quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Diretora do FMI diz que Brasil já mostra "alguns sinais de melhoria"


Durante uma análise sobre a economia mundial, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, citou o Brasil e a Rússia como países que estão "mostrando alguns sinais de melhoria após um período de severa contração". Ela afirmou que a economia mundial ainda apresenta uma série de fragilidades, mas acrescentou que as perspectivas para as economias emergentes e em desenvolvimento "merecem um otimismo cauteloso". Em palestra na escola Kellogg de Administração, na Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, Christine disse que as economias emergentes vão continuar contribuindo com mais de três quartos do crescimento global em 2016 e 2017. A diretora-gerente do FMI afirmou que a China vem trabalhando nos últimos anos para equilibrar a expansão da indústria local com a área de serviços e tem reorientado o seu foco para o consumo interno. Este posicionamento, de acordo com Christine, vai permitir o desenvolvimento sustentável do País, mesmo com um crescimento mais lento. Ela lembrou que o crescimento lento é ainda "robusto" porque significa uma expansão anual de 6% dos chineses. Christine destacou ainda o exemplo da Índia que, segundo a representante do FMI, "também está embarcando em reformas significativas" em sua economia, o que permite que o país cresça a uma taxa de 7% ao ano. Para a diretora do FMI, o aspecto negativo para as economias em desenvolvimento é que os países exportadores de commodities ainda estão sendo duramente atingidos pelos preços baixos, enquanto os países do Oriente Médio "continuam a sofrer com os conflitos e com o terrorismo". Segundo Christine, levando-se em conta os pontos positivos e negativos da economia mundial, os países ainda vão enfrentar durante muito tempo os problemas decorrentes do baixo crescimento. Ela acrescentou que os pontos positivos hoje beneficiam "muito poucos".

Atentado fere governador de Goiás e mata candidato a prefeito de Itumbiara


O tucano José Eliton, governador em exercício de Goiás, que é vice-governador e também secretário de Segurança Pública, e o candidato à prefeitura de Itumbiara, José Gomes da Rocha, do PP, foram baleados durante uma carreata. Outro membro da comitiva também foi ferido. O candidato morreu no local. O vice-governador está sendo submetido a uma cirurgia de emergência. O autor do atentado foi morto a tiros pela segurança de José Eliton. O governador Marconi Perillo, que está nos EUA, resolveu voltar imediatamente ao Brasil.

PSOL recorre ao Supremo para barrar Medida Provisória do ensino médio

O PSOL recorreu nesta quarta-feira ao Supremo Tribunal Federal para suspender a medida provisória (MP) que reestrutura o ensino médio, editada na semana passada. Na ação, o partido alega que a medida é inconstitucional e que não há urgência legislativa que justifique o tratamento do assunto por meio de uma Medida Provisória. O caso será relatado pelo ministro Edson Fachin. Para o partido, as mudanças desrespeitam o acesso à educação e dificultam a redução das desigualdades, "promovendo verdadeiro retrocesso social". "Dispor por medida provisória sobre tema tão complexo, que claramente não reclama urgência, é temerário e pouco democrático, por impor prazo extremamente exíguo para debate que já está ocorrendo nos meios educacionais e, sobretudo, no Congresso Nacional", argumentou o partido.

Julgamento sobre acesso a medicamentos de alto custo é suspenso novamente pelo STF

O julgamento que vai definir se o governo deve arcar com o fornecimento de remédios de alto custo não disponíveis na lista do Sistema Único de Saúde (SUS) e de medicamentos não registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi, mais uma vez, suspenso. Depois de ter sido adiada com o pedido de vista do ministro Luís Roberto Barroso, no dia 15 de setembro, nesta quarta-feira foi a vez do ministro Teori Zavascki solicitar mais tempo para analisar os processos. Não há data para a retomada do julgamento. Teori foi o quarto ministro a se manifestar. Antes dele, o ministro Marco Aurélio, relator do processo, havia se posicionado a favor do fornecimento de medicamentos de alto custo para a parcela pobre da população, mas se opondo à distribuição de remédios que ainda não tenham sido registrados na Anvisa. Nesta quarta-feira, ele mudou, em parte, seu voto, entendendo que o uso de medicamentos não registrados na Anvisa deve ser permitido desde que comprovada a sua indispensabilidade para a manutenção da saúde do paciente. Votaram também nesta quarta-feira o ministro Barroso, que votou contra a obrigação de fornecer medicamentos não registrados na Anvisa — abrindo divergência com o relator — e Edson Fachin, entendendo que o Judiciário pode determinar o fornecimento de medicamentos que não estão a lista do Sistema Único de Saúde. O resultado parcial da votação indica 2 votos a 1 julgando que o Estado pode ser obrigado a fornecer medicamentos de alto custo, desde que comprovadas sua imprescindibilidade e a incapacidade financeira do paciente e sua família para aquisição, mas que o governo não deve fornecer remédios sem registro na agência reguladora, salvo em casos específicos. A sessão foi acompanhada de perto por pacientes com doenças raras e seus familiares, que fizeram, desde a noite de terça-feira, uma vigília em frente ao Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes. O objetivo era chamar a atenção da sociedade para a realidade desses pacientes, que promovem a campanha "Minha vida não tem preço". O caso é julgado no STF em um recurso do Rio Grande do Norte contra decisão judicial que determinou o fornecimento ininterrupto de remédio de alto custo a uma portadora de cardiopatia isquêmica e problemas pulmonares. Em outro recurso que chegou ao Supremo, uma paciente processou o Estado de Minas Gerais para receber um medicamento que não é registrado na Anvisa.

Obama irá a Jerusalém para enterro de Shimon Peres

O presidente americano, o muçulmano Barack Obama, confirmou sua presença no funeral do ex-presidente israelense e Prêmio Nobel da Paz, Shimon Peres, na sexta-feira (30), em Jerusalém - anunciou a Casa Branca nesta quarta-feira (28). Peres será enterrado na sexta-feira, às 5 horas (horário de Brasília), no cemitério nacional de Monte Herzl, onde jazem os restos mortais de importantes personalidades de Israel. Na véspera, ao saber da morte do líder israelense, Obama qualificou Peres como "um pai fundador de Israel e um homem de Estado cujo compromisso com a segurança e a busca da paz era fundamentado em sua inquebrantável força moral e em seu inquebrantável otimismo. Há poucas pessoas com quem compartilhamos este mundo capazes de mudar o curso da história humana (...). Meu amigo Shimon era uma destas pessoas".

