A deputada federal Carla Zambelli do PSL de São Paulo, dirigente do grupo Nas Ruas, que se notabilizou nas redes sociais, protocolou nesta quinta-feira uma ação popular com pedido de liminar para suspender o polêmico pregão do Supremo Tribunal Federal para contratação de um buffet de luxo no valor de R$ 1,1 milhão. “Observe-se que há, além de café da manhã, dentre as refeições, brunch, três tipos de almoço/jantar, três tipos de coquetéis e diversos tipos de bebidas”, alerta a deputada federal. No rol de bebidas alcoólicas estão vinhos premiados e uísque 18 anos. Segundo Carla Zambelli, “é afrontoso e inadmissível”. “É indubitavelmente vergonhoso e antiético o patrimônio público arcar com altíssimos gastos em bebidas alcoólicas a serem consumidas na Corte Constitucional”. “A função de um ministro do STF ou de um servidor que nele trabalhe é julgar processos de suas competências e auxiliar os ministros em tal missão, e naturalmente não se alimentar exaustivamente de forma luxuosa às custas do erário". O destino comum quase geral das ações populares no Poder Judiciário é aquilo que, nas antigas redações de jornais, chamava-se de quinta gaveta, ou seja, a cesta do lixo. Ações populares costumam dormir eternamento nas gavetas do Poder Judiciário. Um exemplo disso é a ação popular nº 0011061-54.2004.8.26.0053 (053.04.011061-6), ajuizada no primeiro semestre de 2004, denunciando fraude na licitação do lixo de São Paulo, valendo mais de 40 bilhões de reais. Até hoje, 15 anos depois, ainda não há uma sentença sequer de primeiro grau. A ação popular está parada na 8ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo.

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