto Gurgel, para que ele tome ciência da sentença e tenha direito à "ampla defesa". Tolentino ainda é réu no processo por lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Delta suspende repasse de recursos para obras de reforma do Maracanã

A construtora Delta, denunciada por suas ligações com Carlinhos Cachoeira, parou de fazer repasses ao consórcio que cuida da reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014. Nos últimos dias a empresa deixou de aportar cerca de R$ 7 milhões para pagar fornecedores alegando problemas no fluxo de caixa. Discute-se se a Delta vai deixar o consórcio, que inclui a Odebrecht e a Andrade Gutierrez. Delta e Andrade Gutierrez também estariam insatisfeitas com a margem de lucro da obra, estimada em 5%. O Consórcio Maracanã Rio 2014 e as construtoras não quis se manifestar. A Secretaria de Obras do Estado, responsável pelo contrato, diz não ter recebido comunicado sobre a saída da Delta. Empreiteiras de obras públicas são pagas em geral 60 dias após a conclusão de cada fase. Antes, têm de tocar o trabalho com meios próprios. Na reforma do Maracanã, de R$ 860 milhões, o consórcio já recebeu cerca R$ 320 milhões. Teria agora que entrar com R$ 45 milhões por mês para entregar o serviço no prazo, em fevereiro de 2013. A Delta tem 30% na sociedade e teria de contribuir com R$ 13,5 milhões mensais, em média. A Odebrecht, a maior acionista, tem 49%, e a Andrade Gutierrez, 21%. A Delta já teve problemas na construção do estádio do Engenhão no Rio de Janeiro, inaugurado em 2007. Contratada para a primeira fase da obra pelo então prefeito Cesar Maia (DEM), a empresa não fez a articulação entre as paredes e a cobertura do estádio, esta encomendada a um consórcio entre OAS e Odebrechet.. César Maia diz que o consórcio alegou que a Delta não tinha tecnologia para fazer a articulação, muito sofisticada: "O que fez, fez bem. O que não fez foi decisão da prefeitura". Desde 2007, a Delta é a empresa que mais recebe recursos do Orçamento da União: em 2011 foram R$ 862 milhões. Desse valor 90% vieram do Dnit, a maioria para obras do PAC.

Patrícia Amorim recusa chefiar delegação na Olimpíada

A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, anunciou nesta sexta-feira a sua recusa em aceitar o convite feito pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, para chefiar a delegação feminina de futebol nos Jogos Olímpicos de Londres. De acordo com comunicado emitido pelo Flamengo na tarde desta sexta-feira, Patrícia ficou "sensibilizada" com o convite, mas tem o Flamengo como prioridade. Por isso, apesar de se tratar de Jogos Olímpicos, ela não pode ficar afastada do clube por um mês, período em que a seleção ficará em Londres, contando também a fase de preparação. O torneio vai de 25 de julho a 11 de agosto. Ainda segundo o comunicado, o "Flamengo continuará de portas abertas ajudando a CBF e suas seleções no que for necessário". Na ocasião em que convidou Patrícia, há dez dias, Marin alegou que a escolha por ela era "uma homenagem à mulher brasileira". A delegação do futebol masculino brasileiro será chefiada pelo presidente da Federação de Futebol de Santa Catarina, Delfim Peixoto.

Ministro Ayres Britto nega manipulação de julgamentos no Supremo Tribunal Federal

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, negou que em algum momento tenha havido manipulação de julgamentos no tribunal. Ele afirmou, ainda, nunca ter visto nenhuma demonstração de racismo no Supremo. Em entrevista ao jornal "O Globo", o ministro Joaquim Barbosa afirmou que o ex-presidente do Supremo, Cezar Peluso, teria manipulado o resultado de julgamentos e também se disse vítima de demonstrações de racismo por colegas. "Proferido o resultado do julgamento, é impossível haver manipulação. É uma impossibilidade logística", afirmou Ayres Britto. "Eu nunca vi e nunca verei um presidente alterar o conteúdo de uma decisão, porque os outros ministros reagiriam", acrescentou. O presidente do tribunal ressaltou que o racismo é crime no Brasil: "Eu nunca vi isso aqui. Nós somos contra o racismo, até por dever".

