sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Quebrou o pau na Maçonaria gaúcha, grupo opositor invade a sede para depor o Grão Mestre na marra, ele está refém na sede há quatro dias


A Maçonaria do Rio Grande do Sul está em pé de guerra. A eleição para o Grande Oriente do Rio Grande do Sul - GORGS - foi contestada na Justiça estadual. Mas, os opositores não esperaram por uma decisão judicial e invadiram a sede da entidade na rua Jerônimo Coelho, no centro de Porto Alegre. O Grão Mestre Tadeu Pedro Drago resiste dentro do prédio há quatro dias, onde é mantido como refém, porque não pode entrar em contato com ninguém, nem com o advogado do Grande Oriente do Rio Grande do Sul. Enquanto isso, "irmãos" se enfrentam na porta de entrada, com trocas de pontapés, socos, chutes e muita gritaria em um espetáculo nunca antes imaginado. Veja os vídeos de cenas do enfrentamento na Maçonaria. 


 

Leia a íntegra da carta aos maçons gaúchos escrita pelo Grão Mestre que está sendo mantido refém da oposição dentro da sede do Grande Oriente do Rio Grande do Sul, na sede da entidade, na rua Jerônimo Coelho, no centro de Porto Alegre. Até a Brigada Militar já foi chamada para intervir no conflito.





quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Internacional chega a acordo e rescinde contrato com Anderson, o UnderShow, o maior blefe da história do futebol gaúcho


O Internacional comunicou nesta quinta-feira (18) que chegou a um acordo com o meia Anderson, conhecido também como UnderShow, e acertou a rescisão contratual com o atleta. No clube gaúcho desde 2015, Anderson passou a última temporada emprestado ao Coritiba. Fora dos planos do Inter, o jogador fez a pré-temporada treinando separado dos jogadores da equipe principal, realizando trabalho no chamado 'Inter B' à espera de ofertas. Estas não vieram, o que levou ao acerto entre as duas partes. "Depois de algumas reuniões e conversas, chegamos a um acordo e, hoje, me despeço do Sport Club Internacional", diz comunicado compartilhado pelo jogador. "Queria deixar o meu mais profundo agradecimento a todos. À direção, que conduziu todas as questões de forma muito profissional, aos advogados do clube, que sempre me deram tranquilidade em todas as conversas, ao staff do Inter (pessoal da segurança, porteiros, roupeiros, massagistas e fisiologistas), às comissões técnicas, com quem tive o prazer de trabalhar, aos meninos do time B, que me deram a oportunidade de treinar no início deste ano, e aos meus colegas de elenco, com quem sempre tive uma relação de respeito e de muita amizade", agradeceu.

No texto, Anderson afirmou que o Internacional é um clube especial que o motivou a voltar ao Brasil após 10 anos no futebol europeu. "Deixei de lado tantas outras propostas para poder atuar nessa equipe. Sempre me dediquei ao extremo em treinos e jogos. Conquistei um título Gaúcho, que foi muito importante para a minha trajetória e que levarei com carinho para toda a minha vida. Fiz o máximo pelo Inter", afirmou. Agora livre no mercado, o atleta disse que irá buscar novos desafios no mercado. Anderson era o maior salário do Internacional e chegou a se aproximar de uma transação para o Cruz Azul, do México, mas esta não foi para a frente. O futebol dele foi um tremendo blefe, o maior da história do futebol gaúcho.

Michel Temer diz à Polícia Federal que não autorizou Rocha Loures a usar seu nome para receber dinheiro

O presidente Michel Temer negou à Polícia Federal ter participado de qualquer irregularidade na edição de um decreto que beneficiou empresas do setor portuário e disse que não autorizou seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures a usar seu nome para receber dinheiro ou negociar com empresários. Temer entregou nesta quinta-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal suas respostas às 50 perguntas feitas pela Polícia Federal sobre supostas ilegalidades na edição de um decreto –em maio do ano passado – que ampliou o período dos contratos de concessão na área de portos.

