Este é o texto do comentário desta segunda-feira, 25, do jornalista Vitor Vieira, presente no canal de You Tube chamado Vitor Vieira (Videversus), sobre a questão do suprimento de óleo do Oriente Médio e de como o Ocidente, e o Brasil, são dependentes disso. E de como o Irã se constitui uma tal ameaça que até o Sultanato de Omã passa a se revestir de enorme importância estratégica. Clique no link a seguir para ouvir o comentário - https://youtu.be/DX0ua6tXjsI . Diz o texto: "Muitas pessoas se perguntam o que elas têm a ver com os problemas do Oriente Médio. Mal sabem as pessoas que, quando encostam seus carros em um posto de gasolina, e mandam encher os tanques, isso tem a ver estreitamento com o Oriente Médio. Como assim, vão se perguntar as pessoas. É simples. Todo o petróleo que o Brasil extrai das profundezas do mar ou em campos terrestres, não serve para ser tratado nas refinarias brasileiras. Ele é vendido no mercado externo, para ser tratado em refinarias adequadas para o tipo de óleo pesado encontrado aqui. As refinarias brasileiras, todas da Petrobrás, que tem um monopólio do mercado nacional nesse setor, foram todas construídas exclusivamente para o refino de óleo leve, típico do que é produzido nos países do Oriente Médio, especialmente Arábia Saudita e Kuwait. Esses são países árabes que têm litoral no Golfo Pérsico.
Do outro lado do golfo Pérsico está o Irã, ou antiga Pérsia. Esse país é islâmico, dominado por uma feroz ditadura gerontocrática teocrática islâmica, porém não de origem árabe. Os iranianos são islâmicos, mas não falam árabe, falam o farsi, a lingua originária da antiga Pérsia. O Irã tem pretensões imperiais, quer dominar todo o mundo árabe, e vive ameaçando fechar o Estreito de Ormuz, que dá entrada ao Golfo Pérsico, por onde se escoa a enorme maioria dos barris de petróleo leve consumidos no mundo inteiro. Portanto, se os brasileiros não quiserem ser surpreendidos um dia pela falta de gasolina e óleo dieses, pelo fechamento do Golfo Pérsico pelo Irã, devem se interessar pelo que acontece na região. O Irã apóia as organizações terroristas islâmicas Hizbollah e Hamas, que ameaçam Israel, respectiavamente, ao Norte, desde o Líbano, e ao Sul, da Faixa de Gaza. O Irã entrega armamentos e dinheiro para essas organizações terrorista. O Irã também mandou alguns milhares de militares, especialmente da sua Guarda Revolucionária, para atuação na Síria.
Mas, essa presença do Irã no Oriente Médio consiste em uma grande ameaça também para países árabes, como Jordânia e Arábia Saudita. O reino saudita é atacado todos os dias por milícias terrorista islâmicas do Iêmen, que recebem armas e dinheiro também do Irã. Estas milícias têm a audácia de lançar mísseis para o ataque do aeroporto em Riad, capital da Arábia Saudita. O interesse da Irã no Iêmen se explica por este país ficar na entrada do Mar Vermelho, que dá acesso ao canal de Suez, e também ao golfo de Aqaba, que dá acesso ao mar e ao canal de Suez para a Arábia Saudita, Jordânia e Israel. O próprio Egito depende na sua economia do intenso tráfego naval que passa pelo canal de Suez. No Oriente Médio árabe, só Egito e Jordânia têm relações diplomáticas com Israel. Mas, todo o mundo árabe já se deu conta que o grande inimigo dessas nações é o Irã com suas pretensões imperiais. Em outubro do ano passado, causou uma grande surpresa internacional quando o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez uma visita trabalhada em segredo ao Sultanato de Omã. Ele foi convidado pelo sultão Qabous ben Said e tratado com grande deferência.
Ora, qualquer criança deve saber que dessa visita deve ter resultado a assinatura de um tratado secreto, pelo qual o Sultanato de Omã assegura a liberdade para Israel usar seus aeroportos e portos como bases no caso de necessidade um ataque militar ao território do Irã. E a própria Arábia Saudita, que já franqueou que aviões de companhias aéreas utilizem seu espaço aéreo para alcançar o aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, Israel, já deve ter assegurado o mesmo direito a Israel para uso de seu espaço aéreo se e quando tiver necessidade para o caso de um ataque ao Irã. Nesta possíbilidade, Israel ainda poderá utilizar as poderosas instalações da gigantesca base aérea americana localizada no meio do deserto, na saída da capital Doha, no Qatar. O Qatar fica no litoral do Golfo Pérsico, bem defronte do Irã. Israel também tem excelentes relações com o Azerbaijão, ao norte, que fica bem mais próximo da capital iraniana Teerã, localizada próxima do Már Cáspio.

Neste domingo o Sultanato de Omã anunciou que assinou um acordo com os Estados Unidos, para que a nação americana possa utilizar seus portos e aeroportos. O sultanato, espremido entre o Irã, por um lado, e o Iemên controlado pelos iranianos, por outro lado, sabe que precisa se proteger. E busca a proteção das potências militares de Israel e dos Estados Unidos. Todos esses movimentos são importantes para garantir a gasolina e o óleo diésel que abastecem os tanques de carros, ônibus, caminhões e aviões no Brasil. Portanto, todo brasileiro deve levar muito a sério os movimentos diplomáticos e militares envolvendo a região do Oriente Médio, porque sua vida depende do que acontecer por lá. E fique sabendo, os grande defensores dos interesses do Brasil são os Estados Unidos e Israel. São países vitais para o Brasil e os brasileiros".
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