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segunda-feira, 13 de março de 2023

Amante do ex-presidiário Lula, Rose de Noronha tenta reverter decisão que a impede de ocupar cargos públicos



Conhecida pela sua mancebia com o ex-presidiário Lula (PT), Rosemary Nóvoa de Noronha, chefe de gabinete da Presidência em São Paulo durante o segundo mandato do petista, não conseguiu reverter uma decisão da Controladoria-Geral da União (CGU) que a impede de ocupar cargos públicos. Com a volta do ex-presidiário Lula ao poder, Rose, como é conhecida, tentou anular uma decisão de 2013, quando perdeu o cargo na CGU após ter sido condenada administrativamente pelo governo federal por improbidade administrativa. A Justiça resolveu arquivar a ação penal contra Rose em 2021, avaliando que as provas do processo são ilícitas, ela usou esse argumento para pedir uma revisão do caso junto à CGU.

“O pedido de anulação não foi acolhido porque a CGU entendeu que as condutas investigadas no PAD estavam comprovadas por diversas provas independentes, como depoimentos colhidos pela própria CPAD, não sendo afetada a decisão de 2013 pela decisão na esfera criminal. Essa não afetação da esfera administrativa pela esfera criminal se deu basicamente pela independência das instâncias”, explicou a CGU.

Rosemary foi denunciada criminalmente por falsidade ideológica, tráfico de influência, corrupção passiva e formação de quadrilha revelados pela Operação Porto Seguro, que teve atuação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Ela foi absolvida pela Justiça em 2021.

As investigações concluíram que havia um suposto esquema criminoso em órgãos federais para a elaboração de pareceres fraudulentos para favorecer interesses privados. Além de empresários e advogados, foram denunciados servidores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), da Agência Nacional de Águas (ANA), da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria do Patrimônio da União.

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