domingo, 17 de junho de 2018

Ciro Gomes diz que PMDB precisa ser destruído

O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, fez uma dura crítica ao PMDB e disse que a legenda precisa ser destruída no cenário político brasileiro, pelos meios democráticos. "O PMDB está no poder, destruiu o projeto PT, destruiu o projeto do PSDB e precisa ser destruído desta feita. Sempre lembrando aqui que 'destruir' aqui é pelo mecanismo democrático, que é simples: basta cortar a torneira da roubalheira que eles entram em extinção. Ciro Gomes falou isso na quinta-feira (14) após um encontro com empresários promovido pela Abdid (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), em São Paulo, que conta com cerca de cem empresas associadas no país. O pré-candidato também defendeu o presidente do PDT, Carlos Lupi, que foi citado em denúncias do delator Carlos Miranda e disse que somente o pedetista tem autoridade para fazer as costuras políticas em seu nome: "Boto minha mão no fogo por ele".

Questionado sobre a cogitada — e cada vez mais improvável — aliança com o DEM para a eleição presidencial, Ciro Gomes disse ainda que nada pode ser definido pelo menos até o final de julho, mas se declarou otimista. O pré-candidato também afirmou que o tucano Geraldo Alckmin deve ser seu adversário no segundo turno. E citou o pré-candidato do PSL, Jair Bolsonaro, como fascista e despreparado.


"Minha questão não é contra ele, mas contra o fascismo. E acho que todos os democratas que possuem algum compromisso com o País, tanto da direita como da esquerda, temos a responsabilidade de arrancar com a raiz esse fenômeno protofascista que Bolsonaro interpreta com grande vulgaridade e despreparo". Se há alguém no meio político brasileiro que sabe identificar vulgaridade essa pessoa é Ciro Gomes. 

Receita acha 216 quilos de cocaína em carga de amendoins no porto de Santos


Operação conjunta da Receita, da Polícia Federal, da Polícia Militar e da Guarda Portuária apreendeu 216 quilos de cocaína no porto de Santos no início da madrugada de sexta-feira, 15. A droga estava oculta em um contêiner com sinais de violação. Análise documental e de sistemas identificaram a carga declarada como um carregamento de amendoins, acondicionados em ‘big bags’, embarcado em Zarate, na Argentina, cujo destino final seria o porto de Antuérpia, na Bélgica.


Equipes da Alfândega de Santos, da Polícia Federal, do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP/PM) e da Guarda Portuária (Gport) realizaram a operação que possibilitou a identificação do contêiner com indícios de violação.


Por volta de 00h40 de sexta-feira, o contêiner foi aberto e a droga localizada junto à porta, acondicionada em seis bolsas esportivas, com peso total de 216,70 quilos. Nas proximidades da unidade de carga, foram encontrados, ainda, cabos com mosquetões utilizados no içamento.

PGR quer ouvir Marcelo Odebrecht em inquérito que investiga Temer


Raquel Dodge afirmou ao STF que, para aprofundar o inquérito que investiga Michel Temer, a Procuradoria Geral da República e a Polícia Federal querem ouvir Marcelo Odebrecht. O caso se refere a um jantar em que Temer teria negociado com executivos da Odebrecht no Jaburu. Além de Odebrecht, a Procuradoria Geral da República quer ouvir também Fernando Migliaccio, ex-funcionário da Odebrecht; Ibanez Filter, Vinícius Claret, doleiro conhecido como Juca Bala, Cláudio Barbosa, doleiro suspeito de lavar dinheiro no esquema de Sérgio Cabral e o marqueteiro Duda Mendonça. De acordo os delatores da Odebrecht, teriam participado do encontro Eliseu "Fodão" Padilha, Marcelo Odebrecht, o ex-executivo Cláudio Melo Filho, e o então vice-presidente Temer. 

