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quarta-feira, 1 de junho de 2022

Secretária do Tesouro dos Estados Unidos admite que cometeu um enorme erro sobre a inflação

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, admitiu na terça-feira, 31, que sua previsão sobre a inflação para este ano estava errada. Na verdade, totalmente errada. Em 2022, o índice de preços ao consumidor atingiu o nível mais alto em décadas. “Acho que estava errada sobre o caminho que a inflação tomaria”, afirmou Yellen, em entrevista à CNN sobre prognósticos feitos em 2021. Ela tentou justificar seu brutal erro de avaliação: “Houve choques imprevistos e grandes que impulsionaram os preços de energia e alimentos, além de gargalos de fornecimento que afetaram gravemente nossa economia, algo que eu não entendia completamente na época".

Os comentários de Janet Yellen ocorrem no momento em que o governo democrata-socialista do bananão Joe Biden, atualmente odiado pelos americanos, busca alternativas para melhorar o estado da economia. A secretária do Tesouro e o presidente Joe Biden se reuniram com a direção do Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) na terça-feira para discutir medidas pontuais de combate à inflação. O Federal Reserve aposta no aumento pontual das taxas de juros para conter os aumentos de preços. Enquanto isso, o governo prepara uma campanha publicitária para junho para destacar os pontos positivos da economia e defender a agenda econômica de Biden junto à população. Tudo isso porque as eleições marcadas para o fim do ano devem  quase varrer o Partido Democrata do cenário político americano. 

No ano passado, funcionários do governo disseram mais de uma vez que esperavam que a inflação elevada fosse temporária. Em março de 2021, Janet Yellen afirmou que a economia dos Estados Unidos enfrentava um “pequeno risco” de inflação. Em maio do mesmo ano, a secretária voltou a declarar que não previa nenhuma oscilação inflacionária. Mais recentemente, o Tesouro recuou, caracterizando o aumento como temporário. 

A inflação medida pelo índice de preços ao consumidor saltou para uma taxa anual de 8,5% em março, segundo o Departamento do Trabalho norte-americano. Esse foi o maior aumento em quatro décadas, bem acima do patamar de 2% registrado antes do início da pandemia, em 2020. O indicador diminuiu ligeiramente em abril para 8,3%.

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