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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais cancela autorização da Vale para operar barragem de Laranjeiras

A Vale confirmou que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) cancelou a autorização da barragem de Laranjeiras em função de ação movida pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais. A secretaria determinou a suspensão imediata da Mina de Jangada por entender que a licença da mina está unificada à da Mina Córrego de Feijão. Segundo a empresa, a Mina da Jangada já estava paralisada em consequência da paralisação da operação da mina Córrego de Feijão. A partir das 16 horas, as ações da Vale ingressaram em um movimento de forte queda diante do noticiário negativo. Ao fim do pregão, os papéis da mineradora fecharam em baixa de 4,88%, cotados a R$ R$ 42,46, na mínima do dia. A queda do Ibovespa, principal índice da Bolsa, foi de 3,74%. A empresa lembra que, no início da semana, já tinha informado a paralisação de depósito de rejeitos em diversas barragens da empresa, dentre as quais, a barragem de Laranjeiras utilizada na operação da mina de Brucutu. "A barragem de Laranjeiras foi construída pelo método de construção convencional e possui atestado de estabilidade vigente. A Vale entende, assim, que não existe fundamento técnico e/ou jurídico ou avaliação de risco que justifique o cancelamento da autorização", afirma a empresa.

Segundo a empresa, a retomada das operações de Brucutu está condicionada à revogação da decisão liminar da ação do Ministério Público e à concessão de autorização ou licença para operação da barragem de Laranjeiras. A empresa reitera que o cancelamento da autorização tem um impacto estimado de aproximadamente 30 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. A barragem de Laranjeiras faz parte da mina de Brucutu, a maior da Vale em Minas Gerais, e que produz cerca de 30 milhões de toneladas de minério de ferro. 

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