quinta-feira, 8 de julho de 2010

Bruno e Macarrão são transferidos de avião para Belo Horizonte

O goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, embarcaram por volta das 21h45 do Rio de Janeiro para Belo Horizonte. Nesta sexta-feira, eles prestarão depoimento à Polícia Civil mineira sobre a morte da estudante Eliza Samudio. Um comboio composto por quatro viaturas policiais acompanhou os acusados do Presídio Bangu 2, na zona oeste do Rio de Janeiro, até o Aeroporto Santos Dumont, região central. Responsável pelas investigações em Minas Gerais, a delegada Alessandra Wilke informou que o avião seguiria para o Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, e que os detidos seriam encaminhados diretamente para o Departamento de Investigação da Polícia Civil de Minas Gerais.

Pela terceira vez, agenda de Dilma termina em confusão

Pela terceira vez consecutiva em três dias seguidos acabou em confusão um evento de rua da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. No fim da tarde de quarta-feira, quando Dilma e sua comitiva já se preparavam para deixar a Praça Rui Barbosa, no centro de Bauru, no interior de São Paulo, o desempregado identificado apenas como Nilton tentou se enforcar com a própria blusa em sua cadeira de rodas a poucos metros da candidata. Nilton foi até a praça, ponto final da caminhada de Dilma pelo calçadão central de Bauru, para expor sua situação à ex-ministra e ao candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante. Na confusão de seguranças, militantes, fotógrafos e cinegrafistas, Nilton nem foi notado. Quando Dilma e Mercadante embarcaram na van que os levaria até o aeroporto, ele reclamou de uma agressão, sacou uma chave de fenda e foi contido por militantes e funcionários da campanha. Assim que os seguranças soltaram seus braços, Nilton enrolou a blusa no pescoço e tentou se enforcar. Foi novamente contido enquanto a van com os candidatos deixava o local. A confusão só acabou quando uma integrante da campanha pegou os contatos de Nilton e prometeu levar seu caso aos candidatos. A caminhada também frustrou as dezenas de militantes do PT que participaram do evento. Eles esperavam um discurso da candidata, que deixou a Praça Rui Barbosa sem dirigir palavra à militância alegando problemas de agenda. As caminhadas de Dilma em Porto Alegre, terça-feira, e São Paulo, quarta-feira, também foram marcadas por tumultos, principalmente entre cinegrafistas, fotógrafos e seguranças.

O peremptório Tarso Genro tem R$ 1,1 milhão investido em dinheiro vivo

O peremptório Tarso Genro, candidato a governador pelo PT, é disparado o mais rico dos nove candidatos que disputam o governo do Rio Grande do Sul. O peremptório milionário petista tem a propriedade total ou parcial de 14 apartamentos, casas ou salas, no valor de R$ 1 milhão. Além disto, tem R$ 1,1 milhão em dinheiro vivo investido em uma poupança e sete fundos de investimento, um dos quais da União de Bancos Suiços (UBS Pactual). É preciso levar em conta que esses imóveis provavelmente estão subavaliados, porque devem ter preço de mercado superior ao lançado na declaração de bens, o que é muito comum. Os outros candidatos ao governo gaúcho, comparados a ele, não passam de pobretões.

TSE multa Dilma e ministro por propaganda antecipada

O ministro Joelson Dias, substituto do Tribunal Superior Eleitoral, determinou na noite desta quinta-feira que sejam multados em R$ 5 mil cada um a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e o presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, Jorge Picciani (PMDB), por propaganda antecipada em favor da presidenciável petista. A propaganda ilegal ocorreu durante inauguração do Hospital Mulher Heloneida Studart, no Rio de Janeiro, em março. Pela legislação eleitoral, a campanha eleitoral só foi liberada a partir do último dia 6. Esta é a terceira vez que a candidata petista é multada por antecipação de campanha. As penalidades já somam R$ 15 mil. Pelo mesmo motivo, o presidente Lula já foi multado seis vezes, em um total de R$ 42,5 mil. Na decisão são citados trechos do discurso no qual Dilma faz menção à continuidade do governo Lula, o que para o ministro caracteriza propaganda antecipada, “considerando a condição notória de pré-candidata”. "Nós mulheres também temos um outro aspecto que nós temos de saber que está nas nossas mãos, que é o futuro do nosso País, nós temos que construir e não vamos deixar que as coisas dêem um passo e voltem atrás”, disse Dilma, segundo trecho do discurso citado na ação.

Mãe de Eliza Samudio consegue a guarda do neto

A Justiça do Paraná concedeu, nesta quinta-feira, a guarda do filho de Eliza Samudio à mãe dela, Sônia Fátima Moura. Sônia chegou nesta quinta à noite a Foz do Iguaçu para buscar a criança. O bebê de quatro meses estava sob os cuidados do avô, Luiz Carlos Samudio, que responde a processo por estupro de uma menina de 10 anos.

Justiça Carioca decreta prisão preventiva de Bruno por sequestro de Eliza em 2009

A prisão preventiva do goleiro Bruno e de Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, foi decretada pela Justiça do Rio de Janeiro nesta quinta-feira. O motivo é o sequestro e cárcere privado da jovem em outubro 2009. O juiz Marco José Mattos Couto, da 1ª Vara Criminal, declara que os fatos recentes mostram a periculosidade dos réus em coagir testemunhas no curso do processo. Esta semana, Bruno e Macarrão tiveram a prisão temporária decretada por cinco dias pelo desaparecimento da jovem no início de junho. Os dois se entregaram na última quarta-feira. Com a prisão preventiva, os dois podem ficar presos até serem julgados. O juiz teria relembrado ainda que, em seu depoimento na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, Eliza teria dito que o goleiro a teria xingado, agredido e dito que não queria o filho que ela esperava, que seria "capaz de tudo para que ela não tivesse a criança". Bruno teria dito ainda a seguinte frase: "Você não me conhece e não sabe do que eu sou capaz, pois eu venho da favela” e “Eu quero que você morra, pois você é um problema só seu”.

Ibama investiga devastação maquiada pelo vice de Marina Silva no sul da Bahia

Fiscais do Ibama estiveram, na tarde desta quinta-feira, em um luxuoso complexo residencial de 80 hectares no sul da Bahia, de propriedade do bilionário Guilherme Leal, dono da Natura e candidato a vice na chapa de Marina Silva (PV). A Operação Bromélia, do Ibama, verifica a denúncia de que a devastação promovida pelo empreendimento estaria sendo "maquiada" com bromélias, para "enganar" as lentes fotográficas em eventuais fotografias aéreas. Leal é acusado de irregularidades ambientais nesse empreendimento, localizado entre Serra Grande e Itacaré, na Bahia. A obra está em área de preservação ambiental, com dunas e restinga, sem autorização do Ibama. A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, defendeu seu vice Guilherme Leal (PV). "Guilherme é um homem íntegro, correto, e já deu todas as respostas em relação a essa acusação que fizeram”, disse ela.