Cachoeira buscou governadores de Mato Grosso, Santa Catarina e Paraná

Emails e telefonemas mostram movimentação do bicheiro e de seus aliados para manter o jogo nos três Estados. Em Santa Catarina, ele diz ter tido a ajuda do governador de Goiás, Marconi Perillo. Na tentativa de emplacar prestação de serviços de loterias estaduais, o grupo do empresário de jogos de azar Carlinhos Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo, buscou contato com os governadores recém-eleitos de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB); de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD e ex-DEM), e do Paraná, Beto Richa (PSDB). Segundo telefonemas de Cachoeira interceptados pela Polícia Federal, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), ajudou a evitar a extinção de uma estatal que controla loterias em Santa Catarina. Perillo nega e os demais governadores dizem que não negociaram nada com o bicheiro, que é o centro das investigações da CPI criada na quinta-feira no Congresso. No primeiro turno das eleições de 2010, Silval é reeleito em Mato Grosso. Beto Richa e Colombo ganham no Paraná e em Santa Catarina. Dois dias depois, em 5 de outubro, às 8h39, o ex-cunhado de Cachoeira, Adriano Aprígio de Souza, envia email ao argentino Roberto Coppola, consultor em jogos de azar. Ele comemora o resultado das urnas e pergunta como estão os contatos com os futuros governantes sobre as loterias estaduais. Questiona como teria sido a reunião de Coppola com Richa: “Roberto, viu o resultado no Mato Grosso? Foi reeleito o governador. E como ficou Santa Catarina agora? Paraná aquele encontro com foi bom (sic) com o governador eleito?” Em resposta, às 18h52, o argentino Roberto Coppola mistura português com espanhol para dizer que o grupo vai conseguir ver implantada a loteria no Mato Grosso e em Santa Catarina. Afirma ainda que se reuniu com Colombo e com Richa. No primeiro, o resultado teria sido “bom”, segundo ele porque o coordenador da campanha de Colombo é que seria designado para dirigir a loteria. Mas com Richa, porém, o problema era que seu antecessor, o hoje senador Roberto Requião (PMDB), extinguira a loteria estadual. “Em Santa Catarina también foi bon con Colombo porque o presidente da loteria era o jefe da campanha de Colombo. Em Paraná, fale com Beto Richa, o problema é que Requion por ler fecho a loteria e va a demorar, porque tein que facer uma nova lei. Esse filho da puta do Requion hasta que foi embora, incho o saco”, diz Copolla, no portunhol que usou no email. Em 9 março de 2011, o governador de Goiás, Marconi Perillo, encontrou-se com Colombo em Santa Catarina. Oficialmente, foi uma visita “de cortesia”, segundo assessores do catarinense, ou, segundo comunicado do governo goiano, uma reunião para falar sobre “parcerias público-privadas”, com a participação inclusive do ex-presidente da companhia de energia de Goiás, Ênio Branco, que hoje é secretário de Comunicação de Colombo. Mas, em diálogo de 10 de março, Cachoeira diz a um interlocutor não identificado pela Polícia Federal que Perillo, na verdade, foi convencer Colombo a não fechar a Companhia de Desenvolvimento de Santa Catarina, a Codesc, que administra a loteria inativa do Estado. “Inclusive tava com o governador de Goiás e levou o governador de Goiás pra falar com o governador de Santa Catarina”, explica Cachoeira, em telefonema grampeado às 15h41. Na conversa com o bicheiro, o interlocutor diz estar preocupado com a possibilidade de extinção da Codesc e, consequentemente, do negócio do jogo no sul do País. “Se acabar com a Codesc, acaba com a loteria”, alerta o homem não identificado. Essa mesma pessoa diz que Ênio Branco “estava tratando de tudo”. Branco admite ter sido procurado por pessoas interessadas na manutenção da Codesc, a empresa que controlava o jogo no Estado, mas não levou a questão adiante porque Colombo era contra o jogo. Perillo rejeitou qualquer reunião para favorecer os negócios de Cachoeira. “Nunca conversei sobre legalização do jogo com quem quer que seja”, disse ele na quinta-feira: “Não gosto de jogos, exceto os de natureza esportiva, e procuro sempre desestimular quem joga".

