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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Senador republicano John McCain encerra tratamento contra o câncer e sua morte é iminente

O senador republicano John McCain, do Arizona, interromperá o tratamento contra o câncer no cérebro que tem realizado há mais de um ano. A decisão foi anunciada por sua família nesta sexta-feira, 24, em um sinal de que o senador e veterano de guerra está em seus últimos dias. "No último verão, o senador John McCain dividiu com os americanos a notícia que nossa família já sabia: ele havia sido diagnosticado com um glioblastoma agressivo, e o prognóstico era sério. No ano que se passou, John superou as expectativas para seu tempo de vida. Mas o progresso da doença e o inexorável avanço da idade deram seu veredito", disse a família, por comunicado: "Com sua usual força de vontade, ele agora escolheu descontinuar o tratamento médico". McCain estava sob tratamento desde julho de 2017 e ausente de Washington desde dezembro. Sua família está reunida no Arizona, e pessoas próximas dele afirmam que sua morte é iminente. De seu rancho no Arizona, o senador foi capaz de se manter com voz importante nos debates sobre política externa e questões militares, criticando o presidente americano, Donald Trump, depois da cúpula com o presidente russo, Vladimir Putin, um de seus antigos adversários. No Arizona, ele tem recebido amigos próximos para renovar laços. Mas depois de décadas trabalhando em Washington e reconhecido pelo caráter forte, McCain havia se retirado do olhar público. Filho e neto de almirantes de quatro estrelas da Marinha, ele passou mais de cinco anos como um prisioneiro de guerra no Vietnã. O senador se tornou uma das maiores figuras na política americana, tentando a candidatura para a presidência da República por duas vezes e sendo escolhido como o candidato republicano em 2008. No Congresso, ele tem sido elogiado e criticado por muitos, incluindo Trump, por sua disposição em contrariar o próprio partido em questões como financiamento de campanhas eleitorais e saúde pública.

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