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Pobreza na Argentina atinge 32,2% da população, apontam dados oficiais

A pobreza na Argentina chegou a 32,2% da população no segundo trimestre de 2016, dos quais 6,3% estão na indigência - informou o instituto oficial Indec nesta quarta-feira (28), ao publicar o indicador que não era divulgado há três anos. Segundo os dados oficiais, 8,7 milhões de argentinos estão em situação de pobreza e, deles, 1,7 milhão são indigentes, afirmou o organismo. O estudo foi realizado com base em 31 conglomerados urbanos de todo o país com aproximadamente 27 milhões de pessoas. A população total da Argentina chega a 40 milhões. As estatísticas sobre a pobreza não eram divulgadas desde 2013 durante o governo da peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner (2007-2015), que comandou governos absolutamente corruptos em meio a violentas manipulações dos índices estatísticos. A última cifra que se sabe até agora corresponde ao segundo semestre de 2012 e indicava que, na época, havia 5,4% de pobres no país. Até agora, os únicos relatórios sobre a evolução da pobreza vinham de estudos privados. O Observatório da Dívida Social da Universidade Católica (UCA) calculou que, no final de 2015, a pobreza chegou a 29% dos argentinos, enquanto que, em agosto, o indicador atingiu os 32,6%. "A classe média baixa é a mais vulnerável. É o setor que mais sofre o ajuste, frente à atual fase de queda do consumo, aumento de preços e maior risco de demissões e queda da atividade", alertou o relatório da UCA. A pobreza, a miséria, a indigência social na Argentina são produtos diretos da maldição das políticas do peronismo no país. 

Prefeitura de Porto Alegre diz que pedirá à Polícia Federal informações sobre obra da Odebrecht investigada na Lava-Jato


A prefeitura de Porto Alegre disse que vai solicitar à Polícia Federal informações sobre contratos fechados com a Odebrecht para a construção de Terceira Perimetral e que estão sendo investigados no âmbito da Operação Lava-Jato. O pedido será feito pela Procuradoria Geral do Município nesta quinta-feira. Quer dizer que, até hoje, ninguém achou nada de anormal na obra na prefeitura de Porto Alegre? Mas, nada a estranhar, é sempre assim. Até hoje ninguém achou nada de estranho nos milhares de obras do Orçamento Participativo. Entretanto, se qualquer uma delas for auditada, o que pode ser feito por um cabo velho analfabeto da Brigada Militar, não será encontrada corrupção (desvio de recursos) menor de 50%. Mensagens interceptadas pelos investigadores da Operação Lava Jato demonstram pagamento de suborno nas obras. As investigações fazem parte da 35ª etapa da Operação Lava-Jato, que prendeu o ex-ministro Antonio Palocci na última segunda-feira. A Procuradoria Geral do Município de Porto Alegre quer saber detalhes do esquema para verificar eventuais prejuízos ao município. Querem saber quem era o Procurador Geral do Município de Porto Alegre na época dos fatos agora apontados pela Operação Lava Jato? Procurem entre os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, ele é um deles, e é do famigerado quinto constitucional, foi nomeado pela mulher sapiens. Diz a procuradora geral atual, Cristiane da Costa Nery: "Só temos notícias da imprensa, então queremos obter mais informações para ver se teve algum dano ao erário e se há necessidade de instaurar algum procedimento de averiguação interna ou propor alguma ação por improbidade administrativa". A senhora ainda dúvida, dona Cristiane da Costa Nery?!!!!

Banco Central bloqueia R$ 30,8 milhões em contas pessoais e da empresa de Palocci


O Banco Central bloqueou R$ 30,8 milhões em contas bancárias do ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, e de sua empresa, a Projeto Consultoria Empresarial e Financeira Ltda. Em três contas pessoais de Palocci, a malha fina do Banco Central encontrou R$ 814.648,45. Na conta da Projeto, R$ 30.064.080,41. O bloqueio ocorreu por ordem do juiz federal Sergio Moro, no âmbito da Operação Omertà, desdobramento da Lava-Jato que coloca Palocci no centro de um esquema de corrupção envolvendo a empreiteira Odebrecht e propinas de R$ 128 milhões — parte desse valor teria abastecido o caixa do PT. Moro ordenou o bloqueio de até R$ 128 milhões de Palocci e de outros alvos da Omertà. Palocci foi preso na segunda-feira. As investigações sobre o ex-ministro, na Lava-Jato, apontam que Palocci tratava com a empreiteira Odebrecht assuntos relacionados a quatro esferas da administração pública federal: a) a obtenção de contratos com a Petrobras relativamente a sondas do pré-sal; b) a Medida Provisória destinada a conceder benefícios tributários ao grupo econômico Odebrecht (MP 460/2009) c) negócios envolvendo programa de desenvolvimento de submarino nuclear — PROSUB; d) e financiamento do BNDES para obras a serem realizadas em Angola. A força-tarefa da Lava-Jato sustenta que a atuação de Palocci e de seu ex-chefe de gabinete Branislav Kontic ocorreu mediante o recebimento de propinas pagas pela Odebrecht, dentro de uma espécie de "caixa geral" de recursos ilícitos que se estabeleceu entre a Odebrecht e o PT. Conforme planilha apreendida durante a operação, identificou-se que entre 2008 e o final de 2013, foram pagos mais de R$ 128 milhões ao PT e a seus agentes, incluindo Palocci. "Remanesceu, ainda, em outubro de 2013, um saldo de propina de R$ 70 milhões, valores estes que eram destinados também ao ex-ministro para que ele os gerisse no interesse do Partido dos Trabalhadores".

