Preso na Polícia Federal, o governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), ganhou uma nova sobrevida contra o processo que responde na Justiça Federal sob a acusação de violar sigilo de votação no Senado em 2000. Há quase quatro anos evitando prestar depoimento sobre o caso, a audiência marcada pelos advogados do governador no final do mês passado teve que ser adiada por causa da prisão. Como tem prerrogativa de marcar o depoimento por causa do cargo de governador, a audiência não tem data para ocorrer. Pela lei, Arruda tem o privilégio de ser ouvido em casa e marcar a data. A custódia de Arruda ainda provocou o cancelamento do depoimento de testemunhas que seriam ouvidas no dia 2 de março. O juiz do processo, Alexandre Vidigal de Oliveira, afirmou na sexta-feira que o andamento do caso continua nas mãos de Arruda. "Na realidade, estamos tentando ouvi-lo há bastante tempo, mas nesse tipo de processo, a autoridade fica refém do acusado. Nesse caso específico, o depoimento depende exclusivamente de Arruda", afirmou. Segundo o juiz, mesmo que Arruda se colocasse à disposição para ser ouvido na prisão, o depoimento dependeria de uma autorização do ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, que determinou a prisão de Arruda e mais quatro aliados acusados de obstruir as investigações do esquema de corrupção.
Nenhum comentário:
Postar um comentário