quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Boletim médico da noite desta quinta-feira diz que Bolsonaro tem "evolução clínica estável" após cirurgia de urgência na madrugada

O candidato à Presidência da República pelo PSL, deputado federal Jair Bolsonaro, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), apresentando uma evolução clínica estável, segundo boletim divulgado pelo Hospital Albert Einstein na noite desta quinta-feira (13). Na noite desta quarta-feira (12), o político passou por cirurgia de emergência para desobstruir o intestino. Ainda de acordo com o Hospital Albert Einstein, Bolsonaro está recebendo analgésicos para controle de dor e não apresentou sangramentos ou outras complicações após o procedimento. "Permanece afebril, sem sinais de infecção e com função renal normal. Se mantém em jejum oral e com alimentação parenteral (endovenosa) exclusiva. Ainda não há previsão de alta da UTI".

Jair Bolsonaro está internado desde sexta-feira (7) no hospital da Zona Sul de São Paulo, após ser vítima de uma facada desferida por terrorista do PSOL, Adélio Bispo de Oliveira, durante ato de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais. O procedimento durou duas horas e terminou por volta das 23h30. Segundo os médicos, a nova intervenção foi bem-sucedida e o candidato passa bem. Ele não sentiu dores nem teve náusea durante a madrugada. Bolsonaro foi levado para o mesmo leito onde estava antes da cirurgia, e voltou a ter o protocolo de cuidados de UTI. Carlos Bolsonaro, um dos filhos do candidato, fez na manhã desta quinta-feira uma postagem nas redes sociais sobre a cirurgia. "Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem; estou vendo de perto o trabalho dessas pessoas desde o início e só temos a agradecer! Noite delicada, mas 100% contornada. O velho é forte como um cavalo, não é a toa que seu apelido de Exército é “cavalão!" 

Na noite desta quarta-feira, o hospital informou que Bolsonaro teve "distensão abdominal progressiva e náuseas", e precisou passar por uma tomografia no abdômen. O exame identificou presença de aderência obstruindo o intestino delgado. Segundo o hospital, a solução do problema era cirúrgica. Em uma das três perfurações sofridas no intestino delgado, formou-se uma fístula, um pequeno orifício, que provocou inflamação e gerou o quadro de aderência, que é uma obstrução intestinal. De acordo com médicos especialistas, a aderência (ou a união de dois tecidos do corpo) ocorreu em decorrência da cicatrização interna em áreas que sofreram incisão cirúrgica, no caso, a realizada após a facada. A aderência foi causada pela inflamação decorrente do trauma e dificultou a passagem de alimentos pelo intestino. Na cirurgia, as fístulas foram suturadas e as aderências foram liberadas. "Além disso, constatou-se um extravasamento de secreção entérica (secreção intestinal) a montante do ponto de obstrução em uma das suturas realizadas anteriormente para correção dos ferimentos intestinais. Em grandes traumas abdominais esta complicação é mais frequente do que em cirurgias programadas", diz o boletim da manhã desta terça (leia a íntegra acima): "A limpeza abdominal foi realizada como feito rotineiramente". Todos os pontos de possível obstrução foram tratados para reduzir a chance de novos problemas na região. A alimentação voltou a ser parenteral (endovenosa) desde a tarde de quarta-feira. A dieta será liberada quando se reestabelecer o trânsito gástrico. O tipo de dieta será decidido após a liberação. 

Bolsonaro sofreu um atentado na última quinta-feira (6) e foi atingido por uma facada desferida por um terrorista do PSOL, Adélio Bispo de Oliveira, durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Bolsonaro precisou passar por cirurgia após sofrer lesões nos intestinos delgado e grosso, e foi encaminhado para o Albert Einstein no dia seguinte. A previsão inicial de internação era de sete a dez dias. Médicos e parentes do presidenciável disseram que a nova cirurgia, porém, deve atrasar a alta. Depois de sair do hospital, o candidato será submetido a outra cirurgia de grande porte para "reconstruir o trânsito intestinal e retirar a bolsa de colostomia". A realização da operação já estava prevista para depois que o candidato tiver alta. Segundo médicos, a cirurgia só deve acontecer daqui a dois meses. Nesse meio tempo, Bolsonaro seguirá com a bolsa externa ligada à barriga.

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