Quem é o "Otacílio" da lista do departamento de propina da Odebrecht


O "Otacílio" citado na última fase da Lava-Jato, a Omertà, é Otacílio Santana, filiado ao PT no Rio de Janeiro e tesoureiro da campanha de Vladimir Palmeira ao governo do Estado, em 2006. Otacílio é citado pelo Ministério Público Federal como recebedor de dinheiro vivo do departamento criado pela Odebrecht para distribuir propina e recursos para caixas dois, o Setor de Operações Estruturadas. O nome dele foi encontrado em um arquivo recuperado pela Polícia Federal no computador de Maria Lúcia Guimarães Tavares, a secretária responsável pelo departamento e que se tornou delatora da Lava-Jato. Nesta planilha recuperada foram listados os beneficiários de dinheiro ilegal em 2010. Nela, havia a frase “Entregar na Rua das Laranjeiras, 227- apt.703 / Lígia ou Otacilio”. O endereço é o apartamento de Lygia Maria de Araújo Borges, que foi alvo de uma condução coercitiva na segunda-feira pela Lava-Jato. O Ministério Público e a Polícia Federal, no entanto, ainda não identificaram quem é Otacílio. Otacílio, que é irmão de criação de Lygia, disse: "Não sei como o nome da minha irmã e o meu foram parar lá. Isso tem que ser investigado. Fui tesoureiro do Vladimir Palmeira em 2006. Em 2010, não trabalhei em campanha nenhuma". No endereço de Lygia também está registrada a empresa D.B. Áudio Equipamentos e Assessoria, que pertence a ela e a seu filho, Renato Borges Guerra Filho. Devido à coincidência, Sergio Moro também autorizou uma ação de busca e apreensão de documentos na D.B. Áudio, cumprida na segunda-feira pela Polícia Federal. Renato, filho e sócio de Lygia na D.B. Áudio, trabalhou no gabinete do deputado estadual Eliomar Coelho (PSOL), do Rio de Janeiro, quando Eliomar foi vereador. Renato afirmou que nem ele nem Lygia receberam qualquer quantia da Odebrecht. Segundo Renato, sua empresa nunca prestou serviços à construtora. Eliomar Coelho confirmou que Renato trabalhava em seu gabinete em 2010, ano da entrega do dinheiro, e afirmou desconhecer o caso. Disse Eliomar: "Renato atuava na área de cultura, que sempre foi forte no meu mandato. Não fui candidato a nada em 2010 e desconheço todos esses fatos". Vladimir Palmeira, que se candidatou a deputado federal em 2010, confirmou que Otacílio foi seu tesoureiro em 2006, e afirmou desconhecer todos os fatos. Disse ainda nunca ter recebido dinheiro da Odebrecht.

Collor tem uma adversária indigesta em Maceió



O senador Fernando Collor tem uma adversária indigesta em Maceió. Trata-se de sua ex-mulher, Rosane Malta. Rosane está engajada na campanha do deputado JHC (PSB) à prefeitura de Maceió. O ex-presidente, por outro lado, apoia o carioca Paulo Memória (PTC). O apoio da ex-primeira-dama não é aleatório: na eleição de 2014, o deputado pessebista foi o único parlamentar com mandato que apoiou Heloisa Helena ao Senado contra Collor. E por enquanto ela está vencendo a disputa. JHC é quem mais cresceu nas pesquisas e pode ir para o 2º turno. Paulo Memória permanece com um traço nas intenções de voto. A última aparição pública de Rosane foi há 10 anos. Justamente na primeira campanha do ex-marido ao Senado.

TSE marca mais dois depoimentos em ação que pede cassação da chapa Dilma-Temer



O ministro Herman Benjamin autorizou as oitivas de dois novos depoimentos na ação que corre na Justiça Eleitoral e pede a cassação da chapa Dilma-Temer. Não existia previsão de ouvir o ex-executivo da Andrade Gutierrez, Rogério Nora de Sá, e o lobista Mário Goes. Existia apenas um pedido das partes. O ministro, entretanto, acatou o pedido e eles serão ouvidos nos próximos dias.

Procuradoria Geral da República quer fechar ciclo da Lava-Jato



O desentendimento entre a Procuradoria Geral da República e a força tarefa da Lava-jato em Curitiba deve piorar nos próximos dias. Enquanto a cúpula do Ministério Público Federal entende que a Lava-Jato deve caminhar para fechar seu ciclo e buscar um desfecho, os procuradores de Deltan Dallagnol se recusam a compactuar com tal visão. Na Procuradoria Geral da República, o temor é que a operação sem fim de Dallagnol municie os adversários políticos e jurídicos da operação e leve a Lava-Jato para um desfecho próximo ao da sua prima italiana, Mãos Limpas.

Opep faz 1º acordo desde 2008 para reduzir produção de petróleo e aumentar o preço


A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) fechou acordo nesta quarta-feira para reduzir modestamente sua produção de petróleo. É o primeiro acerto do gênero feito pela entidade desde 2008. Na negociação, a líder do grupo Arábia Saudita suavizou sua postura em relação ao Irã, seu arquirrival, em meio a pressões crescentes dos baixos preços de petróleo. “A OPEP tomou uma decisão excepcional hoje. Após dois anos e meio, a Opep alcançou consenso para gerir o mercado”, disse o ministro do Petróleo iraniano Bijan Zanganeh, que havia entrado repetidamente em rota de colisão com a Arábia Saudita em encontros anteriores. O petróleo do tipo Brent fechou em alta de 5,92%, a 48,69 dólares por barril, enquanto o petróleo do tipo WTI, negociado nos Estados Unidos, subiu 5,33%, encerrando a 47,05 dólares o barril, após a notícia do acordo. Ele e outros ministros da Opep disseram, em meio a um encontro em Argel, capital da Argélia, que o grupo irá reduzir a produção para uma faixa entre 32,5 milhões e 33 milhões de barris por dia (bpd), ante a atual produção de 33,24 milhões de bpd. “Nós decidimos cortar a produção em cerca de 700 mil bpd”, disse Zanganeh. O quanto cada país vai produzir deverá ser decidido na próxima reunião formal da Opep em novembro, quando um convite para se unir aos cortes deverá ser estendido para países fora do grupo, como a Rússia. Jeff Quigley, diretor de mercados de energia da Stratas Advisors, baseada em Houston, disse que o mercado ainda vai descobrir quem vai produzir o que: “Eu quero ouvir da boca do ministro do Petróleo iraniano que ele não vai voltar aos níveis pré-sanções. Para os sauditas, isso só vai contra toda a sabedoria convencional do que eles vêm dizendo”. O ministro de Energia saudita Khalid al-Falih disse na terça-feira que o Irã, a Nigéria e a Líbia receberiam permissão para produzir “nos níveis máximos que fazem sentido” como parte de qualquer limite de produção que podem ser estabelecidos tão logo quanto a próxima reunião da Opep em novembro. As economias do Irã e da Arábia Saudita dependem fortemente do petróleo, mas em um cenário pós-sanções, o Irã está sofrendo menos pressão dos preços do petróleo que caíram pela metade desde 2014 e pode expandir sua economia em quase 4 por cento neste ano, de acordo com o Fundo Monetário Internacional. Riad, pelo outro lado, enfrenta o segundo ano de déficit no orçamento após um rombo recorde de 98 bilhões de dólares no ano passado, uma economia estagnada e está sendo forçada a cortar os salários de funcionários do governo.

