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segunda-feira, 15 de março de 2010

Relatório aponta que banco Lehman Brothers escondeu dívidas antes de quebrar

Um relatório divulgado na sexta-feira sobre a quebra do banco norte-americano Lehman Brothers, considerada um marco do início da crise econômica mundial, diz que executivos da instituição esconderam o real estado das contas do banco antes dele pedir concordata, em setembro de 2008. O documento afirma que o banco de investimentos estava insolvente por semanas antes de quebrar. Ele também acusa os executivos de "manipulação dos relatórios financeiros" e de usar um recurso de contabilidade para esconder as dívidas do Lehman Brothers. A empresa de auditoria Ernst & Young, que prestou serviços para a empresa, também foi citada no relatório, sendo acusada de graves erros que levaram ao ocorrido. O documento de 2.200 páginas afirma que há possibilidade de um processo contra os ex-executivos do banco. O advogado Anton Valukas, presidente da companhia de advocacia que liderou a investigação, afirmou que os credores poderão abrir um processo contra o presidente do Lehman Brothers, Dick Fuld, e os diretores financeiros, Chris O'Meara, Erin Callan e Ian Lowitt, alegando negligência ou não cumprimento de deveres. Valukas também afirmou que há provas suficientes de que a Ernst & Young foi negligente e que a companhia poderá ser processada por "incompetência profissional". A maior parte do relatório, que recolheu provas junto a todos os principais envolvidos no colapso do Lehman Brothers e nas tentativas de resgatar a companhia, traz acusações do uso de um "truque" conhecido como "Repo 105". Este é um recurso de contabilidade que, por meio da manipulação de informações sobre ativos, dá a impressão que o nível de endividamento de uma empresa diminuiu. O Lehman Brothers usou cada vez mais este recurso enquanto seus problemas aumentavam.

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