O presidente disse que não acompanhou a tramitação do decreto, não teve nenhuma influência sobre o processo e não determinou que Rocha Loures o fizesse. No entanto, afirmou não ter conhecimento sobre a possibilidade de outra pessoa ter pedido a seu ex-assessor que acompanhasse o caso. "Nunca solicitei que o sr. Rodrigo Rocha Loures recebesse recursos de campanha ou de qualquer outra origem em meu nome", afirmou Temer em uma das respostas.

"Não solicitei que o sr. Rodrigo Rocha Loures acompanhasse o referido decreto e não lhe dei nenhuma orientação a respeito", completou. Temer é suspeito de ter cometido os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, segundo o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao pedir a abertura de um inquérito contra o presidente.

A investigação, autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, teve como base documentos apreendidos na Operação Patmos e interceptações telefônicas de Loures. Em uma das ligações, Temer foi gravado dando informações ao ex-assessor sobre o decreto dos portos. Após a conversa, Loures repassou as informações a um interessado da edição da nova lei: Ricardo Conrado Mesquita, diretor do Grupo Rodrimar, a quem Temer disse não conhecer. Na ligação, o executivo festejou a notícia e disse que o deputado afastado seria "o pai da criança".

Em suas respostas à Polícia Federal nesta quinta-feira, o presidente admitiu ter relação com Antonio Celso Grecco, presidente da Rodrimar, empresa que teria sido beneficiada pelo decreto de maio de 2017, mas negou que tenha recebido pedidos dele. Ainda de acordo com o presidente, "empresas do Grupo Rodrimar não foram beneficiadas com a edição do decreto".

Em outro telefonema à época, Loures conversou com Gustavo do Vale Rocha, subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, e pediu para que fosse acrescentada ao decreto uma norma para beneficiar empresas que obtiveram concessão para atuar em portos antes de 1993 –caso da Rodrimar em uma das áreas que a empresa explora em Santos. Rodrigo Rocha Loures foi flagrado no ano passado correndo com uma mala de dinheiro entregue por um executivo da propineira JBS, episódio que provocou a mais grave crise política do atual governo. O presidente, porém, disse à Polícia Federal que nunca solicitou que seu ex-assessor recebesse recursos de executivos do Grupo JBS em seu nome. "Nenhuma razão haveria para tanto", afirmou. Temer criticou ainda o que chamou de "impertinência" de algumas questões feitas pela Polícia Federal, como as que abordavam sua relação com seu ex-assessor José Yunes.

Ao dizer que nunca autorizou que Loures fizesse tratativas em seu nome com empresários, o presidente ainda afirmou que a pergunta coloca em dúvida sua "honorabilidade e dignidade pessoal".  Temer afirmou que manteve relação estritamente institucional com o setor de portos enquanto foi vice-presidente, durante o governo Dilma Rousseff, e também desde que está à frente do Palácio do Planalto. "Não tenho e jamais tive nenhuma relação com o setor portuário diversa das que tive como parlamentar, vice-presidente e presidente da República com os setores empresariais", disse. "Recebia e dialogava com representantes dos inúmeros segmentos sociais e empresariais do País, inclusive do setor portuário".

A Rodrimar já foi citada em inquérito sobre Temer no Supremo. O presidente foi investigado sob suspeita de participar de um esquema de cobrança de propina de concessionárias do porto de Santos. Uma planilha entregue à Polícia Federal atribuía o pagamento de R$ 1,28 milhão em propinas, sendo metade para uma pessoa identificada como "MT". A polícia entendeu que as iniciais se referiam a Michel Temer, então deputado federal, que já detinha foro privilegiado. A investigação foi remetida ao Supremo. Em maio de 2011, o ministro Marco Aurélio Mello determinou que o então vice-presidente fosse excluído do inquérito. Ele atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República, que disse não ter encontrado provas suficientes contra o hoje presidente.

Conab estima produção de café em 2018 entre 21% e 30% superior ao ano passado


O Brasil deve produzir, em 2018, safra de café estimada entre 54,44 milhões e 58,51 milhões de sacas de 60kg. A estimativa representa aumento de 21,1% a 30,1% na comparação com a produção de 2017, que atingiu 44,97 milhões de sacas. Os dados constam do primeiro Levantamento sobre Safra Brasileira de Café da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). As informações são da Agência Brasil. O café arábica tem a produção estimada entre 41,74 milhões e 44,55 milhões de sacas, com crescimento médio de 26%. Já o café Conilon, tem produção estimada entre 12,7 milhões e 13,96 milhões de sacas, com crescimento médio de 24,3%. Esse aumento é por conta do ciclo de alta bienalidade. De acordo com a Conab, a alta bienalidade acontece principalmente em lavouras da espécie arábica, com condições climáticas favoráveis e implemento de novas tecnologias. 

