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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Nos Estados Unidos, Bolsonaro critica imprensa brasileira e os protestos de rua

O presidente Jair Bolsonaro utilizou seu discurso de agradecimento nesta quinta-feira (16), durante cerimônia que o homenageou como "personalidade do ano", para fazer críticas à imprensa brasileira e aos partidos de esquerda e para ironizar as manifestações contra reduções orçamentárias na área da educação. No evento organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, em Dallas, ele afirmou que sofre com a mídia brasileira, segundo o qual não é isenta, e disse que a esquerda no País se infiltrou em universidades e escolas de ensino médio e fundamental. "Até hoje, sofremos com a mídia brasileira. Até venho sempre dizendo à mídia brasileira: 'Se vocês fossem isentos, já seria um grande sinalizador de que o Brasil poderia, sim, romper obstáculos e ocupar um lugar destaque no mundo", disse. Em tom irônico, ele disse que foram feitos protestos em capitais do País "como se a educação até o final do ano passado fosse uma maravilha no Brasil". Na quarta-feira (15), também em viagem aos Estados Unidos, Bolsonaro disse que manifestantes eram "idiotas úteis" e "massa de manobra". "Ontem, vimos algumas capitais de Estado com marchas pela educação, como se a educação até o final do ano passado fosse uma maravilha no Brasil. Temos um potencial humano fantástico, mas a esquerda brasileira entrou, infiltrou e tomou não só a imprensa brasileira, mas também grande parte das universidades e as escolas do ensino médio e fundamental", afirmou. No evento, o presidente criticou seus antecessores no Palácio do Planalto, ressaltando que eles implementaram "políticas nefastas" e que tinham uma "ambição pessoal acima de tudo" que não permitia o crescimento do país. "No Brasil, a política até há pouco era de antagonismo a países como Estados Unidos. Os senhores eram tratados como se fossem inimigos nossos. Agora, quem até há pouco ocupava o governo, teve em sua história suas mãos manchadas de sangue na luta armada", afirmou, em referência á ex-presidente Dilma Rousseff, que atuou em grupo de combate à ditadura militar. Bolsonaro lamentou o fato de não ter recebido a homenagem em Nova York, mas disse que continuará respeitando os nova-iorquinos. "O Brasil de de hoje é amigo dos Estados Unidos. O Brasil de hoje respeita os Estados Unidos e quer o povo americano ao nosso lado. E termino com meu chavão de sempre: "Brasil e Estados Unidos acima de tudo", concluiu.

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