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sábado, 16 de março de 2019

Filha do presidente do STJ ataca procurador da Lava Jato, chamando-o de "pirralho, podre, deixa as fraldas"

A advogada Anna Carolina Noronha, filha do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, saiu em defesa do pai em sua rede social. ‘Ninna’ Noronha atacou, via Instagram, o procurador Diogo Castor de Mattos, da força-tarefa da Lava Jato do Paraná, que criticou seu pai. A advogada chamou o procurador de "moleque inconsequente" e disse que ele deveria "deixar as fraldas". Ninna classificou o procurador como "pirralho" e "podre". No dia 4 de março, Diogo Castor de Mattos e os procuradores Felipe D´Elia Camargo, Lyana Helena Joppert Kalluf Pereira e Raphael Santos Bueno publicaram o artigo "Após a Lava Jato, Brasil precisa de renovação na Justiça", no jornal Folha de Londrina. No texto, os procuradores criticaram o ministro Noronha. “O ministro João Noronha, do STJ, não possuía currículo que pudesse classificá-lo como pessoa de ‘notável saber jurídico’, requisito constitucional para acesso aos cargos nos tribunais superiores. Formou-se na pequena Pouso Alegre/MG, jamais passou perto das cadeiras acadêmicas de mestrado e doutorado, exercendo por toda a vida o cargo de advogado do Banco do Brasil. Ao menos é isso que suas decisões fazem crer”, afirmaram. “No final de janeiro, faltando apenas quatro horas para acabar o seu plantão judiciário como presidente do STJ, sem ser o juiz da causa, sem ouvir a Procuradoria-Geral da República e já tendo se manifestado publicamente contra a prisão do alvo, o que certamente afasta sua imparcialidade, usando de argumentos que não foram apresentados nem pela defesa do preso e passando por cima da instância do TRF 4, que seria competente para analisar o pedido de liberdade, soltou da cadeia o ex-governador do Paraná, Beto Richa, até então preso preventivamente por corrupção.” Em sua rede social, Ninna Noronha, conselheira seccional da OAB/DF e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, Adolescente e Juventude, declarou que o pai foi "aprovado em primeiro lugar no concurso que prestou para juiz de Direito do Estado de Minas Gerais". “Antes de xingar Minas Gerais, seu pirralho, o sul de Minas e a faculdade de Direito de Pouso Alegre, volta pra casa, pra ver se sua mãe te ensina valores morais, éticos, e sobretudo, educação! Moleque inconsequente”, escreveu a advogada. 

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