A área plantada do café arábica soma 1,78 milhão de hectares, o que corresponde a 81% da área existente com lavouras de café. Para a nova safra, estima-se crescimento de 0,2%, que equivale à incorporação de 3,75 mil hectares. Para a produção do café conilon, estima-se redução na área de plantio da ordem de 2,1% ou cerca de 417,93 mil hectares. Desse total, 378,62 mil hectares estão em produção e 39,31 mil hectares em formação. Minas Gerais concentra a maior área de produção da espécie, com 1,23 milhão de hectares, correspondendo a 68,8% da área ocupada com café arábica. A área plantada de café arábica tem se mantido estável nos últimos dez anos e gira em torno de 1,78 milhão de hectares. A Conab estima que a safra 2018 fique entre 28,41 sacas a 30,54 sacas por hectare, equivalendo a um acréscimo de 17,7% a 26,5%, em relação à safra passada. O acréscimo deve ocorrer em quase todas as principais regiões produtoras.

Após desabar, bitcoin reage e volta a ser negociado acima de US$ 10 mil

Após desabar 14% na quarta-feira (17) e ser negociado na mínima de US$ 9.185,00, o bitcoin se recuperava nesta noite e voltava ao patamar de US$ 10 mil. Às 19h05, o bitcoin subia 1,07%, para US$ 10.834. No horário, o ripple avançava 15%, e o ether tinha alta de 4,5%. A queda registrada mais cedo ocorreu por preocupação dos investidores com notícias envolvendo a regulação das criptomoedas. Coreia do Sul e a China estudam proibir transações com as moedas virtuais, aumentando os temores de que esse mercado comece a ser regulado. Além de Coreia do Sul e China, o Japão também sinaliza que vai começar a regular as criptomoedas, enquanto França e Estados Unidos investigam as moedas virtuais. Isso levanta temores de que a coordenação global em torno da regulação desse mercado deve ganhar força. A expectativa é que, na reunião do G20 na Argentina, em março, o tema seja discutido por autoridades. Na terça-feira, o bitcoin desabou 23%, a maior queda diária em quatro anos. Analistas especulam que a criptomoeda esteja passando por um processo de realização de lucros, após as fortes altas registradas em 2017 –acumulou ganho de 1.400% no ano passado. Não é a primeira vez que o bitcoin passa por uma turbulência do tipo. Em 2011, em um período de cinco meses, a moeda virtual perdeu 93% de seu valor.

Febraban estuda ações para reduzir juros do cheque especial

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) avalia medidas para reduzir os juros do cheque especial. Em nota publicada na quarta-feira (17), a entidade informou que estuda ações para melhorar o ambiente de crédito no País e reduzir o spread bancário, diferença entre os juros que o banco paga para captar dinheiro de investidores e as taxas cobradas dos tomadores de empréstimos e financiamentos. Em dezembro, segundo os dados mais recentes da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade), os juros do cheque especial estavam em 295,48% ao ano. Dessa forma, alguém que contrai R$ 1 mil nessa modalidade deve R$ 3.295,48 ao fim de 12 meses, se não quitar a operação. O cheque especial está somente atrás do cartão de crédito, que encerrou 2017 com taxa de 321,63% ao ano. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou que o Banco Central estuda medidas para a redução das taxas.

Polícia apreende 19 fuzis na Via Dutra

Policiais rodoviários federais, em ação conjunta com agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) da Polícia Civil, apreenderam 19 fuzis automáticos, de alta precisão, na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Itatiaia, no sul fluminense, no início da tarde desta quinta-feira (18). As armas estavam dentro de um carro cujo motorista usava uma farda do Exército. O homem foi preso em flagrante. No carro havia também pistolas e drogas, em quantidade ainda não contabilizada. 