PT pede a cabeça de Ideli

No dia em que o Congresso deu sinal verde para a CPI que vai investigar a ligação de políticos e empresas com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, a articulação política do governo Dilma Rousseff foi alvo de fortes críticas por parte da própria base aliada. Sem orientação do Palácio do Planalto, até parlamentares do PT passaram a bombardear o "vazio" na coordenação do governo e, em conversas reservadas, disseram temer o preço que será cobrado pelo PMDB na CPI. "A presidente Dilma está muito bem, mas a articulação política do governo é muito fraca e amadora", atacou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Favorável à investigação, ele se surpreendeu ao saber que o Planalto deflagrou uma operação para controlar a CPI e evitar desgaste, já que a Delta Construções, suspeita de injetar dinheiro em empresas de fachada ligadas a Cachoeira, é responsável por obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "A bola da CPI está quicando há duas semanas e ninguém do governo conversou com a gente", reclamou Lindbergh. Depois de Dilma se irritar com um vídeo no qual o presidente do PT, Rui Falcão, vinculava a CPI à estratégia petista para neutralizar o escândalo do mensalão, a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) pediu cautela ao partido. Na terça-feira, ela conversou com Falcão. O governo avalia que a direção do PT foi precipitada ao tentar desviar o foco do mensalão. Falcão, porém, só divulgou o vídeo de apoio à CPI no site do PT após reunião com o ex-presidente Lula. Para Lula, a CPI ajudará a desvendar o que ele chama de "farsa do mensalão".

Cachoeira operava diretamente para a Delta, maior construtora do PAC do PT

Uma gravação feita pela Polícia Federal nas investigações da Operação Monte Carlo mostra que o bicheiro Carlinhos Cachoeira falava em nome da empreiteira Delta na negociação de contratos de infraestrutura.Preso desde fevereiro sob a suspeita de chefiar um esquema de jogos ilegais em Goiás, ele aparece na escuta, revelada pelo Jornal Nacional, conversando com um empresário de nome Alexandre, que lhe oferece uma "parceria" em Marabá, para obra orçada em R$ 93 milhões. Alexandre - Topa uma parceria com a Delta lá no Marabá? Carlinhos - De repende é bom. O que que é, hein? Alexandre - Execução de obras de serviço de engenharia. Infraestrutura e saneamento básico. Carlinhos - É ué... É uma boa. Quanto que é o contrato? Alexandre - Inicial 93 milhões. Carlinhos - Excelente. Se tiver na mão... topo. Alexandre - Tá na mão. O diálogo, obtido com autorização judicial, reforça a suspeita de que Cachoeira agia em nome da Delta. Um dos elos seria o diretor afastado da Delta, Claudio Abreu. Em diversos áudios, os dois aparecem negociando vantagens para o grupo do contraventor. A construtora é uma das maiores prestadoras de serviço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que concentra os investimentos do governo federal em infraestrutura. Possui também contratos com diversos Estados. Os negócios são um dos focos de investigação da CPI a ser aberta no Congresso sobre as relações de Cachoeira com políticos, autoridades e empresários.

