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sábado, 3 de novembro de 2018

Novo governador do Rio de Janeiro quer treinamento de snipers em todas as unidades policiais

Governador eleito do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel afirmou na manhã desta quinta-feira (1º) que cada batalhão de Polícia Militar terá uma unidade de operações especiais. A ideia é que estes profissionais sejam os responsáveis por ações em que sejam necessários tiros letais contra criminosos, que descarta a continuidade da intervenção federal. “São profissionais da Core e do Bope. E cada batalhão nosso terá uma unidade de operações especiais”, destacou Witzel. Atualmente, em caso de necessidade, as unidades de operações especiais são acionadas. Witzel classificou o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora como equivocado. “Não é assim que vai resolver o problema de segurança pública nas comunidades. Nós vamos resolver tirando o criminoso lá de dentro, asfixiando o crime organizado, investindo no combate à lavagem de dinheiro e dando dignidade às comunidades. Precisamos fazer a urbanização, precisamos enfrentar esse desafio", afirmou. Ele voltou a afirmar que criminosos serão atingidos de maneira letal por atiradores especializados se estiverem portando fuzis e ameaçando a segurança da população. Segundo Witzel, eles seriam atingidos em pontos como a cabeça, o coração ou pescoço. “Porque, se você não fizer isso, eles vão disparar a arma. E tem que ser abatido, de forma letal. Eles serão treinados, preparados para isso. Qualquer criminoso que tem sob sua mira imediata ou instantaneamente alguém refém, ele tem que ser abatido. É assim no mundo inteiro. Aqui não pode ser diferente”, explicou o governador eleito. Ele destacou que conta com uma consultoria especializada para a formação destes profissionais: "Eu estou aqui com o especialista, o Flávio Pacca é meu assessor especialista na área de tiro e está me ajudando a montar esse cronograma, esse programa de formação dos nossos policiais de operações especiais". Witzel não espera que a intervenção na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro dure até o ano que vem. Ele pretende comandar a segurança pública. A possibilidade de uma participação das Forças Armadas na segurança pública seria somente por meio de uma Garantia da Lei e da Ordem.

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