Aviões turbo-hélice da Azul são um perigo


Não é caso isolado a pane que provocou pouso forçado do bimotor ATR 72-600 da empresa aérea Azul em Vitória da Conquista (BA), segunda (15). Não é caso isolado nem mesmo naquele aeroporto, que já registrou vários pousos forçados desse avião de fabricação franco-italiana. É o mesmo que chocou o mundo em fevereiro de 2015, ao cair em um rio na zona urbana de Taiwan matando mais de 40 pessoas. Panes em ATR da Azul ocorreram em Uberlândia, São José do Rio Preto, Juiz de Fora, Salvador, Belo Horizonte, Vitória da Conquista etc. A Azul garante que “não tem fundamento” a preocupação, mas já anunciou a venda de dez dos seus trinta ATRs, e a devolução de três. O ATR 72-600 é muito usado por ser o mais barato (US$ 25 milhões), um quarto do valor do Airbus A320, e pelo baixo custo de manutenção. 

Um avião da companhia aérea Azul precisou realizar um pouso de emergência no Aeroporto Pedro Otacílio Figueiredo, em Vitória da Conquista (BA), na noite de segunda-feira (15). O piloto informou que houve uma pane no equipamento eletrônico da aeronave, que será submetida à inspeção. O Corpo de Bombeiros recebeu a informação de que um avião se aproximava do aeroporto com presença de fumaça. A equipe se preparou próximo à pista, mas a aeronave que vinha de Belo Horizonte (MG) não teve problemas para pousar. Os passageiros desembarcaram normalmente.

A aeronave envolvida no caso é do modelo ATR 72-600, como motores turbo-hélice e capacidade para transportar 70 passageiros. A Azul possui cerca de 30 aviões deste modelo em sua frota, que já se envolveram em outros ocorridos semelhantes. 


Outro incidente conhecido com o modelo ATR é o da TransAsia, que aconteceu em fevereiro de 2015. Por causa de uma falha nos dois motores, a aeronave caiu em um rio de Taipei, em Taiwan, deixando pelo menos 35 mortos: 15 pessoas sobreviveram ao acidente.  O pouso de emergência em Vitória da Conquista este ano não foi o primeiro caso registrado com o modelo de aeronave. Em janeiro do ano passado, o piloto de um vôo da Azul que fazia o trajeto Salvador (BA) e Aracaju (SE) solicitou um pouso de emergência, que ocorreu sem problemas.

Em dezembro de 2016, uma das aeronaves nem chegou a decolar. Um vôo que iria de Campinas (SP) a Uberlândia (MG) precisou ser cancelado depois que um dos motores do avião apresentou um problema. O vôoo saiu quase três horas depois, após a substituição da aeronave. No mesmo mês, um avião da companhia aérea precisou retornar ao aeroporto de Montes Claros (MG) depois de sofrer uma pane elétrica. A aeronave, que seguia para a cidade mineira de Belo Horizonte, pousou em segurança.O ATR, produzido pela empresa ítalo-francesa Avions de Transport Régional, fez seu primeiro vôo em 1988. O modelo vendeu cerca de 1,5 mil unidades e opera em aproximadamente 90 países.

Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), foi registrado apenas um acidente em 2011 com o modelo da aeronave em dez anos, causado por dano no trem de pouso, mas sem fatalidades. Em nota, o Cenipa informou que "o modelo de aeronave ATR 72 foi avaliado por diversos processos de certificação e opera regularmente em diversas regiões do mundo."  O Painel Sipaer aponta que, entre 2008 e 2017, foram registrados com o modelo ATR 72 nove incidentes caracterizados como graves. Entre os motivos estão fogo em vôo e perda de componente em vôo. No que o painel lista apenas como 'incidente', são 132 ocorrências: 24 de falhas de sistema, 22 de falha de motor em voo, 11 de danos em trem de pouso, entre outros incidentes. (CH)

Cientistas descobrem a doença que dizimou os astecas



Em 1545, os astecas do México foram atingidos por uma tragédia quando a população começou a adoecer com febres e dores de cabeça e sangramentos nos olhos, boca e nariz. Geralmente, os doentes morriam em três ou quatro dias após o contágio. Em cinco anos, 15 milhões de pessoas, cerca de 80% da população, foram dizimadas numa epidemia que os locais chamaram de "cocoliztli". A palavra significa "peste" na língua asteca nahuatl. A causa do flagelo, porém, ficou desconhecida por cinco séculos. 