Ministro Joaquim Barbosa volta a criticar Peluso

O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, voltou a criticar o ex-presidente da Corte, Cezar Peluso - que deixou o comando do tribunal na quinta-feira, em entrevista ao jornal O Globo, publicada na edição desta sexta-feira. Joaquim Barbosa chamou Peluso de "tirânico" e afirmou que ele "tentou manipular resultados de julgamentos". "As pessoas guardarão na lembrança a imagem de um presidente do STF conservador, imperial, tirânico, que não hesita em violar as normas quando se tratava de impor à força a sua vontade. Dou exemplos: Peluso inúmeras vezes manipulou ou tentou manipular resultados de julgamentos, criando falsas questões processuais simplesmente para tumultuar e não proclamar o resultado que era contrário ao seu pensamento. Lembre-se do impasse nos primeiros julgamentos da Ficha Limpa, que levou o tribunal a horas de discussões inúteis", disse Barbosa ao jornal.

Requião recebeu Cachoeira. Francischini quer que ele explique seu envolvimento na CPI

O deputado Fernando Francischini está indignado. Tem a informação de que o senador Requião recebeu, em janeiro de 2003, quando era governador, o seu colega de Goiás, Maguito Vilela, então governador de Goiás. E quem Maguito levou para jantar em petit comité com Requião? Ninguém menos que Carlinhos Cachoeira, sócio da empresa Larami que administra jogos on line e acabou sócia da Lotopar. Francischini achou inacreditável. Vai propor a convocação de Requião à CPI do Cachoeira para que ele explique essa intimidade palaciana. Agora, há quem acredite que Requião tentou envolver o governador Beto Richa no caso para desviar a atenção de seu relacionamento com Cachoeira. Nessas manobras Requião é mestre.

Acusações do "Natal Luz" desmoronam como castelo de cartas

Do site do jornalista Políbio Braga: "Quem não assistiu a sessão de quinta-feira da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, conhecida também como a “Câmara dos Carrascos dos Prefeitos”, perdeu uma extraordinária manifestação do desembargador Aristides Pedroso de Albuquerque Neto sobre as profusas Operações Cartola, Fogo Fátuo ou Nuvem Ligeira, empreendidas com fúria persecutória no Brasil e no Estado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. Estava em julgamento o habeas corpus impetrado pelo advogado Guilherme Arteiro Pretto, que foi incluído no rol dos 32 réus processados nas ações cível e criminal ajuizadas pelos promotores Adrio Rafael de Paula Gelatti, Max Roberto Guazzelli e Abntonio Képes. Os desembargadores mandaram trancar as ações contra Pretto, como já tinham feito antes em relação aos advogados e como fará com todos os outros réus. Até mesmo o representante do Ministério Público Estadual,Roberto Varalo Inácio, manifestou-se contra seus colegas de Gramado. O procurador Roberto Varalo Inácio não quis sequer apresentar o parecer escrito de outro procurador, que tinha se manifestado por escrito no processo: "A acusação é abusiva. Com a devida vênia, não tenho como acompanhar o parecer do dr. Ubaldo. Modifico a posição do colega. O parecer do Ministério Público é pelo trancamento da ação penal". O mais notável é que a OAB do Rio Grande do Sul não tenha desagravado, ainda, os três advogados processados pelo Ministério Público Estadual por terem exercido seu dever funcional. Os juízes de Gramado até o momento nem aceitaram as denúncias dos quatro promotores. Em vista disto, cada acusado bate às portas do Tribunal de Justiça para trancar as ações cível e penal contra eles. A Operação Papai Noel acusou os criadores e empreendedores do Natal Luz pela prática de desvio de dinheiro público e enriquecimento ilícito, entre outros crimes.As ações e acusações do Ministério Público Estadual foram abusivas, porque o Natal Luz é um empreendimento privado, do mesmo modo como são privados a Festa da Cuca de Santa Cruz ou a Oktoberfest de Igrejinha. Eles afastaram todo mundo, enfiaram no lugar deles um administrador Judicial que prometeu “distribuir os R$ 5 milhões de lucros anuais para o povo de Gramado”, mas que até agora nem conseguiu fechar as contas da última edição, que fechará com prejuízo certo. Os promotores e o administrador judicial, culparam o contador pela trapalhada. Sobre os grampos feitos pelo Ministério Público Estadual e pela Polícia, o desembargador Aristides Pedroso foi impiedoso ao criticar a banalização da arapongagem: "Esse é outro problema da democracia brasileira. Tenho certeza de que aqui, nesta sala, tem muita gente com o telefone grampeado". Também nesta semana o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul atacou outro ato temerário dos promotores de Gramado, porque cassou a liminar concedida pela juíza da 2ª Vara Judicial de Gramado, Aline Ecker Rissato, contra o ex-secretário de Turismo, Gilberto Tomasini, na Ação Civil Pública impetrada pelo Ministério Público, em 29 de julho de 2011, sob o nº 101/1.11.0001785-8. A decisão da 2ª Câmara Cível foi unânime. No despacho, os desembargadores consideraram que o ato foi arbitrário e que o prefeito Nestor Tissot poderá reconduzi-lo ao cargo imediatamente. Antes disto, o ex-presidente Alemir Coletto, do Natal Luz, e o ex-prefeito Pedro Henrique Bertolucci, também conseguiram do mesmo Tribunal de Justiça a reversão de embaraços impostos pelos promotores de Gramados contra eles".

