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quarta-feira, 25 de maio de 2022

Bolsonaro pode recorrer a Cortes Internacionais contra inquéritos arbitrários e abusivos do "xerife" Alexandre de Moraes



A queda de braço entre Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes pode parar em Cortes Internacionais. O presidente da República estuda levar a denúncia sobre abuso de poder contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) para arbitragem fora do País. Bolsonaro pediu que auxiliares preparassem relatórios a respeito de excessos do "xerife" Alexandre de Moraes na condução do abusivo "inquérito das fake news" e em outras ações que envolvem o presidente.

O entendimento de auxiliares do presidente é que a alternativa por um tribunal internacional pode ser adotada se todas as possibilidades internas forem esgotadas. Uma das opções consideradas é a Corte Interamericana de Direitos Humanos, com sede em San Jose, na Costa Rica. Na terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro recorreu da decisão do ministro Dias Toffoli, do STF, que rejeitou um pedido de investigação contra Alexandre de Moraes apresentado pelo chefe do Executivo federal em 17 de maio.

Bolsonaro entrou com a ação contra o magistrado por “abuso de autoridade, levando-se em conta seus sucessivos ataques à democracia, desrespeito à Constituição e desprezo aos direitos e garantias fundamentais”. Relator do caso, Toffoli entendeu que não há crime na conduta do ministro e rejeitou o pedido. O recurso solicita que Toffoli reconsidere a decisão e envie o caso à Procuradoria-Geral da República ou que a questão seja analisada pelo plenário da Corte.

A defesa do presidente alegou que as regras internas do STF prevêem o envio da notícia-crime à Procuradoria Geral da República e que, “no momento embrionário da persecução penal, a existência de meros indícios já é suficiente para a abertura de investigação, sendo descabida a necessidade de prova cabal sobre as elementares típicas apontadas”. Depois da negativa do Supremo, Bolsonaro apresentou uma representação na Procuradoria Geral da República. A base da ação é a mesma da protocolada diretamente no Tribunal. Entre outros pontos, o presidente contesta a decisão do "xerife" Alexandre de Moraes, que o incluiu como investigado no inquérito das supostas "fake news".

O presidente enumerou cinco queixas contra o ministro, entre elas “injustificada investigação no inquérito das fake news, quer pelo seu exagerado prazo, quer pela ausência de fato ilícito”. Ainda sobre o mesmo caso, Bolsonaro alega que o ministro não permitiu “que a defesa tenha acesso aos autos” e que a apuração “não respeita o contraditório”.

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