O mistério agora é resolvido por cientistas do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana (Alemanha), da Universidade de Harvard (EUA) e do Instituto Nacional de Antropologia e História do México. Em estudo publicado na segunda-feira (15) na revista "Nature Ecology & Evolution", os pesquisadores apontaram como provável causa a febre entérica, gerada por uma variedade da bactéria salmonela, trazida pelos europeus. "A 'cocoliztli' de 1545-50 foi uma das muitas epidemias que atingiu o México após a chegada dos europeus, mas foi especificamente a segunda das três epidemias mais devastadoras e que levou ao maior número de mortes de seres humanos", explica Ashild Vagene, do Instituto Max Planck e da Universidade de Tübingen, também na Alemanha.

A pesquisadora, coautora do estudo, diz que cientistas puderam fornecer as provas diretas da causa da epidemia – debatida por mais de um século – usando DNA antigo. "Pela introdução de uma nova ferramenta de análise metagenômica chamada Malt, aplicada aqui para buscar traços de DNA patogênico antigo, fomos capazes de identificar a bactéria Salmonella enterica em indivíduos enterrados em um cemitério em Teposcolula-Yucundaa, Oaxaca, no sul do México", diz a introdução à pesquisa: "Com base em evidências históricas e arqueológicas, esse cemitério é o único que tem ligação com a epidemia de 1545-1550, que afetou amplas áreas do México". 

Com o novo programa de processamento de dados, a equipe analisou DNA de 29 esqueletos enterrados no local. Dez deles apresentaram traços da variedade Paratyphi C da bactéria, que causa febre entérica, da qual a febre tifóide é um exemplo. O subtipo mexicano raramente causa infecções em humanos hoje em dia. Porém, atualmente, a febre entérica também é considerada uma ameaça grave para a saúde no mundo todo. Estima-se que tenha feito adoecer 27 milhões de pessoas em todo o planeta apenas no ano 2000. A variedade tifóide provoca febres elevadas, desidratação e complicações gastrointestinais.

Kirsten Bos, investigadora do Instituto Max Planck, destaca que a descoberta é um "avanço essencial" porque apresenta um novo método para o estudo das enfermidades do passado. Os pesquisadores afirmaram que, até agora, era difícil determinar as causas de doenças a posteriori na maioria dos casos de epidemias históricas estudadas. "Em alguns casos, por exemplo, os sintomas causados por infecções de distintas bactérias ou vírus podem ser muito parecidos, ou os sintomas apresentados por certas doenças podem ter mudado nos últimos 500 anos", explicam.

O time de pesquisadores lembrou que diversas variedades da salmonela são propagadas por água ou comida contaminadas, e podem ter viajado ao México com animais domésticos levados pelos espanhóis. Sabe-se que a Salmonella enterica existia na Europa na Idade Média. Alexander Herbig, também da Universidade de Tübingen, explica que foram conduzidos testes com todos os materiais patogênicos bacterianos e com vírus de DNA conhecidos hoje em dia. A Salmonella enterica foi o único germe detectado, mas é possível que haja causadores de doenças ainda desconhecidos ou que não puderam ser detectados com o método utilizado, que possam ter contribuído para dizimar os astecas.

A epidemia "cocoliztli" é considerada uma das mais letais da história humana, aproximando-se da peste bubônica ("peste negra"), que matou 25 milhões de pessoas na Europa ocidental, cerca de metade da população regional, no século 14. Colonizadores europeus espalharam doenças quando se aventuraram no Novo Mundo, levando germes com os quais as populações locais nunca tinham tido contato, e contra os quais, portanto, não tinham imunidade. O flagelo "cocoliztli" atingiu o que hoje são México e áreas da Guatemala duas décadas depois de uma epidemia de varíola ter matado entre 5 e 8 milhões de pessoas, logo após a chegada dos espanhóis. Uma segunda epidemia "cocoliztli" matou metade da população restante entre 1576 e 1578.