Temer decide se mudar para o Palácio da Alvorada junto com a família


O casal Temer se muda para o Palácio da Alvorada ainda na primeira quinzena de outubro. Marcela Temer já esteve no palácio, há dez dias, e aprovou as instalações. Um dos quartos erá destinado à sua mãe, Norma, que a visita muito. O quarto do filho, Michelzinho, também está sofrendo algumas adaptações. Michelzinho é a primeira criança que vai morar no Alvorada. 

Ministro identifica cinco grupos interessados em novo leilão da Celg D

O ministério de Minas e Energia identificou cinco principais grupos interessados no leilão da Celg Distribuição (Celg D), afirmou nesta quarta-feira o secretário-executivo da pasta, Paulo Pedrosa. Segundo ele, representantes da Enel, Neoenergia/Ibedrola, CPFL Energia, Equatorial e Energisa estiveram presentes em reunião realizada hoje no BNDES para apresentação do leilão de privatização da distribuidora. Desses grupos, apenas a Energisa não havia adquirido o edital da primeira tentativa de licitação da Celg D, em agosto. Na ocasião, o leilão acabou não sendo realizado, por falta de interesse dos investidores. “Está havendo uma melhoria no ambiente de investimento do setor de energia do Brasil”, disse o secretário a jornalistas, após participar da reunião, na qual também estavam o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, a secretária de Fazenda de Goiás, Ana Carla Abrão, e o superintendente da área de desestatização do BNDES, Rodolfo Torres. Pedrosa destacou que, nos primeiros cem dias do governo Michel Temer, os papéis das elétricas na BM&F Bovespa tiveram valorização de R$ 100 bilhões. Com relação ao leilão, Pedrosa reafirmou que o novo edital deverá ser lançado em outubro. E a expectativa do governo é fazer a licitação em novembro. Sobre o novo preço mínimo da distribuidora, de R$ 1,792 bilhão (cerca de R$ 1 bilhão a menos que o proposto no leilão anterior), o secretário-executivo disse não ver problemas para ter a aprovação do Tribunal de Contas da União. “Definitivamente não vejo problemas em relação ao TCU”. Pedrosa ressaltou ainda que, historicamente, o Tribunal critica a presença das distribuidoras na Eletrobras. Para Ferreira Junior, da Eletrobras, o leilão da Celg D é um convite de um novo processo de privatizações no Brasil. “Esse processo de privatização é o primeiro de um conjunto de movimentos que serão percebidos pelo mercado como uma melhora das condições no Brasil”, afirmou. Segundo ele, o mercado da Celg D deverá crescer entre 2,5% ao ano e 3,6% ao ano de 2016 até 2020. “Estamos adicionando cem mil consumidores por ano na distribuidora”, destacou. A Eletrobras possui 51% da Celg D, em parceria com o governo de Goiás (49%). Com relação às outras seis distribuidoras integrais da Eletrobras — Ceal (AL), Cepisa (PI), Ceron (RO), Eletroacre (AC), Boa Vista Energia (RR) e Amazonas Energia (AM) — o presidente da Eletrobras reafirmou que elas deverão ser leiloadas em 2017, mais concentradamente no segundo semestre. Ferreira Junior afirmou que ainda não está decidido se a Eletrobras pretende leiloá-las separadamente ou agrupadas. Segundo ele, se confirmada a venda da Celg neste ano, ela será reconhecida no balanço da empresa de 2016, mas só entrará no caixa da companhia em 2017. Ana Carla Abrão afirmou que a venda da Celg D é a principal fonte de recursos para o Estado fazer investimentos em infraestrutura em 2017. Torres, do BNDES, contou que o banco está fazendo algumas revisões nas condições de financiamentos para o setor de infraestrutura, incluindo o segmento elétrico. A ideia, segundo ele, é que as novas condições de financiamento para o mercado elétrico sejam anunciadas brevemente. “O BNDES se posiciona como um braço financiador [da Celg D] como sempre foi das demais atividades do setor elétrico”, afirmou. Torres destacou que o banco atuará apenas como um agente de financiamento para o futuro controladora da Celg D. e não fará parte do bloco acionista da empresa.

S&P corta perspectiva da Coca-Cola Femsa para negativa

A S&P Global Ratings revisou nesta quarta-feira de estável para negativa a perspectiva da nota de crédito corporativa em escala global da companhia mexicana Coca-Cola Femsa. A perspectiva do rating em escala nacional permanece estável. As notas foram reafirmadas em “A-” e “mxAAA” nas escalas global e nacional, respectivamente. A revisão de perspectiva reflete as métricas de crédito mais fracas da Coca-Cola Femsa, com relação ao atual perfil de risco da companhia após a aquisição da engarrafadora Vonpar no Brasil. A companhia vai financiar os R$ 3,5 bilhões da aquisição por meio de uma combinação de dinheiro, ações e dívida, ampliando a alavancagem da Coca-Cola Femsa e restringindo sua liquidez. Isso pode levar a S&P a revisar seu perfil de risco para a empresa para uma categoria mais fraca nos próximos 12 a 18 meses, se a desalavancagem planejada não ocorrer de acordo com as expectativas.