CPI vai investigar vereador que agrediu jornalista em Mato Grosso

A Câmara Municipal de Pontes e Lacerda criou uma CPI para apurar se o vereador Lourivaldo Rodrigues de Moraes (DEM), conhecido como Kirrarinha, cometeu quebra de decoro ao agredir a jornalista Márcia Pache no fim de junho. Na época, o vereador se irritou com uma pergunta feita pela jornalista após ele ser acusado de receber aposentadoria em nome de uma idosa e deu um tapa que a derrubou no chão. Ele também é suspeito de envolvimento na invasão de um imóvel em um condomínio habitacional construído pelo governo do Estado. De acordo com o presidente da Câmara, Claudinei Sella (PMN), a instauração da CPI partiu de um requerimento da jornalista e tem prazo de até 90 dias para ser concluído.

Sócio de Marcos Valério pede suspensão da ação do mensalão

Sócio do empresário Marcos Valério, apontado como operador do Mensalão do PT, o advogado Rogério Lanza Tolentino ingressou com um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal pedindo o trancamento da ação penal na qual ele responde por falsidade ideológica. Tolentino é um dos 39 réus no Supremo do caso do Mensalão do PT. A denúncia da Procuradoria Geral da República contra Rogério Tolentino diz respeito a um empréstimo de R$ 10 milhões feito junto ao Banco BMG pela empresa Rogério Lanza Tolentino e Associados. Segundo a Procuradoria Geral da República, o empréstimo seria simulado devido à falta de avalistas e garantias que pudessem sustentar a operação, o que configuraria crime de falsidade ideológica”. A defesa de Tolentino destaca que a denúncia não cita a existência de um título de R$ 10 milhões e que o laudo da Polícia Federal atesta que o empréstimo “não foi simulado e que estava acobertado por garantias de suficiência e liquidez”.

Aviões do Irã não foram reabastecidos em aeroporto da Alemanha

Dois aviões iranianos decolaram nesta semana de um aeroporto alemão sem serem reabastecidos, disse uma porta-voz nesta quinta-feira, dias depois do surgimento de relatos de que três países teriam negado combustível às aeronaves por causa de sanções unilaterais dos Estados Unidos contra a República Islâmica. "Podemos confirmar que esses aviões voaram a partir de Hamburgo, mas não receberam combustível aqui", disse Katja Tempel, porta-voz do aeroporto de Hamburgo. O Irã sofre diversas sanções internacionais por causa da sua insistência em enriquecer urânio, o que desperta em governos ocidentais a suspeita de que o país pretende desenvolver armas atômicas. Teerã diz que seu programa nuclear é exclusivamente pacífico.

Cuba divulga nomes de dissidentes políticos que serão libertados

O Arcebispado de Havana divulgou nesta quinta-feira as identidades de seis presos políticos que serão levados para penitenciárias mais próximas das Províncias onde residiam. Em comunicado a Igreja cubana informou que nas próximas horas serão libertados os presos Nelson Molinet, Claro Sánchez, José Daniel Ferrer García, Marcelo Manuel Cano Rodríguez, Ángel Juan Moya Acosta e Luis Enrique Ferrer García. O deslocamento dos presos para prisões próximas a seus domicílios já foi acertado na quarta-feira dentro do anúncio da libertação gradual de 52 prisioneiros políticos cubanos. Todos os seis são presos detidos na Primavera Negra de 2003 e considerados como vítimas de perseguição política pela Anistia Internacional. A ditadura de Cuba também informou à Igreja Católica da libertação iminente de cinco presos políticos cujas identidades não serão reveladas até o momento em que eles serão levados para a Espanha. O regime cubano anunciou nesta quarta-feira seu compromisso de liberar os 52 presos que ainda restam do chamado "Grupo dos 75" (condenados a penas de até 28 anos de prisão na onda repressiva da Primavera Negra de 2003), o que será feito de forma gradual em um prazo máximo de quatro meses.

Minha casa, minha vida - candidato do PT em Minas Gerais tem um triplex

Agora que deixou o Ministério das Comunicações, o senador Hélio Costa terá mais tempo de usufruir da cobertura tríplex de 600 metros quadrados que comprou no final do ano passado, em Belo Horizonte, por cerca de 6 milhões de reais. Ele é do PMDB, mas também é candidato do PT de Minais Gerais ao governo do Estado. Como é que ele conseguiu tanto dinheiro para comprar um triplex de seis milhões de reais?

O depoimento do primo do goleiro Bruno: "Você não vai mais apanhar. Você vai morrer"

No depoimento considerado a "verdadeira chave" para esclarecer o desaparecimento de Eliza Samudio, primo de Bruno conta como teria sido o assassinato. A revista ÉPOCA teve acesso com exclusividade ao depoimento do primo e amigo do goleiro Bruno Fernandes de Souza, Sérgio Rosa Salles, 22 anos. O testemunho é considerado pelo delegado Edson Moreira, do Departamento de Investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, "a verdadeira chave de tudo e o mais verdadeiro e esclarecedor até agora". O depoimento foi dado na manhã desta quinta-feira aos delegados Wagner Pinto e Edson Moreira. No depoimento de 15 laudas, Sérgio conta que, no dia 8 de junho, no sítio de Bruno, em Esmeraldas, viu "a moça, de nome Eliza, sentada quietinha no sofá com o filho no colo". Luiz Henrique Romão (o Macarrão, amigo de Bruno) estava nos degraus da entrada e o menor J., de 17 anos, primo do goleiro, vigiava a moça. "Observei que a cabeça dela tinha uma brecha, um buraco muito grande, mas eu fiquei na minha", disse Sérgio. Segundo ele, Macarrão não o deixou entrar na casa, a qual ele normalmente tinha livre acesso. Sérgio procurou Bruno para saber o motivo de tudo aquilo, já que sempre teve acesso livre a todos os cantos da casa. Bruno disse que "Macarrão tinha os motivos dele". Sérgio reconheceu a moça que estava na casa. Ele havia visto na TV. "Eu fiquei pensando, viajando na minha cabeça..." Mais tarde, Sérgio afirma que viu uma mala ser queimada no sítio. J. estaria com uma feição "totalmente transtornada, parecendo que tinha assistido a um filme de terror". Macarrão também estaria transtornado. "E o Bruno tranquilo", disse Sérgio. Macarrão foi dormir. Sérgio então acabou perguntando a Bruno e J. onde estavam a criança e a "menina". J. disse: "Ela já era". "Aí o Bruno disse assim: 'Acabou esse tormento'. Macarrão, o menor J., Eliza e o bebê saíram de carro às 19 h do sítio em direção à casa do ex-policial civil Marcos Aparecido, o Paulista. Lá, Eliza teria sido estrangulada e esquartejada. Bruno, segundo o delegado Edson, saiu do sítio em outro carro às 21 h para não provocar nenhuma suspeita e se encontrou com o resto da turma, a ex-namorada e o filho dela na casa de Marcos Aparecido Santos, ex-policial civil preso na noite desta quinta-feira. Segundo o delegado Edson, Marcos Aparecido, afastado da corporação por questões obscuras, ligadas à "idoneidade moral", foi segurança do goleiro Bruno durante algum tempo. O que aconteceu no dia do crime, segundo Sérgio disse ter ouvido de Bruno e o menor J., segue abaixo: "eles foram com o carro até Vespasiano, chegaram na BR e encontraram com um homem negro, de barba e careca que estava em uma motocicleta; aí eles seguiram esse homem até a casa dele; contaram que a casa dele era num lote grande, a casa ficava no meio do lote e no fundo tinha umas casas de cachorro com rotweillers; contaram que aí eles entraram com o carro na garagem da casa do cara e tiraram a ELIZA e o neném do carro; contaram pra mim, ainda, que o homem negro de barba disse que era policial e pegou na mão da ELIZA e cheirou as pontas dos dedos dela, e me contaram que esse homem negro de barba parecia estar drogado; que depois de o homem cheirar os dedos de ELIZA, ela disse que não queria mais apanhar, aí o homem falou o seguinte: "VOCÊ NÃO VAI MAIS APANHAR, VOCÊ VAI É MORRER"; que então relataram para mim que o homem deu uma gravata em ELIZA e matou ela enforcada e que quando ela caiu no chão, o MACARRÃO deu um tanto de chutes nela; que o cara perguntou se eles queriam ficar para ver o resto e eles falaram que não, porque o homem disse que ia dar o cadáver de ELIZA para os cachorros comerem, mas eu não acreditei nisso não; parece filme de terror, ta muito fantasmagórico, difícil acreditar num negócio desses aí; eles contaram que o neném também ia ser assassinado, mas ficaram com pena de deixar o neném para morrer". Depois de ouvir a história, Sérgio perguntou a Bruno: "Cara, não era melhor você ter resolvido isso na Justiça?". Sérgio afirmou que o goleiro respondeu: "Já tá feito, cara". Segundo do depoimento, Bruno pareceu ter ficado comovido nesse momento e até chorou e disse: "Tô arrependido". "Eu falei para o Bruno que isso certamente ia dar problemas para ele e ele me respondeu que estava preparado". O depoimento, de 15 páginas, foi considerado pelo delegado Edson "a chave de tudo". Por contar em detalhe como foi o assassinato e por confirmar que Bruno "levou Eliza para o sacrifício e para a sua morte". O depoimento confirma que Bruno esteve na casa onde Eliza foi torturada e estrangulada.