Petrobras passa a alterar preço do gás de cozinha a cada três meses


A Petrobras anunciou que passará a reajustar o valor do gás de cozinha a cada três meses, em vez de todo mês, alterando a política de preços que vigorou entre junho e dezembro do ano passado. De acordo com a Petrobras, a mudança visa "suavizar os repasses da volatilidade dos preços ocorridos no mercado internacional para o preço doméstico". 

Pedro Parente, presidente da companhia, disse que a decisão é "puramente empresarial". Segundo a política em vigor até então, a estatal reajustava os valores de acordo com as cotações do butano e do propano (gases usados para fazer o gás de cozinha) no leste europeu, além de uma margem de lucro para a estatal. Isso provocou uma explosão no preço do produto, que subiu, no ano passado, 67,8% nas refinarias para envase em botijões de 13 quilos, usado em residências. 

O gás para botijões chegou a ficar congelado por 13 anos, como estratégia dos governos petistas para segurar a inflação. Para o consumidor final, o gás ficou 16% mais caro em 2017, segundo o IBGE, e foi um dos vilões do orçamento dos brasileiros no ano passado. Quem mais sentiu o impacto foram os moradores de Recife, onde o aumento foi de 33,52%, enquanto em Curitiba a variação foi de 5,28%. Aumento maior do que esse, só em 2002 (34%, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo). Naquele ano, assim com em 2017, a Petrobras inaugurou uma política de acompanhamento mais próximo das cotações internacionais dos combustíveis. 

A partir desta sexta-feira (19), o preço do GLP será reduzido em 5% nas refinarias, com base em novos critérios definidos pela Petrobras. A estatal estima que o preço médio de GLP residencial sem tributos comercializado nas refinarias será equivalente a R$ 23,16 por botijão. "A Petrobras acredita que estes novos critérios permitirão manter o valor do GLP referenciado no mercado internacional, mas diluirão os efeitos de aumentos de preços tipicamente concentrados no fim de cada ano, dada a sazonalidade do produto. A referência continuará a ser o preço do butano e propano comercializado no mercado europeu, acrescido de margem de 5%", afirmou. 

Agora, os reajustes serão feitos todo dia 5 do início de cada trimestre —o próximo, portanto, deverá ocorrer em 5 de abril. Além disso, o período de apuração das cotações e do câmbio que definirão o ajuste será a média dos doze meses anteriores ao período de vigência e não a variação mensal, como era feito anteriormente. Outra mudança é a necessidade de autorização do Grupo Executivo de Mercado e Preços (formado pelo presidente da Petrobras e por diretores) para reajustes acima de 10%. O grupo também pode decidir não aplicar um reajuste integralmente, caso ele seja muito elevado, e alterar a data do aumento (ou queda) do preço. Se o reajuste não for passado integralmente, as diferenças acumuladas em um ano serão ajustadas pela Selic (a taxa básica de juros) e compensadas por meio de uma parcela fixa acrescida ou deduzida aos preços praticados no ano seguinte.

O forte aumento do gás em 2017, ano em que o desemprego esteve acima dos 12% (até novembro; os dados de dezembro ainda não foram divulgados), levou famílias a usarem fogões a lenha improvisados, no lugar de fogões convencionais, para cozinhar. Famílias também passaram a substituir o gás por etanol, chegando a provocar aumento de pacientes com queimaduras graves na maior emergência do Nordeste.  O Sergás (sindicato dos revendedores de gás de São Paulo) afirma que a alta nos preços em 2017 provocou ainda uma disparada no número de revendas clandestinas, sem ponto fixo, comercializando o produto em carros e motos por preço menor que o cobrado em estabelecimentos regulares.

Bitcoin já perdeu mais de 23% do seu valor, a maior queda em quatro anos



O bitcoin perdeu quase um quarto de seu valor –um forte contrast e com a euforia de dezembro de 2017, quando a moeda bateu o recorde de US$ 18,67 mil (R$ 60,3 mil) e encerrou o ano com uma valorização de 1.400%. Foi a maior queda desde dezembro de 2013, em meio a rumores de proibição na Ásia, onde ocorrem 75% das transações com a moeda. O governo sul-coreano afirmou, na segunda-feira (15), que estuda banir a negociação com criptomoedas. Além disso, uma autoridade do banco central da China defendeu que a negociação de moedas virtuais fosse proibida.

