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sábado, 25 de agosto de 2018

ANP confirma interdição da Replan para evitar novos acidentes

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou nota na qual confirma ter comunicado à Petrobras que não permitirá a retomada da operação da Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, nos próximos dias, como a empresa pretendia. Para voltar a produzir combustível na sua maior refinaria, a estatal vai ter que aguardar autorização do regulador. A decisão contraria os planos da petroleira, que já tinha divulgado a intenção de religar ao menos metade das máquinas. A Replan está parada desde a madrugada da última segunda-feira, 20, quando uma explosão, seguida de incêndio, atingiu três unidades da planta industrial. A ANP, que acompanha as investigações desde o início, informou que o incêndio começou com a explosão de um tanque que faz parte da unidade de tratamento de água ácida. O fogo, então, se espalhou por outras duas unidades - de craqueamento catalítico e destilação atmosférica. O incêndio ainda atingiu parte da tubulação principal, que interliga diferentes unidades da refinaria.

Como as máquinas são duplicadas, a Petrobras pretendia religar as que não foram atingidas pelo incêndio e, assim, retomar parcialmente a operação. A Replan tem capacidade para processar 434 mil barris por dia (bpd) de derivados e estava trabalhando quase à plena carga na segunda-feira, quando houve o acidente. A refinaria responde por quase 20% da produção da estatal. "Para o retorno das operações, a Petrobras deverá encaminhar à agência documentos e informações que comprovem condições de segurança adequadas, e aguardar comunicado de desinterdição das instalações", informou a ANP em comunicado oficial, no qual destaca preocupação com novos acidentes.

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