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sábado, 1 de dezembro de 2007

Pró-reitora assassinada da UFMT sofria ameaças

A pró-reitora da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) de Rondonópolis (cidade localizada a 219 quilômetros de Cuiabá), Soraiha Miranda de Lima, de 41 anos, assassinada na noite da última terça-feira, vinha sofrendo ameaças, conforme a Polícia Civil. A conclusão foi obtida a partir do depoimento das primeiras testemunhas ouvidas no inquérito que apura as circunstâncias da emboscada que matou a pró-reitora, mais o professor de zootecnia Alessandro Luís Fraga, de 33 anos, e o prefeito do campus, Luís Mauro Pires Russo, de 44 anos. Os três servidores da universidade estavam em um carro estacionado em frente à casa da pró-reitora, quando foram surpreendidos por um homem encapuzado, que atirou ao menos cinco vezes e fugiu a pé. O sociólogo Naldson Ramos, coordenador do Núcleo de Estudos da Violência da UFMT e amigo de Soraiha, afirmou que as pressões vinham de dentro da universidade. "Tudo começou quando ela decidiu revogar os contratos de terceirização que havia com empresas de segurança privada, vigilância e limpeza. O serviço era ruim, mas rendia benefícios para muito servidores, que se incumbiam de defender os interesses das empresas”, disse ele. Além de ameaças por telefone, disse o sociólogo, a pró-reitora teria se queixado de uma série de ocorrências dentro do campus. "Um dia, roubavam cabos de energia para deixar a faculdade sem luz. No outro, equipamentos sumiam sem que houvesse marcas de arrombamento. Para Soraiha, todos os fatos estavam relacionados à oposição que ela sofria. A polícia trabalha com outras duas hipóteses para o crime. Uma delas diz respeito a um pedido de doação à UFMT de uma fazenda seqüestrada pela União comprada com o dinheiro do assalto ao Banco Central de Fortaleza.

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