O vice-ministro da Defesa da Arábia Saudita, Khaled bin Salman, também filho do rei saudita, acusou, nesta quinta-feira (16), o Irã de estar por trás dos ataques com drones realizados a duas estações de bombeamento de um oleoduto na região da capital Riad, na terça-feira (14). A autoria dos ataques foi reivindicada por rebeldes iemenitas xiitas - chamados de huthis -, que lutam contra o governo sunita do Iêmen, apoiado pelos sauditas. Salman afirmou, no entanto, que, apesar de executado pelos huthis, o atentado foi ordenado pelo Irã. "O ataque prova que as milícias são uma mera ferramenta usada pelo Irã para implementar sua agenda expansionista", disse o príncipe saudita, por meio de sua conta no Twitter. Em retaliação, a coalizão liderada pela Arábia Saudita que atua no Iêmen executou, também nesta quinta-feira, vários bombardeios contra alvos huthis, particularmente em Sanaa, a capital, onde pelo menos seis pessoas morreram. O acirramento de tensões entre Irã e Arábia Saudita está inserido em um contexto de piora nas relações entre o país persa e os Estados Unidos, que no ano passado anunciaram saída unilateral do acordo nuclear assinado em 2015 com os iranianos e outras seis potências mundiais. O acordo retirava as sanções econômicas sobre os persas em troca de um compromisso do Irã de não buscar construir armamento nuclear. Em abril, Washington anunciou a volta das sanções aos iranianos além disso, estendeu a ameaça de retaliação aos importadores de petróleo do Irã. Na última sexta-feira (10), os Estados Unidos enviaram um porta-aviões e uma bateria de mísseis ao Oriente Médio como um forte aviso ao Irã.

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