Povo da Colômbia rejeita o esquerdismo do Foro de São Paulo e elege Ivan Duque presidente


O conservador Iván Duque foi eleito neste domingo, 17, presidente da Colômbia ao vencer o rival Gustavo Petro. Com 99% das urnas apuradas, Duque conta com 53% dos votos e Petro com 41%. Duque governará um país que acabou de firmar um acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), organização comunista e traficante de cocaína, membro do Foro de São Paulo,  organização criada pelo bandido corrupto comuno-petista Lula, atualmente presidiário em Curitiba, e o ditador genocida cubano Fidel Castro. 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Pilhas monumentais de lixo infestam de doenças Nova Delhi, capital da India

Agachada em um cômodo fedorento perto do centro da capital da Índia, Nova Delhi, Rammurti olhava furiosa para a pilha de lixo a menos de um quilômetro da sua casa, cuja altura é equivalente à de um prédio de 17 andares. Esta mãe de 43 anos que responde apenas pelo primeiro nome acompanhou o crescimento da pilha de lixo em  ao longo dos anos. O lixão exala partículas que infectaram os vizinhos com tuberculose e dengue, amarelaram as folhas das árvores e deram à água do lençol freático subterrâneo uma coloração podre.


Mas nada a preparou para os acontecimentos de uma tarde de setembro do ano passado, quando uma torre de lixo desmoronou durante as chovas torrenciais da época das monções. O lixo desbarrancou para um canal próximo, criando uma onda de esgoto que jogou os motociclistas em outro outro canal sujo. Duas pessoas morreram. Uma delas era o filho de Rammurti, Abhishek Gautam, de 19 anos. “O lixão matou meu filho", disse ela. 

Na área metropolitana de Délhi, que inclui Nova Délhi, cerca de 36,3 bilhões de quilos de lixo foram acumulados em quatro locais designados oficialmente como lixões, nos arredores de uma capital já sitiada pelo ar poluído e pela água tóxica. Os lixões se tornaram alguns dos maiores, mais tóxicos e menos supervisionados depósitos de lixo de todo o mundo, disse Ranjith Annepu, cofundador da Waste Wise, uma organização sem fins lucrativos. Em resposta ao problema, o governo indiano prometeu este mês eliminar o plástico de uso único até 2022. “Reitero nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável", disse o primeiro-ministro Narendra Modi.


Mas, em Délhi, o poder é partilhado entre o governo nacional e o governo local, controlados por partidos diferentes, o que produz impasses. Algo tão simples quanto a instalação de lixeiras em Délhi não foi feito, em parte porque muitos moradores estão acostumados a jogar o lixo no chão. As pilhas de porcaria se acumulam. Nas duas décadas mais recentes, a população de Délhi aumentou de 12 milhões para 19 milhões de habitantes, aproximadamente, e a infraestrutura e os serviços do governo não conseguiram acompanhar a expansão. Durante esse mesmo período, a quantidade de lixo trazida para os depósitos aumentou de 3,6 milhões de quilos para pelo menos 9 milhões de quilos por dia. Cerca de metade desse volume é convertido em energia ou usado na compostagem. O restante apodrece, de acordo com P.K. Khandelwal, engenheiro-chefe da East Délhi Municipal Corporation, agência do governo local.

A suprema corte disse no início do ano que o controle de tráfego aéreo do aeroporto internacional de Délhi seria obrigado a desviar a rota dos voos para evitar os lixões. E outro tribunal alertou as autoridades para a possibilidade de funcionários serem acusados de homicídio se os moradores morrerem de doenças como a dengue, transmitida por mosquitos que se reproduzem na água suja. Khandelwal disse que o governo tem dificuldade em encontrar terrenos para novos depósitos. A vontade política para encontrar uma solução foi enfraquecida porque centenas de milhares de catadores de lixo vivem nas favelas nas imediações. “Não existe maneira indolor de resolver o problema do lixo", disse Ashutosh Dikshit, diretor executivo do grupo United Residents Joint Action, de Délhi, que defende melhorias nos serviços públicos. “Os políticos não estão dispostos a contrariar ninguém, pois isso significaria um voto para o partido adversário.”