Arma do Exército matou juíza Patrícia Acioli

Inquérito da Polícia Federal do Rio de Janeiro aponta que uma das três aramas usadas para matar a juíza Patrícia Acioli era de uso restrito do Exército Brasileiro. Patrícia foi executada com 21 tiros, dia 11 de agosto de 2011, em frente ao condomínio onde morava, na região oceânica de Niterói, região metropolitana da capital fluminense. Ela estava chegando em casa quando uma moto fechou a frente do carro que dirigia. Os bandidos atiraram contra o vidro dianteiro e porta lateral do motorista. O relatório de investigação sobre o assassinato afirma que a perícia constatou que a pistola 45, apreendida em um favela da zona oeste do Rio de Janeiro, um mês após o crime, foi usada no assassinato da juíza. Consta ainda que a pistola tem as gravações "Armas da República do Brasil" e "Exército Brasileiro". O Exército investiga de quem é a arma. Uma pistola de calibre 40 e um revólver 357 também foram usados no assassinato. Por decisão Justiça, os 11 PMs acusados de matar Patricia Acioli deverão ir à júri popular, mas os réus entraram com recurso, ainda não julgado, contra a decisão. Todos estão presos.

Em gravação, Cachoeira diz que vai “matar a pau” na Caixa Econômica Federal

A revista Época teve acesso com exclusividade a diálogos gravados que mostram como a turma do bicheiro Carlinhos Cachoeira atua para conseguir negócios milionários com a Caixa Econômica Federal. Em uma conversa gravada pela Polícia Federal, em 14 de abril de 2011, o empresário Cláudio Abreu, então diretor da Delta Construções para o Centro-Oeste, diz, aos gritos, para Cachoeira que eles haviam ganhado um grande contrato com a Caixa Econômica Federal: a construção, em Brasília, do Centro Tecnológico da Caixa, uma obra no valor de R$ 69,7 milhões. Cachoeira também tinha uma boa notícia para dar para o parceiro Cláudio Abreu. Ele diz que “a Marise” é a nova superintendente da Caixa Econômica em Goiás. Segundo Cachoeira, Marise havia sido indicada por Marcelo Limírio, do laboratório NeoQuímica, também sócio de Cachoeira. “Marise” é Marise Fernandes de Araújo, uma funcionária de carreira que assumiu a Superintendência da Caixa Econômica Federal 20 dias depois da conversa entre Abreu e Cachoeira. “Vou levar ela aí para você conhecê-la”, diz Cachoeira. Cláudio Abreu diz que é importante: “Sabe por quê? As obras de saneamento aí do PAC, em Catalão, que nós vamos fazer. Isso tudo vai depender da superintendência”, afirma Abreu. Sete meses depois desse diálogo entre Cachoeira e Abreu, a empresa Delta foi contratada, no dia 22 de novembro de 2011, para fazer obras de saneamento em Catalão. Valor do contrato: R$ 25, 1 milhões. Em uma terceira conversa gravada, na noite de 14 de abril de 2011, Cachoeira e Abreu voltaram a falar sobre o contrato para a construção do centro tecnológico da Caixa. “Carliiiinhos, que vitória lá em Brasília! Essa obra da Caixa. É o edifício digital da Caixa”, diz Abreu, vibrando. “Excelente, Cláudio! Excelente”, diz Cachoeira. “Isso para nós vai ser muito bom. Vamos fazer um negócio bacana, bonito, show de bola”. Carlinhos Cachoeira também se empolga: “Vamos matar a pau, Cláudio, matar a pau”. A Caixa afirma que a Delta Construções venceu uma licitação, na qual cumpriu todos