
O ditador turco islâmico Recep Tayyip Erdogan mencionou neste domingo a possibilidade de transformar a antiga Basílica de Santa Maria de Istambul, um dos símbolos mundiais do cristianismo, agora um museu, em uma mesquita, depois das eleições de 31 de março. Quando perguntado, em uma entrevista na televisão, sobre a possibilidade de o museu se tornar gratuito, ele respondeu: "Não é impossível (...) Mas nós não faremos isso sob o nome de 'museu' mas de 'Mesquita Santa Sofia'". Seu comentário provocou surpresa na jornalista que lhe fez a pergunta no canal de TV TGRT Haber. Importante obra arquitetônica construída no século VI na entrada do estreito de Bósforo e do Chifre de Ouro, Santa Sofia é regularmente alvo de controvérsia entre cristãos e muçulmanos. Essa igreja, onde os imperadores bizantinos foram coroados, tornou-se uma mesquita no século XV, após a conquista de Constantinopla pelos otomanos, em 1453. Sob o regime secular de Mustafa Kemal Ataturk, já no século XX, foi convertido em museu, segundo a lei, para "oferecê-lo à humanidade". "Os turistas vêm e vão à Mesquita Azul, eles pagam alguma coisa? (...) Bom, nós faremos o mesmo com a Hagia Sophia", disse o ditador Erdogan, em meio à campanha eleitoral de 31 de março disputada em várias cidades importantes, como Ancara e Istambul. O status deste monumento, agora declarado Patrimônio da Humanidade pela esquerdopata Unesco e visitado por milhões de turistas todos os anos, continua a irritar os muçulmanos mais militantes na Turquia. Desde a chegada ao poder de Erdogan, em 2003, atividades relacionadas ao Islã proliferaram na Hagia Sophia, incluindo sessões de leitura de versos do Alcorão ou orações coletivas em frente a ele. A Grécia, que monitora de perto o futuro do patrimônio bizantino na Turquia, expressou repetidamente sua preocupação com iniciativas que questionam o status do monumento.
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