Vice-presidente José Alencar está estável, mas permanece internado

O vice-presidente José Alencar está estável, segundo informou boletim médico do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. De acordo com a nota divulgada no fim da tarde desta quinta-feira, José Alencar permanecerá internado para a realização de exames. Ele foi mantido no hospital após ter apresentado quadro de hipertensão na tarde de quarta-feira. O aumento da pressão arterial foi decorrência do tratamento de quimioterapia a que o vice-presidente está submetido. Com a viagem do presidente Lula à África, ele está no exercício da Presidência da República.

Suspeito de matar Eliza é preso em Minas Gerais

O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido pelos apelidos de Bola, Paulista e Neném, suspeito de ter matado e ocultado o corpo de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno, do Flamengo, que teria um filho de 4 meses com o atleta, foi preso durante um cerco policial, nesta quinta-feira, no bairro de Pampulha, em Belo Horizonte (MG). Eliza está desaparecida desde o dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno. No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estava lá. A atual mulher do goleiro, Dayane Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Por ter mentido à polícia, Dayane Souza foi presa. Contudo, após conseguir um alvará, foi colocada em liberdade. O bebê foi entregue ao avô materno. Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncia anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio de Janeiro. Ele é primo do goleiro e, em depoimento, admitiu participação no crime. Segundo o delegado-geral do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) de Minas Gerais, Edson Moreira, o menor apreendido relatou que o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, estrangulou Eliza até a morte e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães. Segundo o delegado, no dia do crime, o goleiro saiu do sítio com Eliza e voltou sem ela, o que indicaria que o goleiro presenciou a ação. No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Os três negam participação no desaparecimento. A versão do goleiro e da mulher é de que Eliza abandonou o filho. No dia 8, a avó materna obteve a guarda judicial da criança.

Escritor Luiz Nazario aponta o roteiro de atitudes antissemistas de José Saramago