A coleta de todo o lixo em Délhi e a conversão dos lixões em aterros sanitários custaria cerca de US$ 75 milhões, calculou Annepu. No lixão de Ghazipur, infecções cutâneas cheias de pus, ataques sufocantes de asma e casos de arritmia cardíaca são comuns. Alguns moradores da região perguntaram por que o lixão continua crescendo apesar das promessas do governo de fechá-lo após as mortes no ano passado. “Somos cidadãos de quarta classe", disse Mohammed Ismail, 66 anos, dono de um negócio: “Ninguém dá ouvidos a nós. Morremos feito insetos". Num dia recente, caminhões subiam até o alto da pilha de lixo. Abaixo, Faiyaz Khan, dono de um terreno onde produz laticínios, disse que suas terras eram antes uma floresta densa, perfeita para os búfalos. “A altura da pilha de lixo não para de aumentar, e minha saúde não pára de piorar", disse Khan. “Somos pessoas sem formação. Não entendemos como funciona a lei, mas sabemos que esse lixão é ilegal. O que devo fazer? Bater a cabeça contra a parede? Por quanto tempo ainda suportaremos viver nessas condições?”

Odebrecht assina acordo de exclusividade com LyondellBasell para venda de fatia na Braskem

A Braskem informa que a Odebrecht, sua acionista controladora, está em tratativas com a LyondellBasell, com exclusividade, para a potencial venda de sua fatia na petroquímica. A Odebrecht detém 38,32% do capital total da Braskem.  


Segundo a Odebrecht comunicou tanto à Braskem quanto à Petrobrás, que também faz parte do bloco de controle, as negociações estão em estágio preliminar e sua conclusão está condicionada a due diligence, negociação dos contratos definitivos e obtenção das aprovações societárias. Também o comunicado afirma que não há, "nesta data, qualquer obrigação vinculante entre LyondellBasell e Odebrecht S.A. nem garantia de que as tratativas resultarão em uma transação." Em outro comunicado, feito pela Petrobrás, a petroleira diz que caso a negociação seja finalizada com êxito, irá analisar os termos e condições da oferta "para avaliar o exercício dos seus direitos previstos no Acordo de Acionistas da Braskem." A fatia da Petrobrás é de 36,15% no capital total da petroquímica.

Hospital Vila Nova vai administrar o Hospital da Restinga, em Porto Alegre

A prefeitura de Porto Alegre, anunciou no final da manhã desta sexta-feira (15) que a Associação Hospitalar Vila Nova (AHVN) ficou em primeiro lugar e deverá gerenciar o Hospital da Restinga, que conta com 49 leitos e terá 111 com a ampliação prevista. O Restinga é administrado atualmente pelo Moinhos de Vento. A AHVN é gestora do Hospital Vila Nova, com 411 leitos que atendem totalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar da mudança, a população atendida pelo Hospital Restinga-Extremo-Sul não terá os serviços afetados. A gestão será compartilhada com o Hospital Moinhos de Vento (atual gestor) até que o processo de transição esteja plenamente concluído. Continuarão sendo ofertados os serviços de internação e emergência 24 horas adulto e pediátrico, os exames de diagnóstico – tanto para a instituição como para a rede – e as consultas de ambulatório nas áreas de infectologia e medicina interna.

BNDES publica estudo para mostrar que não teve culpa na greve dos caminhoneiros

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) publicou em seu site um estudo mostrando que não há evidência suficiente para a acusação de que teria sido um dos responsáveis para a greve dos caminhoneiros, que durou dez dias e teve impactos graves na economia. Alguns economistas apontaram como a origem da greve a expansão da frota de caminhões ocorrida no período entre 2009 e 2015, quando vigorava o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que gerou impacto no preço do frete para baixo, não deixando espaço para aumento de custos.