Para Alvaro Bandeira, economista-chefe do home broker Modalmais, há um forte componente de realização de lucros neste momento: "Subiu demais. A questão é que é um negócio que não é controlado pelos bancos centrais. Serve para um mercado de anonimato que permite tráfico de armas e de drogas, e serve menos para se comprar alguma coisa". Rudá Pellini, sócio da plataforma de investimento Wise&Trust, empresa que usa algoritmo para comprar na baixa e vender na alta em situações como essa, vê os investidores embolsando lucros. "As correções são duras. Por isso, a galera não pode hipotecar a casa ou vender carro para comprar criptomoedas, achando que vai ficar rico da noite para o dia", diz: "Não é um esporte para amadores, é um negócio de risco com alta volatilidade".

Os rumores constantes também são aproveitados por alguns investidores para manipular preços, segundo especialistas. A manobra é estimular a venda para abaixar o valor da criptomoeda, diz Rocelo Lopes, fundador da corretora CoinBR. "Você faz todo um movimento para comprar quando o preço abaixa. Se fosse num mercado regulamentado, daria cadeia. No mercado de criptomoedas, é tranquilo. Se você tem informações privilegiadas, melhor ainda", diz. 

O bitcoin não foi o único impactado na terça-feira. O ripple, cuja tecnologia já foi testada por bancos como Santander e UBS, recuou 40%. O ether caiu 27%. Essas opções, conhecidas como altcoins, foram escolhidas por investidores que consideraram o bitcoin sobrevalorizado. "Agora, muitos estão vendendo as altcoins pra comprar bitcoins na baixa", diz Pellini, da Wisea Trust. Outro motivo da queda foi a falta de estrutura de casas que operam com as moedas. "Algumas não conseguiram atender à demanda, fecharam e retiveram parte do fluxo comprador", diz Guilherme Rebane, da corretora Foxbit.

Máquina de engenharia social da Rede Globo, BBB deste ano inclui refugiado síria e uma petista do Acre, intenções óbvias da Platinada

Natural de Aleppo, capital da Síria, Kaysar chegou ao Brasil em busca de uma nova vida após perder familiares na guerra. Ele ainda sonha em reencontrar os pais e a irmã, que permaneceram no país. Enquanto isso não acontece, tenta ganhar a vida como garçom em Curitiba, e agora, na casa do "BBB". "Não sei de onde tirei essa idéia, o destino me colocou no melhor lugar do mundo. O que o Brasil fez comigo mudou minha vida inteira", agradece o rapaz de 28 anos, que tem tudo para ser um dos galãs do reality. Em Curitiba, foi recebido por Nacib, dono de uma loja de antiguidades e parente de sua avó. Kaysar mora nos fundos da loja de seu Nacib, a quem é muito grato. Uma das paixões do sírio é por aves. Ele diz que se identifica com os pássaros pois se sente livre como eles. Se ganhar o prêmio de R$ 1,5 milhão, Kaysar já tem com o que gastar: ele sonha em reencontrar a família. "Eles estão lá, debaixo das bombas, debaixo da guerra. Eu evito falar sobre esse assunto. Perdi muitos amigos, perdi uma namorada, meu tio, minha avó... Perdi muita coisa. Eu saí em 2011 e disse que ia voltar, mas não consegui. Dei a minha palavra e não cumpri. Mas não fui eu que não quis, foi o destino", disse o jovem. "Acho que se até agora eles estão vivos, é porque tem alguma coisa. É para a gente se encontrar. Deus, Universo e as energias estão preparando uma coisa muito forte para nós", sonha o rapaz. Então tá...... a Rede Globo coloca no BBB um árabe islâmico. E arremata colocando também uma petista de carteirinha. É Gleiciane Damasceno, "militante dos direitos humanos" e integrante da Juventude do PT no Acre. O BBB é uma das áreas de experiências da engenharia social praticada pela Rede Globo. Neste ano de eleições no Brasil, as manipulações do pensamento do povo brasileiro correrão soltas em escala nunca antes vista neste País. 