Em artigo amplamente documentado, o professor e escritor Luiz Nazario faz um inventário das louvações ao escritor português José Saramago, notório comunista e antissemita recentemente falecido, proferida por intelectuais brasileiros, alguns deles judeus (é muito comum comunistas judeus se comportarem como antissemitas, apoiando abertamente organizações que pregam a destruição do Estado de Israel e dos judeus). O escrito Luiz Nazario não usa meias palavras e vai direto ao ponto central de seu escrito, deplorando o dúbio humanismo de Saramago, pinçando de sua obra e de suas entrevistas o extrato respulsivo do antissemitismo, tão prateado por escritores como escritores como Moacir Scliar, Louis Schwartz e o blogueiro Marcos Guterman.
O escritor judeu gaúcho Moacir Scliar, por exemplo, é notável pelo impressionante silêncio que mantém todas as vezes que Israel é atacado pelo terrorismo de organizações e Estados islâmicos fascistas. Leia a seguir o artigo do escritor Luiz Nazário:
O HUMANISMO ANTISSEMITA DE JOSÉ SARAMAGO
Proliferam post-mortem os cadernos especiais rodados a todo vapor sobre o escritor José Saramago – o único português a ganhar um Prêmio Nobel de Literatura. Nas montanhas de elogios erguidas em sua memória, nas cascatas de louvações derramadas sobre seu cadáver, foram dissolvidas as imprecações contra Israel e seu povo pelo inveterado stalinista, cujo comunismo, segundo sua pitoresca expressão, estava gravado em seu DNA – uma atualização do velho discurso da herança do sangue. Examinemos, por exemplo, essa “pérola” da especialista Leyla Perrone-Moisés: “Quando José Saramago chegar ao céu, Deus pai lhe fará cara feia, pois o escritor fartou-se de denegri-lo em seus romances. Mas Deus filho, que era também homem, advogará a seu favor, porque Saramago foi um humanista, quer em suas idéias, quer na prática de algumas das maiores faculdades humanas, a de imaginar e de narrar. [...] Qualquer que seja a posição dos leitores com relação às opiniões políticas do homem Saramago, ninguém pode acusá-lo de ter feito literatura partidária ou militante. O romancista defendeu suas ideias, não com pregação política ou lições de moral, mas por meio da melhor literatura de ficção [...]”. Ninguém poderá dizer se Saramago será recebido no céu por Deus pai ou por Deus filho… Ou se baterá em outra porta, sendo acolhido pelo Diabo em pessoa. Mas dizer que ele não defendeu suas idéias com pregação política é reduzir de maneira pouco rigorosa a atividade do escritor aos seus livros de ficção, ignorando deliberadamente que Saramago não se fartava de pregar suas idéias políticas em artigos, entrevistas, postagens, em frutuosa produção literária de caráter militante e partidário. Saramago pontificava sobre cada acontecimento político, lançando opiniões sempre balizadas pelo seu materialismo dialético. Por exemplo:
15 jan. 2009: “A notícia queima. O mufti da Arábia Saudita, máxima autoridade religiosa do país, acaba de emitir uma fatwa que permite (permitir é um eufemismo, a palavra exata deveria ser impor) o casamento de meninas na idade de 10 anos. O dito mufti (hei-de lembrar-me dele nas minhas orações) explica porquê: porque a decisão é “justa” para as mulheres, ao contrário da fatwa anteriormente vigente, que havia fixado em 15 anos a idade mínima para o casamento, o que Abdelaziz Al Sheji (esse é o nome) considerava “injusto”. Sobre as razões deste “justo” e deste “injusto”, nem uma palavra, não se nos diz sequer se as meninas de 10 anos foram consultadas. É certo que a democracia brilha pela inexistência na Arábia Saudita, mas, num caso de tanto melindre, poderia ter-se aberto uma excepção. Enfim, os pedófilos devem estar contentes: a pederastia é legal na Arábia Saudita. Outras notícias que queimam. No Irã foram lapidados dois homens por adultério, no Paquistão cinco mulheres foram enterradas vivas por quererem casar-se pelo civil com homens da sua escolha… Fico por aqui. Não aguento mais.” (“Lapidações e outros horrores”). Aqui, o materialismo dialético de Saramago coincide com o humanismo, na defesa das vítimas da pedofilia islâmica (“pederastia” tem outras conotações) e da sharia. Mas trata-se apenas de coincidência. Quando os fanáticos do Islã se voltavam contra Israel, sua guerra santa era justificada por Saramago. A jihad ganhava sentido contra os judeus, e o ateísmo de Saramago aí se dissolvia. O escritor revestia-se nesses momentos de uma nova pele, paradoxalmente fanática, e sua língua tornava-se ácida e viscosa. Não deixa de ser curioso como membros destacados da comunidade judaica brasileira não se furtaram a engrossar os louvores a Saramago pelas mídias, com exceção das do Vaticano, coerentes com sua tradição reacionária; e pela intelligentzia, cada vez mais antissemita. Seu editor brasileiro, Luiz Schwartz, só teve palavras doces e carinhosas na crônica de despedida que postou: Saramago era um homem generoso, um pensador brilhante, o padrinho de sua filha, etc. No carinho pelo amigo, sábio, querido Saramago, certamente contava o fato de que “ele era nosso autor mais vendido em literatura estrangeira”. Os 24 títulos do escritor lançados pela Companhia das Letras somam, aproximadamente, 1.400.000 exemplares vendidos. Em nenhum outro país, fora a Espanha, onde morava, Saramago vendia tanto quanto no Brasil. Um sintoma inquietante. O escritor Moacir Scliar, em “depoimento emocionado dado com exclusividade ao Terra” (e a mais uma dúzia de veículos), declarou que “José Saramago [...] era não apenas um grande escritor, não apenas um intelectual militante, como também um ser humano [sic]. De seu trabalho literário dão testemunho o Nobel que recebeu, e que projetou o nosso idioma no mundo, como, sobretudo, a qualidade de sua obra literária. [...] Saramago era também um comunista de carteirinha, uma posição a que chegou em grande parte por ter origem humilde (foi operário) e vivido sob uma das ditaduras mais persistentes da modernidade, o regime salazarista. E, finalmente, era uma grande pessoa, um homem sensível, afetivo". Até Marcos Guterman, que em sua visão do antissemismo atual no belo artigo “O velho antissemitismo não cansa de se reinventar” incluíra Saramago, acabou, dez dias depois, com a morte deste, revendo sua opinião em “A morte de um gigante”, prevenindo seus leitores contra os detratores de Saramago: “[...] Seu comunismo militante foi usado muitas vezes por seus detratores para desmerecer sua obra, o que é uma injustiça aliás típica de nosso tempo. Saramago era um crítico da ocultação retórica da tirania, quer fosse em Israel ou em Cuba. Mesmo que tenha cometido exageros ou poupado Fidel Castro, Saramago nunca se ausentou, transformando-o num dos raros intelectuais públicos, daqueles sem vínculos senão com sua consciência. Por essa razão, Saramago deve se transformar num clássico, por exprimir como poucos as contradições de seu tempo". Ficamos aí sabendo que para defender Saramago de seus detratores vale equiparar Israel com Cuba, e que também em Israel vigora uma “tirania”. Ainda que Saramago tenha rompido com Fidel Castro depois dos últimos fuzilamentos, em mais uma demonstração de seu humanismo tardio, é curioso como a morte melhora as pessoas. A literatura de um tal humanista nunca me interessou - desde que sua “obra-prima” Memorial do Convento encheu-me de tédio. Adquiri depois num sebo por R$ 5,00 um exemplar de "O conto da ilha desconhecida" autografado por Saramago. O leitor não hesitou em descartar o volume com o carimbo do Prêmio Nobel. Isso diz tudo sobre o valor desse prêmio, sobre o amor de leitor e livreiro a livros autografados e sobre a “permanência” da literatura de Saramago. Creio que também descartei o exemplar. Tenho uma amiga que jogou ao lixo todos os livros de Saramago após ler suas declarações sobre Israel. Neste país, os leitores coerentes devolveram todos os seus Saramagos às livrarias. Recordemos, pois, o que esse gigante humanista dizia de Israel.
3 mai. 2002: no jornal Público, Saramago compara o conflito Israel x palestinos com a cena bíblica de David x Golias, trocando as posições: Israel “se tornou num novo Golias”; aquele “lírico David que cantava loas a Betsabé” seria “encarnado agora na figura gargantuesca de um criminoso de guerra chamado Ariel Sharon [...] que lança a ‘poética’ mensagem de que primeiro é necessário esmagar os palestinos para depois negociar com o que deles restar”. Saramago comparava então Ramallah ao campo de concentração nazista de Auschwitz: “Nós podemos comparar (a situação palestina) com o que aconteceu em Auschwitz.” As situações prestam-se mesmo a comparações, já que os palestinos lançam bombas contra Israel; contam com o suporte das brigadas terroristas financiadas pelo Irã, com milhões de militantes espalhados em todo o mundo; dispõem de cobertura favorável às suas ações da parte de toda a mídia árabe e muçulmana e de quase toda a mídia ocidental; são amparados pela ONU com a maior parte da ajuda humanitária arrecadada no mundo… Enfim, exatamente como os judeus em Auschwitz.