O frete, no entanto, segundo dados fornecidos ao BNDES pela Agência Nacional de Transportes (ANTT), entre 2011 e 2016 tinha preço médio de R$ 150,10 para distâncias médias de 800 quilômetros, valor superior aos R$ 140,00 em 2016. "Qualquer excesso de oferta deveria, a rigor, reduzir o preço relativo do produto. No entanto, nota-se que o preço relativo do frete não teve o esperado movimento baixista", explica o banco. "Não há evidência suficiente que ampare a existência de um significativo excesso de oferta de caminhões no Brasil", diz o estudo, informando que no período 2011-2017, a frota nacional de caminhões teve um incremento modesto, de 2,8% ao ano. O PSI, criado em 2009 para estimular a produção após a crise de 2008, que reduziu em cerca de 20% os investimentos no Brasil, praticava taxas de juros variáveis, sendo a mais baixa verificada entre setembro e dezembro de 2012, de 2,5% ao ano, a mais criticada por economistas.  A taxa porém foi sendo elevada gradativamente, até chegar em 2015 a 8% ao ano. Mesmo com a taxa baixa houve uma retração de 38% em 2012 na produção de ônibus e caminhões no País e os licenciamentos caíram 19%, informa o banco. O estudo cita um artigo do economista-sênior da LCA Consultores e pesquisador associado do Ibre/FGV, Bráulio Borges, que lembra um evento na passagem de 2011 para 2012 que provocou a antecipação da produção de caminhões. 

Na época, foi anunciada a transição obrigatória da tecnologia de motores a diesel por modelos menos poluentes, o que elevaria o custo de produção entre 15% e 20%. "Dessa maneira, houve forte antecipação da produção nos meses finais de 2011, com consequente queda a partir de 2012", explica o BNDES, afirmando que para compensar essa queda, a taxa de juros foi ajustada para 2,5% ao ano no quarto trimestre, contra 5,5% praticada no trimestre anterior. O banco admite porém que o BNDES elevou sua importância no escoamento da produção de ônibus e caminhões durante o PSI. Entre 2009 e 2015, o BNDES respondeu por pouco mais de 70% dos fluxos de financiamento para vendas de caminhões e ônibus. Com o fim do PSI e, posteriormente, a introdução da TLP, a participação do BNDES caiu para 58% no segmento. O estudo ainda ressalta que o aumento de custos para os caminhoneiros, na verdade, ocorreu em 2018, com os sucessivos aumentos dos diesel. 

Desde julho de 2017 a Petrobrás, dona de 98% do mercado de refino no Brasil, ajusta o preço do diesel e da gasolina em paridade com o mercado internacional. No caso do diesel, a alta, antes da greve dos caminhoneiros, girava em torno dos 56%. "Os preços dos fretes não tiveram queda significativa, mas sim oscilaram em torno de uma média", afirma o estudo. "O desempenho frustrante da atividade, associado ao aumento dos custos ocorridos recentemente, parecem hipóteses mais promissoras na explicação do fenômeno ocorrido nos últimos dias de maio", conclui o banco.

Gilmar Mendes solta o prefeito de Mauá, flagrado com R$ 80 mil escondidos na panela



O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, mandou soltar o prefeito de Mauá, Átila Jacomussi (PSB), alvo da Operação Prato Feito, que investiga desvios (roubos) em contratos para o fornecimento de merenda escolar. O magistrado acolheu pedido liminar da defesa para suspender o decreto de prisão preventiva. Gilmar Mendes determinou que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região determine medidas cautelares diversas da prisão ao prefeito. Na casa de Jacomussi, a Policia Federal  encontrou R$ 87 mil em espécie, dos quais R$ 80 mil estavam escondidos na cozinha, dentro de uma panela. Ele foi denunciado por lavagem de dinheiro. Além de Jacomussi, também foi preso preventivamente o secretário de Governo e Transporte de Mauá, João Eduardo Gaspar, este flagrado com R$ 588.417,00 e ainda 2.985 euros e US$ 1.300,00 – ele também é alvo de denúncia. No mesmo dia da prisão de Jacomussi, a Operação Prato Feito também encarcerou o prefeito de Mongaguá, Artur Parada Prócida (PSDB), flagrado com R$ 4,61 milhões em sua casa e mais US$ 217 mil, tudo em dinheiro vivo. Ao soltar o prefeito, Gilmar Mendes sustentou que "a prisão provisória continua a ser encarada como única medida eficaz de resguardar o processo penal". “Assim, tenho que o risco à ordem pública, conveniência da instrução processual e a garantia da aplicação da lei penal podem ser mitigados por medidas cautelares diversas. Não vejo, no caso, razões a justificar a restrição da liberdade de locomoção do paciente”, anotou. 