os requisitos técnicos e legais e não sofreu qualquer tipo de contestação. Mas, diante das gravações feitas pela Polícia Federal, a diretoria da Caixa Econômica Federal determinou uma avaliação sobre os procedimentos adotados na licitação. “A Caixa, em respeito à transparência dos atos da administração, embora não tenha verificado nenhum procedimento em desacordo com os aspectos legais que orientam a contratação, instaurará processo de análise preliminar para rever todos seus aspectos, assim como solicitará uma auditoria no processo”, afirma a Caixa Econômica Federal em nota. Quanto às obras de saneamento em Catalão (ampliação do sistema de esgotamento sanitário da cidade), a Caixa diz que a responsabilidade pela licitação e a contratação da Delta é da prefeitura. Segundo o banco, a Caixa atua apenas como repassadora de recursos. Quem assinou o convênio foi o Ministério das Cidades. Em relação à nomeação da funcionária Marise Araújo para a superintendência em Goiás, a Caixa diz que ela entrou no banco em 1981 e, em todos esses anos no emprego, não há qualquer registro que desabone sua carreira.

Espanha limita importação de biodiesel argentino depois de expropriação da YPF

O governo espanhol anunciou nesta sexta-feira que limitará a importação de biodiesel argentino em sinal de protesto pelo projeto de expropriação de 51% da YPF, filial argentina da petroleira espanhola Repsol. O governo aprovou nesta sexta-feira uma ordem ministerial pela qual será privilegiada a produção das fábricas de refino de biocombustíveis situadas em território espanhol ou comunitário, segundo anunciou a número dois do governo, Soraya Sáenz de Santamaría, ao término do conselho de ministros. "Trata-se de uma ação que conquistará também um apoio a estas operações de refino por parte de empresas espanholas ou comunitárias e que busca colocá-las em uma situação adequada para poder fornecer este biodiesel em condições que o tornem competitivo", acrescentou. A balança comercial da Espanha com a Argentina é deficitária. Em 2011, importou produtos argentinos pelo valor de 2,096 bilhões de euros (cerca de 2,77 bilhões de dólares), dos quais 706 milhões de euros corresponderam a biocombustíveis, segundo dados do Instituto Espanhol de Comércio. A Espanha exportou produtos para a Argentina pelo valor de 1,003 bilhão de euros, segundo a mesma fonte.

Hollande e Sarkozy estão empatados no primeiro turno

O presidente Nicolas Sarkozy e o candidato socialista François Hollande estão empatados com 27% de intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial francesa, que acontece no próximo domingo, segundo pesquisa TNS Sofres publicada nesta quinta-feira. A terceira colocada é a candidata de ireita Marine Le Pen. Ela chega a 17% das intenções de voto, à frente do ultra-esquerdista Jean-Luc Mélenchon, com 13%, e do centrista François Bayrou (10%). A ambientalista Eva Joly reunia 3% de intenções de voto e o direitista Nicolas Dupont-Aignan, 2%. No segundo turno, Hollande aparece como vencedor com 55% das intenções de voto, contra 45% para Sarkozy. Entre os eleitores de Mélenchon, 82% votariam em Hollande, enquanto Sarkozy teria o voto de 40% dos eleitores de Le Pen, e os de Bayrou se dividiriam entre os dois finalistas e a abstenção.