13 out. 2003: em entrevista a O Globo, Saramago afirmou: “Vivendo sob as trevas do Holocausto e esperando ser perdoados por tudo o que fazem em nome do que eles sofreram parece-me ser abusivo. Eles não aprenderam nada com o sofrimento dos seus pais e avós.” Aqui, ele confunde deliberadamente, como se fossem as mesmas pessoas (“eles”), os judeus que sofreram o Holocausto, os judeus que descendem daqueles, os israelenses que “oprimem” os palestinos, os judeus e israelenses que lutam contra essa “opressão”, os judeus e israelenses que não se envolvem no conflito, em várias gerações de israelenses e de judeus. Ou seja: sua condenação pesa sobre qualquer judeu em qualquer época pós-Holocausto, em qualquer lugar do mundo, qualquer que seja sua posição ideológica. O nome mais comum dessa confusão generalizada e generalizante é racismo, embora, em defesa de Saramago, diversos autores tenham afirmado que ele não se insurgia contra os judeus, mas contra a política de Israel. Mas ele foi bem explícito em muitas outras declarações. Outros exemplos:
31 dez. 2008: no artigo “Israel”, Saramago afirmou: “Não é do melhor augúrio que o futuro presidente dos Estados Unidos venha repetindo uma e outra vez, sem lhe tremer a voz, que manterá com Israel a ‘relação especial’ que liga os dois países, em particular o apoio incondicional que a Casa Branca tem dispensado à política repressiva (repressiva é dizer pouco) com que os governantes (e porque não também os governados?) israelitas não têm feito outra coisa senão martirizar por todos os modos e meios o povo palestino. Se a Barack Obama não lhe repugna tomar o seu chá com verdugos e criminosos de guerra, bom proveito lhe faça, mas não conte com a aprovação da gente honesta. Outros presidentes colegas seus o fizeram antes sem precisarem de outra justificação que a tal “relação especial” com a qual se deu cobertura a quantas ignomínias foram tramadas pelos dois países contra os direitos nacionais dos palestinos. Ao longo da campanha eleitoral Barack Obama, fosse por vivência pessoal ou por estratégia política, soube dar de si mesmo a imagem de um pai estremoso. Isso me leva a sugerir-lhe que conte esta noite uma história às suas filhas antes de adormecerem, a história de um barco que transportava quatro toneladas de medicamentos para acudir à terrível situação sanitária da população de Gaza e que esse barco, Dignidade era o seu nome, foi destruído por um ataque de forças navais israelitas sob o pretexto de que não tinha autorização para atracar nas suas costas (julgava eu, afinal ignorante, que as costas de Gaza eram palestinas…) E não se surpreenda se uma das suas filhas, ou as duas em coro, lhe disserem: ‘Não te canses, papá, já sabemos o que é uma relação especial, chama-se cumplicidade no crime’.” Aqui, Saramago deixava claro que considerava todo israelense (e todo israelita) – “governantes (e porque não também os governados?)” – carrascos e criminosos, massacradores do inocente povo palestino… Nenhuma palavra contra as atividades criminosas e genocidas do Hamas que já governava os palestinos de Gaza: embora fosse um partido islâmico que defendia a sharia, e ainda que Saramago condenasse “todas” as religiões e em especial as barbáries cometidas em nome do islamismo, no caso do movimento islamita pela “libertação da Palestina” seu silêncio era ensurdecedor.
12 jan. 2009: “Imaginemos que, nos anos trinta, quando os nazis iniciaram a sua caça aos judeus, o povo alemão teria descido à rua, em grandiosas manifestações que iriam ficar na História, para exigir ao seu governo o fim da perseguição e a promulgação de leis que protegessem todas e quaisquer minorias [...]. Imaginemos que, apoiando essa digna e corajosa ação [...] os povos da Europa desfilariam pelas avenidas e praças das suas cidades e uniriam as suas vozes ao coro dos protestos levantados [na Alemanha]. Já sabemos que nada disto sucedeu nem poderia ter sucedido. Por indiferença, apatia, por cumplicidade tática ou manifesta com Hitler, o povo alemão, salvo qualquer raríssima excepção, não deu um passo, não fez um gesto, não disse uma palavra para salvar aqueles que iriam ser carne de campo de concentração e de forno crematório, e, no resto da Europa, por uma razão ou outra (por exemplo, os fascismos nascentes), uma assumida conivência com os carrascos nazis disciplinaria ou puniria qualquer veleidade de protesto. Hoje é diferente. Temos liberdade de expressão, liberdade de manifestação e não sei quantas liberdades mais. Podemos sair à rua aos milhares ou aos milhões [...] podemos exigir o fim dos sofrimentos de Gaza ou a restituição ao povo palestino da sua soberania e a reparação dos danos morais e materiais sofridos ao longo de sessenta anos, sem piores consequências que os insultos e as provocações da propaganda israelita. [...] Por sua vez, o exército israelita, esse que o filósofo Yeshayahu Leibowitz, em 1982, acusou de ter uma mentalidade ‘judeonazi’, segue fielmente, cumprindo ordens dos seus sucessivos governos e comandos, as doutrinas genocidas daqueles que torturaram, gasearam e queimaram os seus antepassados. Pode mesmo dizer-se que em alguns aspectos os discípulos ultrapassaram os mestres. Quanto a nós, continuaremos a manifestar-nos.” (“Imaginemos”). Aqui, enfim, Saramago manifesta seu ódio ardente aos judeus, que ele considera como “genocidas piores que os nazistas” – merecendo que o mundo inteiro se insurja contra Israel, quiçá com a ajuda da futura bomba atômica iraniana, para extirpar de vez a “mentalidade judeonazi”, colocando “a restituição ao povo palestino da sua soberania e a reparação dos danos morais e materiais sofridos ao longo de sessenta anos” – incluindo, claro, a devida limpeza étnica em Israel para repovoar a Palestina com os cinco milhões de refugiados palestinos espalhados pelo mundo, e que não ultrapassavam os 300 mil quando eram realmente refugidos – há sessenta anos atrás.
22 jan. 2009: “O processo de extorsão violenta dos direitos básicos do povo palestino e do seu território por parte de Israel tem prosseguido imparável perante a cumplicidade ou a indiferença da mal chamada comunidade internacional. O escritor israelita David Grossmann [...] escreveu [...] que Israel não conhece a compaixão. Já o sabíamos. Com a Tora como pano de fundo, ganha pleno significado aquela terrível e inesquecível imagem de um militar judeu partindo à martelada os ossos da mão a um jovem palestino capturado na primeira intifada por atirar pedras aos tanques israelitas. Menos mal que não a cortou. Nada nem ninguém, nem sequer organizações internacionais [...] conseguiram, até hoje, travar as ações mais do que repressivas, criminosas, dos sucessivos governos de Israel e das suas forças armadas contra o povo palestino. [...] Enfrentados à heróica resistência palestina, os governos israelitas modificaram certas estratégias iniciais suas, passando a considerar que todos os meios podem e devem ser utilizados, mesmo os mais cruéis, mesmo os mais arbitrários, desde os assassinatos selectivos aos bombardeamentos indiscriminados, para dobrar e humilhar a já lendária coragem do povo palestino, que todos os dias vai juntando parcelas à interminável soma dos seus mortos e todos os dias os ressuscita na pronta resposta dos que continuam vivos” (“Israel e os seus derivados”). Aqui, o terrorismo ganha nomes lindos: “ressurreição”, “pronta resposta”, enquanto Israel adquire contornos de Alemanha Nazista, com torturas, governos criminosos em sucessão, crueldade e violência indiscriminadas. Perto desse painel à la Der Stürmer do Estado Judeu enquanto “comedor de criancinhas”, os terroristas palestinos que trucidavam – de fato e não em caricaturas - os comerciantes árabes que se relacionavam com judeus no velho suck de Jerusalém a golpes de machadinhas; os homens-bombas que explodiam crianças em ônibus escolares, parecem santos mártires da causa – a religiosidade nesses casos acaba sendo tolerada pelo ateu Saramago, tão intolerantemente ateu em outras ocasiões. Uma das táticas mais perversas dos antissemitas é utilizar frases de impacto que os judeus “pacifistas” e “humanistas” adoram lançar contra Israel. Na subjetividade perturbada ou dilacerada desses judeus, Israel encarna uma espécie de símbolo cruel para seus próprios desencantamentos existenciais - de caráter subjetivo, ideológico, utópico. É o que leva, por exemplo, um sobrevivente do Holocausto a participar do movimento Free Gaza ou o cineasta Silvio Tendler a publicar uma carta aberta ao governo de Israel, acusando-o de praticar uma “política genocída”. Com prazer sádico, os antissemitas fazem as frases venenosas dos judeus profundamente carentes do amor dos antissemitas e do sucesso mundano voltarem-se duplamente não apenas contra Israel enquanto lar judaico (e não mais símbolo subjetivo), como contra todos os judeus (incluindo os revoltados). José Saramago tampouco se furtou a usar essa tática perversa, citando, contra Israel e os judeus, frases deslocadas ou tresloucadas de Yeshayahu Leibowitz e David Grossmann, por exemplo. Leibowitz não está mais vivo para vomitar Saramago, mas Grossmann não deixou de considerar escandalosos e irracionais os comentários antissemitas do Prêmio Nobel português. Não se limitando a escrever ficção indigesta, mas produzindo paralelmente relevante produção de subliteratura partidária e militante, que exprimia, mais que a própria ficção, o fundo escuro de sua alma, José Saramago resumiu, em textos “dignos de citação” e, portanto, de influência mais funesta sobre os desinformados, todos os clichês do antissemitismo contemporâneo, cada vez mais concentrado no ódio a Israel.