O ministro afirma que haver uma ‘conjuntura de abusos relativos a decretações de prisões desnecessárias’ no País: “Em síntese, o artigo 319 estabelece que o juiz deverá, se for o caso, impor medidas cautelares alternativas à prisão. Ocorre que esse dispositivo tem sido reiteradamente olvidado no curso da persecução criminal no Brasil. Em outros termos, a prisão provisória continua a ser encarada como única medida eficaz de resguardar o processo penal”, escreveu.

Preso aponta envolvimento de ex-ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, em fraudes sindicais


Preso preventivamente na Operação Registro Espúrio, apontado como um dos principais operadores do PTB e da União Geral dos Trabalhadores (UGT) no Ministério do Trabalho, o ex-servidor da pasta Renato Araújo Júnior disse, em depoimento à Polícia Federal, que era mero “cumpridor de ordens” no esquema de fraudes na concessão de registros sindicais. Araújo Júnior apontou que trará informações sobre o “envolvimento” do ex-ministro Ronaldo Nogueira (PTB-RS), desligado em dezembro para reassumir mandato de deputado federal. Nogueira não foi alvo da operação. A menção a Ronaldo Nogueira ocorreu em um contexto em que Renato falava que recebeu diversos pedidos da UGT para registros de entidades vinculadas à central sindical, “muitas vezes sem os requisitos necessários para tanto” e que esses “pedidos eram, na verdade, ordens veladas”, vindas do presidente da UGT, Ricardo Patah, e de outros nomes relacionados à central sindical. Renato afirma que Patah é ligado a Ronaldo Nogueira e que fazia pedidos ao ex-ministro, sobre quem indicou que trará mais informações.

Renato Araújo Júnior declarou que “futuramente, depois de tomar conhecimento acerca do teor dos autos, pretende prestar informações sobre o envolvimento de Ronaldo Nogueira nos fatos; que esclarece que os ‘pedidos’ (da UGT) eram direcionados não somente ao declarante, mas também a Renata Frias Pimentel, Leonardo Cabral, Carlos Lacerda e ao próprio ministro Ronaldo Nogueira; que futuramente pode declinar a participação de alguns deles nas fraudes sindicais”. O depoimento é do dia 31 de maio e foi o segundo a ser prestado pelo ex-servidor do Ministério do Trabalho, que está preso no Complexo Penitenciário da Papuda. Ele encerrou o depoimento afirmando que “deseja que fique consignado o seu interesse em colaborar amplamente no curso da investigação, prestando novos depoimentos se necessário”. A Operação Registro Espúrio investiga uma organização criminosa, formada por políticos, lobistas, dirigentes de sindicatos e funcionários públicos, que praticou fraudes e corrupção para a liberação e o veto de registros sindicais dentro da Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho de acordo com interesses privados.

Deflagrada em 30 de maio, a Operação Registro Espúrio mirou em deputados federais como Paulinho da Força (SD-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Wilson Filho (PTB-PB) e o suplente de deputado federal Ademir Camilo (MDB-MG), além do presidente do PTB, Roberto Jefferson. A segunda fase da operação foi realizada na terça-feira, 12, quando a Polícia Federal vasculhou o gabinete da deputada federal Cristiane Brasil e dois endereços residenciais dela, diante de novos indícios de que ela teria feito parte do esquema. 

Renato Araújo Júnior afirmou que também pretende prestar informações sobre outras pessoas e sobre as centrais sindicais UGT e Força Sindical. Segundo Renato, elas “exercem fortíssima influência dentro do Ministério do Trabalho” e “frequentemente são feitos pedidos para direcionar o resultado ou burlar a ordem cronológica de análise dos processos de registro sindical, nos quais tais entidades possuem interesse direto”. Sobre o presidente do partido, Roberto Jefferson, e o secretário Norberto, disse que nunca recebeu propina deles, mas disse que em um caso, envolvendo um sindicato em São Paulo, houve fraudes cometidas por integrantes do ministério e que “a contrapartida para a atuação de Roberto Jefferson e Norberto é apenas capital político”. 

