
Terceiro colocado no primeiro turno da disputa ao governo de São Paulo, o empresário Paulo Skaf (MDB) decidiu apoiar o governador Márcio França (PSB) no segundo turno contra o candidato tucano João Doria. Ambos anunciam a aliança nesta quarta-feira, 9, em uma visita a uma unidade do Sesi na cidade de Suzano, na Grande São Paulo, onde Doria venceu os rivais. Segundo aliados de Skaf, o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) já tem uma relação antiga com França, que o lançou na política na eleição a governador em 2010 pelo PSB. Ele também demonstrou irritação com os ataques que sofreu da campanha de Doria. O tucano usou jingles na propaganda de rádio para associar Skaf ao presidente Michel Temer e dizer que seu filho foi beneficiado pelo governo do MDB com recursos da Lei Rouanet. A peça foi suspensa pela Justiça Eleitoral.
Como já é praxe nas declarações de apoio entre candidatos no segundo turno, França deve se comprometer com alguns pontos do programa de governo de Skaf. O principal deles é de “levar o padrão Sesi para as escolas estaduais", bandeira de campanha do emedebista. Nos debates, porém, o pessebista chegou a criticar o empresário pelo fato de o Sesi cobrar mensalidade e também o associou a Temer e ao governo do MDB no Rio de Janeiro. O apoio de Skaf, que perdeu para França a vaga no segundo turno por uma diferença de 89 mil votos, é o principal trunfo do atual governador para tentar virar o jogo contra Doria – desde a aprovação da reeleição, em 1998, todo governador paulista que tentou um novo mandato saiu vitorioso das urnas. No primeiro turno, França teve 21,5% dos votos válidos, ante 31,8% de Doria, o que representou uma vantagem de 2,1 milhões de votos para o tucano – metade da votação recebida por Skaf.
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