Justiça do Rio de Janeiro aceita pedido de Minas Gerais e vai transferir Bruno e Macarrão

A 38ª Vara Criminal do Rio de Janeiro aceitou na tarde desta quinta-feira o pedido da Polícia Civil mineira de transferência do goleiro Bruno e seu amigo Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, para Minas Gerais, onde está sendo investigado o desaparecimento de Eliza Samudio, ex-namorada do jogador. A decisão é do juiz Jorge Luiz Le Cocq. Bruno e Macarrão estão no presídio Bangu 2, na Zona Oeste da cidade. "Em sentido que o crime de sequestro é conecto com o homicidio, a competêmcia é do tribunal de juri de Contagem, MInas Gerais," disse em sua decisão. Segundo a delegada-adjunta da Delegacia de Homicídios de Contagem, Alessandra Wilke, há um mandado de prisão temporária contra Bruno expedido em Minas Gerais. “Temos um mandado de prisão temporária expedida pela vara do Tribunal de Justiça de Contagem com prazo de 30 dias, prorrogáveis por mais 30 dias”, afirmou. Bruno e Macarrão chegaram pouco antes das 14h30 ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Na entrada, pessoas gritavam "assassino". Eles antes passaram no Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro, onde fizeram exame de corpo de delito. Os dois, acusados de envolvimento no assassinato bárbaro de Eliza Samudio, ex-amante do jogador, foram transferidos da Divisão de Homicídios do Rio pouco antes das 13 horas desta quinta-feira. Segundo a Secretaria de estado de Administração Penitenciária (Seap), Bruno e Macarrão estão na Penitenciária Alfredo Tranjan (Bangu 2). A prisão é temporária e, a princípio, Bruno e Luiz Henrique devem ficar na unidade prisional durante cinco dias. A Seap informou que a penitenciária dispõe de celas individuais. Por isso, eles ficarão isolados, com o objetivo de zelar pela integridade física de ambos. A unidade tem mais dez presos em celas idênticas, na mesma galeria, tendo em vista o tipo de delito cometido. O efetivo geral da unidade é de 950 presos e todos têm o mesmo tratamento, independentemente de estarem em celas coletivas ou individuais. Segundo depoimento de um menor também envolvido no caso, Eliza teria sido levado do Rio de Janeiro para Minas Gerais e morta. O menor, que foi até Minas Gerais ajudar nas investigações, já retornou ao Rio e está em um centro de triagem e recuperação na Ilha do Governador. O advogado que defendia o goleiro, Michel Assef Filho, afirmou nesta manhã que renunciiou ao mandato. Assef disse que estava defendendo os interesses de Bruno porque ele era um "patrimônio do clube e um dos atletas mais caros do Flamengo". Uma vez que o advogado trabalha para o Flamengo e o clube decidiu pela suspensão do contrato dele, há conflito de interesses, segundo Assef. Segundo o advogado, ele não entrou com pedido de habeas corpus para o goleiro. Assef informou ainda que quem assume a defesa do goleiro é o advogado Ércio Quaresma, de Minas Gerais, que já defende a mulher de Bruno e Macarrão.

BNDES aprova R$ 224 milhões para hidrelétrica de Furnas

A diretoria do BNDES aprovou um empréstimo de R$ 224 milhões para a construção da usina hidrelétrica Batalha, que está sendo erguida por Furnas no rio São Marcos, entre os municípios de Cristalina (GO) e Paracatu (MG). Do montante, R$ 9,5 milhões vão para a construção de uma linha de transmissão de 75 quilômetros que vai da usina à subestação Paracatu 1, da Cemig, ligando a hidrelétrica ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A usina terá capacidade de gerar 52,5 megawatts (MW) e os recursos aprovados pelo BNDES correspondem a 30,27% dos investimentos previstos pelo projeto, de R$ 740 milhões. A energia produzida pela usina já foi comercializada pelo prazo de 30 anos, mediante contratos de comercialização no ambiente regulado. A previsão da estatal é que a hidrelétrica entre em operação em maio do próximo ano, mas o cronograma das obras está atrasado. É impressionante como esse governo Lula despreza uma fonte de energia permanente, que é o lixo. Enquanto uma usina como essa do São Marcos pode gerar no máximo 52,5 megawatts (a média de produção é menor, porque na seca ela produz muito menos), a um custo de 224 milhões, por esse mesmo preço é possível gerar muito mais energia, coisa em torno de 500 megawatts, de energia segura, garantida, por muito mais tempo, resultante da queima do lixo. De cada três toneladas de lixo queimadas é possível retirar um megawatt de energia (33 países já queimam o lixo para produzir energia e livrar o solo das contaminações produzidas pelos aterros sanitários criminosos).