Embora não tenha citado Jovair Arantes, Renato Araújo comprometeu o sobrinho dele Leonardo Arantes, que era secretário-executivo do Ministério do Trabalho até ser preso na operação. Renato disse que “já atendeu diversos pedidos de Leonardo Arantes e Maurício para favorecimento de entidades sindicais” e que “”não eram meros ‘pedidos’, encarando-os como verdadeiras ‘ordens'” e que “se vê obrigado a atender”.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Justiça libera produtores rurais da tabela de transporte

A Justiça Federal de São Paulo concedeu nesta quinta-feira, 14, liminar à Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) para suspender os efeitos da medida provisória 832/2018 e da resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) 5.820/2018, que instituíram a tabela do frete para transporte de cargas. Segundo o juiz Marcelo Guerra Martins, o tabelamento de preços é “medida drástica”, porque “retira totalmente a liberdade negocial das partes”. Ele afirma ainda que a Medida Provisória 832, que permitiu o tabelamento de preços, fere a Constituição: “A intervenção é excessiva, não razoável e desproporcional, não se coadunando (…) com os princípios da livre iniciativa e da livre concorrência”. Os associados da Abag — produtores de soja, cacau, óleo de palma, insumos agrícolas, grãos, fertilizantes e café — estão liberados, portanto, para continuar transportando seus produtos sem aplicar os novos preços. Essa é a segunda decisão do tipo no País. A primeira, na semana passada, foi dada em benefício de duas empresas do Rio Grande do Norte, L. Praxedes Gomes e Maresal Sociedade Salineira, do ramo da comercialização de sal. Ainda nesta quinta-feira, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) apresentou à ANTT uma tabela mínima de frete para o transporte rodoviário de cargas do País. A tabela mantém a cobrança por faixa quilométrica percorrida e, diferente da tabela vigente, propõe a diferenciação de tarifa por tipo de veículo. “A proposta também corrige as discrepâncias existentes entre certos tipos de carga, a exemplo da carga frigorificada e perigosa que estão com valores inferiores aos da carga geral”, diz a entidade em nota. O estabelecimento de uma tabela de fretes foi uma das reivindicações dos caminhoneiros para acabar com a greve que paralisou o transporte rodoviário de carga no País no fim de maio. 

Rolls-Royce, fabricante de turbinas para aviões, anuncia que vai demitir 4.600 funcionários

O grupo industrial britânico Rolls-Royce anunciou nesta quinta-feira (14) que vai demitir 4.600 funcionários até 2020, principalmente no Reino Unido, com o objetivo de economizar 400 milhões de libras (US$ 535 milhões) por ano. A Rolls-Royce, fabricante de motores de aviões e uma das principais fornecedoras para Boeing e Airbus, presente também na indústria militar e na indústria de energia, passa por dificuldades há vários anos e já adotou vários planos de reestruturação. O plano apresentado nesta quinta-feira pretende "reduzir os níveis de hierarquia e sua complexidade" com o objetivo de "criar uma organização mais simples, mais dinâmica e mais saudável, com responsabilidades mais claras, uma produtividade maior e tomada de decisões mais rápidas", afirma o grupo em um comunicado. A Rolls-Royce tem 55 mil funcionários em quase 50 países, incluindo 20 mil engenheiros. Em 2017, documento divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmava que a Rolls-Royce repassou US$ 9,3 milhões a lobistas no Brasil. Eles, por sua vez, pagaram US$ 1,6 milhão em propinas entre 2003 e 2013 para um funcionário da Petrobras que ajudou a empresa a conquistar meia dúzia de contratos. A Rolls-Royce fez um acordo com procuradores da Operação Lava Jato pelo qual pagará uma indenização de R$ 81,2 milhões, segundo o Ministério Público Federal. O acordo com o Brasil faz parte de um acerto maior, que inclui o Reino Unido e os Estados Unidos. A Rolls-Royce admitiu ter pago US$ 35 milhões em propina no Brasil, Tailândia, Cazaquistão, Angola e Iraque.