Fitch coloca nota da Profarma em observação negativa

A agência de classificação de risco Fitch colocou em observação para possível rebaixamento o rating nacional de longo prazo “BBB+(bra)” da Profarma Distribuidora de Produtos Farmacêuticos e de sua primeira emissão de debêntures, no valor de R$ 200 milhões, com vencimento em 2018. Para a Fitch, a aquisição da rede de drogarias Rosário aumenta as atuais pressões de liquidez e de alavancagem da Profarma e coloca seus ratings sob risco de rebaixamento no curto prazo. “A companhia tem os importantes desafios de fortalecer sua geração de caixa operacional de forma sustentável, de reduzir sua elevada alavancagem e de melhorar o perfil de sua dívida”, afirma a agência. A transação aumenta a escala e a verticalização de negócios da Profarma, mas lhe impõe grandes dificuldades operacionais e financeiras relacionadas à busca por eficiência e rentabilidade dos ativos adquiridos, avalia a Fitch. Maiores investimentos em capital de giro e na reforma de lojas poderão aumentar as pressões por refinanciamento e enfraquecer os indicadores de cobertura da dívida de curto prazo.

Samarco busca renegociação após não honrar pagamento de dívida

Dois dias depois de não ter honrado um pagamento de US$ 13,4 milhões, a mineradora Samarco confirmou que está buscando renegociar suas dívidas. Por meio de uma nota endereçada a investidores, a empresa afirmou que deixou de pagar na segunda-feira juros referentes a um título de US$ 500 milhões que havia emitido. O título tem vencimento em 2024 e taxa de juros anual de 5,375%. A Samarco não explicou porque não fez o pagamento. Ao não ter honrado o que devia, a empresa entrou em um período de 30 dias no qual ainda pode fazer o depósito aos investidores. Nesse período, a companhia paga ou negocia o que deve para que não seja considerado o estado de “default” (calote). “A Samarco continua a buscar opções relacionadas a uma reestruturação de suas dívidas”, disse a empresa, que está sem operar desde o rompimento de uma de suas barragens de rejeito de minério de ferro em 5 de novembro de 2015, em Mariana (MG). A Samarco afirmou ainda que continua levando adiante as medidas para fazer frente ao desastre ambiental.

Brasil vai à OMC contra EUA por sobretaxas ao aço

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, disse nesta quarta-feira que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) deu sinal verde a um pedido de consultas do Brasil contra os Estados Unidos, no âmbito da Organização Mundial de Comércio (OMC), por sobretaxas aplicadas a produtos siderúrgicos da CSN e da Usiminas. Serra não informou datas sobre o pedido na OMC, mas defendeu os mecanismos de apoio adotados pelo governo brasileiro e atacados pela Casa Branca. Os Estados Unidos aplicaram uma alíquota extra de 11% sobre laminados a frio das duas empresas alegando que sete programas oficiais do país podem ser considerados subsídios indiretos e configuram prática desleal de comércio. "São procedimentos considerados perfeitamente normais e adotados em todo o mundo", disse Serra, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, após a reunião da Camex. O Reintegra - programa de compensação de créditos gerados na exportação - seguirá seu cronograma original e sua alíquota voltará a 2% em 2017, disse o ministro das Relações Exteriores, José Serra. Ele falou em entrevista coletiva após a realização de reunião do conselho da Câmara de Comércio Exterior (Camex). Segundo o chanceler, foi proposta oficialmente a criação da figura de "ombudsman" no âmbito dos acordos de facilitação e promoção de investimentos assinados pelo Brasil com outros países. Esse "ombudsman" atuará para receber e responder eventuais reclamações de investidores. Também foi aprovada a criação do operador logístico exportador para pequenas e microempresas. Serra afirmou ainda que foram discutidas questões relativas ao comércio dentro do Mercosul, com a eliminação de barreiras internas do bloco.

Engie Brasil investe R$ 460 milhões em complexo eólico no Ceará

A Engie Brasil Energia (antiga Tractebel Energia) iniciou nesta quarta-feira a operação do primeiro parque do complexo eólico de Santa Mônica, de 97,2 megawatts (MW) de capacidade instalada, em Trairi (CE). Segundo o diretor-presidente da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini, o investimento previsto no complexo é de R$ 460 milhões. O primeiro parque do complexo, a Central Eólica Santa Mônica, tem 18,9 MW. Os outros três parques — Cacimbas (18,9 MW), Estrela (29,7 MW) e Ouro Verde (29,7 MW) — devem iniciar a operação, gradativamente, entre outubro e março de 2017. A empresa também iniciará nos próximos meses a implantação do complexo eólico de Campo Largo, de 326,7 MW, na Bahia.

Australiana Karoon assume 100% de blocos na Bacia de Santos

A petroleira australiana Karoon anunciou nesta quarta-feira a compra da fatia de 35% da Pacific Exploration & Production nos blocos S-M-1037, S-M-1101, S-M-1102, S-M-1165 e S-M-1166, no pós-sal da Bacia de Santos. A negociação foi fechada por US$ 20,5 milhões. Com a aquisição, a Karoon assume 100% das concessões, que concentram as descobertas de Kangaroo e Echidna. Em crise financeira, a Pacific E&P vinha enfrentado dificuldades para honrar os investimentos na exploração dos ativos.

Líder de partido socialista na Espanha pode perder cargo


Uma crise de liderança dentro do Partido Socialista Operário Espanhol (Psoe) levou à renúncia de 17 membros de sua direção nesta quarta-feira, em uma manobra que pode resultar na saída de Pedro Sánchez, hoje secretário-geral da sigla. As 17 renúncias, somadas a três baixas anteriores, significam que mais de metade da chamada Executiva Federal – inicialmente formada por 38 membros – deixou os cargos. Há controvérsias sobre os efeitos desse cenário, mas os diretores que se opõem ao comando de Sánchez esperam que a comissão seja dissolvida e o partido passe, então, por reformas internas. Na noite desta quarta-feira, um porta-voz do partido afirmou, no entanto, que Sánchez permanece no cargo e insistiu em que a decisão sobre a liderança cabe aos militantes, e não aos diretores. A crise do Psoe coincide com a paralisia política na Espanha, que tenta formar seu novo governo desde as eleições de dezembro de 2015. O país realizou dois pleitos, mas nenhum partido conseguiu reunir o número necessário de deputados. O Psoe teve resultados historicamente ruins em ambas as eleições. Ademais, ao negar-se a apoiar o conservador Partido Popular (PP) na formação de um governo, Sánchez foi visto como um dos responsáveis pelo impasse. É possível que a Espanha vote uma terceira vez em dezembro deste ano. A crise atual e a possível saída de Sánchez podem significar que, sob uma nova liderança, o Psoe se abstenha na próxima tentativa do PP de formar governo. Assim, permitiria que os rivais conservadores liderassem o país, encerrando o longo drama. Mas, caso não perca o cargo na atual crise, Sánchez planeja convocar um congresso neste ano para que os militantes escolham o próximo secretário-geral da sigla.