Campanha de Dilma estuda medidas contra charge publicada em blog de jornalista

Da revista Imprensa: "A reforma da proposta de governo da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, serviu de gancho para uma charge que gerou protestos de sua Coordenação de Campanha. O desenho compara a candidata a uma garota de propaganda, em analogia ao suposto relaxamento de algumas de suas propostas de governo. De autoria do chargista Nani, o desenho, reproduzido no blog do jornalista Josias de Souza, da Folha de S.Paulo, mostra a candidata encostada em uma parede de esquina, rodando uma bolsa e anunciando que "o programa, quem faz são os fregueses; PMDB: Barba, cabelo e bigode; PDT: papai e mamãe. E vai por aí...". De acordo com apuração da reportagem do Portal IMPRENSA, o departamento jurídico da campanha de Dilma estuda medidas criminais contra os responsáveis pela charge e pretende se pronunciar oficialmente sobre a decisão no final da tarde desta quinta-feira. Segundo a ex-ministra-chefe da Casa Civil, a primeira versão do programa de governo aprovado pelo Congresso Nacional do PT, em fevereiro, foi enviada por engano ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na ocasião do registro de sua candidatura. Por não "concordar" com pontos do projeto, o documento foi reformulado. Ouvido pela reportagem, Nani declarou que a reação à charge é machista e motivada pelo fato de Dilma ser mulher. "A indignação deve ser vista como um ato de machismo, pois se trata de reação a uma crítica a uma política do sexo feminino", disse, antes de acrescentar que a candidata é uma "figura pública e passível de crítica". O chargista lembrou que teve charges censuradas durante a ditadura militar, "nunca na democracia", e que produziu desenhos sobre diversas personalidades políticas, sem ter sido repreendido em nenhuma ocasião pelos citados em seu trabalho. "Já fiz charges com vários políticos colocando-os nus ou em trajes sumários - um artifício gráfico da linguagem do humor - Sarney, Itamar, Collor, FHC, ACM, Lula e outros", observou. Na sua opinião, o PT não irá "transformar a Dilma em nosso Maomé", disse, em alusão à charge que gerou protestos de parte da comunidade muçulmana. Videversus afirma: Nani não sabe como são os petistas, eles excedem, sempre.... Mas é imbatível a sacada de Nani, chamando Dilma Rousseff de "garota de programa". Pegou na veia....

Marina Silva diz que aliança com PMDB provocou situação "vexatória" com programa de Dilma

A candidata do PV à Presidência, senadora Marina Silva, voltou nesta quinta-feira ao assunto do programa de governo da candidata do PT, Dilma Rousseff, e afirmou que a situação "vexatória" da modificação do programa teve como causa a presença do PMDB na aliança com os petistas. Marina Silva tratou do tema durante discurso em um hotel em Belo Horizonte para pessoas sem vinculação partidária que discutiam a formação de um comitê suprapartidário, a ser comandando pela ex-petista histórica Sandra Starling, socióloga e advogada, que, descontente com as imposições no PT na eleição mineira recentemente, deixou a sigla há um mês. Espontaneamente, Marina Silva revelou que, ao ser questionada na quarta-feira pela imprensa, também em Belo Horizonte, sobre a questão do programa de Dilma, invocou Deus para saber o que dizer. Nesta quinta-feira, porém, tratou a questão como um fato "revelador" da situação criada com a aliança PT-PMDB.

Acusado de estrangular Eliza tem empresa de segurança em Minas Gerais

O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, de 47 anos, acusado de estrangular a ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, Eliza Samudio, atuava na formalidade em Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). O anúncio de sua empresa, a Pentágono Segurança, e o número telefone dela podem ser encontrados na internet. A propaganda diz que a empresa é do ramo de segurança e funciona na rua Araruama, 173, bairro Santa Clara, justamente na casa onde a polícia busca o corpo de Eliza. Conforme relatou o primo de 17 anos do goleiro Bruno Fernandes, o policial civil Marcos Aparecido dos Santos matou Eliza e arremessou parte de seu corpo a cães rottweilers que estavam na casa. Na Receita Federal, consta que Pentágono Segurança presta "serviços de adestramento de cães de guarda", uma subclasse da área de vigilância e segurança privada. No cadastro da Polícia Federal, não consta que a empresa tenha autorização para fazer vigilância. Marcos Aparecido dos Santos passou a ser sócio da empresa em agosto de 2006. Outra acionista seria sua mulher, Maria Denizlei. O carro Citroën, que pode conter vestígios de sangue e foi apreendido na casa de Santos pela Polícia Civil, tem ano de fabricação de 1997 e seis multas de trânsito que somam R$ 827,00. Apesar da vida de cidadão na formalidade, Santos "sabe como fazer as coisas", disse o delegado Edson Moreira, que investiga o sumiço de Eliza.

Ex-general da ditadura pega quarta pena de prisão perpétua na Argentina

O ex-general Luciano Menéndez, também conhecido como "La Hiena", recebeu nesta quinta-feira sua quarta condenação à prisão perpétua, por crimes de lesa-humanidade durante a ditadura militar argentina (1976/83), segundo o veredicto de um julgamento oral transmitido pela televisão, a partir de Tucumán (norte). Menéndez, de 83 anos, foi condenado, agora, por crimes de privação ilegítima da liberdade, imposição de tormentos, torturas seguidas de morte em dois casos e homicídio de 19 pessoas, de acordo com a sentença, que será lida no dia 23 de agosto. O ex-comandante do Terceiro Corpo do Exército, com jurisdição sobre o centro e o norte do país, havia sido condenado em três julgamentos anteriores à prisão perpétua, que cumpre, desde 2008, numa cela comum. Junto com Menéndez, também foi condenado nesta quinta-feira à prisão perpétua, em cela comum, o ex-chefe da inteligência policial de Tucumán, Roberto Albornoz, "El tuerto". Os ex-policiais Luis e Carlos de Cándido receberam 18 e três anos, respectivamente. O ex-general Antonio Bussi, governador de Tucumán durante a ditadura, foi eximido deste processo, devido a seu estado de saúde deteriorado, permanecendo em prisão domiciliar, apesar de ter sido condenado à perpétua em 2008, junto com Menéndez, pelo sequestro e assassinato, em 1976, de um ex-senador peronista. "Assassinos, assassinos", gritaram os familiares das vítimas apenas concluída a leitura da sentença, em meio ao olhar desafiante de Menéndez, antes de ser retirado da sala de audiências do tribunal de Tucumán. Os julgamentos contra militares foram retomados a partir da reabertura de centenas de causas, depois da anulação, em 2003, das leis de anistia da década de 80.

Goleiro Bruno Fernandes responde a pelo menos sete processos na Justiça

O goleiro Bruno Fernandes, principal acusado pelo assassinato de sua ex-namorada Eliza Samudio, já tem diversos problemas com a Justiça. São pelo menos sete processos ao longo de cinco anos. Ele é acusado de lesão corporal por ter agredido um torcedor do Fluminense, no Rio de Janeiro, e um árbitro de futebol quando jogava no Atlético-MG. Também é réu em um imbróglio envolvendo agressão a duas garotas de programa, no seu sítio em Ribeirão das Neves, interior de Minas Gerais. Nesse caso, a autora reivindica 1,8 milhão por difamação e danos morais. Na 1ª Vara de Jacarepaguá há uma ação de tentativa de aborto, lesão corporal, sequestro e cárcere privado. Não bastassem todos esses transtornos na Justiça, agora ele é acusado de homicídio doloso e sequestro, entre outros crimes, pelas polícias de Minas Gerais e do Rio de Janeiro depois do sumiço de Eliza Samudio. Bruno também está sendo processado por falta de pagamento de pensão alimentícia e tem problemas na esfera Cível, pois teve um carro aprendido na época em que defendia o Atlético-MG.