Ministério Público Federal cobra na Justiça 9,3 bilhões do banco BNY Mellon por roubalheira no fundo Postalis


O procurador Luiz Costa, do Ministério Público Federal em São Paulo, propôs ação civil pública para que o BNY Mellon pague ao fundo de previdência Postalis, dos funcionários dos Correios, um total de R$ 9,3 bilhões de indenização. Desse total, R$ 6,2 bilhões seriam referentes ao valor estimado dos investimentos feitos com recursos do fundo de pensão dos Correios. O restante é indenização por dano moral e restituição das taxas de administração. Tudo isso é por conta da roubalheira do Fundo Postalis comandada por esse banco americano.

Ditadura comuno-bolivariana leva Venezuela à produção minima de petróleo em 28 anos


A produção de petróleo da Venezuela caiu cerca de 13% no ano passado, segundo dados divulgados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) nesta quinta-feira (18), atingindo uma mínima anual em 28 anos que sugere um aprofundamento na crise econômica do país e maiores riscos de um calote nas dívidas. A ditadura comuno-bolivariana produziu 2,072 milhões de barris por dia (bpd) em 2017, contra 2,373 milhões de bpd no ano anterior, uma queda de quase 300 mil bpd. Foi a maior retração entre os 13 países da Opep que se comprometeram com cortes de produção recentemente prorrogados para até o final de 2018. 

Ao contrário dos cortes voluntários de produtores como a Arábia Saudita e a Rússia que buscavam elevar os preços, a Venezuela não tem conseguido evitar a queda de sua produção por seis anos consecutivos. Uma destrutiva mistura de investimentos insuficientes, atrasos em pagamentos a fornecedores, sanções dos Estados Unidos e fuga de profissionais qualificados do país tem prejudicado a indústria de petróleo venezuelana. A queda na produção também atingiu as exportações de petróleo -principal fonte de moeda estrangeira do país para pagamento de dívidas - e o refino, criando situações de escassez ocasional do combustível no país e em alguns de seus principais aliados, como Cuba. 

A derrocada venezuelana é notável para um país da Opep que abriga as maiores reservas mundiais de petróleo. A retração da produção petrolífera também tem contribuído para piorar a recessão e a hiperinflação que tem resultado em milhões de pessoas que já não conseguem fazer três refeições por dia. Ou seja, os venezuelanos estão passando fome, igual aos cubanos. 

Julgamento do chefão da organização criminosa petista, Lula, terá transmissão ao vivo por canal do TRF 4 no You Tube


A sessão de julgamento do recurso do chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula, marcada para o próximo dia 24, em Porto Alegre, será transmitida ao vivo em vídeo através do You Tube. A informação foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF4) na manhã desta quinta-feira, em uma reunião realizada na Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul. Lula recorre da condenação do juiz Sergio Moro a nove anos e meio de prisão pelo caso do tríplex do Guarujá, originado de propina da OAS. De acordo com o TRF4, todas as sessões de julgamento do tribunal são transmitidas pelo portal e pelo canal no You Tube desde 2012, exceto as sessões de processos em segredo de justiça. 

De acordo com o TRF4, responsável pelas imagens em vídeo, a transmissão pelo You Tube será através de um link aberto ao público, sem restrição de acesso. A sessão iniciará às 8h30 e deve durar, ao menos, até as 15h. A sede do TRF4 estará isolada por cordões policiais, porém, o perímetro exato do bloqueio não foi divulgado pelas autoridades. A rua em frente ao TRF4 poderá ser acessada apenas por jornalistas credenciados. Os grupos comuno-petistas, que pretendem tocar fogo em Porto Alegre, negociam com a Secretaria de Segurança Pública um novo local para a realização de um acampamento desde que o local anterior, no Parque Harmonia, em frente ao tribunal, foi proibido. Os comuno-petistas já estão em Porto Alegre, espalhados por todos os cantos da cidade. Alguns já ostentam bottons com a imagem do chefe da organização criminosa petista e procuram restaurantes caros e sofisticados.