Depoimento de Lula para programa de Haddad é rejeitado em pesquisa

O vídeo gravado pelo poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula para o horário eleitoral do candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, foi rejeitado em pesquisas qualitativas. Por causa do teste, a participação do líder petista na propaganda de televisão é incerta. Lula gravou uma fala para a campanha de Haddad na segunda-feira pela manhã. A aparição do ex-presidente na propaganda havia sido acertada em um almoço com Haddad, na semana passada, no Instituto Lula. Apesar da indefinição sobre a presença de Lula na propaganda, o ex-presidente tem tido participação intensa na campanha de Haddad. No último domingo, os dois estiveram juntos em uma caminhada no extremo da zona leste de São Paulo. Na terça-feira, Lula foi a um encontro do candidato com intelectuais na região central da cidade. Em 2012, Lula foi o principal fiador e cabo-eleitoral da campanha de Haddad na televisão. Neste ano, além de esconder o PT, o prefeito de São Paulo não usou o padrinho nenhuma vez no horário eleitoral até agora. 

Janot pede desmembramento do inquérito-mãe da Operação Lava-Jato

 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal o desmembramento do inquérito-mãe da Operação Lava-Jato em quatro investigações, por grupo de atuação e agrupamento partidário dos políticos investigados. O pedido é no sentido de abrir um inquérito para o PT, um para o PP e dois para o PMDB, dividido entre PMDB do Senado e PMDB da Câmara. O inquérito-mãe, instaurado há um ano e meio, quase não saiu do lugar até agora. A petição de Janot foi protocolada no início da noite desta quarta-feira e o conteúdo ainda não foi tornado público pelo Supremo. A idéia é que os novos inquéritos, caso autorizados pelo ministro relator, Teori Zavascki, fiquem conectados entre si no âmbito do Supremo. O processo em curso investiga ou pretende investigar basicamente políticos de PT, PMDB e PP como supostos beneficiários dos desvios de contratos da Petrobras. O inquérito número 3989 surgiu junto com os primeiros procedimentos instaurados para investigar o suposto envolvimento de políticos com foro privilegiado, em março de 2015, a partir das primeiras delações premiadas da operação. O processo no STF é o único que apura o crime de formação de quadrilha, e esta é a idéia do procedimento desde o início: analisar os esquemas de desvios de contratos da Petrobras e de outras estatais do ponto de vista da formação de uma organização criminosa. O 3989 é um entre quase 50 inquéritos em curso no STF. Até agora, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou 13 denúncias contra políticos investigados na Lava-Jato, principalmente por crime de corrupção, decorrentes dos outros procedimentos. O inquérito-mãe, por sua vez, não avançou. Desde o início, o procedimento investiga 39 políticos ou pessoas cujas práticas estão associadas às autoridades com foro privilegiado. O inquérito caminha para ter, ao todo, 70 investigados: em 28 de abril, Janot pediu a inclusão de mais 31 pessoas no procedimento, o que ainda – quase cinco meses depois – não foi autorizado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no STF. Na visão de fontes com acesso às investigações, o inquérito-mãe "só tem futuro" se for desmembrado. Com 70 investigados, fica difícil produzir provas e individualizar responsabilidades, segundo essas fontes. A inclusão de mais nomes levaria a uma organização dos trabalhos para que, então, seja construída a tese que embase o desmembramento. A conexão entre filhotes do inquérito-mãe numa mesma instância, o STF, seria necessária diante da existência de uma única organização criminosa, com núcleos que não necessariamente se sobrepõem. Isto justificaria a permanência de políticos sem foro privilegiado no âmbito da Suprema Corte. O poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula é um dos políticos que a Procuradoria Geral da República quer investigar dentro do inquérito-mãe, assim como ex-ministros da ex-presidente Dilma Rousseff e o grupo de deputados que orbitava em torno do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), além do próprio parlamentar cassado. Todos eles foram listados no pedido de Janot para que Teori inclua um novo grupo de investigados no procedimento destinado a apurar o crime de formação de quadrilha. "O aprofundamento das investigações mostrou que a organização criminosa tem dois eixos centrais. O primeiro ligado a membros do PT e o segundo ao PMDB", já indicava Janot no pedido de ampliação das investigações do inquérito-mãe. "As provas colhidas indicam para uma subdivisão interna do poder entre o PMDB da Câmara dos Deputados e o PMDB do Senado Federal", afirmou o procurador-geral na petição de 28 de abril. Em relação ao PT, conforme Janot, "os novos elementos probatórios indicam uma atuação da organização criminosa de forma verticalizada, com um alcance bem mais amplo do que se imagina no início e com uma enorme concentração de poder nos chefes da organização". Os petistas elencados pelo procurador-geral como supostos participantes do esquema investigado são Lula e os ex-ministros Edinho Silva, Jaques Wagner, Ricardo Berzoini, Antonio Palocci e Erenice Guerra. Do núcleo do PP, dois deputados precisam ser incluídos, segundo Janot: Eduardo da Fonte (PE) e Aguinaldo Ribeiro (PB). Em Curitiba, os procuradores federais da força-tarefa da Lava-Jato gastaram mais de 90 das 149 páginas da denúncia contra o ex-presidente Lula caracterizando o petista como comandante da organização criminosa que promoveu desvios bilionários dos contratos cartelizados da Petrobras. Ao fim, os investigadores concluíram que uma eventual denúncia sobre formação de quadrilha não ocorrerá na primeira instância, mas no âmbito do STF, mais especificamente no inquérito-mãe, a cargo do grupo de trabalho da PGR. Se Teori autorizar o pedido feito em abril por Janot, o inquérito-mãe terá um rol de 70 investigados. Serão, por exemplo, 30 a mais do que a quantidade inicialmente investigada no processo do mensalão. A ação penal número 470 começou com 40 investigados, e depois essa quantidade caiu para 37. Até agora, na Lava-Jato, a PGR apresentou 13 denúncias. Destas, o Supremo converteu apenas três em ações penais, em que os investigados passaram à condição de réus. Ninguém foi condenado até então. Em Curitiba, os procuradores da República fizeram 49 denúncias contra 239 pessoas, e em 22 casos já houve sentenças por crimes de corrupção, contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Foram devolvidos R$ 3,6 bilhões a partir de acordos de delação premiada.