Reservas internacionais avançam para US$ 254,459 bilhões

As reservas brasileiras internacionais subiram em US$ 522 milhões na quarta-feira, no conceito de liquidez internacional, segundo o Banco Central. Com isso, o total das reservas brutas passou de US$ 253,645 bilhões para US$ 254,459 bilhões.

FMI recomenda aos Estados Unidos que reduzam sua dívida

O FMI pediu nesta quinta-feira aos Estados Unidos que conduzam seu déficit orçamentário por um caminho sustentável, que não prejudique sua recuperação econômica. "O desafio principal é desenvolver uma estratégia fiscal confiável para assegurar que a dívida pública seja levada por um caminho sustentável sem colocar em risco a recuperação", afirmou o FMI em seu relatório. O FMI prevê um crescimento para os Estados Unidos de 3,3% em 2010 e 2,9% em 2011, e depois um crescimento entre 2,6% e 2,8% a cada ano entre 2012 e 2015. Em seu orçamento 2010-2011, tornado público em janeiro, a Casa Branca previa taxas espetaculares de crescimento a partir de 2011: 3,8%, depois 4,3% e 4,2% em 2012 e 2013. Segundo o FMI, o esforço de redução orçamentário dos Estados Unidos deve ser considerável, equivalente a 8% do PIB (Produto Interno Bruto) até 2015, enquanto que o governo prevê menos de 3%. Ou seja, o governo norte-americano continua querendo que o resto do mundo financie permanentemente os seus déficits.

Dissidente cubano interrompe greve de fome depois de 135 dias após derrotar ditadura

O dissidente cubano Guillermo Fariñas interrompeu nesta quinta-feira da greve de fome que iniciou há 135 dias para exigir a libertação de presos políticos enfermos, depois do anúncio da Igreja Católica de Cuba da libertação de 52 presos políticos. Guillemo Fariñas conseguiu dobrar a ditadura da família genocida Castro, que domina a ilha há mais de 50 anos. "Fariñas desistiu da greve de fome", declarou a dissidente Gisela Delgado, após visitá-lo em um hospital em Santa Clara, onde está internado. Guillermo Fariñas, que estava em uma unidade de terapia intensiva desde 11 de março, quando sofreu um choque hipoglicêmico, anunciou seu protesto em 24 de fevereiro, um dia depois da morte do também dissidente Orlando Zapata, após 85 dias de greve de fome. Na quarta-feira, o jornalista e psicólogo havia dito que só encerraria sua greve de fome quando pelo menos 12 dos 52 presos políticos que, segundo a Igreja, a ditadura de Raúl Castro aceitou soltar "estiverem na rua". "Sempre disse que, até que soltem os 12, e a Igreja Católica me informe oficialmente, não vou deixar a greve", disse ele em conversa telefônica com militantes do grupo Damas de Branco. "Estou cético", disse, em conversa ouvida pelos jornalistas: "Até que nossos irmãos estejam na rua, não confiamos nas autoridades".

Dilma ataca proposta de Serra de duplicar investimentos no Bolsa Família

Em entrevista na manhã desta quinta-feira, em São José do Rio Preto, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, atacou a promessa feita pelo candidato José Serra (PSDB) de que irá duplicar os investimentos no Bolsa Família se for eleito. Disse ela: "A população sabe perfeitamente que não é possível que os programas sociais sejam marcas pré-eleitorais. O que não se pode admitir é que haja colocações que visivelmente têm sua repercussão e sua origem marcada pela campanha eleitoral". Parece que ela se incomodou muito com a proposta de Serra. Afinal, de apropriação ela e os petistas entendem bem, porque se apropriaram do programa criado pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Na noite de quarta-feira, no encontro entre Dilma e prefeitos do Estado de São Paulo, as críticas de petistas ao compromisso de Serra de dobrar os investimentos no Bolsa Família já haviam sido feitas.

Embriagado, Nelsinho Piquet dá vexame no Twitter

O piloto Nelsinho Piquet não esperava que uma brincadeira entre amigos virasse hit instantâneo na internet. Na noite de quarta-feira, ele resolveu transmitir ao vivo uma festinha privê em sua casa, em Brasília, e não poupou vexames em frente à webcam. Embriagado, falou com os internautas que interagiam pelo Twitter e até divulgou números de telefone e emails de seus amigos, para que os espectadores ligassem. Até o de Dany Bananinha ele deu. A brincadeira durou umas quatro horas, entre indas e vindas... "Eu não bebo. Tomei apenas duas taças de vinho e já estou alterado", disse. E não parou por aí: ele também prometeu que, quando 5 mil pessoas estivessem online assistindo, ele tiraria a roupa, ao vivo. Enquanto isso, seu pai, o ex-piloto Nelson Piquet, dormia em outro cômodo da casa: "Estou em Brasília, mas torcendo pra Holanda. Ho-lannnn-daaaa. Estou falando baixo porque meus pais estão dormindo. Parem de fazer barulho", dizia em tom confessional, pertinho da câmera. A mãe de Nelsinho Piquet é a ex-modelo holandesa Sylvia. Nelsinho Piquet causou um dos maiores escândalos da Fórmula 1, ao confessar que tinha produzido um acidente proposital para favorecer seu então colega de equipe, o piloto espanhol Fernando Alonso.

Procuradora é condenada a oito anos por torturar criança no Rio de Janeiro

O juiz Mário Mazza, da 32ª Vara Criminal, condenou nesta quinta-feira a procuradora aposentada Vera Lúcia Sant'Anna Gomes a oito anos e dois meses de prisão. A procuradora foi considerada culpada por torturar uma menina de dois anos que pretendia adotar. A menina agredida foi abandonada duas vezes pela mãe biológica, morou em abrigos quase todo o seu tempo de vida e há alguns meses passou a receber as visitas da procuradora, depois de autorização da Justiça. Carinhosa, ela se afeiçoou a Vera Lúcia, a quem já chamava de mãe. Para conseguir a guarda provisória de menina, a procuradora passou por um rigoroso e longo processo. Durante um ano, ela participou de reuniões mensais com membros do Conselho Tutelar e profissionais da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, passou por avaliação psicológica e por uma pesquisa social até, finalmente, obter a habilitação para adoção, quando o juiz autoriza o candidato a ter visitas com a criança. Pouco tempo depois, porém, empregados domésticos da procuradora testemunharam agressões físicas e verbais à criança. Uma gravação mostrou Vera Lúcia chamando a menina de "vaquinha" e tentando forçá-la a se alimentar. "Ela passou por todas as etapas e foi considerada apta. O que aconteceu foi um choque para todos. O processo de adoção tem que ser por amor e não por ver a criança como uma mercadoria que você pega da prateleira para experimentar. Mais de 90% dos casos são bem sucedidos. O pior desse caso é que tinha um casal também habilitado e muito interessado pela menina", disse a magistrada Ivone Ferreira Caetano. O pior de tudo é que esse procuradora pegará, efetivamente, muito pouco tempo na cana. Dos oito anos não deverá cumprir nem dois na cadeia. Essa é a lei brasileira.