Jean-Luc Martinez, ex-diretor do Museu do Louvre, é investigado pelo envolvimento em um esquema de tráfico de antiguidades do Egito e chegou a ser preso nesta semana. Martinez foi acusado na quarta-feira, 25, em Paris, de “lavagem de dinheiro e cumplicidade em fraude organizada”, em um inquérito que investiga o tráfico de antiguidades do Oriente Médio. Além dele foram presos Vincent Rondot, conservador do departamento de antiguidades egípcias, e o egiptólogo Olivier Perdu. O que motivou a prisão dos especialistas em arte foi uma estela egípcia de 3300 anos, que teria sido roubada e atualmente está em exposição no Louvre Abu Dhabi, sede do museu parisiense nos Emirados Árabes. A peça, feita em granito rosa, tem inscrições relativas ao faraó Tutankhamon. A estela tem o selo do faraó e foi comprada pelo Louvre Abu Dhabi em 2016, por 8 milhões de euros.
De acordo com o jornal francês Le Canard Enchaîné, que anunciou as prisões, os investigadores buscam descobrir se Martinez “fez vista grossa” à falsificação de certificados de origem de cinco antiguidades egípcias, incluindo a estela de granito rosa de Tutancâmon. Jean-Luc Martinez foi diretor do Louvre de 2013 a 2021 e é atualmente o embaixador francês para a cooperação internacional em defesa do patrimônio.

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