Caseiro Francenildo, que teve sua conta estuprada pelo regime petralha, diz sobre Palocci: "... eu sempre estava falando a verdade"

 

Desde que o "porquinho" petista Antonio Palocci foi afastado do Ministério da Fazenda, Francenildo Costa sabia que seu nome voltaria à tona caso o petista viesse a enfrentar a Justiça. Preso na segunda-feira pela Operação Lava-Jato, Palocci enfrentou sua primeira tormenta na vida pública em 2006, quando foi demitido depois de ter seu nome envolvido no estupro da conta bancária de Francenildo, na Caixa Econômica Federal, por ordens do comunista trotskista petista Jorge Matoso, subordinado de Palocci. Dias antes, o caseiro havia deposto na CPI dos Bingos e revelado que o político era presença constante em uma mansão usada para festas (com mulheres fornecidas pela cafetina Mary Jeanny Corner), reuniões de lobby e repartição de dinheiro, a famigerada Mansão de Ribeirão Preto. "O sentimento é que na época eu sempre estava falando a verdade. Reunião lá teve, as festinhas teve. Aquela velha história que eu sempre afirmo e até hoje afirmo. Poucos me deram ouvido, poucos acreditaram, né? — disse Francenildo. Caseiro de uma propriedade no Lago Sul, região nobre de Brasília, Francenildo foi acusado de denunciar Palocci em troca de compensação financeira. Extratos de sua conta na Caixa Econômica Federal mostravam depósitos totalizando R$ 38 mil, que, na verdade haviam sido feitos pelo pai de Francenildo. A Caixa Econômica Federal já foi condenada em segunda instância a pagar R$ 400 mil de indenização por violar os dados bancários do caseiro, mas há recursos em andamento. "Eu só fico chateado quando falam em alguma coisa de Palocci, sempre aparece eu na hora, volta tudo atrás. E o processo, que é bom, não anda", diz ele. Como muitos brasileiros, Francenildo se mostra desiludido com os rumos da política (“O pessoal diz que vai fazer o bom e eu não vejo nada, só coisa ruim”), e afirma que não teria nada a dizer para aqueles que, no passado, o acusaram de mentir em seu depoimento: "Eu não diria nada não. Pra mim já foi, passou. Só que achei ruim a maneira que eles fizeram, né. Foi cruel, foi pesada. É vida que segue, eu tô bem".

Justiça paulista confirma condenação a casal que atropelou e matou o jovem Vitor Gurman em 2011


A Justiça de São Paulo confirmou na segunda instância a condenação à nutricionista Gabriella Guerreiro e ao empresário Roberto de Souza Lima, obrigados a pagarem indenização pelo atropelamento que matou o jovem administrador Vitor Gurman, em 2011, aos 24 anos. Em abril, os dois haviam sido condenados a pagar aproximadamente R$ 1,5 milhão a familiares de Gurman. Gabriela Guerreiro e Roberto de Souza Lima pleitearam na Justiça a diminuição do valor. Agora, a decisão em segunda instância reduziu o pagamento para aproximadamente R$ 1,2 milhão – cerca de R$ 260 mil para a mãe, R$ 260 mil para o pai e R$ 100 mil para a avó, em valores corrigidos, com juros. Os desembargadores entenderam que a quantia reservada à avó de Gurman, inicialmente também de R$ 260 mil, deveria ser reduzida. Além disso, Gabriela Guerreiro e Roberto de Souza Lima terão de pagar indenização de R$ 22,4 mil por danos materiais ao pai e à mãe, além de R$ 5.000,00 ao tio do rapaz, Nilton Gurman. Gabriella – que dirigia o carro na madrugada de 23 de julho daquele ano, na Vila Madalena (zona oeste) –, foi denunciada por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de cometer o crime) em 2013. Na esfera criminal, não há decisão judicial e ela responde ao processo em liberdade. 



A nutricionista Gabriella Guerreiro Pereira é defendida no processo pelo caríssimo advogado criminalista José Luis de Oliveira Lima, que foi defensor do bandido petista mensaleiro José Dirceu no processo do Mensalão do PT. Roberto de Souza Lima, dono do carro e namorado de Gabriella à época, estava no banco do passageiro quando a motorista perdeu o controle na rua Natingui, no bairro paulistano da moda de Pinheiros, e atingiu Gurman na calçada. Após o atropelamento, o carro bateu no muro e tombou. O advogado de Roberto de Souza Lima, Thiago Mendes Ladeira, diz que irá recorrer da decisão, pleiteando exclusão da avó dos pagamentos por indenização moral ou redução do valor destinado a ela, além da redução do pagamento ao pai e à mãe de Gurman. Alexandre Venturini, advogado da família Gurman, defende o pagamento à avó por entender que ela mantinha uma relação de "extrema proximidade" com o neto. 

PT corta do programa de TV de Haddad a crítica de Lula ao governo Temer, reprovada no teste da pesquisa qualitativa


Com foco no governo Temer, a participação do poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula no programa de TV de Fernando Haddad (PT) foi suspensa e terá de ser refeita. O secretário de Relações Institucionais da prefeitura, José Américo Dias, disse, nesta quarta-feira (28), que o próprio Lula sugeriu que sua presença fosse revista. A sugestão foi feita pelo ex-presidente na noite de terça-feira (27), durante ato de campanha com Haddad. Segundo Zé Américo, Lula afirmou que o texto de sua fala estava desatualizado. Lula argumentou que o discurso dessa reta final deveria ser dedicado à cidade, não ao cenário nacional. O secretário municipal afirmou que a peça não foi submetida à pesquisa qualitativa porque a campanha não tem dinheiro para contratar equipes responsáveis para sua realização. "O problema foi de embocadura. O texto estava desfocado. Infelizmente, não temos dinheiro para fazer qualitativa", disse Zé Américo, que acompanhou a produção do programa. Como só há dois dias para exibição do programa de rádio e TV, Lula poderá gravar nesta quinta-feira (29) para que sua fala seja levada ao ar na sexta-feira. Sua participação será, porém, objeto de nova avaliação da equipe de Haddad antes da veiculação. 