Argentina anuncia planos para atingir metas do FMI

A Argentina divulgou planos para reduzir seu déficit fiscal e tornar o banco central independente em uma carta de intenção ao FMI(Fundo Monetário Internacional) divulgada nesta quinta-feira (14), e disse que tomará medidas adicionais, se necessário, para atingir as metas do programa de 50 bilhões de dólares. O governo garantirá que as previsões de receita no orçamento que apresentará ao Congresso nos próximos meses sejam "adequadamente conservadoras" e congelará as contratações de servidores públicos federias por dois anos, disse a carta. O governo do presidente Mauricio Macri também continuará eliminando os subsídios de gás e transporte e estenderá a implementação de algumas partes de uma reforma tributária, se necessário, para atingir as metas fiscais, acrescenta a carta, dirigida à diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde. O governo apresentará um novo estatuto do Banco Central argentino ao Congresso até março de 2019 e se compromete a conceder autonomia financeira ao banco, com níveis adequados de capital, até dezembro de 2019, de acordo com a carta assinada pelo ministro do Tesouro, Nicolas Dujovne, e pelo presidente do Banco Central, Federico Sturzenegger.

Prefeito é preso por depositar lixo em lixão interditado no interior de São Paulo

O prefeito da cidade paulista de Murutinga do Sul, Gilson Pimentel (PSDB), foi preso no fim da tarde desta quarta-feira, 13, acusado de crime ambiental. Ele teria autorizado depositar o lixo da cidade em um lixão interditado pela Cetesb, a agência ambiental do Estado de São Paulo. Um fiscal e três funcionários da limpeza pública da prefeitura também foram presos. A assessoria do prefeito diz que a cidade não tem onde depositar o lixo e luta há anos para regularizar a situação do lixão. O prefeito e os outros presos serão levado à audiência de custódia na tarde desta quinta-feira, 14, e a defesa espera que eles sejam libertados. As prisões aconteceram após uma denúncia anônima de que um caminhão descarregava o lixo no lixão a céu aberto interditado. Uma equipe da delegacia seccional da Polícia Civil em Andradina foi ao local e flagrou o crime ambiental. O motorista do veículo informou que havia recebido a ordem do fiscal de posturas que, por sua vez, alegou que a determinação era do prefeito. O fiscal, o motorista do caminhão de lixo e dois lixeiros também foram presos. O delegado Marcelo Zompero, que fez as prisões, não arbitrou fiança porque os crimes dos quais o prefeito e os servidores são acusados têm pena superior a quatro anos. Pimentel tem curso superior e passou a noite numa sala da delegacia. De acordo com o assessor de comunicação da prefeitura, Reinaldo Aro, desde que o lixão foi interditado, no fim do ano passado, a cidade ficou sem ter onde depositar o lixo, que é coletado duas vezes por semana. "O prefeito pegou o município com dívida de R$ 6 milhões e não tinha condições de mandar o lixo para aterro particular. Houve pedido à Cetesb para depositar em valas, ao lado do lixão atual, mas o órgão ambiental não concordou. A cidade não pode ficar sem coleta, então é uma situação complicada", disse. Conforme Aro, emergencialmente o município vai alugar contêineres de uma empresa de Três Lagoas (MS) para estocar o lixo, até que a situação do aterro seja resolvida. Com 4,8 mil habitantes, Murutinga do Sul é um dos 24 municípios paulistas que têm lixões a céu aberto interditados pela Cetesb.

Prossegue a previsão de superávit comercial em US$ 50 bilhões apesar do choque no câmbio

Apesar do choque recente no câmbio, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, mantém a previsão de saldo positivo de US$ 50 bilhões para a Balança Comercial este ano. Até maio, o superávit comercial foi de US$ 26 bilhões. Para o ministro, a alta do dólar ainda não afetou as importações, que continuam em crescimento. "As importações estão em crescimento, mais do que as exportações. O resultado para os primeiros cinco meses do ano foi positivo tanto para as exportações, com crescimento de 6%, quando para as importações, que subiram 14%", disse ele. Marcos Jorge acredita que o governo americano poderá flexibilizar a cota redutora de produtos acabados da indústria siderúrgica. "Temos uma produção complementar, também somos o principal importador de carvão dos Estados Unidos que entra para a nossa siderurgia", disse.