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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Roraima suspende compra de energia da Venezuela e opera com usinas térmicas locais após série de apagões


A Eletrobras Roraima suspendeu o uso da energia da Venezuela e há onze dias o consumo elétrico no Estado é gerado por quatro términas locais, informou na segunda-feira (24) o presidente da empresa, Anselmo Brasil. O motivo da suspensão foram os constantes apagões no Estado. Só este ano já foram registrados 65 blecautes, quase o dobro de todo o ano de 2017, quando foram registrados 34. Destes, 13 ocorreram em julho, dez em agosto e 34 este mês, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, na prática, a Venezuela segue enviando energia via Linhão de Guri, no entanto, a Eletrobras suspendeu a transmissão do país vizinho e tem usado apenas o que é gerado pelas usinas térmicas do Estado. Roraima é o único estado no País que não faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN) e depende da energia venezuelana. De acordo com Brasil, a energia passou a ser fornecida pela térmicas locais às 13h30 no dia 16 de setembro, quando o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, órgão ligado ao Ministério de Mina e Energia, determinou que a Eletrobras suspendesse o uso da energia importada do país vizinho. “O fornecimento de energia da Venezuela foi suspenso porque a confiabilidade estava muito baixa, com interrupções de até três vezes por dia. O Ministério de Minas e Energia determinou que nós suspendêssemos o fornecimento até que ele passasse a ter uma confiabilidade maior” disse.

Na última quinta-feira (20), diretores da Aneel visitaram a termelétrica de Monte Cristo, em Boa Vista, principal usina do Estado, que vem sendo acionada para garantir o suprimento à população de Roraima. Com suspensão da energia da Venezuela, o Estado opera atualmente com o parque térmico das usinas de Monte Cristo (125 megawatts), Floresta (40 megawatts), Distrito (40 megawatts) e Novo Paraíso (12 megawatts). Atualmente o estoque de combustível conta com 8 milhões de litros de óleo diesel, com durabilidade para oito dias. O consumo diário de uma usina é de 1 milhão de litros, considerado uma quantidade razoável, que pode custar entre R$ 3,5 a R$ 4 milhões em consumo.

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