Agência de risco Fitch diz que inadimplência no Brasil deve piorar até o próximo ano



A inadimplência do sistema de crédito brasileiro deve continuar a piorar até o final de 2017, segundo estimativa da agência de classificação de risco Fitch. Para os analistas da agência, a taxa de atraso chegará a 4,1% no final deste ano e alcançará os 4,8% ao fim de 2017. Hoje a taxa ronda os 3,8%. Não é esperado, no entanto, que os calotes sejam puxados por um segmento específico da economia. Raphael Nascimento, analisa de instituições financeiras da Fitch, diz que, do lado da pessoa física, a inadimplência ainda não subiu o esperado. Haverá ainda o impacto do segmento das grandes empresas. A inadimplência dos grandes bancos vem sendo afetada pelos calotes de empresas como a Oi e a Sete Brasil, ambas em recuperação judicial. Rafael Guedes, diretor-executivo da Fitch no Brasil, afirmou que "obviamente" não é usual um rebaixamento tão acelerado de um uma nota de risco, como ocorreu com o Brasil. O país perdeu o selo de bom pagador pela agência em dezembro do ano passado e sofreu mais um rebaixamento em maio. Agora, o Brasil possui o ranting BB, com perspectiva negativa. "Hoje em dia, o que a gente vê é uma estabilização do rating", disse Guedes, que projetou nova revisão dentro do patamar usual, entre 12 e 24 meses. Ainda assim, ele ressaltou que o cenário para a dívida brasileira é crescente. Uma retração tímida poderia ocorrer apenas em 2019, no cenário mais positivo.

Poder Judiciário de São Paulo aposenta desembargador que soltou traficante

O órgão especial do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu nesta quarta-feira (28) pela aposentadoria compulsória do desembargador Otávio Henrique de Sousa Lima, da 9ª Câmara Criminal, que estava afastado de suas funções desde setembro de 2015, por ter mandado soltar aquele que é considerado o maior traficante de drogas do Estado. A pena foi a máxima entre as opções de caráter administrativo com maioria expressiva dos votos dos 25 desembargadores do órgão especial –ele ainda pode ser demitido se for constatado crime pelo Ministério Público. Com a aposentadoria, ele seguirá, no entanto, recebendo os vencimentos do cargo, em torno de R$ 30 mil. 


O desembargador tinha determinado a soltura de Welinton Xavier dos Santos, o "Capuava", preso no mês anterior em Santa Isabel (Grande SP), com 1,6 tonelada de cocaína pura, 898 quilos de produtos para a preparação da droga, cinco carros com fundo falso, quatro fuzis e uma pistola. Foram encontrados ainda 30 fornos micro-ondas usados para a secagem da droga, além de peneiras, bacias e panelas para fazer o refino. Capuava é apontado como um dos líderes do tráfico na facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). À época, a Secretaria de Segurança Pública informou que as investigações do caso duraram quatro meses e que essa foi a maior apreensão de drogas de 2015 feita no Brasil até então.  O Tribunal de Justiça abriu a investigação para apurar a conduta de Sousa Lima em agosto de 2015, e constatou que ele já havia concedido habeas corpus a outros acusados de tráfico, também durante plantões. Para o órgão especial, Sousa Lima tomou decisões favoráveis a acusados de tráfico de drogas durante plantões judiciais e em casos que não eram urgentes. Em ao menos um dos processos, Sousa Lima atuou fora de sua jurisdição. Na decisão de afastamento temporário, no ano passado, o então presidente do tribunal, José Renato Nalini, tinha dito que era uma "extrema coincidência" o encaminhamento de diversos pedidos de liberdade de traficantes ao desembargador. Os autos serão encaminhados para a Procuradoria Geral da República – cabe recurso da decisão, que teria que ser feito no Superior Tribunal de Justiça. O Ministério Público analisará a ocorrência de crime na conduta do desembargador, que pode resultar na demissão e prisão de Sousa Lima.

Relatório final aponta que míssil russo derrubou o Boeing da Malaysia Airlines na Ucrânia


A comissão internacional de procuradores que investiga a derrubada do Boeing 777 da Malaysia Airlines, que fazia o e vôo MH17 sobre o leste da Ucrânia, em 2014, informa que o míssil que atingiu o avião civil “veio da Rússia”. Todas as 298 pessoas a bordo do Boeing 777 morreram e o míssil modelo ar-terra Buk partiu de um território na Ucrânia controlado por rebeldes separatistas apoiados pelo governo russo. O vôo MH17, da Malaysia Airlines, fazia o trajeto entre Amsterdã e Kuala Lumpur. Robby Oehler, que perdeu uma sobrinha no acidente, disse que os promotores informaram os parentes das vítimas que irão investigar cerca de 100 pessoas sobre o incidente. “Eles nos disseram como o míssil Buk foi transportado e como eles chegaram a essa evidência. Eles têm gravações de telefones, fotos e vídeos”, disse ele. Segundo relatório dos investigadores, o armamento que abateu o vôo civil em 17 de julho de 2014 — uma espécie de caminhão lança-mísseis — veio da Rússia, aliada aos rebeldes. Depois do acidente que causou a indignação mundial, a arma foi levada de volta aos seu proprietário, o Exército russo. A equipe de investigação conjunta, liderada por procuradores holandeses, é composta ainda por profissionais da Austrália, Bélgica, Malásia e Ucrânia. Uma investigação pelo Conselho de Segurança holandês, no ano passado, descobriu que um míssil Buk de fabricação russa atingiu o avião, mas não disse onde ele foi lançado. As conclusões da investigação são destinadas a preparar o terreno para um julgamento criminal. Moscou reiterou que dados de radar mostraram que o avião não foi derrubado por um foguete disparado de um território comandado por separatistas pró-Rússia no leste ucraniano. “Dados de radar de identificaram todos os objetos voadores que poderiam ter sido lançados ou estar no ar sobre o território controlado por rebeldes naquele momento”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em Moscou: “Os dados são claros… não há foguete. Se havia um foguete, só poderia ter sido disparado de outro local”. Os membros do governo russo são essencialmente mentirosos e bandidos. À época do incidente, separatistas pró-Rússia combatiam forças do governo da Ucrânia na região. O Boeing 777 se despedaçou em pleno ar, lançando destroços ao longo de vários quilômetros de campos em território rebelde.